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Obturações na boca podem aumentar níveis de mercúrio no sangue, diz estudo

Por: uol

As obturações dentárias compostas por uma mistura de mercúrio, prata, estanho e outros metais contribuem significativamente para o aumento dos níveis de mercúrio no sangue, segundo pesquisa da Universidade da Geórgia (EUA) publicada na revista Ecotoxicologia e Segurança Ambiental.

Os resultados mostraram que as pessoas com mais de oito obturações tinham 150% mais mercúrio no sangue do que aqueles com nenhuma. O amálgama dental é usado há mais de 150 anos para preenchimento dentário por ser acessível e durável. No entanto, cerca de metade de sua composição contém mercúrio, um metal pesado e tóxico, que em níveis elevados causa problemas no cérebro, coração, rins e pulmão, além de alterações no sistema imune. Hoje há outras opções à base de resina. A pesquisa, que analisou dados de 15 mil pessoas, é a primeira a demonstrar uma relação entre obturações dentárias e exposição ao mercúrio em uma população representativa. A cárie dentária é uma das doenças crônicas mais prevalentes. Por isso, muitas pessoas têm usado obturações dentárias, mas os materiais usados pelos dentistas não são realmente discutidos”.

Lei Yin, cientista do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental  A preocupação com a exposição ao mercúrio pelas obturações dentárias não é nova, mas estudos anteriores não mostraram dados consistentes sobre os danos, de acordo com Xiaozhong “John” Yu, professor assistente de Ciências da Saúde Ambiental e coautor do estudo.

“Este estudo tenta fornecer os níveis mais precisos de exposição, que formarão a base científica para fazer avaliação de risco futuro”, disse Yu, acrescentando que a pesquisa foi a primeira a selecionar por idade, escolaridade, etnia, raça, sexo, tabagismo e consumo de frutos do mar –conhecido fator de aumento dos níveis de mercúrio no corpo.

Os pesquisadores analisaram a exposição por tipos específicos de mercúrio e encontraram um aumento significativo de metil-mercúrio, a forma mais tóxica do metal, nas obturações dentárias. Como toxicologistas, sabemos que o mercúrio é um veneno, mas tudo depende da dose. Então, se você tem um preenchimento dental, talvez seja okay. Mas se você tem mais de oito preenchimentos dentários, o risco potencial de efeitos adversos é maior.”

Xiaozhong Yu, professor assistente de Ciências da Saúde Ambiental Grávidas e crianças O FDA (Food and Drug Administration), semelhante à Anvisa no Brasil, considera as obturações dentárias seguras para adultos, mas informa em seu site que “grávidas e pais com filhos menores de seis anos que estão preocupados com a ausência de dados clínicos a longo prazo sobre as obturações devem conversar com seu dentista”.

O estudo também analisou a contaminação de outros reagentes nas obturações feita com resina e encontrou dados preocupantes. A resina libera pequenas quantidades de bisfenol A (BPA), substância química que pode causar danos na fertilidade ou no desenvolvimento humano.

Mas a pesquisa não encontrou concentração de bisfenol A na urina das pessoas com obturação de resina, revertendo assim o indicativo de excesso da substância química no organismo. Para os pesquisadores, ainda é necessário fazer mais pesquisas para entender a exposição ao BPA pela obturação à base de resina.

Aprenda mais sobre a Síndrome Complexa de Dor Regional

Por: Dr. Marcus Yu Bin Pai

A síndrome complexa de dor regional (SCDR) é uma condição de dor crônica, geralmente afetando um dos membros (braços, pernas, mãos ou pés), após uma lesão ou trauma para esse membro. Acredita-se que a síndrome complexa de dor regional surge por danos ou mau funcionamento do sistema nervoso periférico e central.

A Síndrome complexa de dor regional, também chamada de distrofia simpático reflexa, é uma condição de dor crônica em que altos níveis de impulsos nervosos são enviados para uma área afetada.  Especialistas acreditam que a síndrome complexa de dor regional ocorre como um resultado de disfunção do sistema nervoso central ou periférico.

síndrome complexa de dor regional é mais comum em pessoas entre 20-35 anos. A síndrome também pode ocorrer em crianças.  A doença afeta mais comumente mulheres que homens.  Não há cura para síndrome complexa de dor regional.

O que causa a Síndrome de Dor Complexa Regional?

aprenda mais sindrome complexa de dor regional

SCDR muito provavelmente não tem uma causa única, é o resultado de muitas causas que produzem sintomas similares. Algumas teorias sugerem que os receptores de dor na aérea afetada do corpo tornam-se sensíveis às catecolaminas, um grupo de mensageiros do sistema nervoso.

Em casos de lesões relacionadas com síndrome complexa de dor regional, a síndrome pode ser causada por um desencadeamento da resposta imunológica, o que pode levar à sintomas de inflamação como vermelhidão, calor e inchaço na área afetada. Por esta razão, acredita-se que a SCDR pode representar uma perturbação do processo de cura.

Quais são os sintomas da Síndrome complexa de dor regional?

sindrome complexa de dor regional esquema

Os sintomas da síndrome complexa de dor regional variam em gravidade e em duração. Um sintoma de SDCR é dor contínua, intensa que fica pior em vez de melhorar ao longo do tempo. Se ocorrer síndrome complexa de dor regional após uma lesão, a dor pode parecer fora de proporção com a gravidade do machucado. Mesmo nos casos que envolvem uma lesão apenas em um dedo do pé ou da mão, a dor pode se espalhar para incluir o braço ou a perna. Em alguns casos, a dor pode até mesmo viajar para a extremidade oposta. Outros sintomas da síndrome complexa de dor regional incluem:Dor ardente

Inchaço e rigidez nas articulações afetadas

Deficiência motora, com diminuição da capacidade para mover a parte do corpo afetada

Mudanças no padrão de crescimento das unhas e do cabelo; pode haver o crescimento rápido do cabelo ou nenhum crescimento.

Alterações na pele.  A síndrome complexa de dor regional pode envolver mudanças na temperatura da pele – a pele em uma extremidade pode estar mais quente ou mais fria em comparação com a extremidade oposta.  A cor da pele pode tornar-se manchada, pálida, roxa ou vermelha. A textura da pele também pode mudar tornando-se brilhante e fina. As pessoas com SCDR podem ter a pele que às vezes parece estar excessivamente suada. A SCDR pode ser agravada por stress.

Como a Síndrome Complexa de Dor Regional é diagnosticada?

sindrome complexa de dor regional o que e

Não há nenhum exame ou diagnóstico específico para síndrome complexa de dor regional, mas alguns exames podem excluir outras condições.  Uma cintilografia óssea trifásica pode ser utilizada para identificar alterações no osso e na circulação do sangue. Alguns médicos podem aplicar um estímulo (por exemplo, calor, toque ou frio) para determinar se há dor em uma área específica.

Realizar um diagnóstico seguro de síndrome complexa de dor regional pode ser difícil no início do curso da doença quando os sintomas são poucos ou leves.  SDCR é diagnosticada principalmente através da observação dos seguintes sintomas:Presença de uma lesão inicial

Uma quantidade maior do que o esperado da dor em uma lesão

Uma mudança na aparência da área afetada

Não há outra causa para a dor ou a alteração da aparência

Como a Síndrome Complexa de Dor Regional é tratada?

remedios para controle de dor e depressao

Por não existir nenhuma cura para síndrome complexa de dor regional, o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas dolorosos associados com a desordem. Terapias usadas incluem psicoterapia, fisioterapia e tratamento da toxico dependência, como analgésicos tópicos, narcóticos, corticosteroides, medicação para osteoporose, antidepressivos e anticonvulsivantes.

Outros tratamentos incluem:Bloqueio do nervo simpático: Estes bloqueios que são realizados de várias maneiras podem proporcionar alívio significativo da dor para algumas pessoas. Um tipo de bloqueio envolve a colocação de um anestésico ao lado da coluna vertebral para bloquear diretamente os nervos simpáticos.Simpatectomia cirúrgica: Esta técnica controversa destrói os nervos envolvidos na síndrome complexa de dor regional. Alguns especialistas acreditam que ele pode ter um resultado favorável, enquanto outros acham que isto agrava a condição. A técnica deve ser considerada apenas para as pessoas cuja dor é dramática, mas temporariamente aliviada por bloqueio simpático seletivo.Bombas de medicamentos intratecais: Bombas e cateteres implantados são usados para enviar medicação para alivio da dor no fluido espinhal.Estimulação da medula espinhal: Esta técnica, no qual eléctrodos são colocados ao lado da medula espinhal, oferece alívio para muitas pessoas com a doença.

Qual é o prognóstico da Síndrome Complexa de Dor Regional?

sindrome complexa de dor regional diagnostico

O resultado e evolução do tratamento da síndrome complexa de dor regional varia de pessoa para pessoa.

Quase todas as crianças e adolescentes tem boa recuperação. Alguns indivíduos podem sofrer com dor incessante e incapacitante, além de alterações irreversíveis  apesar do tratamento.

Evidências sugerem que tratamento de reabilitação precoce é útil para limitar o prejuízo da SCDR, mas este benefício ainda não tem sido comprovado em estudos clínicos. É necessário mais investigações para entender as causas da síndrome complexa de dor regional, como ela progride e o papel do tratamento precoce.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 – 65524
Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Colégio Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Cômite de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED)


O que é síndrome de guillain-barre? Como isso está relacionado à fibromialgia?

Por: http://daily.allabouthealtips.com/

Muitas pessoas se perguntam se a síndrome de Guillain-Barr e a fibromialgia estão relacionadas. Ambos produzem sintomas bastante semelhantes em pessoas que sofrem com eles, o que facilita ver por que as pessoas pensam que pode haver uma conexão entre a síndrome de Guillain-Barré e a fibromialgia. Mas há uma olhada no que exatamente são essas doenças e como elas estão relacionadas.

O que é síndrome de guillain-barre?

A síndrome de Guillain-barre (que na verdade é pronunciada como raio-x no caso de você perguntar) é uma doença que faz com que o sistema imunológico do seu corpo comece a atacar seus nervos. Ninguém sabe exatamente o que a causa, mas o fato de muitas vezes começar após uma doença grave significa que seu corpo pode reagir exageradamente à exposição a um vírus.

Você vê que, em uma pessoa saudável, o sistema imunológico funciona enviando glóbulos brancos para atacar células estranhas, como vírus ou bactérias. Mas com doenças auto-imunes, como a síndrome de Guillain-Barré, esses glóbulos brancos tornam-se sensíveis demais e começam a confundir suas próprias células com invasores estrangeiros. Portanto, para pessoas com uma doença auto-imune, o corpo está se atacando.

Como resultado, as pessoas com Guillain-barre têm uma série de sintomas. Esses incluem:

Dores musculares e fadiga
Sensação de formigamento nas extremidades que causa dormência
Dor intensa na região lombar

Geralmente, a doença começa após uma doença com uma sensação de picada ou formigamento nos dedos e se espalha para o resto do seu corpo. Pouco a pouco, fica mais difícil mover os músculos à medida que a doença se espalha. Em casos graves, a síndrome de Guillain-barre pode levar à paralisia total em alguns minutos. Pode ser fatal se a paralisia se espalhar para os pulmões, o que torna a respiração impossível.

Mas para a maioria das pessoas, a condição geralmente se resolve, embora a recuperação possa levar semanas ou até meses. Obviamente, a condição requer tratamento por profissionais médicos, no entanto.

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é outra condição que produz muitos sintomas semelhantes. Causa dores musculares e fadiga e causa dor na região lombar. Ninguém sabe ao certo o que causa a fibromialgia, mas muitas pessoas acreditam que também pode ser uma doença autoimune.

É possível que a síndrome de Guillain-Barr e a fibromialgia sejam causadas pela mesma coisa, que é o sistema imunológico que ataca os nervos. No momento, no entanto, ninguém sabe ao certo exatamente como a fibromialgia causa os sintomas que causa.

Mas é definitivamente diferente da síndrome de Guillain-barre em alguns aspectos cruciais. Primeiro, a dor se manifesta em 18 pontos específicos do corpo, em vez da dor generalizada do SGB. Segundo, as pessoas com fibromialgia não ficam paralisadas gradualmente como as pessoas com SGB. Finalmente, enquanto a síndrome de Guillain-Barr geralmente cura após algumas semanas ou meses, a fibromialgia não melhora com o tempo e não há cura eficaz para ela.

E ninguém sabe ao certo qual é exatamente o elo entre a síndrome de Guillain-Barr e a fibromialgia, mas parece que pode haver um.

Como estão relacionados a síndrome de Guillain-Barr e a fibromialgia?

Bem, é aqui que as coisas ficam difíceis. Sabemos que Guillain-barre e fibromialgia produzem sintomas semelhantes. E sabemos que ambos atacam os músculos. Mas não está claro se ambos são do mesmo tipo de doença.

Mas parece haver uma conexão no sentido de que Guillain-barre pode realmente levá-lo a desenvolver fibromialgia. Uma luta com a síndrome de Guillain-Barr é frequentemente extremamente traumática no corpo. E foi estabelecido que esse tipo de trauma pode desencadear fibromialgia.

De fato, pessoas com Guillain-barre relataram que foram diagnosticadas com fibromialgia após se recuperar do SGB. Portanto, é possível que a sensibilização excessiva do sistema imunológico que acompanha o SGB também cause fibromialgia posteriormente. Por outro lado, essa conexão pode ser uma total coincidência.

Infelizmente, embora haja evidências anedóticas de pessoas que sofrem de fibromialgia que sugerem que há uma ligação entre fibromialgia e síndrome de Guillain-Barre, até agora, os médicos não demonstraram conclusivamente. Mas ainda assim, parece que eles devem ter algum relacionamento, certo? Afinal, eles parecem afetar o corpo de maneira semelhante. Portanto, parece provável que o desenvolvimento de uma melhor compreensão das funções básicas que desencadeiam ambas as condições possa ajudar a alcançar o progresso e o estudo de como os nervos produzem síndromes de dor crônica.

E isso dá esperança de que um dia possamos entender a relação entre a síndrome de Guillain-Barre e a fibromialgia. E isso pode dar uma chance melhor de curar as duas doenças.

Tratamento de médicos da USP faz desaparecer células de câncer

Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas avançados

Por: Exame

Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, em um homem de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.

“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.

“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T

O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.

Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).

“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.

Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”

De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública

Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública. “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”

“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico.

Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa. “Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.

Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos. “O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente”, os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são “de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.

A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Como melhorar o sistema imunológico dos cães?

Por: meusanimais.com.br

Ter animais de estimação saudáveis ​​e felizes é geralmente uma prioridade para a maioria dos donos. Uma forma de evitar que os animais fiquem doentes é garantir que as defesas estejam em níveis satisfatórios.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter o animal afastado de possíveis complicações de saúde. Portanto, você deve tomar cuidado extra se você possui filhotes e animais idosos, pois nessas fases eles ficam em uma situação mais vulnerável.

Os cães podem também ter baixa imunidade
O sistema imunológico é responsável por nos proteger de uma variedade de agentes infecciosos como bactérias, fungos, parasitas e vírus. Se, por várias razões você está deprimido, adoece com mais freqüência e facilidade. Já reparou e relacionou as duas coisas?
Além disso, como nada é perfeito, falhas neste sistema acontecem e surgem as chamadas doenças autoimunes, tais como asma, lúpus ou diabetes.

Com os cães acontece o mesmo. Se o sistema imunológico deles estiver enfraquecido ou com um erro, eles começam a manifestar diferentes sinais de que algo está errado com a saúde.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter ele afastado de possíveis complicações de saúde.

Sinais de que as defesas do seu cão estão baixas
Avaliando as orelhas do cão
Preste atenção se os seguintes sinais são recorrentes no seu amigo peludo, eles podem indicar que as defesas imunológicas do seu animal de estimação devem ser reforçadas:

Infecções de ouvido;
Alergias;
Dermatite;
Conjuntivite;
Causas que podem enfraquecer o sistema imunológico do seu animal de estimação
Os fatores para que um cão tenha um sistema imunológico fraco podem ser físico ou psicológico. Também não devemos descartar razões externas. Entre elas:

Exposição a mudanças bruscas de temperatura ou um excesso ou falta de umidade na atmosfera;
Poluição;
Parasitas internos e externos;
Estresse;
Déficit nutricional;
Tenha especial cuidado com filhotes ou animais idosos pois o sistema imunológico deles é mais fraco.

Dicas para melhorar o sistema imunológico do cão
Há muitas ações que você pode adotar para melhorar o sistema imunológico do seu amigo peludo. Então, considere os seguintes tópicos, que vão certamente ajudar a reforçar as defesas de seu amigo de quatro patas:

Ofereça uma dieta equilibrada, que abrange todos os acordes exigências nutricionais de sua raça, idade e tamanho. Desparasite-o tanto interna como externamente com vacinação de acordo com o calendário definido pelo veterinário;
Garanta diariamente tempo suficiente para levar seu animal para passear e se exercitar ao ar livre;
Tente não fumar em locais fechados, onde seu animal de estimação está.
Não exponha ele a áreas recentemente tratadas com produtos químicos para limpeza ou desinfecção;
Para relaxar, ofereça a ele um ambiente limpo com uma temperatura adequada, bem ventilado, mas livre de correntes de ar frio.;
Não o leve para a rua quando as temperaturas estiverem extremas;
Seque-o bem, se ele se molhou em algum imprevisto;
Preste atenção especial para amortecer o estresse que muitas vezes acontece nos animais com as mudanças no ambiente familiar (mortes, nascimentos, separações, mudanças, um novo animal de estimação).
Um reforço extra

Cães comendo maçã
Cães comendo maçã

Autor: Misschien

Outra opção quando se trata de melhorar as defesas dos peludos são os suplementos vitamínicos. Embora as necessidades de vitaminas devem ser cobertas preferencialmente através de uma dieta equilibrada, em alguns casos, é uma boa opção dar aos peludos esses suplementos.

Mas tenha em mente que deve ser fornecida apenas com indicação veterinária, já que o excesso de vitaminas podem ser tóxicos e acabar sendo mais prejudiciais do que a falta dela.

Se, no entanto o cão estiver indicando que algo está errado com a defesa dele, talvez seja a hora do profissional indicar exames mais específicos para encontrar a origem do problema.

Um cão com defesas altas é um cão feliz

Lembre-se de verificar a saúde de seu animal de estimação, isso também é uma boa opção para demonstrar o quanto você o ama.

Certifique-se de que o sistema imunológico é forte em qualquer época do ano, é essencial para se manter saudável, forte e feliz.

Portanto, sempre consultar seu veterinário de confiança para aconselhamento sobre as melhores formas para o seu amigo de quatro patas sempre tem boas defesas para cima.

Atletas – A importância dos minerais

Ao lado das vitaminas, essas substâncias são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas do corpo

O consumo adequado de energia, macronutrientes (proteínas, carboidratos e lipídeos) e de micronutrientes (vitaminas e minerais) é fundamental para a manutenção da performance, da composição corporal e da saúde dos indivíduos.

As vitaminas e os minerais participam de processos celulares relacionados ao metabolismo energético, contração, reparação e crescimento tecidual e muscular; defesa antioxidante, resposta imune , ritmo cardíaco, condução do impulso nervoso, transporte de oxigênio e saúde óssea. Apesar de sua relativa escassez na dieta e no organismo, os minerais, juntamente com as vitaminas, são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas.

As necessidades de minerais podem ser atendidas por uma dieta variada e equilibrada, através de um “prato colorido”. Os sais minerais são substâncias inorgânicas, ou seja, não podem ser produzidos por seres vivos. Os mais conhecidos :

MINERALRECOMENDAÇÕESFONTE ALIMENTARFUNÇÃO
Cálcio1000 mgLeite, iogurte, queijos, peixes, gema do ovo, hortaliças verdes,
gergelim e feijão
– Formação de tecidos, ossos
e dentes;
– age na coagulação do sangue e na oxigenação dos tecidos;
– combate as infecções e mantém o equilíbrio de ferro no organismo.
Cromo35 mg – homens 
25mg – mulheres
Frutos do mar, carne, cereais
integrais, nozes e grãos
– Atua no metabolismo da glicose e das gorduras.
– Possui atividade farmacológica notável a nível da tolerância da glicose nos tecidos humanos.
Cobre900 ugFrutos do mar, cereais integrais, curry, fígado e
gérmen de trigo
– Formação do sangue e dos ossos
– liberação de energia dos alimentos
– produção de melanina
– faz parte da enzima antioxidante superóxido dismutase.
Flúor4 mg – homens
3mg – mulheres
Água potável fluoretada– Forma ossos e dentes
– previne dilatação das veias
– cálculos da vesícula e paralisia
Iodo150 ugSal iodado, frutos do mar (como peixes, moluscos e e crustáceos), leite, verduras folhosas e frutas– Necessário para a produção do hormônio da tireoide.
– envolvido na taxa de metabolismo, crescimento e reprodução.
Ferro8 mg – homens
18 mg – mulheres
Gema de ovo, fígado, carnes e vísceras de cor vermelha, leguminosas, vegetais verdes e folhosos– Formação da hemoglobina;
– atua como veiculador do oxigênio para todo o organismo
Magnésio420 mg homens
320mg mulheres
Gérmen de trigo, nozes, damasco, tofu, água de coco, camarão, cereais integrais, soja, acelga, quiabo– Atua na formação dos tecidos, ossos e dentes
– ajuda a metabolizar os carboidratos;
– controla a excitabilidade neuromuscular
Manganês2,3 mg – homens
1,8 mg – mulheres
Cereais integrais, castanhas, nozes, chás, avelã, soja, tofu e vegetais verdes folhosos– Importante para o crescimento
– intervém no aproveitamento do cálcio, fósforo e vitamina B1
Molibdênio
45 ugGérmen de trigo, feijão, vegetais verdes folhosos, fígado e cereais integrais– Participa de varias enzimas,
– metabolismo do DNA e de mecanismos de excreção de ácido úrico
Fósforo700 mgLeite, peixe, fígado, ovos e feijão– Atua na formação de ossos e dentes;
– indispensável para o sistema nervoso e o sistema muscular
– junto com o cálcio e a vitamina D, combate o raquitismo
Selênio55 ugCereais integrais, castanha do Pará, frutos do mar, semente de girassol, carne e algasFunção antioxidante
Zinco11 mgPão integral, frutos do mar, feijão, carne magra, semente abóbora, nozes, leite, iogurte e queijo– Atua no controle cerebral dos músculos
– ajuda na respiração dos tecidos
– participa no metabolismo das proteínas e carboidratos
– necessário para a ação de enzimas
– saúde do sistema imunológico
– maturação sexual masculina
– crescimento e formação de tecidos
Potássio
4,7 gFrutas secas, frutas frescas, banana, cítricas, vegetais crus ou cozidos, vegetais verdes folhosos e batata– Manutenção do líquido intracelular,
– contração muscular,
– condução nervosa,
– freqüência cardíaca,
– produção de energia
– síntese de proteínas e ácidos nucléicos.
Sódio
1,5 gSal de cozinha, carnes e produtos com base de carne, embutidos, queijos, bacon, sopa, vegetais enlatados, pão e cereais matinais– Equilibra os líquidos corporais,
– juntamente com o potássio e cloreto,
– manutenção do equilíbrio ácido básico,
– excitabilidade de músculos
– controla a pressão osmótica.

* A Ingestão Diária Recomendada (IDR) ou Referência de Ingestão Diária (RID) do inglês Reference Daily Intake (RDI) é o nível de ingestão diária de um nutriente que é considerado suficiente para atender as exigências de 97-98% de indivíduos saudáveis em todos os lugares dos Estados Unidos (onde foi desenvolvido, mas desde então tem sido utilizado em outros lugares).

Cristiane Perroni é nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em Obesidade e Emagrecimento. Tem especialização
em Nutrição Clínica pela UFF e trabalha com consultoria e
assessoria na área de nutrição.

Qual o papel do sono na imunidade?

Enquanto dormimos, nosso organismo realiza ajustes essenciais para o bom funcionamento das nossas defesas naturais. Conheça os detalhes de como o sistema imunológico se beneficia daquele merecido descanso.

Por: https://saude.abril.com.br/

Manter o sistema imunológico em forma dá trabalho. Muita energia é gasta para que a patrulha de células que compõem suas defesas permaneça a postos. Agora pense: qual é o momento ideal para realizar os ajustes nesse sistema e mantê-lo em operação? Nota dez a quem pensou nas horas de descanso noturno. Dormir bem é um fator crucial, pois durante esse período a imunidade se refaz.

Na contramão, quem fica as noites em claro não desenvolve uma proteção confiável. O pouco tempo no colchão faz subir a liberação de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse. “Em excesso, essa substância diminui a reação de defesa”, ensina a ginecologista Helena Hachul, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Um estudo conduzido na instituição paulista apontou que a privação de sono corta pela metade a produção de anticorpos de pessoas que tomaram a vacina contra a hepatite A. Outro artigo, assinado por experts da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que o risco de ficar resfriado é 4,5 vezes maior em sujeitos que cochilam por menos de cinco horas por dia. A conclusão é taxativa: descansar entre sete e oito horas com a cabeça no travesseiro turbina a imunidade.

O relógio faz diferença

Na pesquisa americana, 164 voluntários registraram as horas de sono durante uma semana. Depois, foram isolados em um hotel por cinco dias, onde travaram contato com o rinovírus, causador do resfriado. Aqueles que dormiam menos tempo acabaram mais doentes – sinal de que o sistema imune não estava treinado para rechaçar a ameaça.

Imunidade x Treino

Todo atleta é saudável, certo? Errado!

Por: Dr. Thiago Ferreira

O alto rendimento, a alta intensidade nos treinos e a necessidade de resultados faz com que os atletas profissionais (e os que buscam o profissionalismo) exponham seus corpos a condições extremas de desgaste, provocando alterações em vários sistemas do organismo, favorecendo assim o aparecimento de quadros infecciosos e lesões.

Não existe, portando, alto rendimento sem algum prejuízo para o corpo.

Muito se fala sobre os benefícios do exercício físico sobre o sistema imunológico, mas como isso acontece?

Bom, primeiramente vamos entender o sistema imunológico. Ele é dividido basicamente em 2 partes, chamadas de:

– Sistema imunológico celular: Formado pelas células de defesa, onde as principais são os linfócitos (B e T), os macrófagos e as células natural killer.

Nesse sistema, os microrganismos estranhos ao nosso corpo são captados, degradados e apresentados às células de defesa, que produzem uma resposta específica contra cada um.

– Sistema imunológico humoral: Formado por citocinas e anticorpos.

Nesse sistema, as citocinas são responsáveis pela sinalização dos processos inflamatórios e infecciosos enquanto os anticorpos são produzidos pelos plasmócitos (linfócitos B modificados), especificamente contra o agente agressor identificado.

O exercício físico parece interferir e modificar o número e a ação das células de defesa. Pessoas que treinam regularmente têm menor probabilidade de desenvolverem doenças que atingem as vias respiratórias, quando comparadas a pessoas sedentárias. Por outro lado, pessoas que se exercitam acima das próprias capacidades apresentam o mesmo risco ou até mais de desenvolverem tais doenças, quando comparadas aos sedentários. Essa situação é chamada de overtraining e infecções como resfriados, sinusites e otites podem ser o primeiro sinal que alguma coisa está errada com o treino ou com a recuperação. Outros sinais perceptíveis de overtraining são: queda do desempenho nas competições, incapacidade de manter as cargas de treino, fadiga persistente, dificuldade de dormir e alteração do humor.

O aumento do número de linfócitos pode ser observado em treinos intensos, com baixa duração. Esse aumento parece ter relação com a liberação de adrenalina durante o exercício mas não se mantém após o término da atividade. Normalmente após 1 hora do fim da atividade física, o número de linfócitos volta ao normal.

Em atividades de longa duração, essa queda pós atividade é mais intensa, levando a uma diminuição do número de linfócitos a um valor inferior ao do início do exercício e essa queda pode se manter por até 24 horas, em alguns casos. Essa maior queda parece ter relação com a liberação de cortisol e também com a falta de glutamina, consumida pelo exercício.

Já as células natural killer também têm o seu número aumentado durante o início da atividade física, porém a sua atividade continua aumentada por mais tempo do que a dos linfócitos, após o fim do treino.

As imunoglobulinas circulantes no sangue não têm a sua concentração alterada pelo exercício. Porém, as imunoglobulinas presentes na saliva, na lágrima e na mucosa oral, principalmente um subtipo chamado IgA, têm as suas concentrações diminuídas após atividades longas, executadas em nível intenso ou extenuantes. Isso torna-se um problema para os atletas pois normalmente essas imunoglobulinas fazem parte da primeira barreira imunológica contra infecções.

Outras células de defesa, chamadas de polimorfonucleares, têm um aumento após o início do exercício e, quando este se prolonga por mais do que 30 minutos, um segundo pico de polimorfonucleares acontece entre 2 a 4 horas após o fim do treino.

Desta forma, quando a atividade física é programa e adequada ao indivíduo, o seu efeito é benéfico para o corpo. Treinos com intensidade moderada ou curtos com alta intensidade, promovem estimulação do sistema imunológico, além de promoverem relaxamento  e sensação de bem estar física e psicológica. Esse efeito benéfico tem relação principalmente com o aumento do número de linfócitos circulantes, que pode durar por até 24 horas após o treino.

Além do exercício programado, a dieta, o controle do peso corporal e o descanso (sono), são fundamentais para o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Por: http://www.danichristoffer.com/blog

A prática de atividade física intensa, seja para atletas profissionais ou amadores, pode trazer algumas patologias, é o corpo reagindo à baixa imunidade.

Segundo a Endocrinologista e parceira do Blog Dra. Saliha Mello, “Não existe sinal ou sintoma específico de imunidade baixa. O que se costuma ver na prática clínica diária são indivíduos aparentemente saudáveis, ou seja, sem nenhuma doença crônica, mas que apresentam infecções de repetição, como resfriados, gripes, sinusite, pneumonia, entre outros. Na mulher as principais queixas relacionadas à queda da imunidade são a candidíase vaginal, (um desequilíbrio da própria flora vaginal da mulher) e infecção urinária. Herpes vírus também é comum nesses casos. Além da queda de cabelo, cansaço inexplicável, unhas quebradiças”.

Como são sintomas encontrados em diversas outras patologias (doenças), precisamos que um médico avalie se são resultado mesmo de uma imunodeficiência ou outra coisa. E nada de se automedicar, sem saber!

Mas o que será que fazemos de errado? Quais as causas da baixa imunidade? Dra. Saliha explica que nem sempre somos culpados, ela pode ocorrer como resposta do corpo à doenças crônicas como diabetes, lupus e o seu tratamento, HIV, doenças reumatológicas em geral, câncer e quimioterapia, o estresse emocional, má alimentação, privação de sono, abuso de álcool e uso de outras drogas ou simplesmente pelo excesso de exercícios físicos.

Mas calma, praticar esportes por si só não vai baixar sua imunidade, o excesso de treino e de atividades físicas em geral isso sim, pode contribuir para uma queda no sistema de defesa do organismo.

Por isso a queda de imunidade é mais observada em atletas de alta performance, como maratonistas e triatletas. Mas nada impede que praticantes de outras modalidades também possam ter, em algum momento, uma imunodepressão.

Imunidade Baixa

Os corredores de curta distância geralmente não precisam se preocupar. No entanto, os de longas distâncias, que correm meia maratona ou uma maratona inteira, por exemplo, já precisam ficar alertas aos sinais do corpo.

“O que acontece é que, seja qual for o exercício físico, ele vai causar uma ruptura das fibras musculares, que serão regeneradas posteriormente durante o repouso. No caso dos corredores de longa distância, que se exercitam em alta intensidade por um longo período, essa degradação das proteínas dos músculos é muito maior. Além disso, o gasto energético também é alto e grande parte do metabolismo do corpo se volta para regenerar e suplementar através do sangue aquela musculatura”.

Resumindo:

Degradação de proteínas em grande quantidade + Falta de suprimento energético para músculos + Ausência de proteínas para produção de anticorpos = Queda da imunidade.

Mas saiba que a alimentação pode ser uma grande aliada nesses casos. Será que a sua dieta está adequada à quantidade de exercícios que você faz? Principalmente em macro e micronutrientes?

Um corpo saudável precisa de muitos nutrientes para manter suas funções vitais. Não existe mágica! Seguindo este raciocínio, você pode incluir na sua dieta alguns alimentos como:

  • Alho, frutas cítricas, brócolis (que contém vitaminas B e D e glutamina);
  • Açaí, oleaginosas (amêndoas e nozes) e goji berry;
  • Chás Verde, Branco ou Preto (que possuem flavonóides e isoflavonóides que combatem os radicais livres do organismo);
  • Espinafre (que além de possuir antioxidantes também é rico em vitamina C);
  • Melancia e frutas vermelhas em geral (que possuem glutationa, que é uma substância potente no estímulo do sistema imune);
  • Além de alguns suplementos para garantir uma menor degradação muscular ou uma regeneração das fibras mais rápida (sugestão de suplementos: BCAA, arginina, Whey, dentre outros).

Não se esqueça de fazer um checkup com o seu médico e avisar da frequência das doenças, para que ele possa investigar as causas e tratar o foco do problema.

Quanto a pratica de atividade física, o corpo precisa, quer e gosta! Mas se ficar doente ou estiver cansado, respeite seu corpo! Hora de descansar e repousar é tão importante quanto malhar! Não ultrapasse os próprios limites. Seu corpo pode estar tentando se livrar de uma doença, se você não o respeita, a infecção mal curada pode se transformar numa doença crônica, séria e perigosa.

O ideal é ficar sempre atento ao que o corpo está dizendo!

O que é Goji Berry? Conheça seus benefícios, nutrientes e formas de consumo

A pequena fruta vermelha vinda do oriente, e aliada da medicina tradicional chinesa há milênios, ganhou, recentemente, status de superalimento deste lado do mundo. Tudo isso graças à riqueza de nutrientes que conquistou os adeptos de uma alimentação mais saudável. E, de fato, são muitos os benefícios da goji berry para o bom funcionamento do organismo. Confira abaixo.

Por que a goji berry é considerada um superalimento?

O termo superalimento é usado para definir alimentos naturais com alto teor de nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, aminoácidos, ácidos graxos essenciais e antioxidantes. Com isso, são produtos extremamente benéficos para a saúde de uma forma geral: evitam o surgimento de doenças e proporcionam uma melhor qualidade de vida. Por se enquadrar em todas as características, a goji berry é considerada um superalimento.

Quais os principais nutrientes?

Um estudo publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition revelou que 100 gramas de goji berry desidratada contêm 2.500 miligramas de vitamina C, um volume 50 vezes maior do que a presente na laranja.  A fruta também é a maior fonte conhecida de carotenóides, substância importante para a saúde da pele e da visão. Além disso, é rica em vitaminas do complexo B, principalmente a B1, B2 e B6.

A goji berry contém ainda 19 aminoácidos (incluindo os oito essenciais que o nosso organismo só consegue adquirir por meio da alimentação), 21 minerais vestigiais (entre eles o ferro e o zinco), beta-sitosterol (bom para o coração e a saúde da próstata), ácidos graxos essenciais (gorduras boas), cyperone (fito-nutriente que traz benefícios ao coração e à pressão sanguínea), fisalina e betaína (importantes para o fígado).

Quais os benefícios da goji berry?

Fortalece o sistema imunológico: A vitamina C é um importante aliado do sistema imunológico, uma vez que aumenta a produção de glóbulos brancos, responsáveis por combater elementos estranhos presentes no organismo. A vitamina aumenta ainda os níveis de anticorpos: evita que o corpo fique mais vulnerável a contrair doenças.

Melhora a visão: Os carotenóides são responsáveis pela manutenção da saúde dos olhos e, como citado acima, a goji berry é o alimento com a maior concentração dessa substância. Além disso, a fruta possui propriedades antioxidantes, que protegem os olhos de radicais livres, que podem causar doenças como catarata.

Confere fotoproteção à pele: Além de protegerem a visão, os carotenoides também trazem benefícios para a pele, conforme mostram alguns estudos científicos. Por isso, o consumo da goji berry proporciona fotoproteção extra para pessoas mais sensíveis aos raios ultravioletas. Além disso, a superfruta ajuda a reduzir inflamações da pele e evitam a imunossupressão (quando o sistema imunológico fica menos eficiente).

Possui ação anticancerígena: Uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Agriculture revelou que a fruta pode ajudar a inibir células cancerígenas, especialmente aquelas ligadas ao colón e ao útero. Na medicina tradicional chinesa o fruto já é usado para auxiliar no tratamento do câncer.

Previne doenças cardiovasculares: As vitaminas C, E e A, presentes na fruta, têm elevada ação antioxidante. Isso faz com que haja uma redução do colesterol ruim (LDL), o grande vilão do coração, responsável pelo desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A vitamina B6, também presente na fruta, ajuda a reduzir a quantidade de homocisteína. Esse aminoácido, presente no sangue, está relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares como AVC e infarto.

Protege de doenças neurológicas: Os ácidos graxos essenciais ajudam a regular o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, enquanto as vitaminas do complexo B (principalmente B1) também ajudam a evitar lesões cerebrais irreversíveis. O consumo de goji bery pode ainda combater os radicais livres, que podem causar doenças neurodegenerativas.

Proporciona bem-estar: A vitamina B6 ajuda na produção de serotonina, hormônio responsável por causar a sensação de bem-estar.

Ação antioxidante: Por ser rica em carotenóides e vitamina C, a fruta tem forte ação antioxidante. Isso quer dizer que o consumo da goji berry  ajuda a proteger o organismo de danos nos tecidos, células, membranas celulares e, até mesmo, no DNA. Isso previne contra diversas doenças.

Evita danos no fígado: A medicina tradicional chinesa (sim, mais uma vez ela!) usa extratos de goji berry para eliminar radicais livres presentes no fígado. Os radicais livres são átomos ou moléculas que, sob estresse oxidativo, agridem as células do corpo e colaboram para o envelhecimento e desenvolvimento de doenças.

Melhora a qualidade do sono: Como é eficiente na redução do estresse, a goji berry também ajuda a dormir com mais qualidade.

Goji Berry

O consumo diário de goji berry deve ser moderado: uma boa maneira é usar a fruta no café da manhã, com sucos ou iogurtes. Foto: Istock/Getty Images

 Goji berry ajuda a emagrecer?

Como a fruta possui uma grande quantidade de vitamina C, que é um potente antioxidante e anti-inflamatório, ela ajuda na queima de gorduras e o resultado disso é a perda de peso. Além disso, a goji berry é rica em vitaminas do complexo B, que aceleram o metabolismo e, consequentemente, aumentam a produção de energia. Essa equação ajuda no ganho de massa magra (músculo) de quem pratica atividades físicas. Por fim, a goji berry possui aminoácidos determinantes para a formação da serotonina, o hormônio que causa a sensação de bem-estar e, logo, reduz a compulsão por doces e carboidratos.

Quais as melhores maneiras de consumir goji berry?

Embora seja benéfica para o corpo, a goji berry deve ser consumida com moderação: a ingestão diária não deve ultrapassar os 45 gramas ou 100 ml de suco. Isso porque o excesso de consumo de vitamina C, por exemplo, pode causar problemas como cálculos renais, distúrbios gastrointestinais e incômodo na bexiga.

Uma boa maneira de inserir a fruta na rotina alimentar é consumi-la pela manhã, na forma de suco ou acompanhada de outras frutas ou cereais. Por ser um pouco amarga, pode ser mais saboroso consumir com iogurtes. Isso garantirá mais energia para o restante do dia. Só evite acrescentar açúcar! Além disso, se consumir a fruta em sua versão desidratada, ingira com líquidos, para hidratar as fibras e potencializar os seus resultados.

Existe alguma contraindicação?

Alguns estudos mostram que a fruta não deve ser consumida por quem faz uso de medicamentos anticoagulantes, para controle glicêmico e de pressão. Isso porque a fruta pode interferir na eficácia deles. Por isso, é importante consultar o médico antes de inserir a fruta na rotina alimentar diária. O profissional da saúde pode dizer se o alimento é indicado para o perfil do seu organismo e sugerir a melhor forma de consumo.

Selênio: essencial ao bom funcionamento da tireóide

Por: https://www.belezasaudeecorpo.com/

selênio é um mineral que possui uma série de benefícios para o corpo humano. Ele aumenta a resistência do sistema imunológico (fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência).

Ele também diminui a probabilidade de ocorrência de doenças cardiovasculares pela sua ação benéfica para o coração.

Outra ação positiva do selênio é a desintoxicação, principalmente no que se refere aos metais pesados.

O sistema reprodutor masculino também é beneficiado pela ação do selênio, pois ele melhora a fertilidade do homem.

Um exemplo de alimento rico em selênio é a castanha-do-pará, que contém até 4000 microgramas de selênio por unidade.

Falando de maneira geral, o selênio colabora na prevenção do câncer, pois seu poder antioxidante tem efeito rápido.

Outros exemplos de alimentos ricos em selênio: farinha de trigo, pão francês, gema de ovo, frango cozido, clara de ovo, arroz, queijo, entre outros.

Para quem procura emagrecer, o selênio ajuda bastante, pois ele atua por meio da glândula tireoide, o que influencia na produção de hormônios. A ingestão controlada e moderada de selênio permite que a tireoide regule o metabolismo do corpo, fazendo o organismo queimar mais gordura em vez de reter. O ganho de massa muscular é outro benefício direto da substância.

Alguns suplementos alimentares que possuem selênio são: super slim x e o turbo slim.