Arquivo da tag: prevenção

A vitamina D e seus benefícios para a prevenção de doenças

Por: previva.com.br

e grande importância para a absorção de cálcio e fósforo pelo intestino, a vitamina D é reconhecida tradicionalmente pela medicina como uma das substâncias essenciais para o fortalecimento dos ossos e a prevenção de doenças como o raquitismo na infância e a osteoporose.

Mas seus benefícios para a manutenção da saúde vão muito além disso.

Diversos estudos recentes vêm apontando uma forte relação entre a deficiência desta vitamina com a ocorrência de doenças crônicas (como alguns tipos de câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, esclerose múltipla e depressão) e até mesmo doenças infecciosas (como tuberculose e viroses).

Vitamina D

Saúde que vem do sol

A vitamina D é a única vitamina que também é produzida pelo organismo humano. Na verdade, ela é um hormônio sintetizado pela nossa pele quando exposta à radiação ultravioleta do sol.

Por isso, os especialistas recomendam que as pessoas se exponham à luz solar sem o uso de bloqueadores ou protetores por um período de cinco a 30 minutos, todos os dias.

O tempo de exposição varia de acordo com a cor da pele. Quanto mais escura, maior deve ser o período de exposição.

O processo de absorção da energia ultravioleta para a síntese da vitamina D ocorre da mesma forma em todas as partes do corpo e a quantidade do nutriente que será produzida é proporcional a quantidade de pele exposta ao sol.

Caso a exposição diária não seja possível, ela deve ser feita pelo menos duas vezes por semana. Na impossibilidade de expor áreas maiores, deve-se no mínimo tomar sol nas pernas e nos braços.

O papel da alimentação

Apesar de simples, a recomendação de se expor ao sol frequentemente não é seguida por muitas pessoas – principalmente no caso de idosos hospitalizados e com dificuldades de locomoção ou de quem trabalha durante a maior parte do dia em ambientes fechados.

Dessa forma, para evitar a carência da vitamina D recomenda-se incluir na dieta alimentos ricos neste nutriente.

Entre os alimentos considerados boas fontes de vitamina D estão peixes como salmão, atum e sardinha, ovos, queijo cheddar e carne bovina.

Contudo, mesmo para quem consome grandes quantidades destes alimentos, a melhor forma de se evitar a deficiência continua sendo a exposição ao sol, que responde por cerca de 80% a 90% da síntese de vitamina D no ser humano.

A vitamina D na terceira idade

Devido a questões metabólicas relacionadas à idade, os idosos produzem menos vitamina D em resposta à exposição solar.

O volume produzido por uma pessoa de 70 anos é cerca de quatro vezes menor do que ela produzia quando tinha 20 anos. A deficiência deste nutriente é preocupante principalmente no caso de idosos institucionalizados.

Uma pesquisa feita em 2004 na cidade de São Paulo demonstrou que 92% dos idosos institucionalizados avaliados tinham valores insuficientes de vitamina D, enquanto 85% dos que moravam em domicílio apresentaram o problema. Entre os jovens pesquisados como grupo controle a taxa foi de 40%.

Veja o que diz a professora Marise Lazaretti Castro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especializada em endocrinologia e uma das coordenadoras da pesquisa:

“Quando avaliamos a proporção de pessoas com deficiência de vitamina D, que são valores ainda mais abaixo do ideal, o índice foi de 40% entre os idosos institucionalizados, 15% entre idosos em domicílio e 5% entre os jovens”

Ações preventivas relacionadas à vitamina D

Sabendo da importância dessa substância para a prevenção de doenças, as operadoras de saúde podem criar ações de medicina preventiva para esclarecer seus beneficiários sobre os benefícios da vitamina D.

Entre elas estão a promoção de palestras sobre o assunto, a distribuição de material informativo impresso ou digital, a organização de caminhadas e outras atividades ao ar livre, além do incentivo para que as pessoas (principalmente os maiores de 60 anos) meçam o nível da vitamina em seus organismos e comecem a fazer reposição caso seja necessário.

Ações mais específicas podem ser realizadas junto a grupos de beneficiários selecionados de acordo com seus perfis de saúde.

Vitamina D e doenças autoimunes

Como a vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo importante no tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e também na prevenção do câncer.

Vitamina D na gestação

Para as gestantes, o consumo da vitamina D é essencial. A falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. No final da gravidez, a carência do nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta os riscos de ocorrência de autismo.

Vitamina D e obesidade

Já para os grupos que participam de programas de controle da obesidade, a importância da vitamina D pode ser destacada repassando algumas informações aos beneficiários. Além de promover o metabolismo da gordura, a substância inibe o crescimento das células adiposas e aumenta a quantidade de leptina, hormônio que envia sinais de saciedade ao cérebro, auxiliando no controle do apetite. A vitamina D também ativa a força dos músculos, facilitando a redução do excesso de gordura no tecido muscular.

Vitamina D e diabetes

No combate à diabetes tipo 2, deve-se ressaltar que níveis baixos de vitamina D estão relacionados a uma disfunção chamada resistência à insulina, hormônio que faz com que a glicose que está no sangue entre nas células. Quem apresenta resistência à insulina costuma ter acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a doença.

Como podemos ver, a manutenção da vitamina D em níveis adequados é uma grande aliada em diversas ações de medicina preventiva.

Como melhorar o sistema imunológico dos cães?

Por: meusanimais.com.br

Ter animais de estimação saudáveis ​​e felizes é geralmente uma prioridade para a maioria dos donos. Uma forma de evitar que os animais fiquem doentes é garantir que as defesas estejam em níveis satisfatórios.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter o animal afastado de possíveis complicações de saúde. Portanto, você deve tomar cuidado extra se você possui filhotes e animais idosos, pois nessas fases eles ficam em uma situação mais vulnerável.

Os cães podem também ter baixa imunidade
O sistema imunológico é responsável por nos proteger de uma variedade de agentes infecciosos como bactérias, fungos, parasitas e vírus. Se, por várias razões você está deprimido, adoece com mais freqüência e facilidade. Já reparou e relacionou as duas coisas?
Além disso, como nada é perfeito, falhas neste sistema acontecem e surgem as chamadas doenças autoimunes, tais como asma, lúpus ou diabetes.

Com os cães acontece o mesmo. Se o sistema imunológico deles estiver enfraquecido ou com um erro, eles começam a manifestar diferentes sinais de que algo está errado com a saúde.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter ele afastado de possíveis complicações de saúde.

Sinais de que as defesas do seu cão estão baixas
Avaliando as orelhas do cão
Preste atenção se os seguintes sinais são recorrentes no seu amigo peludo, eles podem indicar que as defesas imunológicas do seu animal de estimação devem ser reforçadas:

Infecções de ouvido;
Alergias;
Dermatite;
Conjuntivite;
Causas que podem enfraquecer o sistema imunológico do seu animal de estimação
Os fatores para que um cão tenha um sistema imunológico fraco podem ser físico ou psicológico. Também não devemos descartar razões externas. Entre elas:

Exposição a mudanças bruscas de temperatura ou um excesso ou falta de umidade na atmosfera;
Poluição;
Parasitas internos e externos;
Estresse;
Déficit nutricional;
Tenha especial cuidado com filhotes ou animais idosos pois o sistema imunológico deles é mais fraco.

Dicas para melhorar o sistema imunológico do cão
Há muitas ações que você pode adotar para melhorar o sistema imunológico do seu amigo peludo. Então, considere os seguintes tópicos, que vão certamente ajudar a reforçar as defesas de seu amigo de quatro patas:

Ofereça uma dieta equilibrada, que abrange todos os acordes exigências nutricionais de sua raça, idade e tamanho. Desparasite-o tanto interna como externamente com vacinação de acordo com o calendário definido pelo veterinário;
Garanta diariamente tempo suficiente para levar seu animal para passear e se exercitar ao ar livre;
Tente não fumar em locais fechados, onde seu animal de estimação está.
Não exponha ele a áreas recentemente tratadas com produtos químicos para limpeza ou desinfecção;
Para relaxar, ofereça a ele um ambiente limpo com uma temperatura adequada, bem ventilado, mas livre de correntes de ar frio.;
Não o leve para a rua quando as temperaturas estiverem extremas;
Seque-o bem, se ele se molhou em algum imprevisto;
Preste atenção especial para amortecer o estresse que muitas vezes acontece nos animais com as mudanças no ambiente familiar (mortes, nascimentos, separações, mudanças, um novo animal de estimação).
Um reforço extra

Cães comendo maçã
Cães comendo maçã

Autor: Misschien

Outra opção quando se trata de melhorar as defesas dos peludos são os suplementos vitamínicos. Embora as necessidades de vitaminas devem ser cobertas preferencialmente através de uma dieta equilibrada, em alguns casos, é uma boa opção dar aos peludos esses suplementos.

Mas tenha em mente que deve ser fornecida apenas com indicação veterinária, já que o excesso de vitaminas podem ser tóxicos e acabar sendo mais prejudiciais do que a falta dela.

Se, no entanto o cão estiver indicando que algo está errado com a defesa dele, talvez seja a hora do profissional indicar exames mais específicos para encontrar a origem do problema.

Um cão com defesas altas é um cão feliz

Lembre-se de verificar a saúde de seu animal de estimação, isso também é uma boa opção para demonstrar o quanto você o ama.

Certifique-se de que o sistema imunológico é forte em qualquer época do ano, é essencial para se manter saudável, forte e feliz.

Portanto, sempre consultar seu veterinário de confiança para aconselhamento sobre as melhores formas para o seu amigo de quatro patas sempre tem boas defesas para cima.

Dá para prevenir o câncer inclusive com a alimentação?

Por: saude.abril.com.br

Cientista explica os fatores ligados ao surgimento de tumores malignos e o papel da nutrição e da alimentação saudável em seu combate

câncer é uma doença que ainda intriga muito os cientistas e profissionais que trabalham com saúde. Isso porque o processo de seu aparecimento não é totalmente compreendido. Além do mais, quando, por exemplo, dizemos “câncer de mama”, estamos nos referindo na verdade a diferentes doenças que são agrupadas sob um mesmo termo.

Assim, podemos falar que existem vários tumores de mama, cada um com comportamentos diferentes. Podem ser mais ou menos agressivos quanto à forma com que as suas células alteradas se dividem e invadem outros órgãos, levando às chamadas metástases e, muitas vezes, à morte. O assunto se mostra bastante preocupante quando consideramos o aumento no número de casos que tem ocorrido nas últimas décadas — daí o desafio de desenvolver também novos métodos para o diagnóstico e o tratamento.

Uma convicção muito comum entre as pessoas é a de que o câncer não é uma doença que se possa prevenir. Mas será que isso é mesmo um fato? Em parte, a razão para essa visão pessimista está relacionada à percepção bastante difundida de que o câncer seria uma doença exclusivamente genética. Ou seja, para aqueles que nascem com mutações nos genes, não haveria muito o que fazer e o destino seria esperar a doença aparecer para, então, tratá-la.

Embora a genética seja um fator importante no surgimento do câncer, pesquisas conduzidas nas últimas décadas mostram que o meio ambiente em que vivemos tem um papel central na origem da doença. Assim, diferentes fatores ambientais aos quais estamos expostos, como cigarro, poluição, radiação solar e vírus, são reconhecidos como causadores do problema. O que sabemos é que, na maior parte dos casos, o aparecimento do câncer é o resultado da combinação entre exposições ambientais e fatores genéticos, sendo a minoria dos casos aqueles em que a causa tenha sido exclusivamente um gene mutado.

Desse modo, podemos afirmar que sim, o câncer é uma doença que pode ser evitada. Estratégias atuais de prevenção são baseadas na minimização da exposição a vários desses fatores e incluem não fumar (câncer de pulmão), usar protetor solar (câncer de pele) e se vacinar contra o papilomavírus humano, o HPV (câncer do colo do útero).

Mas e os alimentos? Eles têm mesmo alguma participação na prevenção da doença?

Na história da pesquisa do câncer, o interesse pelo papel da alimentação é um fenômeno mais recente. Dois pesquisadores britânicos, Richard Doll e Richard Peto, tiveram uma contribuição essencial nesse sentido, quando no início da década de 1980 estimaram que cerca de 30% dos casos de câncer no mundo estariam relacionados a dietas inadequadas. Esse número, que continua válido até hoje, não é desprezível e significa que um número expressivo de pessoas poderia evitar o problema por meio da melhoria de seus hábitos alimentares.

Diferentes organizações internacionais, como o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (World Cancer Research Fund) e o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer (American Institute for Cancer Research), e nacionais, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), recomendam o consumo diário de pelo menos 5 porções de frutas e verduras (cerca de 400 g) para a prevenção da doença.

Essas recomendações são baseadas em evidências científicas de que pessoas que ingerem mais frutas e verduras têm menor risco de desenvolver e morrer de câncer em comparação com aquelas populações que apresentam menor consumo. Também são baseadas em experimentos com animais de laboratório e células de câncer isoladas, em que os componentes desses alimentos de origem vegetal são estudados para se entender como exercem suas ações protetoras contra os tumores.

O que aprendemos com diversas pesquisas é que, além de vitaminas, minerais e fibras, frutas e verduras contêm uma série de compostos chamados de bioativos ou fitoquímicos, capazes de interferir em vários processos alterados nas células durante o desenvolvimento do câncer. Tais substâncias combatem os radicais livres, protegem o nosso DNA e impedem que as células se dividam descontroladamente.

Exemplos desses compostos bioativos são os flavonoides, amplamente distribuídos em vegetais, que compõe uma família com mais de 5 mil membros;  as antocianinas, que dão a cor avermelhada a cerejas, morangos, uvas e amoras; compostos que contêm enxofre presentes no alho e responsáveis pelo seu gosto característico; isotiocianatos, que são encontrados em repolho, brócolis e couve-flor; e derivados isoprênicos que conferem a fragrância cítrica a frutas como laranja, tangerina e limão.

O câncer leva anos, décadas, para aparecer. Isso significa que sempre é tempo de adotar medidas de prevenção. Comece já e inclua mais frutas e verduras em seu cardápio.

* Thomas Prates Ong é farmacêutico-bioquímico, professor do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN)

Câncer de mama: sintomas, tratamentos e causas

Por: minhavida

 

Jo Toledo – Bioterapeuta

O que é Câncer de mama?

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

Tipos

Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipo tipo histológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):

Tumor invasivo ou não

Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos – a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.

Avaliação Imunoistoquímica

Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando a doença.

A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.

Tipo histológico do câncer de mama

O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer. Os tipos histológicos se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:

  • Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.
  • Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
  • Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
  • Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.Tem maior de afetar as duas mamas.
  • Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.
  • Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.

Estadiamento do câncer de mama

O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:

  • Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
  • Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
  • Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
  • Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

importância da desintoxicação na prevenção e tratamento de doenças

Por: Dr. Juliano Pimentel

Desintoxicação

A desintoxicação visa ajudar o corpo a se livrar de toxinas. Claro, o corpo humano possui muitas vias naturais de desintoxicação através do fígado, urina, suor e fezes.

Embora seja um processo complexo, o fígado neutraliza substâncias tóxicas e depois as libera do corpo.

Isso ajuda na recuperação e manutenção dos órgãos do corpo, apoia a função do fígado, e proporciona um “impulso” de micronutrientes importantes.

As dietas de desintoxicação vêm em muitas formas, embora a maioria envolva algum tipo de jejum e são seguidas por um período de reeducação alimentar.

Alguns incluem smoothies, suplementos, ervas, sucos e chás.

Ela ajuda você a cortar alimentos processados ​​e inflamatórios, açúcar refinado, álcool e alguns outros alimentos e bebidas que fazem parte da dieta padrão, isso é incrivelmente eficaz para a desintoxicação.

Os médicos Naturopathic (NDs) nos Estados Unidos, usam regularmente dietas à base de alimentos e dietas de desintoxicação para tratar e apoiar uma variedade de condições médicas. (3)

A desintoxicação pode reverter os sintomas de determinadas doenças e a transformar a sua vida.

O fígado, intestino delgado, rins e cólon são os principais órgãos envolvidos no sistema de desintoxicação do corpo.

O Que Faz A Desintoxicação

Veja alguns benefícios que você receberá, ao desintoxicar o organismo.

  1. Elimina Toxinas

Muitos especialistas em saúde concordam que a carga tóxica (a quantidade de toxinas que o corpo é capaz de lidar) é responsável por uma quantidade considerável de doenças. E, quando você desintoxica o seu organismo, você o livra dessas toxinas.

Comprar produtos orgânicos (frutas e vegetais), juntamente com carne orgânica alimentada com capim e peixe selvagem, diminui seriamente a quantidade de toxinas que você toma no dia-a-dia.

  1. Aumenta A Energia Ao Longo Do Dia

Ela pode aumentar a disposição e energia durante o dia.

  1. Reeducação Alimentar

O objetivo número um da desintoxicação é a reeducação alimentar. Pode incentivar você a melhorar as escolhas alimentares.

Ela ajuda a cortar alimentos tóxicos, e optar por alimentos mais saudáveis a longo prazo.

  1. Ajuda a Controlar A Compulsão

É um mito que a compulsão é controlável ​​apenas com o poder da vontade.

A verdade é que a compulsão alimentar é baseada em desequilíbrios hormonais, e precisam ser abordados e controlados como tal.

Os desejos influenciam significativamente a compulsão alimentar e o ganho de peso, e um plano de desintoxicação inteligente pode ajudar a minimizar ou a eliminar essa compulsão. (6)

  1. Evita O Vício Alimentar

Os alimentos industrializados e processados riam uma onda de dopamina, que é liberada no cérebro (da mesma forma que a cocaína, por exemplo).

Para os indivíduos com um alto nível de receptores de dopamina, podem se tornar viciados em comida, assim como eles ficariam viciados em drogas.

A desintoxicação que se concentra na eliminação de alimentos, e produtos químicos aditivos pode ajudar a evitar o vício alimentar.

Caso sinta dificuldades com a compulsão alimentar ou outros distúrbios alimentares/emocionais, busque ajuda médica.

  1. Micronutrientes Necessários

deficiência de micronutrientes é uma das principais causas de doença e até mortalidade.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta alguns dos links mais comuns; como a deficiência de ferro e anemia, deficiência de iodo e condições da tireoide, deficiência de vitamina A, doença ocular degenerativa, deficiência de zinco, doenças respiratórias e outras condições imunes.

Ao se submeter a uma dieta centrada em alimentos e bebidas densas em nutrientes, você estará garantindo que seu corpo obtenha as vitaminas, minerais, fitonutrientes e antioxidantes necessários para uma saúde ideal.

Além disso, muitos micronutrientes são absolutamente necessários para que as vias de desintoxicação dos corpos funcionem corretamente.

  1. Gerencia O Estresse

Um estudo publicado em Endocrinologia Clínica, encontrou uma ligação entre níveis elevados de cortisol e doença hepática gordurosa.

cortisol é nosso principal hormônio do estresse liberado em tempos de estresse agudo e crônico, e quando os níveis são superiores ao normal durante um longo período de tempo; isso pode causar uma série de problemas, incluindo a diminuição da função hepática.

Com a desintoxicação do organismo, você ajudará a regular os níveis de cortisol para gerenciar o estresse.

O aumento da energia, a diminuição da compulsão e os baixos níveis de estresse, são alguns dos motivos para começar uma dieta de desintoxicação.

Metais Pesados

Sintomas 

Níveis elevados de exposição a 23 metais ambientais considerados “metais pesados”, como chumbo, mercúrio, alumínio e arsênico, podem causar toxicidade aguda ou crônica.

Resultando em danos na função mental e nervosa, prejudicando também os órgãos vitais.

A exposição a longo prazo pode levar a processos degenerativos físicos, musculares e neurológicos.

Alguns dos sinais de aviso mais comuns, que você está lutando com a toxicidade de metais pesados ​​incluem:

– Fadiga crônica;

– Doença autoimune;

– Problemas neurológicos;

– Dificuldade para se concentrar;

– Depressão, bipolaridade e ansiedade;

– Demência;

– Insônia;

– Gosto metálico na boca;

– Vômito;

– Dificuldade ao respirar;

– Tosse excessiva;

– Gengivas inchadas e com sangramento.

Danos pulmonares permanentes e morte, podem ocorrer dependendo da quantidade de mercúrio que tenha sido inalado. Danos cerebrais a longo prazo também são possíveis.

Como Limitar A Ingestão 

Se você deseja limpar os metais pesados ​​e outros produtos químicos do corpo, é importante seguir uma dieta de desintoxicação e outras medidas para livrar seu corpo de toxinas.

1- Reduzir Exposição

Se você sabe que tem níveis elevados de metais no organismo, você precisa limitar a sua exposição.

Parar de comer peixes e outros alimentos com níveis elevados de metais e optar por outras opções de proteína livre de metais pesados; faça isso com orientação médica.

Quando se trata de mercúrio encontrado no peixe, por exemplo, é aconselhável que as mulheres que desejam engravidar, grávidas, as mães que amamentam e as crianças a não comerem peixes com alto teor de mercúrio e a comer quantidades limitadas de peixes e crustáceos..

2-Terapia Quelante

terapia de quelação é outra opção quando se trata de desintoxicação de metais pesados.

O tratamento com quelatação com ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) foi desenvolvido e utilizado na década de 1950 para o tratamento de envenenamento por metais pesados, para eliminar os metais pesados ​​comuns, incluindo chumbo, mercúrio, cobre, ferro, arsênio, alumínio e cálcio.

A terapia envolve uma solução química chamada EDTA, que é administrada no corpo – normalmente injetado diretamente na corrente sanguínea; para que possa se ligar com excesso de minerais.

Uma vez ligado a toxinas no corpo, EDTA ajuda na desintoxicação (4).

3- Dieta Detox

– Alimentos ricos em vitamina C: Frutas e vegetais ricos em vitamina C podem reduzir os danos causados ​​pela toxicidade de metais pesados, agindo como um antioxidante.

– Coentro e outros vegetais verdes: Coentro e vegetais de folhas verdes como couve, espinafre e salsa são desintoxicantes e podem ajudar a reduzir o acúmulo de metais pesados ​​no corpo.

– Alho e cebola: Estes vegetais contêm enxofre, que ajuda o fígado a desintoxicar-se de metais pesados ​​como chumbo e arsênio.

– Água: Beba no mínimo 2 litros de água por dia para ajudar a liberar as toxinas.

Alimentos Tóxicos 

– Alimentos alérgicos:  Se o seu corpo está lutando contra alérgenos comuns, não será capaz de se desintoxicar dos metais pesados (6).

– Alimentos processados (não-orgânicos): Estes alimentos aumentam a exposição a produtos químicos que pioram os sintomas.

– Alimentos com aditivos: Aditivos são produtos químicos que podem agravar os sintomas de toxicidade e diminuir a capacidade do seu corpo para desintoxicar.

– Álcool: É tóxico para o corpo e pode fazer com que o seu fígado tenha dificuldade para processar outras toxinas.

Organismo Em Movimento

A evacuação regular é essencial para desintoxicação de metais pesados. Isso é importante para você não reabsorver o mercúrio que seu corpo está tentando se livrar.

Ao fazer dieta rica em fibras, beber bastante água e exercitar-se regularmente, você pode evitar a constipação e manter um dos seus melhores processos naturais de desintoxicação ativo.

Embora não haja nenhuma maneira de evitar totalmente os metais pesados na alimentação, tomar alguns cuidados podem reduzir naturalmente a sua ingestão.

Também é importante não se medicar ou fazer mudanças na alimentação sem orientação médica.

E lembre-se, uma desintoxicação verdadeiramente bem-sucedida, é a prova de que que você está entrando em um caminho de mudanças positivas na sua vida!