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O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela Fibromialgia

Por: Fibro

Todo mundo está sob estresse em suas vidas.

O estresse é algo que todo mundo conhece e é considerado parte da vida. Você não pode ter dinheiro suficiente, problemas com casamento ou lhos, etc. Pode ser qualquer coisa. Pessoas com fibromialgia têm um alto nível de estresse.

Todo mundo sabe sobre o estresse que é um assassino silencioso. Os sintomas e efeitos colaterais do estresse podem causar um ataque cardíaco, problemas cardíacos, ansiedade, depressão e outros problemas. O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela fibromialgia.

Alguns destaques do estresse e fibromialgia.

Acredita-se que o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal no corpo evite o estresse envolvido. Quando as pessoas são afetadas pela fibromialgia, essa condição se desfaz nesse eixo e esses níveis são muito mais altos do que em pessoas normais.

Pessoas que têm fibromialgia têm diferentes níveis de HPA e podem reduzir os hormônios do estresse, como adrenalina e
cortisol. O nível de estresse diminui sem esses analgésicos muito necessários sem aviso prévio.
Uma pessoa pode car doente com esse fardo. Muitos sintomas são causados pelo estresse e você nem sabe que estão
associados ao estresse. Se uma pessoa também sofre de fibromialgia, isso pode levar a uma situação desfavorável. Você sente
mais dor com o estresse e fibromialgia é uma síndrome em que ocorre muito estresse. Se você tiver uma enxaqueca, esse
estresse pode aumentar a dor. O estresse também agrava outras dores causadas pela fibromialgia.
Se você está estressado, seu sono também será afetado. As pessoas que sofrem de stress sentem frequentemente que não
conseguem adormecer facilmente. Parece que a sua mente está constantemente a correr mesmo quando adormece. Você nem
sabe como lidar com esse estresse. Todas as coisas começam a chegar à sua cabeça quando é hora de dormir. Você tem a
incapacidade de relaxar.

Como reduzir o estresse

Se você reduzir o estresse da sua vida, você pode controlar sua fibromialgia. Isso parece fácil, mas não é, especialmente quando
há muitos outros problemas que são apresentados a você. Se você tentar reduzir seu estresse hoje, certamente poderá gerenciar
o estresse com eficiência. Você pode lidar com coisas diferentes com o estresse.
Yoga e meditação são considerados eficazes no alívio do estresse. Yoga pode ser difícil para pessoas com fibromialgia, mas alguns
conceitos básicos podem ajudar enormemente. O processo de inalar e exalar com os músculos do corpo é a meditação. Isso
também tem sido usado há séculos e é uma forma de medicina chinesa como a ioga.
O estresse também pode melhorar com o uso de medicamentos anti-ansiedade. Médicos prescrevem medicamentos que podem
ajudar a acalmá-lo e manter o estresse ao mínimo. Se você acha que esses medicamentos são benéficos para você, você pode
consultar o seu médico para descobrir qual é o certo para você.
Tire algum tempo para relaxar e encontrar tempo para si mesmo. Técnicas de respiração profunda também são eficazes para
aliviar o estresse, e as coisas que você gosta de fazer também proporcionam algum relaxamento. Pode ser qualquer coisa como
caminhar no parque, passar tempo com seus entes queridos, fazer algo ou algo parecido. Mas certifique-se de passar algum
tempo fazendo coisas que você goste.
Uma dieta saudável e equilibrada também ajuda a reduzir o estresse. Na maior parte, as pessoas não se referem à comida que
comem, mas ao contexto. É importante frutas e legumes frescos. Além disso, tente comer carnes magras como frango peixe. Evite alimentos processados e açúcar pode beneficiar você.
Às vezes é difícil para você eliminar um pouco da comida da sua vida, mas, se isso acontecer, valerá a pena. Também é
importante comer a quantidade correta de comida. O nível de estresse começa a aumentar se comer demais ou comer os
alimentos errados.
Consulte o seu médico para mais maneiras de aliviar o stress. Seu médico entenderá seu caso corretamente e poderá dar-lhe
recomendações que lhe farão bem. Você pode tratar seu estresse com o conselho de um médico.

A quintessência

Acredita-se que as pessoas que sofrem de estresse também sofrem de fibromialgia e vice-versa. Estresse e fibromialgia andam de
mãos dadas. Não é fácil lidar com o estresse, mas você tem que encontrar maneiras eficazes de gerenciar sua vida e reduzir o
estresse. As coisas pioram como resultado do estresse e, portanto, mais dor e problemas ocorrem.
Conclui-se que é possível lidar com o estresse e levar uma vida que você quer, com a ajuda de seu médico e com as informações
fornecidas acima. Lute para lidar com o estresse. Faça uma lista de coisas que você pode fazer para reduzir o estresse e consulte
seu médico para reduzir o estresse. Você pode usar uma nova pessoa sem estresse.

Manifestações Associadas à Fibromialgia 

Por: fibromialgia.com.br

Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono.

A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras.

O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou “nervos”.

Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: “dói o corpo todo” ou “dói tudo, doutor”, quando interrogados sobre a sua localização.

Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica.

Manifestações não relacionadas ao sistema locomotor são observadas na fibromialgia, algumas presentes em mais de 50% dos casos como cefaléia (sob a forma de enxaqueca ou cefaléia tensional ) e síndrome do cólon irritável (Goldenberg, 1987 ).

O fenômeno de Raynaud ocorre entre 20 e 35% dos casos ( Dinerman, Goldenberg, Felson, 1986 ). Tanto a síndrome do cólon irritável, como o fenômeno de Raynaud, estão relacionados a distúrbios da motilidade da musculatura lisa, o que pode ser decorrente do aumento da afinidade dos receptores alfa 2 adrenérgicos ( BENNETT, et al., 1991 ) e não a uma descarga excessiva do sistema adrenérgico.

Nas plaquetas encontra-se também um aumento de densidade de receptores alfa 2 adrenérgicos, o que leva a uma resposta exacerbada a níveis normais de liberação de catecolaminas ( YUNUS et al., 1992 b, BENNETT, 1993 ).

A depressão está presente em 25% dos casos de fibromialgia e 50% dos pacientes relatam antecedente depressivo ( Goldenberg, 1989; HUDSON & POPE, 1989 ).

Anormalidades do tecido colágeno podem ocorrer concomitantemente à fibromialgia, como o prolapso da válvula mitral ( PELLEGRINO, WAYLONIS, SOMMER, 1989; WAYLONIS & HECK, 1992 ) e a síndrome da hipermobilidade ( GOLDMAN, 1991; GEDALIA et al, 1993 ), tendo sido descrita uma redução dos níveis do peptídeo do pró-colágeno tipo 3 aminoterminal, nestes pacientes ( JACOBSEN et al., 1990 ).

Pacientes submetidos às dores crônicas da artrite reumatóide ( MAHOWALD et al, 1983 ) e da osteoartrose ( Moldofsky, lue, saskin, 1987 ) desenvolvem com maior freqüência, manifestações fibromiálgicas, 12% e 7%, respectivamente ( WOLFE & CATHEY, 1983 ).

Em 1994, YUNUS sugeriu o termo síndrome disfuncional para classificar uma família de entidades, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, síndromes miofasciais, síndrome do cólon irritável, enxaqueca tensional, disfunção têmporo-mandibular, síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos de pernas. Estas entidades compartilham de disfunções neuroendócrino-imunológicas, que através de neuropeptídeos / neurotransmissores ( serotonina, noradrenalina, beta-endorfina, dopamina, histamina, GABA, colecistoquinina e substância P ), bem como por meio de hormônios do eixo hipotálamo hipofisário, atuam nos mecanismos biofisiológicos de dor, sono e comportamento.

1. SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA
A síndrome da fadiga crônica foi descrita, em 1988, por Holmes et al. Estudos demográficos, imunológicos e psiquiátricos, bem como investigações sobre fadiga muscular, revelam algumas semelhanças entre a fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica. Ambas acometem, preferencialmente, mulheres de meia idade, previamente saudáveis. Considerando-se os pacientes acometidos com a síndrome da fadiga crônica, 70% preenchem os critérios para fibromialgia, inclusive quanto à presença dos pontos dolorosos, na vigência de queixas miálgicas ( Goldenberg et al., 1990 ).

Por outro lado, 42% dos fibromiálgicos preenchem os critérios para a síndrome da fadiga crônica ( Holmes et al., 1988 ), mais de 90% apresentam queixas de fadiga e distúrbios do sono e 52% dos pacientes comparam suas queixas a um quadro gripal prolongado ( Buchwald et al., 1987 ).

As alterações imunológicas da síndrome da fadiga crônica são variáveis e sem especificidade. Foram descritas a elevação de títulos de anticorpos contra diversos antígenos virais, em especial os anticorpos antivírus de Ebstein-Barr, redução do número e função das células citotóxicas, redução dos níveis de imuneglobulinas, redução da resposta imunológica do tipo hipersensibilidade tardia, alteração do nível de citocinas e da distribuição das subpopulações de células T ( GOLDENBERG, 1988; Kamaroff & Buchwald, 1991 ).

Estes dados ainda são controversos, não tendo sido encontrados por outros autores como Buchwald et al. (1987 ), que em estudo controlado comparativo de pacientes com síndrome da fadiga crônica e fibromialgia, não observaram diferenças nos títulos de anticorpos antivírus de Ebstein-Barr entre os grupos analisados.

2. SÍNDROMES MIOFASCIAIS
Existe uma controvérsia se as síndromes miofasciais poderiam representar uma manifestação localizada da fibromialgia ( BENGTSSON et al., 1986; Travell & Simons, 1983; SIMONS, 1988; WOLFE et al., 1992 ), assim como se existe correspondência entre os pontos de gatilho e os pontos dolorosos da fibromialgia.

Os pontos de gatilho diferem dos pontos dolorosos da fibromialgia, uma vez que apresentam localização mais profunda na massa muscular, resultando em decréscimo da distensibilidade muscular. A dor é provocada pela contração destes músculos, sendo característica a observação de fasciculação à rápida percussão de uma faixa muscular retesada ( GOLDENBERG, 1991 ).

Os pontos de gatilho podem estar latentes, mas quando pressionados, respondem com intensa dor local e também dor referida ou irradiada.

Por outro lado, os pontos dolorosos observados na fibromialgia são positivos à pressão com intensidade inferior a 4 kgf / cm2, apresentando gradiente de dor com as áreas vizinhas, bem como em relação aos pontos controle, que supostamente são pouco dolorosos. De acordo com WOLFE et al. ( 1992 ) que examinou 24 mulheres, 8 com fibromialgia, 8 com dores miofasciais e 8 controles normais, existiria uma certa semelhança entre ambas as síndromes dolorosas, uma vez que as pacientes com dores miofasciais apresentavam positividade em pelo menos metade do número de pontos padronizados da fibromialgia, sendo que os pontos de gatilho estavam presentes em apenas 20% dos indivíduos pesquisados, tanto no grupo com fibromialgia como no grupo com dores miofasciais.

Até o momento poucos são os estudos prospectivos quanto às manifestações sistêmicas das síndromes miofasciais e sua associação com fadiga ou distúrbios do sono.