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Síndrome de Reiter

Por: infoescola.com

síndrome de Reiter, conhecida também como artrite reativa, é  uma doença reumática com tendência a cronicidade. Normalmente, causada por infecções por Clamidya sp. ou Salmonella sp.

Acomete preferencialmente indivíduos adultos do sexo masculino. Caracteriza-se por causar uma inflamação com aumento das juntas (articulações), especialmente nos membros inferiores (pernas) e que pode estar acompanhada de inflamação ocular (conjuntivite ou uveíte), inflamação da uretra (uretrite) ou da cérvix (cervicite), inflamação intestinal com diarréia aguda e acometimento da pele e mucosas (oral e genital). O paciente que apresenta doença crônica intensa apresenta um envolvimento da coluna vertebral que é indistinguível da espondilite anquilosante.

Nos casos de acometimento cutâneo, as lesões podem apresentar aspecto psoriaseforme e as plantas dos pés são especialmente comprometidas, onde recebem o nome de keratoma blennorhagica. As unhas também podem ser afetadas, com o surgimento de uma hiperceratose sub-ungueal e algumas vezes onicolese, lembrando um quadro de psoríase.

Os quadros de artrite normalmente vão e voltam durante um período de várias semanas a 6 meses. Metade dos pacientes apresenta artrite recorrente, tendinite, fascite e dor lombossacra que pode levar à incapacidade funcional significativa.

Não há um exame específico para a doença. No entanto, a constatação do antígeno HLA-B27 em um homem jovem que apresente alterações psoriasiformes, juntamente com sintomas oculares e articulares, auxilia no estabelecimento do diagnóstico.

Também não há um tratamento específico para a síndrome de Reiter. A utilização de antibióticos é controversa. A prática de exercícios e fisioterapia em associação com o uso de antiinflamatórios não-esteróidais são importantes adjuvantes. Lesões mais severas podem ser tratadas com imunossupressores, como por exemplo, metotrexato e ciclosporina.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?394
http://emedix.uol.com.br/doe/reu003_1f_sindromereiter.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artrite_reativa
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000440.htm
http://www.scielo.br/pdf/abd/v78n3/16378.pdf
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/sindrome_reiter.htm


Polimialgia reumática

Por: https://www.msdmanuals.com/

A polimialgia reumática é a inflamação da membrana que reveste as articulações, causando dor intensa e rigidez muscular no pescoço, nas costas, nos ombros e nos quadris.

  • Desconhece-se a causa.
  • O pescoço, as costas, os ombros e os quadris tornam-se rígidos e doloridos.
  • Exames de sangue e, ocasionalmente a biópsia de um músculo, ajudam os médicos a realizar o diagnóstico.
  • A maioria das pessoas melhora drasticamente com o uso do corticosteroide prednisona.

A polimialgia reumática ocorre em pessoas com mais de 55 anos. Mulheres são afetadas mais frequentemente do que homens. Desconhece-se a sua causa. A polimialgia reumática pode ocorrer antes, depois, ou juntamente com a arterite de células gigantes (temporal). Alguns especialistas entendam que esses dois transtornos são variações do mesmo processo anormal. A polimialgia reumática é aparentemente mais frequente.

Sintomas

Os sintomas podem se desenvolver de forma repentina ou gradual. Dores intensas e rigidez ocorrem no pescoço, nos ombros, nas partes superior e inferior das costas e nos quadris. A rigidez e o desconforto se agravam pela manhã e após períodos de inatividade e acabam se tornando graves o suficiente para impedir que as pessoas saiam da cama e façam suas atividades simples. As pessoas podem se sentir fracas, mas os músculos não estão danificados ou fracos. As pessoas também podem ter febre, sentir mal-estar geral ou depressão e perder peso de forma não intencional.

Algumas pessoas com polimialgia reumática apresentam também os sintomas de arterite de células gigantes, que podem causar cegueira. Algumas pessoas têm artrite leve, mas se a artrite for grave ou for o principal sintoma, o diagnóstico mais provável é o de artrite reumatoide.

Diagnóstico

  • Exame físico
  • Exames de sangue
  • Resposta a corticosteroides

O diagnóstico é estabelecido em função dos sintomas e dos resultados do exame físico e dos exames de sangue, bem como na resposta aos corticosteroides (a maioria das pessoas com polimialgia reumática melhoram muito rapidamente quando tratadas com corticosteroides). Os exames de sangue geralmente incluem o seguinte:

  • Velocidade de hemossedimentação (VHS), níveis de proteína C-reativa, ou ambos: Em pessoas com polimialgia reumática, os resultados de ambos os testes são geralmente muito altos, indicando inflamação ativa.
  • Hemograma: Esse teste é feito para verificar a presença de anemia.
  • Hormônio estimulante da tireoide: Esse exame é feito para excluir a possibilidade de hipotireoidismo, que pode causar fraqueza e ocasionalmente dores nos músculos dos ombros e dos quadris.
  • Creatina quinase: Esse exame é feito para verificar danos no tecido muscular (miopatia), que podem causar fraqueza e dores nos músculos dos ombros e dos quadris. Se o nível de creatina quinase no sangue for elevado, é provável que haja dano muscular. Em pessoas com polimialgia reumática, não há dano muscular; portanto, o nível de creatinina é normal.
  • Teste do fator reumatoide e de anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico: Esses anticorpos estão presentes em até 80% das pessoas com artrite reumatoide, mas não em pessoas com polimialgia reumática. Esse teste ajuda os médicos a distinguir entre os dois distúrbios.

Tratamento

  • Baixa dose de prednisona
  • Baixas doses de aspirina

O uso de uma dose baixa do corticosteroide prednisona provoca geralmente melhoras dramáticas. Se as pessoas também tiverem arterite de células gigantes, uma dose mais elevada é usada para reduzir o risco de cegueira. Conforme os sintomas diminuem, a dose é gradualmente reduzida para a dose mínima eficaz. Muitas pessoas podem interromper o uso de prednisona em menos de um ano. No entanto, algumas pessoas precisam manter uma dose baixa por vários anos.

Os corticosteroides frequentemente causam efeitos colaterais em idosos ( Destaque para Idosos: Arterite de células gigantes e polimialgia reumática).

A aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ajudar a aliviar a dor, mas geralmente são menos eficazes do que a prednisona. As pessoas costumam tomar uma dose baixa de aspirina diariamente para ajudar a prevenir complicações da arterite de células gigantes, tais como derrames, ataques cardíacos ou perda da visão.

A arterite de células gigantes pode se desenvolver no início da polimialgia reumática ou posteriormente, ocasionalmente mesmo após a doença estar aparentemente curada. Portanto, todas as pessoas devem informar imediatamente seu médico a ocorrência de dores de cabeça, dores musculares durante a mastigação, dores incomuns ou fadiga nos braços ou pernas durante a atividade física ou problemas de visão.

Saiba mais sobre espondilite anquilosante, doença incurável que atinge articulações

espondilite anquilosante atinge as articulações do esqueleto axial, causando lesões nos ossos da cabeça, tórax e coluna, costas, joelhos, e quadris. Pesquisadores ainda não descobriram a cura da doença, que é inflamatória e crônica.

Nesta quarta-feira, 23, o cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo, anunciou que descobriu a espondilite e iria iniciar tratamento.

O cantor sertanejo Leonardo e o filho Zé Felipe, que descobriu diagnóstico de espondilite anquilosante.

“Fui no reumatologista e descobri que estou com um tipo de artrite, que chama espondilite. E eu vou começar a fazer o tratamento hoje e vamos embora. Dois anos de tratamento que vou ter que fazer, de dois em dois meses, vou ter que tomar uma injeção, mas estou feliz”, garantiu o cantor em uma série de vídeos no Instagram.

A espondilite atinge mais homens do que mulheres, entre o final da adolescência até, em média, os 40 anos de idade.

Primeiros sinais e sintomas

Dor persistente na lombar, por mais de três meses, que diminui com o movimento e aumenta com o repouso, merece atenção. O desconforto pode comprometer a mobilidade da coluna, que fica mais rígida, e se espalhar para as pernas.

Outra característica peculiar é que as dores são mais intensas durante à noite.

Em casos mais graves, a patologia pode provocar lesões nos olhos, coração, pulmão, intestinos e pele.

Assista ao vídeo:

Importância do diagnóstico precoce

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o diagnóstico precoce pode evitar a progressão da doença que, se não tratada, pode incapacitar o paciente.

O surgimento das dores na coluna ocorre de modo lento e insidioso durante algumas semanas. No início, a patologia costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna.

Frequentemente observa-se que a dor melhora com exercícios e piora com repouso, sendo pior principalmente pela manhã.

Alguns pacientes se sentem globalmente doentes, cansados, perdem o apetite e também perdem peso. Geralmente essa dor está associada a uma sensação de enrijecimento na coluna (rigidez), com consequente dificuldade na mobilização.

Eventualmente, o paciente também pode apresentar dor na planta dos pés, principalmente ao se levantar da cama pela manhã. Posteriormente, a inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda.

Tratamento

O tratamento é feito basicamente para controlar o avanço da doença e aumentar a qualidade de vida do paciente, que terá de conviver com os sintomas principais.

Fisioterapia e cirurgia são indicadas em alguns casos, assim como a medicação para aliviar as dores, como anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.