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GRAVIOLA, seu uso em tratamentos de diversas patologias, inclusive o câncer, os efeitos colaterais que ela provoca, etc…

 

Programa É Seu Direito Saber, É Seu Direito Escolher, vídeo do Dr. Daniel Forjaz, biólogo, com especialização em Fitoterapia Clínica, sobre a GRAVIOLA, seu uso em tratamentos de diversas patologias, inclusive o câncer, os efeitos colaterais que ela provoca, uso em outras áreas, etc. INFORMAÇÕES ÚTEIS, derrubando MITOS e trazendo VERDADES, com responsabilidade e base em estudos científicos de diversos Países.

Publicado por Conexão na Cidade em Quinta-feira, 5 de julho de 2018

 

“Programa É Seu Direito Saber, É Seu Direito Escolher”, vídeo do Dr. Daniel Forjaz, biólogo, com especialização em Fitoterapia Clínica, sobre a GRAVIOLA, seu uso em tratamentos de diversas patologias, inclusive o câncer, os efeitos colaterais que ela provoca, uso em outras áreas, etc. INFORMAÇÕES ÚTEIS, derrubando MITOS e trazendo VERDADES, com responsabilidade e base em estudos científicos de diversos Países.

 

 

Graviola contra o câncer

Por: Abrale

Estudos mostram que as propriedades da fruta podem ser benéficas aos pacientes com linfoma

 

Não é de hoje que determinados alimentos são vistos como mocinhos ou vilões na luta contra o câncer. E a graviola é um deles. Alguns dizem que ela pode ser muito prejudicial aos pacientes em tratamento. Outros, discordam dessa constatação.

Para tirar as dúvidas de uma vez por todas, convidamos a nutricionista Juliana Nabarrete, do Comitê de Nutrição da Abrale, para falar sobre esta fruta proveniente das regiões norte e nordeste do país.

Revista Abrale – Quais as propriedades da graviola?

Juliana Nabarrete: A graviola é uma fruta de sabor agridoce e aroma único. É rica em magnésio, cálcio, potássio, fibras, vitaminas do complexo B, vitamina C, manganês, zinco, ferro, fósforo, sódio, cobre, entre outros.

Revista Abrale – Como ela pode ser consumida? 

Juliana Nabarrete: Recomendamos o consumo de frutas na sua forma in natura, sem casca e sem sementes. É preciso acertar na escolha da fruta, optando sempre pelas unidades que estiverem mais macias e evitando aquelas com a casca preta ou rachada. A graviola pode ser utilizada em preparo de sucos, doces e sorvetes. Suas folhas possuem as mesmas fontes nutricionais que a polpa. Você pode utilizá-las para preparar um chá, ajudando no tratamento e prevenção de artrite, problemas no aparelho digestivo, hipertensão, entre outros. Porém, a sua ingestão é contraindicada às grávidas devido aos efeitos na pressão arterial. Já a capsula, que contém o extrato de graviola, é mais comum em regiões onde a fruta não é facilmente encontrada, e as pessoas podem aproveitar os seus benefícios por meio da suplementação. Porém, deve-se somente consumir com recomendação de uma nutricionista ou médico.

Revista Abrale – Ela pode ser usada para tratar problemas de saúde?

Juliana Nabarrete: O seu consumo é recomendado em casos de prisão de ventre, diabetes e obesidade. Pode ter ação anti-microbiana e fúngicas e de regulação da pressão arterial. O seu nome científico é Annona muricata L e o extrato de suas folhas é muito estudado no tratamento do câncer. Desde 1970, estudos americanos e coreanos realizados in vitro demonstraram que um conjunto de ativos fitoquímicos chamado Acetogenina, presente na folha da graviola, “matam” células malignas de 12 tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de mama, ovário, cólon, próstata, fígado, pulmão, pâncreas e linfoma. Quando comparada a ação da adriamicina, a toxicidade às células saudáveis do organismo é bem abaixo, o que resulta em poucos efeitos colaterais. O órgão americano de regulamentação de alimentos e medicamentos – Food and Drug Administration – FDA, aprova somente a utilização da graviola como um coadjuvante no tratamento na melhora da função imunológica.

Revista Abrale – É verdade que o chá de graviola pode fazer muito mal aos pacientes que têm câncer?

Juliana Nabarrete: Algumas pessoas acabam extrapolando no consumo do chá durante o tratamento e certas substâncias podem ser tóxicas para rins e fígado, e podem comprometer a absorção e a eficácia dos quimioterápicos.

Revista Abrale – Então o uso da graviola está liberado para os pacientes em tratamento?

Juliana Nabarrete: Como outros diversos alimentos, a graviola deve fazer parte de uma alimentação equilibrada. Seja ela in natura, como parte de uma receita ou em forma de suco para o paciente oncológico. Sua utilização como medicamento natural ainda tem que ser estudada com maior abrangência na população.

 

GRAVIOLA CURA CANCER? VERDADE OU MENTIRA?

Por: greenme.com.br

A Graviola é uma fruta tropical muito conhecida no Brasil, apesar das suas origens nas Índias Ocidentais. Popularmente conhecida também como araticum, jaca do Pará, coração de rainha e outros nomes regionais, ela é uma fruta da família dos Annonaceae que pode chegar a pesar dois quilos e meio e se espalhou também por outras partes do mundo.

A fruta tem uma aparência única, sua casca é verde e o interior amarelo, com uma polpa bem macia e saborosa que pode ser consumida diretamente ou usada na preparação de sucosmilk-shakessorvetes e sobremesas.

Além de fazer parte da dieta de muitos nativos, a graviola já é usada há muito tempo por tribos indígenas do norte do país. Segundo os índios, a graviola foi sempre usada para tratar doenças, como gastrite, úlcera, obesidade, prisão de ventre, diabetes, problemas digestivos, doenças no fígado, hipertensão, depressão, insônia, enxaquecas, gripes, vermes, diarreia e reumatismos.

A fruta despertou o interesse de alguns cientistas do Brasil. Algumas pesquisas revelam que a fruta possui um ingrediente ativo chamado annonaceous acetogenins, que é um fitoquímico.

Graviola e o câncer

Não existe evidência definitiva para mostrar que a graviola funciona como a cura total  para o câncer. Entretanto, em alguns estudos de laboratórios, os extratos de graviola foram capazes de eliminar alguns tipos de células de câncer de fígado e câncer de seio que normalmente são resistentes a algumas drogas quimioterápicas específicas. Os estudos mostraram ainda que, ao contrário destas drogas, a graviola atacava as células doentes, mas não danificava as saudáveis.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicou um artigo comprovando que o fator quimioterápico da graviola sobre as células cancerígenas havia sido de 10.000 vezes superior ao do composto chamado Adriamicina, que é um dos citotóxicos mais agressivos empregados atualmente na quimioterapia usada para o tratamento do câncer.

Os estudos ainda são recentes para uma comprovação total dos efeitos de cura do câncer com o uso dos ingredientes encontrados na graviola. As pesquisas continuam e, num futuro muito breve, talvez fique comprovada a eficácia científica da cura deste mal terrível que assola a humanidade.

Neste meio tempo, entretanto, assim como em qualquer outra atividade relacionada à saúde física é sempre recomendada cautela. Consulte seu médico antes do uso de qualquer tipo de terapia alternativa contra o câncer.

De modo geral, alguns pacientes em tratamento de câncer usam suplementos de ervas medicinais para aliviar os sintomas do tratamento químico. Os suplementos de ervas, contudo, não são substitutos para o tratamento principal do câncer. O uso de suplementos, enquanto estiver fazendo quimioterapia pode reduzir a eficácia dos agentes quimioterápicos por causa de possíveis interações entre as drogas e os componentes da graviola.

Efeitos colaterais da Graviola

Os mesmos estudos, que identificaram seus benefícios, foram importantes também na aferição dos efeitos nocivos com o uso das substâncias extraídas da graviola.

Um dos principais efeitos colaterais com o uso da graviola é o fato de baixar a pressão arterial, além da presença de um determinado químico na graviola que pode causar mudanças no funcionamento da rede neural e desordem na coordenação dos movimentos quando consumido em grandes quantidades. As mudanças nervosas podem causar sintomas semelhantes ao mal de Parkinson.

Algumas pesquisas de laboratórios descobriram também que algumas substâncias da graviola podem causar danos nervosos e estas substâncias podem ser levadas ao cérebro pelo fluxo sanguíneo.

A graviola não é recomendada para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, pois sua acidez pode provocar dor. As mulheres grávidas também devem evitar o consumo da graviola, pois a fruta pode provocar aborto.