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Secretaria de Saúde utiliza cada vez mais fitoterápicos em tratamentos médicos

Por: Agência Brasília

A experiência popular alinhada ao conhecimento cientifico dos farmacêuticos da Secretária de Saúde é uma fórmula que deu certo. Prova disso é o Núcleo de Farmácia Viva, que há 29 anos trabalha na produção de medicamentos cuja matéria-prima ativa são os vegetais, os chamados fitoterápicos. A Secretaria distribuiu, de forma gratuita, à população do Distrito Federal, no ano passado, cerca de 27 mil medicamentos em 21 Unidades Básicas de Saúde. A intenção é aumentar a estrutura para ampliar a produção.

“Há 30 anos falar em fitoterápico e atenção primária era um tabu. Hoje, não. Prova de que deu certo é que a Farmácia Viva está há tanto tempo funcionando bem e atendendo cada vez mais gente”, comemora Nilton Neto, chefe do Núcleo.

Localizada no Riacho Fundo 1, a Farmácia Viva atualmente ocupa o espaço da antiga residência do ex-presidente da República Ernesto Geisel. No local, trabalha uma equipe de 13 funcionários. Entre eles, farmacêuticos e técnicos responsáveis por produzir, em média, 2.300 fitoterápicos ao mês.

O secretário de Saúde Osney Okumoto estuda a possibilidade de reformar e ampliar a estrutura da Farmácia Viva, iniciativa pioneira no Brasil em relação ao fornecimento de medicamentos fitoterápicos para a rede pública de saúde. “Esta é uma experiência exitosa”, elogia Okumoto. “Mas já está no limite da sua produção, em decorrência do tamanho da área do laboratório disponível. Como secretário e farmacêutico, quero participar desse projeto de ampliação e oferecer condições melhores”, afirmou, ressaltando que o local é uma construção antiga e tem a necessidade de expansão.­­­­

Plantas

As plantas usadas na confecção das fórmulas são cultivadas de forma orgânica na área da própria Farmácia Viva e, também, nos terrenos do Complexo Penitenciário da Papuda e do Centro Nacional de Recursos Genéticos, parceiros do projeto.

Após a colheita, as ervas são selecionadas, secadas em estufa e trituradas até se transformarem em pó. Com o material, é feita a extração da tintura ou extrato com álcool. A exceção é para a babosa, que é utilizada na versão fresca para a produção do gel cicatrizante. Todos os medicamentos produzidos são certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Resultados

O resultado é percebido no dia a dia, com a farmácia sempre cheia de pessoas à procura dos fitoterápicos. “Esses medicamentos têm uma credibilidade muito grande junto à população porque agregam cultura com pesquisa científica. É a junção da tradição com a ciência. Por serem mais naturais, eles têm uma maior aceitação do paciente”, explica Josias Junior, enfermeiro que há 30 anos trabalha na secretária de Saúde.

É importante ressaltar que mesmo sendo medicamentos de origem vegetal, os fitoterápicos não podem ser usados sem a prescrição de um médico, farmacêutico, enfermeiro ou de um nutricionista. “O ideal é que eles sempre passem antes por um especialista da saúde, pois há outros problemas como hipertensão, diabetes ou uso de outras medicações. Não é porque é natural que não faz mal”, afirma Fernanda Melchior, médica de Família e Comunidade.

A paciente Lindalva Alves da Paixão, moradora de Taguatinga, utiliza o gel de baleeira, carro-chefe da Farmácia Viva, há um ano e meio. “Ele faz muito bem para mim, eu prefiro remédios fitoterápicos. Os efeitos são mais lentos, porém significativos. A minha irmã usou a tintura de boldo e tintura de funcho e gostou muito, também”, conta Lindalva.

Produtos

A Farmácia Viva produz nove medicamentos, de sete plantas diferentes. As principais plantas medicinais cultivadas no local são:

Guaco: auxilia no tratamento de gripe, resfriado e infecções respiratórias que apresentam muco;

Babosa: ajuda na cicatrização de machucados;

Boldo: auxilia na digestão;

Erva baleeira: antiinflamatório em dores associadas a músculos e tendões;

Alecrim pimenta: antisséptico e antimicótico escabicida.

Confrei: cicatrizante, equimoses hematomas e contusões.

Tintura de funcho: antiflatulento, antidispéptico e antiespasmódico.

O que é Fitoterapia?

Por: Livraria Florence

A prática é bastante antiga e não se sabe ao certo quando teve início. Vinculada às práticas culturais e locais, a fitoterapia se baseia no uso de plantas na cura de doenças e enfermidades. A produção dos medicamentos é feita através de extratos vegetais, sem isolamento dos princípios ativos. Chamados de fitocomplexos, a extração utiliza todas as substâncias encontradas na planta. Os produtos podem resultar em pomadas, chás, inalantes, comprimidos ou farelos, que auxiliam na aquisição de mais qualidade de vida e bem-estar, associados ou não aos tratamentos alopáticos.

fitoterapia

PARA QUE SERVE A FITOTERAPIA?

Fitoterapia é considerada uma especialidade médica, que é tratada na área da medicina alopática, ao contrário da homeopatia e da acupuntura, que são terapias alternativas. Porém, hoje já é vista não só como alternativa, mas sim uma ferramenta que serve como complemento para a promoção da saúde.

A fitoterapia já faz parte da nossa realidade e cada vez mais fará, pois já é uma técnica comprovada cientificamente e muito indicada entre os médicos como um complemento a alguns tratamentos.

 

PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS NA FITOTERAPIA

As plantas medicinais utilizadas através da fitoterapia constam do uso de suas flores, sementes, cascas, diluições e extrato.

A camomila, por exemplo, é utilizada em forma de chá e serve para acalmar, melhorar as funções intestinais, e aliviar as dores de cabeça.

O Ginseng, por outro lado, favorece e estimula a energia corporal, combate o estresse e é tido como um potente afrodisíaco.

Para cada problema de saúde há um tipo de planta medicinal que pode ser usada como forma de prevenção ou tratamento, mas há benefícios estéticos que também podem ser favorecidos pela fitoterapia como, chá de alfavaca, ou, chá alecrim, para a calvície, e chá verde para perder barriga.

CONTRAINDICAÇÕES DA FITOTERAPIA

Apesar das plantas poderem ser usadas de forma natural e caseira pela fitoterapia, algumas delas possuem elementos que podem fazer mal à saúde de determinadas pessoas como, mulheres grávidas, hipertensos, ou pessoas propensas a desenvolver processos alérgicos. Por isso, convém sempre consultar um médico em caso de dúvidas.

Os chás também podem causar irritação no estômago se tomados regularmente, sem uma indicação adequada, ou, por mais de 3 vezes ao dia.