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Fibromialgia: a difícil trajetória entre a dor e o diagnóstico

Por: Estadão

Pacientes relatam descrença na doença e falta de preparo médico para conseguir identificar a enfermidade

Fibromialgia é caracetriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações.

Fibromialgia é caracteriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações. Foto: rawpixel.com/Pexels

fibromialgia é uma doença antiga, tendo sido descrita pela primeira vez em torno de 1904. Mas somente nos últimos 30 anos é que ela começou a ser mais estudada e seus mecanismos melhor entendidos. Ainda assim, principalmente por não ter causa definida, muitos pacientes enfrentam uma longa trajetória, acompanhada de dor crônica, até obter o diagnóstico. Entre os motivos estão a descrença na enfermidade e o despreparo médico, e o alerta é reforçado neste 12 de maio, Dia Nacional da Fibromialgia.

A farmacêutica Lívia Teixeira, de 29 anos, conta que sente dores desde criança, com foco nas articulações e coluna. Os médicos diziam que podia ser escoliose, tendinite, dor do crescimento e até começo de tumor ósseo, o que assustou a mãe dela. Nada, porém, se comprovava e ela cresceu sentindo o corpo doer independente de fazer esforço físico.

Após anos sem saber o que tinha, considerando que viver com dor era normal, ela associou seus sintomas a relatos de pacientes com os quais teve contato por meio de seu trabalho em uma empresa que produzia medicamentos para fibromialgia. “Comecei a me identificar, estudar fibromialgia e decidi que era isso que eu tinha, mas precisa de um médico para me auxiliar”, relata.

Ela se consultou com reumatologista, fisiatra, neurologista, ortopedista e gastroenterologista, mas ninguém confirmou o que tinha. O autodiagnóstico de Lívia, que tem experiência na área da saúde e está se especializando em dor crônica, veio em 2013 e foi apoiado por um ortopedista da empresa onde trabalhava. Desde então, ela tem se aprofundado cada vez mais no tema e criou o programa De Bem Com a Fibro para ajudar pacientes a lidar de forma mais positiva com a doença.

Diagnóstico de fibromialgia

O especialista em fibromialgia e dor José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que essa doença é de difícil diagnóstico. Embora a enfermidade seja caracterizada por dor generalizada, nem sempre sentir o corpo todo dolorido significa fibromialgia. “É preciso verificar quais doenças se parecem com a fibro e eliminá-las, como hipo e hipertireoidismo, diabete, doenças inflamatórias musculares e neurológicas”, diz o médico.

Exames como ultrassom, ressonância, de sangue e tomografia geralmente são solicitados para descartar problemas semelhantes à fibromialgia. Além disso, para o diagnóstico correto, deve-se examinar bem a história do paciente e a presença de fatores complementares. A doença costuma estar acompanhada de distúrbios do sono, dor de cabeça e constipação, por exemplo.

Provenza afirma que a maioria dos médicos não tem paciência para atender pessoas com múltiplas queixas, que é o caso da fibromialgia. Isso também justifica a dificuldade de conseguir um diagnóstico. Lívia percebe que os especialistas que ela consultou não quiseram se comprometer com a condição dela. “Eu entendia mais de fibro do que eles. Me encaminhavam para outros médicos e não entendiam, não sabiam que o diagnóstico é clínico.”

O que se sabe sobre as causas da fibromialgia

O presidente da SBR diz que, com base nos estudos sobre fibromialgia dos últimos 30 anos, entendeu-se que a doença tem um componente emocional. Porém, mais do que isso, trata-se de uma enfermidade física em que existem importantes alterações no sistema nervoso central (SNC) ligadas aos níveis de percepção da dor.

“Na fibro, o paciente tem tanto distúrbio central como de percepção da dor no nível periférico, por meio de sensores na pele, nas articulações que se comunicam com os neurônios no sistema nervoso central”, explica Provenza. Essa comunicação se dá por neurotransmissores, substâncias que facilitam ou inibem a dor. Ocorre que, devido às alterações no SNC, essa ligação sofre impacto e as dores passam a ser generalizadas e constantes.

Segundo o especialista, alguns estudos apontam uma tendência de marcadores genéticos na fibromialgia. Além disso, uma queixa comum na maioria dos pacientes é a vivência de estresses, o que pode desencadear a doença em qualquer fase da vida ou agravar as crises de dor.

A jornalista Nathalia Molina, de 48 anos, tem diagnóstico de fibromialgia há seis e recorda que também considerava normal sentir dores constantemente. Atualmente, ela diz entender que a crise ocorrida em 2012 foi motivada por “várias situações traumáticas e pessoais” que ocorreram em sua vida desde 2006. Além do estresse no trabalho, ela teve duas perdas gestacionais seguidas.

Depois de muitas idas ao pronto-socorro, Nathalia resolveu se consultar com um ortopedista. “Ele fez várias perguntas que, para mim, não tinham nada a ver. Mas ele estava fazendo as perguntas que o exame clínico faz para entender síndrome”, diz. Após um mês de tratamento com remédio, ela voltou a ter crise e foi orientada a procurar um reumatologista.

“Ele me disse: ‘tem gente que acha que existe e tem gente que acredita que não existe’. Ele disse que eu era sedentária, que precisava emagrecer e fazer exercício físico. Fui embora e fiquei de cama”, conta a jornalista. Em março de 2013, ela conseguiu obter o diagnóstico correto com outro reumatologista.

Apoio é fundamental no tratamento

Fazer exercícios físicos de forma leve é uma das indicações para tratar a fibromialgia, mesmo que a pessoa comece com cinco minutos de caminhada por dia. Alguns medicamentos, como antidepressivos que atuam na dor e outros que melhoram a qualidade do sono, também são prescritos. Mas uma parte fundamental do tratamento é o apoio emocional e psicológico.

“Na maioria dos pacientes, os familiares começam a não acreditar nas queixas, porque são contínuas e frequentes. A gente tem de mostrar que a doença física existe junto com uma alteração do comportamento e do humor”, diz Provenza. A farmacêutica Lívia tem investido em terapia emocional, autoconhecimento e tem o suporte da família.

Nathalia conta, principalmente, com o apoio do marido, que por “sorte” acredita que fibromialgia existe e divide com ela as tarefas domésticas. O filho dela, hoje com dez anos — “ele era mais pesado para mim com três do que agora” —, também compreende a condição. “Passei o primeiro ano de vida dele só com ele. Era prazeroso para mim e acho que compensava possíveis estresses”, lembra.

O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela Fibromialgia

Por: Fibro

Todo mundo está sob estresse em suas vidas.

O estresse é algo que todo mundo conhece e é considerado parte da vida. Você não pode ter dinheiro suficiente, problemas com casamento ou lhos, etc. Pode ser qualquer coisa. Pessoas com fibromialgia têm um alto nível de estresse.

Todo mundo sabe sobre o estresse que é um assassino silencioso. Os sintomas e efeitos colaterais do estresse podem causar um ataque cardíaco, problemas cardíacos, ansiedade, depressão e outros problemas. O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela fibromialgia.

Alguns destaques do estresse e fibromialgia.

Acredita-se que o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal no corpo evite o estresse envolvido. Quando as pessoas são afetadas pela fibromialgia, essa condição se desfaz nesse eixo e esses níveis são muito mais altos do que em pessoas normais.

Pessoas que têm fibromialgia têm diferentes níveis de HPA e podem reduzir os hormônios do estresse, como adrenalina e
cortisol. O nível de estresse diminui sem esses analgésicos muito necessários sem aviso prévio.
Uma pessoa pode car doente com esse fardo. Muitos sintomas são causados pelo estresse e você nem sabe que estão
associados ao estresse. Se uma pessoa também sofre de fibromialgia, isso pode levar a uma situação desfavorável. Você sente
mais dor com o estresse e fibromialgia é uma síndrome em que ocorre muito estresse. Se você tiver uma enxaqueca, esse
estresse pode aumentar a dor. O estresse também agrava outras dores causadas pela fibromialgia.
Se você está estressado, seu sono também será afetado. As pessoas que sofrem de stress sentem frequentemente que não
conseguem adormecer facilmente. Parece que a sua mente está constantemente a correr mesmo quando adormece. Você nem
sabe como lidar com esse estresse. Todas as coisas começam a chegar à sua cabeça quando é hora de dormir. Você tem a
incapacidade de relaxar.

Como reduzir o estresse

Se você reduzir o estresse da sua vida, você pode controlar sua fibromialgia. Isso parece fácil, mas não é, especialmente quando
há muitos outros problemas que são apresentados a você. Se você tentar reduzir seu estresse hoje, certamente poderá gerenciar
o estresse com eficiência. Você pode lidar com coisas diferentes com o estresse.
Yoga e meditação são considerados eficazes no alívio do estresse. Yoga pode ser difícil para pessoas com fibromialgia, mas alguns
conceitos básicos podem ajudar enormemente. O processo de inalar e exalar com os músculos do corpo é a meditação. Isso
também tem sido usado há séculos e é uma forma de medicina chinesa como a ioga.
O estresse também pode melhorar com o uso de medicamentos anti-ansiedade. Médicos prescrevem medicamentos que podem
ajudar a acalmá-lo e manter o estresse ao mínimo. Se você acha que esses medicamentos são benéficos para você, você pode
consultar o seu médico para descobrir qual é o certo para você.
Tire algum tempo para relaxar e encontrar tempo para si mesmo. Técnicas de respiração profunda também são eficazes para
aliviar o estresse, e as coisas que você gosta de fazer também proporcionam algum relaxamento. Pode ser qualquer coisa como
caminhar no parque, passar tempo com seus entes queridos, fazer algo ou algo parecido. Mas certifique-se de passar algum
tempo fazendo coisas que você goste.
Uma dieta saudável e equilibrada também ajuda a reduzir o estresse. Na maior parte, as pessoas não se referem à comida que
comem, mas ao contexto. É importante frutas e legumes frescos. Além disso, tente comer carnes magras como frango peixe. Evite alimentos processados e açúcar pode beneficiar você.
Às vezes é difícil para você eliminar um pouco da comida da sua vida, mas, se isso acontecer, valerá a pena. Também é
importante comer a quantidade correta de comida. O nível de estresse começa a aumentar se comer demais ou comer os
alimentos errados.
Consulte o seu médico para mais maneiras de aliviar o stress. Seu médico entenderá seu caso corretamente e poderá dar-lhe
recomendações que lhe farão bem. Você pode tratar seu estresse com o conselho de um médico.

A quintessência

Acredita-se que as pessoas que sofrem de estresse também sofrem de fibromialgia e vice-versa. Estresse e fibromialgia andam de
mãos dadas. Não é fácil lidar com o estresse, mas você tem que encontrar maneiras eficazes de gerenciar sua vida e reduzir o
estresse. As coisas pioram como resultado do estresse e, portanto, mais dor e problemas ocorrem.
Conclui-se que é possível lidar com o estresse e levar uma vida que você quer, com a ajuda de seu médico e com as informações
fornecidas acima. Lute para lidar com o estresse. Faça uma lista de coisas que você pode fazer para reduzir o estresse e consulte
seu médico para reduzir o estresse. Você pode usar uma nova pessoa sem estresse.