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Síndrome dolorosa pós-laminectomia

Por: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302011000300010

De acordo com a Associação Internacional de Estudo da Dor (IASP), a síndrome pós-laminectomia é definida como “dor lombar espinal de origem desconhecida que persiste na mesma localização da dor original apesar das intervenções cirúrgicas, ou que se instala após as cirurgias. A lombalgia pode ou não associar-se à dor referida ou irradiada”1. Essa definição aplica-se a todas as cirurgias destinadas a tratar a dor originada na região da coluna vertebral lombar, incluindo as que visam ao tratamento da hérnia discal. O tratamento cirúrgico aplicado nas hérnias de disco é uma hemilaminectomia com flavectomia, luxação de raiz e exérese da hérnia. As várias manifestações clínicas da síndrome pós-laminectomia frequentemente sobrepõem-se e têm como expressão comum a lombalgia. A expressão “origem desconhecida” da definição não deve ser aplicada com rigor, pois apesar de a síndrome pós-laminectomia ser complexa e de a dor poder originar-se de grande variedade de entidades nosológicas que acometem os variados elementos anatômicos da região vertebral ou distantes da coluna vertebral ou decorrer de afecções sistêmicas, em muitos casos, sua origem pode ser identificada2.

As causas das lombalgias são variadas e o diagnóstico diferencial muito amplo. A estrutura responsável pela dor é identificada em menos de 20% dos casos3. As hérnias de disco são as razões mais comuns de indicação de laminectomia para o tratamento da dor lombar. Estimativas apontam para realização de mais de 300 mil laminectomias nos Estados Unidos com uma taxa de insucesso maior que 40 %4. A errada interpretação da origem da dor como decorrente de hérnia de disco, observada nos exames complementares5, a não identificação da instabilidade da coluna vertebral e de outras causas mecânicas, incluindo a remoção incompleta da hérnia de disco6 e as complicações operatórias são responsabilizadas pelos maus resultados cirúrgicos2. A dor pode também decorrer da instabilidade das facetas articulares ou da redução do espaço intervertebral devida a anormalidades estruturais ou à remoção dos discos intervertebrais com consequente modificação do ângulo da articulação facetária7. Dentre as causas não mecânicas da síndrome pós-laminetomia, citam- se: a infecção discal, a “fibrose” peridural, a aracnoidite e os fatores psicossociais8. Neste estudo, o objetivo foi avaliar a apresentação das características clínicas e o resultado do tratamento não cirúrgico de pacientes com síndrome dolorosa pós-laminectomia atendidos em um centro de dor.

A lombalgia manifesta-se em algum momento da vida e constitui grave problema de saúde pública em 40% a 85% dos indivíduos2. São elevados os custos destinados ao seu tratamento, compensações e perdas de produtividade. A média de idade dos pacientes incluídos neste estudo, quando da instalação de dor, foi de 37,2 anos, faixa etária em que habitualmente os indivíduos exercem intensamente suas atividades profissionais.

Na maioria dos casos a evolução é favorável, mesmo sem a adoção de medidas assistenciais. Entretanto, torna-se crônica em 15% a 20% dos indivíduos9. Em 13,8% dos pacientes estudados por Frymoyer10 a dor durou mais que duas semanas, e em 22% deles, foi intensa. Em 21,2% dos pacientes de Deyo e Tsiu9 a dor foi fraca, em 43,4% moderada, e em 35%, intensa; em 40% dos casos a dor lombar irradiava-se para os membros inferiores, e em apenas 1% havia ciatalgia verdadeira. Em nossa série, a dor pré-operatória foi intensa e apresentou intensidade de 7,2 de acordo com a EVA; 45,4% apresentavam histórico de dor lombar e dor referida nos membros inferiores antes do ato operatório e em apenas 30,3% o histórico sugeria ciática verdadeira, achados que indicam que os critérios de seleção para cirurgia foram provavelmente inapropriados na maioria dos casos.

Segundo Hanley et al.11, o resultado do tratamento cirúrgico das hérnias de disco é insatisfatório em 14% dos casos. O número de cirurgias da coluna para liberação da dor, nos Estados Unidos, vem aumentando progressivamente, com 170 mil cirurgias em 1974, 300.413 em 1994, chegando a 392.948 em 200012, com 80 mil casos de síndrome pós-laminectomia por ano13. Segundo Deyo e Tsiu9, a principal razão para o aumento de número de laminectomias é o aumento do número de cirurgiões que operam coluna vertebral em cada país. Em diferentes países e em diferentes regiões, a frequência de indicação de operações é variável, o que não é explicado apenas pela diferença na prevalência das lombalgias ou lombociatalgias; em 3% ou 4% dos indivíduos nos EUA, indicam-se cirurgias para tratamento da hérnia discal, mas apenas em 1% dos indivíduos na Suécia e na Dinamarca.

Os maus resultados do tratamento operatório podem advir do diagnóstico incorreto. Dentre as causas identificadas de lombalgia, destacam-se: as afecções reumatológicas, os tumores primários ou secundários da coluna vertebral, os processos, as afecções vasculares, as anormalidades hematológicas, as afecções endócrinas, as visceropatias pélvicas ou abdominais (endometriose, torção de cisto ovariano, doença inflamatória pélvica, prostatite, cistite, pancreatopatia, nefropatia, úlcera péptica, afecções das vias urinárias, biliares ou duodenais), as anormalidades mecânicas (hérnia de disco intervertebral, lesão das facetas articulares, instabilidade segmentar ou articulações sacroilíacas), as afecções sistêmicas (fibromialgia, miosite, doenças autoimunes ou imunoalérgicas), as doenças psiquiátricas e outras condições (artropatia do quadril, lesão da bursa trocantérica, polirradiculaneurite, irritação meníngea)14. Frente ao grande número de possibilidades, justifica-se a elevada frequência de falha da terapêutica cirúrgica nos cuidados destinados a tais pacientes. Contudo também indica uma avaliação semiológica mais criteriosa.

As cirurgias para tratar hérnia de disco, sem que os critérios de indicação sejam cumpridos, podem resultar em manutenção ou em agravamento da dor e dos déficits pré-operatórios. Hérnia de disco, interpretada erroneamente como causa de lombalgia, é a razão mais comum da indicação de operações na coluna vertebral que evolui como síndrome dolorosa crônica pós-laminectomia instalada imediatamente após a operação. Isso se deve, em parte, à hipervalorização dos achados anatômicos não relacionados à lombalgia, mas evidenciados nos exames de imagem e que geralmente não justificam a dor e a intervenção cirúrgica14. Em 35% dos indivíduos assintomáticos de Hitselberg e Wihen15, a imagem radiológica revelou anormalidades sugestivas de hérnia de disco. Em 35% dos indivíduos assintomáticos de Wiesel et al.16 a TC da coluna vertebral revelou anormalidades; em 20,2% dos casos, evidenciou hérnia discal. Boden et al.14 observaram que 60% dos indivíduos assintomáticos apresentavam hérnia de disco em exames de ressonância. Portanto, os exames de imagem possibilitam confirmar o diagnóstico clínico de hérnia de disco, mas não são os determinantes principais para a indicação da cirurgia, uma vez que hérnias discais assintomáticas não são muito comuns2.

Mesmo em condições sintomáticas, há absorção progressiva do fragmento discal herniado, fenômeno acompanhado de melhora dos sintomas na maioria dos casos17. Hakelius18 observou que 38% dos pacientes com hérnia de disco não operados, mas tratados clinicamente, melhoraram em 1 mês, 52% em 2 meses e 73% em 3 meses. Saal e Saal19 realizaram estudo retrospectivo envolvendo 58 pacientes com radiculopatia decorrente de hérnia de disco; 52 foram submetidos a tratamento conservador, do que resultou melhora em mais de 90% dos casos; em apenas três foi necessária a remoção cirúrgica de fragmentos extrusos. Isso significa que os critérios de indicação de discectomia representados por síndrome de cauda equina, acentuado déficit motor agudo ou progressivo, ou ocorrência de lombociatalgia e evidente radiculopatia caracterizada como déficits sensitivos, motores e dos reflexos miotáticos no território de uma ou mais raízes nervosas, evidências de irritação radicular traduzidas como a elevação de um ou ambos os membros inferiores extendidos e ocorrência de anormalidades e compatíveis nos exames de imagem20 em pacientes que não melhoram após tratamento medicamentoso sintomático e com medidas de medicina física durante mais de 6 a 12 semanas20,21 não são sempre cumpridos. Apenas 64,9% dos pacientes incluídos na presente casuística haviam sido submetidos ao tratamento com medicina física, e apenas 8,9% a tratamento com antidepressivos tricíclicos antes das operações, o que pode sugerir que os métodos clínicos não foram adotados na maioria dos casos.

As causas mecânicas são responsáveis por 90% dos casos da dor pós-laminectomia6. Dentre elas, ressaltam-se as hérnias residuais ou recidivadas, a instabilidade da coluna vertebral, a pseudoartrose pós-fixação vertebral, as anormalidades facetárias, a estenose do canal vertebral, a meningocele e a pseudomeningocele22. Em nenhum doente de nossa casuística, evidenciou-se instabilidade vertebral ou hérnia discal residual. Foi proposta em adição à discectomia, a fixação e a fusão espinal23. Entretanto, há poucas evidências de que a fusão espinal seja útil em pacientes que não apresentam instabilidade vertebral real7. Foi o que ocorreu em 5,4% dos pacientes da presente casuística. A imagem pós-operatória de hérnia discal residual não implica que ela seja necessariamente a causa da dor persistente, pois os exames de imagem pós-operatórios frequentemente revelam anormalidades semelhantes em indivíduos sintomáticos ou não24. A cicatriz peridural que ocorre após a laminectomia é achado pós-operatório comum. O tecido neoformado pode envolver, distorcer e/ou comprimir a raiz nervosa. Entretanto, frequentemente, evidencia-se fibrose epidural ao exame de TC ou de RM no período pós-operatório e não há dor8. Em 57,1% dos pacientes deste estudo foi evidenciada cicatriz perirradicular.

Os pacientes incluídos na presente casuística haviam sido submetidos a até quatro cirurgias na coluna vertebral lombar sem melhora; a média foi de 1,5 operação por doente. Muitos pacientes submetidos a novas cirurgias para tratar a dor persistente ou residual frustram-se. A taxa de melhora em reoperações é baixa, em torno de 30% após a segunda cirurgia, 15% após a terceira cirurgia e 5% após um quarto procedimento com até 20% de piora13.

Dos 56 pacientes analisados na presente casuística, 85,7% apresentava SDM que não havia sido evidenciada previamente ao exame físico. Há evidências de que a SDM seja envolvida na gênese ou manutenção das lombalgias23. Entretanto, frequentemente, o diagnóstico de SDM não é considerado25. Muitos músculos na região lombar que podem ser acometidos pela SDM e o traumatismo operatório podem resultar em agravamento da dor. Apesar de, na linguagem fisiátrica, a SDM dos músculos lombares e glúteos ser considerada a mais importante causa de lombalgia, ainda valorizam-se as afecções ósseas, tendíneas, nervosas, discais e das bursas como causas da sintomatologia26. A lesão da fibra muscular não causa, necessariamente, dor, pois em pacientes com afecções degenerativas primárias, como ocorre em casos de distrofia muscular de Duchenne, há rotura de grande quantidade de miofibrilas e do retículo sarcoplasmático e não há dor, o que sugere a sintomatologia da SDM decorra de alterações ou disfunções não estruturais da fibra muscular26. A principal anormalidade eletrofisiológica parece ser a disfunção neuromuscular da placa motora.

A teoria da crise energética postula que ocorre aumento da concentração de Ca no sarcoplasma devido à rotura do retículo sarcoplasmático, do sarcolema e/ou da membrana celular muscular. A função do retículo sarcoplásmico é armazenar e liberar Ca ionizado; este ativa elementos contráteis e causa encurtamento do sarcômero. A contração sustentada do sarcômero resulta em aumento do metabolismo, causa isquemia localizada e gera crise energética localizada. A combinação das teorias eletrofisiológicas e histopatológicas gerou o conceito de disfunção múltipla das placas neuromusculares. Os potenciais registrados, como atividade espontânea ou espículas nos pontos-gatilho, resultariam da liberação anormal de acetilcolina pela terminação nervosa. A liberação de acetilcolina acentuaria a despolarização e a liberação de Ca do retículo sarcoplásmico, que causaria contração do sarcômero e compressão de pequenos vasos. O aumento da despolarização, devido à liberação de acetilcolina e à contração do sarcômero, causaria aumento da demanda energética que, associada à hipóxia decorrente da redução do fluxo sanguíneo muscular, causaria crise energética. Essa crise energética gera metabólitos que sensibilizam os nociceptores e causa a dor localizada e a dor referida dos pontos-gatilho26. As anormalidades nas fibras nervosas, responsáveis pela inervação do músculo, poderiam causar contração muscular localizada e a SDM27. A dor referida a partir do ponto-gatilho deve-se à sensibilização dos neurônios sensitivos do corno posterior da medula espinal e pode apresentar distribuição semelhante à dor radiculopática. Esta dor referida associa-se às sensações parestésicas e à dormência26. Em 88,2% dos 17 pacientes com histórico de dor radicular pré-operatória, identificam-se SDM nas regiões lombar e/ou glútea.

As idades dos pacientes incluídas no estudo, quando do primeiro atendimento no Centro de Dor, variaram de 28 a 76 anos (média das idades = 48,8 anos). A média de duração da sintomatologia foi 96 meses, e a média da intensidade da dor de 8,3, o que traduz a magnitude e o prolongado período de sofrimento a que foram submetidos. Observou-se, também, que a dor pós-operatória foi mais intensa que a pré-operatória.

O tratamento da dor crônica deve envolver atitudes multiprofissionais e procedimentos farmacológicos, fisiátricos, psicoterápicos, neuroanestésicos e, quando necessário, neurocirúrgicos funcionais28. O tratamento com analgésicos, anti-inflamatórios ou não, psicotrópicos e medicina física proporcionou melhora de mais de 50% de dor original em 57,2% dos pacientes avaliados neste estudo. O tratamento dos pontos-gatilho miofasciais consiste do uso de medicamentos analgésicos, psicoterápicos, miorrelaxantes, uso de vapor refrigerante, agulhamento seco, infiltração com anestésicos locais e alongamento, ao lado da correção dos fatores causais ou perpetuantes29.

Em 69,4% dos pacientes de nosso estudo submetidos à administração via peridural de solução de morfina e lidocaína, houve melhora em mais de 50% de dor original.

A dor em pacientes com síndrome dolorosa pós-laminectomia é intensa, acomete indivíduos na plenitude de suas atividades e apresenta-se mais frequentemente como SDM lombares e/ou glúteas e, menos frequentemente, com padrão neuropático isolado ou associadas às SDMs29.

Conclusão

A avaliação e o tratamento da síndrome dolorosa pós-laminectomia representam um desafio à equipe médica. Analgésicos e medicina física proporcionam melhora importante na maioria dos casos. A intensidade da dor na síndrome pós-laminectomia é maior que a dor pré-operatória da hérnia discal. A infiltração dos pontos-gatilho miofasciais e a infusão de opioides no compartimento espinhal lombar podem ser necessárias em casos de dor refratária.

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Aprenda mais sobre a Síndrome Complexa de Dor Regional

Por: Dr. Marcus Yu Bin Pai

A síndrome complexa de dor regional (SCDR) é uma condição de dor crônica, geralmente afetando um dos membros (braços, pernas, mãos ou pés), após uma lesão ou trauma para esse membro. Acredita-se que a síndrome complexa de dor regional surge por danos ou mau funcionamento do sistema nervoso periférico e central.

A Síndrome complexa de dor regional, também chamada de distrofia simpático reflexa, é uma condição de dor crônica em que altos níveis de impulsos nervosos são enviados para uma área afetada.  Especialistas acreditam que a síndrome complexa de dor regional ocorre como um resultado de disfunção do sistema nervoso central ou periférico.

síndrome complexa de dor regional é mais comum em pessoas entre 20-35 anos. A síndrome também pode ocorrer em crianças.  A doença afeta mais comumente mulheres que homens.  Não há cura para síndrome complexa de dor regional.

O que causa a Síndrome de Dor Complexa Regional?

aprenda mais sindrome complexa de dor regional

SCDR muito provavelmente não tem uma causa única, é o resultado de muitas causas que produzem sintomas similares. Algumas teorias sugerem que os receptores de dor na aérea afetada do corpo tornam-se sensíveis às catecolaminas, um grupo de mensageiros do sistema nervoso.

Em casos de lesões relacionadas com síndrome complexa de dor regional, a síndrome pode ser causada por um desencadeamento da resposta imunológica, o que pode levar à sintomas de inflamação como vermelhidão, calor e inchaço na área afetada. Por esta razão, acredita-se que a SCDR pode representar uma perturbação do processo de cura.

Quais são os sintomas da Síndrome complexa de dor regional?

sindrome complexa de dor regional esquema

Os sintomas da síndrome complexa de dor regional variam em gravidade e em duração. Um sintoma de SDCR é dor contínua, intensa que fica pior em vez de melhorar ao longo do tempo. Se ocorrer síndrome complexa de dor regional após uma lesão, a dor pode parecer fora de proporção com a gravidade do machucado. Mesmo nos casos que envolvem uma lesão apenas em um dedo do pé ou da mão, a dor pode se espalhar para incluir o braço ou a perna. Em alguns casos, a dor pode até mesmo viajar para a extremidade oposta. Outros sintomas da síndrome complexa de dor regional incluem:Dor ardente

Inchaço e rigidez nas articulações afetadas

Deficiência motora, com diminuição da capacidade para mover a parte do corpo afetada

Mudanças no padrão de crescimento das unhas e do cabelo; pode haver o crescimento rápido do cabelo ou nenhum crescimento.

Alterações na pele.  A síndrome complexa de dor regional pode envolver mudanças na temperatura da pele – a pele em uma extremidade pode estar mais quente ou mais fria em comparação com a extremidade oposta.  A cor da pele pode tornar-se manchada, pálida, roxa ou vermelha. A textura da pele também pode mudar tornando-se brilhante e fina. As pessoas com SCDR podem ter a pele que às vezes parece estar excessivamente suada. A SCDR pode ser agravada por stress.

Como a Síndrome Complexa de Dor Regional é diagnosticada?

sindrome complexa de dor regional o que e

Não há nenhum exame ou diagnóstico específico para síndrome complexa de dor regional, mas alguns exames podem excluir outras condições.  Uma cintilografia óssea trifásica pode ser utilizada para identificar alterações no osso e na circulação do sangue. Alguns médicos podem aplicar um estímulo (por exemplo, calor, toque ou frio) para determinar se há dor em uma área específica.

Realizar um diagnóstico seguro de síndrome complexa de dor regional pode ser difícil no início do curso da doença quando os sintomas são poucos ou leves.  SDCR é diagnosticada principalmente através da observação dos seguintes sintomas:Presença de uma lesão inicial

Uma quantidade maior do que o esperado da dor em uma lesão

Uma mudança na aparência da área afetada

Não há outra causa para a dor ou a alteração da aparência

Como a Síndrome Complexa de Dor Regional é tratada?

remedios para controle de dor e depressao

Por não existir nenhuma cura para síndrome complexa de dor regional, o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas dolorosos associados com a desordem. Terapias usadas incluem psicoterapia, fisioterapia e tratamento da toxico dependência, como analgésicos tópicos, narcóticos, corticosteroides, medicação para osteoporose, antidepressivos e anticonvulsivantes.

Outros tratamentos incluem:Bloqueio do nervo simpático: Estes bloqueios que são realizados de várias maneiras podem proporcionar alívio significativo da dor para algumas pessoas. Um tipo de bloqueio envolve a colocação de um anestésico ao lado da coluna vertebral para bloquear diretamente os nervos simpáticos.Simpatectomia cirúrgica: Esta técnica controversa destrói os nervos envolvidos na síndrome complexa de dor regional. Alguns especialistas acreditam que ele pode ter um resultado favorável, enquanto outros acham que isto agrava a condição. A técnica deve ser considerada apenas para as pessoas cuja dor é dramática, mas temporariamente aliviada por bloqueio simpático seletivo.Bombas de medicamentos intratecais: Bombas e cateteres implantados são usados para enviar medicação para alivio da dor no fluido espinhal.Estimulação da medula espinhal: Esta técnica, no qual eléctrodos são colocados ao lado da medula espinhal, oferece alívio para muitas pessoas com a doença.

Qual é o prognóstico da Síndrome Complexa de Dor Regional?

sindrome complexa de dor regional diagnostico

O resultado e evolução do tratamento da síndrome complexa de dor regional varia de pessoa para pessoa.

Quase todas as crianças e adolescentes tem boa recuperação. Alguns indivíduos podem sofrer com dor incessante e incapacitante, além de alterações irreversíveis  apesar do tratamento.

Evidências sugerem que tratamento de reabilitação precoce é útil para limitar o prejuízo da SCDR, mas este benefício ainda não tem sido comprovado em estudos clínicos. É necessário mais investigações para entender as causas da síndrome complexa de dor regional, como ela progride e o papel do tratamento precoce.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 – 65524
Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Colégio Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Cômite de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED)


Chás para Fibromialgia e outras doenças autoimunes

Por: https://www.facebook.com/groups/doencasautoimunes/

  1. Harpagófito ou garra do diabo

Também conhecida como “garra do diabo”, pode ser encontrada tanto em lojas de produtos naturais como em farmácias, em forma de comprimidos ou em bolsas para infusões. A comissão do Ministério da Saúde Alemão, por exemplo, avalia sua utilidade para todas aquelas pessoas que sofrem de dores articulares, reumáticas, artrose e artríticas. É um grande Anti inflamatório e, também, reduz a dor de forma considerável. E sabe o que é melhor? Não possui efeitos colaterais, coisa que nos outros medicamentos nunca pode ser evitada.

Favorece a recuperação de traumas, é uma planta digestiva e estomacal e usada também no tratamento de problemas gastrointestinais. A Harpagófito é muito adequada para casos de fibromialgia, ideal se tomada toda manhã.

Como fazer o Chá de Garra do Diabo :
Em 1/2 litro de água fervente, coloque 1 colher de sopa de tubérculos picados e deixe amornar tampado. Coe e beba.

Como Beber:
Consumir de 2 a 3 xícaras de chá por dia, no intervalo das refeições. Evite tomar à noite devido ao efeito diurético.


2. Hipericão

Conhecido também como a Erva de São João, o hipericão é um remédio natural muito efetivo para amenizar a tristeza, o desânimo e as depressões leves. E não só isso, esta infusão é muito saudável para nosso organismo nos casos de fibromialgia, fornecendo-nos ácidos orgânicos, óleos essenciaisqueratina, limoneno e taninos. Uma maravilha natural que vale a pena tomar todos os dias de manhã e à tarde.

O chá de erva de São João possui propriedades relaxantes, diminuindo assim as dores da fibromialgia, sendo por isso outro excelente remédio caseiro para fibromialgia.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) das folhas
  • 500 ml de água

Modo de Preparo

Colocar os ingredientes em uma panela e levar ao fogo. Quando ferver, desligar o fogo e tampar a panela. Deixar esfriar com a tampa, coar e beber 3 a 5 xícaras por dia.


3. A Pimenta-Caiena

Talvez você se surpreenda, mas, normalmente crê-se que a pimenta-caiena arde, mas na realidade ela contém elementos muitos saudáveis, assim como o alho, gengibre ou a mostarda.

Os benefícios da pimenta caiena se escondem em um elemento chamado capsaicina, a qual potencializa a liberação da substância P que, com sua ação picante, faz reduzir a dor. Com certeza não te é estranha, por exemplo, a existência de cremes que contém capsaicina e que são usados para o tratamento de várias doenças dolorosas.

Assim, não deixe, por exemplo, de preparar infusões de pimenta caiena. Uma forma maravilhosa de tomá-la e de aproveitar mais outros elementos é misturando uma bolsinha de chá verde, uma pitadinha de pimenta caiena e, depois, umas gotinhas de suco de limão. Assim que ferver, deixe repousar e adicione uma colher de chá de mel. Você vai ver como se sentirá bem.

  • Se o chá ficar muito forte, use um pouco menos.
  • Despeje água quente por cima — é importante que não ferva.
  • Mexa bem até a pimenta dissolver. Se notar alguns flocos inteiros, tudo bem.
  • Acrescente o suco de meio limão e mexa.
  • Deixe esfriar de 1 a 2 minutos. Assim que conseguir segurar a caneca sem se queimar, pode beber.
  • Beba lentamente até o fim. De preferência, prepare o chá de manhã para ter mais energia e um metabolismo mais rápido durante o dia. Outra dica é bebê-lo antes de fazer exercícios.

Se quiser, acrescente outros ingredientes. Uma dica bacana é acrescentar um pouco de gengibre descascado antes de despejar a água. Esse alimento ajuda na eliminação de bactérias nocivas.

  • Se quiser uma bebida mais doce, use um adoçante de estévia.

4. Unha de Gato e Sucupira

É comprovado que a maioria da população sofre com algum tipo de dor física crônica. Essas dores podem ter inúmeras causas, mas todas elas podem ser amenizadas com o simples hábito de tomar chá.

No dia 25/11/2011 o Globo Repórter passou uma matéria sobre as dores crônicas e indicou um chá que ajudou muita gente a se livrar desse incomodo, mas é possível fazer um chá ainda mais poderoso com resultados melhores e mais rápidos.

O chá mostrado no programa de televisão leva canela em pau, erva doce e semente de mostarda. Esses ingredientes realmente fazem muito bem à saúde, além da ação anti-inflamatória que ajuda a diminuir as dores crônicas, ainda ajudam a reduzir os índices de colesterol e diabetes.

Para que esse chá fique muito mais poderoso, basta acrescentar outros dois ingredientes fáceis de encontrar e que são específicos para o tratamento das dores.

Um deles é a unha de gato, nativa da Amazônia, tem ácido quinóvico que a transforma numa das plantas com maiores poderes anti-inflamatórios que melhora os sintomas de processos inflamatórios articulares e outras inflamações. É um excelente cicatrizante e aumenta a imunidade evitando doenças infecciosas.

O outro ingrediente é a semente de sucupira, nativa do cerrado, possui beta-cariofileno, outra substância anti-inflamatória poderosa. A ótima notícia é que também é antioxidante, por isso ajuda a retirar os radicais livres que prejudicam nosso corpo. Retira o excesso de ácido úrico do corpo, auxilia no tratamento de dores de garganta, reumatismo, artrite, inflamações das vias respiratórias como a sinusite e rinite, entre muitas outras.

Esse chá além de ser muito bom para a saúde não apresenta nenhum efeito colateral, apenas é contraindicado para lactantes e gestantes.

Ingredientes

  • 3 sementes de sucupira.
  • 1 colher de chá de canela em pó ou em pau moída.
  • 1 colher de chá de erva doce.
  • 1 colher de chá de mostarda em grão.
  • 1 colher de chá de unha de gato.

Preparo

Passo 1

Pegue três sementes de sucupira e quebre com o auxílio de um martelo de cozinha, ferva em 500 ml de água por dez minutos.

Passo 2

Acrescente a água quente em um recipiente com os outros ingredientes e deixe em infusão (tampado) por 5 minutos.

A unha de gato pode ser encontrada em lascas finas do tronco da árvore ou em pedaços grandes, para que ela seja usada no chá o melhor é que esteja em lascas finas, por isso, se não encontrar dessa forma basta tirar as lascas do pedaço grande do tronco com a ajuda de uma faca.

Os resultados efetivos podem demorar entre uma ou duas semanas para aparecer, mantenha-se firme e continue tomando o chá todos os dias. Uma ou duas xícaras são suficientes.


5. Canela de Velho

Resultado de imagem para chá de canela de velho

O chá de canela de velho serve para reduzir a dor e a inflamação das articulações e estimulando a regeneração das cartilagens que revestem os ossos e, por isso, pode ser usada em doenças como artrose, osteoartrite ou artrite reumatoide fibromialgia, dores e inflamação das articulações,  bursite, reumatismo, tendinite, redução de radicais livres, purificação do sangue ou mesmo para ajudar a atenuar as dores de coluna e dores musculares.

Preparo

Quando a água alcançar fervura, acrescente 2 (duas) colheres de sopa do Chá de Canela de Velho; Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos; Como Beber: Depois é só coar e beber de 3 a 4 xícaras ao dia.


Pesquisa: Grupo É seu Direito Saber – Fibromialgia e Tratamentos Alternativos

Fibromialgia (肌痛) segundo a Medicina Tradicional Chinesa

Por: Camille Elenne Egídio – Instituto Long Tao

A Medicina Moderna Ocidental (MMO) define a fibromialgia como uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono e cefaleia crônica – segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor | SBED. Basicamente, fibromialgia significa então: FIBRO + MIO = fibras musculares | ALGIA = dor.

Existem várias descrições desta moléstia desde meados do século XIX, mas apenas foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença no final da década de 70.

Cerca de 2 a 8% da população adulta sofrem com a fibromialgia. Da população atingida, entre 80 a 90% dos casos são mulheres com idade entre os 30 e 50 anos.

As causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, mas existem vários fatores que estão frequentemente associados à esta síndrome, dentre eles:

  • Genética: fibromialgia é muito recorrente em pessoas da mesma família, o que pode ser um indicador de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a síndrome;
  • Infecções por vírus e doenças autoimunes também podem estar envolvidas nas causas da fibromialgia;
  • Distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão também podem estar ligados de alguma forma à esta síndrome.

O diagnóstico da fibromialgia é feito clinicamente (por meio da história dos sintomas e do exame físico). Não existem exames laboratoriais que possam realizar o diagnóstico, mas exames de sangue podem ser solicitados pelo médico para que outras doenças, com sintomas e características similares, sejam descartadas entre as possíveis causas.

No exame clínico são avaliados determinados sintomas para confirmação do diagnóstico da fibromialgia, são eles:

Duração superior a 3 meses de:

  • Dor difusa em todos os 4 quadrantes do corpo;
  • Dores musculares constantes;
  • Dor à apalpação de 12 de 18 pontos dolorosos (tender points);

E pelo menos mais 2 dos 3 sintomas seguintes:

  • Fadiga;
  • Alterações do sono;
  • Perturbações emocionais.

Devem, no entanto, ser investigados a presença de lesões nos músculos, alterações do sistema imunológico, problemas hormonais e principalmente doenças reumáticas, entre outros.

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), as doenças são avaliadas através da diferenciação de síndromes, ou seja, o conjunto de sinais e sintomas determinam quais órgãos e/ou vísceras estão energeticamente alterados no organismo gerando os desequilíbrios físicos e emocionais dos pacientes. Assim sendo, a Fibromialgia pode se enquadrar em mais de uma síndrome de acordo com os sintomas apresentados para cada paciente individualmente.

Os principais fatores etiológicos na Fibromialgia, segundo a MTC, são:

  • Invasão de fatores patogênicos externos (Umidade, Vento e Frio);
  • Tensão Emocional;
  • Dieta irregular;
  • Trabalho físico excessivo.

UMIDADE

Geralmente penetra o corpo através dos membros inferiores e flui por todo o corpo;

É considerado o principal fator patogênico na fibromialgia.

VENTO

Geralmente invade o corpo através do Cou Li (腠理) e dos próprios músculos;

É responsável pelas dores migratórias do corpo.

FRIO

Também invade o corpo através do Cou Li (腠理) e dos próprios músculos;

É responsável pelas dores localizadas no corpo e ‘combina’ muito bem com a umidade.

TENSÃO EMOCIONAL

Sentimentos como a raiva, preocupação, tristeza e pesar causam estagnação do  (气);

A estagnação do  (气) é uma das principais causas das dores.

DIETA IRREGULAR

Consumo excessivo de frituras, gorduras e laticínios tendem a gerar Umidade (Mucosidade), que é o fator patogênico da fibromialgia;

TRABALHO FÍSICO EXCESSIVO

Tanto o trabalho em demasia quanto as atividades físicas em excesso prejudicam o Baço, Fígado e Rim, geralmente por debilidade do Yang Qì (阳气).

O principal objetivo de tratamento será combater os agentes patogênicos, em especial a Umidade, bem como mover a energia, eliminar as estagnações e acalmar a mente, visto que os fatores emocionais têm grande influência neste quadro clínico.

PRINCIPAIS PONTOS PARA:

REMOVER UMIDADE

VC 12 (Zhongwan)

VC9 (Shuifen)

E28 (Shuidao)

Ba9 (Yinlingquan)

Ba6 (Sanyinjiao)

R7 (Fuliu)

B22 (Sanjiaoshu)

MOVER O Qì E ELIMINAR A ESTAGNAÇÃO

VB34 (Yanglingquan)

F3 (Taichong)

TA6 (Zhigou)

VC6 (Qihai)

REVIGORAR O SANGUE E ELIMINAR A ESTAGNAÇÃO

B17 (Geshu)

Ba10 (Xuehai)

PC6 (Neiguan)

Ba4 (Gongsun)

ACALMAR A MENTE

C7 (Shenmen)

VG 20 (Baihui)

Extras: Si Shen Cong

Os pontos supracitados poderão ser estimulados de diversas maneiras, tanto através de técnicas de massagem como o Tuiná e o Shiatsu, assim como pela Acupuntura, Moxabustão e Ventosaterapia. Além de técnicas complementares, tal como a Magnetoterapia e Stiper.

A Fibromialgia é uma doença crônica, com sintomas variados e, portanto, seu tratamento é complexo. Porém através de recursos da MMO em conjunto com as inúmeras técnicas da MTC, podemos ajudar imensamente os pacientes tanto física quanto emocionalmente.

Camille Elenne Egídio é acupunturista há mais de 15 anos, professora e coordenadora-geral dos cursos do Instituto Long Tao.

Saiba mais sobre espondilite anquilosante, doença incurável que atinge articulações

espondilite anquilosante atinge as articulações do esqueleto axial, causando lesões nos ossos da cabeça, tórax e coluna, costas, joelhos, e quadris. Pesquisadores ainda não descobriram a cura da doença, que é inflamatória e crônica.

Nesta quarta-feira, 23, o cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo, anunciou que descobriu a espondilite e iria iniciar tratamento.

O cantor sertanejo Leonardo e o filho Zé Felipe, que descobriu diagnóstico de espondilite anquilosante.

“Fui no reumatologista e descobri que estou com um tipo de artrite, que chama espondilite. E eu vou começar a fazer o tratamento hoje e vamos embora. Dois anos de tratamento que vou ter que fazer, de dois em dois meses, vou ter que tomar uma injeção, mas estou feliz”, garantiu o cantor em uma série de vídeos no Instagram.

A espondilite atinge mais homens do que mulheres, entre o final da adolescência até, em média, os 40 anos de idade.

Primeiros sinais e sintomas

Dor persistente na lombar, por mais de três meses, que diminui com o movimento e aumenta com o repouso, merece atenção. O desconforto pode comprometer a mobilidade da coluna, que fica mais rígida, e se espalhar para as pernas.

Outra característica peculiar é que as dores são mais intensas durante à noite.

Em casos mais graves, a patologia pode provocar lesões nos olhos, coração, pulmão, intestinos e pele.

Assista ao vídeo:

Importância do diagnóstico precoce

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o diagnóstico precoce pode evitar a progressão da doença que, se não tratada, pode incapacitar o paciente.

O surgimento das dores na coluna ocorre de modo lento e insidioso durante algumas semanas. No início, a patologia costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna.

Frequentemente observa-se que a dor melhora com exercícios e piora com repouso, sendo pior principalmente pela manhã.

Alguns pacientes se sentem globalmente doentes, cansados, perdem o apetite e também perdem peso. Geralmente essa dor está associada a uma sensação de enrijecimento na coluna (rigidez), com consequente dificuldade na mobilização.

Eventualmente, o paciente também pode apresentar dor na planta dos pés, principalmente ao se levantar da cama pela manhã. Posteriormente, a inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda.

Tratamento

O tratamento é feito basicamente para controlar o avanço da doença e aumentar a qualidade de vida do paciente, que terá de conviver com os sintomas principais.

Fisioterapia e cirurgia são indicadas em alguns casos, assim como a medicação para aliviar as dores, como anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.

“Brasileiros desenvolvem aparelho que promete aliviar as dores da fibromialgia”

Por: viverbem

“Os pacientes que sofrem com as dores causadas pelas fibromialgia terão à disposição, a partir de agosto, um novo tratamento para aliviar os sintomas da doença. Em vez de apelar para analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos, os pacientes poderão ser submetidos a sessões em um aparelho de terapia fotodinâmica. Ele emite simultaneamente laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico.”

“As aplicações de luz são feitas diretamente nas palmas das mãos e duram menos de três minutos. Em dez sessões, o aparelho também promete tratar outras doenças como artrite e artrose, usado em outros membros do corpo.

O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP). O foco do grupo foi “atacar” a fibromialgia a partir da palma da mão, em vez dos pontos de dor espalhados pelo corpo.

A ideia surgiu após a revisão de artigos da área, que sugeriam que pacientes diagnosticados com a doença possuíam quantidade maior de neuroreceptores próximos aos vasos sanguíneos das mãos.”

“Após três anos de desenvolvimento, os pesquisadores conseguiram atender, em parceria com clínicas de São Carlos e a Santa Casa de Misericórdia da cidade, mais de 800 pessoas para comprovar a eficácia do produto. Outras mil pessoas aguardam na fila para serem atendidas e participarem do estudo como voluntárias.

“Essas pessoas já sofrem muito com os efeitos colaterais dos medicamentos usados para tratar dessas doenças. Então nossa intenção sempre foi fazer uma intervenção não medicamentosa, para não comprometer a qualidade de vida do paciente. Ainda mais pelo fato de que cada vez mais, pessoas em idades ativas, estão sendo diagnosticadas com esses males reumatológicos”, comentou o orientador do estudo, professor Vanderlei Salvador Bagnato.

Além da redução significativa da dor, os voluntários que se submeteram as sessões também relataram outras melhoras na qualidade de vida, como redução da sensação de cansaço, motivação para realização de atividades rotineiras e sono equilibrado.
“Para o tratamento de artrite e artrose o aparelho é três vezes mais eficaz do que os tratamentos disponíveis atualmente no mercado, inclusive medicamentosos. Já a fibromialgia é uma doença com diagnóstico mais complicado e outras variáveis entram nessa conta, como a questão psicológica”, pontuou o professor orientador.”

“Nos próximos meses, o professor diz que empresas patrocinadoras do projeto estarão trabalhando para que o aparelho seja distribuído em todo território nacional. “Inclusive, com profissionais treinando médicos e fisioterapeutas para o uso”, declarou Bagnato.

“Claro que no mercado o aparelho terá os custos de produção, distribuição, impostos. Mas não será um equipamento tão custoso que sua aquisição seja proibitiva para os profissionais da área. A intenção é que o aparelho chegue nas clínicas, barato o suficiente, para poder atender a população”, declarou.

Hoje, nas clínicas parceiras da universidade, os pacientes pagam o valor simbólico de R$ 40 por sessão. “Essa é uma combinação inédita do ultrassom, cujas ondas mecânicas chacoalham o tecido da região onde é aplicado, e do laser, que acelera o metabolismo. É a primeira vez que essas duas técnicas são usadas juntas.  Todo novo produto passa por uma série de testes para ser lançado no mercado, mas o mais importante é a segurança do estudo, que comprova sua eficácia. Isso nós já temos”, finaliza o professor.

Aparelho ainda em estudos
(Este conteúdo foi atualizado no dia 09 de setembro de 2019)

O aparelho que promete reduzir os sintomas da fibromialgia ainda não foi disponibilizado ao público geral porque está passando por ensaios finais, no aguardo da aprovação da Anvisa, conforme explicou o professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física da USP, ao Viver Bem, por telefone.

Clínicas interessadas podem entrar em contato com o professor (por meio do e-mail vander@ifsc.usp.br) e participar do estudo. Desta forma, além de permitir o acesso da população ao equipamento, os resultados vão compor os dados do estudo como técnica experimental.”


Fibromialgia: nova peça no quebra-cabeça

Cientistas sugerem outra origem para a condição dolorosa que afeta nove mulheres a cada homem. Saiba como isso poderá mudar o jeito de lidar com ela

Por: https://saude.abril.com.br/

Em vez do centro, a periferia: eis a mudança de eixo proposta por uma dupla de pesquisadores em relação à causa fisiológica da fibromialgia, problema crônico que espalha dores pelo corpo inteiro e atinge entre 2 e 3% da população brasileira. De acordo com um estudo dos reumatologistas Xavier Caro, do Centro Médico e Hospital Northridge, e Earl Winter, da Universidade North Central, ambos nos Estados Unidos, a síndrome estaria mais associada a alterações em nervos à flor da pele do que a um defeito na ala do sistema nervoso central que gerencia a percepção da dor. A hipótese quebra o paradigma estabelecido até o momento e traz possíveis repercussões no tratamento do transtorno.PUBLICIDADE  

Caro e Winter chegaram a essa conclusão depois de realizar biópsias na pele da coxa e da panturrilha de 41 pacientes com fibromialgia e de 47 sem a síndrome. Na análise dos tecidos, eles constataram que as portadoras tinham menos fibras nervosas na epiderme, o que estaria no cerne da constante sensação dolorosa. Além disso, notaram um elo entre a menor densidade de nervos ali e uma alteração imunológica já relacionada a doenças que também afligem o sistema nervoso periférico, como a esclerose múltipla.

“Essas observações indicam que o paradigma atual da fibromialgia, em que a sensibilização central é vista como o principal motor da desordem, requer modificação”, defendem Caro e Winter. O achado seria uma resposta, segundo eles, para o fato de que centenas de seus pacientes reclamam de sensação de queimação, choque e peso no corpo, indícios de uma anomalia nos nervos. Entre essas pessoas, até um abraço chega a doer. Em entrevista a SAÚDE, outros especialistas no assunto afirmam que é cedo para dizer quanto a descoberta vai mudar o que já se sabe sobre o transtorno. Mas há certa convicção de que ela representa uma nova peça no complexo quebra-cabeça que forma essa síndrome.

Fibromialgia: a difícil trajetória entre a dor e o diagnóstico

Por: Estadão

Pacientes relatam descrença na doença e falta de preparo médico para conseguir identificar a enfermidade

Fibromialgia é caracetriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações.

Fibromialgia é caracteriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações. Foto: rawpixel.com/Pexels

fibromialgia é uma doença antiga, tendo sido descrita pela primeira vez em torno de 1904. Mas somente nos últimos 30 anos é que ela começou a ser mais estudada e seus mecanismos melhor entendidos. Ainda assim, principalmente por não ter causa definida, muitos pacientes enfrentam uma longa trajetória, acompanhada de dor crônica, até obter o diagnóstico. Entre os motivos estão a descrença na enfermidade e o despreparo médico, e o alerta é reforçado neste 12 de maio, Dia Nacional da Fibromialgia.

A farmacêutica Lívia Teixeira, de 29 anos, conta que sente dores desde criança, com foco nas articulações e coluna. Os médicos diziam que podia ser escoliose, tendinite, dor do crescimento e até começo de tumor ósseo, o que assustou a mãe dela. Nada, porém, se comprovava e ela cresceu sentindo o corpo doer independente de fazer esforço físico.

Após anos sem saber o que tinha, considerando que viver com dor era normal, ela associou seus sintomas a relatos de pacientes com os quais teve contato por meio de seu trabalho em uma empresa que produzia medicamentos para fibromialgia. “Comecei a me identificar, estudar fibromialgia e decidi que era isso que eu tinha, mas precisa de um médico para me auxiliar”, relata.

Ela se consultou com reumatologista, fisiatra, neurologista, ortopedista e gastroenterologista, mas ninguém confirmou o que tinha. O autodiagnóstico de Lívia, que tem experiência na área da saúde e está se especializando em dor crônica, veio em 2013 e foi apoiado por um ortopedista da empresa onde trabalhava. Desde então, ela tem se aprofundado cada vez mais no tema e criou o programa De Bem Com a Fibro para ajudar pacientes a lidar de forma mais positiva com a doença.

Diagnóstico de fibromialgia

O especialista em fibromialgia e dor José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que essa doença é de difícil diagnóstico. Embora a enfermidade seja caracterizada por dor generalizada, nem sempre sentir o corpo todo dolorido significa fibromialgia. “É preciso verificar quais doenças se parecem com a fibro e eliminá-las, como hipo e hipertireoidismo, diabete, doenças inflamatórias musculares e neurológicas”, diz o médico.

Exames como ultrassom, ressonância, de sangue e tomografia geralmente são solicitados para descartar problemas semelhantes à fibromialgia. Além disso, para o diagnóstico correto, deve-se examinar bem a história do paciente e a presença de fatores complementares. A doença costuma estar acompanhada de distúrbios do sono, dor de cabeça e constipação, por exemplo.

Provenza afirma que a maioria dos médicos não tem paciência para atender pessoas com múltiplas queixas, que é o caso da fibromialgia. Isso também justifica a dificuldade de conseguir um diagnóstico. Lívia percebe que os especialistas que ela consultou não quiseram se comprometer com a condição dela. “Eu entendia mais de fibro do que eles. Me encaminhavam para outros médicos e não entendiam, não sabiam que o diagnóstico é clínico.”

O que se sabe sobre as causas da fibromialgia

O presidente da SBR diz que, com base nos estudos sobre fibromialgia dos últimos 30 anos, entendeu-se que a doença tem um componente emocional. Porém, mais do que isso, trata-se de uma enfermidade física em que existem importantes alterações no sistema nervoso central (SNC) ligadas aos níveis de percepção da dor.

“Na fibro, o paciente tem tanto distúrbio central como de percepção da dor no nível periférico, por meio de sensores na pele, nas articulações que se comunicam com os neurônios no sistema nervoso central”, explica Provenza. Essa comunicação se dá por neurotransmissores, substâncias que facilitam ou inibem a dor. Ocorre que, devido às alterações no SNC, essa ligação sofre impacto e as dores passam a ser generalizadas e constantes.

Segundo o especialista, alguns estudos apontam uma tendência de marcadores genéticos na fibromialgia. Além disso, uma queixa comum na maioria dos pacientes é a vivência de estresses, o que pode desencadear a doença em qualquer fase da vida ou agravar as crises de dor.

A jornalista Nathalia Molina, de 48 anos, tem diagnóstico de fibromialgia há seis e recorda que também considerava normal sentir dores constantemente. Atualmente, ela diz entender que a crise ocorrida em 2012 foi motivada por “várias situações traumáticas e pessoais” que ocorreram em sua vida desde 2006. Além do estresse no trabalho, ela teve duas perdas gestacionais seguidas.

Depois de muitas idas ao pronto-socorro, Nathalia resolveu se consultar com um ortopedista. “Ele fez várias perguntas que, para mim, não tinham nada a ver. Mas ele estava fazendo as perguntas que o exame clínico faz para entender síndrome”, diz. Após um mês de tratamento com remédio, ela voltou a ter crise e foi orientada a procurar um reumatologista.

“Ele me disse: ‘tem gente que acha que existe e tem gente que acredita que não existe’. Ele disse que eu era sedentária, que precisava emagrecer e fazer exercício físico. Fui embora e fiquei de cama”, conta a jornalista. Em março de 2013, ela conseguiu obter o diagnóstico correto com outro reumatologista.

Apoio é fundamental no tratamento

Fazer exercícios físicos de forma leve é uma das indicações para tratar a fibromialgia, mesmo que a pessoa comece com cinco minutos de caminhada por dia. Alguns medicamentos, como antidepressivos que atuam na dor e outros que melhoram a qualidade do sono, também são prescritos. Mas uma parte fundamental do tratamento é o apoio emocional e psicológico.

“Na maioria dos pacientes, os familiares começam a não acreditar nas queixas, porque são contínuas e frequentes. A gente tem de mostrar que a doença física existe junto com uma alteração do comportamento e do humor”, diz Provenza. A farmacêutica Lívia tem investido em terapia emocional, autoconhecimento e tem o suporte da família.

Nathalia conta, principalmente, com o apoio do marido, que por “sorte” acredita que fibromialgia existe e divide com ela as tarefas domésticas. O filho dela, hoje com dez anos — “ele era mais pesado para mim com três do que agora” —, também compreende a condição. “Passei o primeiro ano de vida dele só com ele. Era prazeroso para mim e acho que compensava possíveis estresses”, lembra.

Dor: o risco de se tomar analgésicos e anti-inflamatórios sem parar

Por: http://www.saudeseniors.com/

Artrite, artrose, hérnia de disco, ciático, tendinite… só quem sofre de alguma condição de dor crônica sabe o quanto ela atrapalha. Quando a dor chega, acaba a alegria, acaba a disposição, e viver pode ser uma tortura. 

A resposta parece ser correr para o armário de remédios e se entupir de analgésicos ou anti-inflamatórios. Afinal, muitos são vendidos sem receita médica,  então devem ser seguros, não é mesmo?

Infelizmente não é bem assim. Como tudo na vida, tudo que é demais é veneno. Anti-inflamatórios e analgésicos farmacêuticos são seguros se você toma de vez em quando, em pequenas doses, com indicação e acompanhamento médicos. 

Mas, quem sofre de dor crônica precisa tomar frequentemente e, muitas vezes, apenas doses altas conseguem aliviar a dor. 

E aí, o que começou como uma dor nas juntas, por exemplo, pode evoluir para problemas no estômago, circulação, rins e fígado – apenas pela ação dos fármacos!

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia, José Roberto Almeida, em grande parte do país os medicamentos (em especial os anti-inflamatórios) são comercializados de maneira indiscriminada e ingeridos de forma abusiva.

“Se você chegar agora em uma farmácia, reclamando que está com dor, o balconista vai lhe vender um anti-inflamatório. O que é um perigo, principalmente para pessoas idosas, que muitas vezes já estão tomando medicações para o coração e diabetes ou são hipertensas. A partir dos 60 anos, o organismo do indivíduo vai perdendo a capacidade de defesa e também se torna mais sensível. Por conta disso, a mistura de remédios pode trazer sérios problemas. Já cansei de receber pacientes com problema no estômago pelo uso abusivo de medicamentos”

“Anti-inflamatório é para desinflamar a mucosa, tirar a dor. Se com acompanhamento médico já devemos ficar atentos a possíveis efeitos colaterais, imagine o indivíduo que toma [esse medicamento] como se fosse água? Você vai no setor de emergências do hospital público e muita vezes está lotado. E a grande maioria dos casos é de indivíduos com hemorragias e problemas no estômago por causa da ingestão indevida de medicamentos. São fatores que poderiam ser prevenidos”, lamenta o especialista.

O que fazer, então, contra a dor crônica?

Muitos especialistas e pacientes estão encontrando soluções naturais que podem ajudar a aliviar a dor, às vezes com maior eficácia e sem os efeitos colaterais dos anti-inflamatórios e analgésicos farmacêuticos. 

E é aí que entra a cúrcuma. Ela é rica em curcumina, uma substância que, segundo mais de 10.000 estudos científicos, tem efeito anti-inflamatório  e de alívio da dor.

Com a concentração certa de curcumina, os estudos indicam que a cúrcuma pode aliviar com sucesso a dor e à inflamação, sem nenhum dos efeitos colaterais associados aos farmacêuticos comuns. 

A cúrcuma pode ser tomada sem interrupção, sem quaisquer riscos e segundo testes clínicos pode ajudar muito a aliviar a dor. Mas não para por aí: ao invés de prejudicar, estudos sugerem que ela pode proteger os rins, fígado e estomâgo. 

Veja o que diz o Dr. Lair Ribeiro sobre a cúrcuma: