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Maca peruana: como tomar e benefícios

Por: minhavida

Tubérculo originário da Cordilheira dos Andes, a maca peruana é uma planta cujo formato se assemelha a um rabanete. Ela ficou famosa quando alguns de seus benefícios ganharam destaque, como o poder de elevar a libido e de ajudar no emagrecimento.

Com o objetivo de prevenir doenças, auxiliar em tratamentos e até ajudar a perder peso, a maca peruana se tornou a nova queridinha de quem busca uma alimentação equilibrada. Fonte de vitaminas, minerais, proteínas, fibras e mais uma incansável lista de outros nutrientes, não demorou para que ela começasse a chamar a atenção do público brasileiro. Conheça mais benefícios da maca peruana:

Aumento da libido

Um dos grandes destaques da maca é seu efeito na libido. Um estudo conduzido por um pesquisador da Universidad Peruana Cayetano Heredia, no Peru, observou os efeitos da maca em homens com idades entre 24 e 44 anos durante quatro meses. Os resultados mostraram aumento da quantidade de sêmen, na contagem de espermatozoides e na motilidade espermática.

Outras pesquisas destacaram ainda que a ingestão do tubérculo aumentava o desejo sexual e reduzia os níveis de estresse e ansiedade do indivíduo. Acredita-se que o alimento tenha ação sobre o hipotálamo e as glândulas suprarrenais, o que lhe conferiria tais efeitos estimulantes.

Muitas pessoas consideram carboidratos os grandes vilões do emagrecimento, mas isso não passa de mito. Quem deseja perder peso de forma saudável deve se preocupar com as calorias ingeridas e seguir um plano que contemple dieta e exercícios.

Assim, embora mais da metade da composição da maca peruana seja de carboidratos (59%), ela pode ajudar quem deseja emagrecer por ser rica em fibras, que aumentam a saciedade, reduzindo o apetite.

Entretanto, apenas o consumo do alimento sem qualquer mudança de hábito ou acompanhamento não apresentará mudanças significativas. Junto com um plano alimentar, por outro lado, ganha-se um grande aliado.

Combate o diabetes

A maca peruana pode prevenir o desenvolvimento do diabetes de duas maneiras: ela diminui a velocidade da absorção de glicose pelo corpo graças ao alto teor de fibras e também inibe a ação de uma enzima que atua no processo de digestão. Isso evita a liberação de grandes quantidades de insulina de uma só vez, o que poderia levar à resistência celular à substância, favorecendo o diabetes.

Protege o coração

A maca peruana contém ômega 3, que protege a saúde cardiovascular graças a seu efeito vasodilatador e regulador do colesterol. O ômega 9 nela presente também atua sobre o colesterol, diminuindo o nível total e do colesterol ruim (LDL) e aumentando as taxas do bom colesterol (HDL). Para completar, aminoácidos da maca peruana estão envolvidos no controle de gorduras no sangue e da hipertensão.

Previne a osteoporose

A osteoporose é uma grande preocupação principalmente do público feminino após a menopausa, quando os níveis de estrógeno, hormônio que protege os ossos, diminuem no organismo. Neste caso, a indicação do uso da maca peruana pode funcionar como uma medida de prevenção da doença, já que 100 g oferecem 150 mg de cálcio.

Auxilia no tratamento da anemia

Em 100 g de maca peruana é possível obter 16.6 mg de ferro, nutriente que em baixas concentrações no organismo pode levar à anemia ferropriva. A necessidade diária do nutriente varia de 11mg a 8mg para homens e de 15mg a 18mg para mulheres, conforme a idade. O ferro é um nutriente fundamental para a síntese de células vermelhas do sangue e para o transporte de oxigênio. Para aumentar a biodisponibilidade do nutriente no organismo, lembre-se de consumi-lo com alguma fonte de vitamina C para ajudar na absorção.

Fortalece o sistema imunológico

A maca peruana também é conhecida por funcionar como um revigorante para o organismo. Ela é conhecida como uma planta adaptógena, que como o próprio nome sugere, auxilia na adaptação à condições adversas do ambiente, aumentando a força e a resistência muscular.

Ameniza os efeitos da menopausa

A maca alivia os sintomas comuns da menopausa, como ondas de calor, sem os efeitos colaterais de tratamentos químico-hormonais disponíveis no mercado. A atuação do alimento sobre os níveis hormonais é, até o momento, a melhor hipótese para explicar a relação. Diminuição da fadiga, elevação na libido e barreira contra a desidratação da pele são algumas das características observadas com o consumo do alimento.

Informação Nutricional da Maca Peruana (porção de 100 gramas)

Calorias325 kcal16%
Carboidratos71,4g24%
Proteínas14,3g29%
Gorduras totais3,6g5%
Gorduras saturadas
Gorduras monoinsaturadas
Gorduras poliinsaturadas
Fibra alimentar7,1g29%
Cálcio250mg25%
Ferro14,8mg82%
Potássio2000mg57%
Cobre6mg300%
Vitamina C285mg475%
Vitamina B61,1mg57%

Referência: Self Nutrition Data

Como consumir Maca Peruana

Ela pode ser encontrada em farmácias e laboratórios de manipulação, mas é um nutricionista, nutrólogo ou outro profissional que irá definir a dose a ser consumida por cada pessoa. A maca peruana costuma ser consumida em pó ou em cápsulas.

A dose recomendada é de 400 a 1000 mg/dia, na forma de cápsulas ou pó. O importante no caso de qualquer fitoterápico é verificar a origem, pureza e concentração do produto, portanto, verificar se a maca que vai consumir é de procedência segura.

Referências

Israel Adolfo, especialista em fisiologia pela Unifesp

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12472620

Roberto Navarro, nutrólogo e membro da Associação Brasileira de Nutrologia

Ingredientes que colocam em risco saúde do coração

Por: https://saudebrasilportal.com.br/

A lista de ingredientes dos alimentos industrializados pode ajudar a identificar se ele é prejudicial à saúde do coração. De acordo com a cartilha Alimentação Cardioprotetora, do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração (HCor), se na lista de ingredientes presente no rótulo do produto são descritos cinco ingredientes ou mais, e se esses ingredientes possuem nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias, o alimento é classificado como ultraprocessado.

Alimentos ultraprocessados são pobres em fibras, têm uma grande quantidade de calorias e uma composição nutricional desbalanceada. “Isso os torna um dos principais responsáveis pela epidemia mundial de obesidade, que tem ligação direta com problemas de doenças do coração”, destaca Mariana Claudino, nutricionista da ACT Promoção da Saúde, membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável.

Quando consumidos em grande quantidade, alimentos com muitos aditivos industriais afetam negativamente a saúde das pessoas. Além de favorecer doenças do coração, a composição nutricional desbalanceada dos ultraprocessados pode provocar diabetes, vários tipos de câncer, e aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Importante: A dica dos cinco ingredientes pode ajudar a identificar se um alimento é prejudicial à saúde do coração. No entanto, Mariana destaca que não é uma regra. “Há alguns produtos ultraprocessados com poucos aditivos químicos descritos no rótulo mas com grande quantidade de gordura, por exemplo, que também pode prejudicar a saúde do coração”, explica.

O que são alimentos ultraprocessados?

O ultraprocessado é um alimento que passou por inúmeros processos na indústria alimentícia até ser finalizado e comercializado. Por exemplo, o milho, até virar salgadinho de pacote, passou por inúmeros processos, com adição de altas quantidades de gordura e conservantes.

Em geral, são alimentos que têm muito tempo de prateleira (prazo de validade estendido), com adição de muitos açúcares, gorduras e conservantes, além de uma lista de ingredientes extensa, descrita nos rótulos.

Ouça o nosso PodCast sobre saúde do coração

Ingredientes nocivos à saúde do coração

Os ultraprocessados trazem em sua composição antioxidantes, corantes, conservantes, edulcorantes e aromatizantes. Esses aditivos alimentares são responsáveis por promover maior durabilidade, maciez, cor, crocância, sabor e ressaltar outras características dos produtos.

“O consumo indiscriminado destes aditivos pode provocar o surgimento de alergias infantis. Há também estudos que relacionam o consumo dos aditivos com o câncer, com as doenças de Parkinson e de Alzheimer, além de resistência insulínica e hipertensão”, observa Mariana.

Dieta Cardioprotetora Brasileira

Também conhecida como Dica BR, a Dieta Cardioprotetora Brasileira foi elaborada a partir de recomendações nutricionais descritas nas diretrizes brasileiras direcionadas para o tratamento e controle das Doenças cardiovasculares (DCV) e seus fatores de risco. O objetivo é promover a alimentação adequada e saudável e prevenir agravos relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas. Confira as dicas de alimentação para ter um coração saudável.

A Alimentação Cardioprotetora é pautada no Guia Alimentar para a população brasileira, uma vez que a base dessa alimentação inclui alimentos in natura ou minimamente processados. A cartilha, disponível em duas versões, também incentiva a cultura alimentar brasileira e o consumo de preparações culinárias caseiras.