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A desnutrição e o câncer: como evitar a perda de peso indesejada?

Por: Equipe Oncoguia

A desnutrição é a deficiência de calorias e de nutrientes essenciais no organismo, acarretando como consequência perda de peso, queda de cabelo e pele seca, além de outros problemas fisiológicos decorrentes da falta de nutrição.

Cerca de 80% dos pacientes com câncer apresentam desnutrição já no momento do diagnóstico
Essa desnutrição ocorre devido a um desequilíbrio entre o que a pessoa come e suas necessidades nutricionais, comprometendo o seu estado nutricional. É mais frequente nos casos de câncer de cabeça e pescoço e do trato digestivo superior.

Causas da desnutrição no câncer

Alterações no metabolismo por causa do tumor.
Efeitos locais da doença.
Efeitos dos tratamentos.
Fatores psicológicos e sociais.
Consequências na desnutrição no paciente com câncer

A desnutrição pode atrapalhar muito o sucesso do tratamento, causando:

Diminuição da resposta ao tratamento e da qualidade de vida do paciente.
Complicações pós-cirúrgicas.
Aumento do risco de infecções.
Fraqueza, perda de peso e fadiga.
Como evitar a desnutrição e a perda de peso?

O primeiro passo é ter o acompanhamento de um nutricionista que irá avaliar o estado nutricional do paciente considerando:

A triagem nutricional. Inclui avaliação antropométrica (porcentagem de perda de peso e índice de massa corporal- IMC), bioquímica, clínica (exame físico), avaliação de quantidade de massa muscular e dietética.

A avaliação nutricional. A avaliação nutricional do paciente com câncer é feita utilizando registro alimentar, história dietética e recordatório alimentar. Ela é fundamental para a realização da intervenção correta e precoce, evitando a evolução do quadro de desnutrição.

O tratamento. A partir do diagnóstico, o nutricionista irá traçar um plano alimentar considerando o quadro e sintomas do paciente que podem interferir na ingestão, por exemplo: alterações no olfato e paladar, náuseas, vômitos, irritação dentária, mucosite ou aftas, constipação, diarreia, má absorção, infecções, dor aguda e crônica e sofrimento psíquico.
A dieta personalizada tem como objetivo melhorar a ingestão de alimentos, diminuir os desequilíbrios metabólicos, manter a massa muscular esquelética e o desempenho físico, reduzir o risco de reduções ou interrupções dos tratamentos contra o câncer, além de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Composição da dieta para pacientes com desnutrição:

Quantidade de calorias – 30 a 35 kcal/kg/dia.
Quantidade de proteínas – 1,2 a 1,5g/kg/dia.
Oferecer vitaminas e minerais de acordo com as recomendações diárias.
Para estimular a alimentação oral convencional, devem ser utilizadas estratégias de modificações de texturas ou preparações dos alimentos, aumento da frequência das refeições, distribuição de alimentos em pequenas porções e enriquecimento dos pratos com suplementos de calorias e proteínas.

Os suplementos orais possuem misturas nutricionais completas para consumo oral, sendo recomendados para suplementar na ingestão alimentar. Se a ingestão de nutrientes continuar inadequada, a terapia nutricional enteral ou parenteral poderá ser indicada, dependendo do nível da função do sistema gastrointestinal.

Muitos estudos afirmam que alguns nutrientes como a arginina, o ômega-3 e os nucleotídeos, considerados imunomoduladores, auxiliam na resposta imunológica do paciente com câncer, podendo levar a resultados mais favoráveis, pois apresentam benefícios como: melhora do peso corporal, aumento da massa muscular e melhora da resistência contra novas infecções.

Para pacientes com câncer submetidos à cirurgia desnutridos ou em risco de desnutrição, candidatos à cirurgia de médio ou grande porte, recomenda-se a utilização de fórmulas hiperproteicas com esses imunonutrientes por via oral ou enteral na quantidade mínima de 500ml/dia no período perioperatório, iniciando de cinco a sete dias antes da cirurgia. Seus efeitos comprovam a diminuição de infecções e complicações pós-operatórias, além da diminuição da inflamação.

É importante saber que a desnutrição é muito comum no câncer, o que pode levar a graves consequências, mas que são reversíveis com o tratamento e o acompanhamento adequado.

Fontes:

Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com câncer. BRASPEN J 2019; 34 (Supl 1): 2-32.
Ravasco P. Nutrition in Cancer Patients. J Clin Med. 2019;8(8): 1211.
Smiderle C. Desnutrição em oncologia: revisão de literatura. Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (4): 250-6.
Mahan, L. K.; Escott-Stump, S. krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo, SP: Roca, 2005.

Mitos e verdades da alimentação do paciente em quimioterapia

Por: Instituto Vencer o Câncer

Além dos efeitos indesejados que a quimioterapia pode causar, o paciente oncológico também enfrenta uma série de dúvidas referentes ao que pode ou não comer durante o tratamento. Pacientes costumam pesquisar muito sobre a própria doença, e com tanto conteúdo contraditório na internet, ficam as perguntas. Carne de porco faz mal? Chá verde prejudica a químio? Tais questões não são irrelevantes. já que o risco de um paciente com câncer ter desnutrição é três vezes maior que o observado em portadores de outras doenças.

O Vencer o Câncer ouviu as nutricionistas Natalia Leonetti Lazzari, do A.C.Camargo Cancer Center, e Danielle de Souza Pereira, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que elencaram as dúvidas mais ouvidas nos ambulatórios oncológicos. Se você tiver alguma, envie para a gente!

— Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências. A carne de porco, que é a mais consumida no mundo, é rica em vitaminas do Complexo B, principalmente B6 e B12. A dica é que os pacientes prefiram carnes de porco magras, como o lombo, e que ele seja assado.

— E carne vermelha? Ela aumenta o tumor?

A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada à predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino. As nitrosaminas – compostos produzidos a partir de nitritos e aminas – são conhecidas como agentes carcinogênicos e estão presentes em vários gêneros alimentícios, como frutos do mar, queijos e nas carnes vermelhas.

No entanto, durante a quimioterapia não há uma restrição específica para a carne vermelha. Além disso, não existe essa ideia de ela aumentar o tumor. O que se preconiza é o consumo moderado, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições. Portanto, deve-se priorizar a variedade do que ingerimos, enfatizando o consumo de frutas, legumes e verduras, assim como a redução de açúcares e gorduras.

* Dica: O problema não é a carne vermelha, em si, mas a quantidade ingerida, que deve ser de até 300g por semana, o que equivale a cerca de três bifes grandes. Atenção: por semana!

— Chá verde deve ser evitado durante a químio?

O chá verde é comumente consumido como forma de contribuir para a prevenção do câncer por ser rico em flavonoides, atuando na ação antioxidante, antiinflamatória, antirreumática e anticâncer (protegendo o sistema de reparo do DNA). Contudo, durante o tratamento quimioterápico o chá verde pode prejudicar a eficácia de algumas drogas. É importante ressaltar que são necessários mais estudos sobre este tema. Na dúvida, consulte seu oncologista sobre a ingestão da bebida.

— O paciente não pode comer graviola?

A graviola deve ser evitada, pois o seu consumo durante o tratamento é tóxico para o fígado e rins. Como qualquer medicamento, as plantas não devem ser usadas indiscriminadamente, pois os princípios ativos que são benéficos para uma determinada doença podem ser danosos ou sem efeito para portadores de outras. Deste modo, a equipe médica e multidisciplinar deve ser informada e até mesmo questionar os pacientes sobre o uso de ervas e plantas. O chá da folha da graviola tem sido popularmente divulgado, sem que haja estudos científicos relevantes sobre a utilização do mesmo.

— Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

O gengibre é um aliado do paciente em tratamento quimioterápico. Ele tem ação antiemética (alivia enjoos, náuseas e vômitos) e antiinflamatória. Estudos corroboram com a indicação de que uma colher de chá de gengibre pode diminuir as náuseas associadas ao tratamento de quimioterapia, efeito presente em torno de 70% dos pacientes. É importante frisar que não há necessidade de consumir o gengibre em cápsulas, pois a própria raiz pode ser adicionada ao preparo de chás, sucos e milkshakescontribuindo na diminuição dos sintomas durante o tratamento.

Como funciona a Quimioterapia

Por: wecancer

A quimioterapia é um tratamento importantíssimo contra o câncer, que utiliza a administração de medicamentos com a finalidade de destruir e inibir o desenvolvimento de células malignas. No entanto, pelo fato de gerar alguns efeitos colaterais no organismo, como vômitos, diarreia e queda dos cabelos, muitos pacientes ficam em dúvida quanto à sua administração. Por este motivo, é importante entender como funciona a quimioterapia.

Pensando nisso, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos, que incluem sua indicação, medicamentos utilizados e tipo, para mostrar como ela pode ser uma ótima aliada no combate ao câncer. Confira!

Como funciona a quimioterapia?
Os quimioterápicos são medicamento especializados em destruir e impedir o desenvolvimento de células cancerosas. Após administrados, esses medicamentos se misturam com o sangue e são transferidos para todas as regiões do corpo, assim, conseguem matar as células doentes que estão constituindo o tumor e evitar que continuem crescendo.

Para quem a quimioterapia é indicada?
Não são todos os pacientes que precisam receber a quimioterapia, já que muitos tipos de câncer são curados somente com cirurgia ou radioterapia. No entanto, quando a doença é diagnosticada, vários fatores são avaliados pelo médico oncologista para indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir a quimioterapia sozinha ou em combinação com a radioterapia.

Quanto maior forem as chances do tumor voltar depois da cirurgia, mais indicado é que o tratamento envolva a quimioterapia. Em alguns casos, o câncer é diagnosticado em estágio avançado, quando a cura não é mais possível, porém, é possível desacelerar o avanço da doença com a quimioterapia e, dessa forma, prolongar o tempo de vida do paciente.

Quais são os tipos de quimioterapia?
Existem vários protocolos e esquemas de quimioterapia. Como funciona a quimioterapia?
Ela é prescrita pelo médico conforme o tipo, gravidade ou estágio do câncer e condições clínicas de cada indivíduo. A quimioterapia pode ser classificada como:

curativa: quando é capaz de curar o câncer sozinha;
adjuvante ou neoadjuvante: quando é aplicada antes ou depois da cirurgia para retirada do tumor ou radioterapia, com a finalidade de complementar a terapia e buscar a eliminação da doença de maneira mais efetiva;
paliativa: quando não tem o objetivo curativo, mas age para aumentar o tempo e melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora do câncer.

Como o tratamento é administrado?
A quimioterapia é administrada pela equipe de enfermagem, e pode ser feita das seguintes formas:

via oral (boca): o paciente ingere o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Esse método também pode ser realizado em casa;
via intravenosa (veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou via cateter (tudo fino inserido na veia), na forma de injeções ou soro;
via intramuscular (músculo): o medicamento é aplicado por intermédio de injeções no músculo;
via subcutânea (pele): a medicação é administrada por injeções por baixo da pele;
via intracraneal (espinha dorsal): é uma administração menos utilizada, que pode ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no bloco cirúrgico;
via tópica (sobre a mucosa ou pele): o medicamento é aplicado na região atingida.

Quais são as diferenças entre quimioterapia branca e quimioterapia vermelha?

Muitas pessoas diferem a quimioterapia branca e vermelha pela cor do medicamento. No entanto, essa diferenciação não é adequada, tendo em vista que existem vários tipos de medicamento utilizados para a quimioterapia, que não podem ser determinados somente pela cor.

Na quimioterapia branca existe o grupo dos remédios conhecidos como taxanos (Docetaxel e Paclitaxel), que são usados para tratar vários tipos de câncer, como os de pulmão e mama, e geram efeitos colaterais como: redução das células de defesa do corpo e inflamação nas mucosas.

Na quimioterapia vermelha está o grupo das Antraciclinas (Epirrubicina e Doxorrubicina), usadas para agir em diversos tipos de câncer em crianças e adultos. Como por exemplo, câncer de mama, leucemias agudas, tireóide, rins e ovários, provocando efeitos colaterais como náuseas e dores abdominais, além de serem tóxicas ao coração.

O remédio mais apropriado será definido pelo médico, depois de uma avaliação minuciosa e todos os fatores que compõe o estado de saúde do paciente.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?
Pelo fato da quimioterapia ser um tratamento destinado a destruir células doentes com rápido crescimento, acabam afetando também células saudáveis, provocando efeitos colaterais. Veja os mais comuns:

fraqueza;
diarreia;
perda de peso;
feridas nas mucosas;
enjoo;
vômitos;
tonteiras;
constipação intestinal;
dor;
fadiga;
queda de cabelo do corpo;
alterações na cor da pele e unhas, entre outros.
Um dos efeitos colaterais mais graves ocorre quando o medicamento atua sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de células sanguíneas novas, as plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos acabam sendo afetados, provocando sangramentos, anemias intensas e diminuição da imunidade.

Quanto tempo dura o tratamento da quimioterapia?
A duração do tratamento dependerá do tipo de tumor e de cada caso em particular. Ainda que a pessoa sinta qualquer mal-estar, as administrações dos medicamente não deverão ser suspensas. Apenas o médico responsável é que indicará o fim do tratamento.

Quais são os cuidados necessários durante o tratamento quimioterápico?
Alguns cuidados são muitos importantes para garantir o bem-estar durante o tratamento. Por exemplo:

seguir estritamente as orientações do médico, principalmente sobre possíveis sintomas e efeitos colaterais e o que precisa ser feito caso os tenha;
manter uma alimentação saudável, evitando os alimentos que sejam de difícil digestão;
beber água o suficiente, pelo menos dois litros de água por dia;
ter boas noites de sono;
procurar o médico em caso de febre prolongada, entre outros.
Agora você entende melhor como funciona a quimioterapia, como funciona, quais seus tipos e por quais motivos ela gera tantos efeitos colaterais, que muitas vezes podem causar um certo medo. Por ser um tratamento importante, em caso de qualquer dúvida sobre a doença, procure seu médico para esclarecê-las, afinal, isso é fundamental para a sua confiança e bem-estar durante o tratamento.

Depressão e Câncer

Por: Daniela Camargo – Psicóloga

As pessoas que recebem um diagnóstico de câncer, passam por vários níveis de estresse e angústia emocional. O medo da morte, a interrupção de planos futuros, as mudanças físicas e psíquicos, as mudanças do papel social e do estilo de vida, bem como as preocupações financeiras e legais são assuntos importantes para qualquer pessoa com câncer. Entretanto, nem todas as pessoas com diagnóstico de câncer sofrem uma depressão grave.

Existem muitas idéias preconcebidas e falsas sobre o câncer e sobre como vivem os pacientes com câncer. Por exemplo, a ideia de que todas as pessoas com câncer sofrem, obrigatoriamente, de depressão. Ou ainda, a idéia de que a depressão é normal nas pessoas com câncer, que no existe tratamento para ajudar com a depressão da pessoa com câncer, ou que todos os pacientes com câncer sofrem muitíssimo e têm uma morte muito dolorosa.

A tristeza e o pesar são reações normais às crises que se enfrenta ao se saber com câncer, e todos pacientes as sofrem num momento ou outro. Não obstante, sendo a tristeza comum nesses pacientes, será muito importante distinguir entre os níveis “normais” de tristeza e a depressão.

Uma das partes mais importantes no cuidado de pacientes com câncer é, exatamente, saber reconhecer quando necessitam de tratamento para a depressão. Algumas pessoas têm mais dificuldades que outras para aceitar o diagnóstico de câncer e a desadaptação à essa condição existencial pode precipitar uma Depressão Grave, a qual acaba acometendo 25% desses casos. Nesse caso, já não se trata simplesmente de estar triste ou desanimado.

Assim sendo, basicamente todos os pacientes com câncer sentem tristeza e pesar de forma periódica durante alguma fase de sua doença, seja no diagnóstico, durante o tratamento e/ou depois dele. Inicialmente, quando é comunicado o diagnóstico de câncer ao o paciente, a primeira reação emocional é de descrença, rejeição (negação) ou desespero.

Nessa fase de negação a pessoa pode ter problemas de insônia, perder o apetite, sentir-se angustiada e estar preocupada com o futuro. Esses sintomas podem diminuir conforme ela vai se acostumando com o diagnóstico.

Um dos sinais de que a pessoa está tendo melhor aceitação de sua doença, é a manutenção da capacidade para continuar participando das atividades diárias e sua habilidade para continuar cumprindo seu papel social, de cônjuge, pai (mãe), funcionário(a), etc, incorporando as sessões de tratamento em seu esquema de vida cotidiano.

Por outro lado e, inversamente, aquelas pessoas que demoram muito em aceitar o diagnóstico e perdem o interesse em suas atividades diárias pode ser um forte indício de Depressão.

Uma preocupação muitíssima importante é em relação aos pacientes que no demonstram sintomas óbvios e típicos de depressão. Esses terão uma série de manifestações emocionais patológicas não só extremamente molestas, como também, capazes de interferir negativamente na evolução do tratamento. Esses pacientes com depressão atípica também podem beneficiar-se muito do tratamento.

Tanto os indivíduos como as famílias que se enfrentam a um diagnóstico de câncer experimentaram diversos níveis de estresse e de perturbação emocional. A Depressão aparece como uma doença comórbida, aproximadamente 25% de todos pacientes com câncer (Henriksson – 1995). O medo da morte, alteração dos planos de vida, mudanças na imagem corporal, abalo na autoestima, mudanças na situação social e no estilo de vida, assim como preocupações econômicas e ocupacionais são assuntos importantes na vida de qualquer pessoa com câncer e, ainda assim, nem todos os que estão diagnosticados com câncer experimentam Depressão Grave, como se poderia pensar.

Existem muitos mitos sobre o câncer e da maneira como as pessoas o enfrentam. Alguns desses mitos seria, por exemplo: todas as pessoas com câncer estão deprimidas, a Depressão numa pessoa com câncer é normal, os tratamentos antidepressivos não ajudam a Depressão no câncer.

Mitos sobre o Câncer

Todas as pessoas com câncer estão deprimidas
Depressão numa pessoa com câncer é normal
Tratamentos não ajudam a Depressão no câncer
Todos com Câncer sofreram uma morte dolorosa

Sendo a tristeza uma reação comum à qual todas as pessoas com câncer têm que enfrentar e, sendo também a Depressão bastante comum nesses pacientes, é importante distinguirmos entre os graus normais dessa tristeza e os Transtornos Depressivos francos.

Dependendo da personalidade e do perfil afetivo de cada paciente, alguns podem ter severas dificuldades em se ajustar emocionalmente ao diagnóstico de câncer. O quadro a que estão sujeitas essas pessoas mais sensíveis não diz respeito, simplesmente, à tristeza, aos pensamentos negativos ou à falta de ânimo. Elas podem desenvolver a Depressão Grave (ou Maior). Como vimos, esses 15 a 20% de pacientes têm Depressão Maior e devem ser tratados, para que melhore a qualidade de vida e, principalmente, as perspectivas de sucesso no tratamento oncológico (Massie, 1987; Lynch, 1995).

A Reação Vivencial ao Câncer

Inicialmente, a resposta emocional diante do diagnóstico de câncer pode ser relativamente breve, durando alguns dias ou semanas, e pode incluir sentimentos de incredulidade e rejeição da doença ou, de desespero. Esta resposta emocional é considerada fisiologicamente normal e se situa dentro de um espectro de sintomas depressivos que vai, progressivamente, desde a tristeza normal, até um Transtorno de Adaptação do tipo depressivo ou, mais grave, até uma Depressão Maior. Em seguida vem um período de disforia, marcado por uma confusão emocional crescente. Durante este tempo a pessoa experimentará transtornos do sono e do apetite, ansiedade, ironias e críticas amargas e medo do futuro.

Além de algumas pesquisas apontarem entre 15 e 25% a porcentagem de pacientes com câncer que desenvolvem um quadro de Depressão emocional comórbida, outros estudos epidemiológicos indicam que, no mínimo, metade de todos as pessoas diagnosticadas com câncer se adaptou satisfatoriamente. Spencer (1998) sugeriu alguns indicadores sugestivos de adaptação satisfatória. Seriam:

  1. manter-se ativo nos afazeres cotidianos;
  2. reduzir ao mínimo o impacto da doença nos papeis cotidianos (de pai, cônjuge, empregado, etc.), e;
  3. controlar as emoções normais à doença.

Por outro lado, existem também indicadores sugestivos da necessidade de se efetuar uma intervenção o mais precoce possível:

Indícios da necessidade de tratamento para Depressão

  1. Antecedentes pessoais de Depressão;
  2. Sistema precário de respaldo social, tais como: ser solteiro, ter poucos amigos, ambiente de trabalho solitário;
  3. Crenças persistentes e irracionais ou negação à respeito do diagnóstico (alguns aidéticos se recusam a acreditar em sua doença);
  4. Prognóstico mais grave do tipo e estadiamento do câncer;
  5. Maior disfunção orgânica consequente ao câncer.

Alguns níveis de Depressão se consideram leves e subclínicos, normalmente quando inclui apenas alguns, mas não todos, dos critérios para o diagnóstico de Depressão Grave (Veja os critérios de diagnóstico em DSM.IV). Ainda se tratando de Depressão Leve, poderia ser também angustiante e necessitar de certa intervenção, como por exemplo, a terapia de grupo ou individual, tanto através de um profissional de saúde mental como dos vários grupos de apoio ou auto-ajuda (Meyer, 1995).

Mesmo na ausência de sintomas expressivos de Depressão muitos pacientes manifestam interesse na terapia de apoio, embora nem sempre esses pacientes são encaminhados a um profissional de saúde mental qualificado. Quando não tratados esses casos de Depressão (ainda que leves), depois de terem aparentemente desaparecido, podem recorrerem, se intensificarem e se tornarem duradouros (Massie, 1989; Massie, 1993; Weisman, 1976).

O diagnóstico psiquiátrico nas crianças com câncer

As informações sobre a incidência de depressão em crianças fisicamente saudáveis ainda são limitadas e, muitas vezes, contraditórias. Estudos, não tão recentes, em ambulatórios de pediatria mostram que 38% das crianças apresentam problemas suficientes para justificar uma intervenção psicológica-psiquiátrica.

Algumas pesquisas falam que, entre as idades de 7 a 12 anos, há uma incidência de depressão de 1,9%. Se esses números são verdadeiros, pode-se estimar entre 10 a 15% de alunos deprimidos nas escolas. Em 1982, uma comissão conjunta sobre Saúde Mental Pediátrica nos Estados Unidos indicava que 1,4 milhões de crianças abaixo dos 18 anos de idade, necessitavam de ajuda imediata para transtornos depressivos. (Deuber, 1982).

Em relação ao câncer, tudo leva a crer que a maioria das crianças é capaz de lidar com o caos emocional ocasionado pela doença, e não só dar mostras de boa adaptação mas, muitas vezes, fazendo isso melhor que os adultos com câncer e, frequentemente, muito melhor que seus pais.

Nos momentos imediatos e mediatos ao diagnóstico do câncer infantil os resultados podem ser diferentes. Crianças e pais entrevistadas imediatamente depois do diagnóstico do câncer tiveram significativamente mais problemas psicológicos do que as crianças e pais da população geral. Entretanto, em avaliações subsequentes, não havia nenhuma diferença na incidência de problemas psicológicos experimentados por crianças e pais nos dois grupos.

Viver em grupo é protetor contra a recidiva do câncer

Por: http://www.hospitalmoinhos.org.br

Ter uma vida social ativa é uma das formas de manter o corpo saudável e protegê-lo contra a recidiva do câncer de mama. É o que  afirma um estudo realizado pela revista Câncer em dezembro de 2016.

Desenvolvido pela Divisão de Pesquisas da Kaiser Permanente, em Oakland, na Califórnia, a análise verificou os dados de 10 mil pacientes e constatou que mulheres solitárias que haviam passado por um tratamento oncológico mamário tinham risco 40% maior de ter uma recidiva da doença e 60% maior de falecer em decorrência do câncer de mama.

Mas o que caracteriza essa solidão?

 

O oncologista Alexander Daudt, do Centro de Oncologia do Lydia Wong Ling do Hospital Moinhos de Vento, explica que esse comportamento é chamado de isolamento social, ou seja, quando o indivíduo deixa de participar, de modo voluntário ou não, de atividades sociais seja para trabalho ou lazer.

“São pessoas que, mesmo vivendo em uma casa com familiares, vivem isoladas, sem ter um espaço ou momento para compartilhar suas opiniões e ser ouvida”. Em geral, os pacientes chegam ao consultório já dizendo que não querem dar trabalho ou incomodar os familiares, por exemplo”, detalha o médico.Por não contar com esse momento de partilha, muitas vezes, essas pessoas são isoladas ou se isolam de familiares, amigos e colegas. E esse pode ser primeiro sintoma de uma depressão.

“Já sabemos que o estresse é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer é uma das formas de aliviá-lo é o desabafo. Mas pessoas em isolamento social tem dificuldade de falar sobre seus angústias e problemas com outros”, explica o Dr. Daudt.

Além disso, pessoas solitárias tendem a praticar menos atividades físicas, a fumar e beber, fatores que elevam o risco de desenvolvimento da doença. São frequentes também os casos de queixas de insônia.

“O sono é reparador e fundamental para o fortalecimento do sistema imune”, alerta o especialista.

Como virar o jogo?

 

Participar de atividades, como grupos de apoio, é uma das alternativas para encorajar esse paciente a voltar ao convívio social. Mas outras atitudes cotidianas também são decisivas, como ter um familiar ou amigo que acompanhe o paciente às consultas e tratamentos. Ter alguém que o ouça e que o auxilie a refazer esses laços de amizade e convívio também é fundamental.

“Laços afetivos são sempre positivos e ter pessoas que te fazem bem por perto é indispensável para a saúde física e mental de qualquer um dia nós. E se estamos passando por um tratamento oncológico, essa rede só fortalece o paciente”, avalia o Dr. Daudt.

Ciência descobre o que leva pacientes com câncer à perda excessiva de peso

  • Por: Correio Braziliense

Estudo liderado por cientistas noruegueses mostra que a caquexia, caracterizada pela perda excessiva de peso em pacientes com câncer, pode estar relacionada ao aumento de substâncias que induzem à autodestruição da massa muscular

O tratamento do câncer de pulmão envolve o uso de um grande coquetel de medicamentos, o que faz com que grande parte dos pacientes perca o apetite e, consequentemente, emagreça durante a busca pela cura. Porém, essa diminuição de peso muitas vezes não é causada apenas pela redução da ingestão de alimentos, mas, sim, pela caquexia, uma complicação caracterizada pelo encolhimento de massa muscular, que ocorre com ou sem a perda de gordura. Cientistas noruegueses investigaram a causa dessa síndrome, que afeta pacientes com outros tipos de câncer e que ainda não é bem compreendida pelos médicos. Em um estudo publicado na revista internacional Scientific Reports, os pesquisadores analisaram amostras sanguíneas de pessoas e ratos de laboratório com tumores malignos. Como resultado, eles observaram que níveis mais altos de substâncias que induzem à autofagia (autodestruição) das células podem ser a causa da caquexia.

Especialistas conhecem há décadas essa complicação que atinge pacientes com tumores. O nome caquexia surgiu do grego antigo e significa “condição ruim”. Os autores do estudo destacam que cerca de 20 a 30% de pessoas com cancros que apresentam esse problema de saúde podem vir a óbito por causa dele e não em razão do tumor.
Devido à gravidade do problema, os pesquisadores resolveram estudá-lo mais a fundo. “Nosso objetivo é saber mais sobre o que acontece nos pacientes com câncer que desenvolvem perda de peso rápida e severa. As causas da caquexia são incompletamente compreendidas”, ressaltou Geir Bjorkoy, professor do Departamento de Bioengenharia da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) e autor principal do estudo.
Segundo Bjorkoy, estudos anteriores mostraram as reações inflamatórias como uma possível causa da caquexia, porém essa suspeita não foi comprovada. Essa possível tese também não renderia tratamentos eficazes, uma vez que a inflamação é provocada pelo tumor, mas, em vários casos, ele não pode ser removido. “Infelizmente, muitas vezes os cancros não podem ser retirados, gostaríamos de encontrar outras estratégias que possam evitar essa condição nos pacientes e dessa forma aumentar as suas chances de sobrevivência”, justificou Bjorkoy.
No experimento, os cientistas analisaram amostras de sangue de centenas de pessoas com câncer de pulmão e de doadores saudáveis, além de células cancerígenas de ratos. Os pesquisadores descobriram que grande parte da coleta sanguínea de pacientes com tumores continha altos níveis de interleucina 6 (IL-6) e citocinas pró-inflamatórias. Ambos são compostos estimulantes autofágicos. Eles fazem com que as células do corpo se autodestruam. Células de câncer cultivadas em laboratório também apresentaram a mesma característica.
Os cientistas acreditam que a autofagia desencadeada por esses compostos pode estar ligada à caquexia, já que eles estimulariam as células musculares à autodestruição. “Encontramos essa perda de peso e atividade indutiva de autofagia em quase todas as amostras cancerígenas, mas principalmente em pacientes homens e também em camundongos machos. Acreditamos que o excesso dessas substâncias provoca um aceleramento autofágico, causando assim a caquexia, porém ainda não temos provas suficientes para comprovar esse achado, temos que estudar mais esse fenômeno e os mecanismos envolvidos nele”, destacou Bjorkoy.
Os autores do estudo adiantaram que suas próximas pesquisas darão foco para as características de cada tipo de tumor. “As amostras que usamos eram de pacientes com câncer de pulmão, mas também queremos estudar o cancro de mama e o de sangue. Neles, a caquexia é menos frequente. Queremos saber mais detalhes de cada um dos tumores para entender essa diferenciação e queremos esclarecer quais as diferenças ligadas ao gênero que foram vistas no experimento e que também precisam ser compreendidas para o uso e criação de outros medicamentos”, disse o líder da pesquisa.

Tratamentos

De acordo com os pesquisadores, as descobertas podem ser importantes para o tratamento de pacientes com câncer afetados pela caquexia, pois existem novos medicamentos que podem bloquear a sinalização descontrolada de IL-6 nas células do corpo. Os resultados do estudo também sugerem que a perda de peso excessiva pode ser reduzida por inibidores de autofagia, como a cloroquina, medicamento que tem sido usado para tratar a malária.
Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), assinalou que as constatações do estudo norueguês seguem a linha de outras pesquisas que tentaram decifrar os mecanismos ligados à caquexia. “A ligação da interleucina-6 como causa da caquexia é algo que já havia sido abordado por outros autores, e agora é reforçada nessa pesquisa. Ela faz com que ocorra a fraqueza muscular porque com a autofagia as células desse tecido (muscular) se destroem, um desequilíbrio que não ocorreria normalmente. E com essa perda muscular, por mais que a pessoa coma muito, mesmo que seja um alimento altamente calórico, o peso dela não vai voltar a ser o que era. Ou seja, não é tão fácil de se tratar”, ressaltou o especialista que não participou do estudo.

A nova droga que pode fazer o sistema imunológico ‘devorar’ tumores

Por: UOL NOTÍCIAS

Tratamentos que exploram o sistema imunológico para combater o câncer são uma área crescente de pesquisa para cientistas do mundo todo. Agora, uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveu uma droga que ajuda o corpo a “comer” e a destruir células cancerígenas.

O tratamento aumenta a ação dos glóbulos brancos, chamados macrófagos, que o sistema imunológico usa para devorar invasores indesejados.

Testes em camundongos mostraram que a terapia funcionou para tumores agressivos de mama e pele, informou a revista científica Nature Biomedical Engineering (revista de Engenharia Biomédica da Natureza).

A equipe americana que conduziu o estudo espera iniciar testes em humanos dentro de alguns anos. O fato de a droga já ter uma licença, dizem os pesquisadores, deve acelerar o processo de aprovação para uso.

A novidade desenvolvida a partir de moléculas componentes que se encaixam como blocos de tijolo é uma “supramolécula”.

O estudo envolve uma célula imune devoradora ou “fagocitária” chamada macrófago.

Macrófagos ajudam a combater infecções bacterianas e virais porque podem reconhecer e atacar esses “invasores”.

Mas eles não são tão eficazes no combate ao câncer, uma vez que os tumores crescem a partir de nossas próprias células e têm mecanismos inteligentes para se esconder do ataque do sistema imunológico.

A droga que o médico Ashish Kulkarni e seus colegas do Brigham e Hospital da Mulher da Faculdade de Medicina de Harvard usaram no estudo funciona de duas maneiras.

Em primeiro lugar, ela impede as células cancerígenas de se esconderem dos macrófagos. Em segundo lugar, impede que o tumor “diga” aos macrófagos que se tornem dóceis.

Nos camundongos, a terapia supramolecular pareceu impedir que o câncer crescesse e se espalhasse.

Os pesquisadores prevêem que a droga pode ser usada juntamente com outros tratamentos contra o câncer, como os inibidores de pontos de verificação imunológicos da imunoterapia. Esses pontos são moléculas especializadas que conseguem impedir o sistema imunológico de agir, fazendo com que as células de defesa sejam utilizadas apenas quando preciso.

Carl Alexander, do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unidos, diz que é “promissor” ver mais uma nova pesquisa. Segundo ele, agora é necessário trabalhar mais nesse estudo para mostrar que a nova droga poderia, de fato, ser usada em tratamentos.

 

Como altas doses de vitamina C matam as células cancerígenas

Por: www.essentialnutrition.com.br

A maioria das terapias anticâncer com vitamina C envolve tomá-la por via oral. No entanto, os cientistas da UI demonstraram que administrar a vitamina C por via intravenosa – evitando assim o metabolismo normal do intestino e vias de excreção – cria níveis sanguíneos que são 100 a 500 vezes superiores aos níveis observados com a ingestão oral. E é esta concentração super alta no sangue que é crucial para a capacidade da vitamina atacar as células cancerígenas.

 

Trabalhos anteriores do especialista em biologia redox da UI Garry Buettner descobriram que nesses níveis extremamente altos (na faixa milimolar), a vitamina C mata seletivamente células cancerígenas, mas não células normais no tubo de ensaio e em camundongos. Médicos dos hospitais e clínicas da UI estão testando a abordagem em ensaios clínicos para o câncer de pâncreas e câncer de pulmão, nos quais combinam alta dose intravenosa de vitamina C com quimioterapia padrão ou radiação. Ensaios anteriores de fase 1 indicaram que este tratamento é seguro e bem tolerado e sugeriram que a terapia melhora os resultados dos pacientes. Os ensaios atuais e maiores visam determinar se o tratamento melhora a sobrevida.

 

Em um novo estudo, publicado recentemente na edição de dezembro (2016) da revista Redox Biology, Buettner e seus colegas abordaram os detalhes biológicos de como altas doses de vitamina C (também conhecida como ascorbato) mata células cancerígenas.

 

O estudo mostra que a vitamina C se quebra facilmente, gerando peróxido de hidrogênio, uma espécie de oxigênio reativo que pode danificar tecido e DNA. O estudo também mostra que as células tumorais são muito menos capazes de remover o peróxido de hidrogênio prejudicial do que as células normais.

 

“Neste trabalho, demonstramos que as células cancerígenas são muito menos eficientes na remoção de peróxido de hidrogênio do que as células normais. Assim, as células cancerígenas são muito mais propensas a danos e morte por uma quantidade elevada de peróxido de hidrogênio”, explica Buettner, professor de radiação oncológica e membro do Holden Comprehensive Cancer Center na Universidade de Iowa. “Isso explica como níveis muito elevados de vitamina C utilizados em nossos ensaios clínicos não afetam o tecido normal, mas podem ser prejudiciais para o tecido tumoral.”

 

As células normais têm várias maneiras de remover o peróxido de hidrogênio, mantendo-o em níveis muito baixos para que não cause danos. O novo estudo mostra que uma enzima chamada catalase é a rota central para a remoção de peróxido de hidrogênio gerado pela decomposição da vitamina C. Os pesquisadores descobriram que as células com menores quantidades de atividade da catalase foram mais suscetíveis a danos e morte quando foram expostas a altas quantidades de vitamina C.

 

Buettner diz que esta informação fundamental pode ajudar a determinar quais os cânceres e terapias poderiam ser melhorados pela inclusão de altas doses de ascorbato no tratamento.

 

“Nossos resultados sugerem que os cânceres com níveis baixos de catalase são provavelmente os mais sensíveis à alta dose de vitamina C terapia, enquanto que os cânceres com níveis relativamente elevados de catalase podem ser os menos responsivos”, explica ele.

 

Um objetivo futuro da pesquisa é desenvolver métodos para medir os níveis de catalase em tumores.

 

Traduzido por Essential Nutrition

 

 

Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases

 

Sarcomas de partes moles

Por: http://www.danielrebolledo.com.br

Sarcomas de partes moles são tipos raros de câncer que se iniciam nos tecidos moles do corpo como por exemplo músculos, gordura, vasos sanguíneos, nervos, tendões e revestimento das articulações.

Existem inúmeros tipos de sarcomas de partes moles, sendo que alguns são mais comuns em crianças, enquanto outros afetam principalmente adultos.

Sarcomas de partes moles podem ocorrer em qualquer parte do corpo, porém os tipos mais comuns ocorrem no abdômen, braços e pernas.

Sintomas

Um sarcoma de partes moles pode ter  sinais ou sintomas  muito discretos em seus estágios iniciais. Conforme o  tumor cresce, os principais sinais e sintomas são:

  • “Caroços” ou inchaços visíveis;
  • Dor, caso o tumor pressione os nervos ou músculos

Causas

Na maioria dos casos, não está claro a causa  do sarcoma de partes moles. Em geral, o câncer ocorre quando as células desenvolvem erros (mutações) no seu DNA. As mutações fazem com que as células cresçam e se dividam sem controle. As células anormais que se acumulam, formam um nódulo que é chamado de  tumor que pode crescer e invadir estruturas vizinhas e vasos sanguíneos podendo se espalhar para outras partes do corpo. O tipo de célula que se desenvolve a partir dessa mutação genética determina o tipo de sarcoma de partes moles em questão. Alguns tipos de sarcomas de partes moles são:

  • Lipossarcoma
  • Sarcoma Sinovial
  • Leiomiossarcoma
  • Sarcoma Pleomórfico
  • Sarcoma alveolar
  • Angiossarcoma
  • Sarcoma de células clara;
  • Dermatofibrossarcoma protuberans
  • Hemangioendotelioma
  • Sarcoma epitelióide
  • Fibrossarcoma
  • Fibrossarcoma infantil;

Fatores de risco

Na grande maioria dos casos,  os sarcomas de partes moles surgem ao acaso, sem fator predisponente porém , em alguns casos, o surgimento deste tipo de tumor  pode estar relacionado com algumas situações. Os fatores que podem aumentar o risco de sarcoma incluem:

  • Hereditariedade: Um risco aumentado de sarcoma de partes moles pode ser herdada geneticamente dos pais. Síndromes genéticas que aumentam o risco incluem retinoblastoma hereditário, síndrome de Li-Fraumeni, polipose adenomatosa familiar, neurofibromatose, esclerose tuberosa e síndrome de Werner;
  • Exposição à substâncias químicas: Exposição a produtos químicos, tais como herbicidas pode aumentar o risco de sarcomas de partes  moles;
  • Exposição à radiação: O tratamento de radiação para outros cânceres anteriores pode aumentar o risco de sarcomas de partes moles

Testes e diagnósticos

Testes e procedimentos utilizados para diagnosticar um sarcoma de partes moles  incluem:

  • Exames de imagem: Os exames de imagem, tais como radiografias simples s, tomografia computadorizadas, imagem por ressonância magnética e o PET-CT, podem ser usados para avaliar a área suspeita.;
  • Biópsia: O procedimento de biópsia pode ser realizado para retirar uma amostra do sarcoma suspeito para análise em um laboratório de anatomia patológica. Para retirar a amostra, o médico pode utilizar uma agulha ou realizar um pequeno procedimento cirúrgico.

No laboratório de anatomia patológica, um médico treinado na análise de tecidos do corpo (patologista) examina a amostra de tecido para detectar sinais de câncer. O patologista também analisa a amostra para compreender o tipo de câncer e para determinar se o câncer é agressivo.

Caso haja suspeita de um sarcoma de partes moles, é melhor procurar atendimento em um centro médico especializado no tratamento deste tipo de câncer. Médicos especialistas irão discutir desde a melhor técnica de biópsia até o tratamento cirúrgico adequado e a necessidade de radioterapia e quimioterapia adjvantes.

Tratamentos

As opções de tratamento para os sarcomas de partes moles dependem do tamanho, tipo histológico e localização do tumor:

  • Cirurgia: A cirurgia é o tratamento preferencial para a maioria dos sarcomas. A cirurgia geralmente envolve a remoção do câncer e algum tecido saudável que o circunda. Quando o sarcoma de partes moles afeta os braços e as pernas, na grande maioria dos casos é possível a ressecção do tumor com preservação do membro mas em casos específicos pode ser necessária alguma reconstrução com cirurgia plática e em casos mais extremos a amputação do membro pode ser necessária.Em alguns casos, quimioterapia e radioterapia podem auxiliar na diminuição do tumor antes da cirurgia, o que aumenta a probabilidade de salvamento de membro
  • Radioterapia: A radioterapia pode ser utilizad antes da cirurgia para encolher o tumor, tornando sua remoção cirúrgica, menos complicada. A radiação é usada também, após a cirurgia para matar quaisquer células cancerígenas que possam permanecer.
  • Quimioterapia: A quimioterapia pode ser administrada por comprimido, através de uma veia (por via intravenosa) ou podem ser utilizados ambos os métodos. Algumas formas de sarcoma respondem melhor à quimioterapia do que outros. Um tipo de tumor em que  a quimioterapia é muitas vezes utilizada é o  rabdomiossarcoma.
  • Terapia- alvo: São medicamentos direcionados que bloqueiam sinais específicos presentes em células de sarcomas.Estes medicamentos são usados para tratar alguns tipos de sarcomas e vários outros estão em desenvolvimento