De gripe à colesterol: saiba se o alho ajuda mesmo nessas 6 doenças…

Por: Vivabem

Se você é fã de alho, vai ficar feliz em saber que não só ele faz parte da medicina popular como seus benefícios para a saúde já foram comprovados em estudos científicos. “Ele apresenta compostos fitoquímicos sulfurados e não sulfurados, que têm papel no controle do colesterol total, pressão arterial, além de auxiliarem no combate a vírus, bactérias e fungos”, resume a nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia

Entre essas substâncias, se destaca a alicina, responsável pelo odor característico do vegetal. Flavonoides e o mineral selênio, com poder antioxidante, também são encontrados nos bulbos. No entanto, nem tudo que nossas avós creditam ao alho foi comprovado pela ciência. Veja a seguir quais benefícios do alho já foram comprovados e quais seguem sendo estudados mais de perto. Vale lembrar que nos casos em que o benefício do alho é embasado pelos experimentos dos cientistas, ele deve sempre entrar como coadjuvante e não deve substituir os tratamentos tradicionais

Benefícios comprovados

Colesterol

O uso diário e constante de alho já mostrou diminuir entre 10 e 15% do colesterol total e/ou LDL, o considerado ruim, em adultos com níveis altos dessa molécula. Os mecanismos por trás desse efeito não estão totalmente compreendidos, mas parece que ele atua tanto na absorção de colesterol no intestino quanto na síntese do colesterol endógeno —aquele que produzimos no fígado, e é responsável pela maior parte do colesterol circulante. Uma revisão sistemática de quase 40 ensaios clínicos randomizados (tipo de estudo robusto, que compara o efeito de um remédio com o de um placebo, sem que os grupos saibam o que estão tomando) envolvendo 2.300 adultos comprovou esse efeito.

Diabetes

A relação com o controle do diabetes foi alvo de uma revisão sistemática de 2017, publicada no periódico Food and Nutrition Research por pesquisadores chineses. A investigação envolveu mais de dez estudos que davam uma dose diária entre 0,05 g a 1,5 g (um dente tem cerca de 5 g, para se ter ideia) do suplemento de alho a pacientes diabéticos e os comparava com um placebo. No fim, o alho realmente impactou positivamente os níveis de glicose. Uma diferença de quase 10 mg/dL depois de 12 semanas e depois de mais de 20mgl/dL, na 24ª semana de suplementação. O mecanismo ainda está sendo estudado, mas, aparentemente, a alicina e seus outros compostos melhoram o transporte de de glicose para dentro das células, além de diminuir os produtos finais da glicação avançada, proteínas que levam às complicações do diabetes.

Ainda em estudo

Pressão arterial

O alho é um vasodilatador, ou seja, pode dilatar as artérias criando uma espécie de relaxamento, que beneficia quadros de hipertensão arterial. Nesta doença, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais “tensos” em vez de contrair e relaxar, como deveria ser. Esse efeito é estudado há bastante tempo pela ciência. Uma revisão sistemática de 2015, publicada no periódico The Journal of Clinical Hypertension, avaliou 17 pesquisas anteriores e mostrou uma redução média de 3,75 mmHG na pressão sistólica de pessoas hipertensas e 3,39 mmHG na diastólica. A benesse foi observada com a suplementação do vegetal em cápsulas, extrato e pó.

Outra revisão conduzida pela Cochrane, entidade independente que reúne as evidências científicas mais sólidas sobre saúde, aponta que o alho de fato parece reduzir a pressão arterial, mas não há evidências o suficiente para bater o martelo sobre o assunto.

Saúde do coração

Sua ação antioxidante pode contribuir para a saúde do endotélio, a parede das artérias. Isso porque boa parte das doenças cardiovasculares comuns ocorrem quando as partículas de colesterol no sangue se oxidam, um processo chamado de estresse oxidativo, e se depositam no endotélio, formando placas de gorduras que levam a entupimentos. Uma revisão de literatura publicada em 2016 no Journal of Nutrition mostrou que a suplementação de até 960 mg de extrato de alho pode reduzir marcadores de aterosclerose (acúmulo dessas placas nas artérias). Outro fator de proteção contra infartos importante do alho é controlar a agregação plaquetária —nome técnico da formação de coágulos que leva a entupimentos nos vasos sanguíneos. Um outro estudo, conduzido por pesquisadores ingleses, verificou esse efeito em amostras sanguíneas de 14 participantes. Os estudos nessa seara pesam a favor das cápsulas. Nesta segunda pesquisa, disponível também no Journal of Nutrition, o extrato de alho envelhecido foi novamente apontado como mais eficaz.

Câncer

Essa alegação é bem interessante. Estudos mostram que o alho pode diminuir o risco de câncer de estômago, câncer de pulmão, câncer de mama e até colo de útero. A hipótese aqui é a de que os compostos sulfurados como a alicina protejam o DNA de danos que levam à produção de células cancerígenas. Só vale dizer que a maioria das pesquisas sobre o tema em humanos é observacional —ou seja, avaliam o consumo do alho e a incidência de câncer numa população e relacionam os dois números. Estudos in vitro demonstram atividade dos compostos do alho em combater células cangerígenas, mas o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos ressalta que, apesar de promissores, faltam estudos para compreender melhor questões como o mecanismo de ação, o tamanho da dose e as interações de outros nutrientes.

Ou seja, não dá para cravar que o alho previne câncer, mas pode ser benéfico dentro de uma dieta com frutas, legumes, verduras e grãos in natura. Além da alimentação equilibrada, fazer exercícios regularmente, não fumar e beber com moderação são atitudes que oficialmente diminuem o risco de tumores.

Não comprovados

Tosse e gripe

Alguns estudos até indicam que ele pode melhorar a resposta do sistema imune a infecções, mas o efeito mais conhecido mesmo é antimicrobiano. Uma revisão da Cochrane diz, aliás, que não há evidências de que o alho seja capaz de prevenir ou curar gripes e resfriados. Ou seja, provavelmente o alívio que as pessoas sentem ao tomar um chá com alho para a tosse vem da sua ação discreta anti-inflamatória e contra micro-organismos que podem estar desencadeando uma irritação local na garganta.

Embora os estudos mais bacanas envolvam o suplemento de alho (que facilita o controle da dosagem dos micronutrientes presentes), os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que consumir um dente de alho por dia, cerca de 5 g, já é o suficiente para obter ao menos parte desses benefícios. Para que a alicina fique disponível, é preciso amassar, triturar ou picar o alho, e o ideal é que ele seja consumido cru. Picar e acrescentar no fim dos preparos, em saladas ou cremes pode ajudar a disfarçar o sabor forte —uma dica é misturar no molho que você já adicionaria à salada. E é bom consumir junto com as refeições para que o estômago não fique ressentido. O alho pode ser indigesto.

Própolis Verde, para que serve?

Quais são os benefícios do própolis? Para que serve e quais propriedades se destacam? Neste vídeo falaremos sobre o própolis verde, como tomar, quais as contra-indicações, ele ajuda na prevenção do câncer?

própolis é uma substância produzida por abelhas para proteger as colméias. A própolis verde é a colhida de brotos de plantas, como o alecrim do campo. Não contém glúten. Alta quantidade de própolis ativo.

https://www.facebook.com/NTHSuplementosAlimentares/videos/650563312411496/

Fibromialgia e CEM, eles estão conectados?

A causa da fibromialgia é atualmente desconhecida, isso é facilmente descoberto através de uma pequena pesquisa no Google. Isso geralmente aponta para um culpado que é negligenciado principalmente. Embora neste momento deva ficar claro que pode haver outras causas que ainda não foram descobertas. Esta página é sobre uma causa possível para o distúrbio crônico e o que você pode fazer para se ajudar se achar que o medicamento que está recebendo não está funcionando.

Sintomas de fibromialgia ( WebMD )

Os sintomas da fibromialgia incluem (os sintomas em negrito são espelhados pelos sintomas da EHS):

  • Dor muscular crônica, espasmos musculares ou aperto
  • Fadiga moderada ou grave e energia reduzida
  • Insônia ou acordar sentindo-se tão cansado quanto quando você foi dormir
  • Rigidez ao acordar ou depois de permanecer em uma posição por muito tempo
  • Dificuldade de lembrar, concentrar e executar tarefas mentais simples (“névoa fibro”)
  • Dor abdominal, inchaço, náusea e constipação alternados com diarréia (síndrome do intestino irritável)
  • Tensão ou enxaqueca
  • Maxilares e sensibilidade facial
  • Sensibilidade a um ou mais dos seguintes itens: odores, ruído, luzes brilhantes, medicamentos, certos alimentos e frio
  • Sentindo-se ansioso ou deprimido
  • Dormência ou formigamento no rosto, braços, mãos, pernas ou pés
  • Aumento da urgência ou frequência urinária (bexiga irritável)
  • Tolerância reduzida ao exercício e dor muscular após o exercício
  • Sensação de inchaço (sem inchaço real) nas mãos e pés

Os sintomas da fibromialgia podem se intensificar dependendo da hora do dia – manhã, final da tarde e noite tendem a ser os piores momentos. Os sintomas também podem piorar com fadiga, tensão, inatividade, mudanças no clima, condições de frio ou frio, excesso de esforço, flutuações hormonais (como antes do período menstrual ou durante a menopausa), estresse, depressão ou outros fatores emocionais.

Você está sofrendo de fibromialgia ou EHS ou ambos?

Os sintomas da EHS são bastante semelhantes aos da fibromialgia. Os pontos acima mencionados em negrito  são os que se correlacionam com alguns dos sintomas mais comuns para EHS (hipersensibilidade eletrônica).

O EHS é causado pelo eletrosmog (CEMs / HFs), que afeta negativamente o corpo e o sistema imunológico. O Electrosmog abre seu corpo para todos os tipos de doenças e enfermidades, das quais as fontes são oficialmente “desconhecidas” porque os CEM ainda não são reconhecidos adequadamente como uma fonte séria de problemas.

Se você tiver uma dessas doenças misteriosas, é possível que você realmente sofra de EHS, isso é para você decidir.

Um relatório da Dra. Olle Johansson, do Instituto Karolinski em Estocolmo, analisa e resume de maneira bastante eficaz uma série de estudos científicos e afirma que a OMS ignorou grosseiramente muitos estudos pertinentes que são claros em suas descobertas sobre a influência dos CEM nos sistema imunológico.

Como melhorar sua situação

Se CEMs e HFs estivessem saindo e estivessem sendo usados ​​cada vez menos, essa página não existiria. O fato é que todos estamos usando uma quantidade cada vez maior de tecnologia e eletrônica, de modo que o nível de eletrosmog no mundo só se multiplica. As últimas tendências são: tecnologia vestível, medidores inteligentes, residências inteligentes e óculos de realidade virtual, para citar apenas alguns. E não há fim à vista, à medida que mais e mais soluções inovadoras chegam ao mercado para facilitar nossas vidas. O show de exposições da CES em 2017 foi um lembrete muito bom disso.

Existe uma maneira eficaz de obter alívio dos sintomas do Electrosmog, abordando o culpado, CEM e IC. Com os produtos Swiss Harmony, você pode ensinar seu corpo a ignorar a influência negativa dessas frequências prejudiciais e viver em um ambiente mais harmonioso.

Harmonia Suíça: Protege contra Electrosmog prejudicial

Os produtos “Swiss Harmony” para a harmonização de apartamentos e casas garantem que a eletricidade que serve uma casa contenha informações diferentes. Através da lei da ressonância, ele transmite as informações do espectro de luz visível para a eletricidade que passa por ele. Essa eletricidade, por sua vez, fluirá por toda a casa e distribuirá essas informações harmoniosas em todas as últimas fendas do edifício. Qualquer WiFi ou telefone sem fio que você possui em sua casa se tornará um farol de harmonia, porque eles são fornecidos com a eletricidade harmoniosa.

Criar um campo de ressonância harmônica

A Lei da Ressonância afirma que, em um campo de ressonância, quaisquer frequências que não estejam em conformidade com o campo não podem formar uma ressonância e, portanto, não podem existir nele. Em outras palavras, em um campo de ressonância harmônica, nenhuma frequência artificial pode ter efeito. 

NOTA: CEM (Campo Eletro Magnético)

Fontes:  http://www.webmd.com

A hipersensibilidade eletromagnética é uma doença real?

Por: https://gizmodo.uol.com.br/

A National Radio Quiet Zone (NRQZ) é uma área de 33 mil quilômetros quadrados na Virgínia Ocidental, Virgínia e parte de Maryland que restringe fortemente transmissões de rádio e outras radiações eletromagnéticas no mesmo espectro. Desde 1958, a proibição minimiza a interferência com o Observatório Nacional de Astronomia de Rádio, que abriga o maior telescópio de rádio totalmente orientável do mundo.

os últimos anos, no entanto, a NRQZ tem sido um refúgio seguro para pacientes com hipersensibilidade eletromagnética (HE), que atualmente não é reconhecida como um diagnóstico médico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. As pessoas que afirmam sofrer de HE relatam uma variedade de sintomas, que incluem problemas dermatológicos, como vermelhidão ou sensações de queimação, e outros sintomas, como fadiga, palpitações cardíacas e náuseas.

Os fãs da série de televisão Better Call Saul viram a estranha e desesperadora doença por meio da história de Chuck McGill, interpretado por Michael McKean – um advogado duro e ex-estrela de sua profissão que se cobriu com cobertores espaciais, iluminava sua casa com lanternas e fazia seus visitantes deixarem seus celulares do lado de fora da casa.

Até agora, os resultados dos estudos de HE foram inconsistentes. Na verdade, os pacientes experimentaram os sintomas, independentemente de serem ou não expostos a campos eletromagnéticos reais. Experiências duplamente cegas (onde nem o sujeito nem o pesquisador sabem se o sujeito está sendo exposto a campos eletromagnéticos reais ou simulados) não mostraram evidência de HE de sintomas causados por campos eletromagnéticos.

Dr. Jonathan Pham

Médico e pesquisador médico que trabalha no COSMOS (um estudo internacional que investiga se as tecnologias de telefonia móvel e RF-EMF a longo prazo causam resultados adversos para a saúde), Departamento de Epidemiologia e Bioestatística (uma unidade especializada em pesquisa EMF ambiental) no Imperial College de Londres

Na última década, o uso de celulares e outras tecnologias sem fio tornou-se presente em nossas vidas cotidianas, não só em nossas casas, mas também em locais de trabalho e escolas. Essas tecnologias emitem campos eletromagnéticos (EMF) na faixa de radiofrequência.

m pequeno número de indivíduos relatou uma série de sintomas que eles atribuem à exposição aos campos magnéticos MF. Isso foi chamado de hipersensibilidade eletromagnética (HE). Para alguns indivíduos, esses sintomas podem ser leves, e para outros, severamente incapacitantes, impedindo-os de trabalhar ou fazer tarefas diárias simples, como cozinhar ou cuidar de si mesmo.

Infelizmente, muito pouco se sabe sobre os mecanismos fisiológicos pelos quais a HE causa os sintomas. Apesar de seu nome, um número de estudos mostrou não haver correlação entre os sintomas do HE e a exposição RF-EMF.

Dada a falta de evidências que ligam a exposição aos campos eletromagnéticos e a HS, outros gatilhos dessa doença foram propostos. Estes incluem outros fatores ambientais, como o ruído e a iluminação, bem como fatores psicológicos, como estresse e doença mental. Os estudos a esse respeito são, infelizmente, limitados.

Quanto à questão de saber se essa é uma doença real: apesar da relação improvável entre campos eletromagnéticos e sintomas de HS, eu diria que indivíduos que sofrem desse subconjunto de sintomas precisam de cuidados médicos e alívio do desconforto, assim como indivíduos que sofrem de qualquer outra condição. O que torna isso difícil é a nossa atual falta de compreensão dessa condição: seja ela uma condição ou uma coleção, quais são os gatilhos reais e se é de natureza fisiológica, ambiental ou psicológica. Portanto, pesquisas adicionais são necessárias nesse campo, o que será essencial para orientar o atendimento médico de qualidade para esses indivíduos.

Jeffrey Mogil, Ph.D.

Líder do Pain Genetics Lab na McGill University, E.P. Taylor Professor de Estudos da Dor, Canada Research Chair em Genetics of Pain (Tier I), diretor do Alan Edwards Centre for Research on Pain

Não acho que as pessoas consigam criar dor nas suas mentes. Doenças reais produzem dor real, e só porque a HS não possui explicação médica atual não significa que não seja real. Imaginavam que a fibromialgia não era “real”, até que os estudos de imagem mostraram ativação cortical nas mesmas áreas cerebrais que a dor “real”, e agora sabemos que alguma porcentagem razoável de pessoas com fibromialgia realmente possui polineuropatia de fibra pequena, que só é diagnosticável com coloração especializada em biópsia.

Dito isso, está longe de ser credível que a radiação eletromagnética das freqüências e intensidades nos produtos de uso atual possa produzir qualquer patologia real, então permaneço extremamente cético em relação a essa “doença” em particular.

Harriet A. Hall, Médica

Médica de família aposentada e ex-cirurgiã da Força Aérea, colunista da revista Skeptic, editora colaboradora da Skeptic e do Skeptical Inquirer, conselheira médica e autora do Quackwatch

Não é real. Quando os pacientes foram testados, eles não conseguiram saber se os dispositivos eletrônicos estavam ou não ligados. Eles estão realmente sofrendo, e culpar seus sintomas no HS só distrai a busca da causa real de seus sintomas para ajudá-los. Claro que importa se é real ou não: o contato com a realidade é muito mais eficaz do que as crenças imaginárias na resolução de problemas.

David O. Carpenter, Médico

Diretor do Institute for Health and the Environment, um Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde da Universidade de Albany

Diretor do Institute for Health and the Environment, um Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde da Universidade de Albany

A hipersensibilidade eletromagnética é uma doença real. E importa se é real ou não. Claramente, algumas pessoas sofrem de doenças crônicas e gostariam de culpar as ondas eletromagnéticas, quando na verdade não são eletrossensíveis. Provavelmente há mais pessoas eletrossensíveis, mas não identificaram ainda a causa de seus sintomas. A razão pela qual importa se alguém é realmente sensível às ondas eletromagnéticas é que você pode reduzir seus sintomas ao evitar exposição excessiva. Isso é especialmente importante para aqueles que são eletrossensíveis, mas não identificaram a causa. Existem também outras causas de sintomas semelhantes não específicos, tais como exposições químicas, de modo que nem todos os sintomas daqueles que não são eletrossensíveis são devidos a problemas psicológicos, mesmo que alguns sejam.

Wendell Wallach

Estudioso do Centro Interdisciplinar de Bioética da Universidade de Yale e consultor sênior do The Hastings Center, autor de “A Dangerous Master: How to Keep Technology from Slipping Beyond Our Control”

Deve ser feita uma distinção entre a sensibilidade eletromagnética e os sintomas que a identificam como tal. Os pesquisadores falharam em provar que quem diz sofrer de sensibilidade eletromagnética pode determinar com precisão a presença de um campo eletromagnético forte. No entanto, os sintomas percebidos são reais para o paciente e devem ser tratados como tal, ou até que possa ser demonstrado que eles são psicossomáticos ou possuem alguma outra fonte física. Muitas pessoas que meditam, por exemplo, percebem movimentos de energia em seu corpo e aprendem a trabalhar com eles. Mas uma segunda distinção deve ser feita entre aqueles que trabalham com sucesso com estados psicológicos incomuns e aqueles que os acham debilitantes. Para o segundo, medicamentos ou prática meditativa podem ou não ser úteis. Superar, desativar ou sublimar estados mentais debilitantes nunca é fácil.

6 Tratamentos Naturais para Vitiligo

Por: https://www.positivemed.com/

Alguns tratamentos naturais para o Vitiligo, não são 100% eficazes, mas podem reduzir drasticamente os sinais e manchas na pele. 1. Em um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade do Alabama, verificou-se que o ácido fólico, a vitamina B12 e a vitamina C são eficazes no aumento da pigmentação das células da pele. A suplementação diária com o complexo de vitamina B, que contém aproximadamente 100 gramas de vitamina B e pelo menos 400 microgramas de ácido fólico, pode ser eficaz na redução das manchas de Vitiligo.
2. Alguns médicos especialistas sugerem que evitar a exposição prolongada aos raios nocivos da luz solar pode ajudar a reduzir as manchas brancas do Vitiligo. Use protetor solar e roupas de proteção quando sair ao sol. Evitar a luz solar, a principal fonte de vitamina D, pode levar a uma deficiência. Nesta situação, alimentos como peixes oleosos podem ajudar a compensar essa deficiência.

Ayurveda para Vitiligo

O vitiligo pode ser ajudado com a ajuda de medicamentos e práticas ayurvédicas, mas leva tempo.

1. Uma mistura de óleo de mostarda e açafrão é útil para reduzir manchas na pele. Tome 5 colheres de chá de açafrão em pó e 250 ml de óleo de mostarda. Misture e aplique em manchas brancas duas vezes ao dia. Isso deve ser feito por 12 a 15 meses para observar redução nos adesivos.

2. A água mantida em um vaso de cobre faz parte do tratamento com vitiligo em Ayurveda. Tome água potável e coloque em um recipiente de cobre. Deixe durante a noite e beba a água pela manhã. As propriedades do cobre misturado com a água ajudam na repigmentação da pele. Beber esta água estimula os melanócitos e, eventualmente, aumenta a melanina.

3. A aplicação de extrato de folhas de manjericão misturado com suco de limão é um remédio caseiro eficaz para o vitiligo. A aplicação desta mistura nas manchas brancas por 5-6 meses pode reduzir significativamente as manchas.

4. As sementes de rabanete são eficazes na regeneração da melanina perdida. Tome 2 colheres de chá de vinagre e adicione-o às sementes de rabanete em pó. Misture para fazer uma pasta grossa. Aplique a pasta nas áreas afetadas da pele regularmente por pelo menos 6 meses.

5. A planta mama cadela tem sido usado para tratar o vitiligo desde os tempos antigos. Pegue a raiz desta planta e ferva-a em água doce. Aplique o extrato nas áreas afetadas da pele. Especialistas sugerem que esta erva ajuda na repigmentação da pele. As propriedades naturais que aumentam a imunidade desta erva a tornam eficaz no tratamento de quase todos os distúrbios da pele.

6. Psoralen é uma erva usada em medicamentos para vitiligo, também pode ser usada como remédio caseiro. Mergulhe algumas sementes de tamarindo e psoraleno em água e deixe por 4 dias, seque e faça uma pasta. Aplique a pasta nas manchas brancas da pele por um mês. Você pode continuar usando para obter resultados mais significativos. Juntamente com os remédios acima, é importante manter uma dieta saudável com nutrientes essenciais. Estudos mostram que muitos problemas de pele são causados ​​por nutrição inadequada. Manterá a pele mais saudável e agilizará o processo de cicatrização, fortalecendo o sistema imunológico.

Síndrome de Reiter

Por: infoescola.com

síndrome de Reiter, conhecida também como artrite reativa, é  uma doença reumática com tendência a cronicidade. Normalmente, causada por infecções por Clamidya sp. ou Salmonella sp.

Acomete preferencialmente indivíduos adultos do sexo masculino. Caracteriza-se por causar uma inflamação com aumento das juntas (articulações), especialmente nos membros inferiores (pernas) e que pode estar acompanhada de inflamação ocular (conjuntivite ou uveíte), inflamação da uretra (uretrite) ou da cérvix (cervicite), inflamação intestinal com diarréia aguda e acometimento da pele e mucosas (oral e genital). O paciente que apresenta doença crônica intensa apresenta um envolvimento da coluna vertebral que é indistinguível da espondilite anquilosante.

Nos casos de acometimento cutâneo, as lesões podem apresentar aspecto psoriaseforme e as plantas dos pés são especialmente comprometidas, onde recebem o nome de keratoma blennorhagica. As unhas também podem ser afetadas, com o surgimento de uma hiperceratose sub-ungueal e algumas vezes onicolese, lembrando um quadro de psoríase.

Os quadros de artrite normalmente vão e voltam durante um período de várias semanas a 6 meses. Metade dos pacientes apresenta artrite recorrente, tendinite, fascite e dor lombossacra que pode levar à incapacidade funcional significativa.

Não há um exame específico para a doença. No entanto, a constatação do antígeno HLA-B27 em um homem jovem que apresente alterações psoriasiformes, juntamente com sintomas oculares e articulares, auxilia no estabelecimento do diagnóstico.

Também não há um tratamento específico para a síndrome de Reiter. A utilização de antibióticos é controversa. A prática de exercícios e fisioterapia em associação com o uso de antiinflamatórios não-esteróidais são importantes adjuvantes. Lesões mais severas podem ser tratadas com imunossupressores, como por exemplo, metotrexato e ciclosporina.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?394
http://emedix.uol.com.br/doe/reu003_1f_sindromereiter.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artrite_reativa
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000440.htm
http://www.scielo.br/pdf/abd/v78n3/16378.pdf
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/sindrome_reiter.htm


BPS e BPF: conheça o perigo das alternativas ao BPA

Por: ecycle.com

Esses tipos de bisfenol estão presentes nas embalagens de plástico, nos enlatados, nas maquiagens e até em fórmulas para bebês

Você já deve ter ouvido falar sobre o BPA ou pelo menos já viu alguma embalagem com o selo “BPA-free” (livre de BPA). Este material, também chamado de bisfenol A, é um produto sintético utilizado em diversos tipos de plásticos, recibos, embalagens de alimentos e outros itens. Depois do surgimento de uma variedade de estudos mostrando seus efeitos prejudiciais aos organismos, principalmente por sua capacidade de desequilibrar o sistema endócrino, seu uso foi regulamentado e o BPA passou a ser proibido em mamadeiras e limitado a determinados níveis em outros materiais. Para substituí-lo, surgiram outros tipos de bisfenol, como o BPS e o BPF.

Substitutos

Após a proibição do BPA, as empresas desenvolveram substitutos semelhantes, o BPS e o BPF, também chamados de bisfenol S e bisfenol F, respectivamente.

BPS é muito empregado como agente de fixação de lavagem em produtos de limpeza industrial, solvente de galvanoplastia e melhorador de cor de recibos de papel (saiba mais em “Perigo à espreita: você sabe o que é BPS?)”. Já o BPF é mais presente em revestimentos epóxi, pisos industriais, lâminas, adesivos, plásticos, canos de água, selantes dentários e embalagens de alimentos.

Apesar da diferença na terminação dos nomes, os três – BPABPS e BPF – são disruptores endócrinos muito semelhantes quimicamente, com capacidade de produzirem efeitos similares para o uso na indústria e também na saúde dos organismos.

Contaminação

A presença desses tipos de bisfenol não se limita a embalagens e a materiais em que eles são utilizados como matéria-prima.

De acordo com estudo publicado pela Environmental Health Perspective, o BPS, o BPF e o BPA também acabam contaminando produtos cotidianos como pastas de dente, produtos para cabelo, maquiagens, loções, bilhetes, passagens, envelopes, carnes, processados de carne, produtos enlatados, vegetais, cereais, ração de gato e cachorro, fórmulas para bebês e estão presentes até na poeira doméstica.

Com a ingestão e o contato com alimentos e produtos contaminados, essas variedades de bisfenol se acumulam no organismo humano. Em contato com a pele através do toque de papéis de recibo e jornais, por exemplo, eles acabam parando na corrente sanguínea. Exames mostraram a presença de bisfenóis inclusive na urina humana.

Se descartados de maneira incorreta, os materiais contendo BPABPF e BPS vão parar no oceano e acabam ficando presos no gelo polar e em rochas, passando a integrar o ambiente e o organismo dos animais, causando sérios prejuízos ambientais.

Efeitos

BPF pode proporcionar efeitos negativos na tireoide, aumento do tamanho do útero e do peso de testículos e glândulas, entre outros efeitos fisiológicos/bioquímicos indesejados.

BPS apresenta comprovadamente potencial de causar câncer, efeitos negativos nos testículos de mamíferos, na glândula pituitária, na reprodução de fêmeas mamíferas e dos peixes.

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), o bisfenol S se torna altamente perigoso à saúde quando utilizado como alternativa à tinta de impressão.

BPA, o mais estudado de todos, pode causar aborto, anomalias e tumores do trato reprodutivo, câncer de mama e de próstata, déficit de atenção, de memória visual e motora, diabetes, diminuição da qualidade e quantidade de esperma em adultos, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), hiperatividade, infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, obesidade, precocidade sexual, doenças cardíacas e síndrome dos ovários policísticos. Um estudo publicado pela agência Fapesp mostrou que o bisfenol A pode desregular os hormônios da tireoide mesmo em doses baixas.

Aos animais, os disruptores endócrinos que se acumulam no ambiente causam sérios danos. Eles provocam reduções em populações de golfinhos, baleias, veados e furões, prejudicam o desenvolvimento de ovos de aves, causam deformidades sexuais em répteis e peixes, alterações na metamorfose de anfíbios e muitos outros danos.

Exposição

Depois da polêmica envolvendo o BPA e a sua proibição, as pessoas passaram a se sentir mais seguras com os produtos contendo os rótulos “BPA free“. Entretanto, com o desenvolvendo dos substitutos BPF e BPS que são, assim como o BPA, disruptores endócrinos e capazes de causarem danos semelhantes, não há segurança verificável, pois estes ainda não são regulamentados e as pessoas podem estar expostas a esses materiais indiscriminadamente.

Estima-se que os prejuízos financeiros com os habitantes europeus gerados pelos danos causados pelos disruptores endócrinos geram um custo de 157 a 210 bilhões de euros por ano à União Europeia (dados de 2015).

Prevenção

A melhor maneira de prevenir a exposição aos diferentes tipos de bisfenol é evitar ao máximo consumir produtos industrializados que venham em embalagens de plástico e enlatados.

Quando possível, dê preferência a embalagens e utensílios de vidro e cerâmica.

Jamais aqueça ou resfrie recipientes de plástico e descarte aqueles rachados ou quebrados, pois alterações na temperatura e na forma física do recipiente podem liberar bisfenol.

Não imprima recibos e comprovantes de papel, dê preferência às versões digitalizadas.

Prefira os alimentos mais ao natural possível, que fiquem pouco tempo em contato com embalagens.

Descarte

O descarte dos produtos contendo bisfenol é um grande problema. Primeiramente porque se forem descartados incorretamente, além de causar poluição visual, estes materiais começam a liberar bisfenol no ambiente contaminando lençóis freáticos, solos e a atmosfera, podendo vir parar em alimentos, recursos hídricos e prejudicar pessoas e animais das formas mais graves possíveis.

Por outro lado, se o material contendo bisfenol for destinado para a reciclagem, dependendo do tipo de material que ele vir a se transformar pode ter um impacto maior sobre a saúde humana, um exemplo nesse sentido são os papéis higiênicos reciclados a partir de papéis contendo bisfenol. O papel higiênico reciclado contendo bisfenol é uma exposição mais grave, pois entra em contato direto com mucosas mais sensíveis indo parar diretamente na corrente sanguínea.

Além do mais, incentivar a reciclagem de produtos contendo bisfenol é incentivar a permanência desse tipo de substância no cotidiano das pessoas e no meio ambiente.

Sendo assim, a melhor opção, obviamente, é a redução mais radical possível desse tipo de produto, e quando não for possível zerar o consumo, a melhor forma de descartar é a seguinte:

Unir recibos e jornais (ou outro material) que contenham qualquer tipo de bisfenol, embalá-los firmemente em sacolas plásticas não biodegradáveis (para que não vazem) e destiná-los a aterros seguros, pois lá eles não correrão o risco de vazarem para lençóis freáticos ou solos.

O problema é que serão um volume a mais em aterros. Então aliado a essa atitude é preciso pressionar órgãos fiscalizadores e empresas para que deixem de usar substâncias tão nocivas como o bisfenol A e seus substitutos, principalmente, ou pelo menos, em embalagens de alimentos e outros recipientes que são fontes de exposição mais significativa.

Potes de plástico podem trazer danos à saúde

Por: minha saúde Proteste

Uso de recipientes de má qualidade ou reutilizados para fins diferentes dos que foram criados para aquecer ou cozinhar pode causar até infertilidade

Preparo de alimentos em potes de plástico de má qualidade ou a reutilização de uma garrafa pode ser arriscados para a saúde. Seu uso pode permitir que substâncias nocivas passem para o alimento. Isso ocorre porque uma das substâncias presentes no plástico é o Bisfenol A, também chamado de BPA, conhecido por sua capacidade de migração para os alimentos.

De acordo com relatório técnico da PROTESTE, é necessário olhar para os símbolos estampados nas embalagens de origem e nos utensílios e recipientes que usamos em casa.

BPA é uma das substâncias presentes no plástico

O BPA é uma substância química utilizada na produção de policarbonato, um tipo de resina usada na produção da maioria dos plásticos. Ele é bastante utilizado em garrafas retornáveis ou recipientes reutilizáveis, como potes plásticos, copos e mamadeiras. São resistentes a temperatura e a impactos, além de serem transparentes. Por isso, há um grande interesse da indústria no uso dessa substância.

O BPA pode causar diversos problemas à saúde. Diversos estudos, por exemplo, têm mostrado que o BPA pode se comportar como hormônio sexual quando é migrado para os alimentos. Dessa forma, pode influenciar na ação de algumas glândulas e de alguns hormônios.

As consequências disso podem traduzir-se em baixa qualidade do esperma, endometriose, síndrome do ovário policístico, infertilidade, alteração dos hormônios da tireoide, incidência de câncer de próstata e de mama, entre outros.

No Brasil, o uso de BPA é proibido para fabricação e importação de mamadeiras para a alimentação de crianças menores de um ano (lactentes). Já para a fabricação dos outros produtos, como potes, copos e garrafas, existe um limite de migração de BPA permitido pela Anvisa.

Embora o consumo dessa substância seja considerado seguro à saúde em doses baixas, alguns fabricantes têm se conscientizado dos efeitos do BPA à saúde e não têm utilizado esse composto em seus produtos. Portanto, se você é daqueles que adora um potinho plástico ou quer comprar aquele copo do desenho preferido do seu filho, verifique se o produto não possui BPA em sua composição.

Para isso, procure a expressão “BPA free” (Livre de BPA) estampada na embalagem. Caso a informação não esteja presente, basta consultar o site do fabricante ou verificar o código de reciclagem que deve estar obrigatoriamente na embalagem.


Dicas para uso de alimentos em recipientes com BPA

  1. Alimentos ricos em gordura, muito açucarados ou com molhos podem potencializar a migração ao serem cozidos ou aquecidos em recipientes inadequados.
  2. Cuidado ao combinar alguns alimentos ácidos e o material dos utensílios usados na preparação. Por exemplo, ao cozinhar na panela de alumínio com sinais de corrosão, alguns fragmentos do metal podem ser transferidos para os alimentos, afetando a sua cor e o seu sabor.
  3. Se for aquecer ou cozinhar no micro-ondas, assegure-se de que está usando um recipiente apto para este fim. Em qualquer das situações, mexa algumas vezes os alimentos enquanto os prepara ou aquece. Esse procedimento uniformiza a temperatura e evita que algumas zonas fiquem superaquecidas, o que poderia levar à migração de substâncias nocivas. Se tiver dúvidas sobre o uso de seus potes plásticos, use um recipiente de vidro.
  4. As embalagens para conservar e congelar devem ser específicas para esse fim e impermeáveis ao ar e à água e resistentes a baixas temperaturas. As mais apropriadas são as de plástico ou de vidro. Por isso, lembre-se de conferir sempre a presença dos símbolos e tenha cuidado em usar as específicas para cada finalidade.

Obturações na boca podem aumentar níveis de mercúrio no sangue, diz estudo

Por: uol

As obturações dentárias compostas por uma mistura de mercúrio, prata, estanho e outros metais contribuem significativamente para o aumento dos níveis de mercúrio no sangue, segundo pesquisa da Universidade da Geórgia (EUA) publicada na revista Ecotoxicologia e Segurança Ambiental.

Os resultados mostraram que as pessoas com mais de oito obturações tinham 150% mais mercúrio no sangue do que aqueles com nenhuma. O amálgama dental é usado há mais de 150 anos para preenchimento dentário por ser acessível e durável. No entanto, cerca de metade de sua composição contém mercúrio, um metal pesado e tóxico, que em níveis elevados causa problemas no cérebro, coração, rins e pulmão, além de alterações no sistema imune. Hoje há outras opções à base de resina. A pesquisa, que analisou dados de 15 mil pessoas, é a primeira a demonstrar uma relação entre obturações dentárias e exposição ao mercúrio em uma população representativa. A cárie dentária é uma das doenças crônicas mais prevalentes. Por isso, muitas pessoas têm usado obturações dentárias, mas os materiais usados pelos dentistas não são realmente discutidos”.

Lei Yin, cientista do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental  A preocupação com a exposição ao mercúrio pelas obturações dentárias não é nova, mas estudos anteriores não mostraram dados consistentes sobre os danos, de acordo com Xiaozhong “John” Yu, professor assistente de Ciências da Saúde Ambiental e coautor do estudo.

“Este estudo tenta fornecer os níveis mais precisos de exposição, que formarão a base científica para fazer avaliação de risco futuro”, disse Yu, acrescentando que a pesquisa foi a primeira a selecionar por idade, escolaridade, etnia, raça, sexo, tabagismo e consumo de frutos do mar –conhecido fator de aumento dos níveis de mercúrio no corpo.

Os pesquisadores analisaram a exposição por tipos específicos de mercúrio e encontraram um aumento significativo de metil-mercúrio, a forma mais tóxica do metal, nas obturações dentárias. Como toxicologistas, sabemos que o mercúrio é um veneno, mas tudo depende da dose. Então, se você tem um preenchimento dental, talvez seja okay. Mas se você tem mais de oito preenchimentos dentários, o risco potencial de efeitos adversos é maior.”

Xiaozhong Yu, professor assistente de Ciências da Saúde Ambiental Grávidas e crianças O FDA (Food and Drug Administration), semelhante à Anvisa no Brasil, considera as obturações dentárias seguras para adultos, mas informa em seu site que “grávidas e pais com filhos menores de seis anos que estão preocupados com a ausência de dados clínicos a longo prazo sobre as obturações devem conversar com seu dentista”.

O estudo também analisou a contaminação de outros reagentes nas obturações feita com resina e encontrou dados preocupantes. A resina libera pequenas quantidades de bisfenol A (BPA), substância química que pode causar danos na fertilidade ou no desenvolvimento humano.

Mas a pesquisa não encontrou concentração de bisfenol A na urina das pessoas com obturação de resina, revertendo assim o indicativo de excesso da substância química no organismo. Para os pesquisadores, ainda é necessário fazer mais pesquisas para entender a exposição ao BPA pela obturação à base de resina.

Suco de Frutas faz mal para o fígado

Por: nutricaoevidasaudavel

Se você ainda não tem conhecimento dos problemas à saúde causados pela frutose, então já deve ter se perguntado de onde vem a epidemia de obesidade que estamos vivendo. Será a obesidade, tão comum e epidêmica nos tempos atuais, resultado meramente de uma combinação fatal de gula desenfreada (portanto ingestão de alimentos em quantidade excessiva) e preguiça contumaz (portanto uma falta de força de vontade para fazer atividades físicas)?

Se fosse assim, então por que todos os países que adotaram a dieta ocidental passaram a sofrer, sem exceção, do mesmo problema – inclusive os japoneses, chineses e coreanos, que também sofrem atualmente com problemas de obesidade tão sérios a ponto de submeterem suas crianças a cirurgia bariátrica (de redução do estômago)? Será que todos esses países de repente se tornaram gulosos e preguiçosos?

Em termos de alimentação e metabolismo, uma coisa é certa: para se ter energia para armazenar, queimar e portanto viver com saúde, é preciso comer. Precisamos comer para viver.

A questão é o que comemos (e bebemos).

Estudos mostram que comemos mais hoje que na década de 1980. Especificamente, crianças e adolescentes consomem hoje 275 calorias a mais; adultos homens, 187 calorias, e mulheres, 337 calorias a mais por dia, que na década de 1980. Isso não é difícil de acreditar – basta olhar ao redor e ver como a população em geral vem engordando nestes últimos 25 anos. Mas qual a razão disso? Qual o motivo desse consumo a mais de calorias atualmente?

Será porque as comidas estão mais disponíveis e abundantes? Mas elas já eram disponíveis e abundantes na década de 1980.

Existe no nosso organismo um hormônio chamado leptina, que provém das células de gordura e comunica ao cérebro a sensação de saciedade – ou seja, nos avisa quando estamos satisfeitos; nos informa quando parar de comer.

Se hoje comemos mais que há décadas atrás, isso só pode querer dizer que nossa sensação de saciedade se alterou, ou seja, nossa leptina não está funcionando como deveria. Significa que algo deve estar errado com o sistema que controla nosso equilíbrio energético.

A questão é: o que estaria provocando esse problema?

De onde vêm essas calorias a mais? Da gordura? Terá a alimentação se tornado mais gordurosa nas últimas décadas? Estudos mostram que não.

O que as pesquisas indicam é que a quase totalidade dessas calorias a mais vêm dos carboidratos. Ou seja, o mundo está ingerindo mais carboidratos hoje que na década de 1980.

Já as autoridades de medicina e nutrição do mundo inteiro vêm nos advertindo, ao longo de todas essas décadas, no sentido de reduzir o quanto mais o consumo de gorduras, visando que a ingestão delas não ultrapasse 30% do total de calorias ingeridas. Da década de 1980 para cá, foi surgindo uma verdadeira infinidade de produtos “light”, sem gorduras, que hoje inundam o mercado alimentício.

E de fato as estatísticas demonstram que essa meta foi atingida: a ingestão de gorduras foi, de fato reduzida, na população como um todo, para os limites preconizados.

Mas para surpresa geral, os índices de obesidade – e também doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e síndrome metabólica – aumentaram!

É óbvio que o problema não está na gordura, mas nos carboidratos.

Em qual dos carboidratos?

Estudos mostram um aumento de 41% na ingestão de refrigerantes e 35% na ingestão de sucos de frutas. Uma lata de refrigerante ao dia significa 150 calorias. Multiplicado por 365 dias (1 ano), e dividido por 3500 calorias que correspondem a cerca de meio quilo de peso (pois para cada 3500 calorias ingeridas e não queimadas, ganha-se cerca de meio quilo de peso), resulta num ganho de cerca de 7 quilos por ano, acumulados sob a forma de gordura, que afinal é a forma padrão de armazenamento do excesso de peso.

Isso tudo não é novidade. Mas a questão é: por que nosso mecanismo de saciedade não provoca, dentro desse contexto, a saciedade como deveria, de modo a controlar nosso apetite a contento, e assim estabilizar nosso equilíbrio energético?

A primeira garrafa de refrigerante do mundo foi produzida nos Estados Unidos no ano de 1915, e continha 192 ml. Se um indivíduo bebesse 1 garrafinha dessas ao dia, então aplicando o cálculo acima, chegaríamos a um ganho de aproximadamente 3,5 quilos por ano. Em 1955, surgiram as garrafas de 300 ml (correspondendo a 5,9 kg/ano). Na década de 1960, surgiu a primeira latinha, contendo 350 ml (correspondendo a 7,25 kg/ano). Atualmente a garrafinha plástica de Coca-Cola contém 590 ml, correspondendo a 11,8 kg/ano. Uma garrafa de 1 litro ao dia corresponde a um acúmulo de cerca de 22 kg de gordura por ano.

Quando vamos à lanchonete e pedimos um refrigerante, a diferença de preço entre o copo pequeno e o grande é tão mínima que, quase sempre, acabamos optando pelo tamanho maior.

O que contêm os refrigerantes?

1. Cafeína – a cafeína é um estimulante do cérebro, isso todos sabemos. Mas a cafeína também possui um efeito diurético, fazendo-nos eliminar água do organismo.

2. Sal – uma latinha de refrigerante contém, em média, 55 miligramas de sódio. Se o cálculo da Folha de São paulo neste artigo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2602200813.htm) estiver correto, chega-se à conclusão que essa quantidade de 55 mg de sódio de uma única latinha de refrigerante equivale à quantidade total de sódio de uma refeição composta por filé de frango, brócolis, arroz, feijão e salada de alface, pepino, cenoura e beterraba.

Sabe o que acontece quando alguém ingere sódio e perde água? Fica com com MAIS sede! E consome MAIS refrigerante.

Entendeu por que os refrigerantes contêm tanto açúcar? Para disfarçar o sal! Nós não percebemos quão salgados são os refrigerantes, graças ao açúcar que eles contêm.

Quanto mais sal e cafeína contiver um refrigerante, mais sede esse refrigerante irá provocar e mais refrigerante essa pessoa irá consumir.

Será o açúcar a causa da obesidade? Um estudo prospectivo do Dr. David Ludwig, professor de endocrinologia da Universidade de Harvard, publicado no The Lancet, volume 357, páginas 505 a 508, em 2001, afirma que “cada incremento no uso de bebidas açucaradas resulta, ao cabo de 19 meses, em um aumento de 0,24 kg/m2 no índice de massa corporal, e um aumento de 60% na probabilidade/risco de obesidade.

Um estudo do tipo metaanálise (estudo que analisa, estatisticamente, uma porção de outros estudos realizados sobre um determinado tema), que analisou 88 outros estudos sobre consumo de refrigerantes/bebidas açucaradas, publicado em 2007 no American Journal of Public Health e que levou em conta fatores como peso corporal, ingestão calórica, ingestão de leite e cálcio, alimentação adequada, demonstrou clara associação entre consumo dessas bebidas e obesidade. Nesta metaanálise observou-se que os estudos patrocinados pela indústria de refrigerantes/bebidas açucaradas/sucos de frutas mostravam significativamente menos efeitos prejudiciais que estudos independentes.

Um estudo publicado no British Medical Journal, volume 328, página 1237, mostrou o que acontece quando se retiram as máquinas de refrigerantes das escolas: enquanto a prevalência da obesidade permaneceu inalterada nas escolas em que se realizou este tipo de intervenção, ela continuou a aumentar, ao longo do ano letivo, nas escolas em que foram mantidas as máquinas.

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA292:927) analisou a relação entre refrigerantes/bebidas açucaradas/sucos de frutas e diabetes do tipo 2, e demonstrou uma tendência estatisticamente significativa entre o consumo daquelas bebidas e a prevalência dessa doença.

A Frutose é o Centro do Problema

Você sabe qual o açúcar que a indústria acrescenta aos refrigerantes e sucos? Xarope de milho com alto teor de frutose. Nos Estados Unidos, uma pessoa consome, por ano, em média, 28 quilos de xarope de milho com alto teor de frutose (também rotulado como “açúcar invertido”). No Brasil não se sabe. Mas certamente não é um número muito distante deste, tendo em vista os carrinhos de supermercado repletos de refrigerantes, as escolas repletas de sucos de frutas consideradas tão saudáveis, as festas infantis servindo sucos e refrigerantes à vontade.

O xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) é composto por uma molécula de glicose para uma de frutose, em média.

O motivo pelo qual o xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) é utilizado pela indústria alimentícia é sua doçura. Se atribuírmos ao açúcar de cana (sacarose) um índice de doçura de 100, o xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) possui um índice de 120! Bem mais doce!

Você pode estar pensando: “Se é mais doce, então eu não preciso usar tanto para adoçar. Certo?”

ERRADO!

A indústria utiliza a mesma quantidade e até mais.

Além de mais doce, o xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) é um ingrediente mais barato que a sacarose.

A frutose cristalina (forma pura de frutose em pó, obtida industrialmente, que já está começando a ser adicionada a sucos e refrigerantes), possui um índice de doçura muito maior, de 173. E essa frutose pura está sendo amplamente divulgada como um ingrediente saudável!

E estão adicionando frutose cristalina em sucos e refrigerantes.

Já uma molécula de pura glicose possui um índice de doçura de 74. Portanto a glicose não é particularmente doce. A frutose, seja na forma cristalina, ou na forma de açúcar invertido (xarope de milho com alto teor de frutose) é bem mais doce e barata.

Uma molécula de glicose constitui-se de um anel de 6 átomos de carbono, e uma molécula de frutose, um anel de 5 átomos de carbono. Portanto são duas moléculas diferentes entre si. Jamais acredite em alguém que possa vir a lhe dizer que “glicose e frutose são a mesma coisa”.

Uma molécula de glicose, unida a uma molécula de frutose através de uma ligação éter, resulta em uma molécula de sacarose. A sacarose nada mais é do que o açúcar de cana, também conhecido como açúcar de mesa, ou simplesmente açúcar.

SACAROSE
Sacarose (açúcar de cana) = glicose + frutose
No nosso tubo digestivo, a ligação éter da molécula de sacarose é quebrada por uma enzima (sacarase), resultando, quase que imediatamente, em uma molécula de glicose e outra de frutose.

O xarope de milho com alto teor de frutose nada mais é que uma combinação de glicose e frutose, separadas, numa proporção de cerca de 50%.

Portanto, não há diferença, na prática, entre sacarose e xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido), pois a sacarose, ao ser digerida pela enzima sacarase, resulta basicamente na mesma proporção de glicose e frutose.

Tanto é assim, que estudos científicos demonstram que o metabolismo e impacto sobre a saciedade causado pelo xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) é idêntico ao metabolismo e impacto sobre a saciedade causado pela sacarose (açúcar comum de mesa).

Então, cientificamente falando, não há dúvida: não existe diferença entre açúcar comum e xarope de milho com alta concentração de frutose.

Em outras palavras: ambos são igualmente péssimos para a saúde. Ambos são igualmente perigosos. Ambos contêm frutose e ambos são venenos. Continue lendo.

Mas por que a frutose é um veneno? Por que os sucos e refrigerantes são muito mais (no mal sentido) que apenas calorias vazias? E como o consumo quotidiano de frutose pode levar a sérios problemas de saúde?

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Suco de frutas causam problemas no fígado

A razão pela qual a frutose é um veneno vai muito, mas muito além das calorias que ela possui. Ou seja, mesmo esquecendo as calorias completamente, e independentemente das calorias, a frutose é um veneno.

Vamos, antes, analisar a tendência de consumo de frutose nos últimos 100 anos. [Fontes: American Journal of Clinical Nutrition, 2004, Vol. 79, No. 4, 537-543; The Medscape Journal of Medicine, 2008;10(7):160]

Nos tempos pré-industrialização dos alimentos, nós obtínhamos a frutose a partir das frutas e verduras frescas e integrais e muito eventualmente do mel. Isso totalizava uma quantidade média de 15 gramas ao dia de frutose. (Não sacarose, mas sim frutose apenas)

Na década de 1970, com a introdução do xarope de milho com alto teor de frutose no mercado, o consumo médio individual de frutose mais que dobrou, para 37 gramas ao dia, ou 8% do número total de calorias diárias ingeridas.

Na metade da década de 1990, o consumo médio individual de frutose aumentou para 55 gramas ao dia, ou 10,2% do consumo calórico total diário.

Nos dias de hoje, um adolescente consome, em média, 72,8 g/dia de frutose, ou 12,1% da ingestão calórica total diária.

Portanto, a cada ano que passa, uma porcentagem cada vez maior da nossa ingestão calórica provém da frutose, esteja ela presente no açúcar, no xarope de milho de alta concentração de frutose, na frutose cristalina, ou concentrada nos sucos de frutas.

Assim, a população não está apenas comendo (e bebendo) mais a cada ano: ela também está comendo (e bebendo) mais açúcar. Para os adolescentes, o açúcar representa atualmente cerca de 12% da ingestão total de calorias. Sendo que para 25% desses adolecentes, a ingestão de frutose, isoladamente, representa 15% do total de calorias ingeridas.

Isso nada mais é que uma verdadeira catástrofe para a saúde, a respeito da qual ninguém faz nada.

A ingestão de açúcar aumenta a cada dia. Enquanto isso, a ingestão de gorduras animais, ricas em nutrientes como vitaminas A e D, diminui. E a população está cada vez mais doente. Leia este artigo para compreender os fatores errôneos que levaram a gordura a ser rotulada injustamente de vilão da dieta saudável, e substituída prioritariamente por açúcar (como se vê na própria “pirâmide alimentar” vigente).

Qual a explicação para isso estar acontecendo?

Vejamos:

Na década de 1960 e início de 70, os preços dos alimentos flutuavam exageradamente para cima e para baixo. Nenhum político no mundo é reeleito quando os preços da comida estão em alta. De modo que a diretriz tornou-se muito clara: era preciso baratear a comida. E para isso, deveriam ser encontrados e utilizados todos os métodos possíveis, sempre sob a égide da “guerra contra a pobreza”

O xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) foi inventado na década de 1950 (Marshall, R.O.; Kooi, E.R. Enzymatic Conversion of D-Glucose to D-Fructose. Science 1957, 125, 648-649) e seu patenteamento ocorreu na década de 1960 (Marshall, R.O. Enzymatic Conversion of Dextrose to Fructose. U.S. Patent 2,950,228, Aug 23, 1960). O aperfeiçoamento para a obtenção e a patente americana desse processo ocorreu em 26 de agosto de 1971 e sua introdução no mercado americano se deu em 1975. Assim que o xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) entrou para valer no cenário econômico mundial, o custo com adoçamento dos produtos alimentícios industrializados se tornou muito barato. O preço do xarope de milho com alto teor de frutose (açúcar invertido) é cerca de metade do preço do açúcar comum de mesa (sacarose), e seu processo de produção permite que se mantenha sempre barato, com mínima flutuação.

De tão barato, este ingrediente – xarope de milho com alto teor de frutose – invadiu o mercado de alimentos e hoje pode ser encontrado em praticamente tudo, até mesmo pães, confeitos, molhos de salada, ketchup – basicamente, o xarope de milho de alta concentração de frutose vem sendo adicionado a quase todos os produtos alimentícios processados industrialmente.

Com a introdução do xarope de milho de alta concentração de frutose, o consumo mundial de sacarose (açúcar de mesa) diminuiu, ao mesmo tempo em que o consumo total de açúcar no mundo aumentou graças ao aumento enorme do consumo de xarope de milho de alta concentração de frutose.

Introdução dos Sucos Naturais de Frutas Para Consumo em Massa

E é exatamente naquela altura dos acontecimentos, na década de 1970, que os sucos foram introduzidos em larga escala, baixo preço e com forte apelo de marketing como saudáveis, no mercado. Eu mesmo me recordo nitidamente do súbito aparecimento das latas de sucos concentrados nas prateleiras dos supermercados na minha infância, no início da década de 1970.

Nessa mesma década de 1970, começaram a ser implementados programas governamentais nos Estados Unidos, de distribuição de sucos concentrados de frutas para crianças carentes, com o (suposto) propósito de prevenir atraso de crescimento e desenvolvimento. Essa noção, de embasamento puramente político, de que sucos fazem bem à saúde das crianças, rapidamente se difundiu para o Brasil e resto do mundo. Atualmente, estima-se que o consumo total per capita de sacarose e xarope de frutose, somados, esteja em torno de 63 quilos por ano.

Olhe bem para esse número – 63 kg/pessoa/ano de açúcar, entre alimentos e bebidas. Você não acha que essa quantidade de açúcar poderia provocar efeitos negativos na saúde da população?

Frutose, Diabetes, Obesidade, Problemas Cardíacos

Estudos realizados pelo departamento de nutrição da Harvard School of Public Health e publicado no British Medical Journal de 29 de agosto de 2013 mostram que o consmo de bebidas doces como sucos de frutas colabora com o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Outros estudos demonstram que o consumo de suco e bebidas açucaradas colabora com obesidade e baixa estatura em crianças [Pediatrics 99:15-22, 1997], e obesidade em adultos [JAMA 292(8):927-934, 2004], além de doenças cardiovasculares, redução da qualidade de vida e aumento de despesas com saúde [Circulation Mar 23, 2010; 121(11):1356-1364]. Todos esses problemas vêm aumentando de forma assustadora desde 1970, e atingindo todas as idades, não poupando sequer crianças e bebês.

Enquanto todo esse estrago continua acontecendo em proporções cada vez maiores, qual a mensagem que todos lemos, ouvimos e vemos, repetidamente, das associações, sociedades e outros órgãos oficiais de cardiologia, nutrição, pediatria, etc, do mundo inteiro? Que todos precisamos diminuir nosso consumo de gordura.

Além de retirar a gordura e colocar açúcar, a indústria alimentícia retira também as fibras dos alimentos a fim de prolongar a vida de prateleira e tornar mais rápido o processo de cozimento, sob a justificativa de tornar o produto alimentício mais “prático para o modo de vida contemporâneo”.

O açúcar a mais também é utilizado para ajudar a dourar vários alimentos industrializados (até mesmo carnes). E esse tipo de adulteração, infelizmente, causa processos chamados glicação de proteínas e ligações cruzadas com proteínas, sendo que ambos esses processos são nocivos à saúde contribuem, entre outras coisas, com a aterosclerose (portanto doenças cardiovasculares).

Em se tratando de dourar, a frutose forma sete vezes mais produtos de glicação, em comparação à glicose.

A frutose inibe a supressão a grelina, um hormônio produzido no tubo digestivo e que regula a fome. Quando comemos, a grelina é suprimida e a fome passa. Se essa supressão é inibida, a grelina continua agindo e a pessoa continua com fome. Portanto se você dá a uma criança/adolescente um suco ou copo de refrigerante e em seguida a leva para um fast food da vida, essa criança/adolescente irá comer bem mais do que se não tivesse ingerido a frutose previamente. Em outras palavras: ela come mais, mesmo depois de ter bebido um suco/refrigerante que por si é bem calórico, mas que inibiu a supressão da grelina.

A frutose não estimula a produção de insulina, uma vez que não há receptores para frutose nas células beta do pâncreas, que produzem insulina. O pâncreas não reconhece a frutose e não sabe o que fazer com a frutose. Por isso, simplesmente não há resposta do pâncreas à frutose.

Mas se os níveis de insulina não sobem, os níveis de leptina também não aumentam. E se os níveis de leptina não aumentam, o cérebro não recebe a mensagem que você comeu. Então você continua comendo, mais e mais.

Só aqui são dois mecanismos para inibir a saciedade e estimular o consumo excessivo e desenfreado de alimentos (calorias): 1) inibição da supressão da grelina, e 2) ausência de resposta de insulina e, portanto, de leptina. (E pensar que tem gente que fala da ausência de resposta de insulina como se fosse uma qualidade da frutose!)

Por fim, e para piorar, o metabolismo hepático da frutose é totalmente diferente daquele da glicose. Isso nos leva ao próximo tópico:

Frutose e Síndrome Metabólica

A assim chamada síndrome metabólica é um conjunto de sintomas, entre os quais, obesidade, diabetes, alterações no perfil lipídico, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares. Quando estes sintomas surgem em conjunto, dá-se o nome de síndrome metabólica.

Para entender como a frutose colabora com a síndrome metabólica, analisemos primeiro o metabolismo da glicose, para fins de comparação.

Metabolismo da Glicose

Digamos que você consumiu 120 calorias de glicose – o equivalente a 2 fatias de pão. Dessas 120 calorias, 96 (portanto 80%) serão utilizadas por todos os nossos órgãos e tecidos. A glicose é prontamente reconhecida e utilizável por qualquer célula do nosso corpo – aliás, a glicose é utilizável por qualquer ser vivo existente no planeta. A glicose é a moeda corrente da energia para sustentar a vida na terra.

As 24 calorias restantes (portanto 20%) irão para dentro do fígado. Essa glicose entra da circulação sanguínea para a célula hepática através de uma molécula transportadora chamada GLUT2 (abreviação do inglês GLUcose Transporter 2).

A glicose ingerida é absorvida para a circulação sanguínea que, ao passar pelo pâncreas, estimula a produção de insulina. A insulina se liga aos seus receptores nas células do fígado e ao fazê-lo, leva um substrato chamado IRS-1 (do inglês Substrato Receptor de Insulina 1) a sofrer uma reação chamada fosforilação da tirosina (ou seja, adiciona um fostato à molécula de tirosina que faz parte desse substrato). Glicose – Metabolismo HepáticoO IRS-1, agora tirosina-fosforilado, se torna ativado, passa a se chamar “IRS-1-Tirosina” (IRS1-T) e estimula um segundo mensageiro chamado Akt (não é uma abreviação, é nome mesmo – também conhecido como PKB, Proteína Quinase B), que por sua vez estimula uma substância chamada SREBP-1 (abreviação de Proteína Ligadora de Elemento Regulador de Esterol 1, em inglês), que então ativa a glicoquinase, que transforma a glicose (que havia entrado na célula conforme descrito no parágrafo anterior) em glicose-6-fosfato (G-6-P). A glicose-6-fostafo fica fixada (“presa”) na célula hepática e somente poderá sair pela ação dos hormônios glucagon e adrenalina. O destino final de QUASE todas as moléculas de glicose-6-fosfato é se transformar em glicogênio, que é a forma pela qual a glicose é armazenada no fígado, e torna fácil a ação do glucagon e adrenalina, sempre que for necessário transportar glicose para fora da célula hepática.

Não existe limite máximo, ou “tóxico”, de armazenamento de glicogênio. Ou seja, o fígado pode armazenar uma quantidade ilimitada de glicogênio. O glicogênio é uma forma totalmente não tóxica de armazenamento da glicose. De modo que toda a função da glicose no fígado é repletar o glicogênio.

Quase toda a glicose no fígado é portanto armazenada na forma de glicogênio. Aquela pouca glicose que não se transforma em glicogênio passa por uma série de reações enzimáticas (coletivamente denominadas glicólise) para se transformar em piruvato que penetra nas mitocôndrias, verdadeiras “usinas” no interior das células, que têm por função transformar esse piruvato em ATP – adenosina trifosfato- a “moeda corrente” de energia que possibilita a vida. O piruvato, na mitocôndria, se tranforma em acetil co-A, que por sua vez é QUASE todo ele metabolizado por uma série de reações bioquímicas chamadas coletivamente de ciclo de Krebs (também conhecido como ciclo do ácido cítrico ou cíclo do ácido tricarboxílico) cujo produto final é o ATP (energia da vida) e também o gás carbônico que nós expiramos.

Quase todo o acetil co-A entra no ciclo de Krebs. Aquela pouca quantidade de acetil co-A que eventualmente não tiver sido “queimada” na “fornalha de energia” da mitocôndria é transformada em citrato, que sai da mitocôndria através de um sistema especial de transporte molecular, e uma vez fora da mitocôndria é quebrado por 3 enzimas subservientes ao SREBP-1 citado anteriormente (são elas o ATP citrato liase, acetil-co-A carboxilase e ácido graxo sintase). Essa transformação enzimática resulta na formação de gordura e recebe o nome de “lipogênese de novo” (de novo aqui está em latim e não português – em português seria sinônimo de mais uma vez, como em começar de novo; mas aqui possui o sentido de algo que não existia antes e agora passou a existir): o citrato, gerado originalmente da glicose, se transforma em acil-co-A, que por intermédio de uma proteína chamada MTP (proteína mitocondrial trifásica) se transforma em VLDL e sai para a circulação sanguínea. Das 24 calorias iniciais, cerca de meia caloria se tranforma em VLDL. O VLDL serve como substrato para deposição de gordura nas células adiposas do corpo.

Enquanto isso, o pico de insulina provocado pela glicose que está no sangue faz com que o cérebro receba o sinal de saciedade, e dê a ordem para parar de comer. Assim, cria-se uma alça de retroalimentação (feedback) negativa, entre o consumo de glicose, fígado, pâncreas e cérebro, que resulta no equilíbrio energético do indivíduo normal.

Pensando nisso, o magnésio dimalato é um importante aliado nessa fornalha de energia. Ao ser ingerido, o Magnésio Dimalato tem suas moléculas partidas em magnésio e ácido málico, outro importante composto que participa do Ciclo de Krebs, contribuindo ainda mais para a produção de energia no corpo humano. Quanto mais energia, menor é seu problema de metabolização celular.

Metabolismo do Álcool

Agora que analisamos o metabolismo da glicose – um carboidrato; vamos analisar o metabolismo de outra substância: o etanol – em outras palavras, o álcool presente nas bebidas alcoólicas como cerveja, vinho, cachaça, whisky, vodka etc.

É bem sabido que o álcool é nocivo e pode intoxicar o fígado, o cérebro e o corpo como um todo, dependendo da quantidade e frequência que é ingerido.

Digamos que você consumiu 120 calorias de etanol – cerca de 1 taça de vinho ou 1 lata de cerveja. O estômago e intestino têm o chamado efeito de primeira passagem, consumindo de cara 10% dessas calorias (ao longo dessa passagem, o álcool também pode provocar inflamação no estômago, pâncreas e intestino), e assim que absorvido, o cérebro, músculos e rins consomem, de cara, outros 10%. Total já consumido até aqui: 20% ou 24 calorias.

As demais 96 calorias (80%) vão para o fígado. Aqui já temos uma grande diferença em comparação com a glicose, da qual apenas 24 das mesmas 120 calorias (portanto apenas 20%) vão para o fígado. Ou seja, 4 vezes mais calorias do etanol atingem o fígado, que glicose.

O etanol penetra nas células hepáticas por difusão passiva – não existem receptores nem proteínas transportadoras de etanol.

Reação etanol acetaldeído ácido acético

As enzimas desidrogenase alcoólica (ADH) e desidrogenase aldeídica (ALDH) catalizam a oxidação do etanol em acetaldeído e ácido acético, respectivamente. O receptor universal de elétrons nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+) participa da reação no papel de co-enzima.
Uma vez no fígado, o etanol é convertido em acetaldeído.

Aldeídos (como por exemplo o conhecido formaldeído – formol – e o acetaldeído mencionado aqui) são tóxicos e podem provocar uma série de problemas, inclusive o câncer, porque promovem um processo nocivo chamado conjugação de proteínas (atualmente mais conhecido e popularizado pelo termo “ligações cruzadas de proteínas“). Na conjugação (ligação cruzada), duas ou mais proteínas se ligam umas às outras através de ligações covalentes. Esse processo modifica a solubilidade e outras propriedades originais da proteína intacta, causando não só perda da função original dessas proteínas, mas uma série de malefícios. No fígado, o excesso de ligações cruzadas de proteínas pode provocar cirrose hepática. Além de promover ligações cruzadas, os aldeídos também provocam o aparecimento de espécies reativas de oxigênio, as quais também danificam proteínas hepáticas. Quanto mais bebida alcoólica, mais ligações cruzadas e espécies reativas acontecem.

O acetaldeído, em seguida, se transforma em ácido acético, que penetra nas mitocôndrias e é convertido em acetil co-A, que por sua vez participa do ciclo de Krebs, resultando em geração de energia. Só que dessa vez é formada uma quantidade muito maior de citrato em comparação à glicose, pois agora são 96 calorias de etanol sendo metabolizadas pelas mitocôndrias. Lembra quantas das mesmas 120 calorias, só que de glicose chegaram às mitocôndrias para serem metabolizadas, após não terem sido convertidas em glicogênio? Meia (0,5) caloria apenas.

Todo esse citrato será metabolizado em VLDL. Muito, mas muito mais VLDL que no caso da glicose, gerando a dislipidemia típica do alcoolismo. O fígado faz de tudo para exportar a gordura via VLDL, pois o acúmulo de gordura no fígado não faz bem. Uma parte dessa gordura sai do fígado na forma de ácidos graxos livres, os quais irão se acumular nos músculos e causar resistência à insulina por parte desses músculos. A resistência à insulina interfere negativamente com a função desses músculos – e também do fígado – além de provocar diabetes do tipo 2. Parte do acil co-A, de tão excessivo nem sequer consegue passar pelas reações enzimáticas seguintes, e acaba precipitando na forma de gotículas de gordura, provocando esteatose hepática (esteatohepatite alcoólica). O acil co-A, o etanol e as espécies reativas de oxigênio podem provocar a geração de uma enzima chamada JNK1 (do inglês c-jun-N-terminal-kinase 1), uma espécie de “ponte” entre metabolismo e inflamação. A geração de JNK1 pode causar lesão nas células do fígado.

Metabolismo da Frutose

Por fim, vamos à frutose.

Frutose tem sabor doce e agradável ao paladar. Tanto que quase todo mundo ama aqueles pães, bolos industrializados, sucos, refrigerantes, comidas de redes de lanchonetes, etc, repletos de frutose.

Metabolismo da Frutose

Digamos agora que você consumiu 120 calorias de sacarose. Basicamente 1 copo de suco de laranja. Sacarose contém 50% de glicose e 50% de frutose. Portanto 60 calorias de glicose e 60 de frutose.

Das 60 calorias da fração glicose, 12 irão para o fígado (20%) e 48 (80%) para o resto do corpo.

E das 60 calorias da fração frutose, praticamente todas as 60 (100%) irão para o fígado – pelo simples motivo que praticamente só o fígado consegue metabolizar a frutose.

A frutose não estimula o pâncreas a produzir insulina, e entra nas células do fígado independente de qualquer mediação da insulina. Em seguida, a frutose reage com uma substância chamada frutoquinase para gerar frutose-1-fosfato. Neste processo ocorre perda de energia, pois para que possa ocorrer é necessário o gasto de ATP, que libera um fosfato para emprestar à frutose e transformá-la em frutose-1-fosfato.

No exemplo das 120 gramas de glicose, acima, nós tinhamos um total de 24 calorias encaminhadas para fosforilação. Agora, com as 120 gramas de sacarose, nós temos 72 calorias necessitando fosforilação. O triplo do substrato.

Toda essa perda de fosfato necessária para esse processo gera a ação de uma enzima “capturadora” do restante do fosfato do que restou da molécula de ATP (que agora passa a se chamar ADP) (o nome dessa enzima é AMP-desaminase 1), transformando o ADP em AMP e depois em IMP (inositol monofosfato) e, finalmente no produto de excreção, chamado ácido úrico. O ácido úrico é eliminado pela urina e seu excesso provoca a doença conhecida por gota, além de hipertensão arterial (pressão alta). Isso ocorre porque o ácido úrico bloqueia uma enzima chamada óxido nítrico sintase endotelial, cuja função seria produzir óxido nítrico. O óxido nítrico é nosso “anihipertensivo interno” – o qual, se for bloqueado, induz ao aumento da pressão. Um estudo realizado na universidade do Texas e publicado no JAMA, volume 300, n°8, págs 924-932, mostrou que, em adolescentes obesos e hipertensos, a administração da droga alopurinol (nome comercial Zyloric), que serve para baixar o ácido úrico, resultou também na diminuição da pressão arterial, tanto a máxima (sistólica) quanto a mínima (diastólica), demonstrando, de maneira cabal, que o ácido úrico elevado é um grande contribuinte para a pressão alta.

E tem tanta gente sofrendo de pressão alta – uma verdadeira “epidemia”! – e toda essa gente é orientada para cortar o sal, quando o problema delas está no açúcar… mais especificamente na fração frutose do açúcar.

Mas voltemos ao metabolismo da frutose. A frutose-1-fosfato é transformada em gliceraldeído (outro aldeído…), que por sua vez é convertido em piruvato, o qual penetra na mitocôndria, gerando no final uma quanidade enorme de citrato, com os prejuízos que já expliquei anteriormente no caso do etanol.

Mas o metabolismo da frutose tem suas diferenças: A frutose-1-fosfato, além de se transformar em gliceraldeído (que se transforma em piruvato), também se converte em dihidroxiacetona fosfato. Essas duas substâncias podem formar uma terceira, chamada frutose 1,6-bis-fosfato, que reage com o mesmo gliceraldeído para formar xilulose-5-fosfato. Esta, por sua vez, estimula uma substância chamada PP2A (proteína fosfatase 2A), que então ativa outra substância, ChRESP (proteína ligadora do elemento responsivo do carboidrato), que por sua vez ativa as três enzimas responsáveis pela lipogênese de novo, explicada anteriormente.

Considerando que existe uma enorme quantidade de citrato, e considerando que muito mais acil co-A será formado a partir desse citrato graças à produção aumentada das 3 enzimas que promovem essa transformação, e considerando que muito desse acil co-A poderá ser incorporado ao VLDL e se transformar em gordura, esse processo mostra como a frutose provoca não apenas obesidade, mas também a dislipidemia característica da obesidade. Um estudo publicado no Annual Review of Nutrition, volume 16, pág 523-557, demonstrou que, para uma mesma quantidade ingerida de glicose e frutose, ocorre um acúmulo de gordura muitas vezes maior com a frutose. O estudo mostrou que cerca de 30% das calorias da frutose ingerida se transformam em gordura, enquanto pouco mais de 0% das calorias da glicose ingerida tiveram o mesmo destino. Estudo publicado no Journal of Nutrition, vol. 138, n°6, págs. 1039-46, demonstrou que o nível de triglicérides no sangue aumenta muito mais com a ingestão de frutose.

Portanto a ingestão de frutose aumenta o LDL, aumenta a lipogênese de novo, e aumenta os ácidos graxos livres que geram resistência à insulina. A ingestão de frutose promove a formação de gotículas lipídicas as quais, como vimos, causam esteatose hepática (esteatohepatite). Tanto o acil co-A quanto a frutose-1-fosfato ativam a enzima problemática JNK1. Além dos efeitos negativos já discutidos, a enzima JNK1 causa a serina fosforilada (e não a tirosina fosforilada) a reagir com o IRS1 (veja o metabolismo da glicose). O problema é que, ao contrário da Tirosina-IRS1, a Serina-IRS1 é inativa. Com o substrato receptor de insulina inativo, a insulina não pode realizar sua ação no fígado, e portanto resistência hepática de insulina. Isso sobrecarrega o pâncreas em sua função, produzindo níveis cada vez mais altos de insulina, o que leva a aumento da pressão arterial, aumento da produção de gordura, aumento da incorporação de gordura às células adiposas (obesidade), e para piorar, diminuição da sensação de saciedade, pois quanto maior a concentração de insulina, menor a sensibilidade do cérebro para a leptina. Isso leva não só à diminuição da saciedade, mas também ao aumento nos sinais cerebrais de recompensa, e tudo isso conspira para resultar num consumo desenfreado. Com o apetite fora de controle, ingere-se mais frutose e gera-se mais resistência à insulina, obesidade, dano hepático, estado inflamatório (daí o motivo pelo qual dores de cabeça e dores crônicas em geral são mais comuns em obesos), hipertensão arterial, enfim, num ciclo vicioso sem fim e sem limite, gerando a cada vez mais comum obesidade globular, mais-que-mórbida. Síndrome metabólica de A a Z.

Frutose Faz Mal, Mas Comer Frutas Não Faz Mal

A frutose – esse veneno – ocorre naturalmente nas plantas. A cana-de-açúcar, por exemplo, contém sacarose (glicose + frutose), e as frutas contêm frutose; e nada disso faz mal, desde que seja consumido por nós na forma integral, e não fracionada.

Fracionar significa separar e descartar certos elementos – principalmente as fibras contidas nas plantas – e consumir somente o restante, na forma de suco ou “produtos alimentícios” processados industrialmente, sempre com adição de quantidades generosas de sacarose e/ou frutose. Note, a propósito, que praticamente nenhum produto alimentício industrializado é rico em fibras. A presença de fibras nos alimentos industrializados atrapalharia o congelamento e/ou diminuiria a vida de prateleira. Isso, em última análise, inviabilizaria a ampla distribuição do “produto alimentício” industrializado, resultando em diminuição drástica do lucro.

Por outro lado, a presença da frutose no “produto almentício” industrializado e fracionado causa, conforme vimos, a supressão da sensação de saciedade sinalizada pelo cérebro, o que leva ao aumento do consumo (um comercial antigo já dizia: “É impossível comer um só!“).

Sucos, achocolatados, refrigerantes, fórmulas lácteas para bebês, água tônica, pães, bolos, brigadeiros, sorvetes e até salgadinhos das mais diferentes espécies, carnes processadas, molhos industrializados os mais diversos, ketchup, mini pizzas congeladas (que se servem em várias escolas e festas infantis), castanhas caramelizadas, iogurtinhos, compotas, geléias, bebidas isotônicas, energéticos, chás e cafés adoçados, itens de padaria, gelatinas, frutas secas, vinagre balsâmico e uma série de condimentos, mel, agave e muito mais, contêm frutose.

Quase todos esses alimentos processados industrialmente não contêm praticamente nenhuma fibra, e nenhuma ou pouquíssima gordura. A exceção seriam os cereais industrializados, inclusive granola, flocos de milho e barras de cereais – porém estes podem conter uma quantidade monstruosa que pode chegar a até 40% do peso em puro açúcar/frutose adicionados. Além de ser açúcar demais, não é o tipo de fibra naturalmente associado à frutose – e essa fibra, na verdade, pode fazer muito mais mal ao sistema digestivo que se imagina.

Frutas frescas, ao contrário dos produtos alimentícios repletos de frutose, contém fibras o suficiente para retardar e interferir com a absorção da frutose no intestino, propiciando uma absorção mais paulatina. Toda essa fibra contribui para a sensação de saciedade, o que evita a ingestão de muita frutose.

No caso das frutas, a natureza, sábia como sempre, incluiu o antídoto (fibras) junto com o veneno (frutose). Nas frutas e verduras que conêm frutose, para cada grama de frutose há muitos gramas de fibras. Pense num pé de cana que você chupa, repleto de fibra. Agora pense no açúcar refinado, sem fibra nenhuma. Estudos clínicos do início do século 20 constataram que trabalhadores da lavoura que chupavam cana viviam mais que os trabalhadores urbanos que consumiam açúcar refinado. Frutas e verduras em seu estado natural também contêm micronutrientes que fazem bem ao fígado e ao organismo como um todo.

As fibras presentes nas plantas que contêm frutose, além de retardar a absorção intestinal dos carboidratos (portanto também reduzindo a resposta insulínica à fração glicosedessas plantas), também aumentam a velocidade do trânsito do bolo alimentar, o que por sua vez estimula a produção de um fator químico chamado PYY (Peptídio YY), que promove a sensação de saciedade. Por fim, as fibras inibem a absorção intestinal de alguns ácidos graxos livres, que então se transformam em ácidos graxos de cadeia curta, que inibem a produção de insulina (ao contrário dos de cadeia longa, que estimulam a insulina).

Quem já ou viu falar em dieta paleolítica sabe que o caminho reverso para a obesidade e diabetes do tipo 2 é ingerir alimentos na sua forma original, ou seja, exatamente do jeito que a natureza os criou. E isso com certeza inclui uma enorme quantidade de fibras.

Enquanto você tiver total controle sobre suas crianças, não ofereça doces a elas. Dê frutas frescas para elas comerem. Dê água e não sucos, refrigerantes ou bebidas doces a seus filhos. Peça à escola de seu(s) filho(s) que não sirva suco a ele(s). Faça da comida de verdade a maior guloseima – este é o maior presente para suas crianças. Quanto mais cedo na vida a criança é exposta a doces (inclusive bebidas doces como sucos), mais viciada em doces ela se tornará mais tarde na vida. Lembre-se: é mais fácil educar que reeducar.

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