Medicina ortomolecular: aplicação de DMSO

Por: Andrea Nunes Higashi – Coordenadora de Educação e                                                                                      Pesquisa  Clínica Higashi –                                                                                              Ortomolecular e Nutrologia

 

Entre 1866 e 1867, na Alemanha (Stone, 1993), o químico de nacionalidade russa Alexander Saytzeff Rayton,1986) sintetizou o dimetilsulfóxido (DMSO),produzido pela oxidação do dimetilsulfureto, proveniente de alguns processos biológicos naturais, inclusive no repolho. Saytzeff descreveu sua notável capacidade como solvente em altas temperaturas, a qual foi industrialmente utilizada a partir da década de quarenta e como suplemento alimentar.

No início de 1960, o DMSO foi introduzido como substância medicinal também (Briton, 1982; Brayton, 1986). O DMSO tem ação anti-inflamatória e age como antioxidante (eliminador de radicais livres que se agregam no local da lesão). Foi também, o primeiro anti-inflamatório não-esteróide descoberto desde a aspirina.

Pesquisas feitas pelo Centro de Medicina Preventiva de Atlanta, EUA tem utilizado o DMSO efetivamento há mais de uma década. Evidenciando a ação efetiva em diferentes tipos de condições inflamatórias como artrite reumatóide, inflamação na coluna lombar, e artrite das articulações

No entanto, o DMSO não tem ação somente na inflamação mas em outras complicações que afetam a saúde como na pele (tecido conectivo), sistema neurológico, na bacterióstase, diurese, aumento da efetividade de outras medicações, resistência à infecções, vasodilatador, no relaxamento muscular, aumento da função celular, influência sobre o  colesterol sérico, efeito radioprotetor e proteção contra lesões isquêmicas (AVC isquêmico).

Tem ação também na Esclerodermia (doença rara resultante de crescimento anormal de colágeno dentro do organismo), artrite, trauma do sistema nervoso central (diminui a pressão intracraniana no traumatismo  crânio encefálico), atua como relaxante muscular, estabiliza a pressão arterial, dor, pequenos cortes e queimaduras graves (reconstruindo tecidos lesados). Um estudo mostrou que o DMSO pode retardar a velocidade de difusão do câncer, prologar a sobrevida e potencializa os efeitos quimioterápicos.

Outro estudo feito em 1996 demonstrou a ação do DMSO sobre a resistência de antibióticos em bactérias, agindo como fator que diminui a resistência de certas bactérias.

Já foram verificadas acima de trinta propriedades farmacológicas e terapêuticas do DMSO as quais resultam da sua capacidade de interagir ou combinar com ácidos nucléicos,carboidratos, lipídeos, proteínas e muitas drogas sem alterar de forma irreversível a configuração molecular (Sojka et al. 1990).A via de administração mais eficiente se dá por via endovenosa.

Leitura Complementar:

1.    M. Walker. DMSO: nature’s healer. 1993.

2.    ADAMSON, J E., HORTON, C.E., CRAWFORD, H.H., AYERS JR., W. T. The effects of dimethyl sulfoxide on the experimental pedicle flap: a preliminary report. Plast. Reconst. Surg. v. 37, p. 105-110, 1966.

3.    GORDON, D.M., KLEBERGER, K.E. The effect of dimethyl sulfoxide (DMSO) on animal and human eyes. Arch Ophthal. v. 79, p.423-427, 1968.

4.    HAIGLER, H.J., SPRING, D.D. Comparison of the effects of dimethyl sulfoxide and morphine. Ann. N.Y. Acad. Sci. v.411, p.19-27, 1983.

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