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O que é a Síndrome de Cushing, causas e tratamento

Por: tuasaúde

A Síndrome de Cushing é uma doença que ocorre devido à elevada quantidade de cortisol no sangue, causando sintomas como rápido aumento de peso e acúmulo de gordura na região abdominal e face, além do desenvolvimento de estrias vermelhas no corpo e pele oleosa com tendência à acne, por exemplo.

O diagnóstico desta síndrome, também conhecida por hipercortisolismo, pode ser feito através de um exame de sangue, de urina ou ressonância magnética, porém nem sempre é fácil chegar ao diagnóstico porque é comum que a doença seja confundida com outras doenças como obesidade e depressão.

A Síndrome de Cushing tem cura e esta pode ser alcançada através da eliminação da causa da doença, no entanto, é necessário fazer tratamento específico como diminuir o consumo de corticoides ou no caso de tumor pode ser necessário fazer cirurgia para remover o tumor.

Acúmulo de gordura no abdômen

Acúmulo de gordura no abdômen

Estrias vermelhas características da Síndrome de Cushing

Estrias vermelhas características da Síndrome de Cushing

Sintomas da Síndrome de Cushing

O sintoma mais característico dessa síndrome é a face em lua e o acúmulo de gordura na região abdominal. Além disso, outros sintomas relacionados a Síndrome de Cushing são:

  • Braços e pernas finas;
  • Aparecimento de estrias largas e vermelhas;
  • Desenvolvimento de pêlos no rosto, principalmente no caso das mulheres;
  • Aumento da pressão;
  • Diabetes;
  • Diminuição da libido e da fertilidade;
  • Fraqueza muscular;
  • Surgimento de manchas roxas.

O diagnóstico da Síndrome de Cushing deve ser feito pelo endocrinologista por meio da avaliação dos sintomas e exames laboratoriais, como a dosagem de cortisol na urina e no sangue, além do ACTH e de ressonância magnética para verificar a presença de tumor.

Como aliviar os sintomas

Para reduzir os sintomas da doença é importante manter uma alimentação pobre em sal e açúcar e comer diariamente fruta e vegetais porque são alimentos ricos em vitaminas e minerais e que ajudam a fortalecer o sistema imune. Além disso, é importante evitar locais poluídos e com muitas pessoas para diminuir as chances de infecções.

Como é feito o tratamento

​O tratamento para Síndrome de Cushing deve ser orientado pelo endocrinologista e varia conforme a causa da síndrome. Quando a doença é causada pelo uso prolongado de corticoides, é indicada a diminuição da dose do medicamento, segundo a orientação do médico e, se possível, a sua suspensão.

Quando a Síndrome de Cushing é causada por um tumor, o tratamento costuma incluir a cirurgia para remoção do tumor e depois a realização de radioterapia ou quimioterapia. Além disso, antes da cirurgia ou quando o tumor não pode ser removido, o médico pode recomendar que o paciente tome remédios para controlar a produção de cortisol.

Possíveis complicações

​Quando o tratamento da síndrome de Cushing não é realizado há risco de morte devido ao descontrole hormonal. Além disso, ter a pressão alta e o açúcar no sangue por muito tempo pode causar complicações como mau funcionamento dos rins ou dificuldade em enxergar.

Principais causas

As causas mais frequentes da síndrome de Cushing incluem o uso prolongado e em doses elevadas de medicamentos como corticoides, que geralmente, são utilizados para o tratamento de inflamações como lúpus, asma e artrite reumatoide, por exemplo.

Além disso, também pode ocorrer devido à presença de tumor na glândula pituitária, que se encontra no cérebro, levando à desregulação na produção de ACTH e, consequentemente, aumento na produção de cortisol, que pode ser detectado em altas concentrações no sangue.

Visão geral da medicina complementar e alternativa

Por Steven Novella , MD, Yale University School of Medicine

Medicina complementar e alternativa (MCA) engloba várias abordagens e tratamentos que historicamente não foram contemplados pela medicina convencional ocidental.

Muitas vezes a MCA é considerada a medicina que não se baseia nos princípios da medicina ocidental dominante. No entanto, essa caracterização não é estritamente precisa.

Provavelmente, as principais diferenças entre a MCA e a medicina tradicional dizem respeito a

  • Validação científica (se cientificamente validada, as práticas são consideradas dominantes)
  • A base de suas práticas (problema correlato)

A maioria das terapias MCA não foi validada cientificamente, e esse padrão foi usado para diferenciar os dois tipos de medicina. No entanto, o uso de alguns complementos nutricionais, frequentemente incluídos na MCA, foi cientificamente validado e pode ser considerado dominante. Algumas práticas da MCA são atualmente oferecidas em hospitais e algumas vezes reembolsadas pela medicina suplementar, o que dificulta a determinação dos limites entre a MCA e a medicina tradicional. Algumas escolas tradicionais de medicina, incluindo 45 escolas de medicina da América do Norte (Consortium of Academic Health Centers for Integrative Medicine), fornecem educação sobre MCA e medicina integrativa.

A medicina tradicional pretende basear suas práticas apenas nas melhores evidências científicas disponíveis. Em comparação, a MCA tende a basear suas práticas na filosofia — algumas vezes filosofias conflitantes e mesmo mutuamente exclusivas — e não depende de padrões rigorosos baseados em evidências.

Termos da MCA

Vários termos diferentes são usados nas práticas da MCA:Medicina complementar refere-se às práticas não convencionais utilizadas pela medicina dominante. Medicina alternativa refere-se às práticas não convencionais utilizadas em vez da medicina dominante. Medicina integrativa é cuidado da saúde que utiliza todas as abordagens terapêuticas apropriadas—convencionais e alternativas—em um sistema de referência que focaliza a relação terapêutica e a pessoa como um todo.

Até 38% dos adultos e 12% das crianças utilizaram a MCA em algum momento, dependendo da definição da MCA. Uma pesquisa National Health Interview (2012) indica que as terapias MCA mais comumente utilizadas incluem

  • Exercícios de respiração profunda (11%)
  • Yoga, tai chi e qi gong (10%)
  • Terapia de manipulação (8%)
  • Meditação (8%)
  • Yoga (6,1%)

O uso de outras terapias e abordagens MCA permanece baixo: homeopatia (2,2%), naturopatia (0,4%) e cura energética (0,5%). Uma pesquisa de 2012 informou que, nos EUA, 17,7% dos adultos utilizaram pelo menos um suplemento nutricional.

Como os pacientes se preocupam com críticas, eles nem sempre fornecem voluntariamente informações aos médicos sobre a utilização da MCA. Consequentemente, é muito importante que os médicos perguntem especificamente sobre a utilização da MCA (incluindo o uso de fitoterápicos e suplementos nutricionais) de forma aberta, sem julgar. Entender como os pacientes usam a MCA pode:

  • Fortalecer a relação e construir confiança
  • Fornecer uma oportunidade de discutir as evidências sobre a MCA e sua plausibilidade e riscos.
  • Às vezes é útil identificar e evitar interações potencialmente lesivas entre drogas e tratamentos MCA ou suplementos nutricionais.
  • Monitorar a evolução do paciente
  • Ajudar os pacientes a determinar se devem procurar profissionais específicos especializados ou diplomados em MCA
  • Aprender com as experiências dos pacientes que usam MCA

Eficácia

Criou-se, em 1992, o Office of Alternative Medicine dentro do National Institutes of Health (NIH), a fim de pesquisar a eficácia e a segurança das terapias alternativas. Em 1998, essa repartição deu origem ao National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCAM) e, em 2015, ele se tornou o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH). Outros setores do NIH (p. ex., National Cancer Institute) também subsidiam algumas pesquisas em MCA. A revisão de 2009 da pesquisa financiada pela NCCAM constatou que, nos primeiros 10 anos, a NCCAM investiu 2,5 bilhões de dólares em estudos de terapias MCA sem fornecer evidências claras da eficácia para qualquer terapia MCA.

Há três tipos de sustentação para tratamentos com MCA:

  • Eficácia dos resultados clínicos como mostrada em ensaios clínicos controlados (considerada a evidência mais forte de uso clínico)
  • Evidência de mecanismo de ação fisiológico estabelecido (p. ex., modificação da atividade do ácido gama-aminobutírico no cérebro pela valeriana), embora evidências de um mecanismo de ação fisiológico validado não necessariamente indique eficácia em desfechos clínicos
  • Uso por períodos que variam de décadas a séculos (o que se considera uma forma de evidência experimental e não confiável)

Apesar desses desafios, foram projetados e realizados muitos estudos de alta qualidade das terapias MCA (p. ex., acupuntura e homeopatia). Por exemplo, um dos estudos1 determinou ser possível usar um duplo-cego na acupuntura quando um revestimento opaco contendo um agulha penetrante ou não penetrante era usado. Outro estudo2 comparou os efeitos da acupuntura (individualizada ou padronizada) aos da acupuntura simulada utilizando um palito de dente em um guia de agulha (e o tratamento habitual). Assim, usando placebos cuidadosamente projetados, os pesquisadores podem isolar os efeitos de algumas terapias MCA da resposta clínica geral. Para que terapias MCA sejam consideradas eficazes, as evidências devem mostrar que são mais eficazes do que o placebo.

Segurança

Embora a segurança da maioria das técnicas de CAM não tenha sido clinicamente estudada, vários destes tratamentos têm um bom registro de segurança. Vários tratamentos com MCA (p. ex., plantas não tóxicas, técnicas de corpo e mente, como meditação e ioga e práticas corporais como massagens) têm sido utilizados há milhares de anos e aparentemente não têm potencial para efeitos lesivos. Entretanto, há algumas considerações de segurança, incluindo as seguintes:

  • Uso de uma abordagem alternativa para tratar uma doença com risco de vida, que pode ser tratada com eficácia de forma convencional (p. ex., meningite, cetoacidose diabética, leucemia aguda), talvez seja o maior risco da MCA, mais do que o risco direto pelo tratamento por MCA
  • Toxicidade por certos preparados de ervas (p. ex., hepatoxicidade por alcaloides de pirrolizidina, Atractylis gummifera, chaparral, têucrio, tostão ou outros, nefrotoxicidade de Aristolochia, estimulação adrenérgica por efédra)
  • Contaminação (p. ex., contaminação por metais pesados em certas preparações de ervas chinesas e ayurvédicas, contaminação de outros produtos como um PC-SPES e algumas ervas chinesas, com outras drogas)
  • Interações entre tratamentos MCA (p. ex., botânicos, micronutrientes e outros suplementos alimentares) e outras drogas (p. ex., indução de enzimas do citocromo P-450 [CYP3A4] pela erva de São João, resultando em diminuição e atividade dos antirretrovirais, imunossupressores e outras drogas), particularmente quando a droga tem um índice terapêutico estreito
  • Como ocorre em qualquer manipulação física do corpo (incluindo técnicas das principais correntes como fisioterapia), lesão (p. ex., lesão de nervo ou medula por manipulação da coluna em pacientes de risco, contusões em pacientes com distúrbios hemorrágicos)

Os sete tabus mais comuns sobre cannabis medicinal

Por: terra.com.br

O uso da cannabis medicinal é um tema que tem ganhado mais espaço na sociedade e também nos órgãos públicos. A planta e seus extratos têm sido aliados para o tratamento e alívio de sintomas de diferentes condições e doenças para pessoas no mundo inteiro. Mas existem muitas dúvidas sobre esse tratamento terapêutico. As médicas Paula Dall’Stella, que é pós-graduada em neuro-oncologia, pioneira na prescrição de cannabis medicinal no Brasil e conselheira técnica da plataforma Dr. Cannabis, e Ana Gabriela Hounie, doutora em medicina e PhD e especializada em TOC e Síndrome de Tourette, mapearam os 7 tabus mais comuns sobre o uso da cannabis medicinal.

1) Usar cannabis medicinal pode alterar a percepção da realidade?

Sim, pode acontecer. Essa questão é delicada, pois existem vários fatores. Às vezes a dose terapêutica do canabinoide THC é muito semelhante à dose intoxicante e o uso do Canabidiol, o CBD, pode atenuar esses efeitos. Portanto, é um efeito colateral que pode acontecer dependendo da dose e com qual canabinoide está sendo feito o tratamento. Já os produtos à base de CBD não causam alteração da percepção da realidade e estão mais relacionados a efeitos ansiolíticos e antidepressivos.

Segundo a Dra. Ana Gabriela, se o paciente usa um produto com THC em uma proporção maior do que o CBD ou se a pessoa for sensível, ela poderá ter a sensação de sedação, relaxamento ou distanciamento da realidade. “Se o paciente não tiver conhecimento de que estes sintomas podem ocorrer, isto poderá deixá-lo ansioso, porém se for informado de que são sensações passageiras e que em algum tempo irá passar, ele poderá sentir-se bem. Lembrando que pessoas com traços de ansiedade poderão ter os sintomas aumentados ao usarem produtos com muito THC em sua composição. Nesse caso, para estes pacientes, o mais indicado são produtos com alta concentração de CBD e baixo teor de THC”, explica Gabriela.

2) Cannabis medicinal mata neurônios?

Não. A cannabis é neurogênica, ou seja, estimula a formação de novas sinapses ou, em palavras mais simples, promove o nascimento de novos neurônios. Além disso, os canabinoides possuem propriedades antioxidantes e neuroprotetoras que, justamente, preservam neurônios.

3) Qualquer doença pode ser tratada com cannabis?

Não. A cannabis pode ajudar em uma série de doenças e sintomas, mas não todos. As doenças agudas não são tão beneficiadas do tratamento com cannabis, por exemplo. Podemos dizer que no universo das doenças crônicas, talvez sim, pois as propriedades anti-inflamatórias dos canabinoides são relevantes no contexto em que toda doença crônica tem um componente inflamatório.

4) Só se usa cannabis medicinal em óleo?

Não. Este é mais um dos 7 tabus sobre a cannabis medicinal. Existem várias formas de apresentação dos produtos medicinais à base de cannabis. Existem cremes, pomadas, supositórios, cápsulas e entre outras formas de administração. Os canabinoides podem ser administrados pelas vias intradérmica, retal, sublingual, inalatória e oral. Para cada indicação existe uma forma diferente de manufatura.

5) A cannabis medicinal é legal no Brasil?

Sim. Hoje qualquer paciente com uma doença crônica pode conseguir tratamento com a cannabis medicinal. E há produtos nacionais, que são artesanais, e os importados.

6) Cannabis medicinal não tem efeitos colaterais?

Falso. Embora os produtos com canabinoides ofereçam poucos efeitos colaterais e sejam produtos para uso médico bastante seguro, existem efeitos colaterais. Isso acontece como qualquer outro medicamento em contato com o organismo. Os efeitos colaterais mais comuns relacionados ao tratamento com cannabis medicinal dependem dos canabinoides determinados para o tratamento. Por exemplo, se a escolha for por um medicamento com alto teor de CBD, os efeitos colaterais podem ser sonolência, questões gastrointestinais, e se houver a interação medicamentosa com outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Já os produtos com alto teor de THC, dependendo da dose, podem apresentar sintomas como euforia, angústia, ansiedade, sonolência, aumento da frequência cardíaca e hipotensão.

Importante: Todos os efeitos colaterais estão relacionados a doses altas. Em doses baixas, os efeitos colaterais são menores e muito mais suportáveis pelos pacientes.

7) O cultivo é legal no Brasil?

Sim. Há três situações para analisar o plantio de cannabis no Brasil: autocultivo para pacientes conquistado por via judicial; plantio individual; plantio para pesquisas e fabricação de medicamentos.
Apesar de existir a aprovação do autocultivo para alguns pacientes em caráter de exceção, no Brasil ainda não é permitido o plantio individual ou o plantio para pesquisa e fabricação de medicamentos.

Website: https://drcannabis.com.br

Mudança de conceitos reforça a importância dos suplementos nutricionais

Comunidade científica passa a ver os suplementos como recursos fundamentais não somente para melhora de desempenho esportivo, como também para promoção de saúde e qualidade de vida

Por: Euatleta

Os suplementos nutricionais têm sido assunto de muitas discussões científicas, como também se constituem em uma fértil área de pesquisa dentro das ciências do esporte. Importantes centros e grupos de pesquisa em todo o mundo têm abordado este assunto em seus projetos nas últimas décadas. Como se trata de uma área que podemos considerar nova, muitas entidades manifestam cautela em preconizar e mesmo estimular sua indicação.

Uma dessas entidades que sempre procurou ser comedida na indicação do uso dos suplementos foi o Comitê Olímpico Internacional (COI). Os pareceres e consensos publicados pelo COI a respeito dos suplementos, até então, foram bastante cautelosos. Cabe lembrar que sempre houve um grande receio do problema da contaminação dos suplementos com substâncias proibidas, o que sem dúvida representava um grande risco para os atletas em decorrência do controle antidopagem, como também um receio de prejuízo para a saúde dos próprios atletas amadores.

Até o Comitê Olímpico passou a reconhecer a importância de suplementar a alimentação — Foto: iStock Getty Images

Até o Comitê Olímpico passou a reconhecer a importância de suplementar a alimentação — Foto: iStock Getty Images

Com o maior e mais rígido controle que passou a existir nas fábricas, e também com o grande número de evidências científicas demonstrando os benefícios dos suplementos, o próprio COI reviu recentemente sua posição. Para este propósito, reuniu em um evento cerca de 25 cientistas pesquisadores da área do mundo todo em Lausanne na Suíça em 2017. Desse evento originou-se um artigo científico publicado em março de 2018 no British Journal of Sports Medicine estabelecendo um consenso sobre os suplementos nutricionais, com a confirmação e mesmo indicação de uso dos principais.

Além disso, o Doutor Ronald Maughan, que pode ser considerado a maior autoridade mundial em nutrição esportiva escreveu um editorial nessa mesma revista, introduzindo a publicação com o título: “IOC Medical and Scientific Commission reviews its position on the use of dietary supplements by elite athletes” (A comissão médica e científica do COI revê sua posição sobre o uso dos suplementos nutricionais para os atletas de elite).

Sem dúvida, estes pareceres reforçam a importância dos suplementos nutricionais, que cada vez mais se mostram recursos fundamentais não somente para melhora de desempenho esportivo, como também para promoção de saúde e qualidade de vida.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. www.drturibio.com. — Foto: EuAtleta

Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. www.drturibio.com. — Foto: EuAtleta

Lipossoma

Lipossomas, o mais comum dos vetores de transporte não-viral de genes, são pequenas vesículas esféricas formadas por bicamadas concêntricas de fosfolipídios que se organizam espontaneamente ou por ultra-sons em meio aquoso em que o componente da solução usada (íons, moléculas) pode preencher a cavidade do interior do lipossoma. Tais partículas são consideradas uma excelente forma de sistema de liberação controlada de medicamentos ou substâncias biologicamente ativas devido a sua flexibilidade estrutural seja no tamanho, composição e fluidez da bicamada lipídica, como na sua capacidade de incorporar uma variedade de compostos tanto hidrofílicos como hidrofóbicos.

Os lipossomas foram descobertos no início da década de 60, através de estudos da hidratação de filmes lipídicos depositados nas paredes de um frasco de vidro. Tal experimento foi realizado pelo Dr. Alec Bangham, mas quem primeiro utilizou o termo lipossoma (corpo gorduroso), para designar as estruturas vesiculares formadas por bicamadas fosfolipídicas com um compartimento aquoso em seu interior, foi Weissman em 1965.

Os lipossomas podem ser classificados tanto com relação ao seu tamanho e número de lamelas quanto a sua interação com o meio biológico. De acordo com os diametros médios em três categorias:

  • Vesículas Multilamelares (MLV – Multilamelar Vesicles): formas lipossomais formadas por bicamadas fosfolipídicas concêntricas intercaladas por compartimentos aquosos, cujo diâmetro varia de 400 a 3500 nm.
  • Vesículas unilamelares grandes (LUV – Large Unilamelar vesicles): formas lipossomais constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica, mas com uma grande cavidade aquosa. Diâmetro varia de 200 a 1000 nm.
  • Vesículas unilamelares pequenas (SUV – Small Unilamelar Vesicles): formas lipossomais constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica e um pequeno compartimento aquoso. Diâmetro varia de 20 a 50 nm (Scarpa et al.,1998).

De acordo com a carga, lipossomas podem ser classificados como catiônicos (carga positiva), aniônicos (carga negativa) e neutros (sem carga). Lipossomas catiônicos são os mais frequentemente utilizados na terapia gênica humana, pois o DNA possui uma carga efetiva negativa.

Quando comparado a vetores virais, os lipossomas apresentam muitas vantagens como a não patogenicidade, a não indução a resposta imune e a fácil produção. No entanto, a rápida duração da expressão genética e o baixo nível de expressão transgênica são as suas principais desvantagens.

De acordo com a interação com o meio biológico, os lipossomas podem ser caracterizados por possuírem interação não-específica com os fluidos biológicos (lipossomas convencionais), lipossomas estericamente estabilizados (longa duração) e com ligantes de direcionamento incorporados à estrutura (sítio-específicos). O primeiro grupo é caracterizado por possuir um fosfolipídios estrutural adicionado de um colesterol e um lipídeo com carga. Já o segundo grupo possui, além dos constituintes presentes no primeiro, uma cobertura por um polímero hidrofílico inerte, como o polietilenoglicol (PEG), à superfície. Os ligantes de direcionamento presentes no terceiro grupo podem ser anticorpos monoclonais ou oligossacarídeos.

O uso de formas lipossomais, como sistemas de liberação lenta de medicamentos, é viável clinicamente por serem tipicamente feitos de moléculas lipídicas de origem natural, biodegradável e não tóxica. Os lipossomas podem proteger o fármaco de degradação enzimática, possibilitam o aumento da concentração da droga no sítio alvo, podem ser utilizados como excipientes não tóxico para a solubilização de fármacos hidrofóbicos, além de prolongar o tempo da vesícula na circulação, permitindo um possível direcionamento para sítios específicos de células ou órgãos. Alguns problemas relacionados aos lipossomas têm sido a rápida liberação no sangue, devido a adsorção de proteínas do plasma (opsoninas) com a membrana fosfolipídica, como também reconhecimento e captação dos lipossomas pelo sistema fagocítico mononuclear (SFM). A habilidade dos lipossomas para penetrar nos tecidos doentes está diretamente correlacionada com o seu tamanho. Lipossomas grandes são rapidamente removidos da circulação por macrófagos (SFM) e não se obtém significantes níveis nos outros tecidos do corpo, enquanto lipossomas pequenos (≤ 100 nm) demoram um pouco mais para serem reconhecidos e fagocitados, aumentando a probabilidade dos mesmos de penetrarem os tecidos.

Alguns lipossomas que encapsulam fármacos e vacinas exibem superior propriedades farmacológicas sobre os medicamentos tradicionais. Isso pode ser evidenciado em áreas como quimioterapia do câncer, terapia antimicrobiana, vacinas, diagnóstico por imagem e tratamento de desordens oftálmicas.

Referências

  • Jacome-Junior, A.T. Desenvolvimento de formas lipossomais contendo levana. Tese de mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2006. 67f.
  • Lasic, D. D. Novel application of liposomes. Trends in Biotechnology, 16, 307-321, 1998.
  • Medina, O.P.; Zhu, Y.; Kairemo, K. Target liposomal drug delivery in cancer. Current Pharmaceutical Design, v. 10, n. 24, p. 2981-2989, 2004.
  • Ramesh, R.; Saeki, T.; Templeton, N.S.; Ji, L.; Stephens, L.C.; Ito, I.; Wilson, D.R.; Wu, Z.; Branch, C.D.; Minna, J.D.; Roth, J.A. Successful treatment of primary and disseminated human lung cancers by systemic delivery of tumor suppressor genes using an improved liposome vector. Mol Ther, 3:1–14, 2001.
  • SANTOS, C.N. e CASTANHO, M.A.R.B. Lipossomas: A bala acertou?, Química Nova, v. 25, 6B, p. 1181-1185, 2002.
  • Torchilin VP. (2006) Adv Drug Deliv Rev. 58(14):1532-55, 2006

Sobre o Dr. Hans Nieper e a Fosfoetanolamina

Por: Giseli Santos

Não é tão fácil falar sobre a substância FOSFOETANOLAMINA, como muitos imaginam.
A molécula foi isolada, pela primeira vez, em 1936, por EDGAR LAURENCE OUTHOUSE, na Universidade de Toronto, Canadá.

Passou a ser estudada, desde então e foi SINTETIZADA PELA PRIMEIRA VEZ pelo médico alemão NA DÉCADA DE 60, Hans Nieper (ou seja, há quase SESSENTA ANOS).

De lá para cá, não são poucos os cientistas que estudam essa substância. São muitos, NO MUNDO INTEIRO, alguns produzindo através de suas próprias rotas de sínteses, como fez o Professor Gilberto Chierice e Dr. Otaviano Mendonça, juntamente à sua Equipe.

Por isso e mais um pouco de leitura, pesquisa e estudos que não cabem neste POST, mas estão em toda a rede, é que afirmamos que não existe UMA síntese VERDADEIRA, UMA síntese que cura todos os tipos de câncer e apenas UMA síntese que funciona.

Existem VÁRIAS SÍNTESES à disposição, algumas muito boas que, inclusive auxiliam quem faz tratamentos convencionais, outras não tão boas assim e, algumas, BEM RUINS e até mesmo TÓXICAS.
Portanto, cuidado.

Se tem interesse em conhecer as sínteses disponíveis, as mais confiáveis e as que são TÓXICAS, acesse o grupo de apoio a pacientes oncológicos no Facebook, “E Seu Direito Saber, É Seu Direito Escolher” em https://www.facebook.com/groups/seudireitosaber/ e veja os RELATOS, EXAMES e OPINIÕES dos pacientes do grupo sobre cada uma delas.

Já há ESTUDOS E EVIDÊNCIAS INDICANDO que a fosfoetanolamina auxilia a tratar DIVERSAS PATOLOGIAS CRÔNICAS e não “apenas o câncer”

O câncer e outras patologias crônicas não são uma brincadeira e, menos ainda, “negócio” ou “fonte de renda” para àqueles que disseminam mentiras para atender interesses pessoais.

O câncer é UM CONJUNTO DE DOENÇAS e, por esse motivo, o tratamento deve ser realizado de FORMA MULTIDISCIPLINAR (vários profissionais e vários tratamentos agindo em harmonia buscando o mesmo objetivo).
O nome disso é RESPONSABILIDADE COM O PACIENTE, ainda que essa verdade doa (favor ler o artigo “Melhor a verdade que choca do que a mentira que mata, matéria do nosso blog em https://www.eseudireitosaber.com.br/…)

Vamos ler, estudar e pesquisar antes de sair reproduzindo a fala da ignorância?
Vamos AMPLIAR a visão e mostrar ao mundo que a substância FOSFOETANOLAMINA, presente em VÁRIAS SÍNTESES, funciona e muito bem, ao invés de continuar com essa retórica sem fundamento científico de que só há uma fosfo verdadeira em uma época de evolução científica em que CIENTISTAS DO MUNDO INTEIRO ESTUDAM E SINTETIZAM ESSA SUBSTÂNCIA há quase SESSENTA anos e várias estão sendo comercializadas com autorização das agências regulatórias dos Países em que são produzidas, laudo toxicológico, relatos e exames de eficácia e evidências comprovadas por exames (documentos) de casos de remissão?

Somos brasileiros, temos orgulho de nossa Equipe de Pesquisadores, mas não podemos ser hipócritas e compactuar com a mentira.

Não podemos nos apoderar do que é da ciência repetindo o mantra de que “só o MEU FUNCIONA”.

Que mentalidade pequena é essa? Que maldade e egoísmo tão prejudiciais aos pacientes são esses? De onde surgiu tão tacanha informação se os criadores da síntese brasileira, Dr. Gilberto Orivaldo Chierice e Dr. Otaviano Mendonça JAMAIS foram levianos em dizer isso?

A MENTIRA, O EGOÍSMO, A GANÂNCIA E O ORGULHO NÃO VÃO VENCER A FOSFOETANOLAMINA E MUITO MENOS O DIREITO DOS PACIENTES EM UTILIZÁ-LA E TEREM QUALIDADE DE VIDA!!!

Não é mentindo e escondendo informações das pessoas que conseguiremos a liberação da síntese brasileira como medicamento pelo SUS. Muito pelo contrário: apoiando sínteses que são EFICAZES e SEGURAS sejam lá de que marcas forem, ampliaremos o arcabouço de relatos e provas de que a substância funciona SIM e vamos, cada vez mais, abrindo caminhos para a síntese brasileira que é, na verdade, APENAS UMA DAS MUITAS QUE EXISTEM.

Por fim, se desejamos que os Pesquisadores brasileiros sejam respeitados, SEJAMOS EXEMPLO e respeitemos as pesquisas de outrem.

Para começar, conheçam o Dr. Hans Nieper, quem foi, sua contribuição para a medicina e, em relação a nossa causa, o tesouro chamado “síntese de fosfoetanolamina” que deixou para que O MUNDO INTEIRO pudesse se basear e desenvover sínteses melhores e cada vez mais puras e eficazes.

E que venham MAIS!!!

Ganham os PACIENTES devido às inovações que surgem, ganha a CIÊNCIA, ganha a FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA e ganha o bolso de quem precisa ter acesso rápido porque a CONCORRÊNCIA entre os fabricantes causa um EFEITO INEVITÁVEL: A QUEDA DE PREÇOS!!!

Quanto menos marcas, mais há abusos.
Quanto mais marcas, melhor para nós que teremos opções de escolha e condições de acesso.
E que bom que não existe apenas um José no mundo, não é mesmo?

Conheçam Hans Nieper, o médico alemão que iniciou tudo isso e deixou para o mundo a possibilidade de os cientistas fazerem, de sua obra, uma opção cada vez mais pura, segura e eficaz.
Afinal A CIÊNCIA EXISTE PARA MELHORAR O QUE JÁ É BOM E PARA PROMOVER AS EVOLUÇÕES E AJUSTES NECESSÁRIOS.

Colaboremos com a Ciência!
Colaboremos com a VIDA!

E, PRINCIPALMENTE, colaboremos com o sonho do Professor Gilberto e Equipe para que a síntese brasileira se torne medicamento mas, por favor, PELO CAMINHO DA VERDADE PORQUE SOMENTE ESSE SE PERPETUA.

Boa leitura e aproveitem porque o que salva não é nenhum tratamento mágico, mas sim, TODO O CONHECIMENTO que pudermos adquirir.

Até o próximo texto!!!

Dr. Hans Nieper

Dr. Hans Nieper nasceu em 23 de maio de 1928, em Hannover, Alemanha. Ambos os pais eram médicos. Seu bisavô foi o fundador do hospital mental em Ilten, perto de Hannover. Seu avô era um cirurgião bem conhecido em Goslar.

Dr. Nieper foi um ativo médico internista em Hannover e diretor de medicina do aclamado hospital Silbersee Paracelso. Os pacientes que procuram a sua ajuda vêm de todos os continentes, predominantemente América do Norte, Europa, África do Sul e Austrália. Internacionalmente, ele tornou-se um dos médicos mais conhecidos nas áreas de doenças cardíacas, esclerose múltipla, metabolismo mineral e eletrolítico, envelhecimento e na prevenção de doenças cardíacas.

Dr. Nieper estudou em Mainz, Friburgo e Neuchâtel entre 1946 e 1952. Ele completou os exames de doutoramento “Summa Cum Laude”, em Hamburgo, com a explicação da chamada sarcoidose de Boeck como uma doença auto-imune. Na época, em princípio tal doença ainda era considerada uma utopia fabricada – hoje uma é uma realidade reconhecida.

Nas décadas seguintes, o Dr. Nieper trabalhou em vários institutos médicos e laboratórios de pesquisa do câncer, na Alemanha, incutindo nele a certeza de que a terapia do câncer praticada até então (tratamento do câncer com substâncias venenosas citostáticas) estava predominantemente no caminho errado. Como um internista, ele se envolveu na investigação científica de questões importantes no campo da imunologia e, juntamente com um químico alemão muito conhecido, Dr. Franz Choler, ele descobriu e desenvolveu vários curativos novos na área de saúde, que mais tarde criou as bases para a sua fama mundial.

Os desenvolvimentos do Dr. Nieper incluem os “transportadores minerais”, Aspartatos, Orotatos, Arginatos e 2-AEP.

Dr. Nieper tornou-se o descobridor do único produto oficialmente declarado na Alemanha como medicamento contra a esclerose múltipla.

Por volta do fim de 1960, Dr. Nieper foi para Aschaffenburg, para o laboratório do cardiologista de renome, Professor Kj. Blumberger, onde ele começou a introduzir aspartatos de potássio e magnésio na terapia cardíaca.

Por causa de seu extenso estudo de métodos não-tóxicos para o tratamento a longo prazo do câncer, ele se tornou uma testemunha chave de poderosas organizações americanas de direitos civis, opostas à medicina “ortodoxa” tóxica e da terapia regulada pelo governo. Por esta razão, os seguidores do Dr. Nieper nos países de língua Inglesa, é contado na casa dos milhões, e sua influência em todos os campos é bastante acentuada. Ele tem uma estreita amizade com um grande número de cientistas e artistas de renome, incluindo o pesquisador americano Dr. Dean Burk, discípulo do conhecido ganhador do duplo prêmio nobel de Berlim, Otto Warburg.

A introdução de rotina da terapia de selénio para a proteção do coração, a introdução do chamado “deshielding” ou terapia de desbloqueamento do câncer com enzimas do abacaxi e beta-caroteno, e os modernos “des-sodificação” de tumores cancerosos representam apenas uma fase das suas novas atividades clínicas práticas. Também a limpeza, à base de enzimas, das artérias coronárias e das artérias das pernas é bastante notável. No ano de 1971, o Dr. Nieper, como resultado de suas próprias investigações, introduziu rotineiramente o beta-caroteno para o tratamento e proteção contra o câncer. Na época, ele foi frequentemente ridicularizado, hoje este método é totalmente aceito na literatura científica do mundo como um dos métodos mais eficazes disponíveis.

Por volta de 1980, o Dr. Nieper chegou à conclusão científica de que uma defesa muito eficaz contra o câncer, pelo próprio organismo, deveria ser explicada em termos de “reparação do gene”, e não como uma defesa imunológica apenas. Logo depois, substâncias de reparação dos genes anti-câncer foram encontrados no homem, bem como em outras espécies, tais como em plantas e insectos. Isto tem provado ser uma virada decisiva na luta contra o câncer.

Já em 1946, o Dr. Nieper tornou-se crítico de certos aspectos das teorias predominantes na física. Em 1953, ele desenvolveu a chamada teoria de blindagem de efeitos gravitacionais, e reintroduziu o éter, “abolido” por Einstein. Em 1970, com a ajuda de amigos americanos, como a Fundação McNaughton de San Francisco, o fundador da AMPEX, A.M. Pontiatoff, e do Centro do Cérebro Telluron, em Santa Monica, ele ainda desenvolveu suas idéias sobre a gravidade. Por causa de seus resultados, em 1973, ele foi apresentado ao Senado dos EUA. Não havia mais progressos em 1977, depois de uma sessão na NASA-AMES em Moffett Field, na Califórnia, entre cientistas de renome, incluindo o Dr. Arthur D. Alexander. Lá o Dr. Nieper concebeu a chamada teoria almofada perisolar do campo Tachyon. (Explicação completa na Revolução do Dr. Nieper em Medicina, Tecnologia e Sociedade, um livro de 384 páginas que está disponível em inglês, alemão e francês, onde trata os avanços no conhecimento de hoje em vários campos, tais como a conversão da Energia do Campo Gravitacional e explica a relação indissolúvel entre a energia celular do corpo e a nossa própria saúde pessoal.)

No geral, Dr. Nieper publicou cerca de 360 artigos e ensaios e detém 131 patentes internacionais.

Dr. Nieper é agora o Presidente Honorário da Associação Alemã de Energia do Campo Vácuo e Física, depois de fundar e presidir a Associação há 17 anos. Mais tarde, ele também co-fundou a Associação Americana de Energia dos Campos Gravitacionais. Estas são as primeiras associações do mundo dedicada à tecnologia de energia do espaço.

Na Alemanha, ele é o fundador e foi o primeiro presidente por 5 anos, da Sociedade Alemã de Oncologia. Esta sociedade do câncer biológicamente orientada, cresce tremendamente e é agora a maior sociedade de câncer em toda a Europa. Ele também é membro vitalício da Sociedade Alemã de Cientistas Naturais e médicos.

Nos EUA, o Dr. Nieper é um membro ativo da New York Academy of Sciences, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o American College of Nutrition e outras sociedades. Ele foi presidente honorário da Academia Internacional de Medicina Preventiva por dois anos e é também Diretor Honorário desta academia, juntamente com o duplo premiado com o Nobel, Linus Pauling e com o químico Roger Williams. Ele é, além disso, um membro honorário do Centro de Ciências da Fronteiras, da Universidade de Temple, Filadélfia.

No Canadá, ele é um membro da Associação Planetária para Energia Limpa.

Na França, ele é um membro da Société Agressologie, dirigido por seu amigo, Henri Laborit.

Dr. Nieper morreu durante o sono em 21 de Outubro de 1998. Embora esta seja uma grande perda para a comunidade global da área da saúde, ele deixou para trás uma riqueza de informações que será benéfica para as gerações vindouras.

Traduzido por Marden Carvalho do site Membrane Integrity Factor

Atletas – A importância dos minerais

Ao lado das vitaminas, essas substâncias são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas do corpo

O consumo adequado de energia, macronutrientes (proteínas, carboidratos e lipídeos) e de micronutrientes (vitaminas e minerais) é fundamental para a manutenção da performance, da composição corporal e da saúde dos indivíduos.

As vitaminas e os minerais participam de processos celulares relacionados ao metabolismo energético, contração, reparação e crescimento tecidual e muscular; defesa antioxidante, resposta imune , ritmo cardíaco, condução do impulso nervoso, transporte de oxigênio e saúde óssea. Apesar de sua relativa escassez na dieta e no organismo, os minerais, juntamente com as vitaminas, são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas.

As necessidades de minerais podem ser atendidas por uma dieta variada e equilibrada, através de um “prato colorido”. Os sais minerais são substâncias inorgânicas, ou seja, não podem ser produzidos por seres vivos. Os mais conhecidos :

MINERALRECOMENDAÇÕESFONTE ALIMENTARFUNÇÃO
Cálcio1000 mgLeite, iogurte, queijos, peixes, gema do ovo, hortaliças verdes,
gergelim e feijão
– Formação de tecidos, ossos
e dentes;
– age na coagulação do sangue e na oxigenação dos tecidos;
– combate as infecções e mantém o equilíbrio de ferro no organismo.
Cromo35 mg – homens 
25mg – mulheres
Frutos do mar, carne, cereais
integrais, nozes e grãos
– Atua no metabolismo da glicose e das gorduras.
– Possui atividade farmacológica notável a nível da tolerância da glicose nos tecidos humanos.
Cobre900 ugFrutos do mar, cereais integrais, curry, fígado e
gérmen de trigo
– Formação do sangue e dos ossos
– liberação de energia dos alimentos
– produção de melanina
– faz parte da enzima antioxidante superóxido dismutase.
Flúor4 mg – homens
3mg – mulheres
Água potável fluoretada– Forma ossos e dentes
– previne dilatação das veias
– cálculos da vesícula e paralisia
Iodo150 ugSal iodado, frutos do mar (como peixes, moluscos e e crustáceos), leite, verduras folhosas e frutas– Necessário para a produção do hormônio da tireoide.
– envolvido na taxa de metabolismo, crescimento e reprodução.
Ferro8 mg – homens
18 mg – mulheres
Gema de ovo, fígado, carnes e vísceras de cor vermelha, leguminosas, vegetais verdes e folhosos– Formação da hemoglobina;
– atua como veiculador do oxigênio para todo o organismo
Magnésio420 mg homens
320mg mulheres
Gérmen de trigo, nozes, damasco, tofu, água de coco, camarão, cereais integrais, soja, acelga, quiabo– Atua na formação dos tecidos, ossos e dentes
– ajuda a metabolizar os carboidratos;
– controla a excitabilidade neuromuscular
Manganês2,3 mg – homens
1,8 mg – mulheres
Cereais integrais, castanhas, nozes, chás, avelã, soja, tofu e vegetais verdes folhosos– Importante para o crescimento
– intervém no aproveitamento do cálcio, fósforo e vitamina B1
Molibdênio
45 ugGérmen de trigo, feijão, vegetais verdes folhosos, fígado e cereais integrais– Participa de varias enzimas,
– metabolismo do DNA e de mecanismos de excreção de ácido úrico
Fósforo700 mgLeite, peixe, fígado, ovos e feijão– Atua na formação de ossos e dentes;
– indispensável para o sistema nervoso e o sistema muscular
– junto com o cálcio e a vitamina D, combate o raquitismo
Selênio55 ugCereais integrais, castanha do Pará, frutos do mar, semente de girassol, carne e algasFunção antioxidante
Zinco11 mgPão integral, frutos do mar, feijão, carne magra, semente abóbora, nozes, leite, iogurte e queijo– Atua no controle cerebral dos músculos
– ajuda na respiração dos tecidos
– participa no metabolismo das proteínas e carboidratos
– necessário para a ação de enzimas
– saúde do sistema imunológico
– maturação sexual masculina
– crescimento e formação de tecidos
Potássio
4,7 gFrutas secas, frutas frescas, banana, cítricas, vegetais crus ou cozidos, vegetais verdes folhosos e batata– Manutenção do líquido intracelular,
– contração muscular,
– condução nervosa,
– freqüência cardíaca,
– produção de energia
– síntese de proteínas e ácidos nucléicos.
Sódio
1,5 gSal de cozinha, carnes e produtos com base de carne, embutidos, queijos, bacon, sopa, vegetais enlatados, pão e cereais matinais– Equilibra os líquidos corporais,
– juntamente com o potássio e cloreto,
– manutenção do equilíbrio ácido básico,
– excitabilidade de músculos
– controla a pressão osmótica.

* A Ingestão Diária Recomendada (IDR) ou Referência de Ingestão Diária (RID) do inglês Reference Daily Intake (RDI) é o nível de ingestão diária de um nutriente que é considerado suficiente para atender as exigências de 97-98% de indivíduos saudáveis em todos os lugares dos Estados Unidos (onde foi desenvolvido, mas desde então tem sido utilizado em outros lugares).

Cristiane Perroni é nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em Obesidade e Emagrecimento. Tem especialização
em Nutrição Clínica pela UFF e trabalha com consultoria e
assessoria na área de nutrição.

Imunidade x Treino

Todo atleta é saudável, certo? Errado!

Por: Dr. Thiago Ferreira

O alto rendimento, a alta intensidade nos treinos e a necessidade de resultados faz com que os atletas profissionais (e os que buscam o profissionalismo) exponham seus corpos a condições extremas de desgaste, provocando alterações em vários sistemas do organismo, favorecendo assim o aparecimento de quadros infecciosos e lesões.

Não existe, portando, alto rendimento sem algum prejuízo para o corpo.

Muito se fala sobre os benefícios do exercício físico sobre o sistema imunológico, mas como isso acontece?

Bom, primeiramente vamos entender o sistema imunológico. Ele é dividido basicamente em 2 partes, chamadas de:

– Sistema imunológico celular: Formado pelas células de defesa, onde as principais são os linfócitos (B e T), os macrófagos e as células natural killer.

Nesse sistema, os microrganismos estranhos ao nosso corpo são captados, degradados e apresentados às células de defesa, que produzem uma resposta específica contra cada um.

– Sistema imunológico humoral: Formado por citocinas e anticorpos.

Nesse sistema, as citocinas são responsáveis pela sinalização dos processos inflamatórios e infecciosos enquanto os anticorpos são produzidos pelos plasmócitos (linfócitos B modificados), especificamente contra o agente agressor identificado.

O exercício físico parece interferir e modificar o número e a ação das células de defesa. Pessoas que treinam regularmente têm menor probabilidade de desenvolverem doenças que atingem as vias respiratórias, quando comparadas a pessoas sedentárias. Por outro lado, pessoas que se exercitam acima das próprias capacidades apresentam o mesmo risco ou até mais de desenvolverem tais doenças, quando comparadas aos sedentários. Essa situação é chamada de overtraining e infecções como resfriados, sinusites e otites podem ser o primeiro sinal que alguma coisa está errada com o treino ou com a recuperação. Outros sinais perceptíveis de overtraining são: queda do desempenho nas competições, incapacidade de manter as cargas de treino, fadiga persistente, dificuldade de dormir e alteração do humor.

O aumento do número de linfócitos pode ser observado em treinos intensos, com baixa duração. Esse aumento parece ter relação com a liberação de adrenalina durante o exercício mas não se mantém após o término da atividade. Normalmente após 1 hora do fim da atividade física, o número de linfócitos volta ao normal.

Em atividades de longa duração, essa queda pós atividade é mais intensa, levando a uma diminuição do número de linfócitos a um valor inferior ao do início do exercício e essa queda pode se manter por até 24 horas, em alguns casos. Essa maior queda parece ter relação com a liberação de cortisol e também com a falta de glutamina, consumida pelo exercício.

Já as células natural killer também têm o seu número aumentado durante o início da atividade física, porém a sua atividade continua aumentada por mais tempo do que a dos linfócitos, após o fim do treino.

As imunoglobulinas circulantes no sangue não têm a sua concentração alterada pelo exercício. Porém, as imunoglobulinas presentes na saliva, na lágrima e na mucosa oral, principalmente um subtipo chamado IgA, têm as suas concentrações diminuídas após atividades longas, executadas em nível intenso ou extenuantes. Isso torna-se um problema para os atletas pois normalmente essas imunoglobulinas fazem parte da primeira barreira imunológica contra infecções.

Outras células de defesa, chamadas de polimorfonucleares, têm um aumento após o início do exercício e, quando este se prolonga por mais do que 30 minutos, um segundo pico de polimorfonucleares acontece entre 2 a 4 horas após o fim do treino.

Desta forma, quando a atividade física é programa e adequada ao indivíduo, o seu efeito é benéfico para o corpo. Treinos com intensidade moderada ou curtos com alta intensidade, promovem estimulação do sistema imunológico, além de promoverem relaxamento  e sensação de bem estar física e psicológica. Esse efeito benéfico tem relação principalmente com o aumento do número de linfócitos circulantes, que pode durar por até 24 horas após o treino.

Além do exercício programado, a dieta, o controle do peso corporal e o descanso (sono), são fundamentais para o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Por: http://www.danichristoffer.com/blog

A prática de atividade física intensa, seja para atletas profissionais ou amadores, pode trazer algumas patologias, é o corpo reagindo à baixa imunidade.

Segundo a Endocrinologista e parceira do Blog Dra. Saliha Mello, “Não existe sinal ou sintoma específico de imunidade baixa. O que se costuma ver na prática clínica diária são indivíduos aparentemente saudáveis, ou seja, sem nenhuma doença crônica, mas que apresentam infecções de repetição, como resfriados, gripes, sinusite, pneumonia, entre outros. Na mulher as principais queixas relacionadas à queda da imunidade são a candidíase vaginal, (um desequilíbrio da própria flora vaginal da mulher) e infecção urinária. Herpes vírus também é comum nesses casos. Além da queda de cabelo, cansaço inexplicável, unhas quebradiças”.

Como são sintomas encontrados em diversas outras patologias (doenças), precisamos que um médico avalie se são resultado mesmo de uma imunodeficiência ou outra coisa. E nada de se automedicar, sem saber!

Mas o que será que fazemos de errado? Quais as causas da baixa imunidade? Dra. Saliha explica que nem sempre somos culpados, ela pode ocorrer como resposta do corpo à doenças crônicas como diabetes, lupus e o seu tratamento, HIV, doenças reumatológicas em geral, câncer e quimioterapia, o estresse emocional, má alimentação, privação de sono, abuso de álcool e uso de outras drogas ou simplesmente pelo excesso de exercícios físicos.

Mas calma, praticar esportes por si só não vai baixar sua imunidade, o excesso de treino e de atividades físicas em geral isso sim, pode contribuir para uma queda no sistema de defesa do organismo.

Por isso a queda de imunidade é mais observada em atletas de alta performance, como maratonistas e triatletas. Mas nada impede que praticantes de outras modalidades também possam ter, em algum momento, uma imunodepressão.

Imunidade Baixa

Os corredores de curta distância geralmente não precisam se preocupar. No entanto, os de longas distâncias, que correm meia maratona ou uma maratona inteira, por exemplo, já precisam ficar alertas aos sinais do corpo.

“O que acontece é que, seja qual for o exercício físico, ele vai causar uma ruptura das fibras musculares, que serão regeneradas posteriormente durante o repouso. No caso dos corredores de longa distância, que se exercitam em alta intensidade por um longo período, essa degradação das proteínas dos músculos é muito maior. Além disso, o gasto energético também é alto e grande parte do metabolismo do corpo se volta para regenerar e suplementar através do sangue aquela musculatura”.

Resumindo:

Degradação de proteínas em grande quantidade + Falta de suprimento energético para músculos + Ausência de proteínas para produção de anticorpos = Queda da imunidade.

Mas saiba que a alimentação pode ser uma grande aliada nesses casos. Será que a sua dieta está adequada à quantidade de exercícios que você faz? Principalmente em macro e micronutrientes?

Um corpo saudável precisa de muitos nutrientes para manter suas funções vitais. Não existe mágica! Seguindo este raciocínio, você pode incluir na sua dieta alguns alimentos como:

  • Alho, frutas cítricas, brócolis (que contém vitaminas B e D e glutamina);
  • Açaí, oleaginosas (amêndoas e nozes) e goji berry;
  • Chás Verde, Branco ou Preto (que possuem flavonóides e isoflavonóides que combatem os radicais livres do organismo);
  • Espinafre (que além de possuir antioxidantes também é rico em vitamina C);
  • Melancia e frutas vermelhas em geral (que possuem glutationa, que é uma substância potente no estímulo do sistema imune);
  • Além de alguns suplementos para garantir uma menor degradação muscular ou uma regeneração das fibras mais rápida (sugestão de suplementos: BCAA, arginina, Whey, dentre outros).

Não se esqueça de fazer um checkup com o seu médico e avisar da frequência das doenças, para que ele possa investigar as causas e tratar o foco do problema.

Quanto a pratica de atividade física, o corpo precisa, quer e gosta! Mas se ficar doente ou estiver cansado, respeite seu corpo! Hora de descansar e repousar é tão importante quanto malhar! Não ultrapasse os próprios limites. Seu corpo pode estar tentando se livrar de uma doença, se você não o respeita, a infecção mal curada pode se transformar numa doença crônica, séria e perigosa.

O ideal é ficar sempre atento ao que o corpo está dizendo!

Controle a ansiedade com essas técnicas respiratórias

Quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios

Por: PROTESTE MINHA SAÚDE

O Brasil é o país mais ansioso e deprimido da América Latina, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ao todo, 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático. A boa notícia, contudo, é que a ansiedade pode ser controlada de forma simples. Continue lendo e descubra como aliviar a ansiedade em qualquer lugar.

O ato de respirar pode parecer uma tarefa muito simples. Porém, muitas vezes não reparamos na forma como estamos respirando. Sabemos que o corpo naturalmente se encarrega de nos manter respirando e vivos. No entanto, quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios. Ao dedicarmos tempo à isso, o ato de respirar produz prazer, alivia a ansiedade e nos deixa mais equilibrados. O site Psicologias do Brasil divulgou quatro técnicas de respiração que podem ajudar a viver melhor.

Como aliviar a ansiedade com a respiração

Diafragma respiratório

O diafragma é a parte essencial na maioria das técnicas de respiração. Por isso, precisamos senti-lo e aprender como estimulá-lo.

  • Coloque uma mão no abdômen e outra no peito.
  • As costas devem estar retas.
  • Respire fundo pelo nariz.
  • A área que deve inchar é o diafragma (o abdômen) e não o peito.
  • Em seguida, expire pela boca de maneira sonora.
  • O ideal é fazer entre 6 ou 10 respirações lentas por minuto

Respiração alternada pelas narinas

Esta é uma das técnicas de respiração mais conhecidas. Além disso, é ideal para reduzir a ansiedade, relaxar e promover melhor concentração no dia a dia. Ela pode parecer complicada no começo, mas assim que automatizarmos os passos, começamos a sentir os benefícios.

Couve pode deixar seu cérebro 11 anos mais jovem

Por: Minha Vida

Além de ter a função anti-inflamatória, o consumo diário da verdura também faz bem para o cérebro.

Os benefícios da couve a tornaram a queridinha das dietas: a verdura tem ação anti-inflamatória, cicatrizante, ajuda na absorção do cálcio e na desintoxicação. Para melhorar, um recente estudo realizado pela Universidade de Rush, nos Estados Unidos, descobriu que a verdura também é excelente para o cérebro.

O estudo mostra que apenas uma porção diária de folhas verdes escuras, como a couve, pode ajudar no rejuvenescimento cerebral. A pesquisa foi realizada com 950 idosos e monitorou a alimentação e a atividade cerebral dos participantes por um período entre dois a dez anos.

Foi descoberto que os voluntários que comiam folhas verdes mais escuras todos os dias tinham uma conservação da saúde mental de até 11 anos em comparação com aqueles que não consumiam estes alimentos. Os resultados não incluíram fatores que poderiam afetar a saúde mental, como o nível de escolaridade, prática de exercícios ou histórico familiar de demência.

Confira algumas receitas saudáveis com couve para incluir no seu cardápio:

– Torta rápida de frango cremosa com massa de couve

– Suco de couve estimulante

– Suco de couve estimulante

– Sopa de abóbora com couve e carne seca