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05 BENEFÍCIOS DA FOSFO COM LAUDO TOXICOLÓGICO

Por: Márcia Silva – Consultora Nutrihealth

1) Modula o sistema imunológico deixando-o ajustado. Assim ele terá maior eficiência no combate a doenças.

Muitas doenças diminuem a ação do sistema imunológico e assim o paciente não tem como combate-las.

A Fosfo ajusta isto! Também regula o apetite.

A perda de apetite tende a enfraquecer a imunidade, e aí surge a anemia, desnutrição, fraqueza.

A Fosfo ajusta isto também!

2) Dá disposição e tira a dor. A dor tira a dignidade do paciente.

A pessoa perde a vontade de viver, e consequentemente a imunidade cai, facilitando a expansão da doença.

A Fosfo muda este quadro.

O paciente, sentindo-se melhor, renova suas esperanças, volta a querer viver e isto reflete no aumento da imunidade.

3) A Fosfo ameniza os efeitos colaterais da quimio. São efeitos colaterais muito debilitantes. Muitas vezes estes efeitos afetam mais o paciente do que o próprio tumor.

A Fosfo auxilia no sentido de “blindar” as células boas para que não sejam atingidas pela radiação ou quimio.

Assim a pessoa tem disposição pra terminar seu tratamento sem intercorrências, com qualidade de vida e com sua vida social normal.

4) A Fosfo promove a Homeostase, ou seja, o funcionamento normalizado de todas as funções orgânicas.

Muitas pessoas , além do câncer, possuem outras doenças que prejudicam sua recuperação.

A Fosfo pode trazer alívio e bom funcionamento do corpo como um todo.

5) Sinaliza células doentes por doenças como : Alzheimer, Parkinson, Fibromialgia, Diabetes, Psoríase ,

Artrites e várias Autoimunes, para que o sistema imunológico as encontre com maior facilidade e tente restaura-las.

Caso seja impossível a restauração, o sistema imunológico irá induzir a célula doente a morte programada (apoptose).

Maiores Informações: https://www.facebook.com/NTHSuplementosAlimentares

Certificados de Análise – Importância e principais termos empregados

Aprenda sobre a importância do Certificado de Análise de Ingredientes e produtos acabados e conheça a definição dos principais termos e testes empregados nesse material.

Tanto os ingredientes cosméticos quanto os produtos acabados precisam possuir certificado de análise para que possam ser comercializados de forma segura e correta.
O certificado de análise é um documento que comprova que diversos testes foram realizados para assegurar que o ingrediente ou produto em questão está de acordo com parâmetros pré-estabelecidos que garantem que as suas propriedades e características esperadas estão preservadas (ou seja, que não houve nenhum tipo de degradação ou contaminação).[1] 
Logo, ao adquirir uma nova matéria-prima é importante que você peça ao fornecedor o certificado de análise do produto. 

Ao analisar esse tipo de documento, é comum se deparar com diversos termos e expressões utilizados que não são facilmente entendidos, principalmente se o profissional estiver começando com esse tipo de análise. Exemplos são: teor de cinzas, valor de peróxidos, índice de iodo entre outros. 
De fato, os significados de muitos desses termos e expressões não são nada óbvios e demandam uma breve orientação para que sejam perfeitamente compreendidos. Por isso, no artigo de hoje, vou “traduzir” diversos termos e expressões empregados nos certificados de análise, explicando o que cada um significa. 

Os principais são:

Teor de cinzas (ash content)

O teor de cinzas indica a quantidade de minerais inorgânicos presente nas amostras. Portanto, quanto maior o percentual do teor de cinzas, maior a quantidade de componentes inorgânicos da amostra.[2]

Para determinar o teor de cinzas, a amostra é carbonizada e as cinzas restantes são expressas em porcentagem do peso inicial da amostra. 
Isso quer dizer que as chamadas “cinzas” são o resíduo inorgânico que resta após a queima de uma matéria orgânica.[3]

Muitos minerais são convertidos a óxidos, sulfatos, fosfatos, cloretos ou silicatos, portanto, saber o teor de cinzas é importante quando se trabalha com ingredientes que podem ser sensíveis a sais de metais.[1] 

Índice de iodo (iodine value)

O índice de iodo é uma característica presente em óleos e gorduras.
Tal índice é relativo à massa de iodo, em gramas, que pode ser absorvida por 100g de uma determinada substância. 
Este parâmetro é geralmente utilizado para expressar o grau de insaturação dos óleos (ou seja, o número de ligações duplas carbono-carbono), o que reflete diretamente na sua susceptibilidade à oxidação.[4] 
Quanto maior o grau de insaturação, mais iodo é absorvido. Portanto, quanto maior o índice de iodo, maior o grau de insaturação.[4]

Com isso, pode-se concluir que, quanto maior o índice de iodo, mais susceptível à oxidação são os óleos e gorduras, e, portanto, mais cuidados você deve ter com a fase oleosa da formulação.[1] 

Índice de peróxido (peroxide value)

O índice de peróxido é um indicador da extensão da oxidação de lipídios, gorduras e óleos. Ou seja, é uma forma comum de detectar o processo de rancificação de óleos e gorduras. Tal parâmetro é expresso em miliequivalentes de peróxido de oxigênio por kg de gordura (mEq/kg|).

A auto-oxidação é a reação espontânea do oxigênio atmosférico com lipídios, o que leva à deterioração oxidativa. A presença do peróxido de oxigênio em gorduras animais e vegetais é um indicativo de que, nestes materiais, ocorreu a auto-oxidação. Ácidos graxos insaturados, seja como ácidos graxos livres, trigliceróis, ou fosfolipídios, são suscetíveis a tais reações. 

Fatores como temperatura, luz, enzimas e íons metálicos podem gerar instabilidade nas insaturações dos ácidos graxos, induzindo assim, a formação de radicais livres. Quando em contato com oxigênio, os radicais livres formam compostos chamados hidroperóxidos. Os hidroperóxidos dão origem a dois outros radicais livres, que também entrarão em contato com outras moléculas e formarão mais radicais livres. Ou seja, quando iniciado, este é um processo de propagação crescente. 

Ao se romperem, as novas moléculas formadas (que contêm o radical livre) dão origem a produtos de peso molecular mais baixo (como aldeídos, cetonas, álcoois e ésteres). Por serem voláteis, esses componentes são os responsáveis pelos aromas e sabores desagradáveis. Normalmente, a formação de odores indica que o processo de oxidação está em sua fase final. Dessa forma, um valor baixo do índice de peróxido deve coincidir com altas concentrações de produtos secundários (aldeídos, cetonas, álcoois e ésteres). Isso acontece porque o índice de peróxido é apenas uma medida da extensão da oxidação durante o processo de oxidação, pois quando o processo está próximo da sua finalização, tal valor começa a diminuir. Portanto, o índice de peróxidos deve ser sempre levado em consideração em conjunto com outras propriedades, tais como odor e estabilidade oxidativa.[5] [6]

Índice de hidroxilas (hydroxyl value) 

O índice de hidroxila é expresso em miligramas de hidróxido de potássio (mg KOH/g), e diz respeito à quantidade de hidróxido de potássio em relação a um grama de amostra do material analisado. Em resumo, este parâmetro mede o número de grupos hidroxilas livres na amostra.[6] 

Este valor pode ser utilizado para auxiliar na caracterização de um determinado material, mas é particularmente importante para a análise de derivados, como álcoois graxos etoxilados e poliglicóis. 
Tal parâmetro promove uma indicação do grau de etoxilação ou polimerização e se o glicol foi ou não esterificado. O valor de hidroxilas pode também ser utilizado como um guia para a quantidade de esterificação presente.[6]

O índice de hidroxila é expresso em miligramas de hidróxido de potássio (mg KOH/g), e diz respeito à quantidade de hidróxido de potássio em relação a um grama de amostra do material analisado. Em resumo, este parâmetro mede o número de grupos hidroxilas livres na amostra.

Índice de ácidos (acid value)

O índice de ácidos é definido como o número, em miligramas, de hidróxido de potássio necessário para neutralizar 1g de amostra. Portanto, este valor indica a quantidade de ácidos graxos total da amostra.[6] 

Tal parâmetro pode variar em um intervalo considerável, dependendo da qualidade do material analisado. Atualmente, tem se prestado mais atenção ao tipo de ácidos graxos presentes na amostra, e existem diferentes métodos para a avaliação de sua identificação. Isso é importante pois a presença de ácidos graxos de cadeia curta geralmente indica que ocorreu a oxidação da amostra.[6]

Penetração (penetration) 

Os testes de penetração consistem em pressionar uma agulha em uma amostra sólida ou semi-sólida, com peso determinado. A distância que a agulha alcança ao atravessar o material indica a dureza do mesmo.[6]

Essas propriedades são importantes quando se utiliza ceras para estabilizar emulsões água em óleo, ou para controlar propriedades de dureza de batons.[1]

Todos os parâmetros abordados pelos certificados de análise são de extrema importância para a caracterização de parâmetros acerca da qualidade e propriedades físicas e químicas das matérias-primas utilizadas em cosméticos. 
Espero que após a leitura deste artigo, os termos e expressões empregados nestes certificados tenham sido esclarecidos, e que isso possa te ajudar na sua vida profissional.

Referências
[1] Dobos K. [COA Savvy] Chemists Corner. 
[2] Omenka, S. S., Adeyi, A. A. [Heavy metal content of selected personal care products (PCPs) available in Ibadan, Nigeria and their toxic effects] Toxicology Reports Volume 3, 2016, Pages 628-635. 
[3] Gois G. C., Lima C. A. B., Silva L. T., Rodrigues A. E. [COMPOSIÇÃO DO MEL DE APIS MELLIFERA: REQUISITOS DE QUALIDADE] Acta Veterinaria Brasilica, v.7, n.2, p.137-147, 2013
[4] Odoom, W., Edusei, V. O. [Evaluation of Saponification value, Iodine value and Insoluble impurities in Coconut Oils from Jomoro District in the Western Region of Ghana] Asian Journal of Agriculture and Food Sciences (ISSN: 2321 – 1571) Volume 03 – Issue 05, October 2015. 
[5] Doğru B. [Determination of Peroxide Values of Some Fixed Oils by Using the mFOX Method] Spectroscopy Letters, 45:359–363, 2012. 
[6] Knowlton J.L., Pearce S.E.M. [Handbook of Cosmetic Science & Technology] 
[7] Sun J. Z., Erickson M. C., Parr J. W. [Refractive Index Matching: Principles and Cosmetic Applications] Cosmetics and Toiletries, June 24, 2009.

Preciso deixar o feijão de molho?

Por: UNIMED

Nossos avós já faziam e a ciência confirmou: é importante deixar o feijão de molho na água por 8 a 12 horas antes do cozimento. O nome técnico do processo é remolho.

O motivo citado pelos mais antigos era acelerar o cozimento. Alguns já notavam também o efeito na redução de gases intestinais e estomacais. Eles estavam certos. Cientistas da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP comprovaram o que nossos avós já sabiam. 

Além disso, afirmam que a técnica melhora a absorção de vitaminas e minerais, ao reduzir a presença de antinutrientes. Quer entender mais? Neste texto, vamos ver:

O que são antinutrientes?

Antinutrientes são compostos presentes em alimentos, especialmente nos de origem vegetal, que prejudicam a digestão e a absorção de nutrientes, podendo também provocar gases e desconforto intestinal.

São diversos os fatores antinutricionais: inibidores de proteínas, oxalatos, taninos, nitritos, dentre outros. A proteína e os minerais ficam presos a esses compostos e não conseguem ser absorvidos pelo organismo. Assim, esses antinutrientes atuam como “sequestradores” de nutrientes.

No caso das leguminosas, como o feijão, a soja e o grão-de-bico, por exemplo, o fitato (ácido fítico) é um antinutriente dificultador para absorção de cálcio, ferro, magnésio e zinco.

Como reduzir os antinutrientes no feijão?

É aí que entra a importância do remolho. Como os feijões comercializados atualmente cozinham mais rápido do que os de 30 ou 40 anos atrás e as novas panelas de pressão aceleram ainda mais o processo, muitas pessoas abandonaram o hábito de colocar os grãos de molho.

Porém, o simples cozimento não elimina os antinutrientes. Pesquisadores perceberam a maior redução de fitatos nos casos em que foi feito o remolho seguido do descarte da água.

Apesar do descarte da água do remolho também provocar a perda de parte dos minerais, os estudiosos avaliam que os minerais restantes apresentam maior biodisponibilidade. Ou seja, apesar da menor quantidade, serão mais facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo.Uma dica para melhorar ainda mais a absorção de ferro: consuma-o junto a alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, caju e kiwi. Saiba mais na matéria Evite a anemia

Como fazer o remolho

Lave os grãos em água corrente e escorra. Num recipiente, cubra os grãos com água de forma a deixá-los totalmente submersos. A água deve ficar no dobro da altura dos grãos, pois eles incham durante a hidratação. Deixe descansar pelo tempo médio de 8 a 12 horas. Por fim, é só escorrer, lavar os grãos novamente e levar para a panela com os temperos da sua preferência.

Pesquisadores da Embrapa destacam que o tempo necessário para hidratação varia de acordo com o tamanho e a espessura da casca do grão. Para o feijão comum, a maior parte dos estudos indica um tempo de 8 a 12 horas de remolho, com uma troca de água, antes do cozimento.

Esqueceu de deixar o feijão de molho? Nesse caso, faça o remolho do feijão em água quente por pelo menos uma hora.A técnica também é importante para outras leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e soja. Entenda a importância das leguminosas na alimentação.


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Centro de Pesquisa em Alimentos da USP, Embrapa, Blog Panelinha, Blog da Zona Cerealista

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil

Com que farinha eu vou? Prós e contras das de linhaça, aveia e outras…

Por: Vivabem

Basta uma rápida olhada nas gôndolas do supermercado para notafr que a oferta de farinhas é bem variada e que elas são feitas com diversos tipos de matérias-primas. É tanta opção que fica difícil escolher qual levar para casa. Cada farinha de tem características diferentes, por serem feitas com produtos diferentes. Por isso a escolha depende do seu objetivo. Mas, de modo geral, o ideal é preferir as que são ricas em fibras, como a de linhaça, centeio e as feitas com frutas. Para você entender as vantagens de cada uma, fizemos um apanhado das mais conhecidas e contamos o que cada uma delas tem de bom e como pode ser utilizada, para que você possa decidir qual é a mais indicada para o seu caso.

Ah! E na hora de comparar as tabelas nutricionais, não se assuste com a quantidade de gordura de algumas delas, pois, na maioria dos casos, trata-se do tipo dessa substância que traz benefícios ao organismo. Outra ressalva importante: cuidado com as quantidades. Essas farinhas são saudáveis, mas podem pesar na balança.

Farinha de linhaça Uma boa fonte de fibras. Além disso, oferece ômega 3, um tipo de gordura do bem com ação anti-inflamatória que ajuda a proteger a saúde do coração. Nas gôndolas costumamos encontrar o produto feito com o tipo dourado e o marrom do grão. A grande diferença é que a quantidade de nutrientes tende a ser ligeiramente maior na mais clara e ela costuma ter um preço mais alto, pois sua matéria-prima na maioria das vezes é importada. Ela pode ser usada no preparo de receitas, em panquecas, bolos e tortas, por exemplo, ou polvilhada sobre iogurtes, saladas, salgada ou de frutas, sucos, entre outros.

Farinha de amêndoas Tem poderosa ação antioxidante, pois é rica em vitamina E, uma arma potente contra os radicais livres. Além disso, oferece gordura poli-insaturada, substância que participa do controle do colesterol, da fabricação de hormônios sexuais e do transporte de vitaminas. Com uma boa quantidade de fibras, vai bem no preparo de biscoitos e bolos, pois tem um sabor adocicado, mas pode substituir a de rosca na hora de empanar alimentos.

Farinha de aveia Versatilidade é com ela mesma. Pode ser utilizada em todos os tipos de receita e é uma excelente escolha, pois tem na sua composição um tipo de fibra solúvel, a beta-glucana, que retém água, formando uma espécie de gel no sistema digestivo que proporciona bastante saciedade. E os benefícios não param por aí: essa substância ainda está associada à redução do colesterol no sangue.

Farinha de arroz Ganhou popularidade entre as pessoas que fazem restrição de glúten, pois é livre dessa substância, tem preço bem acessível e é facilmente encontrada no mercado. Oferece uma boa porção de fibras e ainda possui vitaminas do complexo B, minerais, como fósforo e magnésio, e tem baixo índice glicêmico, o que significa que é absorvida mais lentamente pelo organismo, controlando a glicemia e aumentando a saciedade. Prefira a versão integral e a utilize no preparo de pães, bolos, pudins e vitaminas, entre outros.

Farinha de centeio Trata-se de outra opção com baixo índice glicêmico, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita por mais tempo e proporcionando energia em longo prazo. Pelo fato de não ser refinada, também conta com fibras, o que afasta ainda mais a fome e melhora o funcionamento do intestino. Pode entrar em cena em receitas de pães, bolos e tortas, entre outras massas, e para engrossar caldos e sopas. Quem não está acostumado a utilizá-la deve começar substituindo 1/3 da farinha de trigo pela de centeio e ir aumentando essa proporção aos poucos.

Farinha de chia É obtida através da moagem dos pequenos grãos escuros, garantindo praticamente todos os benefícios do alimento, que é bem conhecido dos vegetarianos por substituir os ovos nas receitas, pois proporciona uma consistência similar. E ele tem muitos benefícios: combate a prisão de ventre, favorece o emagrecimento, tem ação anti-inflamatória, previne a anemia e ajuda a controlar o colesterol. A farinha pode ser adicionada a sucos, vitaminas e mingaus ou substituir parte da farinha de trigo em massas de bolos, pães e tortas.

Farinhas de frutas O coco e o maracujá são algumas das utilizadas para a fabricação desse tipo de produto, fornecendo quantidades bem altas de fibra. Outro exemplo é a farinha de banana verde que tem a mesma característica e ainda oferece amido resistente, substância que dá saciedade e ajuda na manutenção das bactérias benéficas do intestino. Todas podem ser acrescentadas na lista de ingredientes de receitas de bolos, tortas e pães, entre outros, ou usadas em vitaminas e granolas.

Fontes: Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista do departamento de nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca, em São Paulo, e membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional)

Mitos e verdades da alimentação do paciente em quimioterapia

Por: Instituto Vencer o Câncer

Além dos efeitos indesejados que a quimioterapia pode causar, o paciente oncológico também enfrenta uma série de dúvidas referentes ao que pode ou não comer durante o tratamento. Pacientes costumam pesquisar muito sobre a própria doença, e com tanto conteúdo contraditório na internet, ficam as perguntas. Carne de porco faz mal? Chá verde prejudica a químio? Tais questões não são irrelevantes. já que o risco de um paciente com câncer ter desnutrição é três vezes maior que o observado em portadores de outras doenças.

O Vencer o Câncer ouviu as nutricionistas Natalia Leonetti Lazzari, do A.C.Camargo Cancer Center, e Danielle de Souza Pereira, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que elencaram as dúvidas mais ouvidas nos ambulatórios oncológicos. Se você tiver alguma, envie para a gente!

— Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências. A carne de porco, que é a mais consumida no mundo, é rica em vitaminas do Complexo B, principalmente B6 e B12. A dica é que os pacientes prefiram carnes de porco magras, como o lombo, e que ele seja assado.

— E carne vermelha? Ela aumenta o tumor?

A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada à predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino. As nitrosaminas – compostos produzidos a partir de nitritos e aminas – são conhecidas como agentes carcinogênicos e estão presentes em vários gêneros alimentícios, como frutos do mar, queijos e nas carnes vermelhas.

No entanto, durante a quimioterapia não há uma restrição específica para a carne vermelha. Além disso, não existe essa ideia de ela aumentar o tumor. O que se preconiza é o consumo moderado, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições. Portanto, deve-se priorizar a variedade do que ingerimos, enfatizando o consumo de frutas, legumes e verduras, assim como a redução de açúcares e gorduras.

* Dica: O problema não é a carne vermelha, em si, mas a quantidade ingerida, que deve ser de até 300g por semana, o que equivale a cerca de três bifes grandes. Atenção: por semana!

— Chá verde deve ser evitado durante a químio?

O chá verde é comumente consumido como forma de contribuir para a prevenção do câncer por ser rico em flavonoides, atuando na ação antioxidante, antiinflamatória, antirreumática e anticâncer (protegendo o sistema de reparo do DNA). Contudo, durante o tratamento quimioterápico o chá verde pode prejudicar a eficácia de algumas drogas. É importante ressaltar que são necessários mais estudos sobre este tema. Na dúvida, consulte seu oncologista sobre a ingestão da bebida.

— O paciente não pode comer graviola?

A graviola deve ser evitada, pois o seu consumo durante o tratamento é tóxico para o fígado e rins. Como qualquer medicamento, as plantas não devem ser usadas indiscriminadamente, pois os princípios ativos que são benéficos para uma determinada doença podem ser danosos ou sem efeito para portadores de outras. Deste modo, a equipe médica e multidisciplinar deve ser informada e até mesmo questionar os pacientes sobre o uso de ervas e plantas. O chá da folha da graviola tem sido popularmente divulgado, sem que haja estudos científicos relevantes sobre a utilização do mesmo.

— Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

O gengibre é um aliado do paciente em tratamento quimioterápico. Ele tem ação antiemética (alivia enjoos, náuseas e vômitos) e antiinflamatória. Estudos corroboram com a indicação de que uma colher de chá de gengibre pode diminuir as náuseas associadas ao tratamento de quimioterapia, efeito presente em torno de 70% dos pacientes. É importante frisar que não há necessidade de consumir o gengibre em cápsulas, pois a própria raiz pode ser adicionada ao preparo de chás, sucos e milkshakescontribuindo na diminuição dos sintomas durante o tratamento.

Ascite: sintomas, tratamentos e causas

O que é Ascite?

Ascite, ou barriga d’água, é o nome dado ao acúmulo anormal de líquidos dentro da cavidade peritoneal – um espaço entre os órgãos abdominais e os tecidos que revestem o abdômen.

A ascite não é considerada uma doença por si só, mas uma condição de saúde associada a outras doenças, como as insuficiência renalinsuficiência cardíaca e insuficiência hepática, pancreatite, alguns tipos de câncer e infecções, como tuberculose e esquistossomose.

Causas

A ascite geralmente está relacionada à alguma doença hepática grave, causada pela alta pressão nos vasos sanguíneos do fígado (num processo chamado hipertensão portal) e baixos níveis da proteína albumina.

Os problemas que também podem estar associados à ascite são:

A diálise renal, usada no tratamento de algumas doenças, também pode estar relacionada ao desenvolvimento de ascite.

Fatores de risco

O uso excessivo de bebidas alcóolicas é o principal fator de risco envolvido na ocorrência de ascite.

Sintomas

Sintomas de Ascite

No início, a ascite é quase sempre assintomática. Com a evolução do quadro, no entanto, dependendo do volume de líquido retido no abdômen, podem surgir os alguns sintomas, como por exemplo:

Dependendo da causa subjacente à ascite, o paciente pode apresentar, ainda, outros sinais e sintomas, tais como fígado aumentado, emagrecimento, edemas nas pernas e nos pés, fadiga, icterícia, ginecomastia e encefalopatia hepática.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Qualquer um que apresente os sintomas característicos da ascite e que possam estar relacionados ao acúmulo de líquidos na região do abdômen, principalmente dor abdominal e febre, deve procurar assistência médica imediatamente.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar ascite são:

  • Clínico geral
  • Gastroenterologia
  • Hepatologia
  • Nefrologia
  • Endocrinologia
  • Hematologia
  • Cardiologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
  • Você sente dores? E cansaço?
  • Você apresentou febre recentemente?
  • Você já foi diagnosticado com alguma doença cardíaca, hepática ou renal recentemente?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Ascite

Na fase inicial de ascite, o exame físico no próprio consultório pode ser insuficiente para detectar a presença de líquido na cavidade abdominal. O diagnóstico definitivo depende da realização de alguns exames específicos:

  • Exame de sangue
  • Exames de imagem, como ultassonografia, tomografia e ressonância magnética
  • Parecentese, ou punção abdominal, também podem ser uma opção viável. Este procedimento envolve o uso de uma agulha fina para extrair o líquido do abdômen. O líquido é examinado de diversas maneiras, a fim de determinar a causa da ascite.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Ascite

O tratamento de ascite depende única e exclusivamente de sua causa subjacente. Nos casos de ascite muito volumosa e aparente, o especialista pode recomendar o uso de diuréticos para aumentar a vontade de o paciente urinar e, também, restrições na dieta, a fim de limitar a ingestão de sal.

Em caso de infecção, o médico poderá prescrever antibióticos. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas é estritamente proibido.

Medicamentos para Ascite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de ascite são:

  • Aldactone

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

A recuperação e bons resultados do tratamento podem ser alcançados mediante alguns cuidados caseiros também. Não ingerir muito sal na alimentação e cortar o consumo de bebidas alcóolicas são algumas medidas recomendadas pelos médicos que, se seguidas corretamente, podem contribuir para a melhora do quadro.

Complicações possíveis

A causa subjacente de ascite, se não devidamente tratada, pode evoluir para algumas complicações de saúde mais graves, como:

  • Peritonite bacteriana espontânea (que é uma infecção do fluido ascético)
  • Síndrome hepatorrenal
  • Insuficiência renal crônica
  • Perda de peso e desnutrição
  • Encefalopatia hepática)
  • Complicações decorrentes de cirrose hepática.

Ascite tem cura?

Com o tratamento adequado, a recuperação dos sintomas de ascite e da causa subjacente à ela costuma acontecer sem grandes problemas. No entanto, os pacientes que chegarem ao estágio final de uma eventual doença hepática, e cuja ascite já não responde ao tratamento, precisarão de um transplante de fígado.

Prevenção

Prevenção

Assim como o tratamento, previne-se a causa subjacente da ascite. Pacientes com cirrose ou insuficiência cardíaca devem seguir rigorosamente a orientação do seu médico ou médica quanto à restrição de sal e água a fim de evitar o surgimento ou piora da ascite.

Maneirar no consumo de bebidas alcóolicas também é um bom método de prevenção de ascite.

Referências

Mayo Clinic

Manual Merck

De gripe à colesterol: saiba se o alho ajuda mesmo nessas 6 doenças…

Por: Vivabem

Se você é fã de alho, vai ficar feliz em saber que não só ele faz parte da medicina popular como seus benefícios para a saúde já foram comprovados em estudos científicos. “Ele apresenta compostos fitoquímicos sulfurados e não sulfurados, que têm papel no controle do colesterol total, pressão arterial, além de auxiliarem no combate a vírus, bactérias e fungos”, resume a nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia

Entre essas substâncias, se destaca a alicina, responsável pelo odor característico do vegetal. Flavonoides e o mineral selênio, com poder antioxidante, também são encontrados nos bulbos. No entanto, nem tudo que nossas avós creditam ao alho foi comprovado pela ciência. Veja a seguir quais benefícios do alho já foram comprovados e quais seguem sendo estudados mais de perto. Vale lembrar que nos casos em que o benefício do alho é embasado pelos experimentos dos cientistas, ele deve sempre entrar como coadjuvante e não deve substituir os tratamentos tradicionais

Benefícios comprovados

Colesterol

O uso diário e constante de alho já mostrou diminuir entre 10 e 15% do colesterol total e/ou LDL, o considerado ruim, em adultos com níveis altos dessa molécula. Os mecanismos por trás desse efeito não estão totalmente compreendidos, mas parece que ele atua tanto na absorção de colesterol no intestino quanto na síntese do colesterol endógeno —aquele que produzimos no fígado, e é responsável pela maior parte do colesterol circulante. Uma revisão sistemática de quase 40 ensaios clínicos randomizados (tipo de estudo robusto, que compara o efeito de um remédio com o de um placebo, sem que os grupos saibam o que estão tomando) envolvendo 2.300 adultos comprovou esse efeito.

Diabetes

A relação com o controle do diabetes foi alvo de uma revisão sistemática de 2017, publicada no periódico Food and Nutrition Research por pesquisadores chineses. A investigação envolveu mais de dez estudos que davam uma dose diária entre 0,05 g a 1,5 g (um dente tem cerca de 5 g, para se ter ideia) do suplemento de alho a pacientes diabéticos e os comparava com um placebo. No fim, o alho realmente impactou positivamente os níveis de glicose. Uma diferença de quase 10 mg/dL depois de 12 semanas e depois de mais de 20mgl/dL, na 24ª semana de suplementação. O mecanismo ainda está sendo estudado, mas, aparentemente, a alicina e seus outros compostos melhoram o transporte de de glicose para dentro das células, além de diminuir os produtos finais da glicação avançada, proteínas que levam às complicações do diabetes.

Ainda em estudo

Pressão arterial

O alho é um vasodilatador, ou seja, pode dilatar as artérias criando uma espécie de relaxamento, que beneficia quadros de hipertensão arterial. Nesta doença, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais “tensos” em vez de contrair e relaxar, como deveria ser. Esse efeito é estudado há bastante tempo pela ciência. Uma revisão sistemática de 2015, publicada no periódico The Journal of Clinical Hypertension, avaliou 17 pesquisas anteriores e mostrou uma redução média de 3,75 mmHG na pressão sistólica de pessoas hipertensas e 3,39 mmHG na diastólica. A benesse foi observada com a suplementação do vegetal em cápsulas, extrato e pó.

Outra revisão conduzida pela Cochrane, entidade independente que reúne as evidências científicas mais sólidas sobre saúde, aponta que o alho de fato parece reduzir a pressão arterial, mas não há evidências o suficiente para bater o martelo sobre o assunto.

Saúde do coração

Sua ação antioxidante pode contribuir para a saúde do endotélio, a parede das artérias. Isso porque boa parte das doenças cardiovasculares comuns ocorrem quando as partículas de colesterol no sangue se oxidam, um processo chamado de estresse oxidativo, e se depositam no endotélio, formando placas de gorduras que levam a entupimentos. Uma revisão de literatura publicada em 2016 no Journal of Nutrition mostrou que a suplementação de até 960 mg de extrato de alho pode reduzir marcadores de aterosclerose (acúmulo dessas placas nas artérias). Outro fator de proteção contra infartos importante do alho é controlar a agregação plaquetária —nome técnico da formação de coágulos que leva a entupimentos nos vasos sanguíneos. Um outro estudo, conduzido por pesquisadores ingleses, verificou esse efeito em amostras sanguíneas de 14 participantes. Os estudos nessa seara pesam a favor das cápsulas. Nesta segunda pesquisa, disponível também no Journal of Nutrition, o extrato de alho envelhecido foi novamente apontado como mais eficaz.

Câncer

Essa alegação é bem interessante. Estudos mostram que o alho pode diminuir o risco de câncer de estômago, câncer de pulmão, câncer de mama e até colo de útero. A hipótese aqui é a de que os compostos sulfurados como a alicina protejam o DNA de danos que levam à produção de células cancerígenas. Só vale dizer que a maioria das pesquisas sobre o tema em humanos é observacional —ou seja, avaliam o consumo do alho e a incidência de câncer numa população e relacionam os dois números. Estudos in vitro demonstram atividade dos compostos do alho em combater células cangerígenas, mas o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos ressalta que, apesar de promissores, faltam estudos para compreender melhor questões como o mecanismo de ação, o tamanho da dose e as interações de outros nutrientes.

Ou seja, não dá para cravar que o alho previne câncer, mas pode ser benéfico dentro de uma dieta com frutas, legumes, verduras e grãos in natura. Além da alimentação equilibrada, fazer exercícios regularmente, não fumar e beber com moderação são atitudes que oficialmente diminuem o risco de tumores.

Não comprovados

Tosse e gripe

Alguns estudos até indicam que ele pode melhorar a resposta do sistema imune a infecções, mas o efeito mais conhecido mesmo é antimicrobiano. Uma revisão da Cochrane diz, aliás, que não há evidências de que o alho seja capaz de prevenir ou curar gripes e resfriados. Ou seja, provavelmente o alívio que as pessoas sentem ao tomar um chá com alho para a tosse vem da sua ação discreta anti-inflamatória e contra micro-organismos que podem estar desencadeando uma irritação local na garganta.

Embora os estudos mais bacanas envolvam o suplemento de alho (que facilita o controle da dosagem dos micronutrientes presentes), os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que consumir um dente de alho por dia, cerca de 5 g, já é o suficiente para obter ao menos parte desses benefícios. Para que a alicina fique disponível, é preciso amassar, triturar ou picar o alho, e o ideal é que ele seja consumido cru. Picar e acrescentar no fim dos preparos, em saladas ou cremes pode ajudar a disfarçar o sabor forte —uma dica é misturar no molho que você já adicionaria à salada. E é bom consumir junto com as refeições para que o estômago não fique ressentido. O alho pode ser indigesto.

Própolis Verde, para que serve?

Quais são os benefícios do própolis? Para que serve e quais propriedades se destacam? Neste vídeo falaremos sobre o própolis verde, como tomar, quais as contra-indicações, ele ajuda na prevenção do câncer?

própolis é uma substância produzida por abelhas para proteger as colméias. A própolis verde é a colhida de brotos de plantas, como o alecrim do campo. Não contém glúten. Alta quantidade de própolis ativo.

https://www.facebook.com/NTHSuplementosAlimentares/videos/650563312411496/

A hipersensibilidade eletromagnética é uma doença real?

Por: https://gizmodo.uol.com.br/

A National Radio Quiet Zone (NRQZ) é uma área de 33 mil quilômetros quadrados na Virgínia Ocidental, Virgínia e parte de Maryland que restringe fortemente transmissões de rádio e outras radiações eletromagnéticas no mesmo espectro. Desde 1958, a proibição minimiza a interferência com o Observatório Nacional de Astronomia de Rádio, que abriga o maior telescópio de rádio totalmente orientável do mundo.

os últimos anos, no entanto, a NRQZ tem sido um refúgio seguro para pacientes com hipersensibilidade eletromagnética (HE), que atualmente não é reconhecida como um diagnóstico médico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. As pessoas que afirmam sofrer de HE relatam uma variedade de sintomas, que incluem problemas dermatológicos, como vermelhidão ou sensações de queimação, e outros sintomas, como fadiga, palpitações cardíacas e náuseas.

Os fãs da série de televisão Better Call Saul viram a estranha e desesperadora doença por meio da história de Chuck McGill, interpretado por Michael McKean – um advogado duro e ex-estrela de sua profissão que se cobriu com cobertores espaciais, iluminava sua casa com lanternas e fazia seus visitantes deixarem seus celulares do lado de fora da casa.

Até agora, os resultados dos estudos de HE foram inconsistentes. Na verdade, os pacientes experimentaram os sintomas, independentemente de serem ou não expostos a campos eletromagnéticos reais. Experiências duplamente cegas (onde nem o sujeito nem o pesquisador sabem se o sujeito está sendo exposto a campos eletromagnéticos reais ou simulados) não mostraram evidência de HE de sintomas causados por campos eletromagnéticos.

Dr. Jonathan Pham

Médico e pesquisador médico que trabalha no COSMOS (um estudo internacional que investiga se as tecnologias de telefonia móvel e RF-EMF a longo prazo causam resultados adversos para a saúde), Departamento de Epidemiologia e Bioestatística (uma unidade especializada em pesquisa EMF ambiental) no Imperial College de Londres

Na última década, o uso de celulares e outras tecnologias sem fio tornou-se presente em nossas vidas cotidianas, não só em nossas casas, mas também em locais de trabalho e escolas. Essas tecnologias emitem campos eletromagnéticos (EMF) na faixa de radiofrequência.

m pequeno número de indivíduos relatou uma série de sintomas que eles atribuem à exposição aos campos magnéticos MF. Isso foi chamado de hipersensibilidade eletromagnética (HE). Para alguns indivíduos, esses sintomas podem ser leves, e para outros, severamente incapacitantes, impedindo-os de trabalhar ou fazer tarefas diárias simples, como cozinhar ou cuidar de si mesmo.

Infelizmente, muito pouco se sabe sobre os mecanismos fisiológicos pelos quais a HE causa os sintomas. Apesar de seu nome, um número de estudos mostrou não haver correlação entre os sintomas do HE e a exposição RF-EMF.

Dada a falta de evidências que ligam a exposição aos campos eletromagnéticos e a HS, outros gatilhos dessa doença foram propostos. Estes incluem outros fatores ambientais, como o ruído e a iluminação, bem como fatores psicológicos, como estresse e doença mental. Os estudos a esse respeito são, infelizmente, limitados.

Quanto à questão de saber se essa é uma doença real: apesar da relação improvável entre campos eletromagnéticos e sintomas de HS, eu diria que indivíduos que sofrem desse subconjunto de sintomas precisam de cuidados médicos e alívio do desconforto, assim como indivíduos que sofrem de qualquer outra condição. O que torna isso difícil é a nossa atual falta de compreensão dessa condição: seja ela uma condição ou uma coleção, quais são os gatilhos reais e se é de natureza fisiológica, ambiental ou psicológica. Portanto, pesquisas adicionais são necessárias nesse campo, o que será essencial para orientar o atendimento médico de qualidade para esses indivíduos.

Jeffrey Mogil, Ph.D.

Líder do Pain Genetics Lab na McGill University, E.P. Taylor Professor de Estudos da Dor, Canada Research Chair em Genetics of Pain (Tier I), diretor do Alan Edwards Centre for Research on Pain

Não acho que as pessoas consigam criar dor nas suas mentes. Doenças reais produzem dor real, e só porque a HS não possui explicação médica atual não significa que não seja real. Imaginavam que a fibromialgia não era “real”, até que os estudos de imagem mostraram ativação cortical nas mesmas áreas cerebrais que a dor “real”, e agora sabemos que alguma porcentagem razoável de pessoas com fibromialgia realmente possui polineuropatia de fibra pequena, que só é diagnosticável com coloração especializada em biópsia.

Dito isso, está longe de ser credível que a radiação eletromagnética das freqüências e intensidades nos produtos de uso atual possa produzir qualquer patologia real, então permaneço extremamente cético em relação a essa “doença” em particular.

Harriet A. Hall, Médica

Médica de família aposentada e ex-cirurgiã da Força Aérea, colunista da revista Skeptic, editora colaboradora da Skeptic e do Skeptical Inquirer, conselheira médica e autora do Quackwatch

Não é real. Quando os pacientes foram testados, eles não conseguiram saber se os dispositivos eletrônicos estavam ou não ligados. Eles estão realmente sofrendo, e culpar seus sintomas no HS só distrai a busca da causa real de seus sintomas para ajudá-los. Claro que importa se é real ou não: o contato com a realidade é muito mais eficaz do que as crenças imaginárias na resolução de problemas.

David O. Carpenter, Médico

Diretor do Institute for Health and the Environment, um Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde da Universidade de Albany

Diretor do Institute for Health and the Environment, um Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde da Universidade de Albany

A hipersensibilidade eletromagnética é uma doença real. E importa se é real ou não. Claramente, algumas pessoas sofrem de doenças crônicas e gostariam de culpar as ondas eletromagnéticas, quando na verdade não são eletrossensíveis. Provavelmente há mais pessoas eletrossensíveis, mas não identificaram ainda a causa de seus sintomas. A razão pela qual importa se alguém é realmente sensível às ondas eletromagnéticas é que você pode reduzir seus sintomas ao evitar exposição excessiva. Isso é especialmente importante para aqueles que são eletrossensíveis, mas não identificaram a causa. Existem também outras causas de sintomas semelhantes não específicos, tais como exposições químicas, de modo que nem todos os sintomas daqueles que não são eletrossensíveis são devidos a problemas psicológicos, mesmo que alguns sejam.

Wendell Wallach

Estudioso do Centro Interdisciplinar de Bioética da Universidade de Yale e consultor sênior do The Hastings Center, autor de “A Dangerous Master: How to Keep Technology from Slipping Beyond Our Control”

Deve ser feita uma distinção entre a sensibilidade eletromagnética e os sintomas que a identificam como tal. Os pesquisadores falharam em provar que quem diz sofrer de sensibilidade eletromagnética pode determinar com precisão a presença de um campo eletromagnético forte. No entanto, os sintomas percebidos são reais para o paciente e devem ser tratados como tal, ou até que possa ser demonstrado que eles são psicossomáticos ou possuem alguma outra fonte física. Muitas pessoas que meditam, por exemplo, percebem movimentos de energia em seu corpo e aprendem a trabalhar com eles. Mas uma segunda distinção deve ser feita entre aqueles que trabalham com sucesso com estados psicológicos incomuns e aqueles que os acham debilitantes. Para o segundo, medicamentos ou prática meditativa podem ou não ser úteis. Superar, desativar ou sublimar estados mentais debilitantes nunca é fácil.

BPS e BPF: conheça o perigo das alternativas ao BPA

Por: ecycle.com

Esses tipos de bisfenol estão presentes nas embalagens de plástico, nos enlatados, nas maquiagens e até em fórmulas para bebês

Você já deve ter ouvido falar sobre o BPA ou pelo menos já viu alguma embalagem com o selo “BPA-free” (livre de BPA). Este material, também chamado de bisfenol A, é um produto sintético utilizado em diversos tipos de plásticos, recibos, embalagens de alimentos e outros itens. Depois do surgimento de uma variedade de estudos mostrando seus efeitos prejudiciais aos organismos, principalmente por sua capacidade de desequilibrar o sistema endócrino, seu uso foi regulamentado e o BPA passou a ser proibido em mamadeiras e limitado a determinados níveis em outros materiais. Para substituí-lo, surgiram outros tipos de bisfenol, como o BPS e o BPF.

Substitutos

Após a proibição do BPA, as empresas desenvolveram substitutos semelhantes, o BPS e o BPF, também chamados de bisfenol S e bisfenol F, respectivamente.

BPS é muito empregado como agente de fixação de lavagem em produtos de limpeza industrial, solvente de galvanoplastia e melhorador de cor de recibos de papel (saiba mais em “Perigo à espreita: você sabe o que é BPS?)”. Já o BPF é mais presente em revestimentos epóxi, pisos industriais, lâminas, adesivos, plásticos, canos de água, selantes dentários e embalagens de alimentos.

Apesar da diferença na terminação dos nomes, os três – BPABPS e BPF – são disruptores endócrinos muito semelhantes quimicamente, com capacidade de produzirem efeitos similares para o uso na indústria e também na saúde dos organismos.

Contaminação

A presença desses tipos de bisfenol não se limita a embalagens e a materiais em que eles são utilizados como matéria-prima.

De acordo com estudo publicado pela Environmental Health Perspective, o BPS, o BPF e o BPA também acabam contaminando produtos cotidianos como pastas de dente, produtos para cabelo, maquiagens, loções, bilhetes, passagens, envelopes, carnes, processados de carne, produtos enlatados, vegetais, cereais, ração de gato e cachorro, fórmulas para bebês e estão presentes até na poeira doméstica.

Com a ingestão e o contato com alimentos e produtos contaminados, essas variedades de bisfenol se acumulam no organismo humano. Em contato com a pele através do toque de papéis de recibo e jornais, por exemplo, eles acabam parando na corrente sanguínea. Exames mostraram a presença de bisfenóis inclusive na urina humana.

Se descartados de maneira incorreta, os materiais contendo BPABPF e BPS vão parar no oceano e acabam ficando presos no gelo polar e em rochas, passando a integrar o ambiente e o organismo dos animais, causando sérios prejuízos ambientais.

Efeitos

BPF pode proporcionar efeitos negativos na tireoide, aumento do tamanho do útero e do peso de testículos e glândulas, entre outros efeitos fisiológicos/bioquímicos indesejados.

BPS apresenta comprovadamente potencial de causar câncer, efeitos negativos nos testículos de mamíferos, na glândula pituitária, na reprodução de fêmeas mamíferas e dos peixes.

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), o bisfenol S se torna altamente perigoso à saúde quando utilizado como alternativa à tinta de impressão.

BPA, o mais estudado de todos, pode causar aborto, anomalias e tumores do trato reprodutivo, câncer de mama e de próstata, déficit de atenção, de memória visual e motora, diabetes, diminuição da qualidade e quantidade de esperma em adultos, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), hiperatividade, infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, obesidade, precocidade sexual, doenças cardíacas e síndrome dos ovários policísticos. Um estudo publicado pela agência Fapesp mostrou que o bisfenol A pode desregular os hormônios da tireoide mesmo em doses baixas.

Aos animais, os disruptores endócrinos que se acumulam no ambiente causam sérios danos. Eles provocam reduções em populações de golfinhos, baleias, veados e furões, prejudicam o desenvolvimento de ovos de aves, causam deformidades sexuais em répteis e peixes, alterações na metamorfose de anfíbios e muitos outros danos.

Exposição

Depois da polêmica envolvendo o BPA e a sua proibição, as pessoas passaram a se sentir mais seguras com os produtos contendo os rótulos “BPA free“. Entretanto, com o desenvolvendo dos substitutos BPF e BPS que são, assim como o BPA, disruptores endócrinos e capazes de causarem danos semelhantes, não há segurança verificável, pois estes ainda não são regulamentados e as pessoas podem estar expostas a esses materiais indiscriminadamente.

Estima-se que os prejuízos financeiros com os habitantes europeus gerados pelos danos causados pelos disruptores endócrinos geram um custo de 157 a 210 bilhões de euros por ano à União Europeia (dados de 2015).

Prevenção

A melhor maneira de prevenir a exposição aos diferentes tipos de bisfenol é evitar ao máximo consumir produtos industrializados que venham em embalagens de plástico e enlatados.

Quando possível, dê preferência a embalagens e utensílios de vidro e cerâmica.

Jamais aqueça ou resfrie recipientes de plástico e descarte aqueles rachados ou quebrados, pois alterações na temperatura e na forma física do recipiente podem liberar bisfenol.

Não imprima recibos e comprovantes de papel, dê preferência às versões digitalizadas.

Prefira os alimentos mais ao natural possível, que fiquem pouco tempo em contato com embalagens.

Descarte

O descarte dos produtos contendo bisfenol é um grande problema. Primeiramente porque se forem descartados incorretamente, além de causar poluição visual, estes materiais começam a liberar bisfenol no ambiente contaminando lençóis freáticos, solos e a atmosfera, podendo vir parar em alimentos, recursos hídricos e prejudicar pessoas e animais das formas mais graves possíveis.

Por outro lado, se o material contendo bisfenol for destinado para a reciclagem, dependendo do tipo de material que ele vir a se transformar pode ter um impacto maior sobre a saúde humana, um exemplo nesse sentido são os papéis higiênicos reciclados a partir de papéis contendo bisfenol. O papel higiênico reciclado contendo bisfenol é uma exposição mais grave, pois entra em contato direto com mucosas mais sensíveis indo parar diretamente na corrente sanguínea.

Além do mais, incentivar a reciclagem de produtos contendo bisfenol é incentivar a permanência desse tipo de substância no cotidiano das pessoas e no meio ambiente.

Sendo assim, a melhor opção, obviamente, é a redução mais radical possível desse tipo de produto, e quando não for possível zerar o consumo, a melhor forma de descartar é a seguinte:

Unir recibos e jornais (ou outro material) que contenham qualquer tipo de bisfenol, embalá-los firmemente em sacolas plásticas não biodegradáveis (para que não vazem) e destiná-los a aterros seguros, pois lá eles não correrão o risco de vazarem para lençóis freáticos ou solos.

O problema é que serão um volume a mais em aterros. Então aliado a essa atitude é preciso pressionar órgãos fiscalizadores e empresas para que deixem de usar substâncias tão nocivas como o bisfenol A e seus substitutos, principalmente, ou pelo menos, em embalagens de alimentos e outros recipientes que são fontes de exposição mais significativa.