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Chás para Fibromialgia e outras doenças autoimunes

Por: https://www.facebook.com/groups/doencasautoimunes/

  1. Harpagófito ou garra do diabo

Também conhecida como “garra do diabo”, pode ser encontrada tanto em lojas de produtos naturais como em farmácias, em forma de comprimidos ou em bolsas para infusões. A comissão do Ministério da Saúde Alemão, por exemplo, avalia sua utilidade para todas aquelas pessoas que sofrem de dores articulares, reumáticas, artrose e artríticas. É um grande Anti inflamatório e, também, reduz a dor de forma considerável. E sabe o que é melhor? Não possui efeitos colaterais, coisa que nos outros medicamentos nunca pode ser evitada.

Favorece a recuperação de traumas, é uma planta digestiva e estomacal e usada também no tratamento de problemas gastrointestinais. A Harpagófito é muito adequada para casos de fibromialgia, ideal se tomada toda manhã.

Como fazer o Chá de Garra do Diabo :
Em 1/2 litro de água fervente, coloque 1 colher de sopa de tubérculos picados e deixe amornar tampado. Coe e beba.

Como Beber:
Consumir de 2 a 3 xícaras de chá por dia, no intervalo das refeições. Evite tomar à noite devido ao efeito diurético.


2. Hipericão

Conhecido também como a Erva de São João, o hipericão é um remédio natural muito efetivo para amenizar a tristeza, o desânimo e as depressões leves. E não só isso, esta infusão é muito saudável para nosso organismo nos casos de fibromialgia, fornecendo-nos ácidos orgânicos, óleos essenciaisqueratina, limoneno e taninos. Uma maravilha natural que vale a pena tomar todos os dias de manhã e à tarde.

O chá de erva de São João possui propriedades relaxantes, diminuindo assim as dores da fibromialgia, sendo por isso outro excelente remédio caseiro para fibromialgia.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) das folhas
  • 500 ml de água

Modo de Preparo

Colocar os ingredientes em uma panela e levar ao fogo. Quando ferver, desligar o fogo e tampar a panela. Deixar esfriar com a tampa, coar e beber 3 a 5 xícaras por dia.


3. A Pimenta-Caiena

Talvez você se surpreenda, mas, normalmente crê-se que a pimenta-caiena arde, mas na realidade ela contém elementos muitos saudáveis, assim como o alho, gengibre ou a mostarda.

Os benefícios da pimenta caiena se escondem em um elemento chamado capsaicina, a qual potencializa a liberação da substância P que, com sua ação picante, faz reduzir a dor. Com certeza não te é estranha, por exemplo, a existência de cremes que contém capsaicina e que são usados para o tratamento de várias doenças dolorosas.

Assim, não deixe, por exemplo, de preparar infusões de pimenta caiena. Uma forma maravilhosa de tomá-la e de aproveitar mais outros elementos é misturando uma bolsinha de chá verde, uma pitadinha de pimenta caiena e, depois, umas gotinhas de suco de limão. Assim que ferver, deixe repousar e adicione uma colher de chá de mel. Você vai ver como se sentirá bem.

  • Se o chá ficar muito forte, use um pouco menos.
  • Despeje água quente por cima — é importante que não ferva.
  • Mexa bem até a pimenta dissolver. Se notar alguns flocos inteiros, tudo bem.
  • Acrescente o suco de meio limão e mexa.
  • Deixe esfriar de 1 a 2 minutos. Assim que conseguir segurar a caneca sem se queimar, pode beber.
  • Beba lentamente até o fim. De preferência, prepare o chá de manhã para ter mais energia e um metabolismo mais rápido durante o dia. Outra dica é bebê-lo antes de fazer exercícios.

Se quiser, acrescente outros ingredientes. Uma dica bacana é acrescentar um pouco de gengibre descascado antes de despejar a água. Esse alimento ajuda na eliminação de bactérias nocivas.

  • Se quiser uma bebida mais doce, use um adoçante de estévia.

4. Unha de Gato e Sucupira

É comprovado que a maioria da população sofre com algum tipo de dor física crônica. Essas dores podem ter inúmeras causas, mas todas elas podem ser amenizadas com o simples hábito de tomar chá.

No dia 25/11/2011 o Globo Repórter passou uma matéria sobre as dores crônicas e indicou um chá que ajudou muita gente a se livrar desse incomodo, mas é possível fazer um chá ainda mais poderoso com resultados melhores e mais rápidos.

O chá mostrado no programa de televisão leva canela em pau, erva doce e semente de mostarda. Esses ingredientes realmente fazem muito bem à saúde, além da ação anti-inflamatória que ajuda a diminuir as dores crônicas, ainda ajudam a reduzir os índices de colesterol e diabetes.

Para que esse chá fique muito mais poderoso, basta acrescentar outros dois ingredientes fáceis de encontrar e que são específicos para o tratamento das dores.

Um deles é a unha de gato, nativa da Amazônia, tem ácido quinóvico que a transforma numa das plantas com maiores poderes anti-inflamatórios que melhora os sintomas de processos inflamatórios articulares e outras inflamações. É um excelente cicatrizante e aumenta a imunidade evitando doenças infecciosas.

O outro ingrediente é a semente de sucupira, nativa do cerrado, possui beta-cariofileno, outra substância anti-inflamatória poderosa. A ótima notícia é que também é antioxidante, por isso ajuda a retirar os radicais livres que prejudicam nosso corpo. Retira o excesso de ácido úrico do corpo, auxilia no tratamento de dores de garganta, reumatismo, artrite, inflamações das vias respiratórias como a sinusite e rinite, entre muitas outras.

Esse chá além de ser muito bom para a saúde não apresenta nenhum efeito colateral, apenas é contraindicado para lactantes e gestantes.

Ingredientes

  • 3 sementes de sucupira.
  • 1 colher de chá de canela em pó ou em pau moída.
  • 1 colher de chá de erva doce.
  • 1 colher de chá de mostarda em grão.
  • 1 colher de chá de unha de gato.

Preparo

Passo 1

Pegue três sementes de sucupira e quebre com o auxílio de um martelo de cozinha, ferva em 500 ml de água por dez minutos.

Passo 2

Acrescente a água quente em um recipiente com os outros ingredientes e deixe em infusão (tampado) por 5 minutos.

A unha de gato pode ser encontrada em lascas finas do tronco da árvore ou em pedaços grandes, para que ela seja usada no chá o melhor é que esteja em lascas finas, por isso, se não encontrar dessa forma basta tirar as lascas do pedaço grande do tronco com a ajuda de uma faca.

Os resultados efetivos podem demorar entre uma ou duas semanas para aparecer, mantenha-se firme e continue tomando o chá todos os dias. Uma ou duas xícaras são suficientes.


5. Canela de Velho

Resultado de imagem para chá de canela de velho

O chá de canela de velho serve para reduzir a dor e a inflamação das articulações e estimulando a regeneração das cartilagens que revestem os ossos e, por isso, pode ser usada em doenças como artrose, osteoartrite ou artrite reumatoide fibromialgia, dores e inflamação das articulações,  bursite, reumatismo, tendinite, redução de radicais livres, purificação do sangue ou mesmo para ajudar a atenuar as dores de coluna e dores musculares.

Preparo

Quando a água alcançar fervura, acrescente 2 (duas) colheres de sopa do Chá de Canela de Velho; Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos; Como Beber: Depois é só coar e beber de 3 a 4 xícaras ao dia.


Pesquisa: Grupo É seu Direito Saber – Fibromialgia e Tratamentos Alternativos

Tratamento Natural para Fibromialgia

Por: tuasaúde

Alguns bons exemplos de tratamentos naturais para fibromialgia são os chás com plantas medicinais, como o Ginkgo-biloba, a aromaterapia com óleos essenciais, as massagens de relaxamento ou o consumo aumentado de alguns tipos de alimentos, especialmente aqueles que são ricos em vitamina D e magnésio.

É importante ressaltar que, como a fibromialgia ainda não tem cura, todos estes tratamentos poderão ser utilizados, mas não exclui a necessidade da ingestão dos remédios receitados pelo médico.

Tratamento Natural para Fibromialgia

. Chás para fibromialgia

Alguns chás possuem excelentes propriedades que melhoram a circulação, relaxam os músculos e retiram os metabólitos do organismo, sendo uma ótima ajuda para aliviar as dores provocadas pela fibromialgia e reduzir o número de crises. Alguns exemplos de plantas que podem ser usadas são:

  • Ginkgo biloba;
  • Erva de São João;
  • Raiz de ouro;
  • Ginseng indiano.

Estes chás podem ser usados durante o dia e em combinação uns com os outros, assim como com outras técnicas naturais para aliviar os sintomas da fibromialgia.

1. Aromaterapia com óleos essenciais

O aroma das plantas medicinais alcançam as células olfativas e estas estimulam determinadas áreas do cérebro produzindo o efeito desejado. No caso da fibromialgia, a aromaterapia mais indicada é a de essência de lavanda, que produz bem-estar, acalma e relaxa os músculos.

Tratamento Natural para Fibromialgia

3. Massagem de relaxamento

A massagem terapêutica e a massagem de relaxamento conseguem aumentar a circulação sanguínea, retirar toxinas acumuladas nos músculos, tendões e ligamentos, relaxa, diminui a dor e o cansaço. Quando o óleo utilizado é o de semente de uva, os benefícios são ainda maiores, pois ele possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

4. Dieta para fibromialgia

A dieta também pode ter um papel muito importante para aliviar as crises de fibromialgia , isto porque algumas vitaminas e minerais muito importantes para o organismo, como a vitamina D ou o magnésio, parecem estar diminuídas na maioria das pessoas com fibromialgia .

Assim, para aumentar os níveis de vitamina D deve-se apostar em alimentos como o atum, a gema de ovo, os alimentos enriquecidos com vitamina D e a sardinha enlatada. Já para melhorar a quantidade de magnésio, é importante aumentar a ingestão de banana, abacate, semente de girassol, leite, granola e aveia, por exemplo.

Fibromialgia (肌痛) segundo a Medicina Tradicional Chinesa

Por: Camille Elenne Egídio – Instituto Long Tao

A Medicina Moderna Ocidental (MMO) define a fibromialgia como uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono e cefaleia crônica – segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor | SBED. Basicamente, fibromialgia significa então: FIBRO + MIO = fibras musculares | ALGIA = dor.

Existem várias descrições desta moléstia desde meados do século XIX, mas apenas foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença no final da década de 70.

Cerca de 2 a 8% da população adulta sofrem com a fibromialgia. Da população atingida, entre 80 a 90% dos casos são mulheres com idade entre os 30 e 50 anos.

As causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, mas existem vários fatores que estão frequentemente associados à esta síndrome, dentre eles:

  • Genética: fibromialgia é muito recorrente em pessoas da mesma família, o que pode ser um indicador de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a síndrome;
  • Infecções por vírus e doenças autoimunes também podem estar envolvidas nas causas da fibromialgia;
  • Distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão também podem estar ligados de alguma forma à esta síndrome.

O diagnóstico da fibromialgia é feito clinicamente (por meio da história dos sintomas e do exame físico). Não existem exames laboratoriais que possam realizar o diagnóstico, mas exames de sangue podem ser solicitados pelo médico para que outras doenças, com sintomas e características similares, sejam descartadas entre as possíveis causas.

No exame clínico são avaliados determinados sintomas para confirmação do diagnóstico da fibromialgia, são eles:

Duração superior a 3 meses de:

  • Dor difusa em todos os 4 quadrantes do corpo;
  • Dores musculares constantes;
  • Dor à apalpação de 12 de 18 pontos dolorosos (tender points);

E pelo menos mais 2 dos 3 sintomas seguintes:

  • Fadiga;
  • Alterações do sono;
  • Perturbações emocionais.

Devem, no entanto, ser investigados a presença de lesões nos músculos, alterações do sistema imunológico, problemas hormonais e principalmente doenças reumáticas, entre outros.

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), as doenças são avaliadas através da diferenciação de síndromes, ou seja, o conjunto de sinais e sintomas determinam quais órgãos e/ou vísceras estão energeticamente alterados no organismo gerando os desequilíbrios físicos e emocionais dos pacientes. Assim sendo, a Fibromialgia pode se enquadrar em mais de uma síndrome de acordo com os sintomas apresentados para cada paciente individualmente.

Os principais fatores etiológicos na Fibromialgia, segundo a MTC, são:

  • Invasão de fatores patogênicos externos (Umidade, Vento e Frio);
  • Tensão Emocional;
  • Dieta irregular;
  • Trabalho físico excessivo.

UMIDADE

Geralmente penetra o corpo através dos membros inferiores e flui por todo o corpo;

É considerado o principal fator patogênico na fibromialgia.

VENTO

Geralmente invade o corpo através do Cou Li (腠理) e dos próprios músculos;

É responsável pelas dores migratórias do corpo.

FRIO

Também invade o corpo através do Cou Li (腠理) e dos próprios músculos;

É responsável pelas dores localizadas no corpo e ‘combina’ muito bem com a umidade.

TENSÃO EMOCIONAL

Sentimentos como a raiva, preocupação, tristeza e pesar causam estagnação do  (气);

A estagnação do  (气) é uma das principais causas das dores.

DIETA IRREGULAR

Consumo excessivo de frituras, gorduras e laticínios tendem a gerar Umidade (Mucosidade), que é o fator patogênico da fibromialgia;

TRABALHO FÍSICO EXCESSIVO

Tanto o trabalho em demasia quanto as atividades físicas em excesso prejudicam o Baço, Fígado e Rim, geralmente por debilidade do Yang Qì (阳气).

O principal objetivo de tratamento será combater os agentes patogênicos, em especial a Umidade, bem como mover a energia, eliminar as estagnações e acalmar a mente, visto que os fatores emocionais têm grande influência neste quadro clínico.

PRINCIPAIS PONTOS PARA:

REMOVER UMIDADE

VC 12 (Zhongwan)

VC9 (Shuifen)

E28 (Shuidao)

Ba9 (Yinlingquan)

Ba6 (Sanyinjiao)

R7 (Fuliu)

B22 (Sanjiaoshu)

MOVER O Qì E ELIMINAR A ESTAGNAÇÃO

VB34 (Yanglingquan)

F3 (Taichong)

TA6 (Zhigou)

VC6 (Qihai)

REVIGORAR O SANGUE E ELIMINAR A ESTAGNAÇÃO

B17 (Geshu)

Ba10 (Xuehai)

PC6 (Neiguan)

Ba4 (Gongsun)

ACALMAR A MENTE

C7 (Shenmen)

VG 20 (Baihui)

Extras: Si Shen Cong

Os pontos supracitados poderão ser estimulados de diversas maneiras, tanto através de técnicas de massagem como o Tuiná e o Shiatsu, assim como pela Acupuntura, Moxabustão e Ventosaterapia. Além de técnicas complementares, tal como a Magnetoterapia e Stiper.

A Fibromialgia é uma doença crônica, com sintomas variados e, portanto, seu tratamento é complexo. Porém através de recursos da MMO em conjunto com as inúmeras técnicas da MTC, podemos ajudar imensamente os pacientes tanto física quanto emocionalmente.

Camille Elenne Egídio é acupunturista há mais de 15 anos, professora e coordenadora-geral dos cursos do Instituto Long Tao.

Fibromialgia e Relações Familiares

Por: https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/123456789/2801

Fibromialgia

De acordo com Bennet (1999, citado em Fernandes, 2003), existem outros sintomas relacionados à síndrome que não constam no diagnóstico oficial do Colégio Americano de Reumatologia, são eles: síndrome das pernas inquietas que são parestesias e agitação das pernas durante o estágio dois do sono; síndrome do colón irritável que são alterações nos hábitos intestinais, variando entre prisões de ventre ou diarréias; síndrome da bexiga irritada que é o aumento da freqüência das micções e disúria (dificuldades ao urinar). Problemas ginecológicos, tonturas, rigidez muscular e intolerância ao frio.

Apesar de se admitir a existência da fibromialgia, ainda que sob vários nomes, até recentemente não tinha tido nenhum critério oficial de diagnósticos reconhecidos por alguma instituição médica importante. Ainda hoje, não existem exames laboratoriais para diagnosticar a Síndrome Fibromiálgica – SFM.

O diagnóstico se faz valendo-se dos seguintes critérios oficiais desen volvidos para a SFM pelo American College of Rheumatology (Colégio Americano de Reumatología; ACR) em 1990: dor crônica, generalizada, músculo esquelética por mais de três meses em cada um dos quatro quadrantes do corpo. (“Dor generalizada” significa dores acima e abaixo da cintura e em ambos lados do corpo); ausência de outra doença sistêmica que pudesse ser a causa da dor subjacente (tal como a artrite reumatóide, lupus ou problemas da tiróides); e múltiplos pontos sensíveis à dor (ou pontos de extrema sensibilidade) em lugares característicos (veja a Figura 1). Há 18 pontos sensíveis que os doutores procuram ao fazer um diagnóstico de fibromialgia. Conforme os requisitos do ACR para que se possa considerar um paciente com fibromialgia, ele deve ter 11 destes 18 pontos. Devem-se aplicar aproximadamente quatro quilogramas de pressão (ou cerca de nove libras) a um ponto sensível, e o paciente deve indicar quais os lugares dos pontos sensíveis são dolorosos.

Figura 1- pontos sensíveis anatômicos especificamente relacionados com a SFM, de acordo com (The American College Of Rheumatology – ACR). Fonte: Nacional Fibromialgia Partnership, Copyright 2001.

(1,2) Occipital : bilateral, nos pontos de inserção dos músculos suboccipitais; (3,4) Cervical inferior: bilateral, nos aspectos anteriores dos espaços intertransversais entre as vértebras C5-C7; (5,6) Trapézios: bilateral, no ponto médio do borde superior; (7,8) Supraespinhais: bilateral, nos pontos de origem, supraescapular cerca do borde meio; (9,10) Segunda costela: bilateral, nas segundas articulações costocondrales, um pouco lateral às articulações nas superfícies superiores; (11,12) Epicóndilo lateral: bilateral, 2 cm. distal aos epicóndilos/; (13,14) Glúteo: bilateral, nos quadrantes superiores externos das nádegas no vinco anterior do músculo; 15,16) Trocánter Maior: bilateral, posterior à protuberância trocantérica; (17,18) Joelho: bilateral, na almofadinha medial de gordura cerca da linha da articulação.

Segundo sugerem os critérios do ACR, um diagnóstico de fibromialgia requer uma avaliação “real” do paciente por um médico hábil no diagnóstico de fibromialgia.

Já que os pacientes não estão certos da origem anatômica específica da dor em seu corpo, não se aconselha o autodiagnóstico. Já que as análises de laboratório são freqüentemente normais nos pacientes com SFM, é imprescindível que um médico angarie um histórico médico completo e leve a cabo um exame físico para um diagnóstico correto. Já que os sintomas da fibromialgia se assemelham aos de várias outras doenças, é necessário descartá-las antes de fazer um diagnóstico da mesma, entretanto um diagnóstico da SFM não exclui a possibilidade de que esteja presente outra condição. É necessário assegurar que nenhuma outra condição se confunda com a síndrome da fibromialgia, para poder iniciar o tratamento adequado (Franco, 2001). Pela primeira vez, os médicos poderiam identificar os pacientes com a SFM usando normas uniformes. Apesar do otimismo, os critérios tiveram seus defeitos. Em primeiro lugar, o paradigma dos pontos sensíveis, que diz que o paciente sente unicamente dores em lugares específicos do corpo. Não obstante, em estudos mais avançados começaram a sugerir que pacientes com a SFM são sensíveis aos estímulos dolorosos em qualquer lugar do corpo e não unicamente nos pontos anatômicos identificados pelo ACR.

Hoje em dia, está reconhecido geralmente que a dor estendida pelo corpo é típica da fibromialgia. Segundo, logo começou ser óbvia que a sensibilidade de um paciente varia de intensidade durante o dia. Além, dos pacientes nem sempre apresentarem dores nos quatro quadrantes do corpo. Alguns sofreram da dor unilateral; outros sentiram-na somente na parte superior ou inferior do corpo. Terceiro, os exames feitos nos pontos sensíveis, por doutores eram também problemáticos desde que dependem do julgamento humano. Apesar das falhas, os critérios do ACR, junto com os diagnósticos diferenciais, são ferramentas utilizadas para se identificar um quadro fibromialgico (Franco, 2001).

As causas são desconhecidas, mas segundo Yunus (2002, citado em Fernandes, 2003), parecem estar relacionadas com a desregulação de determinadas substâncias do sistema nervoso central. O stress psicológico, a patologia imunológica e endocrinológica parecem contribuir para o desenvolvimento ou manutenção desta situação clínica. Diversos estudos mostraram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de modulação da dor, onde se encontra uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica) e um aumento dos níveis de substância P (substância algógena), no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos, sendo assim os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente “queixosos e doloridos”. Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado, importantes regiões do cérebro envolvidas com a percepção dolorosa. Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o stress emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e conseqüentemente descondicionados, sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos. Para Goldstein (1996, citado em Fernandes, 2003), a fibromialgia tem base genética e é conseqüência de alterações no sistema límbico, decorrentes de experiências traumáticas na infância, doenças e acidentes. Segundo esse autor, o sistema nervoso do sujeito com fibromialgia não consegue lidar de maneira seletiva com as informações vindas do meio-ambiente, do corpo, ou geradas pelo próprio cérebro, em decorrência de disfunções dos circuitos neurais. Bennet (1999, citado em Fernandes, 2003), afirma que: a fibromialgia seria desencadeada por estímulos aversivos externos tais como: quadros virais, traumas físicos, acidentes, esforço físico excessivo, experiências traumáticas durante a infância e doenças graves. Knoplich (2001), fala que a justificativa mais freqüente para as dores musculares na SFM seria contrações musculares anormalmente prolongadas, que causam contração das artérias e veias que se encontram dentro do músculo e a hipóxia (falta de oxigenação no músculo), como resultado pode haver uma morte celular de algumas fibras e músculos, ou seja, uma necrose, a mesma formaria os nós ou tender points.

Esta doença atinge homens, mulheres e crianças de todas as etnias e grupos socioeconômicos em número ainda por definir, mas que se pensa ser elevado. De acordo com Franco (2001), não se pode entender e ajudar uma pessoa com fibromialgia, tento como foco a dor é necessário entender o contexto em que a pessoa está inserida para minimizar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida. Os aspectos psicológicos envolvidos na doença são muito importantes, pois podem prejudicar o bem estar da pessoa. A relação que existe entre os aspectos psicológicos e a síndrome fibromiálgica vai desde da necessidade de assumir a enfermidade e as limitações, até seu estado de animo, passando pela capacidade de enfrentar as situações problemáticas, o manejo de situações familiares, sociais e laborais, em geral sua qualidade de vida. Os sintomas da fibromialgia podem provocar problemas que afetam a qualidade de vida, estado de ânimo incluindo a auto-estima da pessoa. Por este motivo é importante o estudo dos aspectos psicológicos. Os problemas mais comuns associados a fibromialgia são a ansiedade e a depressão, ainda que apareçam com muita freqüência não são considerados fatores determinantes da síndrome. A ansiedade é uma resposta do corpo frente a estímulos aversivos ao organismo, caracterizada por sintomas de mal estar e inquietude. Porém resposta de ansiedade pode generaliza-se a qualquer situação independente do estímulo ser ou não aversivo. A ansiedade pode agravar a condição dolorosa, já que o corpo não esta preparado para conviver ou adaptar-se a esta situação (Fernandes, 2003). A definição de depressão da Classificação Internacional de Doenças (CID – 10), pela Organização Mundial de Saúde (OMS), caracteriza-se por graus variados de intensidade, nos episódios típicos, humor deprimido, perda de interesse e prazer nas atividades, energia diminuída levando a uma fadiga aumentada e atividade diminuída. Podem ocorrer também idéias suicidas. Ambos processos depressão e ansiedade agravam os sintomas principais da fibromialgia. O que pode provocar a entrada em um círculo onde os sintomas o mal– estar vão aumentando e diminuindo a capacidade do indivíduo de enfrentar as circunstâncias que o rodeia. Dor persistente conduz ao desenvolvimento de pensamentos negativos que causam o próprio fracasso. Os pacientes podem, segundo Ackerman (1986), acreditar que porque não podem fazer tanto quanto uma pessoa “normal”, são de menor valor. Eles generalizam a inabilidade em executar certas tarefas em uma inabilidade de atuação em um contexto social mais amplo.

Estilos de pensamento catastróficos evoluem e podem levar a um sentimento de invalidez e desesperança. Esses pensamentos arruínam a confiança do indivíduo e resultam em depressão, que por sua vez afeta a percepção de dor e dificulta a adesão ao tratamento (Chaitow, 2002). A gravidade dos sintomas da fibromialgia torna esta situação clínica não só debilitante como também, freqüentemente, incapacitante, embora o doente apresente, muitas vezes, estar bem. Até à data não há análises ou testes que comprovem a existência desta doença. Individualmente, os sintomas são comuns a outras situações clínicas, mas a conjugação deles por um período de tempo prolongado numa pessoa que anteriormente não padecia deles e com uma tal gravidade que provoca alteração radical na rotina da pessoa permite que se faça o diagnóstico por exclusão. Estilos de pensamento catastróficos evoluem e podem levar a um sentimento de invalidez e desesperança. Esses pensamentos arruínam a confiança do indivíduo e resultam em depressão, que por sua vez afeta a percepção de dor e dificulta a adesão ao tratamento (Chaitow, 2002). A gravidade dos sintomas da fibromialgia torna esta situação clínica não só debilitante como também, freqüentemente, incapacitante, embora o doente apresente, muitas vezes, estar bem. Até à data não há análises ou testes que comprovem a existência desta doença. Individualmente, os sintomas são comuns a outras situações clínicas, mas a conjugação deles por um período de tempo prolongado numa pessoa que anteriormente não padecia deles e com uma tal gravidade que provoca alteração radical na rotina da pessoa permite que se faça o diagnóstico por exclusão.

Fibromialgia e relações familiares

Na idade média, a família era responsável pela transmissão de bens e nomes, não tinha uma função afetiva. A partir do século XVIII a família começa a distanciar-se da sociedade, valorizar a intimidade da vida privada e ter necessidades de uma identidade, passando a se unir pelo sentimento. A instituição família passa a ser responsável pela transmissão de valores e conhecimentos.

Atualmente a família é caracterizada por um grupo de pessoas que compartilham circunstâncias históricas, culturais, sócias, econômicas e afetivas. A família ocupa lugar intermediário entre o indivíduo e a sociedade da qual ele faz parte, porém possuindo intimidade, organização e dinâmica própria (Scodelario, 2002). Alguns aspectos da experiência de vida são mais individuais que sociais, outros mais sociais que individuais, porém a vida é uma experiência compartilhada e compartilhável (Ackerman, 1986). A família constitui um sistema delimitado por fatores como: consangüinidade e afinidade, ela determina papéis e, por isto mesmo, gera seus próprios anti-sistemas, que são constituídos por estímulos internos e externos, os quais tendem a modificálo ou destruí-lo. Os estímulos internos são inerentes ao desenvolvimento social e intelectual dos atores; e os externos são caracterizados pela evolução da sociedade em que está inserido o grupo familiar. Na medida em que os envolvidos crescem e interagem socialmente com outros grupos ou culturas familiares, se modificam, alteram suas concepções de certo e errado, evoluem, miscigenam seus costumes e, por lógica, conflitam com os paradigmas de seu grupo familiar originário.

Estes conflitos, gerados pelos paradigmas apreendidos na interação social extra-grupo e intra-grupo, geram estímulos de ação e reação, os quais tendem a fomentar os antagonismos relacionais familiares, os quais podem se manifestar no relacionamento de progenitores com prole; entre cônjuges; e núcleo familiar (pais e filhos) com grande grupo familiar (conjunto de grupos familiares ligados entre si por laços de consangüinidade e afinidade) (Ackerman, 1986).

Em seu livro, Ackerman (1986), relata que para falar de diagnóstico e tratamento familiar é necessário construir um arcabouço teórico, onde se possa então elaborar hipóteses sobre a dinâmica familiar. São relevantes para o levantamento de dados a autonomia do indivíduo; sua integração emocional no grupo familiar, o ajustamento ou falta de ajustamento do indivíduo aos papéis 20 familiares e extrafamiliares; como comportamentos dos membros da família podem apoiar ou ameaçar o indivíduo.

De acordo com Ackerman (1986), a identidade psicológica de um indivíduo ou de um grupo familiar refere-se à direção, enquanto estabilidade, organização e expressão do comportamento em ação. No contexto de relação familiar, identidade psicológica refere-se aos elementos da identidade psíquica harmonizada, as lutas, valores, expectativas, ações, medos e problemas de adaptação, compartilhados ou Influenciados pelos membros da família. A identidade psicologia é um aspecto da vida familiar que determina regras e padrões familiares como: linhas de autoridade, diferenças sexuais etc. E determina também o equilíbrio entre diferenças e semelhanças entre o indivíduo e a família.

Em grupos familiares cujo equilíbrio entre a identidade psicologia familiar e individual não ocorram pode prejudicar a formação da identidade individual. A identidade psicológica e estabilidade do comportamento devem ser consideradas juntas, essa estabilidade é produto de processos complexos e interdependentes, os mais importantes seriam a permanecia da identidade ao longo do tempo, controle de conflitos, capacidade de mudar, aprender desempenhar novos papéis na vida e conseguir se desenvolver a partir destes processos, a identidade e estabilidade, que se expressam em ação. Na adaptação familiar e individual a adaptação bem sucedida é fundamental para a saúde emocional, enquanto a desadaptação leva ao colapso e a doença (Ackerman, 1986). A estabilidade agrupa a capacidade de manter a igualdade ou continuidade de uma pessoa ou de um grupo de pessoas através do tempo, sob a influência de contextos variados, assegurando a integridade e totalidade do comportamento pessoal perante o perigo de novas experiências caracterizando assim o equilíbrio. O mesmo é mantido através do funcionamento conjunto da percepção, memória, associação, julgamento, controle da emoção e ansiedade. A interação dos membros da família em seus respectivos papéis familiares determina a qualidade da estabilidade das relações familiares, afeta a capacidade de competir com o conflito familiar e restaura o equilíbrio após um estresse emocional. A adaptação efetiva exige equilíbrio entre a necessidade de proteger a igualdade, a continuidade e a necessidade de acomodar-se à mudança. O conflito diz respeito às relações do indivíduo com família, a falha em solucionar o conflito gera o colapso adaptativo e a doença. Ao verificar o significado do conflito do indivíduo e dos membros da família, pode se descobrir às relações entre colapsos adaptativos e doença em um sujeito e distúrbios nas relações familiares (Ackerman, 1986). A fibromialgia pode ser resultado de um colapso adaptativo, caso ela tenha surgido por uma falha do sujeito em solucionar o conflito familiar. Neste caso verificando a relação familiar, o psicólogo saberia como a doença estaria sendo Influenciada por um desarranjo familiar.

O conflito nas relações familiares pode ajudar ou prejudicar o sujeito. O conflito pode proporcionar o crescimento, prejudicar o equilíbrio emocional das relações familiares e a adaptação individual. No caso de pacientes com fibromialgia, em que mudanças e adaptações constantes são necessárias é essencial que os conflitos sejam trabalhados de modo a proporcionar ao paciente um crescimento. De acordo com Scodelario (2002), no processo de elaboração da rede das relações familiares deve-se desenvolver experiências reforçadoras que proporcionam maior integração entre seus membros, de modo a evitar experiências punitivas que seguiria por uma desintegração familiar ou até a inclusão da violência na dinâmica familiar. A permanente necessidade de fixar a identidade pessoal e de integrar as necessidades pessoais ao contexto da vida social e a tensão de equilibrar papéis familiares com papéis extrafamiliares é um elemento importante no surgimento de doenças (Ackerman,1986). Essa afirmação pode sugerir que a fibromialgia pode ser o resultado de uma eterna tensão em equilibrar as necessidades pessoais ao contexto social. Malebi (1999) faz referência à alguns estudos que mostram como variáveis familiares podem influenciar o curso da doença. Goldberg, Kerns e Rosenberg (1993, citados em Malebi, 1999) verificaram que o apoio do cônjuge é capaz de impedir o desenvolvimento de depressão em pacientes com dor crônica. Sander, Shpherd, Cleghorn e Wooford (1994, citado em Malebi, 1999) disseram haver evidências de que o estilo de interação da família pode influenciar a freqüência das queixas de dor e de intensidade a dor em pacientes adultos com dor crônica, com artrite reumatóide e fibromialgia.

De acordo com Rolland (1995), quando se fala em fibromialgia é fundamental observar o sistema criado pela interação da doença com um indivíduo, uma família ou algum outro sistema biopsicossocial.

E para analisar o relacionamento entre a dinâmica familiar ou individual com a doença crônica é necessária criar uma tipologia da mesma, com o objetivo de facilitar a criação de categoria entre várias doenças crônicas. Esta tipologia conceitualiza diferenças de início; curso; conseqüências e grau de incapacitação da enfermidade. Rolland (1995), classifica o início das doenças em agudo e gradual.

A fibromialgia exige da família um período de ajustamento prolongado e caso a família e o indivíduo não estejam preparados para estas mudanças o tratamento pode ficar comprometido ou aumentar o conflito familiar. Uma doença crônica, como a fibromialgia, muda vários aspectos da vida pessoal e familiar da pessoa acometida pela mesma. A família tem papel fundamental na mudança, pois ao mostrar capacidade de adaptação e mudança, o doente terá mais possibilidades de se adaptar e aprender a viver com a doença.

Os membros da família podem juntos auxiliar o tratamento ou podem destruir o mesmo, por exemplo, isolando o doente ou desencorajando-o (Oliveira, 2005).

O curso das doenças crônicas é dividido em três formas diferentes: progressiva, constante ou reincidente. Doença de curso constante ocorre um evento inicial depois o curso biológico se estabiliza. Neste caso a família e o indivíduo se defrontam com mudanças estáveis e previsíveis durante um considerável período de tempo. Ocorre a exaustão familiar sem a tensão de novas demandas de papel ao longo do tempo. A doença reincidente, por ser episódica, exige da família uma estruturação para lidar com períodos de crise. As doenças de curso progressivo seriam doenças sintomáticas com progressiva severidade, como a fibromialgia, a família e o indivíduo se defrontam com efeitos de um membro da família apresentando constantemente a sintomatologia, e diminuindo a capacidade de modo gradual ou progressivo.

Os períodos de alívio em relação às demandas são mínimos, isto significa para a família uma continua adaptação e mudança de papel. Uma tensão crescente nos familiares é provocada tanto pelos riscos de exaustão quanto pelo contínuo acréscimo de novas tarefas ao longo do tempo. Isto exige da família flexibilidade nas reorganizações interna de papéis e a disposição para utilizar recursos externos, como a terapia (Rolland, 1995).

De acordo com Ackerman (1986), as doenças seriam um controle homeostático das relações do indivíduo com o meio externo. O desenvolvimento superior do córtex no ser humano lhe proporcionou o poder de introspecção e a capacidade de prever futuros problemas de adaptação, e examinar quais as possíveis respostas à experiência, e portanto, exercer através da razão algum grau de discriminação e escolha quanto à forma preferida de adaptação social. Para Ackerman, (1986), não existe estabilidade quando se fala em saúde familiar, às famílias podem ser predominantemente saudáveis ou doentes, ou seja, pode se observar componentes de funcionamento familiar que são saudáveis e outros prejudiciais.

Falhas na adaptação familiar podem ser classificadas por sua profundidade e nocividade. De acordo com o modo de lidar com problemas familiares, a família pode alcançar soluções realísticas para seus problemas de modo a conter ou controlar os efeitos do problema enquanto elabora uma solução e também pode ser incapaz de encontrar soluções ou conter os efeitos destrutivos do conflito, neste caso os membros da família podem responder ao conflito com comportamentos impulsivos, inadequadamente destrutivos e prejudiciais, como o de depositar toda a tensão familiar em um ou mais membros da família. A fibromialgia pode se manifestar no indivíduo devido às tensões familiares depositadas nele, e enquanto não se dissolver esta tensão, o paciente pode continuar apresentando os sintomas da doença ou até intensificar os mesmos (Ackerman, 1986).

Independente do nível social e econômico observa-se que a vida familiar age como um tipo de corrente transmissora de conflito e ansiedade patogênicos. A família torna-se fonte de transmissão emocional doentia. A ligação de identidade individual e familiar é fundamental e difusa, tornando-se impossível o indivíduo separa-se dessa transmissão (Ackerman, 1986).

Os efeitos da ansiedade, estresse e conflito familiar são destrutivos, e podem ser sentidos por vários membros da família, passando de um membro ao outro. Porém um membro da família pode atingir uma imunidade parcial através da vitimização de um ou mais membros da família.

Existem várias famílias nas quais a doença psiquiátrica de um membro representa um resultado sintomático da necessidade de diversos membros da família, para se proteger a família sacrifica um membro ou vários, às vezes, a família é quase totalmente sucumbida, todos os membros demonstram uma desestruturação emocional porém de formas diferentes.

A alienação emocional, isolamento de membros da família, construção de barreiras, críticas a comunicação, o surgimento de facções e divisões familiares são evidências de conflitos e hostilidades que desintegram a unidade familiar. Essas tendências desmoralizam os membros da família.

Todas as tendências acima listadas são freqüentes em pessoas com fibromialgia, o psicólogo deve intervir de modo a desconstruir este tipo de relação entre o sujeito e sua família, para não prejudicar o tratamento do paciente (Ackerman, 1986).

A família como um grupo desenvolve um padrão principal: membros individuais ou grupos familiares podem emitir esse padrão, inventar padrões opostos ou representar padrões secundários, e as tensões situadas nas relações conjugais, ou nas relações entre pais e filhos ou entre outros podem ser oriundos de necessidades pessoais que não são compartilhadas pelo grupo. O estresse e os conflitos gerados por estas tensões podem influenciar o quadro de fibromialgia gerando a dor ou intensificando a mesma. Por isso o psicólogo deve estar atento aos padrões de comportamentos familiares para entender como o comportamento familiar esta interferindo nos comportamentos de doença e saúde (Ackerman, 1986). Graus de sucessos ou falhas de adaptação nos papéis familiares relacionam-se diretamente com o “estar bem”. O primeiro sintoma de desadaptação é expresso em um contexto, se com o passar do tempo, o conflito e a ansiedade excedem os recursos integrativos que o indivíduo mobiliza dentro da família, os processos de desorganização e incapacidade espalham-se para outros contextos, neste caso o colapso é oriundo da falta de apoio do grupo familiar.

O indivíduo com fibromialgia se depara sempre com novas situações que podem gerar estresse e ansiedade, por isso ele necessita de apoio intra familiar para ajudá-lo a se adaptar as novas situações advindas da síndrome Fibromialgia (Ackerman, 1986). Alguns pacientes com fibromialgia podem ser visto como indivíduos aflitos e com uma expressão sintomática da patologia, porém às vezes esta síndrome só é um indicativo de distúrbio familiar, pois a relação familiar é de grande importância na manutenção ou precipitação da doença.

O terapeuta deve tomar como ponto de partida o sintoma apresentado pelo indivíduo; e posteriormente se deslocar para o padrão de conflito no qual esse paciente está envolvido dentro do contexto familiar; procurando tornar claro o grau de envolvimento do conflito familiar com a doença, no caso a fibromialgia (Ackerman, 1986).

Pensando a família de pacientes com fibromialgia, como doente, sustento a idéia de que famílias que maltratam têm como característica básica o sofrimento psíquico, ou ainda são portadoras de transtornos mentais, o que evidência a necessidade de auxílio, independente da decisão que vai ser tomada posteriormente. Talvez a única alternativa em algumas situações seja o afastamento, mas nunca sem antes usar de todos os recursos possíveis para a reestruturação familiar (Scodelario, 2002).

Auxílio Doença – Fibromialgia

Só quem tem fibromialgia para saber quantas dores essa doença pode fazer alguém passar todos os dias, seja na cabeça, nas costas ou nas pernas — ela pode se dar em qualquer lugar do corpo. Em alguns casos, fica claro a falta de condição de se trabalhar por conta dela e o requerimento do auxílio-doença acaba sendo necessário.

E esse é sim um direito de todos os portadores da doença, mesmo muitos não sabendo que a fibromialgia dá afastamento pelo INSS. É claro que, muitas vezes, após uma consulta, o pedido pode ser negado, mas estamos aqui justamente para te ajudar com isso, e explicaremos melhor no texto. Pode se tranquilizar, você não está sem amparo!

Tenho fibromialgia, como consigo o auxílio-doença?

Fique tranquilo, lembramos, mais uma vez, que você possui direitos! Sim, a fibromialgia afasta pelo INSS. Logo, você pode sim pedir seu auxílio-doença por fibromialgia. O processo não é muito diferente de outros pedidos por conta de outras doenças.

O portador da fibromialgia que estiver afastado do serviço por mais de 15 dias pode solicitar diretamente ao INSS seu auxílio-doença. Aí entra a famosa “Autarquia Previdenciária”, que nada mais é do que a avaliação que um médico fará sobre você para saber se você realmente não está em condições de trabalhar.

O INSS só concederá o auxílio-doença caso o médico perito avalie sua incapacidade total ou parcial para trabalhar normalmente, assim como para atividades simples do dia a dia. Infelizmente, o trabalhador que já tiver começado a recolher o INSS possuindo a doença só poderá solicitar o auxílio-doença caso ela fique mais forte com o passar do tempo e já tiver quitado a carência.

Cabe lembrar que carência é o tempo mínimo que alguém precisa estar contribuindo ao INSS para poder usufruir do benefício do auxílio doença. Normalmente, esse prazo mínimo é de 12 mensalidades.

Sabemos que esses processos são difíceis e burocráticos e muitas vezes o resultado não é o esperado. É relativamente comum que pedidos para receber o auxílio-doença sejam indeferidos (rejeitados), o que nem sempre reflete a situação real de quem pede, muitas vezes impedida de trabalhar. Mas tudo bem, existem sempre saídas para essas circunstâncias!

E se eu quiser pedir aposentadoria por invalidez, também dá?

Os processos continuam parecidos quando se trata de aposentadoria por invalidez, mas algumas coisinhas mudam um pouco. Diferente do pedido por auxílio-doença, você precisa estar afastado permanentemente do trabalho por causa da fibromialgia para ter a aposentadoria pelo INSS.

Mais uma vez, você terá que passar por um médico para que ele veja se a sua fibromialgia é um problema permanente e que te deixe totalmente sem condições de continuar trabalhando.

Assim como no caso do auxílio-doença, algumas injustiças às vezes são cometidas e nem sempre quem solicita o benefício tem o pedido atendido.

Uma dica sempre valiosa para os que estão nesse processo é sempre reunir o máximo possível de documentos, exames e atestados que possam confirmar para o médico perito como realmente aquela doença te afeta. Isso pode afetar bastante o resultado final da perícia.

Como eu sei se tenho fibromialgia?

A fibromialgia é tão comum quanto incômoda. A doença basicamente se trata de uma síndrome que causa dores musculares profundas em qualquer lugar do corpo, sendo os mais comuns a cabeça e as costas. A doença pode também trazer mais fadiga, problemas com o sono e deixar partes do corpo mais delicadas. Outros sintomas são a depressão e o cansaço constante.

Você tem algo parecido com isso? Bom, se sim, existem boas chances de que você esteja sofrendo com a fibromialgia. Embora sua sensibilidade a dores possa ser uma causa para a fibromialgia, muitos casos ocorrem por conta de muito estresse, de traumas ou infecções.

Os tratamentos para a fibromialgia também são bastante complicados, variando de caso para caso, e muitos enfermos não conseguem ter acesso a eles. Um dos motivos para isso é a dificuldade de se detectar um paciente com fibromialgia.

Além disso, os portadores da fibromialgia também costumam sofrer bastante preconceito nos mais diversos meios, como na família, no trabalho e com os amigos, por conta do pouco entendimento sobre a doença. Muitos chegam a se irritar devido às constantes reclamações de dor e ignoram os efeitos provocados por ela, causando também problemas emocionais e psicológicos no portador da doença.

Complicado, né? Com isso, não é difícil concluir que muitas pessoas não possuem a mínima condição de trabalhar por causa da fibromialgia. As dificuldades no ambiente de trabalho logo são visíveis e causam problemas tanto para o enfermo quanto para a própria empresa. Imagine-se tendo que subir e descer escadas, carregar itens um pouco mais pesados ou interagir em locais de trabalho que exijam mais movimentação.

Por isso, estamos aqui para lembrar que quem possui fibromialgia tem direito ao auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez e que fazer o requerimento desse benefício não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’.

Entendi tudo, só ainda não sei o que é o… auxílio-doença

Não esquente a cabeça! Isso é mais normal do que se pensa. Fala-se muito sobre a possibilidade de pedir auxílio-doença para o INSS, mas pouco mesmo se fala sobre o que é de fato o auxílio-doença.

O auxílio-doença é basicamente um benefício que o INSS concede a pessoas que estão incapacitadas de continuar trabalhando por causa de alguma doença. Mas, diferente da aposentadoria por invalidez, é um auxílio temporário e a remuneração varia de caso para caso.

Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.

Já pensou você saber tudo sobre o INSS desde os afastamentos até a solicitação da aposentadoria, e o melhor, tudo isso em apenas um final de semana?

Uma alternativa rápida e eficaz é o curso INSS na prática: Trata-se de um curso rápido, porém completo e detalhado com tudo que você precisa saber para dominar as regras do INSS, procedimentos e normas de como levantar informações e solicitar benefícios para você ou qualquer pessoa que precise.

Conteúdo original Maviene Advogados

“Brasileiros desenvolvem aparelho que promete aliviar as dores da fibromialgia”

Por: viverbem

“Os pacientes que sofrem com as dores causadas pelas fibromialgia terão à disposição, a partir de agosto, um novo tratamento para aliviar os sintomas da doença. Em vez de apelar para analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos, os pacientes poderão ser submetidos a sessões em um aparelho de terapia fotodinâmica. Ele emite simultaneamente laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico.”

“As aplicações de luz são feitas diretamente nas palmas das mãos e duram menos de três minutos. Em dez sessões, o aparelho também promete tratar outras doenças como artrite e artrose, usado em outros membros do corpo.

O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP). O foco do grupo foi “atacar” a fibromialgia a partir da palma da mão, em vez dos pontos de dor espalhados pelo corpo.

A ideia surgiu após a revisão de artigos da área, que sugeriam que pacientes diagnosticados com a doença possuíam quantidade maior de neuroreceptores próximos aos vasos sanguíneos das mãos.”

“Após três anos de desenvolvimento, os pesquisadores conseguiram atender, em parceria com clínicas de São Carlos e a Santa Casa de Misericórdia da cidade, mais de 800 pessoas para comprovar a eficácia do produto. Outras mil pessoas aguardam na fila para serem atendidas e participarem do estudo como voluntárias.

“Essas pessoas já sofrem muito com os efeitos colaterais dos medicamentos usados para tratar dessas doenças. Então nossa intenção sempre foi fazer uma intervenção não medicamentosa, para não comprometer a qualidade de vida do paciente. Ainda mais pelo fato de que cada vez mais, pessoas em idades ativas, estão sendo diagnosticadas com esses males reumatológicos”, comentou o orientador do estudo, professor Vanderlei Salvador Bagnato.

Além da redução significativa da dor, os voluntários que se submeteram as sessões também relataram outras melhoras na qualidade de vida, como redução da sensação de cansaço, motivação para realização de atividades rotineiras e sono equilibrado.
“Para o tratamento de artrite e artrose o aparelho é três vezes mais eficaz do que os tratamentos disponíveis atualmente no mercado, inclusive medicamentosos. Já a fibromialgia é uma doença com diagnóstico mais complicado e outras variáveis entram nessa conta, como a questão psicológica”, pontuou o professor orientador.”

“Nos próximos meses, o professor diz que empresas patrocinadoras do projeto estarão trabalhando para que o aparelho seja distribuído em todo território nacional. “Inclusive, com profissionais treinando médicos e fisioterapeutas para o uso”, declarou Bagnato.

“Claro que no mercado o aparelho terá os custos de produção, distribuição, impostos. Mas não será um equipamento tão custoso que sua aquisição seja proibitiva para os profissionais da área. A intenção é que o aparelho chegue nas clínicas, barato o suficiente, para poder atender a população”, declarou.

Hoje, nas clínicas parceiras da universidade, os pacientes pagam o valor simbólico de R$ 40 por sessão. “Essa é uma combinação inédita do ultrassom, cujas ondas mecânicas chacoalham o tecido da região onde é aplicado, e do laser, que acelera o metabolismo. É a primeira vez que essas duas técnicas são usadas juntas.  Todo novo produto passa por uma série de testes para ser lançado no mercado, mas o mais importante é a segurança do estudo, que comprova sua eficácia. Isso nós já temos”, finaliza o professor.

Aparelho ainda em estudos
(Este conteúdo foi atualizado no dia 09 de setembro de 2019)

O aparelho que promete reduzir os sintomas da fibromialgia ainda não foi disponibilizado ao público geral porque está passando por ensaios finais, no aguardo da aprovação da Anvisa, conforme explicou o professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física da USP, ao Viver Bem, por telefone.

Clínicas interessadas podem entrar em contato com o professor (por meio do e-mail vander@ifsc.usp.br) e participar do estudo. Desta forma, além de permitir o acesso da população ao equipamento, os resultados vão compor os dados do estudo como técnica experimental.”


Fibromialgia: nova peça no quebra-cabeça

Cientistas sugerem outra origem para a condição dolorosa que afeta nove mulheres a cada homem. Saiba como isso poderá mudar o jeito de lidar com ela

Por: https://saude.abril.com.br/

Em vez do centro, a periferia: eis a mudança de eixo proposta por uma dupla de pesquisadores em relação à causa fisiológica da fibromialgia, problema crônico que espalha dores pelo corpo inteiro e atinge entre 2 e 3% da população brasileira. De acordo com um estudo dos reumatologistas Xavier Caro, do Centro Médico e Hospital Northridge, e Earl Winter, da Universidade North Central, ambos nos Estados Unidos, a síndrome estaria mais associada a alterações em nervos à flor da pele do que a um defeito na ala do sistema nervoso central que gerencia a percepção da dor. A hipótese quebra o paradigma estabelecido até o momento e traz possíveis repercussões no tratamento do transtorno.PUBLICIDADE  

Caro e Winter chegaram a essa conclusão depois de realizar biópsias na pele da coxa e da panturrilha de 41 pacientes com fibromialgia e de 47 sem a síndrome. Na análise dos tecidos, eles constataram que as portadoras tinham menos fibras nervosas na epiderme, o que estaria no cerne da constante sensação dolorosa. Além disso, notaram um elo entre a menor densidade de nervos ali e uma alteração imunológica já relacionada a doenças que também afligem o sistema nervoso periférico, como a esclerose múltipla.

“Essas observações indicam que o paradigma atual da fibromialgia, em que a sensibilização central é vista como o principal motor da desordem, requer modificação”, defendem Caro e Winter. O achado seria uma resposta, segundo eles, para o fato de que centenas de seus pacientes reclamam de sensação de queimação, choque e peso no corpo, indícios de uma anomalia nos nervos. Entre essas pessoas, até um abraço chega a doer. Em entrevista a SAÚDE, outros especialistas no assunto afirmam que é cedo para dizer quanto a descoberta vai mudar o que já se sabe sobre o transtorno. Mas há certa convicção de que ela representa uma nova peça no complexo quebra-cabeça que forma essa síndrome.

Fibromialgia: a difícil trajetória entre a dor e o diagnóstico

Por: Estadão

Pacientes relatam descrença na doença e falta de preparo médico para conseguir identificar a enfermidade

Fibromialgia é caracetriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações.

Fibromialgia é caracteriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações. Foto: rawpixel.com/Pexels

fibromialgia é uma doença antiga, tendo sido descrita pela primeira vez em torno de 1904. Mas somente nos últimos 30 anos é que ela começou a ser mais estudada e seus mecanismos melhor entendidos. Ainda assim, principalmente por não ter causa definida, muitos pacientes enfrentam uma longa trajetória, acompanhada de dor crônica, até obter o diagnóstico. Entre os motivos estão a descrença na enfermidade e o despreparo médico, e o alerta é reforçado neste 12 de maio, Dia Nacional da Fibromialgia.

A farmacêutica Lívia Teixeira, de 29 anos, conta que sente dores desde criança, com foco nas articulações e coluna. Os médicos diziam que podia ser escoliose, tendinite, dor do crescimento e até começo de tumor ósseo, o que assustou a mãe dela. Nada, porém, se comprovava e ela cresceu sentindo o corpo doer independente de fazer esforço físico.

Após anos sem saber o que tinha, considerando que viver com dor era normal, ela associou seus sintomas a relatos de pacientes com os quais teve contato por meio de seu trabalho em uma empresa que produzia medicamentos para fibromialgia. “Comecei a me identificar, estudar fibromialgia e decidi que era isso que eu tinha, mas precisa de um médico para me auxiliar”, relata.

Ela se consultou com reumatologista, fisiatra, neurologista, ortopedista e gastroenterologista, mas ninguém confirmou o que tinha. O autodiagnóstico de Lívia, que tem experiência na área da saúde e está se especializando em dor crônica, veio em 2013 e foi apoiado por um ortopedista da empresa onde trabalhava. Desde então, ela tem se aprofundado cada vez mais no tema e criou o programa De Bem Com a Fibro para ajudar pacientes a lidar de forma mais positiva com a doença.

Diagnóstico de fibromialgia

O especialista em fibromialgia e dor José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que essa doença é de difícil diagnóstico. Embora a enfermidade seja caracterizada por dor generalizada, nem sempre sentir o corpo todo dolorido significa fibromialgia. “É preciso verificar quais doenças se parecem com a fibro e eliminá-las, como hipo e hipertireoidismo, diabete, doenças inflamatórias musculares e neurológicas”, diz o médico.

Exames como ultrassom, ressonância, de sangue e tomografia geralmente são solicitados para descartar problemas semelhantes à fibromialgia. Além disso, para o diagnóstico correto, deve-se examinar bem a história do paciente e a presença de fatores complementares. A doença costuma estar acompanhada de distúrbios do sono, dor de cabeça e constipação, por exemplo.

Provenza afirma que a maioria dos médicos não tem paciência para atender pessoas com múltiplas queixas, que é o caso da fibromialgia. Isso também justifica a dificuldade de conseguir um diagnóstico. Lívia percebe que os especialistas que ela consultou não quiseram se comprometer com a condição dela. “Eu entendia mais de fibro do que eles. Me encaminhavam para outros médicos e não entendiam, não sabiam que o diagnóstico é clínico.”

O que se sabe sobre as causas da fibromialgia

O presidente da SBR diz que, com base nos estudos sobre fibromialgia dos últimos 30 anos, entendeu-se que a doença tem um componente emocional. Porém, mais do que isso, trata-se de uma enfermidade física em que existem importantes alterações no sistema nervoso central (SNC) ligadas aos níveis de percepção da dor.

“Na fibro, o paciente tem tanto distúrbio central como de percepção da dor no nível periférico, por meio de sensores na pele, nas articulações que se comunicam com os neurônios no sistema nervoso central”, explica Provenza. Essa comunicação se dá por neurotransmissores, substâncias que facilitam ou inibem a dor. Ocorre que, devido às alterações no SNC, essa ligação sofre impacto e as dores passam a ser generalizadas e constantes.

Segundo o especialista, alguns estudos apontam uma tendência de marcadores genéticos na fibromialgia. Além disso, uma queixa comum na maioria dos pacientes é a vivência de estresses, o que pode desencadear a doença em qualquer fase da vida ou agravar as crises de dor.

A jornalista Nathalia Molina, de 48 anos, tem diagnóstico de fibromialgia há seis e recorda que também considerava normal sentir dores constantemente. Atualmente, ela diz entender que a crise ocorrida em 2012 foi motivada por “várias situações traumáticas e pessoais” que ocorreram em sua vida desde 2006. Além do estresse no trabalho, ela teve duas perdas gestacionais seguidas.

Depois de muitas idas ao pronto-socorro, Nathalia resolveu se consultar com um ortopedista. “Ele fez várias perguntas que, para mim, não tinham nada a ver. Mas ele estava fazendo as perguntas que o exame clínico faz para entender síndrome”, diz. Após um mês de tratamento com remédio, ela voltou a ter crise e foi orientada a procurar um reumatologista.

“Ele me disse: ‘tem gente que acha que existe e tem gente que acredita que não existe’. Ele disse que eu era sedentária, que precisava emagrecer e fazer exercício físico. Fui embora e fiquei de cama”, conta a jornalista. Em março de 2013, ela conseguiu obter o diagnóstico correto com outro reumatologista.

Apoio é fundamental no tratamento

Fazer exercícios físicos de forma leve é uma das indicações para tratar a fibromialgia, mesmo que a pessoa comece com cinco minutos de caminhada por dia. Alguns medicamentos, como antidepressivos que atuam na dor e outros que melhoram a qualidade do sono, também são prescritos. Mas uma parte fundamental do tratamento é o apoio emocional e psicológico.

“Na maioria dos pacientes, os familiares começam a não acreditar nas queixas, porque são contínuas e frequentes. A gente tem de mostrar que a doença física existe junto com uma alteração do comportamento e do humor”, diz Provenza. A farmacêutica Lívia tem investido em terapia emocional, autoconhecimento e tem o suporte da família.

Nathalia conta, principalmente, com o apoio do marido, que por “sorte” acredita que fibromialgia existe e divide com ela as tarefas domésticas. O filho dela, hoje com dez anos — “ele era mais pesado para mim com três do que agora” —, também compreende a condição. “Passei o primeiro ano de vida dele só com ele. Era prazeroso para mim e acho que compensava possíveis estresses”, lembra.

O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela Fibromialgia

Por: Fibro

Todo mundo está sob estresse em suas vidas.

O estresse é algo que todo mundo conhece e é considerado parte da vida. Você não pode ter dinheiro suficiente, problemas com casamento ou lhos, etc. Pode ser qualquer coisa. Pessoas com fibromialgia têm um alto nível de estresse.

Todo mundo sabe sobre o estresse que é um assassino silencioso. Os sintomas e efeitos colaterais do estresse podem causar um ataque cardíaco, problemas cardíacos, ansiedade, depressão e outros problemas. O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela fibromialgia.

Alguns destaques do estresse e fibromialgia.

Acredita-se que o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal no corpo evite o estresse envolvido. Quando as pessoas são afetadas pela fibromialgia, essa condição se desfaz nesse eixo e esses níveis são muito mais altos do que em pessoas normais.

Pessoas que têm fibromialgia têm diferentes níveis de HPA e podem reduzir os hormônios do estresse, como adrenalina e
cortisol. O nível de estresse diminui sem esses analgésicos muito necessários sem aviso prévio.
Uma pessoa pode car doente com esse fardo. Muitos sintomas são causados pelo estresse e você nem sabe que estão
associados ao estresse. Se uma pessoa também sofre de fibromialgia, isso pode levar a uma situação desfavorável. Você sente
mais dor com o estresse e fibromialgia é uma síndrome em que ocorre muito estresse. Se você tiver uma enxaqueca, esse
estresse pode aumentar a dor. O estresse também agrava outras dores causadas pela fibromialgia.
Se você está estressado, seu sono também será afetado. As pessoas que sofrem de stress sentem frequentemente que não
conseguem adormecer facilmente. Parece que a sua mente está constantemente a correr mesmo quando adormece. Você nem
sabe como lidar com esse estresse. Todas as coisas começam a chegar à sua cabeça quando é hora de dormir. Você tem a
incapacidade de relaxar.

Como reduzir o estresse

Se você reduzir o estresse da sua vida, você pode controlar sua fibromialgia. Isso parece fácil, mas não é, especialmente quando
há muitos outros problemas que são apresentados a você. Se você tentar reduzir seu estresse hoje, certamente poderá gerenciar
o estresse com eficiência. Você pode lidar com coisas diferentes com o estresse.
Yoga e meditação são considerados eficazes no alívio do estresse. Yoga pode ser difícil para pessoas com fibromialgia, mas alguns
conceitos básicos podem ajudar enormemente. O processo de inalar e exalar com os músculos do corpo é a meditação. Isso
também tem sido usado há séculos e é uma forma de medicina chinesa como a ioga.
O estresse também pode melhorar com o uso de medicamentos anti-ansiedade. Médicos prescrevem medicamentos que podem
ajudar a acalmá-lo e manter o estresse ao mínimo. Se você acha que esses medicamentos são benéficos para você, você pode
consultar o seu médico para descobrir qual é o certo para você.
Tire algum tempo para relaxar e encontrar tempo para si mesmo. Técnicas de respiração profunda também são eficazes para
aliviar o estresse, e as coisas que você gosta de fazer também proporcionam algum relaxamento. Pode ser qualquer coisa como
caminhar no parque, passar tempo com seus entes queridos, fazer algo ou algo parecido. Mas certifique-se de passar algum
tempo fazendo coisas que você goste.
Uma dieta saudável e equilibrada também ajuda a reduzir o estresse. Na maior parte, as pessoas não se referem à comida que
comem, mas ao contexto. É importante frutas e legumes frescos. Além disso, tente comer carnes magras como frango peixe. Evite alimentos processados e açúcar pode beneficiar você.
Às vezes é difícil para você eliminar um pouco da comida da sua vida, mas, se isso acontecer, valerá a pena. Também é
importante comer a quantidade correta de comida. O nível de estresse começa a aumentar se comer demais ou comer os
alimentos errados.
Consulte o seu médico para mais maneiras de aliviar o stress. Seu médico entenderá seu caso corretamente e poderá dar-lhe
recomendações que lhe farão bem. Você pode tratar seu estresse com o conselho de um médico.

A quintessência

Acredita-se que as pessoas que sofrem de estresse também sofrem de fibromialgia e vice-versa. Estresse e fibromialgia andam de
mãos dadas. Não é fácil lidar com o estresse, mas você tem que encontrar maneiras eficazes de gerenciar sua vida e reduzir o
estresse. As coisas pioram como resultado do estresse e, portanto, mais dor e problemas ocorrem.
Conclui-se que é possível lidar com o estresse e levar uma vida que você quer, com a ajuda de seu médico e com as informações
fornecidas acima. Lute para lidar com o estresse. Faça uma lista de coisas que você pode fazer para reduzir o estresse e consulte
seu médico para reduzir o estresse. Você pode usar uma nova pessoa sem estresse.

Manifestações Associadas à Fibromialgia 

Por: fibromialgia.com.br

Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono.

A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras.

O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou “nervos”.

Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: “dói o corpo todo” ou “dói tudo, doutor”, quando interrogados sobre a sua localização.

Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica.

Manifestações não relacionadas ao sistema locomotor são observadas na fibromialgia, algumas presentes em mais de 50% dos casos como cefaléia (sob a forma de enxaqueca ou cefaléia tensional ) e síndrome do cólon irritável (Goldenberg, 1987 ).

O fenômeno de Raynaud ocorre entre 20 e 35% dos casos ( Dinerman, Goldenberg, Felson, 1986 ). Tanto a síndrome do cólon irritável, como o fenômeno de Raynaud, estão relacionados a distúrbios da motilidade da musculatura lisa, o que pode ser decorrente do aumento da afinidade dos receptores alfa 2 adrenérgicos ( BENNETT, et al., 1991 ) e não a uma descarga excessiva do sistema adrenérgico.

Nas plaquetas encontra-se também um aumento de densidade de receptores alfa 2 adrenérgicos, o que leva a uma resposta exacerbada a níveis normais de liberação de catecolaminas ( YUNUS et al., 1992 b, BENNETT, 1993 ).

A depressão está presente em 25% dos casos de fibromialgia e 50% dos pacientes relatam antecedente depressivo ( Goldenberg, 1989; HUDSON & POPE, 1989 ).

Anormalidades do tecido colágeno podem ocorrer concomitantemente à fibromialgia, como o prolapso da válvula mitral ( PELLEGRINO, WAYLONIS, SOMMER, 1989; WAYLONIS & HECK, 1992 ) e a síndrome da hipermobilidade ( GOLDMAN, 1991; GEDALIA et al, 1993 ), tendo sido descrita uma redução dos níveis do peptídeo do pró-colágeno tipo 3 aminoterminal, nestes pacientes ( JACOBSEN et al., 1990 ).

Pacientes submetidos às dores crônicas da artrite reumatóide ( MAHOWALD et al, 1983 ) e da osteoartrose ( Moldofsky, lue, saskin, 1987 ) desenvolvem com maior freqüência, manifestações fibromiálgicas, 12% e 7%, respectivamente ( WOLFE & CATHEY, 1983 ).

Em 1994, YUNUS sugeriu o termo síndrome disfuncional para classificar uma família de entidades, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, síndromes miofasciais, síndrome do cólon irritável, enxaqueca tensional, disfunção têmporo-mandibular, síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos de pernas. Estas entidades compartilham de disfunções neuroendócrino-imunológicas, que através de neuropeptídeos / neurotransmissores ( serotonina, noradrenalina, beta-endorfina, dopamina, histamina, GABA, colecistoquinina e substância P ), bem como por meio de hormônios do eixo hipotálamo hipofisário, atuam nos mecanismos biofisiológicos de dor, sono e comportamento.

1. SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA
A síndrome da fadiga crônica foi descrita, em 1988, por Holmes et al. Estudos demográficos, imunológicos e psiquiátricos, bem como investigações sobre fadiga muscular, revelam algumas semelhanças entre a fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica. Ambas acometem, preferencialmente, mulheres de meia idade, previamente saudáveis. Considerando-se os pacientes acometidos com a síndrome da fadiga crônica, 70% preenchem os critérios para fibromialgia, inclusive quanto à presença dos pontos dolorosos, na vigência de queixas miálgicas ( Goldenberg et al., 1990 ).

Por outro lado, 42% dos fibromiálgicos preenchem os critérios para a síndrome da fadiga crônica ( Holmes et al., 1988 ), mais de 90% apresentam queixas de fadiga e distúrbios do sono e 52% dos pacientes comparam suas queixas a um quadro gripal prolongado ( Buchwald et al., 1987 ).

As alterações imunológicas da síndrome da fadiga crônica são variáveis e sem especificidade. Foram descritas a elevação de títulos de anticorpos contra diversos antígenos virais, em especial os anticorpos antivírus de Ebstein-Barr, redução do número e função das células citotóxicas, redução dos níveis de imuneglobulinas, redução da resposta imunológica do tipo hipersensibilidade tardia, alteração do nível de citocinas e da distribuição das subpopulações de células T ( GOLDENBERG, 1988; Kamaroff & Buchwald, 1991 ).

Estes dados ainda são controversos, não tendo sido encontrados por outros autores como Buchwald et al. (1987 ), que em estudo controlado comparativo de pacientes com síndrome da fadiga crônica e fibromialgia, não observaram diferenças nos títulos de anticorpos antivírus de Ebstein-Barr entre os grupos analisados.

2. SÍNDROMES MIOFASCIAIS
Existe uma controvérsia se as síndromes miofasciais poderiam representar uma manifestação localizada da fibromialgia ( BENGTSSON et al., 1986; Travell & Simons, 1983; SIMONS, 1988; WOLFE et al., 1992 ), assim como se existe correspondência entre os pontos de gatilho e os pontos dolorosos da fibromialgia.

Os pontos de gatilho diferem dos pontos dolorosos da fibromialgia, uma vez que apresentam localização mais profunda na massa muscular, resultando em decréscimo da distensibilidade muscular. A dor é provocada pela contração destes músculos, sendo característica a observação de fasciculação à rápida percussão de uma faixa muscular retesada ( GOLDENBERG, 1991 ).

Os pontos de gatilho podem estar latentes, mas quando pressionados, respondem com intensa dor local e também dor referida ou irradiada.

Por outro lado, os pontos dolorosos observados na fibromialgia são positivos à pressão com intensidade inferior a 4 kgf / cm2, apresentando gradiente de dor com as áreas vizinhas, bem como em relação aos pontos controle, que supostamente são pouco dolorosos. De acordo com WOLFE et al. ( 1992 ) que examinou 24 mulheres, 8 com fibromialgia, 8 com dores miofasciais e 8 controles normais, existiria uma certa semelhança entre ambas as síndromes dolorosas, uma vez que as pacientes com dores miofasciais apresentavam positividade em pelo menos metade do número de pontos padronizados da fibromialgia, sendo que os pontos de gatilho estavam presentes em apenas 20% dos indivíduos pesquisados, tanto no grupo com fibromialgia como no grupo com dores miofasciais.

Até o momento poucos são os estudos prospectivos quanto às manifestações sistêmicas das síndromes miofasciais e sua associação com fadiga ou distúrbios do sono.