Caquexia e câncer: novas abordagens terapêuticas

Por: healthline.com.br

A prevalência de caquexia em pacientes com câncer abrange 15 a 40% dos casos, sendo responsável por 10 a 22% de casos de mortalidade. A caquexia é caracterizada por uma síndrome metabólica complexa e multifatorial, associada a doenças subjacentes com predominante diminuição de massa muscular.

Sabe-se que o peso corporal não apresenta um padrão constante, visto que existem situações clínicas em que a composição do corpo se altera em função do estado metabólico. As repercussões da caquexia associada ao câncer têm relação com alterações gastrointestinais, imunológicas, cardíacas e atrofia muscular. Em um estudo realizado em pacientes com neoplasia maligna de pâncreas avançada avaliaram-se características de caquexia que tiveram impacto em algumas funções orgânicas e na sobrevida dos participantes, como perda de peso maior que 10%, inflamação sistêmica com avaliação da proteína C reativa e redução da ingestão alimentar. Quando os pacientes foram agrupados de acordo com a taxa de perda de peso, aproximadamente 80% apresentaram redução ponderal maior que 10%, evoluindo em alterações fisiológicas significativas que comprometeram ainda mais a qualidade de vida dos pacientes.

Uma revisão de artigos científicos, publicados sobre o câncer e a caquexia, mostrou diversas estratégias terapêuticas para minimizar e retardar esse processo, incluindo o aconselhamento dietético, nutricional e a suplementação de vitaminas, ácidos graxos essenciais (ômega-3) e, sobretudo, proteínas de alta qualidade. Esses suplementos atuam de forma positiva na redução da inflamação associada à perda progressiva de peso, aumento da síntese proteica e massa muscular e equilíbrio nas reações antioxidantes do organismo em geral. O alto estresse oxidativo provocado pela doença, também, contribui para o estado caquético, por isso, torna-se fundamental adequar a suplementação de forma segura e eficiente.

 

REFERÊNCIAS

 

ARGILÉS, J.M. Fisiología de la sarcopenia Similitudes y diferencias con la caquexia neoplásica. Nutrición Hospitalaria. v. 21, n. 3, p. 39, 2006.

 

AZEVEDO, C.D.; BOSCO, S.M. Perfil nutricional, dietético e qualidade de vida de pacientes em tratamento quimioterápico. Comunicação em Ciências da Saúde. v.10, n.1, 2011.

 

BILATE, A. Inflamação, citocinas, proteínas de fase aguda e implicações terapêuticas. Temas de Reumatologia Clínica, v.8, n.2, 2007.

 

GARÓFOLO, A. Nutrição Clínica, funcional e preventiva aplicada à oncologia. Rio de Janeiro: Rubio, 2012.

 

SILVA, A.; ALVES, R.; PINHEIRO, L. As implicações da caquexia no câncer. e-Scientia, Belo Horizonte, v. 5, n. 2, p. 49-56, 2012.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *