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Embutidos: por que não dá para defendê-los

Por: Veja Saúde

Embora os conceitos de vilão e mocinho estejam ultrapassados na nutrição, vira e mexe salsicha, presunto e afins entram na berlinda

Com coronavírus e recomendações de isolamento social, alimentos prontos, baratos e com grande prazo de validade viram o centro das atenções nos mercados. Não é à toa que os embutidos tendem a lotar os cestos e carrinhos por aí.

Antes que alguém pense que eles são uma invenção moderna, já se vão mais de 4 mil anos que o homem usa métodos como a salga e a secagem para preservar e comer a carne do dia a dia. A inspiração para a receita teria vindo da observação de animais mortos que demoravam a apodrecer nas áreas próximas ao mar — a mistura da salmoura com o calor do sol estancava o crescimento de micro-organismos.

Com o tempo, outros processos e substâncias foram incorporados. “Se antes o presunto era basicamente o pernil do porco temperado com sal, hoje a lista de ingredientes costuma ser extensa”, diz o nutricionista Fábio Gomes, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O acréscimo de tantos aditivos está associado a cada vez mais estudos ligando o consumo das chamadas carnes processadas a problemas de saúde. Após revisar as evidências disponíveis, cientistas da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês) colocaram os embutidos junto do tabaco e do amianto na classificação de agentes cancerígenos.

“O relatório mostra que o consumo diário de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%”, destaca a nutricionista Bruna Pitasi Arguelhes, do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Achados como esse estão por trás de uma orientação dada por muitos profissionais de saúde: deixar, se possível, linguiça, salsicha, frios, nuggets e hambúrgueres prontos fora da rotina. “Não há recomendação segura para a ingestão”, afirma Bruna. O conselho é saborear só em festas, passeios ou experiências gastronômicas.

Mas e em tempos de confinamento? Para quem não conseguir evitar, a nutricionista Vanderli Marchiori, consultora da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), sugere: “Melhor optar por aqueles que carregam menos gordura e mais proteína. E nada de exagerar”. Tudo isso dentro de um contexto equilibrado: com frutas, verduras, cereais… Não é um pedaço de linguiça no feijão que vai botar tudo a perder.

– Ilustrações: Eduardo Pignata/SAÚDE é Vital

A professora Bernadette de Melo Franco, do Centro de Pesquisa em Alimentos, da Universidade de São Paulo (FoRC-USP), explica que a carne processada é aquela transformada por preparos como cozimento, salga, cura, fermentação, defumação, entre outros. “Os procedimentos resultam em melhoria de textura, sabor ou vida útil”, resume.

Tem tudo a ver com o que se conhece como charcutaria, ou seja, técnicas antigas que permitiam aos viajantes europeus desbravar terras distantes e ter fontes de proteína animal disponíveis por longos períodos. “Engloba produtos que são chamados, genericamente, de embutidos ou frios”, comenta Bernadette.

Entretanto, para tornarem-se um embutido de verdade, as carnes devem ser picadas, moídas, batidas e acondicionadas em uma espécie de tubo comestível — caso de salsicha e linguiça. Pela tradição, os invólucros são feitos com as tripas dos animais. Apesar do surgimento da geladeira, o gosto por esses alimentos milenares prevalece até hoje. Talvez pela presença de gordura e sal, dois elementos que, sem dúvida, seduzem o paladar.

Nitrito de sódio, um ingrediente polêmico

Na receita das carnes processadas, também é comum ocorrer um tal de nitrito de sódio. “Ele tem ação antimicrobiana e é responsável pela cor rosada característica”, esclarece a professora da USP. Acrescenta ainda um leve sabor picante e retarda a oxidação da gordura, impedindo o ranço. O problema é o efeito em nosso organismo. “Nos estudos, o nitrito está relacionado ao aumento no risco de câncer”, aponta a nutricionista Ana Carolina Cantelli Pereira, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Durante a digestão, quando a substância entra em contato com o suco gástrico, transforma-se em nitrosaminas. Elas, por sua vez, são capazes de favorecer a multiplicação desordenada das células e, por consequência, o surgimento de tumores.

Porém, um estudo recente da Universidade Queen’s, em Belfast, no Reino Unido, questiona se embutidos livres de nitrito também oferecem danos — por isso, sugere que a OMS reavalie suas recomendações. Claro que, quanto menor a quantidade de aditivos, melhor. Ainda assim, não dá para ignorar o impacto negativo do abuso de outros componentes.

“O alto teor de sal da carne processada pode provocar danos ao revestimento do estômago, levando à inflamação, à atrofia e à colonização pela bactéria Helicobacter pylori, em um mecanismo que aumenta a propensão ao câncer de estômago”, exemplifica Bruna.

Não bastasse, quando o alimento é muito salgado, a pressão arterial tende a subir. Pesquisa publicada na revista científica Jama Internal Medicine, com dados de mais de 29 mil participantes, reforça o elo entre o consumo excessivo de carnes — tanto a vermelha quanto as processadas — e os males cardiovasculares.

A cardiologista Maria Cristina de Oliveira Izar, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, observa que, além de sal, geralmente esses itens contêm as gorduras saturadas ou trans. “O consumo excessivo leva a alterações nos níveis de colesterol capazes de desencadear problemas nas artérias”, diz. A médica enfatiza que é preciso ensinar desde a infância sobre a importância do equilíbrio na alimentação. Logo, salsichas e nuggets, só nas festinhas.

Na conta dos embutidos há ainda a desconfiança, vinda de um trabalho da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, de que a ingestão em grande quantidade contribua para transtornos mentais. “Trata-se de um estudo de associação, portanto não determina as causas”, analisa a nutricionista Lara Natacci, da Dietnet, na capital paulista.

No entanto, ela explica que exagerar nas carnes processadas pode prejudicar a microbiota intestinal, fator que interfere em todo o organismo, incluindo o humor. Para não acabar com a saúde capenga e de mal com a vida, reserve esses alimentos para ocasiões especiais. Já que o prazo de validade é longo, ninguém precisa devorar correndo.

Artesanal X Industrializado

Há que se considerar que a indústria tem trabalhado para balancear as receitas e reduzir o número de aditivos das carnes processadas, mas é um desafio garantir tempo de prateleira sem esses componentes. Opções artesanais são bacanas nesse sentido, mas vale ter atenção com a qualidade sanitária.

E o modo de preparo pode pôr tudo a perder. Ao deixar tostar em temperaturas altas demais, por exemplo, surgem compostos acusados de aumentar o risco de câncer. Com as famílias reclusas, que tal chamar a criançada e apostar em receitas caseiras de nuggets e hambúrgueres?

Preciso deixar o feijão de molho?

Por: UNIMED

Nossos avós já faziam e a ciência confirmou: é importante deixar o feijão de molho na água por 8 a 12 horas antes do cozimento. O nome técnico do processo é remolho.

O motivo citado pelos mais antigos era acelerar o cozimento. Alguns já notavam também o efeito na redução de gases intestinais e estomacais. Eles estavam certos. Cientistas da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP comprovaram o que nossos avós já sabiam. 

Além disso, afirmam que a técnica melhora a absorção de vitaminas e minerais, ao reduzir a presença de antinutrientes. Quer entender mais? Neste texto, vamos ver:

O que são antinutrientes?

Antinutrientes são compostos presentes em alimentos, especialmente nos de origem vegetal, que prejudicam a digestão e a absorção de nutrientes, podendo também provocar gases e desconforto intestinal.

São diversos os fatores antinutricionais: inibidores de proteínas, oxalatos, taninos, nitritos, dentre outros. A proteína e os minerais ficam presos a esses compostos e não conseguem ser absorvidos pelo organismo. Assim, esses antinutrientes atuam como “sequestradores” de nutrientes.

No caso das leguminosas, como o feijão, a soja e o grão-de-bico, por exemplo, o fitato (ácido fítico) é um antinutriente dificultador para absorção de cálcio, ferro, magnésio e zinco.

Como reduzir os antinutrientes no feijão?

É aí que entra a importância do remolho. Como os feijões comercializados atualmente cozinham mais rápido do que os de 30 ou 40 anos atrás e as novas panelas de pressão aceleram ainda mais o processo, muitas pessoas abandonaram o hábito de colocar os grãos de molho.

Porém, o simples cozimento não elimina os antinutrientes. Pesquisadores perceberam a maior redução de fitatos nos casos em que foi feito o remolho seguido do descarte da água.

Apesar do descarte da água do remolho também provocar a perda de parte dos minerais, os estudiosos avaliam que os minerais restantes apresentam maior biodisponibilidade. Ou seja, apesar da menor quantidade, serão mais facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo.Uma dica para melhorar ainda mais a absorção de ferro: consuma-o junto a alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, caju e kiwi. Saiba mais na matéria Evite a anemia

Como fazer o remolho

Lave os grãos em água corrente e escorra. Num recipiente, cubra os grãos com água de forma a deixá-los totalmente submersos. A água deve ficar no dobro da altura dos grãos, pois eles incham durante a hidratação. Deixe descansar pelo tempo médio de 8 a 12 horas. Por fim, é só escorrer, lavar os grãos novamente e levar para a panela com os temperos da sua preferência.

Pesquisadores da Embrapa destacam que o tempo necessário para hidratação varia de acordo com o tamanho e a espessura da casca do grão. Para o feijão comum, a maior parte dos estudos indica um tempo de 8 a 12 horas de remolho, com uma troca de água, antes do cozimento.

Esqueceu de deixar o feijão de molho? Nesse caso, faça o remolho do feijão em água quente por pelo menos uma hora.A técnica também é importante para outras leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e soja. Entenda a importância das leguminosas na alimentação.


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Centro de Pesquisa em Alimentos da USP, Embrapa, Blog Panelinha, Blog da Zona Cerealista

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil

Enema de Café: tudo o que você precisa saber sobre o tratamento

Por: https://www.saudecomozonio.com.br

buscam a técnica apenas para fins de emagrecimento, no entanto, mais do que a perda de medidas, o detox tem um poderoso efeito de melhorar o funcionamento do organismo.

enema de café é realizado a partir da introdução de uma solução de café no intestino através de uma sonda retal. Essa solução auxilia na desintoxicação, na limpeza de matérias fecais e até problemas de constipação.

O que é Enema de Café

Enema é um procedimento de desintoxicação através da introdução de uma solução de água e café (sempre orgânico e qualidade) no organismo por via retal. Esse procedimento é uma ótima alternativa para combater os malefícios que causam o mau funcionamento do corpo.

É bem sabido que os grãos de café naturalmente contêm antioxidantes e compostos benéficos incluindo palmitato de cafestol, kahweol teobromina, teofilina, além da cafeína, que têm efeitos positivos sobre os níveis de inflamação, inclusive dentro do sistema digestivo.

Palmitato é a combinação do ácido palmítico ou ácido hexadecanóico, com uma base. é um dos elementos que compõem o “napalm”. O palmitato tem propriedades repelentes à água e é um eficiente lubrificante e emoliente.

Os palmitatos presentes no café estimulam e aumentam a produção de uma enzima hepático chamada glutationa-S-transferase (GST), que remove os radicais livres e eventuais células tumorais da circulação sanguínea, bem como facilita a detoxificação do fígado.

Quais os benefícios do Enema de Café?

Enema de Café é conhecido por ajudar a eliminar as bactérias, metais pesados, fungos e leveduras (os responsáveis pelos sintomas da candida, por exemplo) do trato digestivo, incluindo o fígado e o cólon, ao mesmo tempo que reduzem a inflamação, auxiliando a restaurar a função intestinal, a aumentar os níveis de energia e auxiliar o tratamento de distúrbios que causam problemas por anos.

O procedimento alcança o intestino, o que gera uma dilatação das vias bilares, tornando mais fácil para o organismo eliminar toxinas armazenadas no fígado, além de fazer uma espécie de diálise do sangue através das paredes do cólon. Seus benefícios envolvem:

  • Ajuda a eliminar cândida de parasitas;
  • Reparação do tecido digestivo;
  • Limpeza do fígado;
  • Melhora da circulação sanguínea;
  • Aumento da imunidade;
  • Auxílio na regeneração celular;
  • Melhora da saúde intestinal;
  • Alívio de problemas digestivos, como constipação frequente, inchaço, cólicas e náuseas;
  • Melhora os níveis baixos de energia e estados de espírito (como sinais de depressão).

Enema de Café deve sempre ser realizado somente sob orientação médica. O procedimento é indicado para ajudar no funcionamento intestinal e em casos de constipação ocasionados por tratamento contra o câncer e pacientes em semana de detox alimentar.

Confira o vídeo abaixo explicando como funciona o procedimento.

A desnutrição e o câncer: como evitar a perda de peso indesejada?

Por: Equipe Oncoguia

A desnutrição é a deficiência de calorias e de nutrientes essenciais no organismo, acarretando como consequência perda de peso, queda de cabelo e pele seca, além de outros problemas fisiológicos decorrentes da falta de nutrição.

Cerca de 80% dos pacientes com câncer apresentam desnutrição já no momento do diagnóstico
Essa desnutrição ocorre devido a um desequilíbrio entre o que a pessoa come e suas necessidades nutricionais, comprometendo o seu estado nutricional. É mais frequente nos casos de câncer de cabeça e pescoço e do trato digestivo superior.

Causas da desnutrição no câncer

Alterações no metabolismo por causa do tumor.
Efeitos locais da doença.
Efeitos dos tratamentos.
Fatores psicológicos e sociais.
Consequências na desnutrição no paciente com câncer

A desnutrição pode atrapalhar muito o sucesso do tratamento, causando:

Diminuição da resposta ao tratamento e da qualidade de vida do paciente.
Complicações pós-cirúrgicas.
Aumento do risco de infecções.
Fraqueza, perda de peso e fadiga.
Como evitar a desnutrição e a perda de peso?

O primeiro passo é ter o acompanhamento de um nutricionista que irá avaliar o estado nutricional do paciente considerando:

A triagem nutricional. Inclui avaliação antropométrica (porcentagem de perda de peso e índice de massa corporal- IMC), bioquímica, clínica (exame físico), avaliação de quantidade de massa muscular e dietética.

A avaliação nutricional. A avaliação nutricional do paciente com câncer é feita utilizando registro alimentar, história dietética e recordatório alimentar. Ela é fundamental para a realização da intervenção correta e precoce, evitando a evolução do quadro de desnutrição.

O tratamento. A partir do diagnóstico, o nutricionista irá traçar um plano alimentar considerando o quadro e sintomas do paciente que podem interferir na ingestão, por exemplo: alterações no olfato e paladar, náuseas, vômitos, irritação dentária, mucosite ou aftas, constipação, diarreia, má absorção, infecções, dor aguda e crônica e sofrimento psíquico.
A dieta personalizada tem como objetivo melhorar a ingestão de alimentos, diminuir os desequilíbrios metabólicos, manter a massa muscular esquelética e o desempenho físico, reduzir o risco de reduções ou interrupções dos tratamentos contra o câncer, além de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Composição da dieta para pacientes com desnutrição:

Quantidade de calorias – 30 a 35 kcal/kg/dia.
Quantidade de proteínas – 1,2 a 1,5g/kg/dia.
Oferecer vitaminas e minerais de acordo com as recomendações diárias.
Para estimular a alimentação oral convencional, devem ser utilizadas estratégias de modificações de texturas ou preparações dos alimentos, aumento da frequência das refeições, distribuição de alimentos em pequenas porções e enriquecimento dos pratos com suplementos de calorias e proteínas.

Os suplementos orais possuem misturas nutricionais completas para consumo oral, sendo recomendados para suplementar na ingestão alimentar. Se a ingestão de nutrientes continuar inadequada, a terapia nutricional enteral ou parenteral poderá ser indicada, dependendo do nível da função do sistema gastrointestinal.

Muitos estudos afirmam que alguns nutrientes como a arginina, o ômega-3 e os nucleotídeos, considerados imunomoduladores, auxiliam na resposta imunológica do paciente com câncer, podendo levar a resultados mais favoráveis, pois apresentam benefícios como: melhora do peso corporal, aumento da massa muscular e melhora da resistência contra novas infecções.

Para pacientes com câncer submetidos à cirurgia desnutridos ou em risco de desnutrição, candidatos à cirurgia de médio ou grande porte, recomenda-se a utilização de fórmulas hiperproteicas com esses imunonutrientes por via oral ou enteral na quantidade mínima de 500ml/dia no período perioperatório, iniciando de cinco a sete dias antes da cirurgia. Seus efeitos comprovam a diminuição de infecções e complicações pós-operatórias, além da diminuição da inflamação.

É importante saber que a desnutrição é muito comum no câncer, o que pode levar a graves consequências, mas que são reversíveis com o tratamento e o acompanhamento adequado.

Fontes:

Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com câncer. BRASPEN J 2019; 34 (Supl 1): 2-32.
Ravasco P. Nutrition in Cancer Patients. J Clin Med. 2019;8(8): 1211.
Smiderle C. Desnutrição em oncologia: revisão de literatura. Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (4): 250-6.
Mahan, L. K.; Escott-Stump, S. krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo, SP: Roca, 2005.

Com que farinha eu vou? Prós e contras das de linhaça, aveia e outras…

Por: Vivabem

Basta uma rápida olhada nas gôndolas do supermercado para notafr que a oferta de farinhas é bem variada e que elas são feitas com diversos tipos de matérias-primas. É tanta opção que fica difícil escolher qual levar para casa. Cada farinha de tem características diferentes, por serem feitas com produtos diferentes. Por isso a escolha depende do seu objetivo. Mas, de modo geral, o ideal é preferir as que são ricas em fibras, como a de linhaça, centeio e as feitas com frutas. Para você entender as vantagens de cada uma, fizemos um apanhado das mais conhecidas e contamos o que cada uma delas tem de bom e como pode ser utilizada, para que você possa decidir qual é a mais indicada para o seu caso.

Ah! E na hora de comparar as tabelas nutricionais, não se assuste com a quantidade de gordura de algumas delas, pois, na maioria dos casos, trata-se do tipo dessa substância que traz benefícios ao organismo. Outra ressalva importante: cuidado com as quantidades. Essas farinhas são saudáveis, mas podem pesar na balança.

Farinha de linhaça Uma boa fonte de fibras. Além disso, oferece ômega 3, um tipo de gordura do bem com ação anti-inflamatória que ajuda a proteger a saúde do coração. Nas gôndolas costumamos encontrar o produto feito com o tipo dourado e o marrom do grão. A grande diferença é que a quantidade de nutrientes tende a ser ligeiramente maior na mais clara e ela costuma ter um preço mais alto, pois sua matéria-prima na maioria das vezes é importada. Ela pode ser usada no preparo de receitas, em panquecas, bolos e tortas, por exemplo, ou polvilhada sobre iogurtes, saladas, salgada ou de frutas, sucos, entre outros.

Farinha de amêndoas Tem poderosa ação antioxidante, pois é rica em vitamina E, uma arma potente contra os radicais livres. Além disso, oferece gordura poli-insaturada, substância que participa do controle do colesterol, da fabricação de hormônios sexuais e do transporte de vitaminas. Com uma boa quantidade de fibras, vai bem no preparo de biscoitos e bolos, pois tem um sabor adocicado, mas pode substituir a de rosca na hora de empanar alimentos.

Farinha de aveia Versatilidade é com ela mesma. Pode ser utilizada em todos os tipos de receita e é uma excelente escolha, pois tem na sua composição um tipo de fibra solúvel, a beta-glucana, que retém água, formando uma espécie de gel no sistema digestivo que proporciona bastante saciedade. E os benefícios não param por aí: essa substância ainda está associada à redução do colesterol no sangue.

Farinha de arroz Ganhou popularidade entre as pessoas que fazem restrição de glúten, pois é livre dessa substância, tem preço bem acessível e é facilmente encontrada no mercado. Oferece uma boa porção de fibras e ainda possui vitaminas do complexo B, minerais, como fósforo e magnésio, e tem baixo índice glicêmico, o que significa que é absorvida mais lentamente pelo organismo, controlando a glicemia e aumentando a saciedade. Prefira a versão integral e a utilize no preparo de pães, bolos, pudins e vitaminas, entre outros.

Farinha de centeio Trata-se de outra opção com baixo índice glicêmico, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita por mais tempo e proporcionando energia em longo prazo. Pelo fato de não ser refinada, também conta com fibras, o que afasta ainda mais a fome e melhora o funcionamento do intestino. Pode entrar em cena em receitas de pães, bolos e tortas, entre outras massas, e para engrossar caldos e sopas. Quem não está acostumado a utilizá-la deve começar substituindo 1/3 da farinha de trigo pela de centeio e ir aumentando essa proporção aos poucos.

Farinha de chia É obtida através da moagem dos pequenos grãos escuros, garantindo praticamente todos os benefícios do alimento, que é bem conhecido dos vegetarianos por substituir os ovos nas receitas, pois proporciona uma consistência similar. E ele tem muitos benefícios: combate a prisão de ventre, favorece o emagrecimento, tem ação anti-inflamatória, previne a anemia e ajuda a controlar o colesterol. A farinha pode ser adicionada a sucos, vitaminas e mingaus ou substituir parte da farinha de trigo em massas de bolos, pães e tortas.

Farinhas de frutas O coco e o maracujá são algumas das utilizadas para a fabricação desse tipo de produto, fornecendo quantidades bem altas de fibra. Outro exemplo é a farinha de banana verde que tem a mesma característica e ainda oferece amido resistente, substância que dá saciedade e ajuda na manutenção das bactérias benéficas do intestino. Todas podem ser acrescentadas na lista de ingredientes de receitas de bolos, tortas e pães, entre outros, ou usadas em vitaminas e granolas.

Fontes: Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista do departamento de nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca, em São Paulo, e membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional)

Mitos e verdades da alimentação do paciente em quimioterapia

Por: Instituto Vencer o Câncer

Além dos efeitos indesejados que a quimioterapia pode causar, o paciente oncológico também enfrenta uma série de dúvidas referentes ao que pode ou não comer durante o tratamento. Pacientes costumam pesquisar muito sobre a própria doença, e com tanto conteúdo contraditório na internet, ficam as perguntas. Carne de porco faz mal? Chá verde prejudica a químio? Tais questões não são irrelevantes. já que o risco de um paciente com câncer ter desnutrição é três vezes maior que o observado em portadores de outras doenças.

O Vencer o Câncer ouviu as nutricionistas Natalia Leonetti Lazzari, do A.C.Camargo Cancer Center, e Danielle de Souza Pereira, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que elencaram as dúvidas mais ouvidas nos ambulatórios oncológicos. Se você tiver alguma, envie para a gente!

— Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências. A carne de porco, que é a mais consumida no mundo, é rica em vitaminas do Complexo B, principalmente B6 e B12. A dica é que os pacientes prefiram carnes de porco magras, como o lombo, e que ele seja assado.

— E carne vermelha? Ela aumenta o tumor?

A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada à predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino. As nitrosaminas – compostos produzidos a partir de nitritos e aminas – são conhecidas como agentes carcinogênicos e estão presentes em vários gêneros alimentícios, como frutos do mar, queijos e nas carnes vermelhas.

No entanto, durante a quimioterapia não há uma restrição específica para a carne vermelha. Além disso, não existe essa ideia de ela aumentar o tumor. O que se preconiza é o consumo moderado, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições. Portanto, deve-se priorizar a variedade do que ingerimos, enfatizando o consumo de frutas, legumes e verduras, assim como a redução de açúcares e gorduras.

* Dica: O problema não é a carne vermelha, em si, mas a quantidade ingerida, que deve ser de até 300g por semana, o que equivale a cerca de três bifes grandes. Atenção: por semana!

— Chá verde deve ser evitado durante a químio?

O chá verde é comumente consumido como forma de contribuir para a prevenção do câncer por ser rico em flavonoides, atuando na ação antioxidante, antiinflamatória, antirreumática e anticâncer (protegendo o sistema de reparo do DNA). Contudo, durante o tratamento quimioterápico o chá verde pode prejudicar a eficácia de algumas drogas. É importante ressaltar que são necessários mais estudos sobre este tema. Na dúvida, consulte seu oncologista sobre a ingestão da bebida.

— O paciente não pode comer graviola?

A graviola deve ser evitada, pois o seu consumo durante o tratamento é tóxico para o fígado e rins. Como qualquer medicamento, as plantas não devem ser usadas indiscriminadamente, pois os princípios ativos que são benéficos para uma determinada doença podem ser danosos ou sem efeito para portadores de outras. Deste modo, a equipe médica e multidisciplinar deve ser informada e até mesmo questionar os pacientes sobre o uso de ervas e plantas. O chá da folha da graviola tem sido popularmente divulgado, sem que haja estudos científicos relevantes sobre a utilização do mesmo.

— Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

O gengibre é um aliado do paciente em tratamento quimioterápico. Ele tem ação antiemética (alivia enjoos, náuseas e vômitos) e antiinflamatória. Estudos corroboram com a indicação de que uma colher de chá de gengibre pode diminuir as náuseas associadas ao tratamento de quimioterapia, efeito presente em torno de 70% dos pacientes. É importante frisar que não há necessidade de consumir o gengibre em cápsulas, pois a própria raiz pode ser adicionada ao preparo de chás, sucos e milkshakescontribuindo na diminuição dos sintomas durante o tratamento.

Ascite: sintomas, tratamentos e causas

O que é Ascite?

Ascite, ou barriga d’água, é o nome dado ao acúmulo anormal de líquidos dentro da cavidade peritoneal – um espaço entre os órgãos abdominais e os tecidos que revestem o abdômen.

A ascite não é considerada uma doença por si só, mas uma condição de saúde associada a outras doenças, como as insuficiência renalinsuficiência cardíaca e insuficiência hepática, pancreatite, alguns tipos de câncer e infecções, como tuberculose e esquistossomose.

Causas

A ascite geralmente está relacionada à alguma doença hepática grave, causada pela alta pressão nos vasos sanguíneos do fígado (num processo chamado hipertensão portal) e baixos níveis da proteína albumina.

Os problemas que também podem estar associados à ascite são:

A diálise renal, usada no tratamento de algumas doenças, também pode estar relacionada ao desenvolvimento de ascite.

Fatores de risco

O uso excessivo de bebidas alcóolicas é o principal fator de risco envolvido na ocorrência de ascite.

Sintomas

Sintomas de Ascite

No início, a ascite é quase sempre assintomática. Com a evolução do quadro, no entanto, dependendo do volume de líquido retido no abdômen, podem surgir os alguns sintomas, como por exemplo:

Dependendo da causa subjacente à ascite, o paciente pode apresentar, ainda, outros sinais e sintomas, tais como fígado aumentado, emagrecimento, edemas nas pernas e nos pés, fadiga, icterícia, ginecomastia e encefalopatia hepática.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Qualquer um que apresente os sintomas característicos da ascite e que possam estar relacionados ao acúmulo de líquidos na região do abdômen, principalmente dor abdominal e febre, deve procurar assistência médica imediatamente.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar ascite são:

  • Clínico geral
  • Gastroenterologia
  • Hepatologia
  • Nefrologia
  • Endocrinologia
  • Hematologia
  • Cardiologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
  • Você sente dores? E cansaço?
  • Você apresentou febre recentemente?
  • Você já foi diagnosticado com alguma doença cardíaca, hepática ou renal recentemente?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Ascite

Na fase inicial de ascite, o exame físico no próprio consultório pode ser insuficiente para detectar a presença de líquido na cavidade abdominal. O diagnóstico definitivo depende da realização de alguns exames específicos:

  • Exame de sangue
  • Exames de imagem, como ultassonografia, tomografia e ressonância magnética
  • Parecentese, ou punção abdominal, também podem ser uma opção viável. Este procedimento envolve o uso de uma agulha fina para extrair o líquido do abdômen. O líquido é examinado de diversas maneiras, a fim de determinar a causa da ascite.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Ascite

O tratamento de ascite depende única e exclusivamente de sua causa subjacente. Nos casos de ascite muito volumosa e aparente, o especialista pode recomendar o uso de diuréticos para aumentar a vontade de o paciente urinar e, também, restrições na dieta, a fim de limitar a ingestão de sal.

Em caso de infecção, o médico poderá prescrever antibióticos. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas é estritamente proibido.

Medicamentos para Ascite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de ascite são:

  • Aldactone

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

A recuperação e bons resultados do tratamento podem ser alcançados mediante alguns cuidados caseiros também. Não ingerir muito sal na alimentação e cortar o consumo de bebidas alcóolicas são algumas medidas recomendadas pelos médicos que, se seguidas corretamente, podem contribuir para a melhora do quadro.

Complicações possíveis

A causa subjacente de ascite, se não devidamente tratada, pode evoluir para algumas complicações de saúde mais graves, como:

  • Peritonite bacteriana espontânea (que é uma infecção do fluido ascético)
  • Síndrome hepatorrenal
  • Insuficiência renal crônica
  • Perda de peso e desnutrição
  • Encefalopatia hepática)
  • Complicações decorrentes de cirrose hepática.

Ascite tem cura?

Com o tratamento adequado, a recuperação dos sintomas de ascite e da causa subjacente à ela costuma acontecer sem grandes problemas. No entanto, os pacientes que chegarem ao estágio final de uma eventual doença hepática, e cuja ascite já não responde ao tratamento, precisarão de um transplante de fígado.

Prevenção

Prevenção

Assim como o tratamento, previne-se a causa subjacente da ascite. Pacientes com cirrose ou insuficiência cardíaca devem seguir rigorosamente a orientação do seu médico ou médica quanto à restrição de sal e água a fim de evitar o surgimento ou piora da ascite.

Maneirar no consumo de bebidas alcóolicas também é um bom método de prevenção de ascite.

Referências

Mayo Clinic

Manual Merck

Como funciona a Quimioterapia

Por: wecancer

A quimioterapia é um tratamento importantíssimo contra o câncer, que utiliza a administração de medicamentos com a finalidade de destruir e inibir o desenvolvimento de células malignas. No entanto, pelo fato de gerar alguns efeitos colaterais no organismo, como vômitos, diarreia e queda dos cabelos, muitos pacientes ficam em dúvida quanto à sua administração. Por este motivo, é importante entender como funciona a quimioterapia.

Pensando nisso, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos, que incluem sua indicação, medicamentos utilizados e tipo, para mostrar como ela pode ser uma ótima aliada no combate ao câncer. Confira!

Como funciona a quimioterapia?
Os quimioterápicos são medicamento especializados em destruir e impedir o desenvolvimento de células cancerosas. Após administrados, esses medicamentos se misturam com o sangue e são transferidos para todas as regiões do corpo, assim, conseguem matar as células doentes que estão constituindo o tumor e evitar que continuem crescendo.

Para quem a quimioterapia é indicada?
Não são todos os pacientes que precisam receber a quimioterapia, já que muitos tipos de câncer são curados somente com cirurgia ou radioterapia. No entanto, quando a doença é diagnosticada, vários fatores são avaliados pelo médico oncologista para indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir a quimioterapia sozinha ou em combinação com a radioterapia.

Quanto maior forem as chances do tumor voltar depois da cirurgia, mais indicado é que o tratamento envolva a quimioterapia. Em alguns casos, o câncer é diagnosticado em estágio avançado, quando a cura não é mais possível, porém, é possível desacelerar o avanço da doença com a quimioterapia e, dessa forma, prolongar o tempo de vida do paciente.

Quais são os tipos de quimioterapia?
Existem vários protocolos e esquemas de quimioterapia. Como funciona a quimioterapia?
Ela é prescrita pelo médico conforme o tipo, gravidade ou estágio do câncer e condições clínicas de cada indivíduo. A quimioterapia pode ser classificada como:

curativa: quando é capaz de curar o câncer sozinha;
adjuvante ou neoadjuvante: quando é aplicada antes ou depois da cirurgia para retirada do tumor ou radioterapia, com a finalidade de complementar a terapia e buscar a eliminação da doença de maneira mais efetiva;
paliativa: quando não tem o objetivo curativo, mas age para aumentar o tempo e melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora do câncer.

Como o tratamento é administrado?
A quimioterapia é administrada pela equipe de enfermagem, e pode ser feita das seguintes formas:

via oral (boca): o paciente ingere o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Esse método também pode ser realizado em casa;
via intravenosa (veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou via cateter (tudo fino inserido na veia), na forma de injeções ou soro;
via intramuscular (músculo): o medicamento é aplicado por intermédio de injeções no músculo;
via subcutânea (pele): a medicação é administrada por injeções por baixo da pele;
via intracraneal (espinha dorsal): é uma administração menos utilizada, que pode ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no bloco cirúrgico;
via tópica (sobre a mucosa ou pele): o medicamento é aplicado na região atingida.

Quais são as diferenças entre quimioterapia branca e quimioterapia vermelha?

Muitas pessoas diferem a quimioterapia branca e vermelha pela cor do medicamento. No entanto, essa diferenciação não é adequada, tendo em vista que existem vários tipos de medicamento utilizados para a quimioterapia, que não podem ser determinados somente pela cor.

Na quimioterapia branca existe o grupo dos remédios conhecidos como taxanos (Docetaxel e Paclitaxel), que são usados para tratar vários tipos de câncer, como os de pulmão e mama, e geram efeitos colaterais como: redução das células de defesa do corpo e inflamação nas mucosas.

Na quimioterapia vermelha está o grupo das Antraciclinas (Epirrubicina e Doxorrubicina), usadas para agir em diversos tipos de câncer em crianças e adultos. Como por exemplo, câncer de mama, leucemias agudas, tireóide, rins e ovários, provocando efeitos colaterais como náuseas e dores abdominais, além de serem tóxicas ao coração.

O remédio mais apropriado será definido pelo médico, depois de uma avaliação minuciosa e todos os fatores que compõe o estado de saúde do paciente.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?
Pelo fato da quimioterapia ser um tratamento destinado a destruir células doentes com rápido crescimento, acabam afetando também células saudáveis, provocando efeitos colaterais. Veja os mais comuns:

fraqueza;
diarreia;
perda de peso;
feridas nas mucosas;
enjoo;
vômitos;
tonteiras;
constipação intestinal;
dor;
fadiga;
queda de cabelo do corpo;
alterações na cor da pele e unhas, entre outros.
Um dos efeitos colaterais mais graves ocorre quando o medicamento atua sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de células sanguíneas novas, as plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos acabam sendo afetados, provocando sangramentos, anemias intensas e diminuição da imunidade.

Quanto tempo dura o tratamento da quimioterapia?
A duração do tratamento dependerá do tipo de tumor e de cada caso em particular. Ainda que a pessoa sinta qualquer mal-estar, as administrações dos medicamente não deverão ser suspensas. Apenas o médico responsável é que indicará o fim do tratamento.

Quais são os cuidados necessários durante o tratamento quimioterápico?
Alguns cuidados são muitos importantes para garantir o bem-estar durante o tratamento. Por exemplo:

seguir estritamente as orientações do médico, principalmente sobre possíveis sintomas e efeitos colaterais e o que precisa ser feito caso os tenha;
manter uma alimentação saudável, evitando os alimentos que sejam de difícil digestão;
beber água o suficiente, pelo menos dois litros de água por dia;
ter boas noites de sono;
procurar o médico em caso de febre prolongada, entre outros.
Agora você entende melhor como funciona a quimioterapia, como funciona, quais seus tipos e por quais motivos ela gera tantos efeitos colaterais, que muitas vezes podem causar um certo medo. Por ser um tratamento importante, em caso de qualquer dúvida sobre a doença, procure seu médico para esclarecê-las, afinal, isso é fundamental para a sua confiança e bem-estar durante o tratamento.

Anemia

Por: Oncoguia


O tratamento do câncer tem por finalidade a cura ou alívio dos sintomas da doença. Os tratamentos com medicamentos (quimioterapia, terapia alvo, hormonioterapia), cirúrgicos e radioterápicos podem provocar efeitos colaterais que variam de paciente para paciente dependendo de múltiplos fatores, podendo ser diferentes quanto a intensidade e duração. Alguns pacientes poderão apresentar efeitos colaterais mais severos, outros mais leves ou mesmo não apresentar qualquer efeito colateral. Em caso de você apresentar algum efeito colateral devido ao tratamento que está realizando procure imediatamente seu médico para receber as orientações necessárias para seu caso.

A anemia é caracterizada pelo nível baixo dos glóbulos vermelhos (hemácias). Os glóbulos vermelhos contêm a hemoglobina, proteína que distribui o oxigênio no organismo. Se o nível dos glóbulos vermelhos estiver muito abaixo do limite inferior aceitável, partes do corpo não recebem oxigênio suficiente e passam a não funcionar corretamente. A maioria das pessoas com anemia sente-se cansadas ou fracas. A anemia é um sintoma comum em pacientes em tratamento quimioterápico.

Causas

O hormônio eritropoético produzido nos rins, alerta o corpo quando a medula óssea deve produzir mais hemácias. Desse modo, qualquer dano no rim ou na medula levará à anemia, por exemplo:

  • Alguns quimioterápicos podem causar dano à medula óssea, prejudicando sua capacidade de produzir glóbulos vermelhos.
  • Os cânceres que afetam diretamente a medula óssea ou que provocam metástase óssea podem comprimir as células normais da medula óssea, incluindo os glóbulos vermelhos.
  • O tratamento quimioterápico com cisplatina e carboplatina podem prejudicar os rins, diminuindo a produção do hormônio eritropoético.
  • O tratamento radioterápico em grandes regiões do corpo, como região pélvica, pernas, ou abdome pode causar danos na medula óssea.
  • Náuseas, vômitos e perda de apetite podem levar à falta de nutrientes necessários para produção dos glóbulos vermelhos, como ferro, vitamina B12 e ácido fólico.
  • Sangramento, em consequência da cirurgia, ou um tumor causando hemorragia interna pode levar à anemia se a perda das hemácias for maior que a capacidade de reposição.
  • A resposta do sistema imunológico às células cancerosas pode causar anemia, neste caso, denominada anemia de doença crônica.

Sinais e Sintomas

Pessoas com anemia pode apresentar:

  • Fadiga.
  • Fraqueza muscular.
  • Aumento do batimento cardíaco.
  • Dificuldade em respirar ou falta de ar.
  • Tonturas ou desmaio.
  • Palidez.
  • Dor de cabeça.
  • Dificuldade de concentração.
  • Insônia.
  • Dificuldade em manter-se aquecido.
  • Sangramento.

Diagnóstico e Tratamento

A anemia é diagnosticada pelo exame de sangue. Durante o tratamento quimioterápico é solicitado regularmente a realização de exames de sangue, com o intuito de verificar o nível dos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Em algumas circunstâncias, pode ser necessária uma transfusão sanguínea.

Além disso, o médico pode receitar medicamentos ou suplementos para uma rápida recuperação. Portanto, siga uma dieta balanceada selecionando alimentos que contenham todas as calorias e proteínas que seu organismo necessita. É importante conversar com o médico, enfermeira ou nutricionista para uma orientação adequada sobre a dieta que possa proporcionar maior benefício.

Dicas

  • Descanse, procure dormir 8 horas por noite e durante o dia veja a possibilidade de deitar e descansar 1 ou 2 vezes pelo menos durante 30 a 60 minutos.
  • Limite suas atividades, procure realizar apenas as atividades realmente importantes.
  • Permita que outras pessoas o ajudem, familiares e amigos podem ajudar cuidando de seus filhos pequenos, fazer compras no supermercado, podem fazer-lhe companhia às consultas agendadas ou podem realizar alguma tarefa que requer esforço.
  • Siga uma dieta balanceada selecionando alimentos que contenham todas as calorias e proteínas que seu organismo necessita. É importante conversar com o médico, enfermeira ou nutricionista para uma orientação adequada sobre  a dieta que possa proporcionar maior benefício.
  • Durante o tratamento quimioterápico será solicitado pelo médico a realização de exames de sangue com o intuito de saber como está o nível dos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Em algumas circunstâncias, quando a contagem de glóbulos vermelhos está muito baixa, alguns pacientes necessitam fazer transfusão sanguínea. Além disso, o médico pode receitar medicamentos ou suplementos para uma rápida recuperação.

A vitamina D e seus benefícios para a prevenção de doenças

Por: previva.com.br

e grande importância para a absorção de cálcio e fósforo pelo intestino, a vitamina D é reconhecida tradicionalmente pela medicina como uma das substâncias essenciais para o fortalecimento dos ossos e a prevenção de doenças como o raquitismo na infância e a osteoporose.

Mas seus benefícios para a manutenção da saúde vão muito além disso.

Diversos estudos recentes vêm apontando uma forte relação entre a deficiência desta vitamina com a ocorrência de doenças crônicas (como alguns tipos de câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, esclerose múltipla e depressão) e até mesmo doenças infecciosas (como tuberculose e viroses).

Vitamina D

Saúde que vem do sol

A vitamina D é a única vitamina que também é produzida pelo organismo humano. Na verdade, ela é um hormônio sintetizado pela nossa pele quando exposta à radiação ultravioleta do sol.

Por isso, os especialistas recomendam que as pessoas se exponham à luz solar sem o uso de bloqueadores ou protetores por um período de cinco a 30 minutos, todos os dias.

O tempo de exposição varia de acordo com a cor da pele. Quanto mais escura, maior deve ser o período de exposição.

O processo de absorção da energia ultravioleta para a síntese da vitamina D ocorre da mesma forma em todas as partes do corpo e a quantidade do nutriente que será produzida é proporcional a quantidade de pele exposta ao sol.

Caso a exposição diária não seja possível, ela deve ser feita pelo menos duas vezes por semana. Na impossibilidade de expor áreas maiores, deve-se no mínimo tomar sol nas pernas e nos braços.

O papel da alimentação

Apesar de simples, a recomendação de se expor ao sol frequentemente não é seguida por muitas pessoas – principalmente no caso de idosos hospitalizados e com dificuldades de locomoção ou de quem trabalha durante a maior parte do dia em ambientes fechados.

Dessa forma, para evitar a carência da vitamina D recomenda-se incluir na dieta alimentos ricos neste nutriente.

Entre os alimentos considerados boas fontes de vitamina D estão peixes como salmão, atum e sardinha, ovos, queijo cheddar e carne bovina.

Contudo, mesmo para quem consome grandes quantidades destes alimentos, a melhor forma de se evitar a deficiência continua sendo a exposição ao sol, que responde por cerca de 80% a 90% da síntese de vitamina D no ser humano.

A vitamina D na terceira idade

Devido a questões metabólicas relacionadas à idade, os idosos produzem menos vitamina D em resposta à exposição solar.

O volume produzido por uma pessoa de 70 anos é cerca de quatro vezes menor do que ela produzia quando tinha 20 anos. A deficiência deste nutriente é preocupante principalmente no caso de idosos institucionalizados.

Uma pesquisa feita em 2004 na cidade de São Paulo demonstrou que 92% dos idosos institucionalizados avaliados tinham valores insuficientes de vitamina D, enquanto 85% dos que moravam em domicílio apresentaram o problema. Entre os jovens pesquisados como grupo controle a taxa foi de 40%.

Veja o que diz a professora Marise Lazaretti Castro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especializada em endocrinologia e uma das coordenadoras da pesquisa:

“Quando avaliamos a proporção de pessoas com deficiência de vitamina D, que são valores ainda mais abaixo do ideal, o índice foi de 40% entre os idosos institucionalizados, 15% entre idosos em domicílio e 5% entre os jovens”

Ações preventivas relacionadas à vitamina D

Sabendo da importância dessa substância para a prevenção de doenças, as operadoras de saúde podem criar ações de medicina preventiva para esclarecer seus beneficiários sobre os benefícios da vitamina D.

Entre elas estão a promoção de palestras sobre o assunto, a distribuição de material informativo impresso ou digital, a organização de caminhadas e outras atividades ao ar livre, além do incentivo para que as pessoas (principalmente os maiores de 60 anos) meçam o nível da vitamina em seus organismos e comecem a fazer reposição caso seja necessário.

Ações mais específicas podem ser realizadas junto a grupos de beneficiários selecionados de acordo com seus perfis de saúde.

Vitamina D e doenças autoimunes

Como a vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo importante no tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e também na prevenção do câncer.

Vitamina D na gestação

Para as gestantes, o consumo da vitamina D é essencial. A falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. No final da gravidez, a carência do nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta os riscos de ocorrência de autismo.

Vitamina D e obesidade

Já para os grupos que participam de programas de controle da obesidade, a importância da vitamina D pode ser destacada repassando algumas informações aos beneficiários. Além de promover o metabolismo da gordura, a substância inibe o crescimento das células adiposas e aumenta a quantidade de leptina, hormônio que envia sinais de saciedade ao cérebro, auxiliando no controle do apetite. A vitamina D também ativa a força dos músculos, facilitando a redução do excesso de gordura no tecido muscular.

Vitamina D e diabetes

No combate à diabetes tipo 2, deve-se ressaltar que níveis baixos de vitamina D estão relacionados a uma disfunção chamada resistência à insulina, hormônio que faz com que a glicose que está no sangue entre nas células. Quem apresenta resistência à insulina costuma ter acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a doença.

Como podemos ver, a manutenção da vitamina D em níveis adequados é uma grande aliada em diversas ações de medicina preventiva.