05 BENEFÍCIOS DA FOSFO COM LAUDO TOXICOLÓGICO

Por: Márcia Silva – Consultora Nutrihealth

1) Modula o sistema imunológico deixando-o ajustado. Assim ele terá maior eficiência no combate a doenças.

Muitas doenças diminuem a ação do sistema imunológico e assim o paciente não tem como combate-las.

A Fosfo ajusta isto! Também regula o apetite.

A perda de apetite tende a enfraquecer a imunidade, e aí surge a anemia, desnutrição, fraqueza.

A Fosfo ajusta isto também!

2) Dá disposição e tira a dor. A dor tira a dignidade do paciente.

A pessoa perde a vontade de viver, e consequentemente a imunidade cai, facilitando a expansão da doença.

A Fosfo muda este quadro.

O paciente, sentindo-se melhor, renova suas esperanças, volta a querer viver e isto reflete no aumento da imunidade.

3) A Fosfo ameniza os efeitos colaterais da quimio. São efeitos colaterais muito debilitantes. Muitas vezes estes efeitos afetam mais o paciente do que o próprio tumor.

A Fosfo auxilia no sentido de “blindar” as células boas para que não sejam atingidas pela radiação ou quimio.

Assim a pessoa tem disposição pra terminar seu tratamento sem intercorrências, com qualidade de vida e com sua vida social normal.

4) A Fosfo promove a Homeostase, ou seja, o funcionamento normalizado de todas as funções orgânicas.

Muitas pessoas , além do câncer, possuem outras doenças que prejudicam sua recuperação.

A Fosfo pode trazer alívio e bom funcionamento do corpo como um todo.

5) Sinaliza células doentes por doenças como : Alzheimer, Parkinson, Fibromialgia, Diabetes, Psoríase ,

Artrites e várias Autoimunes, para que o sistema imunológico as encontre com maior facilidade e tente restaura-las.

Caso seja impossível a restauração, o sistema imunológico irá induzir a célula doente a morte programada (apoptose).

Maiores Informações: https://www.facebook.com/NTHSuplementosAlimentares

Certificados de Análise – Importância e principais termos empregados

Aprenda sobre a importância do Certificado de Análise de Ingredientes e produtos acabados e conheça a definição dos principais termos e testes empregados nesse material.

Tanto os ingredientes cosméticos quanto os produtos acabados precisam possuir certificado de análise para que possam ser comercializados de forma segura e correta.
O certificado de análise é um documento que comprova que diversos testes foram realizados para assegurar que o ingrediente ou produto em questão está de acordo com parâmetros pré-estabelecidos que garantem que as suas propriedades e características esperadas estão preservadas (ou seja, que não houve nenhum tipo de degradação ou contaminação).[1] 
Logo, ao adquirir uma nova matéria-prima é importante que você peça ao fornecedor o certificado de análise do produto. 

Ao analisar esse tipo de documento, é comum se deparar com diversos termos e expressões utilizados que não são facilmente entendidos, principalmente se o profissional estiver começando com esse tipo de análise. Exemplos são: teor de cinzas, valor de peróxidos, índice de iodo entre outros. 
De fato, os significados de muitos desses termos e expressões não são nada óbvios e demandam uma breve orientação para que sejam perfeitamente compreendidos. Por isso, no artigo de hoje, vou “traduzir” diversos termos e expressões empregados nos certificados de análise, explicando o que cada um significa. 

Os principais são:

Teor de cinzas (ash content)

O teor de cinzas indica a quantidade de minerais inorgânicos presente nas amostras. Portanto, quanto maior o percentual do teor de cinzas, maior a quantidade de componentes inorgânicos da amostra.[2]

Para determinar o teor de cinzas, a amostra é carbonizada e as cinzas restantes são expressas em porcentagem do peso inicial da amostra. 
Isso quer dizer que as chamadas “cinzas” são o resíduo inorgânico que resta após a queima de uma matéria orgânica.[3]

Muitos minerais são convertidos a óxidos, sulfatos, fosfatos, cloretos ou silicatos, portanto, saber o teor de cinzas é importante quando se trabalha com ingredientes que podem ser sensíveis a sais de metais.[1] 

Índice de iodo (iodine value)

O índice de iodo é uma característica presente em óleos e gorduras.
Tal índice é relativo à massa de iodo, em gramas, que pode ser absorvida por 100g de uma determinada substância. 
Este parâmetro é geralmente utilizado para expressar o grau de insaturação dos óleos (ou seja, o número de ligações duplas carbono-carbono), o que reflete diretamente na sua susceptibilidade à oxidação.[4] 
Quanto maior o grau de insaturação, mais iodo é absorvido. Portanto, quanto maior o índice de iodo, maior o grau de insaturação.[4]

Com isso, pode-se concluir que, quanto maior o índice de iodo, mais susceptível à oxidação são os óleos e gorduras, e, portanto, mais cuidados você deve ter com a fase oleosa da formulação.[1] 

Índice de peróxido (peroxide value)

O índice de peróxido é um indicador da extensão da oxidação de lipídios, gorduras e óleos. Ou seja, é uma forma comum de detectar o processo de rancificação de óleos e gorduras. Tal parâmetro é expresso em miliequivalentes de peróxido de oxigênio por kg de gordura (mEq/kg|).

A auto-oxidação é a reação espontânea do oxigênio atmosférico com lipídios, o que leva à deterioração oxidativa. A presença do peróxido de oxigênio em gorduras animais e vegetais é um indicativo de que, nestes materiais, ocorreu a auto-oxidação. Ácidos graxos insaturados, seja como ácidos graxos livres, trigliceróis, ou fosfolipídios, são suscetíveis a tais reações. 

Fatores como temperatura, luz, enzimas e íons metálicos podem gerar instabilidade nas insaturações dos ácidos graxos, induzindo assim, a formação de radicais livres. Quando em contato com oxigênio, os radicais livres formam compostos chamados hidroperóxidos. Os hidroperóxidos dão origem a dois outros radicais livres, que também entrarão em contato com outras moléculas e formarão mais radicais livres. Ou seja, quando iniciado, este é um processo de propagação crescente. 

Ao se romperem, as novas moléculas formadas (que contêm o radical livre) dão origem a produtos de peso molecular mais baixo (como aldeídos, cetonas, álcoois e ésteres). Por serem voláteis, esses componentes são os responsáveis pelos aromas e sabores desagradáveis. Normalmente, a formação de odores indica que o processo de oxidação está em sua fase final. Dessa forma, um valor baixo do índice de peróxido deve coincidir com altas concentrações de produtos secundários (aldeídos, cetonas, álcoois e ésteres). Isso acontece porque o índice de peróxido é apenas uma medida da extensão da oxidação durante o processo de oxidação, pois quando o processo está próximo da sua finalização, tal valor começa a diminuir. Portanto, o índice de peróxidos deve ser sempre levado em consideração em conjunto com outras propriedades, tais como odor e estabilidade oxidativa.[5] [6]

Índice de hidroxilas (hydroxyl value) 

O índice de hidroxila é expresso em miligramas de hidróxido de potássio (mg KOH/g), e diz respeito à quantidade de hidróxido de potássio em relação a um grama de amostra do material analisado. Em resumo, este parâmetro mede o número de grupos hidroxilas livres na amostra.[6] 

Este valor pode ser utilizado para auxiliar na caracterização de um determinado material, mas é particularmente importante para a análise de derivados, como álcoois graxos etoxilados e poliglicóis. 
Tal parâmetro promove uma indicação do grau de etoxilação ou polimerização e se o glicol foi ou não esterificado. O valor de hidroxilas pode também ser utilizado como um guia para a quantidade de esterificação presente.[6]

O índice de hidroxila é expresso em miligramas de hidróxido de potássio (mg KOH/g), e diz respeito à quantidade de hidróxido de potássio em relação a um grama de amostra do material analisado. Em resumo, este parâmetro mede o número de grupos hidroxilas livres na amostra.

Índice de ácidos (acid value)

O índice de ácidos é definido como o número, em miligramas, de hidróxido de potássio necessário para neutralizar 1g de amostra. Portanto, este valor indica a quantidade de ácidos graxos total da amostra.[6] 

Tal parâmetro pode variar em um intervalo considerável, dependendo da qualidade do material analisado. Atualmente, tem se prestado mais atenção ao tipo de ácidos graxos presentes na amostra, e existem diferentes métodos para a avaliação de sua identificação. Isso é importante pois a presença de ácidos graxos de cadeia curta geralmente indica que ocorreu a oxidação da amostra.[6]

Penetração (penetration) 

Os testes de penetração consistem em pressionar uma agulha em uma amostra sólida ou semi-sólida, com peso determinado. A distância que a agulha alcança ao atravessar o material indica a dureza do mesmo.[6]

Essas propriedades são importantes quando se utiliza ceras para estabilizar emulsões água em óleo, ou para controlar propriedades de dureza de batons.[1]

Todos os parâmetros abordados pelos certificados de análise são de extrema importância para a caracterização de parâmetros acerca da qualidade e propriedades físicas e químicas das matérias-primas utilizadas em cosméticos. 
Espero que após a leitura deste artigo, os termos e expressões empregados nestes certificados tenham sido esclarecidos, e que isso possa te ajudar na sua vida profissional.

Referências
[1] Dobos K. [COA Savvy] Chemists Corner. 
[2] Omenka, S. S., Adeyi, A. A. [Heavy metal content of selected personal care products (PCPs) available in Ibadan, Nigeria and their toxic effects] Toxicology Reports Volume 3, 2016, Pages 628-635. 
[3] Gois G. C., Lima C. A. B., Silva L. T., Rodrigues A. E. [COMPOSIÇÃO DO MEL DE APIS MELLIFERA: REQUISITOS DE QUALIDADE] Acta Veterinaria Brasilica, v.7, n.2, p.137-147, 2013
[4] Odoom, W., Edusei, V. O. [Evaluation of Saponification value, Iodine value and Insoluble impurities in Coconut Oils from Jomoro District in the Western Region of Ghana] Asian Journal of Agriculture and Food Sciences (ISSN: 2321 – 1571) Volume 03 – Issue 05, October 2015. 
[5] Doğru B. [Determination of Peroxide Values of Some Fixed Oils by Using the mFOX Method] Spectroscopy Letters, 45:359–363, 2012. 
[6] Knowlton J.L., Pearce S.E.M. [Handbook of Cosmetic Science & Technology] 
[7] Sun J. Z., Erickson M. C., Parr J. W. [Refractive Index Matching: Principles and Cosmetic Applications] Cosmetics and Toiletries, June 24, 2009.

Embutidos: por que não dá para defendê-los

Por: Veja Saúde

Embora os conceitos de vilão e mocinho estejam ultrapassados na nutrição, vira e mexe salsicha, presunto e afins entram na berlinda

Com coronavírus e recomendações de isolamento social, alimentos prontos, baratos e com grande prazo de validade viram o centro das atenções nos mercados. Não é à toa que os embutidos tendem a lotar os cestos e carrinhos por aí.

Antes que alguém pense que eles são uma invenção moderna, já se vão mais de 4 mil anos que o homem usa métodos como a salga e a secagem para preservar e comer a carne do dia a dia. A inspiração para a receita teria vindo da observação de animais mortos que demoravam a apodrecer nas áreas próximas ao mar — a mistura da salmoura com o calor do sol estancava o crescimento de micro-organismos.

Com o tempo, outros processos e substâncias foram incorporados. “Se antes o presunto era basicamente o pernil do porco temperado com sal, hoje a lista de ingredientes costuma ser extensa”, diz o nutricionista Fábio Gomes, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O acréscimo de tantos aditivos está associado a cada vez mais estudos ligando o consumo das chamadas carnes processadas a problemas de saúde. Após revisar as evidências disponíveis, cientistas da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês) colocaram os embutidos junto do tabaco e do amianto na classificação de agentes cancerígenos.

“O relatório mostra que o consumo diário de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%”, destaca a nutricionista Bruna Pitasi Arguelhes, do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Achados como esse estão por trás de uma orientação dada por muitos profissionais de saúde: deixar, se possível, linguiça, salsicha, frios, nuggets e hambúrgueres prontos fora da rotina. “Não há recomendação segura para a ingestão”, afirma Bruna. O conselho é saborear só em festas, passeios ou experiências gastronômicas.

Mas e em tempos de confinamento? Para quem não conseguir evitar, a nutricionista Vanderli Marchiori, consultora da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), sugere: “Melhor optar por aqueles que carregam menos gordura e mais proteína. E nada de exagerar”. Tudo isso dentro de um contexto equilibrado: com frutas, verduras, cereais… Não é um pedaço de linguiça no feijão que vai botar tudo a perder.

– Ilustrações: Eduardo Pignata/SAÚDE é Vital

A professora Bernadette de Melo Franco, do Centro de Pesquisa em Alimentos, da Universidade de São Paulo (FoRC-USP), explica que a carne processada é aquela transformada por preparos como cozimento, salga, cura, fermentação, defumação, entre outros. “Os procedimentos resultam em melhoria de textura, sabor ou vida útil”, resume.

Tem tudo a ver com o que se conhece como charcutaria, ou seja, técnicas antigas que permitiam aos viajantes europeus desbravar terras distantes e ter fontes de proteína animal disponíveis por longos períodos. “Engloba produtos que são chamados, genericamente, de embutidos ou frios”, comenta Bernadette.

Entretanto, para tornarem-se um embutido de verdade, as carnes devem ser picadas, moídas, batidas e acondicionadas em uma espécie de tubo comestível — caso de salsicha e linguiça. Pela tradição, os invólucros são feitos com as tripas dos animais. Apesar do surgimento da geladeira, o gosto por esses alimentos milenares prevalece até hoje. Talvez pela presença de gordura e sal, dois elementos que, sem dúvida, seduzem o paladar.

Nitrito de sódio, um ingrediente polêmico

Na receita das carnes processadas, também é comum ocorrer um tal de nitrito de sódio. “Ele tem ação antimicrobiana e é responsável pela cor rosada característica”, esclarece a professora da USP. Acrescenta ainda um leve sabor picante e retarda a oxidação da gordura, impedindo o ranço. O problema é o efeito em nosso organismo. “Nos estudos, o nitrito está relacionado ao aumento no risco de câncer”, aponta a nutricionista Ana Carolina Cantelli Pereira, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Durante a digestão, quando a substância entra em contato com o suco gástrico, transforma-se em nitrosaminas. Elas, por sua vez, são capazes de favorecer a multiplicação desordenada das células e, por consequência, o surgimento de tumores.

Porém, um estudo recente da Universidade Queen’s, em Belfast, no Reino Unido, questiona se embutidos livres de nitrito também oferecem danos — por isso, sugere que a OMS reavalie suas recomendações. Claro que, quanto menor a quantidade de aditivos, melhor. Ainda assim, não dá para ignorar o impacto negativo do abuso de outros componentes.

“O alto teor de sal da carne processada pode provocar danos ao revestimento do estômago, levando à inflamação, à atrofia e à colonização pela bactéria Helicobacter pylori, em um mecanismo que aumenta a propensão ao câncer de estômago”, exemplifica Bruna.

Não bastasse, quando o alimento é muito salgado, a pressão arterial tende a subir. Pesquisa publicada na revista científica Jama Internal Medicine, com dados de mais de 29 mil participantes, reforça o elo entre o consumo excessivo de carnes — tanto a vermelha quanto as processadas — e os males cardiovasculares.

A cardiologista Maria Cristina de Oliveira Izar, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, observa que, além de sal, geralmente esses itens contêm as gorduras saturadas ou trans. “O consumo excessivo leva a alterações nos níveis de colesterol capazes de desencadear problemas nas artérias”, diz. A médica enfatiza que é preciso ensinar desde a infância sobre a importância do equilíbrio na alimentação. Logo, salsichas e nuggets, só nas festinhas.

Na conta dos embutidos há ainda a desconfiança, vinda de um trabalho da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, de que a ingestão em grande quantidade contribua para transtornos mentais. “Trata-se de um estudo de associação, portanto não determina as causas”, analisa a nutricionista Lara Natacci, da Dietnet, na capital paulista.

No entanto, ela explica que exagerar nas carnes processadas pode prejudicar a microbiota intestinal, fator que interfere em todo o organismo, incluindo o humor. Para não acabar com a saúde capenga e de mal com a vida, reserve esses alimentos para ocasiões especiais. Já que o prazo de validade é longo, ninguém precisa devorar correndo.

Artesanal X Industrializado

Há que se considerar que a indústria tem trabalhado para balancear as receitas e reduzir o número de aditivos das carnes processadas, mas é um desafio garantir tempo de prateleira sem esses componentes. Opções artesanais são bacanas nesse sentido, mas vale ter atenção com a qualidade sanitária.

E o modo de preparo pode pôr tudo a perder. Ao deixar tostar em temperaturas altas demais, por exemplo, surgem compostos acusados de aumentar o risco de câncer. Com as famílias reclusas, que tal chamar a criançada e apostar em receitas caseiras de nuggets e hambúrgueres?

Preciso deixar o feijão de molho?

Por: UNIMED

Nossos avós já faziam e a ciência confirmou: é importante deixar o feijão de molho na água por 8 a 12 horas antes do cozimento. O nome técnico do processo é remolho.

O motivo citado pelos mais antigos era acelerar o cozimento. Alguns já notavam também o efeito na redução de gases intestinais e estomacais. Eles estavam certos. Cientistas da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP comprovaram o que nossos avós já sabiam. 

Além disso, afirmam que a técnica melhora a absorção de vitaminas e minerais, ao reduzir a presença de antinutrientes. Quer entender mais? Neste texto, vamos ver:

O que são antinutrientes?

Antinutrientes são compostos presentes em alimentos, especialmente nos de origem vegetal, que prejudicam a digestão e a absorção de nutrientes, podendo também provocar gases e desconforto intestinal.

São diversos os fatores antinutricionais: inibidores de proteínas, oxalatos, taninos, nitritos, dentre outros. A proteína e os minerais ficam presos a esses compostos e não conseguem ser absorvidos pelo organismo. Assim, esses antinutrientes atuam como “sequestradores” de nutrientes.

No caso das leguminosas, como o feijão, a soja e o grão-de-bico, por exemplo, o fitato (ácido fítico) é um antinutriente dificultador para absorção de cálcio, ferro, magnésio e zinco.

Como reduzir os antinutrientes no feijão?

É aí que entra a importância do remolho. Como os feijões comercializados atualmente cozinham mais rápido do que os de 30 ou 40 anos atrás e as novas panelas de pressão aceleram ainda mais o processo, muitas pessoas abandonaram o hábito de colocar os grãos de molho.

Porém, o simples cozimento não elimina os antinutrientes. Pesquisadores perceberam a maior redução de fitatos nos casos em que foi feito o remolho seguido do descarte da água.

Apesar do descarte da água do remolho também provocar a perda de parte dos minerais, os estudiosos avaliam que os minerais restantes apresentam maior biodisponibilidade. Ou seja, apesar da menor quantidade, serão mais facilmente absorvidos e aproveitados pelo organismo.Uma dica para melhorar ainda mais a absorção de ferro: consuma-o junto a alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, caju e kiwi. Saiba mais na matéria Evite a anemia

Como fazer o remolho

Lave os grãos em água corrente e escorra. Num recipiente, cubra os grãos com água de forma a deixá-los totalmente submersos. A água deve ficar no dobro da altura dos grãos, pois eles incham durante a hidratação. Deixe descansar pelo tempo médio de 8 a 12 horas. Por fim, é só escorrer, lavar os grãos novamente e levar para a panela com os temperos da sua preferência.

Pesquisadores da Embrapa destacam que o tempo necessário para hidratação varia de acordo com o tamanho e a espessura da casca do grão. Para o feijão comum, a maior parte dos estudos indica um tempo de 8 a 12 horas de remolho, com uma troca de água, antes do cozimento.

Esqueceu de deixar o feijão de molho? Nesse caso, faça o remolho do feijão em água quente por pelo menos uma hora.A técnica também é importante para outras leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e soja. Entenda a importância das leguminosas na alimentação.


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Centro de Pesquisa em Alimentos da USP, Embrapa, Blog Panelinha, Blog da Zona Cerealista

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil

Enema de Café: tudo o que você precisa saber sobre o tratamento

Por: https://www.saudecomozonio.com.br

buscam a técnica apenas para fins de emagrecimento, no entanto, mais do que a perda de medidas, o detox tem um poderoso efeito de melhorar o funcionamento do organismo.

enema de café é realizado a partir da introdução de uma solução de café no intestino através de uma sonda retal. Essa solução auxilia na desintoxicação, na limpeza de matérias fecais e até problemas de constipação.

O que é Enema de Café

Enema é um procedimento de desintoxicação através da introdução de uma solução de água e café (sempre orgânico e qualidade) no organismo por via retal. Esse procedimento é uma ótima alternativa para combater os malefícios que causam o mau funcionamento do corpo.

É bem sabido que os grãos de café naturalmente contêm antioxidantes e compostos benéficos incluindo palmitato de cafestol, kahweol teobromina, teofilina, além da cafeína, que têm efeitos positivos sobre os níveis de inflamação, inclusive dentro do sistema digestivo.

Palmitato é a combinação do ácido palmítico ou ácido hexadecanóico, com uma base. é um dos elementos que compõem o “napalm”. O palmitato tem propriedades repelentes à água e é um eficiente lubrificante e emoliente.

Os palmitatos presentes no café estimulam e aumentam a produção de uma enzima hepático chamada glutationa-S-transferase (GST), que remove os radicais livres e eventuais células tumorais da circulação sanguínea, bem como facilita a detoxificação do fígado.

Quais os benefícios do Enema de Café?

Enema de Café é conhecido por ajudar a eliminar as bactérias, metais pesados, fungos e leveduras (os responsáveis pelos sintomas da candida, por exemplo) do trato digestivo, incluindo o fígado e o cólon, ao mesmo tempo que reduzem a inflamação, auxiliando a restaurar a função intestinal, a aumentar os níveis de energia e auxiliar o tratamento de distúrbios que causam problemas por anos.

O procedimento alcança o intestino, o que gera uma dilatação das vias bilares, tornando mais fácil para o organismo eliminar toxinas armazenadas no fígado, além de fazer uma espécie de diálise do sangue através das paredes do cólon. Seus benefícios envolvem:

  • Ajuda a eliminar cândida de parasitas;
  • Reparação do tecido digestivo;
  • Limpeza do fígado;
  • Melhora da circulação sanguínea;
  • Aumento da imunidade;
  • Auxílio na regeneração celular;
  • Melhora da saúde intestinal;
  • Alívio de problemas digestivos, como constipação frequente, inchaço, cólicas e náuseas;
  • Melhora os níveis baixos de energia e estados de espírito (como sinais de depressão).

Enema de Café deve sempre ser realizado somente sob orientação médica. O procedimento é indicado para ajudar no funcionamento intestinal e em casos de constipação ocasionados por tratamento contra o câncer e pacientes em semana de detox alimentar.

Confira o vídeo abaixo explicando como funciona o procedimento.

A desnutrição e o câncer: como evitar a perda de peso indesejada?

Por: Equipe Oncoguia

A desnutrição é a deficiência de calorias e de nutrientes essenciais no organismo, acarretando como consequência perda de peso, queda de cabelo e pele seca, além de outros problemas fisiológicos decorrentes da falta de nutrição.

Cerca de 80% dos pacientes com câncer apresentam desnutrição já no momento do diagnóstico
Essa desnutrição ocorre devido a um desequilíbrio entre o que a pessoa come e suas necessidades nutricionais, comprometendo o seu estado nutricional. É mais frequente nos casos de câncer de cabeça e pescoço e do trato digestivo superior.

Causas da desnutrição no câncer

Alterações no metabolismo por causa do tumor.
Efeitos locais da doença.
Efeitos dos tratamentos.
Fatores psicológicos e sociais.
Consequências na desnutrição no paciente com câncer

A desnutrição pode atrapalhar muito o sucesso do tratamento, causando:

Diminuição da resposta ao tratamento e da qualidade de vida do paciente.
Complicações pós-cirúrgicas.
Aumento do risco de infecções.
Fraqueza, perda de peso e fadiga.
Como evitar a desnutrição e a perda de peso?

O primeiro passo é ter o acompanhamento de um nutricionista que irá avaliar o estado nutricional do paciente considerando:

A triagem nutricional. Inclui avaliação antropométrica (porcentagem de perda de peso e índice de massa corporal- IMC), bioquímica, clínica (exame físico), avaliação de quantidade de massa muscular e dietética.

A avaliação nutricional. A avaliação nutricional do paciente com câncer é feita utilizando registro alimentar, história dietética e recordatório alimentar. Ela é fundamental para a realização da intervenção correta e precoce, evitando a evolução do quadro de desnutrição.

O tratamento. A partir do diagnóstico, o nutricionista irá traçar um plano alimentar considerando o quadro e sintomas do paciente que podem interferir na ingestão, por exemplo: alterações no olfato e paladar, náuseas, vômitos, irritação dentária, mucosite ou aftas, constipação, diarreia, má absorção, infecções, dor aguda e crônica e sofrimento psíquico.
A dieta personalizada tem como objetivo melhorar a ingestão de alimentos, diminuir os desequilíbrios metabólicos, manter a massa muscular esquelética e o desempenho físico, reduzir o risco de reduções ou interrupções dos tratamentos contra o câncer, além de melhorar a qualidade de vida do paciente.

Composição da dieta para pacientes com desnutrição:

Quantidade de calorias – 30 a 35 kcal/kg/dia.
Quantidade de proteínas – 1,2 a 1,5g/kg/dia.
Oferecer vitaminas e minerais de acordo com as recomendações diárias.
Para estimular a alimentação oral convencional, devem ser utilizadas estratégias de modificações de texturas ou preparações dos alimentos, aumento da frequência das refeições, distribuição de alimentos em pequenas porções e enriquecimento dos pratos com suplementos de calorias e proteínas.

Os suplementos orais possuem misturas nutricionais completas para consumo oral, sendo recomendados para suplementar na ingestão alimentar. Se a ingestão de nutrientes continuar inadequada, a terapia nutricional enteral ou parenteral poderá ser indicada, dependendo do nível da função do sistema gastrointestinal.

Muitos estudos afirmam que alguns nutrientes como a arginina, o ômega-3 e os nucleotídeos, considerados imunomoduladores, auxiliam na resposta imunológica do paciente com câncer, podendo levar a resultados mais favoráveis, pois apresentam benefícios como: melhora do peso corporal, aumento da massa muscular e melhora da resistência contra novas infecções.

Para pacientes com câncer submetidos à cirurgia desnutridos ou em risco de desnutrição, candidatos à cirurgia de médio ou grande porte, recomenda-se a utilização de fórmulas hiperproteicas com esses imunonutrientes por via oral ou enteral na quantidade mínima de 500ml/dia no período perioperatório, iniciando de cinco a sete dias antes da cirurgia. Seus efeitos comprovam a diminuição de infecções e complicações pós-operatórias, além da diminuição da inflamação.

É importante saber que a desnutrição é muito comum no câncer, o que pode levar a graves consequências, mas que são reversíveis com o tratamento e o acompanhamento adequado.

Fontes:

Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com câncer. BRASPEN J 2019; 34 (Supl 1): 2-32.
Ravasco P. Nutrition in Cancer Patients. J Clin Med. 2019;8(8): 1211.
Smiderle C. Desnutrição em oncologia: revisão de literatura. Rev Bras Nutr Clin 2012; 27 (4): 250-6.
Mahan, L. K.; Escott-Stump, S. krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo, SP: Roca, 2005.

Com que farinha eu vou? Prós e contras das de linhaça, aveia e outras…

Por: Vivabem

Basta uma rápida olhada nas gôndolas do supermercado para notafr que a oferta de farinhas é bem variada e que elas são feitas com diversos tipos de matérias-primas. É tanta opção que fica difícil escolher qual levar para casa. Cada farinha de tem características diferentes, por serem feitas com produtos diferentes. Por isso a escolha depende do seu objetivo. Mas, de modo geral, o ideal é preferir as que são ricas em fibras, como a de linhaça, centeio e as feitas com frutas. Para você entender as vantagens de cada uma, fizemos um apanhado das mais conhecidas e contamos o que cada uma delas tem de bom e como pode ser utilizada, para que você possa decidir qual é a mais indicada para o seu caso.

Ah! E na hora de comparar as tabelas nutricionais, não se assuste com a quantidade de gordura de algumas delas, pois, na maioria dos casos, trata-se do tipo dessa substância que traz benefícios ao organismo. Outra ressalva importante: cuidado com as quantidades. Essas farinhas são saudáveis, mas podem pesar na balança.

Farinha de linhaça Uma boa fonte de fibras. Além disso, oferece ômega 3, um tipo de gordura do bem com ação anti-inflamatória que ajuda a proteger a saúde do coração. Nas gôndolas costumamos encontrar o produto feito com o tipo dourado e o marrom do grão. A grande diferença é que a quantidade de nutrientes tende a ser ligeiramente maior na mais clara e ela costuma ter um preço mais alto, pois sua matéria-prima na maioria das vezes é importada. Ela pode ser usada no preparo de receitas, em panquecas, bolos e tortas, por exemplo, ou polvilhada sobre iogurtes, saladas, salgada ou de frutas, sucos, entre outros.

Farinha de amêndoas Tem poderosa ação antioxidante, pois é rica em vitamina E, uma arma potente contra os radicais livres. Além disso, oferece gordura poli-insaturada, substância que participa do controle do colesterol, da fabricação de hormônios sexuais e do transporte de vitaminas. Com uma boa quantidade de fibras, vai bem no preparo de biscoitos e bolos, pois tem um sabor adocicado, mas pode substituir a de rosca na hora de empanar alimentos.

Farinha de aveia Versatilidade é com ela mesma. Pode ser utilizada em todos os tipos de receita e é uma excelente escolha, pois tem na sua composição um tipo de fibra solúvel, a beta-glucana, que retém água, formando uma espécie de gel no sistema digestivo que proporciona bastante saciedade. E os benefícios não param por aí: essa substância ainda está associada à redução do colesterol no sangue.

Farinha de arroz Ganhou popularidade entre as pessoas que fazem restrição de glúten, pois é livre dessa substância, tem preço bem acessível e é facilmente encontrada no mercado. Oferece uma boa porção de fibras e ainda possui vitaminas do complexo B, minerais, como fósforo e magnésio, e tem baixo índice glicêmico, o que significa que é absorvida mais lentamente pelo organismo, controlando a glicemia e aumentando a saciedade. Prefira a versão integral e a utilize no preparo de pães, bolos, pudins e vitaminas, entre outros.

Farinha de centeio Trata-se de outra opção com baixo índice glicêmico, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita por mais tempo e proporcionando energia em longo prazo. Pelo fato de não ser refinada, também conta com fibras, o que afasta ainda mais a fome e melhora o funcionamento do intestino. Pode entrar em cena em receitas de pães, bolos e tortas, entre outras massas, e para engrossar caldos e sopas. Quem não está acostumado a utilizá-la deve começar substituindo 1/3 da farinha de trigo pela de centeio e ir aumentando essa proporção aos poucos.

Farinha de chia É obtida através da moagem dos pequenos grãos escuros, garantindo praticamente todos os benefícios do alimento, que é bem conhecido dos vegetarianos por substituir os ovos nas receitas, pois proporciona uma consistência similar. E ele tem muitos benefícios: combate a prisão de ventre, favorece o emagrecimento, tem ação anti-inflamatória, previne a anemia e ajuda a controlar o colesterol. A farinha pode ser adicionada a sucos, vitaminas e mingaus ou substituir parte da farinha de trigo em massas de bolos, pães e tortas.

Farinhas de frutas O coco e o maracujá são algumas das utilizadas para a fabricação desse tipo de produto, fornecendo quantidades bem altas de fibra. Outro exemplo é a farinha de banana verde que tem a mesma característica e ainda oferece amido resistente, substância que dá saciedade e ajuda na manutenção das bactérias benéficas do intestino. Todas podem ser acrescentadas na lista de ingredientes de receitas de bolos, tortas e pães, entre outros, ou usadas em vitaminas e granolas.

Fontes: Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista do departamento de nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca, em São Paulo, e membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional)

Mitos e verdades da alimentação do paciente em quimioterapia

Por: Instituto Vencer o Câncer

Além dos efeitos indesejados que a quimioterapia pode causar, o paciente oncológico também enfrenta uma série de dúvidas referentes ao que pode ou não comer durante o tratamento. Pacientes costumam pesquisar muito sobre a própria doença, e com tanto conteúdo contraditório na internet, ficam as perguntas. Carne de porco faz mal? Chá verde prejudica a químio? Tais questões não são irrelevantes. já que o risco de um paciente com câncer ter desnutrição é três vezes maior que o observado em portadores de outras doenças.

O Vencer o Câncer ouviu as nutricionistas Natalia Leonetti Lazzari, do A.C.Camargo Cancer Center, e Danielle de Souza Pereira, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que elencaram as dúvidas mais ouvidas nos ambulatórios oncológicos. Se você tiver alguma, envie para a gente!

— Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências. A carne de porco, que é a mais consumida no mundo, é rica em vitaminas do Complexo B, principalmente B6 e B12. A dica é que os pacientes prefiram carnes de porco magras, como o lombo, e que ele seja assado.

— E carne vermelha? Ela aumenta o tumor?

A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada à predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino. As nitrosaminas – compostos produzidos a partir de nitritos e aminas – são conhecidas como agentes carcinogênicos e estão presentes em vários gêneros alimentícios, como frutos do mar, queijos e nas carnes vermelhas.

No entanto, durante a quimioterapia não há uma restrição específica para a carne vermelha. Além disso, não existe essa ideia de ela aumentar o tumor. O que se preconiza é o consumo moderado, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições. Portanto, deve-se priorizar a variedade do que ingerimos, enfatizando o consumo de frutas, legumes e verduras, assim como a redução de açúcares e gorduras.

* Dica: O problema não é a carne vermelha, em si, mas a quantidade ingerida, que deve ser de até 300g por semana, o que equivale a cerca de três bifes grandes. Atenção: por semana!

— Chá verde deve ser evitado durante a químio?

O chá verde é comumente consumido como forma de contribuir para a prevenção do câncer por ser rico em flavonoides, atuando na ação antioxidante, antiinflamatória, antirreumática e anticâncer (protegendo o sistema de reparo do DNA). Contudo, durante o tratamento quimioterápico o chá verde pode prejudicar a eficácia de algumas drogas. É importante ressaltar que são necessários mais estudos sobre este tema. Na dúvida, consulte seu oncologista sobre a ingestão da bebida.

— O paciente não pode comer graviola?

A graviola deve ser evitada, pois o seu consumo durante o tratamento é tóxico para o fígado e rins. Como qualquer medicamento, as plantas não devem ser usadas indiscriminadamente, pois os princípios ativos que são benéficos para uma determinada doença podem ser danosos ou sem efeito para portadores de outras. Deste modo, a equipe médica e multidisciplinar deve ser informada e até mesmo questionar os pacientes sobre o uso de ervas e plantas. O chá da folha da graviola tem sido popularmente divulgado, sem que haja estudos científicos relevantes sobre a utilização do mesmo.

— Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

O gengibre é um aliado do paciente em tratamento quimioterápico. Ele tem ação antiemética (alivia enjoos, náuseas e vômitos) e antiinflamatória. Estudos corroboram com a indicação de que uma colher de chá de gengibre pode diminuir as náuseas associadas ao tratamento de quimioterapia, efeito presente em torno de 70% dos pacientes. É importante frisar que não há necessidade de consumir o gengibre em cápsulas, pois a própria raiz pode ser adicionada ao preparo de chás, sucos e milkshakescontribuindo na diminuição dos sintomas durante o tratamento.

Ascite: sintomas, tratamentos e causas

O que é Ascite?

Ascite, ou barriga d’água, é o nome dado ao acúmulo anormal de líquidos dentro da cavidade peritoneal – um espaço entre os órgãos abdominais e os tecidos que revestem o abdômen.

A ascite não é considerada uma doença por si só, mas uma condição de saúde associada a outras doenças, como as insuficiência renalinsuficiência cardíaca e insuficiência hepática, pancreatite, alguns tipos de câncer e infecções, como tuberculose e esquistossomose.

Causas

A ascite geralmente está relacionada à alguma doença hepática grave, causada pela alta pressão nos vasos sanguíneos do fígado (num processo chamado hipertensão portal) e baixos níveis da proteína albumina.

Os problemas que também podem estar associados à ascite são:

A diálise renal, usada no tratamento de algumas doenças, também pode estar relacionada ao desenvolvimento de ascite.

Fatores de risco

O uso excessivo de bebidas alcóolicas é o principal fator de risco envolvido na ocorrência de ascite.

Sintomas

Sintomas de Ascite

No início, a ascite é quase sempre assintomática. Com a evolução do quadro, no entanto, dependendo do volume de líquido retido no abdômen, podem surgir os alguns sintomas, como por exemplo:

Dependendo da causa subjacente à ascite, o paciente pode apresentar, ainda, outros sinais e sintomas, tais como fígado aumentado, emagrecimento, edemas nas pernas e nos pés, fadiga, icterícia, ginecomastia e encefalopatia hepática.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Qualquer um que apresente os sintomas característicos da ascite e que possam estar relacionados ao acúmulo de líquidos na região do abdômen, principalmente dor abdominal e febre, deve procurar assistência médica imediatamente.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar ascite são:

  • Clínico geral
  • Gastroenterologia
  • Hepatologia
  • Nefrologia
  • Endocrinologia
  • Hematologia
  • Cardiologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
  • Você sente dores? E cansaço?
  • Você apresentou febre recentemente?
  • Você já foi diagnosticado com alguma doença cardíaca, hepática ou renal recentemente?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Ascite

Na fase inicial de ascite, o exame físico no próprio consultório pode ser insuficiente para detectar a presença de líquido na cavidade abdominal. O diagnóstico definitivo depende da realização de alguns exames específicos:

  • Exame de sangue
  • Exames de imagem, como ultassonografia, tomografia e ressonância magnética
  • Parecentese, ou punção abdominal, também podem ser uma opção viável. Este procedimento envolve o uso de uma agulha fina para extrair o líquido do abdômen. O líquido é examinado de diversas maneiras, a fim de determinar a causa da ascite.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Ascite

O tratamento de ascite depende única e exclusivamente de sua causa subjacente. Nos casos de ascite muito volumosa e aparente, o especialista pode recomendar o uso de diuréticos para aumentar a vontade de o paciente urinar e, também, restrições na dieta, a fim de limitar a ingestão de sal.

Em caso de infecção, o médico poderá prescrever antibióticos. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas é estritamente proibido.

Medicamentos para Ascite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de ascite são:

  • Aldactone

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

A recuperação e bons resultados do tratamento podem ser alcançados mediante alguns cuidados caseiros também. Não ingerir muito sal na alimentação e cortar o consumo de bebidas alcóolicas são algumas medidas recomendadas pelos médicos que, se seguidas corretamente, podem contribuir para a melhora do quadro.

Complicações possíveis

A causa subjacente de ascite, se não devidamente tratada, pode evoluir para algumas complicações de saúde mais graves, como:

  • Peritonite bacteriana espontânea (que é uma infecção do fluido ascético)
  • Síndrome hepatorrenal
  • Insuficiência renal crônica
  • Perda de peso e desnutrição
  • Encefalopatia hepática)
  • Complicações decorrentes de cirrose hepática.

Ascite tem cura?

Com o tratamento adequado, a recuperação dos sintomas de ascite e da causa subjacente à ela costuma acontecer sem grandes problemas. No entanto, os pacientes que chegarem ao estágio final de uma eventual doença hepática, e cuja ascite já não responde ao tratamento, precisarão de um transplante de fígado.

Prevenção

Prevenção

Assim como o tratamento, previne-se a causa subjacente da ascite. Pacientes com cirrose ou insuficiência cardíaca devem seguir rigorosamente a orientação do seu médico ou médica quanto à restrição de sal e água a fim de evitar o surgimento ou piora da ascite.

Maneirar no consumo de bebidas alcóolicas também é um bom método de prevenção de ascite.

Referências

Mayo Clinic

Manual Merck

Como funciona a Quimioterapia

Por: wecancer

A quimioterapia é um tratamento importantíssimo contra o câncer, que utiliza a administração de medicamentos com a finalidade de destruir e inibir o desenvolvimento de células malignas. No entanto, pelo fato de gerar alguns efeitos colaterais no organismo, como vômitos, diarreia e queda dos cabelos, muitos pacientes ficam em dúvida quanto à sua administração. Por este motivo, é importante entender como funciona a quimioterapia.

Pensando nisso, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos, que incluem sua indicação, medicamentos utilizados e tipo, para mostrar como ela pode ser uma ótima aliada no combate ao câncer. Confira!

Como funciona a quimioterapia?
Os quimioterápicos são medicamento especializados em destruir e impedir o desenvolvimento de células cancerosas. Após administrados, esses medicamentos se misturam com o sangue e são transferidos para todas as regiões do corpo, assim, conseguem matar as células doentes que estão constituindo o tumor e evitar que continuem crescendo.

Para quem a quimioterapia é indicada?
Não são todos os pacientes que precisam receber a quimioterapia, já que muitos tipos de câncer são curados somente com cirurgia ou radioterapia. No entanto, quando a doença é diagnosticada, vários fatores são avaliados pelo médico oncologista para indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir a quimioterapia sozinha ou em combinação com a radioterapia.

Quanto maior forem as chances do tumor voltar depois da cirurgia, mais indicado é que o tratamento envolva a quimioterapia. Em alguns casos, o câncer é diagnosticado em estágio avançado, quando a cura não é mais possível, porém, é possível desacelerar o avanço da doença com a quimioterapia e, dessa forma, prolongar o tempo de vida do paciente.

Quais são os tipos de quimioterapia?
Existem vários protocolos e esquemas de quimioterapia. Como funciona a quimioterapia?
Ela é prescrita pelo médico conforme o tipo, gravidade ou estágio do câncer e condições clínicas de cada indivíduo. A quimioterapia pode ser classificada como:

curativa: quando é capaz de curar o câncer sozinha;
adjuvante ou neoadjuvante: quando é aplicada antes ou depois da cirurgia para retirada do tumor ou radioterapia, com a finalidade de complementar a terapia e buscar a eliminação da doença de maneira mais efetiva;
paliativa: quando não tem o objetivo curativo, mas age para aumentar o tempo e melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora do câncer.

Como o tratamento é administrado?
A quimioterapia é administrada pela equipe de enfermagem, e pode ser feita das seguintes formas:

via oral (boca): o paciente ingere o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Esse método também pode ser realizado em casa;
via intravenosa (veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou via cateter (tudo fino inserido na veia), na forma de injeções ou soro;
via intramuscular (músculo): o medicamento é aplicado por intermédio de injeções no músculo;
via subcutânea (pele): a medicação é administrada por injeções por baixo da pele;
via intracraneal (espinha dorsal): é uma administração menos utilizada, que pode ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no bloco cirúrgico;
via tópica (sobre a mucosa ou pele): o medicamento é aplicado na região atingida.

Quais são as diferenças entre quimioterapia branca e quimioterapia vermelha?

Muitas pessoas diferem a quimioterapia branca e vermelha pela cor do medicamento. No entanto, essa diferenciação não é adequada, tendo em vista que existem vários tipos de medicamento utilizados para a quimioterapia, que não podem ser determinados somente pela cor.

Na quimioterapia branca existe o grupo dos remédios conhecidos como taxanos (Docetaxel e Paclitaxel), que são usados para tratar vários tipos de câncer, como os de pulmão e mama, e geram efeitos colaterais como: redução das células de defesa do corpo e inflamação nas mucosas.

Na quimioterapia vermelha está o grupo das Antraciclinas (Epirrubicina e Doxorrubicina), usadas para agir em diversos tipos de câncer em crianças e adultos. Como por exemplo, câncer de mama, leucemias agudas, tireóide, rins e ovários, provocando efeitos colaterais como náuseas e dores abdominais, além de serem tóxicas ao coração.

O remédio mais apropriado será definido pelo médico, depois de uma avaliação minuciosa e todos os fatores que compõe o estado de saúde do paciente.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?
Pelo fato da quimioterapia ser um tratamento destinado a destruir células doentes com rápido crescimento, acabam afetando também células saudáveis, provocando efeitos colaterais. Veja os mais comuns:

fraqueza;
diarreia;
perda de peso;
feridas nas mucosas;
enjoo;
vômitos;
tonteiras;
constipação intestinal;
dor;
fadiga;
queda de cabelo do corpo;
alterações na cor da pele e unhas, entre outros.
Um dos efeitos colaterais mais graves ocorre quando o medicamento atua sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de células sanguíneas novas, as plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos acabam sendo afetados, provocando sangramentos, anemias intensas e diminuição da imunidade.

Quanto tempo dura o tratamento da quimioterapia?
A duração do tratamento dependerá do tipo de tumor e de cada caso em particular. Ainda que a pessoa sinta qualquer mal-estar, as administrações dos medicamente não deverão ser suspensas. Apenas o médico responsável é que indicará o fim do tratamento.

Quais são os cuidados necessários durante o tratamento quimioterápico?
Alguns cuidados são muitos importantes para garantir o bem-estar durante o tratamento. Por exemplo:

seguir estritamente as orientações do médico, principalmente sobre possíveis sintomas e efeitos colaterais e o que precisa ser feito caso os tenha;
manter uma alimentação saudável, evitando os alimentos que sejam de difícil digestão;
beber água o suficiente, pelo menos dois litros de água por dia;
ter boas noites de sono;
procurar o médico em caso de febre prolongada, entre outros.
Agora você entende melhor como funciona a quimioterapia, como funciona, quais seus tipos e por quais motivos ela gera tantos efeitos colaterais, que muitas vezes podem causar um certo medo. Por ser um tratamento importante, em caso de qualquer dúvida sobre a doença, procure seu médico para esclarecê-las, afinal, isso é fundamental para a sua confiança e bem-estar durante o tratamento.

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