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Nano-vacina contra o melanoma desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv

Nova abordagem para o câncer de pele mortal tem sido eficaz na prevenção e tratamento de tumores primários em camundongos, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv dizem que podem ter desenvolvido uma nova maneira de tratar e prevenir o melanoma.

O foco da pesquisa, publicada na segunda-feira na Nature Nanotechnology, é uma nanopartícula que serve de base para a nova vacina.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv aumenta a sensibilidade do melanoma à imunoterapia para destruir as células cancerígenas. Ilustração de Maayan Harel.

O melanoma se desenvolve nas células da pele que produzem melanina ou pigmento da pele. O câncer é responsável por apenas cerca de 1% dos tumores de pele, mas está por trás da grande maioria das mortes por câncer de pele, segundo a American Cancer Society . Cerca de 7.230 pessoas nos EUA devem morrer de melanoma em 2019, de acordo com a American Cancer Society.

“A guerra contra o câncer em geral e o melanoma em particular avançou ao longo dos anos por meio de várias modalidades de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia; mas a abordagem da vacina, que se mostrou tão eficaz contra várias doenças virais, ainda não se materializou contra o câncer ”, disse Satchi-Fainaro. “Em nosso estudo, mostramos que é possível produzir uma nano-vacina eficaz contra o melanoma e sensibilizar o sistema imunológico para imunoterapias”.

Os pesquisadores usaram partículas minúsculas, com cerca de 170 nanômetros de tamanho, formadas por polímeros biodegradáveis. Dentro de cada partícula, eles “empacotaram” dois peptídeos – cadeias curtas de aminoácidos, que são encontrados nas células do melanoma. Eles então injetaram as nanopartículas (ou “nano-vacinas”) em camundongos que tinham melanoma.

“As nanopartículas agiam como vacinas conhecidas para doenças transmitidas por vírus”, disse Satchi-Fainaro. “Eles estimularam o sistema imunológico dos camundongos e as células do sistema imunológico aprenderam a identificar e atacar as células contendo os dois peptídeos – ou seja, as células do melanoma. Isso significa que, a partir de agora, o sistema imunológico dos camundongos imunizados atacará as células do melanoma se e quando elas aparecerem no corpo ”.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv desenvolveram nano-vacina para combater o melanoma em camundongos. Da esquerda para a direita: Prof. Helena Florindo, Dr. João Conniot, Prof. Ronit Satchi-Fainaro, Dra Anna Scomparin. (Galia Tiram).

Os pesquisadores então examinaram a eficácia da vacina sob três condições.

No primeiro cenário, a vacina foi injetada em camundongos saudáveis, seguida de injeção de células de melanoma. “O resultado foi que os ratos não ficaram doentes, o que significa que a vacina impediu a doença”, disse Satchi-Fainaro. Isso significa que a vacina provou ter um efeito preventivo, explicou ela.

Em segundo lugar, a vacina de nanopartículas foi usada para tratar tumores primários de melanoma em camundongos, juntamente com tratamentos de imunoterapia que já estão aprovados para uso ou ainda em desenvolvimento. A combinação da vacina com o tratamento “atrasou significativamente a progressão da doença e aumentou muito a vida de todos os ratos tratados”, disse o comunicado.

No último cenário, os pesquisadores testaram sua abordagem em tecidos retirados de pacientes humanos em que as células cancerosas do melanoma se espalharam para o cérebro. Eles descobriram que no cérebro humano, onde há metástases, os dois mesmos peptídeos existem. Isso sugere que, assim como esses dois peptídeos podem desencadear uma reação imunológica em camundongos quando usados como uma nano-vacina, eles provavelmente desencadearão uma reação semelhante no cérebro, indicando que a vacina poderia ser usada para tratar metástases cerebrais em humanos também , Satchi-Fainaro disse em uma entrevista por telefone.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv ativa o sistema imunológico para atacar o melanoma (Ilustração de Galia Tiram).

O próximo passo para os pesquisadores, disse ela na entrevista por telefone, é “mostrar que podemos controlar o crescimento” das células metastatizadas, a fim de “prolongar a sobrevida global”.

Os pesquisadores acreditam que sua abordagem de “nano-vacina” poderia ser expandida além do melama.

“Acreditamos que nossa plataforma também pode ser adequada para outros tipos de câncer e que nosso trabalho é uma base sólida para o desenvolvimento de outras nano-vacinas contra o câncer”, disse Satchi-Fainero.

Os pesquisadores estão agora montando uma empresa para levar adiante o desenvolvimento de sua nano-vacina. Pode levar pelo menos cinco a dez anos para que um produto chegue ao mercado, se todos os testes clínicos forem bem, disse ela na entrevista sobre o melanoma, através do uso de uma “nano-vacina”.

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Vacina do herpes zóster

Por: Tuavida

A vacina do herpes zóster é composta pelo vírus varicela zóster atenuado – o mesmo imunizante utilizado na vacina contra catapora, mas com uma quantidade maior de antígenos.

A vacina ativa o sistema imunológico para ajudá-lo a se proteger do herpes zóster. O risco de desenvolver a doença parece estar relacionado à diminuição da imunidade específica ao vírus vivo da varicela-zóster (VVZ). A vacina demonstrou aumentar a imunidade específica ao VVZ. Considera-se que essa imunidade seja o mecanismo que proteja o organismo contra o herpes zóster e suas complicações.

Doenças que a vacina previne

Essa vacina previne o herpes zóster, doença conhecida popularmente como “cobreiro”. O herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. A doença pode acometer qualquer parte do seu corpo, mas é mais frequente no tronco e no rosto, evidenciando-se como uma faixa de vesículas em apenas um dos lados do corpo.

O herpes zoster causado pelo vírus varicela-zoster – o mesmo agente da catapora – e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster.

Quase todo adulto que teve catapora apresenta risco de ter herpes zóster. O risco aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida. Nas pessoas com 85 anos, calcula-se que uma em cada duas terá essa doença.

 vacina pode reduzir as chances de desenvolver a doença. No entanto, algumas pessoas sofrem com herpes zóster mesmo após tomar a vacina. Nesses casos, ter tomado a vacina anteriormente ajuda na prevenção de nevralgia prolongada (dor relacionada aos nervos), sintoma que pode acompanhar o herpes zóster. A vacina também pode reduzir a intensidade e a duração da dor causada pelo herpes zóster.

Indicações da vacina do herpes zóster

A vacina do herpes zóster é utilizada em adultos a partir de 50 anos de idade, uma vez que o risco da doença é maior nessa faixa etária. Ela pode ser administrada juntamente com a vacina da gripe.

Vacina contra Herpes Zóster (Cobreiro): prevenção já está disponível adultos acima de 50 anos

Contraindicações

Você não deve receber a vacina do herpes zóster se:

  • For alérgico a algum dos ingredientes (isso inclui alergia à gelatina ou à neomicina)
  • Tiver o sistema imunológico comprometido ou fizer uso de corticoide ou outro medicamento que reduza a capacidade de resposta do sistema imunológico
  • Tiver tuberculose ativa não tratada
  • Estiver grávida.

Antes de receber a vacina do herpes zóster, você deve avisar seu médico ou médica se:

  • Apresenta ou apresentou qualquer problema de saúde
  • Está tomando medicamentos que podem enfraquecer seu sistema imunológico
  • Apresenta alergias, incluindo alergia à gelatina ou à neomicina
  • Apresenta febre
  • Apresenta infecção por HIV.

Doses e administração da vacina

A vacina é administrada em dose única injetável por via subcutânea (abaixo da pele). A vacina do herpes zóster pode ser administrada ao mesmo tempo que a vacina influenza.

Efeitos adversos possíveis

A vacina do herpes zóster pode causar eventos adversos. Nos estudos, os eventos adversos mais comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) ocorreram no local da injeção. Esses eventos adversos incluíram vermelhidão, dor, inchaço, coceira, calor e ferimento no local da injeção. Também houve relato de dor de cabeça.

Os eventos colaterais adicionais a seguir foram relatados no uso geral da vacina:

  • Reações alérgicas, que podem ser graves e incluir dificuldade para respirar ou engolir. Se você apresentar uma reação alérgica, ligue imediatamente para seu médico
  • Febre
  • Urticária no local da injeção
  • Dor articular
  • Dor muscular
  • Erupção cutânea
  • Erupção cutânea no local da injeção
  • Gânglios inchados próximo ao local da injeção (o inchaço pode durar alguns dias a algumas semanas).

Onde encontrar a vacina

Por enquanto, a vacina para herpes zóster não estará disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pode ser encontrada em laboratórios e hospitais particulares.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar estou imunizado?

Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?

Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente. Contudo, é preciso ficar atento às vacinas de vírus vivos de doenças graves, como a febre amarela, porque há uma mínima chance de o excesso do vírus causar a doença. Fora esses casos, o melhor a fazer é se certificar e tomar a vacina. Lembrando sempre que as vacinas são ainda mais seguras quando o calendário é seguido.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?

No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

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