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Os sete tabus mais comuns sobre cannabis medicinal

Por: terra.com.br

O uso da cannabis medicinal é um tema que tem ganhado mais espaço na sociedade e também nos órgãos públicos. A planta e seus extratos têm sido aliados para o tratamento e alívio de sintomas de diferentes condições e doenças para pessoas no mundo inteiro. Mas existem muitas dúvidas sobre esse tratamento terapêutico. As médicas Paula Dall’Stella, que é pós-graduada em neuro-oncologia, pioneira na prescrição de cannabis medicinal no Brasil e conselheira técnica da plataforma Dr. Cannabis, e Ana Gabriela Hounie, doutora em medicina e PhD e especializada em TOC e Síndrome de Tourette, mapearam os 7 tabus mais comuns sobre o uso da cannabis medicinal.

1) Usar cannabis medicinal pode alterar a percepção da realidade?

Sim, pode acontecer. Essa questão é delicada, pois existem vários fatores. Às vezes a dose terapêutica do canabinoide THC é muito semelhante à dose intoxicante e o uso do Canabidiol, o CBD, pode atenuar esses efeitos. Portanto, é um efeito colateral que pode acontecer dependendo da dose e com qual canabinoide está sendo feito o tratamento. Já os produtos à base de CBD não causam alteração da percepção da realidade e estão mais relacionados a efeitos ansiolíticos e antidepressivos.

Segundo a Dra. Ana Gabriela, se o paciente usa um produto com THC em uma proporção maior do que o CBD ou se a pessoa for sensível, ela poderá ter a sensação de sedação, relaxamento ou distanciamento da realidade. “Se o paciente não tiver conhecimento de que estes sintomas podem ocorrer, isto poderá deixá-lo ansioso, porém se for informado de que são sensações passageiras e que em algum tempo irá passar, ele poderá sentir-se bem. Lembrando que pessoas com traços de ansiedade poderão ter os sintomas aumentados ao usarem produtos com muito THC em sua composição. Nesse caso, para estes pacientes, o mais indicado são produtos com alta concentração de CBD e baixo teor de THC”, explica Gabriela.

2) Cannabis medicinal mata neurônios?

Não. A cannabis é neurogênica, ou seja, estimula a formação de novas sinapses ou, em palavras mais simples, promove o nascimento de novos neurônios. Além disso, os canabinoides possuem propriedades antioxidantes e neuroprotetoras que, justamente, preservam neurônios.

3) Qualquer doença pode ser tratada com cannabis?

Não. A cannabis pode ajudar em uma série de doenças e sintomas, mas não todos. As doenças agudas não são tão beneficiadas do tratamento com cannabis, por exemplo. Podemos dizer que no universo das doenças crônicas, talvez sim, pois as propriedades anti-inflamatórias dos canabinoides são relevantes no contexto em que toda doença crônica tem um componente inflamatório.

4) Só se usa cannabis medicinal em óleo?

Não. Este é mais um dos 7 tabus sobre a cannabis medicinal. Existem várias formas de apresentação dos produtos medicinais à base de cannabis. Existem cremes, pomadas, supositórios, cápsulas e entre outras formas de administração. Os canabinoides podem ser administrados pelas vias intradérmica, retal, sublingual, inalatória e oral. Para cada indicação existe uma forma diferente de manufatura.

5) A cannabis medicinal é legal no Brasil?

Sim. Hoje qualquer paciente com uma doença crônica pode conseguir tratamento com a cannabis medicinal. E há produtos nacionais, que são artesanais, e os importados.

6) Cannabis medicinal não tem efeitos colaterais?

Falso. Embora os produtos com canabinoides ofereçam poucos efeitos colaterais e sejam produtos para uso médico bastante seguro, existem efeitos colaterais. Isso acontece como qualquer outro medicamento em contato com o organismo. Os efeitos colaterais mais comuns relacionados ao tratamento com cannabis medicinal dependem dos canabinoides determinados para o tratamento. Por exemplo, se a escolha for por um medicamento com alto teor de CBD, os efeitos colaterais podem ser sonolência, questões gastrointestinais, e se houver a interação medicamentosa com outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Já os produtos com alto teor de THC, dependendo da dose, podem apresentar sintomas como euforia, angústia, ansiedade, sonolência, aumento da frequência cardíaca e hipotensão.

Importante: Todos os efeitos colaterais estão relacionados a doses altas. Em doses baixas, os efeitos colaterais são menores e muito mais suportáveis pelos pacientes.

7) O cultivo é legal no Brasil?

Sim. Há três situações para analisar o plantio de cannabis no Brasil: autocultivo para pacientes conquistado por via judicial; plantio individual; plantio para pesquisas e fabricação de medicamentos.
Apesar de existir a aprovação do autocultivo para alguns pacientes em caráter de exceção, no Brasil ainda não é permitido o plantio individual ou o plantio para pesquisa e fabricação de medicamentos.

Website: https://drcannabis.com.br

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Entidade que produz medicamentos à base de maconha defende eficácia de tratamento

Por: Paraibaonline

Em entrevista concedida à Rádio Correio FM, o gerente da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), Luciano Lima, contou que a Abrace é a única entidade que pode cultivar e fabricar medicamentos à base de maconha em território nacional.

Segundo o gerente da Abrace, para ter acesso aos medicamentos produzidos pela instituição, o paciente precisa de um laudo médico e uma receita indicando a necessidade da utilização dos óleos de THC ou CBD.

– O tratamento no início do Canabidiol no Brasil tratava só a epilepsia. Hoje são várias patologias que a cannabis trata, entre elas a fibromialgia, a esclerose múltipla, o Alzheimer, Parkinson e outras doenças como câncer, Aids e artrose – exemplificou.

Luciano explicou como a Abrace conseguiu a autorização judicial para trabalhar com o cultivo da cannabis. De acordo com ele, há 4 anos foi necessário cultivar a planta de forma ilegal em uma residência e, em seguida, se entregar à Justiça.

– No tempo, a Abrace tinha 150 pacientes. Então, a juíza Drª Vanessa, de João Pessoa, viu que não se podia parar o tratamento. Hoje nós funcionamos com uma liminar – completou.

Ainda de acordo com o gerente da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança, que garante a eficácia e resultado dos medicamentos, atualmente a entidade atende cerca de 1.500 pacientes, porém, ainda há aproximadamente 1.000 pessoas na lista de espera.

– Eu sou pai, tenho um filho com epilepsia refratária, e meu filho chegou a ter de 150 a 200 crises convulsivas por dia, isso tomando cinco tipos de alopáticos. Há 6 anos que não se tem mais uma crise fazendo uso do óleo – ressaltou.

Luciano contou também que a substância é extraída em laboratório, direto da flor da maconha e após a extração é diluída em MCT ou glicerina. Já o restante da planta, segundo ele, é entregue a uma empresa e em seguida incinerada.

Por fim, ele contou que a Abrace é amparada pela Justiça e fiscalizada pelo Ministério Público Federal. A instituição possui sede em João Pessoa, e um dos anexos é localizado em Campina Grande.

Para mais informações de como iniciar o tratamento www.abraceesperanca.org.br

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