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Tratamento de médicos da USP faz desaparecer células de câncer

Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas avançados

Por: Exame

Pela primeira vez na América Latina, médicos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram com sucesso um tratamento com o uso de células T alteradas em laboratório para combater células cancerígenas de linfoma. Chamado de terapia celular CAR-T, o procedimento já é adotado nos Estados Unidos como “último recurso” para tratar linfomas e leucemias avançadas.

O tratamento, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi aplicado, no início de setembro, em um homem de 62 anos, com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais para a doença.

“O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. Estava no que nós chamamos tratamento compassivo, que é tratamento sintomático, esperando o desencadear normal, que é o óbito. Estava na fila dos sem possibilidade de tratamento”, lembra o médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Cerca de 20 dias após o início do tratamento, a resposta de saúde do paciente foi promissora: os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. “Ele teve essa resposta quase milagrosa. Em um mês, a doença desapareceu. Para essa situação, existem experiências americanas [que mostram] que o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico.

“Daí a sua característica revolucionária. As pessoas não acreditam na resposta tão rápida em um curto espaço de tempo”, acrescenta Covas. O paciente, que deve ter alta no próximo sábado (12), será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento.

Terapia celular CAR-T

O linfoma combatido com o novo tratamento é um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. O paciente sofria de uma forma avançada de linfoma de células B, que não havia respondido a nenhum dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia indicados para o caso. O prognóstico era de menos de um ano de vida.

Diante da falta de resultado das terapias convencionais disponíveis, o doente foi autorizado a se submeter ao tratamento com as chamadas células CAR-T, ainda em fase de pesquisa. A aplicação do novo procedimento foi coordenado pelo médico hematologista Renato Cunha, pesquisador associado do Centro de Terapia Celular da USP, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A forma de terapia celular usada em Ribeirão Preto é a CAR-T, na qual as células T do paciente (um tipo de célula do sistema imunológico) são alteradas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas ou tumorais. O termo CAR refere-se a um receptor de antígeno quimérico (chimeric antigen receptor, em inglês).

“A terapia consiste em modificar geneticamente células T para torná-las mais eficazes no combate ao câncer. Esta forma de terapia celular é justamente indicada para aqueles casos que não respondem a nenhuma outra forma de tratamento,” explica Cunha.

Depois que as células T do paciente foram coletadas e geneticamente modificadas, a equipe de Cunha as reinjetou na corrente sanguínea, num procedimento chamado infusão. “Feito isto, as células T modificadas passaram a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune deste passasse a identificar as células tumorais do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.”

De acordo com o hematologista, os resultados da terapia celular para o tratamento das formas mais agressivas de câncer são tão espetaculares, que seu desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Os premiados foram os dois pioneiros da terapia celular, o norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo.

Vitória da saúde pública

Dimas Covas disse que a realização com sucesso do tratamento no Brasil significa um avanço científico, econômico, social e do setor de saúde pública. “Nós temos vários avanços. Primeiro, o avanço científico – nós conseguimos fugir das grandes companhias, das patentes das multinacionais, porque isso é um desenvolvimento próprio, brasileiro. Segundo, isso é feito dentro de um instituto público – é um tratamento destinado aos pacientes do setor público, do SUS [Sistema Único de Saúde].”

“Hoje, nos Estados Unidos, existem só duas companhias que oferecem esse tratamento. Em outras partes do mundo, ele ainda não está disponível. Poucos países do mundo têm esse tipo de tratamento sendo ofertado a população, principalmente na área pública”, enfatizou o médico.

Ele informou que, nos Estados Unidos, a produção das células a partir da qual é feito um único tratamento custa US$ 400 mil. E o paciente tem os gastos da internação em unidade de transplante e demais despesas médicas. O tratamento completo chega a US$ 1 milhão para uma única pessoa. “Aí se tem uma ideia do impacto que isso causaria no Brasil se não houvesse uma tecnologia nacional disponível. Como é um desenvolvimento da área pública, a terapia poderá ser disseminada para outros laboratórios. Esse conhecimento que nós adquirimos pode ser replicado em outros laboratórios e com outros tipos de tratamento”, ressaltou.

Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala. Segundo Covas, isso deve ocorrer na medida em que ocorram adaptações nos laboratórios de produção, o que exigirá investimentos. “O conhecimento está disponível, agora é uma questão de definir a estratégia para que isso aconteça.” Ele destacou ainda que, “felizmente”, os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são “de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”.

A capacidade brasileira atual é de fazer um tratamento por mês. “Nós estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

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Nano-vacina contra o melanoma desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv

Nova abordagem para o câncer de pele mortal tem sido eficaz na prevenção e tratamento de tumores primários em camundongos, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv dizem que podem ter desenvolvido uma nova maneira de tratar e prevenir o melanoma.

O foco da pesquisa, publicada na segunda-feira na Nature Nanotechnology, é uma nanopartícula que serve de base para a nova vacina.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv aumenta a sensibilidade do melanoma à imunoterapia para destruir as células cancerígenas. Ilustração de Maayan Harel.

O melanoma se desenvolve nas células da pele que produzem melanina ou pigmento da pele. O câncer é responsável por apenas cerca de 1% dos tumores de pele, mas está por trás da grande maioria das mortes por câncer de pele, segundo a American Cancer Society . Cerca de 7.230 pessoas nos EUA devem morrer de melanoma em 2019, de acordo com a American Cancer Society.

“A guerra contra o câncer em geral e o melanoma em particular avançou ao longo dos anos por meio de várias modalidades de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia; mas a abordagem da vacina, que se mostrou tão eficaz contra várias doenças virais, ainda não se materializou contra o câncer ”, disse Satchi-Fainaro. “Em nosso estudo, mostramos que é possível produzir uma nano-vacina eficaz contra o melanoma e sensibilizar o sistema imunológico para imunoterapias”.

Os pesquisadores usaram partículas minúsculas, com cerca de 170 nanômetros de tamanho, formadas por polímeros biodegradáveis. Dentro de cada partícula, eles “empacotaram” dois peptídeos – cadeias curtas de aminoácidos, que são encontrados nas células do melanoma. Eles então injetaram as nanopartículas (ou “nano-vacinas”) em camundongos que tinham melanoma.

“As nanopartículas agiam como vacinas conhecidas para doenças transmitidas por vírus”, disse Satchi-Fainaro. “Eles estimularam o sistema imunológico dos camundongos e as células do sistema imunológico aprenderam a identificar e atacar as células contendo os dois peptídeos – ou seja, as células do melanoma. Isso significa que, a partir de agora, o sistema imunológico dos camundongos imunizados atacará as células do melanoma se e quando elas aparecerem no corpo ”.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv desenvolveram nano-vacina para combater o melanoma em camundongos. Da esquerda para a direita: Prof. Helena Florindo, Dr. João Conniot, Prof. Ronit Satchi-Fainaro, Dra Anna Scomparin. (Galia Tiram).

Os pesquisadores então examinaram a eficácia da vacina sob três condições.

No primeiro cenário, a vacina foi injetada em camundongos saudáveis, seguida de injeção de células de melanoma. “O resultado foi que os ratos não ficaram doentes, o que significa que a vacina impediu a doença”, disse Satchi-Fainaro. Isso significa que a vacina provou ter um efeito preventivo, explicou ela.

Em segundo lugar, a vacina de nanopartículas foi usada para tratar tumores primários de melanoma em camundongos, juntamente com tratamentos de imunoterapia que já estão aprovados para uso ou ainda em desenvolvimento. A combinação da vacina com o tratamento “atrasou significativamente a progressão da doença e aumentou muito a vida de todos os ratos tratados”, disse o comunicado.

No último cenário, os pesquisadores testaram sua abordagem em tecidos retirados de pacientes humanos em que as células cancerosas do melanoma se espalharam para o cérebro. Eles descobriram que no cérebro humano, onde há metástases, os dois mesmos peptídeos existem. Isso sugere que, assim como esses dois peptídeos podem desencadear uma reação imunológica em camundongos quando usados como uma nano-vacina, eles provavelmente desencadearão uma reação semelhante no cérebro, indicando que a vacina poderia ser usada para tratar metástases cerebrais em humanos também , Satchi-Fainaro disse em uma entrevista por telefone.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv ativa o sistema imunológico para atacar o melanoma (Ilustração de Galia Tiram).

O próximo passo para os pesquisadores, disse ela na entrevista por telefone, é “mostrar que podemos controlar o crescimento” das células metastatizadas, a fim de “prolongar a sobrevida global”.

Os pesquisadores acreditam que sua abordagem de “nano-vacina” poderia ser expandida além do melama.

“Acreditamos que nossa plataforma também pode ser adequada para outros tipos de câncer e que nosso trabalho é uma base sólida para o desenvolvimento de outras nano-vacinas contra o câncer”, disse Satchi-Fainero.

Os pesquisadores estão agora montando uma empresa para levar adiante o desenvolvimento de sua nano-vacina. Pode levar pelo menos cinco a dez anos para que um produto chegue ao mercado, se todos os testes clínicos forem bem, disse ela na entrevista sobre o melanoma, através do uso de uma “nano-vacina”.

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Prevenção do câncer de mama: evite alimentos embutidos

Nova pesquisa relaciona consumo de alimentos embutidos ao câncer de mama; OMS já havia colocado-os na lista de fatores de risco.

Por: PROTESTE

Os alimentos embutidos, como salsicha e bacon, há tempos são mal vistos pelos médicos, principalmente os oncologistas. Há cerca de dois anos, a Organização Mundial da Saúde colocou-os na lista de fatores de risco para o câncerNo entanto, agora os cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, foram além. E identificaram há que uma relação entre esses alimentos e o câncer de mama. A notícia foi publicada no site Saúde, da editora Abril.

O estudo foi feito com base em informações de mais de 262 mil mulheres, entre 40 e 69 anos. No experimento, o consumo de apenas 9 gramas de embutidos ao dia (cerca de três fatias de salame) aumentou em 21% a probabilidade de câncer de mama.

“É um risco pequeno, bem menor do que o registrado para câncer de intestino“, compara Renato Cagnacci, cirurgião oncológico do Departamento de Mastologia do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Porém, vale notar também que a quantidade de embutido considerada perigosa foi baixa.

“O resultado do trabalho sugere que é melhor nem comer esse tipo de alimento”, diz Cagnacci. Se não der para resistir, o médico recomenda deixar apenas para ocasiões especiais.

O que são os embutidos?

De acordo com a nutricionista Thais Manfrinato Miola, do A.C.Camargo, a carne processada é aquela que passa por uma transformação com fermentação ou sal, podendo ser curada ou defumada. Dessa forma, as substâncias usadas no processo são capazes de predispor ao câncer.

Alguns dos alimentos com essas características são:

  • Salsicha
  • Bacon
  • Salame
  • Presunto
  • Linguiça
  • Peito de peru
  • Rosbife
  • Mortadela
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Suporte Psicológico durante as Fases do Tratamento do Câncer

Qual a importância de um suporte psicológico durante as fases do tratamento do câncer para um paciente?

Náuseas, vômitos e queda de cabelo são sintomas comuns que pacientes apresentam durante um tratamento quimioterápico. Estes sempre foram considerados os maiores impactos que o tratamento traz para a vida dos pacientes.

Até que uma nova pesquisa apontou que o impacto social e psicológico de um tratamento contra o câncer pode ser muito mais forte do que o impacto físico. 

À luz deste assunto, hoje trouxe informações sobre a importância de se manter um acompanhamento cuidadoso do emocional e do psicológico de quem luta contra um câncer.

Quando o médico confirma o diagnóstico tudo muda.

Centenas de pensamentos começam a passar pela mente do paciente, e uma mistura de sentimentos e emoções muito intensos se misturam às outras centenas de questionamentos sobre o tratamento, sobre a nova rotina…sobre a vida.

Um tratamento contra o câncer não é uma batalha fácil. Ninguém foi preparado para saber lidar com um diagnóstico. Ninguém sabe o que sentirá até que, de fato, o sinta.

Enquanto cada indivíduo possa carregar em si uma maneira diferente de lidar com a notícia de um câncer, é inegável o benefício que um acompanhamento psicológico a partir desse ponto traz para a vida de todos os pacientes.

Passar por um câncer já é algo difícil para um adulto, agora imagine um adolescente ou mesmo uma criança. No caso de sobreviventes do câncer pediátrico, é necessário a ajuda de profissionais que saibam delimitar uma nova abordagem para os diferentes processos que a criança precisa passar. Leia mais sobre o assunto aqui. 

A importância do acompanhamento durante o tratamento

A rotina de cirurgias, radioterapia, quimioterapia e tantas outras provações durante um tratamento oncológico colocam à prova o estado físico e emocional dos pacientes – e de seus familiares, que o auxiliarão neste momento delicado.

Um acompanhamento psicológico cuidadoso auxiliará ao paciente e seus familiares a se adaptarem à esta nova realidade e a buscar maneiras de conviver melhor com essa rotina até que seja possível retornar ao antigo modo de vida pré-tratamento.

Nem sempre é fácil entender e processar o que está acontecendo. O cuidado com o aspecto psicológico é essencial, tanto para o paciente quanto para sua família.

O apoio psicológico oferece uma série de benefícios: um maior bem-estar emocional, um maior conhecimento e controle sobre as próprias emoções e sentimentos, alívio da pesada carga emocional atrelada a toda a situação.

Em 2017, foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO), um estudo acerca do impacto do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos.

Pacientes com diagnósticos recentes foram expostos à um programa de apoio psicológico durante as fases de seu tratamento. A análise demonstrou que o programa melhorou a qualidade de vida dos pacientes e reduziu os níveis percebidos de sofrimento.

Pacientes em estágios avançados da doença, inclusive aqueles com sinais de depressão, tiveram seus níveis de ansiedade e medo diminuídos graças ao acompanhamento. Nos que não apresentavam sintomas depressivos, o risco de desenvolver a condição foi reduzida.

Estas evidências demonstram que o tratamento contra o câncer deve ser global: o emocional, afetivo e psicológico dos pacientes deve ser levado em conta tanto quanto os impactos físicos.

O suporte deve continuar mesmo no pós-tratamento

Em outro estudo apresentado no encontro, pacientes que passaram por câncer de mama, intestino e melanoma e já haviam concluído o tratamento também foram incluídos em um programa de apoio.

Após cinco sessões de terapia, o grupo conseguiu reduzir consideravelmente o medo de recidiva do câncer, desenvolveu uma maior qualidade de vida e diminuição da sua ansiedade e angústia.

A verdade é que terminar um tratamento contra o câncer é um motivo a ser celebrado, de alegria e alívio.

Porém, outros sentimentos são comuns nesta fase: como a ansiedade, a insegurança e até o medo constante de um retorno da doença.

O medo da recidiva, em particular, não é irracional: até 70% dos pacientes relatam sentir medo de que o câncer retorne. Esse tipo de sofrimento não pode ser medido, diferente do sofrimento físico, mas está presente.

O retorno às atividades cotidianas de trabalho e de estudos também podem se mostrar estressantes, e pode ser que o paciente encontre dificuldades em traçar metas para seu futuro, em como administrar suas relações pessoais e interações sociais e até mesmo afetar o modo com que ele enxerga a própria saúde.

Poder falar sobre estas questões em um ambiente seguro é fundamental para que haja uma recuperação mais tranquila e agradável.

Por: Dra. Alessandra Morelle 

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O que é Tumor Cerebral, benigno, maligno, sintomas, tem cura?

Por: Minuto Saúdavel

Um tumor cerebral é caracterizado quando há formação de células anormais no cérebro. Elas se dividem de maneira muito rápida e descontrolada, trazendo consigo uma série de complicações. Quando se originam de células do próprio Sistema Nervoso Central são classificados como primários. Já quando vêm de outros tumores, são secundários.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou que surgiriam aproximadamente 9.090 (4.960 em homens e 4.130 em mulheres) novos casos de tumor cerebral nos anos de 2014 e 2015. Estima-se também que, em números gerais, isso significa que a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver um tumor cerebral maligno no seu período de vida é inferior a 1%.

As causas dos tumores cerebrais ainda são desconhecidas, porém, dentre os seus fatores de risco, a hereditariedade é um dos principais em conjunto com a exposição à materiais cancerígenos.

Dentre suas complicações, alterações sensoriais (visão, audição), mudanças de cognição, náuseas, dores de cabeça e mudanças de personalidade e comportamento podem ocorrer, apesar da última ser a menos comum.

É muito difícil tratar um tumor cerebral, visto que sua localidade, muito sensível, exige tratamentos minuciosos e, em caso de cirurgias, muita precisão.

Não é possível afirmar que o tumor cerebral tem cura, pois cada caso possui suas características particulares. Apesar disso, muitas pessoas conseguem se curar e voltar a viver uma vida normal.

O tumor cerebral pode ser encontrado na Classificação Internacional de Doenças, ou CID-10, através dos códigos D71 e D33.

O cérebro

O cérebro faz parte do sistema Nervoso Central (SNC) e fica localizado no crânio, onde flutua num líquido transparente chamado líquido cefalorraquidiano, ou líquor, que o protege tanto fisicamente quanto imunologicamente.

Por ser considerado o principal órgão do SNC, podemos dizer que ele é o “diretor” que controla a grande maioria das funções cerebrais e corporais.

Tudo que acontece em nossas vidas, mesmo enquanto estamos dormindo, seja respirar, engolir, ver, ouvir, tocar, ler, escrever, cantar ou dançar; tudo passa pelo cérebro. Dessa forma, é possível afirmar que esse órgão é responsável pelas seguintes funções:

  • Controlar as funções vitais: funções como o controle da temperatura corporal, pressão arterial, frequência cardíaca, respiração, sono, apetite, sede etc.;
  • Receber, processar e integrar todas as informações sensoriais: visão, audição, tato, paladar e olfato;
  • Controlar os movimentos: caminhar, correr, falar, ficar em pé, etc.;
  • Controle de emoções e comportamento: alegria, raiva, tristeza, nojo, medo, surpresa etc.;
  • Controlar funções cognitivas: raciocínio, pensamento, memória, aprendizagem, percepção, funções executivas, etc.

O cérebro humano contém cerca de 86 milhões de neurônios e representa apenas 2% da massa corporal. Apesar disso, recebe aproximadamente 25% de todo o sangue que é bombeado pelo coração.

Para facilitar ainda mais o entendimento e a compreensão da complexidade dos tumores cerebrais e o porquê da sua dificuldade de tratamento, é preciso ainda entender o papel de certas estruturas anatômicas desse órgão, pois cada uma desempenha uma função. Confira!

Anatomia cerebral

O cérebro é considerado o órgão mais complexo do corpo o humano. Tem formato ovoide e pesa um pouco menos de 1,5kg. É simetricamente dividido em 2 hemisférios, o direito e o esquerdo, sendo que um deles é dominante.

Cada hemisfério se divide em duas extremidades, posterior e anterior, e três faces, a externa, a inferior e a interna. Abaixo dos dois hemisférios se encontra o cerebelo. À união dessas e de outras estruturas em conjunto, dá-se o nome de encéfalo.

Buscando facilitar a compreensão e expor rapidamente as funções de cada parte do cérebro, não vamos entrar em detalhes quanto a estruturas como o tronco cerebral, os ventrículos e bulbo raquidiano, por exemplo.

Confira agora as principais regiões do cérebro e suas funções:

Lobo frontal

Ocupa a parte anterior dos hemisférios. É de grande importância para desempenhar funções como a flexibilidade mental, resolução de problemas, mas também é responsável por várias características que definem nossa personalidade.

Para se ter uma ideia de como o lobo frontal é importante nesse quesito, podemos citar o famoso caso de Phineas Gage, um dos mais famosos no âmbito da neuropsicologia.

Depois de sofrer um acidente no qual uma barra de ferro de 1 metro de comprimento lhe atravessou o crânio, Gage se recuperou completamente fisicamente, porém com alguns efeitos colaterais bastante peculiares.

Para as pessoas ao seu redor, sua personalidade mudou muito depois do acidente. Elas dizem que o homem deixou de ser um homem responsável e tranquilo e se tornou irregular, blasfemo, agressivo e impaciente.

Isso prejudicou severamente seus relacionamentos, assim como seu rendimento no trabalho, fazendo com que ele pulasse de emprego em emprego até arranjar um trabalho onde exibia suas cicatrizes no circo.

Foi graças ao caso de Phineas Gage que a ciência começou a considerar a possibilidade de o lobo frontal desempenhar um papel fundamental na manutenção da nossa personalidade.

É por essa razão que tumores na região do lobo frontal pode trazer diversos problemas de cognição, memória e até mesmo trazer mudanças de personalidade, como veremos posteriormente na sessão “Alterações psiquiátricas” do tópico “Complicações”.

Lobo parietal

É a parte do meio do cérebro, se localizando entre os lobos frontais e occipitais. Tem a função de possibilitar a percepção de sensações como o tato, a dor e o calor. É a zona mais sensível do cérebro e representa todas as áreas do corpo humano.

Por essas razões, quando tumores se fazem presentes nesta região do cérebro, sintomas que afetam a percepção, como dormência, se fazem presentes.

Lobo occipital

Localiza-se na parte posterior dos hemisférios. Trabalha processando estímulos visuais, sendo, por essa razão, também conhecidos como córtex visual. Além disso, essa região do cérebro interpreta os sinais visuais, fazendo com que seja possível reconhecer que o gato que vemos é um gato, e não um objeto desconhecido.

Tumores e lesões nessa região podem trazer problemas de visão, como perda parcial, ou a incapacidade de reconhecer objetos, palavras e até mesmo o rosto de familiares.

O famoso neurologista Oliver Sacks, no seu conto que dá nome ao livro “O Homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, conta a história de um de seus pacientes, a quem ele chama Dr. P, que possuía alguma disfunção no lobo occipital e outras regiões e, por isso, não reconhecia pessoas nem objetos.

O problema era tal que chegou ao ponto de Dr. P confundir sua esposa com um chapéu e ter tentado colocá-la na própria cabeça ao final de uma consulta. O caso é tão peculiar que, apesar de Dr. P ter conseguido voltar a levar a sua vida normalmente, não houve de fato uma cura nem explicação 100% confiável para explicar esse problema.

Lobo temporal

Fica na parte inferior, na região das têmporas, acima das orelhas, de onde recebe o nome “temporal”. Sua principal função é a de processar os estímulos auditivos. Assim como nos lobos occipitais, ele não só detecta os sinais sonoros como também os interpreta.

Tumores nessa localidade pode trazer problemas de audição.

Cerebelo

Fica na parte de trás do crânio, logo abaixo do cérebro. É responsável pela manutenção do equilíbrio, pelo controle do tônus muscular, dos movimentos voluntários e pela aprendizagem motora.

É através do funcionamento do cerebelo que conseguimos andar, correr, pular, nadar e desenvolver outras atividades físicas. Por isso, tumores nessa região podem trazer sintomas relacionados a dificuldades motoras.

Tipos

Existem, de maneira geral, 2 tipos de tumor no cérebro: o primário e o secundário.

Quando os tumores têm origem em outros órgãos, como nas mamas ou nos pulmões, e só então atingem o cérebro, são denominados tumores secundários, enquanto os que têm origem diretamente no cérebro são chamados de primários.

Nos adultos, a maioria dos tumores no cérebro provém de alguma outra região do corpo e que alcançaram o cérebro através da metástase. Já os tumores cerebrais primários podem ter origem em qualquer parte do cérebro ou da medula espinhal e alguns contém uma combinação de tipos celulares.

É muito importante saber de que tipo de tumor se trata, pois os tumores primários e secundários exigem tratamentos diferentes entre si.

Ao contrário dos outros tipos de câncer, um tumor no cérebro dificilmente entra em metástase e se espalha para órgãos distantes. Por outro lado, eles causam danos sérios e podem ter consequências gravíssimas, como veremos futuramente no artigo.

Muito dificilmente um tumor cerebral ou espinhal é benigno, existindo apenas algumas raras exceções. Se eles não forem completamente removidos, vão continuar a crescer até levar a eventual morte do paciente.

Ainda assim, é preciso lembrar que o cérebro é um órgão muito plástico, muito complexo e dividido em várias regiões. Por isso, é possível afirmar que existem diferentes classificações de tumores, referentes ao tanto ao local que afetam quanto ao tipo celular de origem. Confira:

Tumores da Hipófise

Tumores da hipófise normalmente apresentam sintomas neurológicos e hormonais em conjunto.

Os sintomas neurológicos acontecem, na maior parte das vezes, por conta da compressão que o tumor causa nas estruturas adjacentes, e podem se apresentar como dor de cabeça constante nas regiões frontal e lateral, sem alívio após o uso de analgésicos comuns.

Outro sintoma neurológico bastante comum é a diminuição da acuidade visual, principalmente pela perda do campo visual lateral, que ocorre devido a compressão do quiasma óptico (uma estrutura em formato de X formada pelo encontro de dois nervos ópticos) pelo tumor.

Os sintomas hormonais, por outro lado, são um reflexo de um excesso de produção ou de uma falta de produção de hormônios.

A falta de hormônios causa sintomas que incluem a falta de energia, queda de pressão, sonolência, desânimo, falta de vitalidade, queda de glicemia e outros. Já o excesso hormonal é um pouco mais complexo e podemos dividir os sintomas de acordo com o tipo de hormônio que está sendo produzido em excesso.

O excesso hormonal pode se dar, por exemplo, nos hormônios do crescimento (GH e IGF-1), o que pode causar acromegalia, um distúrbio que ocasiona o surgimento de alterações  no organismo como o crescimento das extremidades (mãos e pés), mudança no aspecto facial e alterações no metabolismo (hipertensão e diabetes).

Outro hormônio que pode se encontrar em excesso no organismo é a prolactina. Um pequeno excesso desse hormônio pode ocorrer por outras causas que não necessariamente um tumor, como estresse ou o uso de anticoncepcionais.

Entretanto, quando os níveis de prolactina estão muito elevados, a possibilidade de se ter um tumor como responsável deve ser considerada. Nas mulheres, ocorre a queda da libido, irregularidade do ciclo menstrual e saída de leite pelo peito (galactorréia). Nos homens, há a perda de potência sexual, disfunção erétil e aumento do tamanho das glândulas mamárias (ginecomastia).

Ainda existe outro hormônio que pode ter sua produção aumentada por causa de um tumor. Trata-se do cortisol.

O cortisol é um hormônio relacionado com as reações de estresse do organismo e é produzido pela glândula suprarrenal quando estimulada pelo hormônio hipofisário ACTH. Isso faz com que o paciente desenvolva a síndrome de Cushing, uma condição rara, caracterizada pela presença de um nódulo na hipófise que produz níveis elevados ACTH.

A produção elevada de ACTH tem como consequência a produção elevada de cortisol, que acaba por exercer efeitos bastante negativos no organismo.

Quando há uma quantidade elevada de cortisol no organismo, podem ocorrer sintomas como ganho de peso, decorrente de aumento da gordura no abdômen, perda da massa muscular com afinamento dos braços e pernas, surgimento de grandes estrias, arredondamento do rosto, pele mais fina e sujeita a hematomas, além de alterações metabólicas como diabetes e hipertensão.

Trata-se de uma doença muito rara e severa e que deve ser tratada por um neuroendocrinologista experiente em centros de referência.

Existe ainda mais uma situação, que é quando o tumor da hipófise surge durante a adolescência. Nesses casos, pode ocorrer o aumento exagerado da altura do paciente, levando ao gigantismo.

Os principais sintomas desse quadro são mudanças na aparência física, alargamento da região frontal da testa, queixo proeminente, espaçamento entre os dentes com perda dentária, aumento do volume do nariz e dos lábios, espessamento da pele (se tornando oleosa e mais propensa à acne), sudorese abundante e alterações respiratórias, cardiovasculares e metabólicas.

Craniofaringioma

Trata-se do surgimento de tumores benignos que ocorrem normalmente na base do cérebro, perto dos nervos oftálmicos e centros hormonais. Eles afetam com mais frequência crianças, adolescentes e indivíduos acima dos 50 anos de idade.

São classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tumores de grau I, ou seja, tumores de baixo ou incerto potencial de malignização.

Seus sintomas vão depender bastante do local onde cresceu o tumor. Quando ele se encontra, por exemplo, comprimido no talo hipofisário ou circundando a glândula pituitária, pode levar à deficiência parcial ou completa da produção de hormônios do crescimento, causando atraso da puberdade.

Outros sintomas que podem surgir são dores de cabeça, problemas de visão, alterações menstruais, aumento da sensação de frio, fadiga, constipação, pele ressecada, náuseas, hipotensão e podendo levar à depressão.

Hemangioblastoma

São tumores do sistema nervoso central (SNC) que se originaram do sistema vascular. Ocorrem, normalmente, na meia idade e podem acometer outras regiões como a coluna vertebral, tronco cerebral ou a retina.

Geralmente estão associados com outras doenças, tais quais a poliglobulia (aumento exagerado na quantidade de glóbulos vermelhos), cistos pancreáticos e a síndrome de Von Hippel-Lindau (doença genética e rara que envolve o crescimento anormal de tumores).

Neuroma acústico

Trata-se de um tipo de tumor localizado no nervo auditivo. Constitui aproximadamente 6% de todos os tumores cerebrais, ocorre igualmente em todas as raças e possui uma leve predileção por mulheres.

São tumores benignos que podem se localizar profundamente no crânio e próximos aos centros vitais do cérebro. Seus primeiros sintomas normalmente estão relacionados à perda de audição, barulhos no ouvido (zumbido) ou falta de equilíbrio.

Na maior parte das vezes são de crescimento lento e, em grande parte dos pacientes, os sintomas são leves e quase imperceptíveis, sendo que muitos não apresentam evolução do quadro durante anos.

Ele pode se apresentar de duas formas:

  1. Esporádico;
  2. Associado à neurofibromatose.

Paciente que possuem um neuroma acústico esporádico costumam começar a apresentar sintomas entre os 40 e 60 anos de idade, e os tumores normalmente afetam somente um dos lados do cérebro, isto é, são unilaterais.

Os neuromas acústicos associados à neurofibromatose, por outro lado, costuma apresentar sintomas quando o paciente está entre os 20 e 30 anos (fase conhecida como “jovem adulto”). Ao contrário dos esporádicos, esses tipos de tumor são bilaterais, isto é, atingem os dois lados do cérebro.

Enquanto o neuroma acústico esporádico representa mais ou menos 95% dos casos de neuroma acústico, o associado a neurofibromatose representa os outros 5%.

Tumores da região pineal

Os tumores da região pineal tendem a acontecer durante a infância, mas podem surgir a qualquer momento da vida. Eles acontecem na glândula pineal, uma pequena estrutura localizada perto do centro do cérebro e responsável por exercer a regulação dos chamados ciclos circadianos, responsável pela regulação do ciclo biológico.

Esses tumores podem aumentar a pressão intracraniana pela compressão do aqueduto de Sylvius, canal que permite a passagem do líquido cefalorraquidiano. Também pode causar ptose (pálpebras caídas) e perda dos reflexos pupilares à luz e de acomodação.

Meningeoma

Não se trata exatamente de um tumor cerebral, pois acontece nas meninges, que são as camadas de tecido que recobrem o cérebro e a medula espinhal. Eles causam sintomas parecidos, no entanto, pois aumentam o tamanho da meninge, pressionando o cérebro ou a medula espinhal.

São bastante comuns e representam cerca de 25% dos tumores cerebrais primários e a maioria dos tumores de medula espinhal. Nos adultos, é o tipo de tumor cerebral mais comum e sua taxa de incidência aumenta com a idade, sendo maior em pessoas na faixa de 70 e 80 anos.

Ao contrário dos outros tipos de tumor no cérebro, a maioria dos meningiomas (cerca de 85%) são benignos e podem ser curados através de cirurgia. Alguns, entretanto, surgem em locais muito próximos à estruturas vitais e não podem ser curados apenas com cirurgia.

A outra parcela, maligna, é mais difícil de ser curada e pode voltar a aparecer depois da realização da cirurgia de remoção.

Astrocitoma

A maior parte dos tumores cerebrais propriamente ditos surge a partir de um tipo de célula chamada astrócito — por isso o nome astrocitoma. Eles representam cerca de 35% de todos os tumores cerebrais.

É muito difícil curar esse tipo de tumor porque ele se espalha amplamente pelo tecido cerebral normal próximo. Muitas vezes, inclusive, os astrocitomas se disseminam ao longo dos tecidos banhados pelo líquor.

É muito raro que os astrocitomas se disseminem para além da medula espinhal.

De maneira geral, eles são classificados em astrocitomas de alto ou baixo grau de malignidade. Essa classificação se dá através de de análise microscópica, onde o patologista avalia as seguintes características:

  • A proximidade das células dentro do tumor;
  • O grau de anormalidade das células;
  • A quantidade de células que se encontram em processo de divisão;
  • A presença de vasos sanguíneos no interior do tumor;
  • A reação das células tumorais ao tratamento.

Os astrocitomas de baixo grau possuem um desenvolvimento lento, enquanto os de alto grau são especialmente malígnos, desenvolvendo-se rapidamente e representando 60% de todos os astrocitomas.

Ainda não se sabe exatamente o que causa um tumor no cérebro e a maioria deles aparece sem que possamos saber o porquê. Alguns traumatismos foram relacionados com o surgimento de tumores, mas essa relação ainda não é completamente entendida e ainda resta dúvida se esses são fatores determinantes ou não.

De uns anos pra cá, os tumores cerebrais têm sido associados a algum tipo de predisposição ou mutação genética. Foi descoberto, por exemplo, que alterações nos cromossomos 1, 10, 13, 17, 19 e 22 podem estar relacionados ao surgimento de tumores cerebrais.

Outra hipótese é a influência da radioterapia em qualquer lugar do corpo, inclusive no cérebro, para pessoas que já fizeram tratamento para tumores.

Além disso, algumas variações de oncovírus, um tipo de vírus que têm a capacidade de alterar o ciclo celular induzindo o desenvolvimento de um tumor,  são conhecidas por potencialmente causarem tumores no cérebro.

A boa notícia é que ao mesmo tempo em que as radioterapias estão ficando cada vez mais seguras para impedir o aparecimento de outros tumores, muitos oncovírus estão sendo estudados e já tem até vacina para sua prevenção.

Entretanto, ainda não se tem uma completa relação sobre o que causa a doença. Tudo que se sabe até o momento, são os fatores de risco envolvidos no seu desenvolvimento.

Fatores de risco

Como dito no tópico anterior, ainda não se sabe exatamente o que causa um tumor no cérebro, especialmente por causa da variedade de tipos existentes. Entretanto, algumas doenças, comportamentos e fatores externos estão intimamente associados ao desenvolvimento de tumores no cérebro. Confira:

Exposição à radiofrequência

Trata-se de um tema polêmico. Ainda não foi descoberto completamente que a radiofrequência, emitida principalmente por aparelhos celulares, seria ou não um fator de risco para o desenvolvimento de tumores cerebrais.

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu um parecer afirmando que o uso de telefones móveis poderia estar relacionado a câncer cerebral.

A OMS chegou a essa conclusão depois de um painel realizado com 31 cientistas que compõe a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, em inglês International Agency for Research on Cancer).

Os pesquisadores observaram uma diversa gama de estudos epidemiológicos (análises da incidência da doença em populações com uso variado de celular ou outra exposição à campos de radiofrequência) para chegar a essa conclusão.

Vale lembrar, porém, que o que a organização disse, é que a existe a possibilidade de os celulares serem responsáveis ou parcialmente responsáveis pelo surgimento de tumores cerebrais. Ela não contraindica o uso de celulares e aponta que não há nenhum dado novo que comprove que celulares causam câncer.

Apesar disso, não deixam de surgir inúmeras pesquisas com resultados variados, tendo algumas que mostram seu potencial carcinogênico e outras que o desmentem. É por essa razão que a OMS classifica os celulares e a radiofrequência como um possível, e não provável, carcinogênico.

Um exemplo de estudo que fala sobre a possibilidade dos celulares terem responsabilidade no surgimento de tumores cerebrais, mais especialmente gliomas, veio da França em 2015, em um artigo de revisão.

Os pesquisadores acompanharam aproximadamente 400 pacientes diagnosticados com glioma ou meningioma e seus hábitos.

O estudo mostrou que o uso excessivo de celulares pode aumentar consideravelmente as chances de um tumor cerebral, especialmente no lobo temporal, área do cérebro mais próxima às orelhas, onde coincidentemente usamos o telefone celular.

Em compensação, uma pesquisa feita na Austrália mostra o contrário. Os pesquisadores analisaram os dados relativos à incidência de câncer entre os anos de 1982 até 2012 para verificar a incidência de tumores na população.

Os dados mostraram que, apesar do uso de celulares no país, que começou em 1987, ter aumentado mais de 90% desde aquele ano, a incidência de tumores cerebrais não seguiu o mesmo padrão de crescimento. Nem mesmo chegou perto.

De modo geral, desde a introdução dos celulares na sociedade australiana, o número médio de tumores cerebrais diagnosticados cresceu 0,05%. No entanto, um o aumento significativo no número de tumores cerebrais em idosos foi constatado.

Os cientistas descartam a hipótese de que são os celulares e a radiofrequência que causou esse aumento, porque desde 1982, data que antecede a introdução de telefones celulares à sociedade, os métodos de diagnóstico para tumores cerebrais têm ficado cada vez mais eficientes, o que explicaria o aumento na incidência de casos registrados.

Portanto, até o presente momento não é possível afirmar categoricamente que o celular é responsável direto ou ao menos desempenha algum papel no surgimento de tumores cerebrais.

Já que o excesso, para os dois lados, pode ser prejudicial, o melhor a se fazer é manter a opinião alinhada a da OMS e considerar o celular um possível carcinogênico.

Gênero

O tumor cerebral é muito mais comum em homens do que em mulheres. Entretanto, os meningiomas ocorrem principalmente em mulheres.

Idade

Embora o tumor cerebral possa se desenvolver em qualquer idade, ele é bem mais comum nos idosos (acima de 65 anos).

Neurofibromatose

A neurofibromatose é uma doença hereditária que se manifesta por volta dos 15 anos de idade. Ela aumenta as chances de tumor cerebral porque provoca o crescimento anormal do tecido nervoso e o surgimento de pequenos neurofibromas, também uma espécie de tumor, nas partes mais externas do cérebro.

Esclerose tuberosa

A esclerose tuberosa é uma doença genética rara, multi-sistêmica, isto é, atinge diversos tecidos e órgãos, e causa o aparecimento de tumores benignos no cérebro e outros órgãos vitais, como coração, rins, olhos, pulmões e pele.

Síndrome de Li-Fraumeni

A síndrome de Li-Fraumeni é uma rara síndrome autossômica dominante que se caracteriza pelo surgimento de diversos tipos de câncer com correlação genética entre si, ou seja, eles são herdáveis e não causados exclusivamente por pressão do ambiente.

Como o padrão de herança é autossômico dominante, não há diferenças entre a herança entre homens e mulheres, bastando o indivíduo herdar um alelo que já está predisposto a desenvolver a síndrome.

Síndrome de Von Hippel-Lindau

A síndrome de Von Hippel-Lindau é uma doença genética autossômica dominante rara que causa o crescimento anormal de tumores em diversas partes do corpo, especialmente aquelas bastante irrigadas por sangue, o que é o caso do cérebro.

O início dessa doença se dá aproximadamente na 2ª e 3ª década de vida, ou seja, aos 20 ou 30 anos.

Síndrome de Turner

Lembra das aulas de biologia do ensino médio? Então, nelas o professor falava de diversas síndromes no cromossomo X, ou cromossomo sexual. A síndrome de Turner é uma delas.

Para refrescar um pouco a memória, a síndrome de Turner é uma anomalia cromossômica do cromossomo X cuja origem é total de um cromossomo X ou então parcial do outro cromossomo X, criando um Y defeituoso que não necessariamente está relacionado ao sexo masculino, já que a síndrome afeta somente mulheres.

Ela já é identificada no momento do nascimento, ou então antes da puberdade, porque ele possui características fenotípicas, isto é, de expressão, muito claras e evidentes.

Todas as pessoas que nascem com a síndrome de turner apresentam baixa estatura, órgãos sexuais e características secundárias (seios) pouco desenvolvidos, tórax largo, pescoço alado, maior frequência de problemas cardiovasculares e são quase sempre estéreis, isto é, não podem ter filhos.

Especialmente nas portadores que possuem uma linha celular XY, isto é, que possuem um gene X normal e outro Y defeituoso, o risco de tumorigênese, isto é, de desenvolver tumores em diversas áreas do corpo, é maior. Isso acaba se aplicando ao cérebro.

Síndrome de Turcot

A síndrome de Turcot é uma doença genética rara que se caracteriza pela associação do surgimento de pólipos no intestino e tumores primários no sistema nervoso central. Seus principais sintomas incluem diarréia, sangramento retal, dor abdominal, perda de peso e cansaço.

Síndrome de Gorlin

A síndrome de Gorlin é uma doença rara herdada geneticamente que causa o surgimento de múltiplos defeitos no organismo, afetando, especialmente, a pele, o sistema nervoso, os olhos, o sistema endócrino e os ossos.

Essas pessoas possuem chances maiores de desenvolver alguns tipos de câncer, como o câncer de pele e o cerebral.

AIDS

As pessoas portadoras de HIV possuem chances maiores de desenvolver linfomas (tumor no linfócito), especialmente quando o seu sistema imunológico se encontra enfraquecido e debilitado por alguma razão.

Entretanto, com o avanço nas terapias anti-retrovirais, os linfomas no cérebro têm se tornado cada vez mais raros.

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Ong une crianças e cachorros com o mesmo tipo de câncer

Por: Saúde

Iniciativa americana visa aumentar o conhecimento e a disponibilidade de novos tratamentos para animais e seres humanos

Vamos derrotar o câncer nas duas pontas da coleira“. Esse é o mote da Canines-N-Kids, uma fundação sediada nos Estados Unidos que teve uma ideia inusitada para melhorar a qualidade de vida e a descoberta de novos remédios para tumores que atingem o público infantil e canino. Os voluntários estão no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, a Asco, que acontece na cidade de Chicago. SAÚDE está no evento e trará todas as novidades em breve.

Ulrike Szalay, fundadora e diretora executiva da ong, explica que existem diversos tipos de tumores que atingem tanto crianças quanto os cães. “Isso inclui o linfoma, a leucemia e a doença localizada nos ossos e no cérebro”, conta. Diante dessa coincidência, por que não unir esforços e tentar ajudar os dois lados da história?

De acordo com estatísticas da associação, mais de 16 mil crianças são diagnosticadas com câncer todos os anos nos Estados Unidos — no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) calcula que a taxa fica em 12 500 jovens entre 0 e 19 anos.

Infelizmente, nas últimas duas décadas, apenas três novas drogas contra esses tumores foram aprovadas. Para piorar, o investimento em novas terapias voltadas ao público infantil é bem baixo e não existem perspectivas de muitas novidades para um futuro próximo.

Na mesma toada, 6 milhões de cachorros são acometidos pelo câncer anualmente apenas em terras americanas (não existem estatísticas brasileiras sobre o assunto). Metade deles morre muito rápido, sem que seja iniciado um tratamento especifico para a enfermidade.

Jogo de ganha-ganha

A ideia da ong, então, é alavancar o número de pesquisas com os candidatos a medicamentos. Para isso, eles estimulam o envolvimento de cãezinhos como voluntários nas fases de pesquisa. “É um jogo de ganha-ganha: os pets se beneficiarão de medicações novas que podem até salvar a vida deles, enquanto as crianças ganham a possibilidade de um tratamento seguro e eficaz nos próximos anos”, conta Ulrike.

Além de toda a parte científica, a Canines-N-Kids ainda promove encontros entre as crianças hospitalizadas e os cãezinhos doentes. A aproximação entre dois seres que estão passando pelos mesmos percalços serve de distração e traz conforto e bem-estar para meninada que convive diariamente com os desafios de um tratamento complicado.

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Rúcula traz benefícios para o coração e combate o câncer

Por: terra saúde

odas as verduras são saudáveis, mas a rúcula se destaca por ser uma rica fonte de vitaminas e minerais. Em comparação com a alface, por exemplo, ela contém cerca de oito vezes mais cálcio, cinco vezes mais vitaminas A, C e K, e quatro vezes mais ferro. A escolha é fácil: uma salada de rúcula faz você uma pessoa mais saudável.

rúcula

Adicionar a rúcula ao cardápio contribui para o combate a doenças cardiovasculares. Foto: iStock, Getty Images

Nutrientes encontrados na rúcula

A rúcula é um membro da família dos crucíferos, gênero que compreende alguns dos alimentos mais saudáveis ​​do mundo, incluindo brócolis e couve. Portanto, não é de estranhar que este vegetal tenha uma riqueza de benefícios à saúde.

Devido aos altos níveis de ácido fólico e antioxidantes, como a vitamina C, K e A, ela é eficaz contra os radicais livres. É rica em carotenóides, assim como muitos outros minerais, como potássio, manganês, ferro e cálcio, que são elementos benéficos para a saúde.

O consumo de dois copos deste vegetal fornece 20% da vitamina A, 50% da vitamina K e 8% da vitamina C, do ácido fólico e do cálcio que uma pessoa precisa diariamente.

rúcula

Benefícios para a saúde com o consumo de rúcula

Câncer

Durante os últimos 30 anos, comer quantidades elevadas de vegetais crucíferos tem sido associado a um risco menor de câncer. Estudos têm sugerido que os compostos contendo sulforafano, que dão aos vegetais crucíferos seu sabor amargo, são fundamentais no combate ao câncer.

Recentes pesquisas têm apontado, agora, que o sulforafano é capaz de retardar ou impedirprincipalmente o melanoma e os cânceres de esôfago, próstata e pâncreas. Os estudiosos têm concluído que o composto pode inibir a progressão de células cancerígenas.

Além disso, conforme um levantamento publicado no Nutrition Journal, em 2004, a clorofila presente na rúcula, quando em temperatura elevada, é eficaz para bloquear os efeitos do câncer.

Osteoporose

A baixa ingestão de vitamina K é associada ao maior risco de fratura óssea. Portanto, seu consumo adequado melhora a saúde óssea. A vitamina K age como um modificador de proteínas da matriz óssea, melhorando a absorção de cálcio e reduzindo a excreção urinária desse mineral.

A rúcula também contribui para a sua necessidade diária de cálcio, proporcionando 64 mg em 2 xícaras.

Diabetes

As folhas verdes contêm um antioxidante conhecido como o ácido alfa-lipoico, que pode reduzir os níveis de glicose, aumentar a sensibilidade à insulina e impedir alterações oxidativas induzidas pelo estresse em pacientes com diabetes.

Coração

Rica em vitaminas C e K, a rúcula também fornecer benefícios significativos para as pessoas que buscam reduzir o risco de doença cardíaca ou outras doenças cardiovasculares.

Um estudo publicado no Journal of American College of Nutrition descobriu que as pessoas que consomem um suplemento diário de vitamina C apresentam, dentro de dois meses, uma queda de 24%em seus níveis de PCR. Especialistas acreditam que os níveis de PCR de uma pessoa são uma medida mais precisa do que os níveis de colesterol quanto ao risco de doença cardíaca nas pessoas.

Por outro lado, a vitamina K melhora a saúde cardiovascular porque estimula que o cálcio vá para os ossos – e não para as artérias.

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Quais os riscos do 5G para a nossa saúde?

O 5G oferece uma melhoria de pelo menos dez vezes no desempenho da rede. A última grande atualização de rede foi 4G, que estreou em 2009, com uma velocidade de cerca de 10 Mbps. 

Assista

Em comparação, o 5G está pronto para fornecer velocidades com picos entre 10 e 20 Gbps. E a latência de rede cairá de 30ms para cerca de 1ms, ideal para streaming de videogames, vídeo online e Internet das Coisas, que prevê o 5G para conectar sensores, computadores e outros dispositivos com latência ultrabaixa. Mas uma preocupação quanto à essa maravilhosa tecnologia é a radiação que ela emitirá, e se põe nossa saúde em risco.

Uma evolução de preocupações

A hipersensibilidade eletromagnética, por exemplo, é uma doença hipotética, na qual certas pessoas experimentam sintomas debilitantes na presença de radiação, como telefones celulares e Wi-Fi – então, sim, o comportamento bizarro de Michael McKean em “Better Call Saul” é uma coisa real. 

Mas, apesar das pessoas afirmarem tais sensibilidades por pelo menos 30 anos, revisões científicas sistemáticas descobriram que as vítimas não sabem “sentir” quando estão na presença de um campo eletromagnético, e a Organização Mundial de Saúde recomenda a avaliação psicológica para essas pessoas.

Da mesma forma, décadas de estudos não encontraram nenhuma ligação entre telefones celulares e câncer, como tumores cerebrais, embora isso não tenha impedido municípios como São Francisco/USA, de aprovar leis exigindo que as lojas exibissem a radiação emitida pelos aparelhos – o que faz com que os consumidores acreditem que estão correndo um risco.

Quão perigosa é a radiação de radiofreqüência?

Na raiz de todas as preocupações sobre as redes de telefonia celular, está a radiação de radiofrequência (RFR). A RFR é qualquer coisa emitida no espectro eletromagnético, desde microondas a raios X, ondas de rádio, luz do monitor ou luz do sol. Claramente, a RFR não é inerentemente perigosa, então o problema torna-se descobrir sob quais circunstâncias ela pode estar.

Os cientistas dizem que o critério mais importante sobre se um determinado RFR é perigoso se ele entra na categoria de radiação ionizante ou não ionizante. Simplificando, qualquer radiação que não seja ionizante é muito fraca para quebrar as ligações químicas. Isso inclui ultravioleta, luz visível, infravermelho e tudo com uma frequência menor, como ondas de rádio. Tecnologias cotidianas como linhas de energia, rádio FM e Wi-Fi também se enquadram nessa faixa. (As microondas são a única exceção: não-ionizantes, mas capazes de danificar o tecido). Frequências acima do UV, como raios X e raios gama, são ionizantes.


Dr. Steve Novella, professor assistente de neurologia em Yale e editor da Science-Based Medicine, entende que as pessoas geralmente se preocupam com a radiação. 

“Usar o termo radiação é enganoso, porque as pessoas pensam em armas nucleares – elas pensam em radiação ionizante, que pode causar danos. Pode matar células. Isso pode causar mutações no DNA. Mas como a radiação não ionizante não causa danos no DNA ou nos tecidos, a maior preocupação sobre a RFR dos telefones celulares é equivocada. Não há mecanismo conhecido para a maioria das formas de radiação não ionizante ter um efeito biológico”.
Estudos não são claros
Não é só porque não há nenhum mecanismo conhecido para a radiação não ionizante ter um efeito biológico, que seja completamente seguro ou que não exista nenhum efeito. De fato, os pesquisadores continuam a realizar estudos. Um estudo recente foi divulgado pelo Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos. Neste estudo amplamente citado sobre radiação de radiofreqüência de telefones celulares, cientistas descobriram que a alta exposição a RFR 3G levou a alguns casos de tumores cardíacos cancerígenos, tumores cerebrais e tumores nas glândulas supra-renais de ratos machos.
O estudo é uma boa lição sobre como é difícil fazer ciência assim. Como destaca o RealClearScience, o número de tumores detectados era tão pequeno que, estatisticamente falando, poderia ter ocorrido por acaso (o que pode ser mais provável, uma vez que foram detectados apenas em indivíduos do sexo masculino). Além disso, o nível e a duração da exposição à RFR estavam bem acima do que qualquer humano real jamais seria exposto, e de fato, os ratos testados pela radiação viveram mais tempo do que os ratos não expostos. Segundo o Dr. Novella, “Pesquisadores experientes olham para um estudo como esse e concluem que esta radiação não parece ter riscos.”

Avaliando os riscos da 5G
Deixando de lado os estudos, a 5G está chegando e, como mencionado, há preocupações sobre essa nova tecnologia. Uma queixa comum sobre o 5G é que, devido à menor potência dos transmissores 5G, haverá mais deles. O Environmental Health Trust afirma que “o 5G exigirá a construção de milhares de novas antenas sem fio pelas cidades. Uma pequena célula deve ser colocada a cada dez casas, de acordo com as estimativas.”
Dr. Novella diz que “O que eles estão querendo dizer é que a dose será maior. Teoricamente, essa é uma pergunta razoável a ser feita. ”Mas os céticos advertem que você não deve confundir a pergunta com apenas afirmar que há um risco”. Como Novella salienta, “Você sai ao sol e é banhado por uma radiação eletromagnética que é muito maior do que essas torres 5G”.
É fácil encontrar argumentações na internet que acreditam que a maior frequência das ondas do 5G por si só constitui em um risco. O RadiationHealthRisks.com observa que “O 1G, 2G, 3G e 4G usam entre 1 a 5 gigahertz de freqüência. O 5G usa uma freqüência entre 24 a 90 gigahertz”, e então afirma que“ Dentro da porção de radiação RF do espectro eletromagnético, quanto maior a freqüência, mais perigoso é para organismos vivos”.
Mas afirmar que a frequência mais alta é mais perigosa é apenas uma afirmação, e há pouca ciência real para apoiar essa ideia. O 5G permanece não ionizante por natureza.
A FCC – Federal Communications Commission, a agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, responsável por licenciar o 5G para uso público – também contribui neste debate. Segundo Neil Derek Grace, oficial de comunicações da FCC, “para equipamentos 5G, os sinais de transmissores sem fio comerciais estão normalmente muito abaixo dos limites de exposição a RF, em qualquer local que seja acessível ao público.” 
Em 2011, a Organização Mundial da Saúde classificou a Radiação RF como um agente do Grupo 2B, que é definido como “Possivelmente cancerígeno para os seres humanos.” Mas segundo Novella, é preciso ponderar: “É preciso levar em conta todas as outras coisas que eles classificam como um possível agente cancerígeno. Eles colocam na mesma classe de risco a cafeína. Isso é um padrão tão fraco que basicamente não significa nada. É como dizer tudo causa câncer“.
Parte do problema com a declaração da OMS é que ela está focada no perigo, não no risco – uma distinção sutil freqüentemente perdida entre não-cientistas. Quando a OMS classifica café como possível agente cancerígeno, está afirmando perigos sem considerar o risco do mundo real. Explica Novella, “Uma pistola carregada é um perigo porque, teoricamente, pode causar danos. Mas se você bloqueá-lo em um cofre, o risco é insignificante”.
Os cientistas continuarão testando novas redes, à medida que a tecnologia evolui, para garantir que estejamos seguros. Recentemente, em fevereiro, o senador norte-americano Richard Blumenthal criticou a FCC e a FDA por pesquisas insuficientes sobre os riscos potenciais da 5G. Como mostra o estudo do NTP, a pesquisa sobre os riscos de radiação é difícil e muitas vezes inconclusiva, o que significa que pode levar muito tempo para se fazer um progresso real.
Mas, por enquanto, tudo o que sabemos sobre as redes 5G nos diz que não há razão para se alarmar. Afinal, existem muitas tecnologias que usamos todos os dias com um risco mensurável substancialmente maior. 


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O CÂNCER SE TORNARÁ CURÁVEL NOS PRÓXIMOS 10 ANOS GRAÇAS AOS TRATAMENTOS DARWINIANOS

Por: https://www.greenme.com.br/

Notícias encorajadoras sobre a luta contra o câncer acabam de chegar de Londres, dos cientistas do ICR (Instituto Inglês de Pesquisa do Câncer) que acreditam seriamente que o câncer será “administrável” e “mais curável” até a próxima década, graças aos medicamentos que podem impedir que as células cancerosas se tornem resistentes aos tratamentos.

Trata-se de medicamentos “darwinianos” que seriam capazes de impedir que a doença se adaptasse e evoluísse, melhorando assim a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes com câncer. Isso porque, no momento, o maior desafio enfrentado por quem trabalha para vencer tumores é a resistência ao tratamento. A mesma quimioterapia muitas vezes falha porque as células cancerígenas letais seriam capazes de se adaptar e sofrer mutações.

Daí a nova abordagem “evolucionária” do ICR, que lançou o primeiro programa de descoberta de medicamentos “darwinianos” do mundo. Os medicamentos foram projetados especificamente para lidar com a capacidade letal dos tumores de desenvolver resistência, bem como “entender, antecipar e superar” a evolução do câncer.

Para isso, foram investidos 75 milhões de libras em um novo centro de pesquisa em Londres, o qual abrigará mais de 300 cientistas de todo o mundo e de uma variedade de campos para trabalhar juntos e combinar sinergias para desenvolver novas terapias anti-câncer.

Os cientistas estão convencidos de que essa nova abordagem pode fornecer controle a longo prazo e tratamentos eficazes com uma mudança de paradigma e combinações de múltiplas drogas usadas com sucesso mesmo com doenças como HIV e tuberculose. E que dentro de 10 anos fará do câncer uma doença controlável e mais curável:

“Criaremos novos caminhos para enfrentar o desafio da evolução do câncer, bloqueando todo o processo de diversidade evolutiva, usando a inteligência artificial e a matemática para transformar o câncer em formas mais tratáveis ​​e combatendo o câncer com combinações de múltiplas drogas, como aquelas usadas com sucesso contra o HIV e a tuberculose”, disse Paul Workman, diretor administrativo do ICR.

Ele acrescentou:

“Acreditamos firmemente que, com mais pesquisas, podemos encontrar maneiras de tornar o câncer mais fácil e mais tratável, para que os pacientes possam viver mais e com uma melhor qualidade de vida. Mas essa pesquisa precisará de apoio e nosso novo Centro acelerará dramaticamente o progresso que já estamos fazendo”.

No entanto, para terminar o centro e abrir o novo edifício, são necessários 15 milhões de libras adicionais. Já começou uma campanha de arrecadação de fundos e crowdfunding para chegarem ao objetivo.

Este é um grande passo à frente na luta contra o mal mais difundido do século.

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Voluntárias de projeto criam bonecos “carequinhas” para crianças com câncer

Luiza Fletcher

Por: Luiza Fletcher

O câncer é uma das condições de saúde que mais desestabilizam uma pessoa, e quando afeta crianças, a situação se torna ainda mais delicada.

São muitas as lutas diárias enfrentadas, tanto pelas crianças quanto pelos seus familiares, mas é preciso que exista sempre a força e a dedicação em fazer com que elas nunca percam a magia da infância e a esperança de um amanhã melhor.

Para trazer mais alegria para as vidas das crianças que convivem com o câncer surgiu o projeto “Carequinhas” na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

Voluntárias que fazem parte do grupo Mãos Solidárias, que tem o objetivo de ajudar no tratamento de câncer de crianças da região, criaram bonecos “carequinhas” para as meninas e meninos internados nos hospitais da cidade.

Cada um dos bonecos é criado com muito amor e carinho e acompanha um lacinho de mesma cor, no caso das meninas; ou uma máscara, no caso dos meninos.

São muitas as cores utilizadas pelas voluntárias, para que as crianças se sintam bem representadas em todas as suas características.

A última leva de bonecos foi entregue no Natal de 2018, e de acordo com a presidente do Mãos Solidárias, Grasiela Cristofolini, 250 bonecos, sendo 125 bonecas e 125 super-heróis fizeram o final de ano das crianças mais felizes.

“Nós vemos muita coisa difícil de ser vista, mas o sorriso deles quando recebem um presente como esse minimiza tudo por um instante”, disse Andreia Karina da Silva, voluntária do Mãos Solidárias.

“Seria muito mais barato comprar algo pronto? Até seria, sem dúvida. Mas é muito diferente você confeccionar algo pensando naquela criança, algo personalizado, algo que ela olhe e se reconheça importante”, contou Eliana Matheus Baumgardt, outra voluntária do grupo.

Os materiais para as confecções dos bonecos são divididos entres as voluntárias, mas elas também contam com doações. Na remessa do Natal, cada uma delas investiu cerca de mil reais, mas apesar de ser uma quantia considerável, para elas vale a pena.

“O que a gente tem de retorno compensa tudo. Compensa tempo, compensa cansaço, compensa investimento”, comenta Andreia.

Com um pouco mais de dois anos de atividade, as voluntárias já trouxeram alegria para muitas crianças e vivenciaram momentos emocionantes, no Natal passado, em um evento que aconteceu no Hospital Infantil de Joinville.

João, uma das crianças presenteadas, era igualzinho ao boneco que ganhou, e assim que o viu, identificou-se e não o soltou mais.

O outro momento marcante foi com Daniela, uma menina de 9 anos, que nunca tinha visto um Papai Noel.

“Ela nunca tinha visto e pulou da maca. A reação foi impactante e quando perguntamos qual seria o pedido e ela respondeu: um x-salada, aquilo nos marcou profundamente”, relembra Andreia, que chorou no momento.

As duas crianças já partiram, mas as voluntárias permanecem firmes em sua missão de proporcionar sorrisos e momentos para esses grandes guerreiros.

Uma ação realmente especial, o exemplo que precisamos ler e também praticar. Todos podemos fazer algo de bom para o próximo, basta apenas querermos!

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