Lipossoma

Lipossomas, o mais comum dos vetores de transporte não-viral de genes, são pequenas vesículas esféricas formadas por bicamadas concêntricas de fosfolipídios que se organizam espontaneamente ou por ultra-sons em meio aquoso em que o componente da solução usada (íons, moléculas) pode preencher a cavidade do interior do lipossoma. Tais partículas são consideradas uma excelente forma de sistema de liberação controlada de medicamentos ou substâncias biologicamente ativas devido a sua flexibilidade estrutural seja no tamanho, composição e fluidez da bicamada lipídica, como na sua capacidade de incorporar uma variedade de compostos tanto hidrofílicos como hidrofóbicos.

Os lipossomas foram descobertos no início da década de 60, através de estudos da hidratação de filmes lipídicos depositados nas paredes de um frasco de vidro. Tal experimento foi realizado pelo Dr. Alec Bangham, mas quem primeiro utilizou o termo lipossoma (corpo gorduroso), para designar as estruturas vesiculares formadas por bicamadas fosfolipídicas com um compartimento aquoso em seu interior, foi Weissman em 1965.

Os lipossomas podem ser classificados tanto com relação ao seu tamanho e número de lamelas quanto a sua interação com o meio biológico. De acordo com os diametros médios em três categorias:

  • Vesículas Multilamelares (MLV – Multilamelar Vesicles): formas lipossomais formadas por bicamadas fosfolipídicas concêntricas intercaladas por compartimentos aquosos, cujo diâmetro varia de 400 a 3500 nm.
  • Vesículas unilamelares grandes (LUV – Large Unilamelar vesicles): formas lipossomais constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica, mas com uma grande cavidade aquosa. Diâmetro varia de 200 a 1000 nm.
  • Vesículas unilamelares pequenas (SUV – Small Unilamelar Vesicles): formas lipossomais constituídas por apenas uma bicamada fosfolipídica e um pequeno compartimento aquoso. Diâmetro varia de 20 a 50 nm (Scarpa et al.,1998).

De acordo com a carga, lipossomas podem ser classificados como catiônicos (carga positiva), aniônicos (carga negativa) e neutros (sem carga). Lipossomas catiônicos são os mais frequentemente utilizados na terapia gênica humana, pois o DNA possui uma carga efetiva negativa.

Quando comparado a vetores virais, os lipossomas apresentam muitas vantagens como a não patogenicidade, a não indução a resposta imune e a fácil produção. No entanto, a rápida duração da expressão genética e o baixo nível de expressão transgênica são as suas principais desvantagens.

De acordo com a interação com o meio biológico, os lipossomas podem ser caracterizados por possuírem interação não-específica com os fluidos biológicos (lipossomas convencionais), lipossomas estericamente estabilizados (longa duração) e com ligantes de direcionamento incorporados à estrutura (sítio-específicos). O primeiro grupo é caracterizado por possuir um fosfolipídios estrutural adicionado de um colesterol e um lipídeo com carga. Já o segundo grupo possui, além dos constituintes presentes no primeiro, uma cobertura por um polímero hidrofílico inerte, como o polietilenoglicol (PEG), à superfície. Os ligantes de direcionamento presentes no terceiro grupo podem ser anticorpos monoclonais ou oligossacarídeos.

O uso de formas lipossomais, como sistemas de liberação lenta de medicamentos, é viável clinicamente por serem tipicamente feitos de moléculas lipídicas de origem natural, biodegradável e não tóxica. Os lipossomas podem proteger o fármaco de degradação enzimática, possibilitam o aumento da concentração da droga no sítio alvo, podem ser utilizados como excipientes não tóxico para a solubilização de fármacos hidrofóbicos, além de prolongar o tempo da vesícula na circulação, permitindo um possível direcionamento para sítios específicos de células ou órgãos. Alguns problemas relacionados aos lipossomas têm sido a rápida liberação no sangue, devido a adsorção de proteínas do plasma (opsoninas) com a membrana fosfolipídica, como também reconhecimento e captação dos lipossomas pelo sistema fagocítico mononuclear (SFM). A habilidade dos lipossomas para penetrar nos tecidos doentes está diretamente correlacionada com o seu tamanho. Lipossomas grandes são rapidamente removidos da circulação por macrófagos (SFM) e não se obtém significantes níveis nos outros tecidos do corpo, enquanto lipossomas pequenos (≤ 100 nm) demoram um pouco mais para serem reconhecidos e fagocitados, aumentando a probabilidade dos mesmos de penetrarem os tecidos.

Alguns lipossomas que encapsulam fármacos e vacinas exibem superior propriedades farmacológicas sobre os medicamentos tradicionais. Isso pode ser evidenciado em áreas como quimioterapia do câncer, terapia antimicrobiana, vacinas, diagnóstico por imagem e tratamento de desordens oftálmicas.

Referências

  • Jacome-Junior, A.T. Desenvolvimento de formas lipossomais contendo levana. Tese de mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2006. 67f.
  • Lasic, D. D. Novel application of liposomes. Trends in Biotechnology, 16, 307-321, 1998.
  • Medina, O.P.; Zhu, Y.; Kairemo, K. Target liposomal drug delivery in cancer. Current Pharmaceutical Design, v. 10, n. 24, p. 2981-2989, 2004.
  • Ramesh, R.; Saeki, T.; Templeton, N.S.; Ji, L.; Stephens, L.C.; Ito, I.; Wilson, D.R.; Wu, Z.; Branch, C.D.; Minna, J.D.; Roth, J.A. Successful treatment of primary and disseminated human lung cancers by systemic delivery of tumor suppressor genes using an improved liposome vector. Mol Ther, 3:1–14, 2001.
  • SANTOS, C.N. e CASTANHO, M.A.R.B. Lipossomas: A bala acertou?, Química Nova, v. 25, 6B, p. 1181-1185, 2002.
  • Torchilin VP. (2006) Adv Drug Deliv Rev. 58(14):1532-55, 2006

Nano-vacina contra o melanoma desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv

Nova abordagem para o câncer de pele mortal tem sido eficaz na prevenção e tratamento de tumores primários em camundongos, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv dizem que podem ter desenvolvido uma nova maneira de tratar e prevenir o melanoma.

O foco da pesquisa, publicada na segunda-feira na Nature Nanotechnology, é uma nanopartícula que serve de base para a nova vacina.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv aumenta a sensibilidade do melanoma à imunoterapia para destruir as células cancerígenas. Ilustração de Maayan Harel.

O melanoma se desenvolve nas células da pele que produzem melanina ou pigmento da pele. O câncer é responsável por apenas cerca de 1% dos tumores de pele, mas está por trás da grande maioria das mortes por câncer de pele, segundo a American Cancer Society . Cerca de 7.230 pessoas nos EUA devem morrer de melanoma em 2019, de acordo com a American Cancer Society.

“A guerra contra o câncer em geral e o melanoma em particular avançou ao longo dos anos por meio de várias modalidades de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia; mas a abordagem da vacina, que se mostrou tão eficaz contra várias doenças virais, ainda não se materializou contra o câncer ”, disse Satchi-Fainaro. “Em nosso estudo, mostramos que é possível produzir uma nano-vacina eficaz contra o melanoma e sensibilizar o sistema imunológico para imunoterapias”.

Os pesquisadores usaram partículas minúsculas, com cerca de 170 nanômetros de tamanho, formadas por polímeros biodegradáveis. Dentro de cada partícula, eles “empacotaram” dois peptídeos – cadeias curtas de aminoácidos, que são encontrados nas células do melanoma. Eles então injetaram as nanopartículas (ou “nano-vacinas”) em camundongos que tinham melanoma.

“As nanopartículas agiam como vacinas conhecidas para doenças transmitidas por vírus”, disse Satchi-Fainaro. “Eles estimularam o sistema imunológico dos camundongos e as células do sistema imunológico aprenderam a identificar e atacar as células contendo os dois peptídeos – ou seja, as células do melanoma. Isso significa que, a partir de agora, o sistema imunológico dos camundongos imunizados atacará as células do melanoma se e quando elas aparecerem no corpo ”.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv desenvolveram nano-vacina para combater o melanoma em camundongos. Da esquerda para a direita: Prof. Helena Florindo, Dr. João Conniot, Prof. Ronit Satchi-Fainaro, Dra Anna Scomparin. (Galia Tiram).

Os pesquisadores então examinaram a eficácia da vacina sob três condições.

No primeiro cenário, a vacina foi injetada em camundongos saudáveis, seguida de injeção de células de melanoma. “O resultado foi que os ratos não ficaram doentes, o que significa que a vacina impediu a doença”, disse Satchi-Fainaro. Isso significa que a vacina provou ter um efeito preventivo, explicou ela.

Em segundo lugar, a vacina de nanopartículas foi usada para tratar tumores primários de melanoma em camundongos, juntamente com tratamentos de imunoterapia que já estão aprovados para uso ou ainda em desenvolvimento. A combinação da vacina com o tratamento “atrasou significativamente a progressão da doença e aumentou muito a vida de todos os ratos tratados”, disse o comunicado.

No último cenário, os pesquisadores testaram sua abordagem em tecidos retirados de pacientes humanos em que as células cancerosas do melanoma se espalharam para o cérebro. Eles descobriram que no cérebro humano, onde há metástases, os dois mesmos peptídeos existem. Isso sugere que, assim como esses dois peptídeos podem desencadear uma reação imunológica em camundongos quando usados como uma nano-vacina, eles provavelmente desencadearão uma reação semelhante no cérebro, indicando que a vacina poderia ser usada para tratar metástases cerebrais em humanos também , Satchi-Fainaro disse em uma entrevista por telefone.

Uma nano-vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv ativa o sistema imunológico para atacar o melanoma (Ilustração de Galia Tiram).

O próximo passo para os pesquisadores, disse ela na entrevista por telefone, é “mostrar que podemos controlar o crescimento” das células metastatizadas, a fim de “prolongar a sobrevida global”.

Os pesquisadores acreditam que sua abordagem de “nano-vacina” poderia ser expandida além do melama.

“Acreditamos que nossa plataforma também pode ser adequada para outros tipos de câncer e que nosso trabalho é uma base sólida para o desenvolvimento de outras nano-vacinas contra o câncer”, disse Satchi-Fainero.

Os pesquisadores estão agora montando uma empresa para levar adiante o desenvolvimento de sua nano-vacina. Pode levar pelo menos cinco a dez anos para que um produto chegue ao mercado, se todos os testes clínicos forem bem, disse ela na entrevista sobre o melanoma, através do uso de uma “nano-vacina”.

O que é Transtorno de personalidade borderline?

Por: minhavida

O Transtorno de Personalidade Borderline é uma condição de saúde mental que pode causar um padrão de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e afetos. Uma pessoa que tem borderline pode apresentar uma impulsividade acentuada. É como se a pessoa que convivesse com o borderline tivesse uma visão um pouco distorcida de si mesma e dos outros. Tipo uma lente desfocada para olhar a vida. Sabe?

Segundo o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Ed. 2013) uma característica que costuma ser muito comum em que tem borderline é o medo do abandono ou um desconforto intenso só de pensar em ficar sozinho. O problema é que a forma como o paciente de borderline manifesta esse seu incômodo de abandono e solidão pode ser agressivo, exageradamente intenso e um pouco atrapalhado.

Viver sabendo que as pessoas que você ama podem ir embora a qualquer momento é muito ruim, não só para quem tem borderline como para quem está ao redor. Sendo assim é possível afirmar que o borderline não é uma condição fácil de entender ou lidar. Por isso é importante diagnosticá-la e tratar.

O termo Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e desde então passou por diversos conceitos ao longo dos anos. Originalmente o termo “borderline” se referia a um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose. Alguns autores da época usavam esse diagnóstico quando havia sintomas neuróticos graves. Foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso. Até então, muitos médicos acreditavam, equivocadamente, que a personalidade de uma pessoa era imutável.

A prevalência média do Transtorno de Personalidade Borderline na população é estimada em 1,6%, embora possa chegar a 5,9%. Essa prevalência é de aproximadamente 6% em contextos de atenção primária, de cerca de 10% entre pacientes de consultórios psiquiátricos e de ambulatórios de saúde mental e por volta de 20% em pacientes psiquiátricos internados. A prevalência do Transtorno de Personalidade Borderline pode diminuir nas faixas etárias mais altas (DSM-5). O Transtorno de Personalidade Borderline é diagnosticado principalmente em pessoas do sexo feminino.

Famosos com borderline

O transtorno de personalidade borderline pode acontecer com qualquer pessoa. E infelizmente ainda tem muita desinformação sobre essa condição de saúde, o que faz com que existe muito preconceito ao redor desse termo.

Alguns famosos já revelaram que têm Transtorno de Personalidade Borderline. Além disso, há especulações quanto a esse diagnóstico em outras celebridades. Veja abaixo:

  • Monique Evans
  • Amy Winehouse
  • Princesa Diana

Características do borderline

  • Instabilidade das relações interpessoais
  • Instabilidade da autoimagem
  • Instabilidade dos afetos
  • Impulsividade

Causas

As causas e ou fatores envolvidos no surgimento de Transtornos de Personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline, são vários e abrangem desde a predisposição genética até experiências emocionais precoces e fatores ambientais, com destaque para as situações traumáticas e situações de abuso e negligência. Entenda melhor cada uma delas

Fatores genéticos

Fatores genéticos têm um papel importante no desenvolvimento do Borderline. O Transtorno de Personalidade Borderline é cinco vezes mais frequente em parentes biológicos de 1º grau de pessoas com o transtorno do que na população em geral. É relevante a presença de pais borderlines (um ou ambos) na história clínica desses pacientes

Instabilidade familiar

Impacto do ambiente familiar no desenvolvimento da criança pode ser um fator importante entre as causas do borderline. Cerca de 80% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline veem o casamento de seus pais como muito conflituoso. Muitos desses pacientes passaram por negligência e abusos físicos e sexuais dentro da família. Porém, há pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline com familiares absolutamente comuns, sem nada de anormal.

Também há aumento do risco de Transtorno de Personalidade Borderline quando existe na família, o pai e ou mãe com transtorno por uso de substância, Transtorno de personalidade antissocial e transtorno depressivo ou transtorno bipolar.

O Transtorno de Personalidade Borderline seria também a consequência de uma educação muito autoritária, em que pais rígidos sempre imporiam seus desejos. Com o tempo as tentativas de autoafirmação da criança sucumbiriam aos desejos dos pais e ela se habituaria a se submeter sempre aos pais, desenvolvendo dúvidas sobre a própria capacidade e vergonha pelos seus fracassos. Aos poucos a criança iria parando de tentar expressar as suas vontades podendo levar a falhas na clarificação psíquica de si e do outro.

Sintomas de Transtorno de personalidade borderline

Os sintomas de Transtorno de Personalidade Borderline são, principalmente, uma grande instabilidade emocional, desregulação afetiva excessiva, sentimentos intensos e polarizados do tipo “tudo ótimo e tudo péssimo” ou “eu te adoro e eu te odeio”, angústia de abandono, percepção de invasão do self, entre outros. Não raro, isso leva a comportamentos impulsivos perigosos sendo comum a presença recorrente de atos autolesivos, tentativas de suicídio e sentimentos profundos de vazio e tédio. O início do transtorno pode ocorrer na adolescência ou na idade adulta e o uso dos recursos de saúde e saúde mental é expressivo nesses pacientes.

Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são verdadeiros vulcões prontos a explodir a qualquer instante. Elas apresentam alterações súbitas e expressivas de humor e suas relações interpessoais são intensas e instáveis sendo muito difícil o convívio próximo com elas.

Elas temem o abandono real ou temido, com frequência vivenciam sentimento crônico de vazio e reação pungente ao estresse, protagonizando sucessivas ameaças (ou tentativas) de suicídio e automutilação. O modus operandis desses pacientes traz um sofrimento enorme tanto para si próprios como para os que com eles convivem. Uma só palavra mal colocada, uma situação inesperada sem relevância ou uma leve frustração pode levar o borderline a um acesso de raiva e ódio que duram em média poucas horas. Outra característica importante é que o borderline nem sempre sabe lidar com o êxito. É comum que eles abandonem ou destruam seus alvos e metas justo quando a perspectiva de consegui-las é real e próxima.

Abaixo os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais (DSM-V, na sigla inglesa) para que um paciente seja diagnosticado com a doença. Sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline:

  • Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginário
  • Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
  • Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo
  • Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar)
  • Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante
  • Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade do humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias)
  • Sentimentos crônicos de vazio
  • Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes)
  • Ideação paranoide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Sempre que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline apresentar sintomas muito angustiantes e ou reações que possam afetar ou machucar a si mesmos ou a outras pessoas, ele deve procurar o médico.

O mesmo ocorre quando há intenção suicida ou mesmo tentativa. Nesses casos é muito importante que a família e principalmente os terapeutas tenham conhecimento desses pensamentos, pois eles podem ajudar. Por vezes tanto pacientes como familiares ficam muito assustados, mas os terapeutas compreendem bem essa situação e sabem como lidar.

Diagnóstico de Transtorno de personalidade borderline

O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline é baseado através de uma minuciosa avaliação psiquiátrica feita por profissional de saúde mental qualificado. Muitos profissionais envolvem o paciente no seu próprio diagnóstico na medida em que vão mostrando a ele os critérios diagnósticos e perguntando quais deles os definem plenamente. Este método ajuda o paciente a aceitar melhor o diagnóstico.

Entretanto, há profissionais que preferem não dizer ao paciente o diagnóstico por conta do estigma e também porque antigamente o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline era tido como intratável.

De modo geral, falar com o paciente sobre o diagnóstico é a conduta preferível para a maioria dos especialistas. Questões que precisam ser perguntadas são sobre ideações suicidas, atos autolesivos e pensamentos sobre machucar os outros. O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e nas observações do médico.

É importante lembrar que hoje, o diagnóstico de TBP é feito pela presença de uma coleção de traços e não por um critério isolado. Assim, merece ser destacado no diagnóstico o esforço desesperado que o portador do transtorno faz para evitar o abandono real ou imaginário e a gravidade das alterações das relações interpessoais, na família, escola, trabalho e lazer e, posteriormente, também com os profissionais que se aproximam para oferecer tratamentos.

Mas todo o cuidado é pouco. O psiquiatra que se baseia somente nos sintomas do DSM pode errar. É comum a confusão do Transtorno de Personalidade Borderline com o transtorno bipolar, por exemplo. E além do diagnóstico ser às vezes difícil, o psiquiatra precisa saber lidar com o paciente.

Exame físico e testes de laboratório são recomendáveis para eliminar sintomas possíveis, como problemas de tireoide e abuso de substâncias. Exames de imagem são usados para afastar outras causas.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Transtorno de personalidade borderline

É sempre importante ressaltar que existe tratamento para o paciente com borderline. O tratamento inicial do Transtorno de Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela ajudará o paciente a controlar melhor seus impulsos e entender seu comportamento. Nesse caso, o tratamento foca principalmente as questões do suicídio e da automutilação, além do aprendizado de novas habilidades, como consciência, eficácia interpessoal, cooperação adaptativa nas decepções e crises e na correta identificação e regulação de reações emocionais.

Mas é preciso fazer uma terapia específica: o terapeuta deve ser mais ativo, mais próximo, mais participante. O borderline é uma pessoa que sofre muito. Ele pode oscilar o humor e romper com as relações que poderiam dar certo. A impulsividade acaba estragando muito a vida profissional e social deles. Com o tratamento, é possível evitar muitos sofrimentos.

Os atendimentos demandam muita energia do especialista, que têm que deixar sempre um canal aberto para o paciente, seja de dia ou de noite ou madrugada ou nos finais de semana e inclusive durante viagens e férias. O psiquiatra tem que estar à disposição 24 horas por dia. Muitos telefonemas são feitos por pacientes que estavam à beira de um suicídio ou se cortando. São situações que podem não esperar o dia amanhecer. Por isso é essencial que a família busque especialistas que tenham esse perfil e essa disponibilidade de tempo que o tratamento do portador de Transtorno de Personalidade Borderline exige mantendo-os por tempo indeterminado, caso a caso.

Pode ser feita terapia familiar também, pois em geral a família tende ou a abandonar o paciente ou a se tornar superprotetora. Na maioria dos casos, familiares, amigos e leigos não compreendem como o sofrimento pode levar um indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline a querer se matar. Já os pacientes relatam que a automutilação e o suicídio são maneiras que eles encontraram de extravasar um sofrimento insuportável. Os pais se dizem impotentes e relatam sofrer tanto quanto o paciente.

Estudos em geral mostram que nenhuma medicação se mostra promissora para o sentimento de vazio crônico, perturbações de identidade e medo de abandono que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline sente. Mas eles podem agir em sintomas isolados. Por exemplo, podem ser usados antidepressivos para comorbidades como a depressão, ou estabilizadores de humor para problemas interpessoais e de raiva, além de antipsicóticos para a impulsividade.

Normalmente o Transtorno de Personalidade Borderline demora a ser diagnosticado. Pode levar três, cinco, dez ou ainda mais anos até que seja descoberto. É muito importante que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível e que o tratamento seja logo iniciado. É extremamente importante que toda a família se trate, pois na grande maioria dos casos a dinâmica familiar se encontra dilapidada pelo sofrimento e por anos de busca por um diagnóstico correto.

No início, o tratamento pode aliviar alguns sintomas, principalmente aqueles que mais perturbam as pessoas, porém se pensarmos em desenvolvimento da personalidade, o tratamento deverá ser de médio em longo prazo. O objetivo é ir além dos sintomas, buscando o desenvolvimento duradouro das capacidades psíquicas do paciente. Os tratamentos devem considerar cada caso em sua particularidade. Podem ser breves com duração de 20 sessões ou de longo prazo, de dois a três anos. Pesquisas atuais têm apontado que tratamentos de longo prazo produzem resultados mais duradouros no decorrer da vida.

Sabidamente, o Transtorno de Personalidade Borderline é considerado um transtorno fronteiriço ou limítrofe entre uma modalidade “não normal” da personalidade de se relacionar com o mundo e um estado que pode ser considerado francamente patológico. Assim sendo, os pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline deve ser considerados caso a caso.

Terapias para Transtorno de personalidade borderline

A psicoterapia é uma grande aliada para quem busca a melhora de aspectos emocionais. Além de oferecer auxílio em momentos de aflição, a técnica proveniente da psicologia também permite um maior entendimento frente às questões da vida. Ter o acompanhamento de um psicólogo no dia a dia pode trazer transformações significativas em sua existência, independente do motivo que o motivou a iniciar a psicoterapia. Veja a seguir diferentes tipos de psicoterapias que podem contribuir para o tratamento de borderline.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Várias mudanças no comportamento e estilo de vida precisam ser implementadas para a minimização das complicações decorrentes do Transtorno de Personalidade Borderline. Ter o conhecimento e a aceitação do diagnóstico é fundamental para que ele possa buscar ajuda médica e psicológica adequadas ao seu problema.

Fazer contato com o psiquiatra sempre que sentir um excesso de angústia que possa transbordar a sua capacidade de continência psíquica, senão o paciente irá buscar alívio através de atos lesivos no próprio corpo. Tratar de todas as comorbidade que surgirem e suspender o uso de álcool e qualquer outra substância ilícita psicoativa sem ordem médica.

Passar a viver uma vida com mais qualidade, regrada e sem excessos. A prática de exercícios físicos, higiene do sono e alimentação saudável são condutas indicadas. frequentar grupos de apoio específicos para o Transtorno de Personalidade Borderline também é importante.

Complicações possíveis

A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline tende a estar em constante estado de agitação. As complicações costumam ocorrer quando há separação, abandono percebido ou desaprovação de outra pessoa. O ambiente de trabalho pode proporcionar um fórum de turbulência nas relações com supervisores e colegas de trabalho.

Os indivíduos com este transtorno exibem impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais para si próprios, tais como nos esportes, nos jogos de azar, no consumo de tabaco, álcool e drogas. Eles podem jogar, fazer gastos irresponsáveis, comer em excesso, abusar de medicamentos, engajar-se em sexo inseguro e ou dirigir de forma imprudente.

As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costumam apresentar comportamento, gestos e ou ameaças suicidas ou comportamento automutilante.

Não raro nos deparamos com complicações decorrentes do Transtorno de Personalidade Borderline como distúrbios alimentaresobesidade mórbida, síndrome metabólica, promiscuidade, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), gravidez indesejada, problemas com a lei, dilapidação do patrimônio, graves acidentes, entre outros.

Caso haja comorbidades, ou seja, outros transtornos psiquiátricos associados com o Transtorno de Personalidade Borderline, certamente o curso, tratamento e prognóstico vão se complicar ainda mais. Gestos suicidas, bem como suicídio consumado são as complicações mais graves. Lesão aos outros também pode ocorrer.

Transtorno de personalidade borderline tem cura?

Os conhecimentos mais recentes mostram que mesmo com toda a conturbação e sofrimento que o portador do Transtorno de Personalidade Borderline causa a si próprio e a seus familiares o curso do transtorno não é tão negativo como se pensava antes. Hoje sabemos que o risco maior de completar o suicídio no Transtorno de Personalidade Borderline é nos 5 a 7 anos do início da manifestação. Depois disto o risco cai muito. Sabemos também que 10% das pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline completam o suicídio.

Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline melhoram com o passar do tempo. Por volta dos 30, 35 anos, os pacientes apresentam uma melhora grande. Estatísticas sugerem que com o devido tratamento, portadores de TPB tendem a sofrer recessão dos sintomas em algum momento da fase adulta. Dos que procuram ajuda profissional de uma maneira geral, 75% sofrem remissão da maior parte dos sintomas entre os 35 e 40 anos de idade, 15% entre os 40 e 50 anos de idade e os 10% restantes podem não apresentar resultados satisfatórios ou podem cometer o suicídio. Os sintomas tendem a sumir depois dos 40 anos. Mas quando tratado adequadamente o paciente poderá se organizar e melhorar a qualidade de vida e as suas relações.

Prevenção

Prevenção

Intervenções sociais como prevenção do abuso infantil, da violência doméstica e do abuso de substâncias nessas famílias pode ajudar a diminuir a ocorrência não só de Transtorno de Personalidade Borderline como também de um número significativo de diferentes problemas de saúde mental.

Em contraste, a prevenção específica do Transtorno de Personalidade Borderline tende a se concentrar em reconhecer os traços da doença o mais cedo possível, seguido de tratamento intensivo dos mesmos.

Em outras palavras, especial atenção deve ser dada ao Transtorno de Personalidade Borderline, pois tais pacientes costumam provocar reações importantes naqueles que os cercam devido às mudanças abruptas no humor e sentimentos. Impulsividade, irritabilidade, dificuldade em expressar ou controlar a raiva adequadamente, sentimento de vazio, desespero, pânico, isolamento e sentimentos paranóides são frequentes. Esta configuração pode levá-los a maiores dificuldades em relações amorosas, de trabalho ou amizade. Por isso é importante que o parceiro e a família aprendam a lidar com o transtorno evitando assim mais sofrimento e a chance de novas crises no paciente.

Igualmente, incentivar esses pacientes a buscar profissionais experientes e que possam entendê-los é da maior importância, pois eles frequentemente relatam sentir angústia de abandono e separação. Ora o paciente se sente altamente invadido por aqueles que o cercam, ora abandonado, podendo ser isto realidade ou fantasia, porém sentido de forma intensa. Paralelamente, as pessoas que se relacionam com eles também se deparam com vivências muito intensas e ambivalentes – amor e ódio – no momento em que se dispõem a ajudá-los. Há uma linha tênue e muito delicada entre o amor e o ódio, e entre o abandono e a separação. Os cuidadores precisam se fortalecer para prevenir desdobramentos sombrios e perigosos por parte dos pacientes.

Referências

Dra. Evelyn Vinocur, médica psiquiatra e mestre em neuropsiquiatria pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e psicoterapeuta cognitivo comportamental, especializada em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Estado do Rio de Janeiro (SCMRJ) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Membro associado da Associação Brasileira de Psiquiatria (CRM-RJ: 303514)

DSM-IV, American Psychiatric Association – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 4ª ed. Edit. Artes Médicas

DSM-V, American Psychiatric Association – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 5ªed. Edit. Artes Médicas

Sobrevivência Emocional: as feridas da infância revividas no drama adulto”, de Rosa Cukier. Editora Ágora, 1998

The UK National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) 2009 clinical guideline for the treatment and management of BPD

National Institute of Mental Health – Borderlline personality disorder

Associação Psiquiátrica Americana

Benefícios da alimentação natural para animais de estimação

Geralmente, consideramos a ração como a alternativa ideal para alimentar os nossos animais de estimação. No entanto, precisamos conhecer outras opções que podem ser muito mais convenientes.

 maioria das pessoas está ciente dos benefícios oferecidos pelos alimentos naturais em relação aos alimentos industrializados. Então, o que nos levou a pensar que o mesmo raciocínio não se aplicaria aos animais? A seguir, vamos contar quais são os benefícios da alimentação natural para animais de estimação.

Infelizmente, a principal razão pela qual muitas pessoas decidem alimentar o seu animal de estimação apenas com ração é a influência publicitária das marcas desses produtos.

Ao longo dos anos, elas nos convenceram de que a alimentação natural é ruim e de que a ração é melhor, contendo “todos os nutrientes de que o animal precisa”.

O que há de errado com a ração?

A ração é um alimento altamente industrializado, que perdeu quase todas as propriedades naturais dos ingredientes que a compõem.

Durante o processo de elaboração, elas são submetidas a pressões e altas temperaturas que eliminam toda a água dos ingredientes; tudo isso está bem longe do frescor e da variedade que os comerciais prometem.

Além disso, devemos estar cientes de que a fabricação de ração é feita a partir de subprodutos que não são adequados para consumo humano. Ou seja, são usados componentes das indústrias de alimentos que não são vendidos para as pessoas, depois que eles passam por um processo industrial.

Além disso, a esses ingredientes também são adicionadas gorduras e conservantes que não fazem nada além de acentuar a natureza artificial e pouco nutritiva desses produtos, cuja cadeia de produção termina com controles de qualidade que não são dos mais rigorosos.

Finalmente, há um aspecto que também não devemos ignorar: é extremamente entediante comer a mesma coisa todos os dias. Isso acontece quando alimentamos o animal apenas com ração. A receita se repete dia após dia, o que pode até mesmo causar rejeição na hora de se alimentar.

O que há de errado com a ração para animais?
Fonte: www.zaunk.com

Benefícios da alimentação natural para animais de estimação

Há algo que devemos deixar gravado na nossa mente: cães e gatos consumiram alimentos naturais ao longo de sua história como espécie.

Embora seja verdade que há certos ingredientes que devem ser evitados – por exemplo, ossos cozidos ou não-carnudos, leite e frutas com sementes – a maioria deles não causa problemas.

Diante destas circunstâncias, é melhor procurar outras opções que ofereçam aos cães os nutrientes e enzimas que são perdidos no processo de industrialização da ração.

Quais alternativas existem?

A opção mais natural seria simplesmente cozinhar para o seu animal em casa, assim como você cozinha para a sua família, usando alimentos da mesma qualidade nutricional.

Sabemos que esta alternativa pode ser difícil de colocar em prática, considerando que estamos cada vez mais ocupados no dia a dia, e muitas vezes nem mesmo temos tempo para fazer uma refeição saudável para nós mesmos.

Felizmente, também há empresas que oferecem os benefícios da alimentação natural. Um exemplo seria a alimentação natural desidratada. Entre seus ingredientes, destacam-se a carne, o peixe, a carne de porco, o frango, as frutas, os legumes e os cereais.

Todos eles, além de serem de alta qualidade, também preservam as suas qualidades naturais: aroma, cor, frescor e nutrientes.

As melhores empresas que trabalham com alimentação natural usam ingredientes de grau humano, isto é, alimentos que poderiam muito bem ser destinados ao consumo humano.

Outra de suas vantagens é o fato de que os controles de segurança alimentar são exaustivos, o que garante que você alimentará o seu animal de estimação com uma comida verdadeiramente saudável.

Benefícios da alimentação natural para cães e gatos

Se você começar a dar este tipo de alimento ao seu animal de estimação, você notará as mudanças positivas instantaneamente. Entre as principais vantagens desta dieta natural, vale destacar:

  • Mais energia e vitalidade: Da mesma forma que para os humanos, o alimento também é o combustível para os animais. Os alimentos naturais contêm as proteínas, carboidratos e todos os nutrientes de que os animais precisam para o dia a dia.
  • Vida mais sadia e saudável: Certamente, comer bem significa ter uma imunidade melhor e um metabolismo mais eficiente. Isso tem como resultado menos doenças e, consequentemente, uma vida mais longa e feliz.
  • Evita problemas de saúde: Alergias, problemas de pele e pelagem, obesidade e distúrbios digestivos serão coisas do passado graças aos benefícios da alimentação natural.
  • Dentes mais fortes: O cálcio na alimentação natural será muito bom para os ossos e dentes do cachorro.
  • Coração mais saudável: Se as gorduras e o colesterol forem evitados, o sistema cardiovascular do animal funcionará melhor.

Como melhorar o sistema imunológico dos cães?

Por: meusanimais.com.br

Ter animais de estimação saudáveis ​​e felizes é geralmente uma prioridade para a maioria dos donos. Uma forma de evitar que os animais fiquem doentes é garantir que as defesas estejam em níveis satisfatórios.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter o animal afastado de possíveis complicações de saúde. Portanto, você deve tomar cuidado extra se você possui filhotes e animais idosos, pois nessas fases eles ficam em uma situação mais vulnerável.

Os cães podem também ter baixa imunidade
O sistema imunológico é responsável por nos proteger de uma variedade de agentes infecciosos como bactérias, fungos, parasitas e vírus. Se, por várias razões você está deprimido, adoece com mais freqüência e facilidade. Já reparou e relacionou as duas coisas?
Além disso, como nada é perfeito, falhas neste sistema acontecem e surgem as chamadas doenças autoimunes, tais como asma, lúpus ou diabetes.

Com os cães acontece o mesmo. Se o sistema imunológico deles estiver enfraquecido ou com um erro, eles começam a manifestar diferentes sinais de que algo está errado com a saúde.

Melhorar o sistema imunológico do cão permitirá manter ele afastado de possíveis complicações de saúde.

Sinais de que as defesas do seu cão estão baixas
Avaliando as orelhas do cão
Preste atenção se os seguintes sinais são recorrentes no seu amigo peludo, eles podem indicar que as defesas imunológicas do seu animal de estimação devem ser reforçadas:

Infecções de ouvido;
Alergias;
Dermatite;
Conjuntivite;
Causas que podem enfraquecer o sistema imunológico do seu animal de estimação
Os fatores para que um cão tenha um sistema imunológico fraco podem ser físico ou psicológico. Também não devemos descartar razões externas. Entre elas:

Exposição a mudanças bruscas de temperatura ou um excesso ou falta de umidade na atmosfera;
Poluição;
Parasitas internos e externos;
Estresse;
Déficit nutricional;
Tenha especial cuidado com filhotes ou animais idosos pois o sistema imunológico deles é mais fraco.

Dicas para melhorar o sistema imunológico do cão
Há muitas ações que você pode adotar para melhorar o sistema imunológico do seu amigo peludo. Então, considere os seguintes tópicos, que vão certamente ajudar a reforçar as defesas de seu amigo de quatro patas:

Ofereça uma dieta equilibrada, que abrange todos os acordes exigências nutricionais de sua raça, idade e tamanho. Desparasite-o tanto interna como externamente com vacinação de acordo com o calendário definido pelo veterinário;
Garanta diariamente tempo suficiente para levar seu animal para passear e se exercitar ao ar livre;
Tente não fumar em locais fechados, onde seu animal de estimação está.
Não exponha ele a áreas recentemente tratadas com produtos químicos para limpeza ou desinfecção;
Para relaxar, ofereça a ele um ambiente limpo com uma temperatura adequada, bem ventilado, mas livre de correntes de ar frio.;
Não o leve para a rua quando as temperaturas estiverem extremas;
Seque-o bem, se ele se molhou em algum imprevisto;
Preste atenção especial para amortecer o estresse que muitas vezes acontece nos animais com as mudanças no ambiente familiar (mortes, nascimentos, separações, mudanças, um novo animal de estimação).
Um reforço extra

Cães comendo maçã
Cães comendo maçã

Autor: Misschien

Outra opção quando se trata de melhorar as defesas dos peludos são os suplementos vitamínicos. Embora as necessidades de vitaminas devem ser cobertas preferencialmente através de uma dieta equilibrada, em alguns casos, é uma boa opção dar aos peludos esses suplementos.

Mas tenha em mente que deve ser fornecida apenas com indicação veterinária, já que o excesso de vitaminas podem ser tóxicos e acabar sendo mais prejudiciais do que a falta dela.

Se, no entanto o cão estiver indicando que algo está errado com a defesa dele, talvez seja a hora do profissional indicar exames mais específicos para encontrar a origem do problema.

Um cão com defesas altas é um cão feliz

Lembre-se de verificar a saúde de seu animal de estimação, isso também é uma boa opção para demonstrar o quanto você o ama.

Certifique-se de que o sistema imunológico é forte em qualquer época do ano, é essencial para se manter saudável, forte e feliz.

Portanto, sempre consultar seu veterinário de confiança para aconselhamento sobre as melhores formas para o seu amigo de quatro patas sempre tem boas defesas para cima.

Fibromialgia: nova peça no quebra-cabeça

Cientistas sugerem outra origem para a condição dolorosa que afeta nove mulheres a cada homem. Saiba como isso poderá mudar o jeito de lidar com ela

Por: https://saude.abril.com.br/

Em vez do centro, a periferia: eis a mudança de eixo proposta por uma dupla de pesquisadores em relação à causa fisiológica da fibromialgia, problema crônico que espalha dores pelo corpo inteiro e atinge entre 2 e 3% da população brasileira. De acordo com um estudo dos reumatologistas Xavier Caro, do Centro Médico e Hospital Northridge, e Earl Winter, da Universidade North Central, ambos nos Estados Unidos, a síndrome estaria mais associada a alterações em nervos à flor da pele do que a um defeito na ala do sistema nervoso central que gerencia a percepção da dor. A hipótese quebra o paradigma estabelecido até o momento e traz possíveis repercussões no tratamento do transtorno.PUBLICIDADE  

Caro e Winter chegaram a essa conclusão depois de realizar biópsias na pele da coxa e da panturrilha de 41 pacientes com fibromialgia e de 47 sem a síndrome. Na análise dos tecidos, eles constataram que as portadoras tinham menos fibras nervosas na epiderme, o que estaria no cerne da constante sensação dolorosa. Além disso, notaram um elo entre a menor densidade de nervos ali e uma alteração imunológica já relacionada a doenças que também afligem o sistema nervoso periférico, como a esclerose múltipla.

“Essas observações indicam que o paradigma atual da fibromialgia, em que a sensibilização central é vista como o principal motor da desordem, requer modificação”, defendem Caro e Winter. O achado seria uma resposta, segundo eles, para o fato de que centenas de seus pacientes reclamam de sensação de queimação, choque e peso no corpo, indícios de uma anomalia nos nervos. Entre essas pessoas, até um abraço chega a doer. Em entrevista a SAÚDE, outros especialistas no assunto afirmam que é cedo para dizer quanto a descoberta vai mudar o que já se sabe sobre o transtorno. Mas há certa convicção de que ela representa uma nova peça no complexo quebra-cabeça que forma essa síndrome.

Atletas – A importância dos minerais

Ao lado das vitaminas, essas substâncias são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas do corpo

O consumo adequado de energia, macronutrientes (proteínas, carboidratos e lipídeos) e de micronutrientes (vitaminas e minerais) é fundamental para a manutenção da performance, da composição corporal e da saúde dos indivíduos.

As vitaminas e os minerais participam de processos celulares relacionados ao metabolismo energético, contração, reparação e crescimento tecidual e muscular; defesa antioxidante, resposta imune , ritmo cardíaco, condução do impulso nervoso, transporte de oxigênio e saúde óssea. Apesar de sua relativa escassez na dieta e no organismo, os minerais, juntamente com as vitaminas, são os principais reguladores da saúde e das funções orgânicas.

As necessidades de minerais podem ser atendidas por uma dieta variada e equilibrada, através de um “prato colorido”. Os sais minerais são substâncias inorgânicas, ou seja, não podem ser produzidos por seres vivos. Os mais conhecidos :

MINERALRECOMENDAÇÕESFONTE ALIMENTARFUNÇÃO
Cálcio1000 mgLeite, iogurte, queijos, peixes, gema do ovo, hortaliças verdes,
gergelim e feijão
– Formação de tecidos, ossos
e dentes;
– age na coagulação do sangue e na oxigenação dos tecidos;
– combate as infecções e mantém o equilíbrio de ferro no organismo.
Cromo35 mg – homens 
25mg – mulheres
Frutos do mar, carne, cereais
integrais, nozes e grãos
– Atua no metabolismo da glicose e das gorduras.
– Possui atividade farmacológica notável a nível da tolerância da glicose nos tecidos humanos.
Cobre900 ugFrutos do mar, cereais integrais, curry, fígado e
gérmen de trigo
– Formação do sangue e dos ossos
– liberação de energia dos alimentos
– produção de melanina
– faz parte da enzima antioxidante superóxido dismutase.
Flúor4 mg – homens
3mg – mulheres
Água potável fluoretada– Forma ossos e dentes
– previne dilatação das veias
– cálculos da vesícula e paralisia
Iodo150 ugSal iodado, frutos do mar (como peixes, moluscos e e crustáceos), leite, verduras folhosas e frutas– Necessário para a produção do hormônio da tireoide.
– envolvido na taxa de metabolismo, crescimento e reprodução.
Ferro8 mg – homens
18 mg – mulheres
Gema de ovo, fígado, carnes e vísceras de cor vermelha, leguminosas, vegetais verdes e folhosos– Formação da hemoglobina;
– atua como veiculador do oxigênio para todo o organismo
Magnésio420 mg homens
320mg mulheres
Gérmen de trigo, nozes, damasco, tofu, água de coco, camarão, cereais integrais, soja, acelga, quiabo– Atua na formação dos tecidos, ossos e dentes
– ajuda a metabolizar os carboidratos;
– controla a excitabilidade neuromuscular
Manganês2,3 mg – homens
1,8 mg – mulheres
Cereais integrais, castanhas, nozes, chás, avelã, soja, tofu e vegetais verdes folhosos– Importante para o crescimento
– intervém no aproveitamento do cálcio, fósforo e vitamina B1
Molibdênio
45 ugGérmen de trigo, feijão, vegetais verdes folhosos, fígado e cereais integrais– Participa de varias enzimas,
– metabolismo do DNA e de mecanismos de excreção de ácido úrico
Fósforo700 mgLeite, peixe, fígado, ovos e feijão– Atua na formação de ossos e dentes;
– indispensável para o sistema nervoso e o sistema muscular
– junto com o cálcio e a vitamina D, combate o raquitismo
Selênio55 ugCereais integrais, castanha do Pará, frutos do mar, semente de girassol, carne e algasFunção antioxidante
Zinco11 mgPão integral, frutos do mar, feijão, carne magra, semente abóbora, nozes, leite, iogurte e queijo– Atua no controle cerebral dos músculos
– ajuda na respiração dos tecidos
– participa no metabolismo das proteínas e carboidratos
– necessário para a ação de enzimas
– saúde do sistema imunológico
– maturação sexual masculina
– crescimento e formação de tecidos
Potássio
4,7 gFrutas secas, frutas frescas, banana, cítricas, vegetais crus ou cozidos, vegetais verdes folhosos e batata– Manutenção do líquido intracelular,
– contração muscular,
– condução nervosa,
– freqüência cardíaca,
– produção de energia
– síntese de proteínas e ácidos nucléicos.
Sódio
1,5 gSal de cozinha, carnes e produtos com base de carne, embutidos, queijos, bacon, sopa, vegetais enlatados, pão e cereais matinais– Equilibra os líquidos corporais,
– juntamente com o potássio e cloreto,
– manutenção do equilíbrio ácido básico,
– excitabilidade de músculos
– controla a pressão osmótica.

* A Ingestão Diária Recomendada (IDR) ou Referência de Ingestão Diária (RID) do inglês Reference Daily Intake (RDI) é o nível de ingestão diária de um nutriente que é considerado suficiente para atender as exigências de 97-98% de indivíduos saudáveis em todos os lugares dos Estados Unidos (onde foi desenvolvido, mas desde então tem sido utilizado em outros lugares).

Cristiane Perroni é nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em Obesidade e Emagrecimento. Tem especialização
em Nutrição Clínica pela UFF e trabalha com consultoria e
assessoria na área de nutrição.

Qual o papel do sono na imunidade?

Enquanto dormimos, nosso organismo realiza ajustes essenciais para o bom funcionamento das nossas defesas naturais. Conheça os detalhes de como o sistema imunológico se beneficia daquele merecido descanso.

Por: https://saude.abril.com.br/

Manter o sistema imunológico em forma dá trabalho. Muita energia é gasta para que a patrulha de células que compõem suas defesas permaneça a postos. Agora pense: qual é o momento ideal para realizar os ajustes nesse sistema e mantê-lo em operação? Nota dez a quem pensou nas horas de descanso noturno. Dormir bem é um fator crucial, pois durante esse período a imunidade se refaz.

Na contramão, quem fica as noites em claro não desenvolve uma proteção confiável. O pouco tempo no colchão faz subir a liberação de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse. “Em excesso, essa substância diminui a reação de defesa”, ensina a ginecologista Helena Hachul, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Um estudo conduzido na instituição paulista apontou que a privação de sono corta pela metade a produção de anticorpos de pessoas que tomaram a vacina contra a hepatite A. Outro artigo, assinado por experts da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que o risco de ficar resfriado é 4,5 vezes maior em sujeitos que cochilam por menos de cinco horas por dia. A conclusão é taxativa: descansar entre sete e oito horas com a cabeça no travesseiro turbina a imunidade.

O relógio faz diferença

Na pesquisa americana, 164 voluntários registraram as horas de sono durante uma semana. Depois, foram isolados em um hotel por cinco dias, onde travaram contato com o rinovírus, causador do resfriado. Aqueles que dormiam menos tempo acabaram mais doentes – sinal de que o sistema imune não estava treinado para rechaçar a ameaça.

Imunidade x Treino

Todo atleta é saudável, certo? Errado!

Por: Dr. Thiago Ferreira

O alto rendimento, a alta intensidade nos treinos e a necessidade de resultados faz com que os atletas profissionais (e os que buscam o profissionalismo) exponham seus corpos a condições extremas de desgaste, provocando alterações em vários sistemas do organismo, favorecendo assim o aparecimento de quadros infecciosos e lesões.

Não existe, portando, alto rendimento sem algum prejuízo para o corpo.

Muito se fala sobre os benefícios do exercício físico sobre o sistema imunológico, mas como isso acontece?

Bom, primeiramente vamos entender o sistema imunológico. Ele é dividido basicamente em 2 partes, chamadas de:

– Sistema imunológico celular: Formado pelas células de defesa, onde as principais são os linfócitos (B e T), os macrófagos e as células natural killer.

Nesse sistema, os microrganismos estranhos ao nosso corpo são captados, degradados e apresentados às células de defesa, que produzem uma resposta específica contra cada um.

– Sistema imunológico humoral: Formado por citocinas e anticorpos.

Nesse sistema, as citocinas são responsáveis pela sinalização dos processos inflamatórios e infecciosos enquanto os anticorpos são produzidos pelos plasmócitos (linfócitos B modificados), especificamente contra o agente agressor identificado.

O exercício físico parece interferir e modificar o número e a ação das células de defesa. Pessoas que treinam regularmente têm menor probabilidade de desenvolverem doenças que atingem as vias respiratórias, quando comparadas a pessoas sedentárias. Por outro lado, pessoas que se exercitam acima das próprias capacidades apresentam o mesmo risco ou até mais de desenvolverem tais doenças, quando comparadas aos sedentários. Essa situação é chamada de overtraining e infecções como resfriados, sinusites e otites podem ser o primeiro sinal que alguma coisa está errada com o treino ou com a recuperação. Outros sinais perceptíveis de overtraining são: queda do desempenho nas competições, incapacidade de manter as cargas de treino, fadiga persistente, dificuldade de dormir e alteração do humor.

O aumento do número de linfócitos pode ser observado em treinos intensos, com baixa duração. Esse aumento parece ter relação com a liberação de adrenalina durante o exercício mas não se mantém após o término da atividade. Normalmente após 1 hora do fim da atividade física, o número de linfócitos volta ao normal.

Em atividades de longa duração, essa queda pós atividade é mais intensa, levando a uma diminuição do número de linfócitos a um valor inferior ao do início do exercício e essa queda pode se manter por até 24 horas, em alguns casos. Essa maior queda parece ter relação com a liberação de cortisol e também com a falta de glutamina, consumida pelo exercício.

Já as células natural killer também têm o seu número aumentado durante o início da atividade física, porém a sua atividade continua aumentada por mais tempo do que a dos linfócitos, após o fim do treino.

As imunoglobulinas circulantes no sangue não têm a sua concentração alterada pelo exercício. Porém, as imunoglobulinas presentes na saliva, na lágrima e na mucosa oral, principalmente um subtipo chamado IgA, têm as suas concentrações diminuídas após atividades longas, executadas em nível intenso ou extenuantes. Isso torna-se um problema para os atletas pois normalmente essas imunoglobulinas fazem parte da primeira barreira imunológica contra infecções.

Outras células de defesa, chamadas de polimorfonucleares, têm um aumento após o início do exercício e, quando este se prolonga por mais do que 30 minutos, um segundo pico de polimorfonucleares acontece entre 2 a 4 horas após o fim do treino.

Desta forma, quando a atividade física é programa e adequada ao indivíduo, o seu efeito é benéfico para o corpo. Treinos com intensidade moderada ou curtos com alta intensidade, promovem estimulação do sistema imunológico, além de promoverem relaxamento  e sensação de bem estar física e psicológica. Esse efeito benéfico tem relação principalmente com o aumento do número de linfócitos circulantes, que pode durar por até 24 horas após o treino.

Além do exercício programado, a dieta, o controle do peso corporal e o descanso (sono), são fundamentais para o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Por: http://www.danichristoffer.com/blog

A prática de atividade física intensa, seja para atletas profissionais ou amadores, pode trazer algumas patologias, é o corpo reagindo à baixa imunidade.

Segundo a Endocrinologista e parceira do Blog Dra. Saliha Mello, “Não existe sinal ou sintoma específico de imunidade baixa. O que se costuma ver na prática clínica diária são indivíduos aparentemente saudáveis, ou seja, sem nenhuma doença crônica, mas que apresentam infecções de repetição, como resfriados, gripes, sinusite, pneumonia, entre outros. Na mulher as principais queixas relacionadas à queda da imunidade são a candidíase vaginal, (um desequilíbrio da própria flora vaginal da mulher) e infecção urinária. Herpes vírus também é comum nesses casos. Além da queda de cabelo, cansaço inexplicável, unhas quebradiças”.

Como são sintomas encontrados em diversas outras patologias (doenças), precisamos que um médico avalie se são resultado mesmo de uma imunodeficiência ou outra coisa. E nada de se automedicar, sem saber!

Mas o que será que fazemos de errado? Quais as causas da baixa imunidade? Dra. Saliha explica que nem sempre somos culpados, ela pode ocorrer como resposta do corpo à doenças crônicas como diabetes, lupus e o seu tratamento, HIV, doenças reumatológicas em geral, câncer e quimioterapia, o estresse emocional, má alimentação, privação de sono, abuso de álcool e uso de outras drogas ou simplesmente pelo excesso de exercícios físicos.

Mas calma, praticar esportes por si só não vai baixar sua imunidade, o excesso de treino e de atividades físicas em geral isso sim, pode contribuir para uma queda no sistema de defesa do organismo.

Por isso a queda de imunidade é mais observada em atletas de alta performance, como maratonistas e triatletas. Mas nada impede que praticantes de outras modalidades também possam ter, em algum momento, uma imunodepressão.

Imunidade Baixa

Os corredores de curta distância geralmente não precisam se preocupar. No entanto, os de longas distâncias, que correm meia maratona ou uma maratona inteira, por exemplo, já precisam ficar alertas aos sinais do corpo.

“O que acontece é que, seja qual for o exercício físico, ele vai causar uma ruptura das fibras musculares, que serão regeneradas posteriormente durante o repouso. No caso dos corredores de longa distância, que se exercitam em alta intensidade por um longo período, essa degradação das proteínas dos músculos é muito maior. Além disso, o gasto energético também é alto e grande parte do metabolismo do corpo se volta para regenerar e suplementar através do sangue aquela musculatura”.

Resumindo:

Degradação de proteínas em grande quantidade + Falta de suprimento energético para músculos + Ausência de proteínas para produção de anticorpos = Queda da imunidade.

Mas saiba que a alimentação pode ser uma grande aliada nesses casos. Será que a sua dieta está adequada à quantidade de exercícios que você faz? Principalmente em macro e micronutrientes?

Um corpo saudável precisa de muitos nutrientes para manter suas funções vitais. Não existe mágica! Seguindo este raciocínio, você pode incluir na sua dieta alguns alimentos como:

  • Alho, frutas cítricas, brócolis (que contém vitaminas B e D e glutamina);
  • Açaí, oleaginosas (amêndoas e nozes) e goji berry;
  • Chás Verde, Branco ou Preto (que possuem flavonóides e isoflavonóides que combatem os radicais livres do organismo);
  • Espinafre (que além de possuir antioxidantes também é rico em vitamina C);
  • Melancia e frutas vermelhas em geral (que possuem glutationa, que é uma substância potente no estímulo do sistema imune);
  • Além de alguns suplementos para garantir uma menor degradação muscular ou uma regeneração das fibras mais rápida (sugestão de suplementos: BCAA, arginina, Whey, dentre outros).

Não se esqueça de fazer um checkup com o seu médico e avisar da frequência das doenças, para que ele possa investigar as causas e tratar o foco do problema.

Quanto a pratica de atividade física, o corpo precisa, quer e gosta! Mas se ficar doente ou estiver cansado, respeite seu corpo! Hora de descansar e repousar é tão importante quanto malhar! Não ultrapasse os próprios limites. Seu corpo pode estar tentando se livrar de uma doença, se você não o respeita, a infecção mal curada pode se transformar numa doença crônica, séria e perigosa.

O ideal é ficar sempre atento ao que o corpo está dizendo!

Controle a ansiedade com essas técnicas respiratórias

Quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios

Por: PROTESTE MINHA SAÚDE

O Brasil é o país mais ansioso e deprimido da América Latina, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ao todo, 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático. A boa notícia, contudo, é que a ansiedade pode ser controlada de forma simples. Continue lendo e descubra como aliviar a ansiedade em qualquer lugar.

O ato de respirar pode parecer uma tarefa muito simples. Porém, muitas vezes não reparamos na forma como estamos respirando. Sabemos que o corpo naturalmente se encarrega de nos manter respirando e vivos. No entanto, quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios. Ao dedicarmos tempo à isso, o ato de respirar produz prazer, alivia a ansiedade e nos deixa mais equilibrados. O site Psicologias do Brasil divulgou quatro técnicas de respiração que podem ajudar a viver melhor.

Como aliviar a ansiedade com a respiração

Diafragma respiratório

O diafragma é a parte essencial na maioria das técnicas de respiração. Por isso, precisamos senti-lo e aprender como estimulá-lo.

  • Coloque uma mão no abdômen e outra no peito.
  • As costas devem estar retas.
  • Respire fundo pelo nariz.
  • A área que deve inchar é o diafragma (o abdômen) e não o peito.
  • Em seguida, expire pela boca de maneira sonora.
  • O ideal é fazer entre 6 ou 10 respirações lentas por minuto

Respiração alternada pelas narinas

Esta é uma das técnicas de respiração mais conhecidas. Além disso, é ideal para reduzir a ansiedade, relaxar e promover melhor concentração no dia a dia. Ela pode parecer complicada no começo, mas assim que automatizarmos os passos, começamos a sentir os benefícios.

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