Controle a ansiedade com essas técnicas respiratórias

Quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios

Por: PROTESTE MINHA SAÚDE

O Brasil é o país mais ansioso e deprimido da América Latina, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ao todo, 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático. A boa notícia, contudo, é que a ansiedade pode ser controlada de forma simples. Continue lendo e descubra como aliviar a ansiedade em qualquer lugar.

O ato de respirar pode parecer uma tarefa muito simples. Porém, muitas vezes não reparamos na forma como estamos respirando. Sabemos que o corpo naturalmente se encarrega de nos manter respirando e vivos. No entanto, quando prestamos atenção na respiração e a trabalhamos de forma consciente e focada, podemos obter inúmeros benefícios. Ao dedicarmos tempo à isso, o ato de respirar produz prazer, alivia a ansiedade e nos deixa mais equilibrados. O site Psicologias do Brasil divulgou quatro técnicas de respiração que podem ajudar a viver melhor.

Como aliviar a ansiedade com a respiração

Diafragma respiratório

O diafragma é a parte essencial na maioria das técnicas de respiração. Por isso, precisamos senti-lo e aprender como estimulá-lo.

  • Coloque uma mão no abdômen e outra no peito.
  • As costas devem estar retas.
  • Respire fundo pelo nariz.
  • A área que deve inchar é o diafragma (o abdômen) e não o peito.
  • Em seguida, expire pela boca de maneira sonora.
  • O ideal é fazer entre 6 ou 10 respirações lentas por minuto

Respiração alternada pelas narinas

Esta é uma das técnicas de respiração mais conhecidas. Além disso, é ideal para reduzir a ansiedade, relaxar e promover melhor concentração no dia a dia. Ela pode parecer complicada no começo, mas assim que automatizarmos os passos, começamos a sentir os benefícios.

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Prevenção do câncer de mama: evite alimentos embutidos

Nova pesquisa relaciona consumo de alimentos embutidos ao câncer de mama; OMS já havia colocado-os na lista de fatores de risco.

Por: PROTESTE

Os alimentos embutidos, como salsicha e bacon, há tempos são mal vistos pelos médicos, principalmente os oncologistas. Há cerca de dois anos, a Organização Mundial da Saúde colocou-os na lista de fatores de risco para o câncerNo entanto, agora os cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, foram além. E identificaram há que uma relação entre esses alimentos e o câncer de mama. A notícia foi publicada no site Saúde, da editora Abril.

O estudo foi feito com base em informações de mais de 262 mil mulheres, entre 40 e 69 anos. No experimento, o consumo de apenas 9 gramas de embutidos ao dia (cerca de três fatias de salame) aumentou em 21% a probabilidade de câncer de mama.

“É um risco pequeno, bem menor do que o registrado para câncer de intestino“, compara Renato Cagnacci, cirurgião oncológico do Departamento de Mastologia do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Porém, vale notar também que a quantidade de embutido considerada perigosa foi baixa.

“O resultado do trabalho sugere que é melhor nem comer esse tipo de alimento”, diz Cagnacci. Se não der para resistir, o médico recomenda deixar apenas para ocasiões especiais.

O que são os embutidos?

De acordo com a nutricionista Thais Manfrinato Miola, do A.C.Camargo, a carne processada é aquela que passa por uma transformação com fermentação ou sal, podendo ser curada ou defumada. Dessa forma, as substâncias usadas no processo são capazes de predispor ao câncer.

Alguns dos alimentos com essas características são:

  • Salsicha
  • Bacon
  • Salame
  • Presunto
  • Linguiça
  • Peito de peru
  • Rosbife
  • Mortadela
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Couve pode deixar seu cérebro 11 anos mais jovem

Por: Minha Vida

Além de ter a função anti-inflamatória, o consumo diário da verdura também faz bem para o cérebro.

Os benefícios da couve a tornaram a queridinha das dietas: a verdura tem ação anti-inflamatória, cicatrizante, ajuda na absorção do cálcio e na desintoxicação. Para melhorar, um recente estudo realizado pela Universidade de Rush, nos Estados Unidos, descobriu que a verdura também é excelente para o cérebro.

O estudo mostra que apenas uma porção diária de folhas verdes escuras, como a couve, pode ajudar no rejuvenescimento cerebral. A pesquisa foi realizada com 950 idosos e monitorou a alimentação e a atividade cerebral dos participantes por um período entre dois a dez anos.

Foi descoberto que os voluntários que comiam folhas verdes mais escuras todos os dias tinham uma conservação da saúde mental de até 11 anos em comparação com aqueles que não consumiam estes alimentos. Os resultados não incluíram fatores que poderiam afetar a saúde mental, como o nível de escolaridade, prática de exercícios ou histórico familiar de demência.

Confira algumas receitas saudáveis com couve para incluir no seu cardápio:

– Torta rápida de frango cremosa com massa de couve

– Suco de couve estimulante

– Suco de couve estimulante

– Sopa de abóbora com couve e carne seca

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Anvisa: proiba imediatamente o glifosato no Brasil!

O glifosato é o agrotóxico mais usado no mundo. Desenvolvido originalmente pela Monsanto em 1970, o herbicida é hoje classificado pela OMS como provavelmente cancerígeno. 

Em 2008, a Anvisa iniciou no Brasil um processo de reavaliação do glifosato, com objetivo de, à luz dos novos estudos científicos, verificar se o produto segue atendendo a legislação brasileira. Agora, 11 anos depois, a agência apresentou um parecer favorável à manutenção do produto no mercado brasileiro, com algumas pequenas restrições. Entre elas, estão a proibição da venda de glifosato concentrado para jardinagem amadora, e outra polêmica, que propõe o rodizio de trabalhados nas atividades de aplicação com trator.

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida se posiciona contra o parecer da Anvisa, e ressalta a necessidade do banimento imediato do glifosato no Brasil pelos seguintes motivos:

  • Em 2015 a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde, classificou o glifosato como provável cancerígeno humano do grupo 2A. A Lei brasileira proíbe o registro de agrotóxicos cancerígenos.
  • O glifosato contamina a água, ar, o solo e os animais.
  • Nos EUA, a Monsanto/Bayer já foi condenada em 3 ocasiões por vítimas de câncer provocado pelo glifosato. Na maior das condenações, o valor da reparação de danos chegou a U$ 2 bilhões. Há ainda cerca de 13.400 semelhantes tramitando.
  • Em 2017, após intensa discussão na Europa, o agrotóxico teve seu registro renovado por apenas 5 anos e não pelo tempo usual de 15 anos para moléculas com longo tempo no mercado, demonstrando que há dúvidas sobre a segurança do produto.
  • O glifosato é o principal herbicida associado às sementes transgênicas, e a existência de cada vez mais plantas resistentes leva a um uso sempre maior do produto.
  • Existem alternativas! Mais de 20.000 agricultores e agricultoras já produzem de forma orgânica no país; milhares de famílias que fizeram a transição agroecológica produzem alimento saudável, sem utilizar o glifosato ou qualquer outro agrotóxico.
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Alimentos funcionais: mais saúde no seu prato

Por: PROTESTE

Os alimentos funcionais são aqueles consumidos tanto por suas funções nutricionais quanto por serem benéficos para a saúde. Por isso, a PROTESTE selecionou uma série de dicas sobre o consumo destes alimentos que podem contribuir para redução de riscos de doenças.  

O fato é que esses nutrientes prometem atuar na redução do risco de doenças crônicas, como câncer, diabetes e mal de Alzheimer, além de problemas cardiovasculares, ósseos, inflamatórios e intestinais. Contudo, para você conseguir alcançar os benefícios desses alimentos, é preciso consumi-los regularmente.

Evite frituras e embutidos

O primeiro passo para beneficiar seu organismo é deixar mais de lado gorduras, frituras e embutidos. E montar um cardápio mais equilibrado, com frutas, grãos integrais, peixes, aves e legumes, já que são as principais fontes dos componentes ativos dos alimentos funcionais.

Observe, no entanto, que, se você estiver consumindo um alimento funcional com a intenção de controlar o colesterol, por exemplo, apenas terá bons resultados caso ele esteja associado a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.

Isso quer dizer que você deve evitar comer carnes à milanesa, peixe frito, salsicha, salaminho, mortadela, biscoitos, bolos industrializados e queijos amarelos.

Saiba ainda que, para ser considerado um funcional ou alegar propriedade funcional, o alimento deve conter alguns componentes essenciais. Por isso, você precisa ficar atento aos rótulos dos produtos nos supermercados, principalmente dos alimentos processados.

Os ácidos graxos (conhecidos como ômega 3 e ômega 6) – são muito benéficos à nossa saúde. Eles ajudam a reduzir danos vasculares, evitando a formação de coágulos (causadores de trombose) e depósitos de gordura nas artérias, diminuindo o colesterol total e ainda desempenhando um importante papel em alergias e processos inflamatórios.

Você pode encontrar os ácidos graxos com facilidade em óleos vegetais (azeite e óleos de soja, girassol e milho), oleaginosas (amêndoas e castanhas), peixes (atum, anchova, carpa, arenque, salmão e sardinha) frutos do mar, linhaça e cereais.

Da mesma maneira, as fibras solúveis contribuem para a diminuição do nível de colesterol, prevenindo doenças cardiovasculares, mas ainda protegem contra o câncer de intestino e agem contra a obesidade. Isso porque a saciedade provocada pelas fibras leva você a comer menos, o que colabora também para uma menor absorção de glicose.

As fibras insolúveis, por sua vez, estimulam o bom funcionamento intestinal, previnem a prisão de ventre e o câncer colorretal.

Os dois tipos de fibras são encontrados em cereais integrais (aveia, centeio, cevada e farelo de trigo), leguminosas (soja, feijão, ervilha e grão-de-bico), frutas consumidas com a casca, hortaliças e sementes. Mas, para que elas sejam eficazes, lembre-se de beber bastante água e outros líquidos.

Bactérias ajudam na digestão

Já quando você lê nos rótulos de iogurtes, leites ou outros produtos lácteos fermentados que eles possuem micro-organismos vivos, significa que são alimentos probióticos. Ou seja, ajudam no equilíbrio da flora intestinal, estimulam o crescimento de bactérias benéficas e, com isso, melhoram a digestão e reduzem o risco de tumores.

Vale ressaltar que partes de alimentos que não são digeridas e estimulam o crescimento desses micro-organismos benéficos no intestino grosso são chamadas de prebióticos. Eles regulam, principalmente, a flora intestinal e são encontrados numa grande variedade de vegetais, bactérias e fungos.

No que se refere aos alimentos antioxidantes, saiba que eles ajudam a reduzir os danos provocados pelos radicais livres em nosso corpo, que desencadeiam, por exemplo, os processos cancerígenos. Essas substâncias são conhecidas como compostos fenólicos, tendo sido associadas ao menor risco cardiovascular.

Os tipos encontrados na uva, no vinho tinto e na maçã aumentam o colesterol bom, o HDL, e reduzem o risco de entupimento das artérias. Já quando presentes no açaí, na uva, na jabuticaba e na amora, podem evitar cânceres e algumas alergias, assim como combater inflamações e prevenir doenças cardíacas.

Em sementes de leguminosas (soja, ervilha e amendoim), aliviam sintomas da tensão pré-menstrual (TPM)e da menopausa. E ainda ajudam na diminuição do risco de algumas doenças, especialmente em mulheres, como a osteoporose e o câncer de mama.

Fique atento ainda a outros importantes antioxidantes, que são os carotenoides. Entre eles, você pode encontrar o betacaroteno em abóbora, cenoura, mamão, manga e couve, por exemplo, que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovasculares e atua também na saúde da visão.

Já o licopeno – presente no tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia e beterraba – age na prevenção do câncer de próstata e reduz os níveis de colesterol.

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Depressão: sintomas, causas, tratamento e teste

Por: Minha Vida

O que é Depressão?

A depressão (CID 10 – F33) é um distúrbio que gera uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem acabar em pensamentos suicidas.

Por isso, a depressão precisa de um acompanhamento médico, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

A depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pela doença. (1)

Tristeza ou Depressão

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, onde a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias. Já a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve (CID 10 F33.0), moderada (CID 10 – F33.1) e grave (CID F33.2).

Como identificar o início de uma depressão?

Geralmente a pessoa pode apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Medos que antes não existiam
  • Dificuldade de concentração
  • Perda ou aumento de apetite
  • Alto grau de pessimismo
  • Indecisão
  • Insegurança
  • Insônia
  • Falta de vontade em fazer atividades antes prazerosas
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade
  • Raciocínio mais lento
  • Esquecimento
  • Ansiedade
  • Angústia.

Além disso, o indivíduo pode apresentar alguns sintomas físicos que os médicos não conseguem encontrar causas aparentes, como:

  • Dores de barriga
  • Má digestão
  • Azia
  • Constipação
  • Flatulência
  • Tensão na nuca e nos ombros
  • Dores de cabeça
  • Dores no corpo
  • Pressão no peito.

Estes são alguns dos indícios da depressão. Mas, se houver dúvida, procure um especialista para ter um diagnóstico e tratamento corretos. Não tenha medo ou vergonha de expressar o que realmente está sentindo e vivenciando, pois esses profissionais irão se basear nestes dados para poderem prescrever um tratamento e a partir daí, o paciente voltar a ter qualidade de vida, com alegria e bem estar.

Relação entre o suicídio e a depressão

O suicídio e depressão são muito relacionados. Contudo, nem todas as pessoas que apresentam um transtorno depressivo têm o risco de cometer suicídio.

A tendência a tirar a própria vida está relacionada a alguns fatores, sendo os mais importantes os seguintes:

  • A gravidade do quadro depressivo: nos quadros depressivos graves, a porcentagem de tentativa de suicídio é muito mais elevada
  • O uso de álcool e drogas: que podem causar estados depressivos pós uso e são extremamente graves, pois potencializam estados depressivos já existentes
  • Situações existenciais pessoais com uma somatória de fatores: idade, presença de uma doença crônica ou terminal, desesperança
  • Presença de traumas psicológicos como os abusos sexuais infantis.

Qualquer pessoa que tenha um agravamento muito severo de um quadro depressivo, a ponto de não querer mais viver (mesmo que não mencione se matar), é um candidato em potencial ao suicídio.

A depressão é uma doença multicausal e bastante complexa. Vários são os fatores que podem agravá-la a ponto de levar uma pessoa a tirar a própria vida:

  • A dificuldade ou recusa em buscar ajuda ou tratamento: a doença vai tendo uma evolução progressiva levando o indivíduo à total falta de energia
  • Doenças orgânicas: Parkinson, algumas doenças reumáticas, alguns tipos de tumores, entre outras doenças, podem produzir como consequências físicas e psíquicas um estado depressivo muito intenso.
  • Situações de perda muito intensas, que produzam uma verdadeira ruptura de valores do indivíduo. É como se ele perdesse (ou fosse perder) tudo que significa ou dá sentido a sua vida. Não tendo outros valores para continuar vivendo, tira sua vida. (2)

Relação entre depressão e ansiedade

Muitas vezes, a depressão e ansiedade estão intimamente ligadas. Os sintomas se associam, e potencializam o mal-estar.

Teste de depressão

O diagnóstico da depressão deve ser feito por um especialista. Entretanto, é possível reconhecer alguns sintomas em si mesmo, para saber se está na hora de buscar ajuda médica. 

Tipos

Tipos de depressão

Existem diversos tipos de distúrbios de depressão. Os mais comuns são:

Episódio depressivo

Um episódio depressivo costuma ser classificado como um período de tempo em que a pessoa apresenta uma alteração em seu comportamento, passando por um episódio depressivo apresenta sintomas da síndrome depressiva, como (3):

  • Humor deprimido
  • Falta de energia
  • Falta de iniciativa e vontade
  • Falta de prazer
  • Alteração do sono
  • Alteração do apetite
  • Lentificação do pensamento
  • Lentificação motora.

Estes quadros tendem a ter uma duração mais curta, de até seis meses, sem uma intensificação dos sintomas.

Depressão profunda (Transtorno depressivo maior)

Se uma pessoa começa a ter quadros depressivos recorrentes ou mantém os sintomas de depressão por mais de seis meses com uma intensificação do quadro, pode-se considerar que ela esteja passando por uma depressão profunda (ou transtorno depressivo maior).

Normalmente o transtorno depressivo maior é um quadro mais grave e também tem grande relação com a herança genética. Nele há uma mudança química no funcionamento do cérebro, que pode ser desencadeada por uma causa física ou emocional.

Depressão bipolar

As fases de depressão dentro do transtorno bipolar também são consideradas um subtipo de depressão. Os sintomas apresentados na fase de depressão são os mesmos de um episódio depressivo. Já nas fases de euforia, o paciente pode apresentar sintomas como (4):

  • Agitação
  • Ocupação com diversas atividades
  • Obsessão com determinados assuntos
  • Aumento de impulsividade
  • Aumento de energia
  • Desatenção
  • Hiperatividade.

Distimia

Distimia é uma forma crônica de depressão, porém menos grave do que a forma mais conhecida da doença. Com a distimia, os sintomas de depressão podem durar um longo período de tempo – muitas vezes, dois anos ou mais.

O paciente com distimia pode perder o interesse nas atividades diárias normais, se sentir sem esperança, ter baixa produtividade, baixa autoestima e um sentimento geral de inadequação. As pessoas com distimia são consideradas excessivamente críticas, que estão constantemente reclamando e são incapazes de se divertir. 

Depressão atípica

Normalmente os quadros de depressão costumam ser melancólicos, em que o paciente apresenta principalmente tristeza e pensamentos de morte, desesperança e inutilidade. A depressão pode ser atípica quando há predomínio de falta de energia, cansaço, aumento excessivo de sono e o humor apático.

Depressão sazonal

O maior exemplo de depressão sazonal são os episódios de tristeza relacionados ao inverno, que ocorrem devido à baixa exposição à luz solar.

Existem outros tipos de depressões sazonais, ligadas às épocas do ano, por exemplo, durante as festas de final de ano onde os níveis de estresse acabam aumentando.

Fique atento com períodos de tristeza de desânimo que acontecem em períodos épocas específicas – sempre que está frio ou sempre próximo de uma data específica, por exemplo.

Depressão pós-parto

depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto. 

Depressão psicótica

A depressão psicótica alia os sintomas de tristeza a outros menos típicos, como delírios e alucinações. Este é considerado um tipo de depressão grave, mas costuma ser raro. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolvê-lo, e não só quem tem histórico de psicoses na família.

Causas

A depressão é na realidade uma ampla família de doenças, por isso denominada Síndrome. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos

O que provoca a depressão?

Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Veja a seguir, alguns fatores que podem aumentar as chances de desenvolver a depressão:

  • Abuso: Sofrer abuso físico, sexual ou emocional pode aumentar a vulnerabilidade psicológica, agravando as chances de desenvolver a depressão
  • Medicações específicas: Alguns elementos químicos, como a Isotretinoína (usada para tratar a acne), o antiviral interferon alfa, e o uso de corticóides,podem aumentar o risco de desenvolver depressão
  • Conflitos: A depressão em alguém que já tem predisposição genética para a doença, pode ser resultado de conflitos pessoais ou disputas com membros da família e amigos
  • Morte ou perda: A tristeza ou luto proveniente da morte ou perda de uma pessoa amada, por mais que natural, pode aumentar os riscos de desenvolver depressão
  • Genética: Um histórico familiar de depressão pode aumentar as chances de desenvolver a doença. É de conhecimento científico que a depressão é complexa, o que significa que podem haver diversos genes que exercem pequenos efeitos para o surgimento da doença, ao invés de um único gene que contribui para o quadro clínico
  • Eventos grandiosos: Eventos negativos como ficar desempregado, divorciar-se ou se aposentar podem ser prejudiciais. Porém, até mesmo eventos positivos como começar um novo emprego, formar-se ou se casar podem ocasionar a depressão. Entretanto, é importante reiterar que a depressão não é apenas uma simples resposta frente à momentos estressantes do cotidiano
  • Outros problemas pessoais: Problemas como o isolamento, causado por doenças mentais, ou por ser expulso da família e de grupos sociais, também podem contribuir para o surgimento da depressão
  • Doenças graves: Às vezes, a depressão pode coexistir com uma grande doença, como por exemplo, o câncer. Ou então, pode ser estimulada pelo surgimento de um problema de saúde
  • Abuso de substâncias: Aproximadamente 30% das pessoas com vícios em substâncias apresentam depressão clínica ou profunda.

Sintomas

Sintomas de Depressão

São sintomas de depressão:

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.

A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio

Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo

Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento

Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido

Perda ou aumento do apetite e do peso

Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)

Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

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Imagem: Minha Vida
Imagem: Minha Vida

Sintomas físicos da depressão

Além dos sintomas emocionais, a depressão também dá sinais físicos. Para entender quais são eles, e como se manifestam, confira nosso conteúdo sobre o assunto.

Diagnóstico e Exames

Fatores de risco

Alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão (5):

  • Neurotransmissores alterados
  • Fatores genéticos
  • Doenças crônicas
  • Eventos traumáticos na infância ou mesmo vida adulta
  • Abuso de substâncias, como álcool, cigarro e drogas ilícitas
  • Medicamentos e seus efeitos colaterais
  • Acúmulo de estresse

Sintomas

Buscando ajuda médica

É perfeitamente normal sentir-se triste, chateado ou infeliz com situações estressantes da vida. Contudo, pessoas com depressão experimentam essas sensações constantemente durante por anos. Isso pode interferir nos relacionamentos, trabalho e atividades diárias.

Se você apresenta os sintomas de depressão e acredita que isso esteja atrapalhando duas atividades e modo de vida, busque ajuda. Se não tratada efetivamente, a depressão pode progredir para algo mais grave, como as tentativas de suicídio. (6)

Como perceber que uma pessoa com depressão pode estar próxima do suicídio?

Geralmente a pessoa manda uma série de sinais através do comportamento, mas que nem sempre são percebidos ou então não são levados a sério. Qualquer pessoa que tenha um agravamento muito severo de um quadro depressivo, a ponto de não querer mais viver (mesmo que não mencione se matar), é um candidato em potencial ao suicídio. Se nessa situação falar que quer morrer deve ser levado a sério, pois muitos que ameaçam o suicídio realmente fazem a tentativa, às vezes não por vontade de se suicidarem propriamente, mas simplesmente por estarem cansados de viver.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a depressão são:

  • Clínico geral
  • Psiquiatra
  • Psicólogo.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas e o quão severos eles são?
  • Como estes sintomas impactam no seu dia a dia?
  • Você se sente deprimido na maior parte do dia?
  • Quando você começou a notar que estava depressivo?
  • Você já pensou em morte ou suicídio?
  • Seus sentimentos de depressão são ocasionais ou contínuos?
  • O que parece aumentar sua tristeza?
  • Você já passou por alguma experiência traumática?
  • Você tem ou já teve outras condições de saúde física ou mental?
  • Você usa algum medicamento?
  • Você tem histórico familiar de depressão?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para ansiedade, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável para minha depressão?
  • Existem outros fatores que podem estar piorando minha depressão?
  • Eu preciso ver outro médico ou um psicólogo/psiquiatra?
  • Que tipo de terapia pode me ajudar?
  • Medicamentos podem me ajudar?
  • Posso fazer algum tipo de terapia complementar?
  • Além do tratamento, o que posso fazer para ajudar a diminuir minha depressão?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Depressão

O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados, em como a pessoa se apresenta fisicamente e emocionalmente no momento e em uma breve análise do seu histórico de vida e familiar.

Além disso, a depressão é classificada de acordo com a sua intensidade – leve, moderada ou grave. (7) Portanto, o especialista precisa fazer uma avaliação para entender que condições podem estar levando você a ter depressão.

Exames

Para excluir a possibilidade de doenças físicas, podem ser pedidos exames como:

  • Exame físico durante a consulta
  • Exame de sangue
  • Exames neurológicos.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Depressão

Como se trata de uma família grande de “depressões” com múltiplas causalidades,; antes de se iniciar qualquer tratamento é necessário que seja feita uma investigação etiológica rigorosa.

Após o levantamento das causas envolvidas pode-se fazer um planejamento terapêutico adequado. Existem diversas “ ferramentas “ terapêuticas, e a medicamentosa é uma das mais importantes.

Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.

Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.

Depressão: Tenho depressão, e agora?

A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Psicoterapia

A terapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam a depressão, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Algumas abordagens são mais recomendadas, como:

– Psicanálise freudiana: O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. Esse tipo de terapia é indicada para pessoas que, mais do que simplesmente sanar um problema, estão atrás de descobrir a origem e a chave de suas questões e se conhecer mais.

– Psicanálise junguiana: Ela leva em consideração o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.

– Psicanálise lacaniana: Nessa abordagem há associação livre de palavras e é através da linguagem que chegamos ao núcleo do ser.

– Gestalt: É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações.

– Terapia cognitivo-comportamental: Mais conhecida como TCC, ela se foca em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. Funciona bem com fobias e com o tratamento do TOC (8).

Exercícios

Muitas pessoas procuram alternativas para acabar com os sintomas da depressão. Uma forma de ajudar no tratamento é inserir a prática de exercícios físicos na rotina.

Um estudo realizado pelo Centro Médico de Southwestern, na Universidade do Texas (EUA) (9), descobriu a prática de exercícios aeróbicos regulares pode reduzir os sintomas de depressão pela metade. De acordo De acordo com a pesquisa, o grupo que praticou exercícios aeróbicos cinco vezes por semana reduziu os sintomas em 47% após três meses de treinos. Já o grupo que se exercitava três vezes por semana melhorou seus sintomas em 30%.

A atividade física proporciona distração e convívio social, além de liberar substâncias como endorfina e serotonina, responsáveis por melhorar o humor. Praticar esportes, seja de curta ou longa duração, causa bem-estar mental e melhora psicológica na maioria das pessoas. Bastam 15 a 30 minutos de exercícios em dias alternados para sentir os efeitos positivos (10).

Depressão: Dicas para combater

Medicamentos para Depressão

Os medicamentos mais usados para o tratamento de depressão são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Depressão tem cura?

Desde que tenha sido realizado um diagnóstico correto que leve em consideração todos os fatores envolvidos, o que se pode esperar um uma melhora total do quadro depressivo. As expectativas são atualmente muito boas

Com os métodos de tratamento atuais, e principalmente com os fármacos de ultima geração, o prognóstico é realmente muito bom

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Pessoas depressivas há muito tempo e sem tratamento podem ter uma série de problemas como:

  • Baixas no sistema imunológico
  • Aumento dos processos inflamatórios
  • Cansaço extremo
  • Fraqueza
  • Insônia (ou sono de má qualidade)
  • Dificuldade para se concentrar
  • Problemas ou disfunções sexuais
  • Problemas digestivos
  • Isolamento social
  • Suícidio
  • Abuso de substâncias.

Convivendo/ Prognóstico

Além de seguir o tratamento à risca, alguns cuidados caseiros podem ajudar na recuperação de quem sofre com depressão:

12 alimentos para controlar a depressão

  • Leite e iogurte desnatado
  • Frutas
  • Laranja e maçã
  • Banana e abacate
  • Mel
  • Ovos
  • Carboidratos complexos
  • Carnes magras e peixes
  • Aveia e centeio
  • Folhas verdes
  • Soja.

Atitudes que ajudam no tratamento

Pratique exercícios físicos: A saúde da mente começa pelo corpo. O exercício físico libera endorfinas e aumenta os níveis de serotonina e dopamina, potencializando o efeito antidepressivo do tratamento. (11)

Mantenha a agenda em dia: Uma das principais manifestações da depressão é a falta de iniciativa e de vontade para realizar até mesmo tarefas cotidianas, como levantar-se da cama. Fazer uma agenda e programar o dia ajuda a dar motivação e compensar essa defasagem. (12)

Alimente-se bem: Comer demais ou simplesmente não comer é clássico de quem sofre de depressão. Mas manter a alimentação saudável é um passo importante para a recuperação.

Fuja do álcool: Embora a sensação inicial causada pelo álcool seja de relaxamento e euforia, o sentimento dura pouco. Depois que esse efeito passar, a pessoa precisará consumir mais álcool, existindo o perigo do abuso e até do vício

Volte a ver beleza nas pequenas coisas: Volte a observar as coisas simples do dia a dia, ou seja, tente admirar uma flor, o gosto de uma comida, apreciar uma caminhada de 10 minutos, olhar o pôr-do-sol, entre outras distrações. A depressão tira a atenção das coisas belas e prazerosas da vida, então você tem que reaprender a focar no que não consegue ver por causa da doença.

Ocupe-se com atividades divertidas: A partir do momento que as pequenas belezas da vida estiverem mais evidentes, fica mais fácil recomeçar a encarar atividades que um dia já foram divertidas. Se isso não parece animador, então procure novas diversões. Busque novidades, aprenda coisas novas e prazerosas, viaje, fuja das notícias ruins e das pessoas negativas.

Reconquiste uma boa noite de sono: Pessoas com depressão, geralmente, dormem demais ou não conseguem pegar no sono. Isso ocorre devido a alterações nos níveis de serotonina e noradrenalina, hormônios que regulam o sono. O problema é que o sono é essencial para o cérebro regular novamente esses hormônios e amenizar os efeitos da depressão. Se o problema for falta de sono é indicado exercícios de respiração, que relaxam e facilitam o adormecer. Se dormir demais for o problema recomenda-se pedir a alguém próximo que o desperte quando achar que você está passando da conta.

Aplicativos para gerenciar a depressão

Existem vários aplicativos que ajudam a controlar a depressão. Veja alguns a seguir, sempre lembrando que eles não substituem um bom acompanhamento médico:

Diário – Controle de Humor: o app possibilita ao usuário manter um diário privado sem que você precise digitar uma única linha. Nele é possível escolher seu humor e adicionar atividades que fez durante o dia. Assim você terá controle de tudo que fez durante o dia e criar padrões para se tornar mais criativo. Avaliado com 4,8 estrelas na Google Play.

5 famosos que têm depressão

Autoavaliação de depressão: Este aplicativo ajuda você a perceber as tendências depressivas em sua vida Responda as questões e descubra qual o seu provável nível de depressão. Avaliado com 4,4 estrelas na Google Play.

Cíngulo – Autoconhecimento: O app possui conteúdos, técnicas, áudios, vídeos e exercícios para que você possa cuidar da sua saúde emocional, onde e quando quiser. Avaliado com 4,9 estrelas na Google Play.

Aplicativos em inglês:

Pacifica – Stress & Anxiety: Este aplicativo ajuda a aliviar a ansiedade, estresse, depressão com base em Terapia Cognitiva-Comportamental e Meditação Mindfulness.

Prevenção

Prevenção

A prevenção da depressão pode ser feita com algumas medidas:

  • Exercícios físicos diários se possível
  • Técnicas de relaxamento
  • Rituais religiosos e religiosidade
  • Arte-terapia
  • Lazer
  • Qualidade de sono
  • Alimentação saudável e balanceada
  • Prevenção e cuidados de outras doenças físicas, se existirem.

Sociedade Brasileira de Psicologia

ABRATA – Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos

Referências

(1) Organização Mundial da Saúde (OMS).

(2) Psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes de Deus (CRM-SP 31.656), diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda (SP).

(3) Psiquiatra Diego Freitas Tavares (CRM: 145258) , pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP).

(4) Psiquiatra Mario Louzã, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha.

(5) Psicóloga Milena Gonçalves Lhano, pós-graduada em Milão na Itália.

(6) Fábio Roesler, psicólogo e Neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia “Dr Edgard Raffaeli”.

(7) Psicanalista Cristiane M. Maluf Martin.

(8) Psicóloga Priscila Gasparini, com especialização em neurologia e doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

(9) University Of Texas Southwestern Medical Center At Dallas. “UT Southwestern Researchers Study Benefit Of Exercise, Medication On Depression.” ScienceDaily. ScienceDaily, 5 February 2004. .

(10) Educador físico Fábio Miranda.

(11) Neurologista Thais Rodrigues (CRM: 110217), Diretora do Headache Center Brasil

(12) Adriana de Araujo, psicóloga e autora do livro “O Segredo Para Vencer a Depressão”

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Suporte Psicológico durante as Fases do Tratamento do Câncer

Qual a importância de um suporte psicológico durante as fases do tratamento do câncer para um paciente?

Náuseas, vômitos e queda de cabelo são sintomas comuns que pacientes apresentam durante um tratamento quimioterápico. Estes sempre foram considerados os maiores impactos que o tratamento traz para a vida dos pacientes.

Até que uma nova pesquisa apontou que o impacto social e psicológico de um tratamento contra o câncer pode ser muito mais forte do que o impacto físico. 

À luz deste assunto, hoje trouxe informações sobre a importância de se manter um acompanhamento cuidadoso do emocional e do psicológico de quem luta contra um câncer.

Quando o médico confirma o diagnóstico tudo muda.

Centenas de pensamentos começam a passar pela mente do paciente, e uma mistura de sentimentos e emoções muito intensos se misturam às outras centenas de questionamentos sobre o tratamento, sobre a nova rotina…sobre a vida.

Um tratamento contra o câncer não é uma batalha fácil. Ninguém foi preparado para saber lidar com um diagnóstico. Ninguém sabe o que sentirá até que, de fato, o sinta.

Enquanto cada indivíduo possa carregar em si uma maneira diferente de lidar com a notícia de um câncer, é inegável o benefício que um acompanhamento psicológico a partir desse ponto traz para a vida de todos os pacientes.

Passar por um câncer já é algo difícil para um adulto, agora imagine um adolescente ou mesmo uma criança. No caso de sobreviventes do câncer pediátrico, é necessário a ajuda de profissionais que saibam delimitar uma nova abordagem para os diferentes processos que a criança precisa passar. Leia mais sobre o assunto aqui. 

A importância do acompanhamento durante o tratamento

A rotina de cirurgias, radioterapia, quimioterapia e tantas outras provações durante um tratamento oncológico colocam à prova o estado físico e emocional dos pacientes – e de seus familiares, que o auxiliarão neste momento delicado.

Um acompanhamento psicológico cuidadoso auxiliará ao paciente e seus familiares a se adaptarem à esta nova realidade e a buscar maneiras de conviver melhor com essa rotina até que seja possível retornar ao antigo modo de vida pré-tratamento.

Nem sempre é fácil entender e processar o que está acontecendo. O cuidado com o aspecto psicológico é essencial, tanto para o paciente quanto para sua família.

O apoio psicológico oferece uma série de benefícios: um maior bem-estar emocional, um maior conhecimento e controle sobre as próprias emoções e sentimentos, alívio da pesada carga emocional atrelada a toda a situação.

Em 2017, foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO), um estudo acerca do impacto do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos.

Pacientes com diagnósticos recentes foram expostos à um programa de apoio psicológico durante as fases de seu tratamento. A análise demonstrou que o programa melhorou a qualidade de vida dos pacientes e reduziu os níveis percebidos de sofrimento.

Pacientes em estágios avançados da doença, inclusive aqueles com sinais de depressão, tiveram seus níveis de ansiedade e medo diminuídos graças ao acompanhamento. Nos que não apresentavam sintomas depressivos, o risco de desenvolver a condição foi reduzida.

Estas evidências demonstram que o tratamento contra o câncer deve ser global: o emocional, afetivo e psicológico dos pacientes deve ser levado em conta tanto quanto os impactos físicos.

O suporte deve continuar mesmo no pós-tratamento

Em outro estudo apresentado no encontro, pacientes que passaram por câncer de mama, intestino e melanoma e já haviam concluído o tratamento também foram incluídos em um programa de apoio.

Após cinco sessões de terapia, o grupo conseguiu reduzir consideravelmente o medo de recidiva do câncer, desenvolveu uma maior qualidade de vida e diminuição da sua ansiedade e angústia.

A verdade é que terminar um tratamento contra o câncer é um motivo a ser celebrado, de alegria e alívio.

Porém, outros sentimentos são comuns nesta fase: como a ansiedade, a insegurança e até o medo constante de um retorno da doença.

O medo da recidiva, em particular, não é irracional: até 70% dos pacientes relatam sentir medo de que o câncer retorne. Esse tipo de sofrimento não pode ser medido, diferente do sofrimento físico, mas está presente.

O retorno às atividades cotidianas de trabalho e de estudos também podem se mostrar estressantes, e pode ser que o paciente encontre dificuldades em traçar metas para seu futuro, em como administrar suas relações pessoais e interações sociais e até mesmo afetar o modo com que ele enxerga a própria saúde.

Poder falar sobre estas questões em um ambiente seguro é fundamental para que haja uma recuperação mais tranquila e agradável.

Por: Dra. Alessandra Morelle 

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O que é Tumor Cerebral, benigno, maligno, sintomas, tem cura?

Por: Minuto Saúdavel

Um tumor cerebral é caracterizado quando há formação de células anormais no cérebro. Elas se dividem de maneira muito rápida e descontrolada, trazendo consigo uma série de complicações. Quando se originam de células do próprio Sistema Nervoso Central são classificados como primários. Já quando vêm de outros tumores, são secundários.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou que surgiriam aproximadamente 9.090 (4.960 em homens e 4.130 em mulheres) novos casos de tumor cerebral nos anos de 2014 e 2015. Estima-se também que, em números gerais, isso significa que a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver um tumor cerebral maligno no seu período de vida é inferior a 1%.

As causas dos tumores cerebrais ainda são desconhecidas, porém, dentre os seus fatores de risco, a hereditariedade é um dos principais em conjunto com a exposição à materiais cancerígenos.

Dentre suas complicações, alterações sensoriais (visão, audição), mudanças de cognição, náuseas, dores de cabeça e mudanças de personalidade e comportamento podem ocorrer, apesar da última ser a menos comum.

É muito difícil tratar um tumor cerebral, visto que sua localidade, muito sensível, exige tratamentos minuciosos e, em caso de cirurgias, muita precisão.

Não é possível afirmar que o tumor cerebral tem cura, pois cada caso possui suas características particulares. Apesar disso, muitas pessoas conseguem se curar e voltar a viver uma vida normal.

O tumor cerebral pode ser encontrado na Classificação Internacional de Doenças, ou CID-10, através dos códigos D71 e D33.

O cérebro

O cérebro faz parte do sistema Nervoso Central (SNC) e fica localizado no crânio, onde flutua num líquido transparente chamado líquido cefalorraquidiano, ou líquor, que o protege tanto fisicamente quanto imunologicamente.

Por ser considerado o principal órgão do SNC, podemos dizer que ele é o “diretor” que controla a grande maioria das funções cerebrais e corporais.

Tudo que acontece em nossas vidas, mesmo enquanto estamos dormindo, seja respirar, engolir, ver, ouvir, tocar, ler, escrever, cantar ou dançar; tudo passa pelo cérebro. Dessa forma, é possível afirmar que esse órgão é responsável pelas seguintes funções:

  • Controlar as funções vitais: funções como o controle da temperatura corporal, pressão arterial, frequência cardíaca, respiração, sono, apetite, sede etc.;
  • Receber, processar e integrar todas as informações sensoriais: visão, audição, tato, paladar e olfato;
  • Controlar os movimentos: caminhar, correr, falar, ficar em pé, etc.;
  • Controle de emoções e comportamento: alegria, raiva, tristeza, nojo, medo, surpresa etc.;
  • Controlar funções cognitivas: raciocínio, pensamento, memória, aprendizagem, percepção, funções executivas, etc.

O cérebro humano contém cerca de 86 milhões de neurônios e representa apenas 2% da massa corporal. Apesar disso, recebe aproximadamente 25% de todo o sangue que é bombeado pelo coração.

Para facilitar ainda mais o entendimento e a compreensão da complexidade dos tumores cerebrais e o porquê da sua dificuldade de tratamento, é preciso ainda entender o papel de certas estruturas anatômicas desse órgão, pois cada uma desempenha uma função. Confira!

Anatomia cerebral

O cérebro é considerado o órgão mais complexo do corpo o humano. Tem formato ovoide e pesa um pouco menos de 1,5kg. É simetricamente dividido em 2 hemisférios, o direito e o esquerdo, sendo que um deles é dominante.

Cada hemisfério se divide em duas extremidades, posterior e anterior, e três faces, a externa, a inferior e a interna. Abaixo dos dois hemisférios se encontra o cerebelo. À união dessas e de outras estruturas em conjunto, dá-se o nome de encéfalo.

Buscando facilitar a compreensão e expor rapidamente as funções de cada parte do cérebro, não vamos entrar em detalhes quanto a estruturas como o tronco cerebral, os ventrículos e bulbo raquidiano, por exemplo.

Confira agora as principais regiões do cérebro e suas funções:

Lobo frontal

Ocupa a parte anterior dos hemisférios. É de grande importância para desempenhar funções como a flexibilidade mental, resolução de problemas, mas também é responsável por várias características que definem nossa personalidade.

Para se ter uma ideia de como o lobo frontal é importante nesse quesito, podemos citar o famoso caso de Phineas Gage, um dos mais famosos no âmbito da neuropsicologia.

Depois de sofrer um acidente no qual uma barra de ferro de 1 metro de comprimento lhe atravessou o crânio, Gage se recuperou completamente fisicamente, porém com alguns efeitos colaterais bastante peculiares.

Para as pessoas ao seu redor, sua personalidade mudou muito depois do acidente. Elas dizem que o homem deixou de ser um homem responsável e tranquilo e se tornou irregular, blasfemo, agressivo e impaciente.

Isso prejudicou severamente seus relacionamentos, assim como seu rendimento no trabalho, fazendo com que ele pulasse de emprego em emprego até arranjar um trabalho onde exibia suas cicatrizes no circo.

Foi graças ao caso de Phineas Gage que a ciência começou a considerar a possibilidade de o lobo frontal desempenhar um papel fundamental na manutenção da nossa personalidade.

É por essa razão que tumores na região do lobo frontal pode trazer diversos problemas de cognição, memória e até mesmo trazer mudanças de personalidade, como veremos posteriormente na sessão “Alterações psiquiátricas” do tópico “Complicações”.

Lobo parietal

É a parte do meio do cérebro, se localizando entre os lobos frontais e occipitais. Tem a função de possibilitar a percepção de sensações como o tato, a dor e o calor. É a zona mais sensível do cérebro e representa todas as áreas do corpo humano.

Por essas razões, quando tumores se fazem presentes nesta região do cérebro, sintomas que afetam a percepção, como dormência, se fazem presentes.

Lobo occipital

Localiza-se na parte posterior dos hemisférios. Trabalha processando estímulos visuais, sendo, por essa razão, também conhecidos como córtex visual. Além disso, essa região do cérebro interpreta os sinais visuais, fazendo com que seja possível reconhecer que o gato que vemos é um gato, e não um objeto desconhecido.

Tumores e lesões nessa região podem trazer problemas de visão, como perda parcial, ou a incapacidade de reconhecer objetos, palavras e até mesmo o rosto de familiares.

O famoso neurologista Oliver Sacks, no seu conto que dá nome ao livro “O Homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, conta a história de um de seus pacientes, a quem ele chama Dr. P, que possuía alguma disfunção no lobo occipital e outras regiões e, por isso, não reconhecia pessoas nem objetos.

O problema era tal que chegou ao ponto de Dr. P confundir sua esposa com um chapéu e ter tentado colocá-la na própria cabeça ao final de uma consulta. O caso é tão peculiar que, apesar de Dr. P ter conseguido voltar a levar a sua vida normalmente, não houve de fato uma cura nem explicação 100% confiável para explicar esse problema.

Lobo temporal

Fica na parte inferior, na região das têmporas, acima das orelhas, de onde recebe o nome “temporal”. Sua principal função é a de processar os estímulos auditivos. Assim como nos lobos occipitais, ele não só detecta os sinais sonoros como também os interpreta.

Tumores nessa localidade pode trazer problemas de audição.

Cerebelo

Fica na parte de trás do crânio, logo abaixo do cérebro. É responsável pela manutenção do equilíbrio, pelo controle do tônus muscular, dos movimentos voluntários e pela aprendizagem motora.

É através do funcionamento do cerebelo que conseguimos andar, correr, pular, nadar e desenvolver outras atividades físicas. Por isso, tumores nessa região podem trazer sintomas relacionados a dificuldades motoras.

Tipos

Existem, de maneira geral, 2 tipos de tumor no cérebro: o primário e o secundário.

Quando os tumores têm origem em outros órgãos, como nas mamas ou nos pulmões, e só então atingem o cérebro, são denominados tumores secundários, enquanto os que têm origem diretamente no cérebro são chamados de primários.

Nos adultos, a maioria dos tumores no cérebro provém de alguma outra região do corpo e que alcançaram o cérebro através da metástase. Já os tumores cerebrais primários podem ter origem em qualquer parte do cérebro ou da medula espinhal e alguns contém uma combinação de tipos celulares.

É muito importante saber de que tipo de tumor se trata, pois os tumores primários e secundários exigem tratamentos diferentes entre si.

Ao contrário dos outros tipos de câncer, um tumor no cérebro dificilmente entra em metástase e se espalha para órgãos distantes. Por outro lado, eles causam danos sérios e podem ter consequências gravíssimas, como veremos futuramente no artigo.

Muito dificilmente um tumor cerebral ou espinhal é benigno, existindo apenas algumas raras exceções. Se eles não forem completamente removidos, vão continuar a crescer até levar a eventual morte do paciente.

Ainda assim, é preciso lembrar que o cérebro é um órgão muito plástico, muito complexo e dividido em várias regiões. Por isso, é possível afirmar que existem diferentes classificações de tumores, referentes ao tanto ao local que afetam quanto ao tipo celular de origem. Confira:

Tumores da Hipófise

Tumores da hipófise normalmente apresentam sintomas neurológicos e hormonais em conjunto.

Os sintomas neurológicos acontecem, na maior parte das vezes, por conta da compressão que o tumor causa nas estruturas adjacentes, e podem se apresentar como dor de cabeça constante nas regiões frontal e lateral, sem alívio após o uso de analgésicos comuns.

Outro sintoma neurológico bastante comum é a diminuição da acuidade visual, principalmente pela perda do campo visual lateral, que ocorre devido a compressão do quiasma óptico (uma estrutura em formato de X formada pelo encontro de dois nervos ópticos) pelo tumor.

Os sintomas hormonais, por outro lado, são um reflexo de um excesso de produção ou de uma falta de produção de hormônios.

A falta de hormônios causa sintomas que incluem a falta de energia, queda de pressão, sonolência, desânimo, falta de vitalidade, queda de glicemia e outros. Já o excesso hormonal é um pouco mais complexo e podemos dividir os sintomas de acordo com o tipo de hormônio que está sendo produzido em excesso.

O excesso hormonal pode se dar, por exemplo, nos hormônios do crescimento (GH e IGF-1), o que pode causar acromegalia, um distúrbio que ocasiona o surgimento de alterações  no organismo como o crescimento das extremidades (mãos e pés), mudança no aspecto facial e alterações no metabolismo (hipertensão e diabetes).

Outro hormônio que pode se encontrar em excesso no organismo é a prolactina. Um pequeno excesso desse hormônio pode ocorrer por outras causas que não necessariamente um tumor, como estresse ou o uso de anticoncepcionais.

Entretanto, quando os níveis de prolactina estão muito elevados, a possibilidade de se ter um tumor como responsável deve ser considerada. Nas mulheres, ocorre a queda da libido, irregularidade do ciclo menstrual e saída de leite pelo peito (galactorréia). Nos homens, há a perda de potência sexual, disfunção erétil e aumento do tamanho das glândulas mamárias (ginecomastia).

Ainda existe outro hormônio que pode ter sua produção aumentada por causa de um tumor. Trata-se do cortisol.

O cortisol é um hormônio relacionado com as reações de estresse do organismo e é produzido pela glândula suprarrenal quando estimulada pelo hormônio hipofisário ACTH. Isso faz com que o paciente desenvolva a síndrome de Cushing, uma condição rara, caracterizada pela presença de um nódulo na hipófise que produz níveis elevados ACTH.

A produção elevada de ACTH tem como consequência a produção elevada de cortisol, que acaba por exercer efeitos bastante negativos no organismo.

Quando há uma quantidade elevada de cortisol no organismo, podem ocorrer sintomas como ganho de peso, decorrente de aumento da gordura no abdômen, perda da massa muscular com afinamento dos braços e pernas, surgimento de grandes estrias, arredondamento do rosto, pele mais fina e sujeita a hematomas, além de alterações metabólicas como diabetes e hipertensão.

Trata-se de uma doença muito rara e severa e que deve ser tratada por um neuroendocrinologista experiente em centros de referência.

Existe ainda mais uma situação, que é quando o tumor da hipófise surge durante a adolescência. Nesses casos, pode ocorrer o aumento exagerado da altura do paciente, levando ao gigantismo.

Os principais sintomas desse quadro são mudanças na aparência física, alargamento da região frontal da testa, queixo proeminente, espaçamento entre os dentes com perda dentária, aumento do volume do nariz e dos lábios, espessamento da pele (se tornando oleosa e mais propensa à acne), sudorese abundante e alterações respiratórias, cardiovasculares e metabólicas.

Craniofaringioma

Trata-se do surgimento de tumores benignos que ocorrem normalmente na base do cérebro, perto dos nervos oftálmicos e centros hormonais. Eles afetam com mais frequência crianças, adolescentes e indivíduos acima dos 50 anos de idade.

São classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tumores de grau I, ou seja, tumores de baixo ou incerto potencial de malignização.

Seus sintomas vão depender bastante do local onde cresceu o tumor. Quando ele se encontra, por exemplo, comprimido no talo hipofisário ou circundando a glândula pituitária, pode levar à deficiência parcial ou completa da produção de hormônios do crescimento, causando atraso da puberdade.

Outros sintomas que podem surgir são dores de cabeça, problemas de visão, alterações menstruais, aumento da sensação de frio, fadiga, constipação, pele ressecada, náuseas, hipotensão e podendo levar à depressão.

Hemangioblastoma

São tumores do sistema nervoso central (SNC) que se originaram do sistema vascular. Ocorrem, normalmente, na meia idade e podem acometer outras regiões como a coluna vertebral, tronco cerebral ou a retina.

Geralmente estão associados com outras doenças, tais quais a poliglobulia (aumento exagerado na quantidade de glóbulos vermelhos), cistos pancreáticos e a síndrome de Von Hippel-Lindau (doença genética e rara que envolve o crescimento anormal de tumores).

Neuroma acústico

Trata-se de um tipo de tumor localizado no nervo auditivo. Constitui aproximadamente 6% de todos os tumores cerebrais, ocorre igualmente em todas as raças e possui uma leve predileção por mulheres.

São tumores benignos que podem se localizar profundamente no crânio e próximos aos centros vitais do cérebro. Seus primeiros sintomas normalmente estão relacionados à perda de audição, barulhos no ouvido (zumbido) ou falta de equilíbrio.

Na maior parte das vezes são de crescimento lento e, em grande parte dos pacientes, os sintomas são leves e quase imperceptíveis, sendo que muitos não apresentam evolução do quadro durante anos.

Ele pode se apresentar de duas formas:

  1. Esporádico;
  2. Associado à neurofibromatose.

Paciente que possuem um neuroma acústico esporádico costumam começar a apresentar sintomas entre os 40 e 60 anos de idade, e os tumores normalmente afetam somente um dos lados do cérebro, isto é, são unilaterais.

Os neuromas acústicos associados à neurofibromatose, por outro lado, costuma apresentar sintomas quando o paciente está entre os 20 e 30 anos (fase conhecida como “jovem adulto”). Ao contrário dos esporádicos, esses tipos de tumor são bilaterais, isto é, atingem os dois lados do cérebro.

Enquanto o neuroma acústico esporádico representa mais ou menos 95% dos casos de neuroma acústico, o associado a neurofibromatose representa os outros 5%.

Tumores da região pineal

Os tumores da região pineal tendem a acontecer durante a infância, mas podem surgir a qualquer momento da vida. Eles acontecem na glândula pineal, uma pequena estrutura localizada perto do centro do cérebro e responsável por exercer a regulação dos chamados ciclos circadianos, responsável pela regulação do ciclo biológico.

Esses tumores podem aumentar a pressão intracraniana pela compressão do aqueduto de Sylvius, canal que permite a passagem do líquido cefalorraquidiano. Também pode causar ptose (pálpebras caídas) e perda dos reflexos pupilares à luz e de acomodação.

Meningeoma

Não se trata exatamente de um tumor cerebral, pois acontece nas meninges, que são as camadas de tecido que recobrem o cérebro e a medula espinhal. Eles causam sintomas parecidos, no entanto, pois aumentam o tamanho da meninge, pressionando o cérebro ou a medula espinhal.

São bastante comuns e representam cerca de 25% dos tumores cerebrais primários e a maioria dos tumores de medula espinhal. Nos adultos, é o tipo de tumor cerebral mais comum e sua taxa de incidência aumenta com a idade, sendo maior em pessoas na faixa de 70 e 80 anos.

Ao contrário dos outros tipos de tumor no cérebro, a maioria dos meningiomas (cerca de 85%) são benignos e podem ser curados através de cirurgia. Alguns, entretanto, surgem em locais muito próximos à estruturas vitais e não podem ser curados apenas com cirurgia.

A outra parcela, maligna, é mais difícil de ser curada e pode voltar a aparecer depois da realização da cirurgia de remoção.

Astrocitoma

A maior parte dos tumores cerebrais propriamente ditos surge a partir de um tipo de célula chamada astrócito — por isso o nome astrocitoma. Eles representam cerca de 35% de todos os tumores cerebrais.

É muito difícil curar esse tipo de tumor porque ele se espalha amplamente pelo tecido cerebral normal próximo. Muitas vezes, inclusive, os astrocitomas se disseminam ao longo dos tecidos banhados pelo líquor.

É muito raro que os astrocitomas se disseminem para além da medula espinhal.

De maneira geral, eles são classificados em astrocitomas de alto ou baixo grau de malignidade. Essa classificação se dá através de de análise microscópica, onde o patologista avalia as seguintes características:

  • A proximidade das células dentro do tumor;
  • O grau de anormalidade das células;
  • A quantidade de células que se encontram em processo de divisão;
  • A presença de vasos sanguíneos no interior do tumor;
  • A reação das células tumorais ao tratamento.

Os astrocitomas de baixo grau possuem um desenvolvimento lento, enquanto os de alto grau são especialmente malígnos, desenvolvendo-se rapidamente e representando 60% de todos os astrocitomas.

Ainda não se sabe exatamente o que causa um tumor no cérebro e a maioria deles aparece sem que possamos saber o porquê. Alguns traumatismos foram relacionados com o surgimento de tumores, mas essa relação ainda não é completamente entendida e ainda resta dúvida se esses são fatores determinantes ou não.

De uns anos pra cá, os tumores cerebrais têm sido associados a algum tipo de predisposição ou mutação genética. Foi descoberto, por exemplo, que alterações nos cromossomos 1, 10, 13, 17, 19 e 22 podem estar relacionados ao surgimento de tumores cerebrais.

Outra hipótese é a influência da radioterapia em qualquer lugar do corpo, inclusive no cérebro, para pessoas que já fizeram tratamento para tumores.

Além disso, algumas variações de oncovírus, um tipo de vírus que têm a capacidade de alterar o ciclo celular induzindo o desenvolvimento de um tumor,  são conhecidas por potencialmente causarem tumores no cérebro.

A boa notícia é que ao mesmo tempo em que as radioterapias estão ficando cada vez mais seguras para impedir o aparecimento de outros tumores, muitos oncovírus estão sendo estudados e já tem até vacina para sua prevenção.

Entretanto, ainda não se tem uma completa relação sobre o que causa a doença. Tudo que se sabe até o momento, são os fatores de risco envolvidos no seu desenvolvimento.

Fatores de risco

Como dito no tópico anterior, ainda não se sabe exatamente o que causa um tumor no cérebro, especialmente por causa da variedade de tipos existentes. Entretanto, algumas doenças, comportamentos e fatores externos estão intimamente associados ao desenvolvimento de tumores no cérebro. Confira:

Exposição à radiofrequência

Trata-se de um tema polêmico. Ainda não foi descoberto completamente que a radiofrequência, emitida principalmente por aparelhos celulares, seria ou não um fator de risco para o desenvolvimento de tumores cerebrais.

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu um parecer afirmando que o uso de telefones móveis poderia estar relacionado a câncer cerebral.

A OMS chegou a essa conclusão depois de um painel realizado com 31 cientistas que compõe a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, em inglês International Agency for Research on Cancer).

Os pesquisadores observaram uma diversa gama de estudos epidemiológicos (análises da incidência da doença em populações com uso variado de celular ou outra exposição à campos de radiofrequência) para chegar a essa conclusão.

Vale lembrar, porém, que o que a organização disse, é que a existe a possibilidade de os celulares serem responsáveis ou parcialmente responsáveis pelo surgimento de tumores cerebrais. Ela não contraindica o uso de celulares e aponta que não há nenhum dado novo que comprove que celulares causam câncer.

Apesar disso, não deixam de surgir inúmeras pesquisas com resultados variados, tendo algumas que mostram seu potencial carcinogênico e outras que o desmentem. É por essa razão que a OMS classifica os celulares e a radiofrequência como um possível, e não provável, carcinogênico.

Um exemplo de estudo que fala sobre a possibilidade dos celulares terem responsabilidade no surgimento de tumores cerebrais, mais especialmente gliomas, veio da França em 2015, em um artigo de revisão.

Os pesquisadores acompanharam aproximadamente 400 pacientes diagnosticados com glioma ou meningioma e seus hábitos.

O estudo mostrou que o uso excessivo de celulares pode aumentar consideravelmente as chances de um tumor cerebral, especialmente no lobo temporal, área do cérebro mais próxima às orelhas, onde coincidentemente usamos o telefone celular.

Em compensação, uma pesquisa feita na Austrália mostra o contrário. Os pesquisadores analisaram os dados relativos à incidência de câncer entre os anos de 1982 até 2012 para verificar a incidência de tumores na população.

Os dados mostraram que, apesar do uso de celulares no país, que começou em 1987, ter aumentado mais de 90% desde aquele ano, a incidência de tumores cerebrais não seguiu o mesmo padrão de crescimento. Nem mesmo chegou perto.

De modo geral, desde a introdução dos celulares na sociedade australiana, o número médio de tumores cerebrais diagnosticados cresceu 0,05%. No entanto, um o aumento significativo no número de tumores cerebrais em idosos foi constatado.

Os cientistas descartam a hipótese de que são os celulares e a radiofrequência que causou esse aumento, porque desde 1982, data que antecede a introdução de telefones celulares à sociedade, os métodos de diagnóstico para tumores cerebrais têm ficado cada vez mais eficientes, o que explicaria o aumento na incidência de casos registrados.

Portanto, até o presente momento não é possível afirmar categoricamente que o celular é responsável direto ou ao menos desempenha algum papel no surgimento de tumores cerebrais.

Já que o excesso, para os dois lados, pode ser prejudicial, o melhor a se fazer é manter a opinião alinhada a da OMS e considerar o celular um possível carcinogênico.

Gênero

O tumor cerebral é muito mais comum em homens do que em mulheres. Entretanto, os meningiomas ocorrem principalmente em mulheres.

Idade

Embora o tumor cerebral possa se desenvolver em qualquer idade, ele é bem mais comum nos idosos (acima de 65 anos).

Neurofibromatose

A neurofibromatose é uma doença hereditária que se manifesta por volta dos 15 anos de idade. Ela aumenta as chances de tumor cerebral porque provoca o crescimento anormal do tecido nervoso e o surgimento de pequenos neurofibromas, também uma espécie de tumor, nas partes mais externas do cérebro.

Esclerose tuberosa

A esclerose tuberosa é uma doença genética rara, multi-sistêmica, isto é, atinge diversos tecidos e órgãos, e causa o aparecimento de tumores benignos no cérebro e outros órgãos vitais, como coração, rins, olhos, pulmões e pele.

Síndrome de Li-Fraumeni

A síndrome de Li-Fraumeni é uma rara síndrome autossômica dominante que se caracteriza pelo surgimento de diversos tipos de câncer com correlação genética entre si, ou seja, eles são herdáveis e não causados exclusivamente por pressão do ambiente.

Como o padrão de herança é autossômico dominante, não há diferenças entre a herança entre homens e mulheres, bastando o indivíduo herdar um alelo que já está predisposto a desenvolver a síndrome.

Síndrome de Von Hippel-Lindau

A síndrome de Von Hippel-Lindau é uma doença genética autossômica dominante rara que causa o crescimento anormal de tumores em diversas partes do corpo, especialmente aquelas bastante irrigadas por sangue, o que é o caso do cérebro.

O início dessa doença se dá aproximadamente na 2ª e 3ª década de vida, ou seja, aos 20 ou 30 anos.

Síndrome de Turner

Lembra das aulas de biologia do ensino médio? Então, nelas o professor falava de diversas síndromes no cromossomo X, ou cromossomo sexual. A síndrome de Turner é uma delas.

Para refrescar um pouco a memória, a síndrome de Turner é uma anomalia cromossômica do cromossomo X cuja origem é total de um cromossomo X ou então parcial do outro cromossomo X, criando um Y defeituoso que não necessariamente está relacionado ao sexo masculino, já que a síndrome afeta somente mulheres.

Ela já é identificada no momento do nascimento, ou então antes da puberdade, porque ele possui características fenotípicas, isto é, de expressão, muito claras e evidentes.

Todas as pessoas que nascem com a síndrome de turner apresentam baixa estatura, órgãos sexuais e características secundárias (seios) pouco desenvolvidos, tórax largo, pescoço alado, maior frequência de problemas cardiovasculares e são quase sempre estéreis, isto é, não podem ter filhos.

Especialmente nas portadores que possuem uma linha celular XY, isto é, que possuem um gene X normal e outro Y defeituoso, o risco de tumorigênese, isto é, de desenvolver tumores em diversas áreas do corpo, é maior. Isso acaba se aplicando ao cérebro.

Síndrome de Turcot

A síndrome de Turcot é uma doença genética rara que se caracteriza pela associação do surgimento de pólipos no intestino e tumores primários no sistema nervoso central. Seus principais sintomas incluem diarréia, sangramento retal, dor abdominal, perda de peso e cansaço.

Síndrome de Gorlin

A síndrome de Gorlin é uma doença rara herdada geneticamente que causa o surgimento de múltiplos defeitos no organismo, afetando, especialmente, a pele, o sistema nervoso, os olhos, o sistema endócrino e os ossos.

Essas pessoas possuem chances maiores de desenvolver alguns tipos de câncer, como o câncer de pele e o cerebral.

AIDS

As pessoas portadoras de HIV possuem chances maiores de desenvolver linfomas (tumor no linfócito), especialmente quando o seu sistema imunológico se encontra enfraquecido e debilitado por alguma razão.

Entretanto, com o avanço nas terapias anti-retrovirais, os linfomas no cérebro têm se tornado cada vez mais raros.

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Anvisa proíbe fabricação e venda de produtos com moringa oleifera

A nossa querida ANVISA havia publicado a suspensão da comercialização da MORINGA OLEÍFERA, riquíssima em nutrientes, vitaminas e sais minerais, importantíssimos e que estavam ajudando MUITO às pessoas, principalmente os pacientes oncológicos que passavam por processos de anemia, desnutrição e até caquexia. Não contente com a suspensão, ela PROIBIU DE VEZ a comercialização. Leiam na matéria abaixo que, apesar de saber dos benefícios da planta e que ela é utilizada, inclusive na culinária, a ANVISA está preocupada com a toxicidade da planta e não com a saúde das pessoas. (Giseli SantosGrupo É seu Direito Saber, É seu Direito Escolher)

Por: Marília Notícia

A agência informou que não há avaliação e comprovação de segurança do uso da espécie em alimentos. A medida é válida para todo o território nacional e abrange tanto alimentos que contenham moringa oleifera, como chás e cápsulas, quanto o próprio insumo.

“Produtos denominados e/ou constituídos de Moringa oleifera que vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos, como por exemplo: cura de câncer, tratamento de diabetes e de doenças cardiovasculares, entre muitas outras”, apontou a resolução.

Sites que vendem o produto pela internet informam que a planta é rica em potássio e vitaminas A e C. Entre os benefícios, citam o combate a processos inflamatórios, controle dos níveis de colesterol e açúcar no sangue, retardo do processo de envelhecimento, redução da fadiga e combate a dores musculares.

O produto pode ser encontrado em cápsulas, em pó, em folhas e em gotas.

O que é moringa oleifera

Também conhecida como acácia-branca, a moringa oleifera é uma planta que pode ser utilizada na culinária e que tem propriedades nutricionais.

“A moringa é usada na Índia e na África em programas de alimentação para combater a desnutrição. As vagens verdes imaturas são preparadas de forma semelhante ao feijão verde, enquanto as sementes são removidas das vagens mais maduras e cozidas como ervilhas ou assadas como nozes. As folhas são cozidas e usadas como espinafre, e também são secas e em pó para uso como condimento. Pesquisas clínicas mostram ação das folhas da moringa principalmente neste campo da desnutrição”, explica Maria Angélica Fiut, nutricionista e presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit).

Maria Angélica diz que estudos preliminares apontaram ação da planta “no controle dos lipídios do sangue e da glicose, sugerindo mais estudos para validar ação neste campo de pesquisa”.

“A proibição da Anvisa em questão trata do alimento moringa que, descuidadamente, vem sendo atribuído a propriedades medicinais e venda sem controle”, comenta.

Segundo Elaine Frade Costa, presidente da Comissão de Desreguladores Endócrinos da Sociedade Brasileira Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a planta contém componentes que podem trazer benefícios para a saúde, como as vitaminas A e C, minerais, como cálcio e magnésio, e vitamina B1.

“Mas extrapolar para uma ação medicamentosa já é um exagero. A planta in natura tem a sua composição nutricional, mas, quando vira uma cápsula, isso muda. Reduz bastante. Não tem nenhum estudo científico que comprove o seu benefício nas ações que foram colocadas”, afirma.

Elaine destaca que as pessoas devem ficar atentas aos produtos que oferecem “múltiplas ações”.

“Nenhum alimento pode ser usado com indicação terapêutica. Pode-se usar o alimento como coadjuvante, como uma arma a mais no tratamento, mas as pessoas precisam tomar muito cuidado com esses produtos milagrosos. Nem na indústria farmacêutica tem uma substância para colesterol, diabete e outras doenças ao mesmo tempo.”

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Bebidas açucaradas pioram a esclerose múltipla?

Estudo associa maior consumo de itens como refrigerantes, néctares e chás adoçados com sintomas mais severos da doença

Por: Saúde

A  pesquisadora Elisa Meier-Gerdingh, do St. Josef-Hospital, em Bochum, na Alemanha, decidiu avaliar o impacto da alimentação na severidade da esclerose múltipla, doença autoimune que atinge o sistema nervoso. Para isso, recrutou 135 pessoas com a condição e pediu para que todos respondessem a um questionário detalhado sobre os hábitos à mesa.

Como não existe um escore específico para medir a qualidade do cardápio de um paciente em relação ao risco ou progressão dessa doença, a expert usou como referência a dieta Dash, padrão saudável conhecido por ajudar no controle da pressão alta.

Na Dash, a ingestão de frutas, verduras, legumes, oleaginosas, grãos integrais e laticínios é considerada bem-vinda, enquanto o consumo de sódio, bebidas açucaradas, além de carne vermelha e processada pesa contra.

Em paralelo à avaliação da dieta, cada participante foi examinado para estabelecer o nível de incapacidade provocado pela doença.

Hora de cruzar os dados

Elisa e seu time não encontraram nenhuma relação entre seguir (ou não) a Dash no geral e a severidade dos sintomas. “Então, nós analisamos cada componente da dieta individualmente”, conta.

Foi aí que encontraram o seguinte: os maiores consumidores de bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos, chás e café adoçados, apresentavam sintomas mais severos. “Essas pessoas consumiam 290 calorias vindas dos líquidos, o equivalente a duas latinhas de refrigerante por dia”, conta a expert.

“Essas bebidas são classificadas como componentes de uma dieta pouco saudável, que facilita o desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão”, analisa Elisa. “Ao mesmo tempo, pessoas com esclerose múltipla apresentam risco aumentado de doenças metabólicas”, completa. Por isso, a pesquisadora acha que uma relação entre as duas coisas de fato não é tão improvável.

Só que Elisa frisa que ainda não dá para concluir se as bebidas pioram a doença ou se os quadros mais graves dificultam a adesão a uma dieta saudável. De qualquer forma, diante dos resultados, ela acha que vale a pena a ciência ir atrás de mais dados sobre esse elo.

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