Fibromialgia: a difícil trajetória entre a dor e o diagnóstico

Por: Estadão

Pacientes relatam descrença na doença e falta de preparo médico para conseguir identificar a enfermidade

Fibromialgia é caracetriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações.

Fibromialgia é caracteriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações. Foto: rawpixel.com/Pexels

fibromialgia é uma doença antiga, tendo sido descrita pela primeira vez em torno de 1904. Mas somente nos últimos 30 anos é que ela começou a ser mais estudada e seus mecanismos melhor entendidos. Ainda assim, principalmente por não ter causa definida, muitos pacientes enfrentam uma longa trajetória, acompanhada de dor crônica, até obter o diagnóstico. Entre os motivos estão a descrença na enfermidade e o despreparo médico, e o alerta é reforçado neste 12 de maio, Dia Nacional da Fibromialgia.

A farmacêutica Lívia Teixeira, de 29 anos, conta que sente dores desde criança, com foco nas articulações e coluna. Os médicos diziam que podia ser escoliose, tendinite, dor do crescimento e até começo de tumor ósseo, o que assustou a mãe dela. Nada, porém, se comprovava e ela cresceu sentindo o corpo doer independente de fazer esforço físico.

Após anos sem saber o que tinha, considerando que viver com dor era normal, ela associou seus sintomas a relatos de pacientes com os quais teve contato por meio de seu trabalho em uma empresa que produzia medicamentos para fibromialgia. “Comecei a me identificar, estudar fibromialgia e decidi que era isso que eu tinha, mas precisa de um médico para me auxiliar”, relata.

Ela se consultou com reumatologista, fisiatra, neurologista, ortopedista e gastroenterologista, mas ninguém confirmou o que tinha. O autodiagnóstico de Lívia, que tem experiência na área da saúde e está se especializando em dor crônica, veio em 2013 e foi apoiado por um ortopedista da empresa onde trabalhava. Desde então, ela tem se aprofundado cada vez mais no tema e criou o programa De Bem Com a Fibro para ajudar pacientes a lidar de forma mais positiva com a doença.

Diagnóstico de fibromialgia

O especialista em fibromialgia e dor José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que essa doença é de difícil diagnóstico. Embora a enfermidade seja caracterizada por dor generalizada, nem sempre sentir o corpo todo dolorido significa fibromialgia. “É preciso verificar quais doenças se parecem com a fibro e eliminá-las, como hipo e hipertireoidismo, diabete, doenças inflamatórias musculares e neurológicas”, diz o médico.

Exames como ultrassom, ressonância, de sangue e tomografia geralmente são solicitados para descartar problemas semelhantes à fibromialgia. Além disso, para o diagnóstico correto, deve-se examinar bem a história do paciente e a presença de fatores complementares. A doença costuma estar acompanhada de distúrbios do sono, dor de cabeça e constipação, por exemplo.

Provenza afirma que a maioria dos médicos não tem paciência para atender pessoas com múltiplas queixas, que é o caso da fibromialgia. Isso também justifica a dificuldade de conseguir um diagnóstico. Lívia percebe que os especialistas que ela consultou não quiseram se comprometer com a condição dela. “Eu entendia mais de fibro do que eles. Me encaminhavam para outros médicos e não entendiam, não sabiam que o diagnóstico é clínico.”

O que se sabe sobre as causas da fibromialgia

O presidente da SBR diz que, com base nos estudos sobre fibromialgia dos últimos 30 anos, entendeu-se que a doença tem um componente emocional. Porém, mais do que isso, trata-se de uma enfermidade física em que existem importantes alterações no sistema nervoso central (SNC) ligadas aos níveis de percepção da dor.

“Na fibro, o paciente tem tanto distúrbio central como de percepção da dor no nível periférico, por meio de sensores na pele, nas articulações que se comunicam com os neurônios no sistema nervoso central”, explica Provenza. Essa comunicação se dá por neurotransmissores, substâncias que facilitam ou inibem a dor. Ocorre que, devido às alterações no SNC, essa ligação sofre impacto e as dores passam a ser generalizadas e constantes.

Segundo o especialista, alguns estudos apontam uma tendência de marcadores genéticos na fibromialgia. Além disso, uma queixa comum na maioria dos pacientes é a vivência de estresses, o que pode desencadear a doença em qualquer fase da vida ou agravar as crises de dor.

A jornalista Nathalia Molina, de 48 anos, tem diagnóstico de fibromialgia há seis e recorda que também considerava normal sentir dores constantemente. Atualmente, ela diz entender que a crise ocorrida em 2012 foi motivada por “várias situações traumáticas e pessoais” que ocorreram em sua vida desde 2006. Além do estresse no trabalho, ela teve duas perdas gestacionais seguidas.

Depois de muitas idas ao pronto-socorro, Nathalia resolveu se consultar com um ortopedista. “Ele fez várias perguntas que, para mim, não tinham nada a ver. Mas ele estava fazendo as perguntas que o exame clínico faz para entender síndrome”, diz. Após um mês de tratamento com remédio, ela voltou a ter crise e foi orientada a procurar um reumatologista.

“Ele me disse: ‘tem gente que acha que existe e tem gente que acredita que não existe’. Ele disse que eu era sedentária, que precisava emagrecer e fazer exercício físico. Fui embora e fiquei de cama”, conta a jornalista. Em março de 2013, ela conseguiu obter o diagnóstico correto com outro reumatologista.

Apoio é fundamental no tratamento

Fazer exercícios físicos de forma leve é uma das indicações para tratar a fibromialgia, mesmo que a pessoa comece com cinco minutos de caminhada por dia. Alguns medicamentos, como antidepressivos que atuam na dor e outros que melhoram a qualidade do sono, também são prescritos. Mas uma parte fundamental do tratamento é o apoio emocional e psicológico.

“Na maioria dos pacientes, os familiares começam a não acreditar nas queixas, porque são contínuas e frequentes. A gente tem de mostrar que a doença física existe junto com uma alteração do comportamento e do humor”, diz Provenza. A farmacêutica Lívia tem investido em terapia emocional, autoconhecimento e tem o suporte da família.

Nathalia conta, principalmente, com o apoio do marido, que por “sorte” acredita que fibromialgia existe e divide com ela as tarefas domésticas. O filho dela, hoje com dez anos — “ele era mais pesado para mim com três do que agora” —, também compreende a condição. “Passei o primeiro ano de vida dele só com ele. Era prazeroso para mim e acho que compensava possíveis estresses”, lembra.

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Dieta Gerson: Saiba Como Funciona Essa Terapia

Por: Dr. Juliano Pimentel

 

Dieta Gerson ou Terapia Gerson é baseada em princípios naturais de comer e viver, mas que exige consistência e cuidados.

Por isso, é fundamental procurar um profissional qualificado, que possa executar corretamente o tratamento e tirar as suas dúvidas.

A terapia Gerson é voltada ao consumo de frutas frescas, alimentos orgânicos, legumes e cereais integrais.

O seu princípio consiste em que o corpo é capaz de se curar quando está livre das toxinas, e recebe os nutrientes necessários para o seu funcionamento.

Embora eu também trabalhe para promover uma alimentação natural e verdadeira, faço a ressalva de que dietas muito restritivas podem não funcionar, podendo até mesmo estressar ainda mais seu organismo.

Por isso, é fundamental o acompanhamento médico.

Conheça agora a história e os princípios da dieta Gerson.

Não deixe de ler e compartilhar.

Dieta Gerson

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Dieta Gerson: Alimentos Naturais Para Tratar Doenças. Imagem: (Divulgação)

Há anos atrás, um médico começou a curar seus pacientes usando os alimentos como medicina. O objetivo dele era restaurar o corpo para que ele próprio se cure

O médico Max Gerson sofria com enxaquecas que não melhoravam com tratamentos convencionais. Então, ele procurou a cura na sua dieta.

Durante a pesquisa inicial de curas de enxaqueca, um dos pacientes de Gerson descobriu que, seguindo esta mesma alimentação; ele havia melhorado seu caso de tuberculose cutânea (a tuberculose de pele, ocorrem com maior frequência em países tropicais e com muita umidade).

A infecção, assim como em outros casos, atinge primeiramente o pulmão, e pode acabar se dissipando para outras partes do corpo.

Logo o trabalho de Gerson chamou a atenção de outros profissionais médicos. Ele começou um centro especial do tratamento da tuberculose da pele no hospital da universidade de Munich.

Em um ensaio clínico da dieta Gerson e tuberculose da pele, 446 dos 450 pacientes com a doença se recuperam completamente após adotar a dieta.

Desde que começou a aplicar o seu tratamento, nos anos 20, Gerson tratou centenas de pacientes e continuou a desenvolver e refinar a sua terapia até sua morte, em 1959, com 78 anos.

Ao todo, foram mais de 200 artigos de literatura médica publicados sobre o assunto.

Terapia Gerson

Como já foi dito, a Terapia Gerson busca criar as condições para que o nosso organismo utilize a habilidade de se curar.

Mas como fazer isso? Fornecendo todos os nutrientes necessários ao organismo, evitando todos os elementos tóxicos dos alimentos e do ambiente e, por fim, estimulando o corpo a eliminar todas as toxinasacumuladas.

Através dessas 3 componentes, o organismo se desintoxica e regenera, o metabolismo regressa ao estado saudável e todos os sistemas se reequilibram.

É importante que você entenda que as doenças degenerativas reduzem progressivamente a capacidade do corpo de eliminar resíduos metabólicos adequadamente; podendo provocar insuficiência hepática e renal.

Para reverter isso, a Terapia Gerson usa métodos de desintoxicação que estimulam a eliminação desses resíduos, regenera o fígado, fortalece o sistema imunológico e restauram os elementos essenciais para um metabolismo mais saudável.

Com a ingestão de nutrientes de alta-qualidade e a retirada de elementos agressores para desintoxicação celular e orgânica, todo o metabolismo melhora.

Em vez de tratar só os sintomas de uma doença específica, a Terapia Gerson trata as causas da doença em si.

Terapia Gerson E O Tratamento De Câncer

Gerson passou a tratar muitas doenças comuns com alimentos, agora chamadas de terapia Gerson. Tratou doenças cardíacas, insuficiência renal e até mesmo câncer.

Aliás, o tratamento do câncer tornou-se um de seus principais focos de trabalho.

Em 1938, Gerson se tornou licenciado no Estado de Nova York, e começou a praticar sua terapia para o tratamento do câncer. Naquela época, essa abordagem para tratar a doença era verdadeiramente considerada “radical”.

A Dieta Gerson

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Dieta Gerson: Saiba Como Funciona Essa Terapia. Imagem: (Divulgação)

A dieta Gerson é naturalmente rica em vitaminas, minerais, enzimas e líquidos. É também pobre em sódio e gorduras.

Tipicamente, a alimentação adotada é a seguinte:

– 13 Copos de suco/sumo — de cenoura, cenoura/maçã e de vegetais de folhas verdes – preparados a cada uma hora sempre com alimentos frescos;

– 3 Refeições totalmente vegetarianas, com alimentos frescos, preparadas com vegetais, cereais integrais e frutas.

Em resumo, uma refeição típica da dieta de Gerson inclui: uma salada variada, vegetais cozidos, batata assada, sopa e suco. Importante: tudo sem sal.

Essa terapia procura regenerar a sua saúde, estimulando o metabolismo inundando o corpo diariamente com nutrientes de cerca de 8 quilos de vegetais e frutas, de preferência orgânicos.

Já a comida sólida é consumida nas quantidades desejadas pela pessoa (1).

A dieta corta da alimentação gorduras animais pesadas, excesso de proteínas, excesso de sódio, alimentos processados e todo tipo de toxinas.

Princípios Alimentares

O método de tratamento adotado por Gerson segue alguns princípios básicos, são estes:

Totalidade

A Terapia Gerson abarca o corpo na sua totalidade. Não visa nenhum órgão ou sistema em particular. O que importa é restabelecer o metabolismo de todo o corpo.

Natural

Sempre que viável, os nutrientes devem ser fornecidos em alimentos naturais.

Suplementos

Os suplementos são aceitos somente quando não é conhecida uma forma natural plausível, para fornecer a quantidade necessária de certo nutriente.

Nutrientes

A dieta Gerson trabalha a abundância de vitaminas, minerais, enzimas e oxigênio, todos eles nutrientes imprescindíveis ao metabolismo.

Alimento Fresco

As refeições devem priorizar vegetais recém-colhidos e frescos.

ALIMENTOS CRUS

Alimentos ingeridos crus são a melhor maneira de obter o máximo de nutrientes ainda inalterados. Os alimentos, quando cozinhados, sofrem alterações no nível de suas vitaminas, proteínas e quantidade de oxigênio.

Alimentos Cozidos

Alimentos cozidos têm como função proporcionar um bom funcionamento intestinal. É também a forma mais plausível para comer alguns alimentos, por exemplo, a batata.

Nada De Sal Adicionado

O sal é composto quase exclusivamente por cloreto de sódio (NaCl).

Em quase todos os casos de doenças degenerativas, há excesso de sódio (Na) e deficiência de potássio (K) nas células. O objetivo aqui é que o potássio volte a penetrar nas células e o sódio delas seja expulso.

Sumos

Forma natural de fornecer o máximo de vitaminas, minerais, enzimas e oxigênio com o mínimo de esforço digestivo para o organismo.

Água

A água é essencial, mas, bebida pura, dilui os sucos gástricos (o que não é grave para uma pessoa saudável, mas não é indicado para uma pessoa doente em processo de desintoxicação e regeneração). Toda a sede deve saciada com sumos.

Proteínas

São ingeridas de origem vegetal. A única proteína animal vem do queijo Cottage.

Alcalinidade

Em quase todos os casos de doenças degenerativas há excesso de acidez no corpo, que altera grandemente o metabolismo.

O metabolismo saudável do corpo requer um meio mais alcalino, por isso, os alimentos usados na Terapia Gerson tendem a criar a alcalinidade necessária ao seu metabolismo.

Alimentos Permitidos

  •         Alface romana;
  •         Chicória;
  •         Escarola;
  •         Endívia;
  •         Acelga;
  •         Agrião;
  •         Espinafre;
  •         Beterraba;
  •         Brócolis;
  •         Couve;
  •         Couve-flor;
  •         Alcachofra;
  •         Tomate;
  •         Pimentão verde e vermelho;
  •         Abóbora;
  •         Berinjela;
  •         Alho;
  •         Cebola;
  •         Cenoura;
  •         Nabo;
  •         Rabanete;
  •         Rábano;
  •         Raiz de aipo;
  •         Raiz de salsa;
  •         Raiz forte;
  •         Ruibarbo;
  •         Batata;
  •         Batata doce;
  •         Inhame;
  •         Ervilha;
  •         Feijão verde;
  •         Lentilha.

Usar em poucas quantidades:

  •         Alecrim;
  •         Casca da semente da noz moscada;
  •         Cebolinha;
  •         Coentro;
  •         Cravo;
  •         Erva-doce;
  •         Folha de louro;
  •         Funcho;
  •         Hortelã;
  •         Limão;
  •         Louro;
  •         Salsa;
  •         Tomilho.

Alimentos para o café da manhã e almoço:

  •         Flocos de aveia;
  •         Arroz integral;
  •         Arroz selvagem;
  •         Centeio;
  •         Trigo.

Frutas principais da dieta Gerson são:

  •         Maçã;
  •         Banana;
  •         Ameixa;
  •         Cerejas;
  •         Damascos;
  •         Figos;
  •         Mamão;
  •         Manga;
  •         Pêssego.

Frutos secos-para adoçar (usar pouca quantidade):

  •         Uvas passas;
  •         Figos secos;
  •         Ameixas secas;
  •         Damascos secos.

Alimentos PROIBIDOS Na Terapia Gerson

  •          Alimentos processados;
  •         Alimentos conservados, enlatados, engarrafados;
  •         Alimentos refinados;
  •         Alimentos salgados, defumados ou sulfurados;
  •         Alimentos congelados;
  •         Sal;
  •         Açúcar branco;
  •         Bolos e doces;
  •         Chocolate;
  •         Farinha e todos os alimentos à base de farinha;
  •         Manteiga;
  •         Natas e outros produtos lácteos;
  •         Queijo;
  •         Gorduras animais;
  •         Margarina;
  •         Óleos hidrogenados ou parcialmente hidrogenados;
  •         Óleos e gorduras (isto inclui óleo de milho, azeite, óleo de canola, óleo vegetal, exceto óleo de sementes de linho);
  •         Qualquer fonte de gorduras dietéticas;
  •         Carne;
  •         Peixes e Mariscos;
  •         Ovo;
  •         Proteínas e alimentos ricos em proteínas;
  •         Suplementos de proteínas;
  •         Brotos de alfafa e de outras sementes ou de feijões;
  •         Soja e produtos com soja;
  •         Sementes;
  •         Álcool;
  •         Refrigerante;
  •         Chá;
  •         Chá preto e outros chás não de ervas;
  •         Especiarias (pimenta, páprica, manjericão, orégano);
  •         Mostardas;
  •         Cogumelos;
  •         Espinafre cru;
  •         Pepino;
  •         Leguminosas;
  •         Abacaxi;
  •         Bagas (morangos, amoras, framboesas, etc);
  •         Coco;
  •         Pêra;
  •         Abacate;
  •         Flúor (tudo o que contenha flúor – incluindo pasta de dentes);
  •         Sódio (bicarbonato de sódio e tudo o que contenha sódio).

Desintoxicação

Parte essencial da Terapia Gerson é a desintoxicação do organismo.

Ela é realizada por diversos meios, mas sobretudo através do uso de enemas de café (medicamento líquido introduzido no organismo através do ânus, que serve para limpar o intestino).

Biologicamente, os sistemas enzimáticos do fígado são estimulados e o fluxo de bílis aumenta, levando consigo a maior quantidade de toxinas.

Está comprovado que estes enemas aumentam a capacidade do corpo de eliminar resíduos tóxicos do ambiente, dos tratamentos à base de quimioterapia e de outras fontes.

Duração

A duração do tratamento Gerson vai variar. Depende do estado do paciente, do seu tipo de doença, do seu grau de toxicidade e de como reage à terapia.

Na maior parte dos casos, os primeiros resultados visíveis de melhorias das doenças acontecem no primeiro mês. No entanto, se o paciente abandona a Terapia muito cedo, regride na maior parte das vezes.

Conclusão

A dieta Gerson prioriza a ingestão de alimentos de verdade e da desintoxicação do organismo.

Porém, sua alimentação é muito restritiva e, diferentemente da low carb, corta as proteínas e boas gorduras (como carnes e abacate) e utiliza o excesso de carboidratos (como arroz e trigo).

Isso prejudicaria, por exemplo, o emagrecimento e a vida saudável.

Por isso, caso você queira mesmo seguir com esta dieta, faça sempre com acompanhamento médico.

Destaco também os pontos positivos da dieta gerson, como o corte a alimentos processados e açucarados, assim como a desintoxicação do organismo.

Porém, o excesso de consumo de tubérculos ricos em carboidratos e de arroz, pode aumentar o açúcar no sangue e a gordura no fígado.

glúten presente no trigo e no centeio também trazem malefícios para a saúde.

Então, se você decidir iniciar essa dieta ou terapia, pense em como ela pode influenciar na sua saúde, e sobre a importância para a saúde dos alimentos que são vetados nessa dieta.

E procure a ajuda de um especialista que conheça essa dieta.

 

 

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Margarina faz mal à saúde!

Por: 

Medicina Preventiva / Nutrição

A vilã de todo dia. Margarina faz mal à saúde mesmo?

Afinal, como surgiu a Margarina?

A margarina é um produto muito didático quando queremos avaliar de que forma o poder da indústria e da mídia ligada à ciência médica pode ser fatal!

Conseguiram fazer de um produto praticamente não alimentar, algo que lota as prateleiras do supermercado e ainda vende muito, conseguindo se fazer passar como elemento de incremento à saúde por proteger o coração, baixar taxas do mal falado colesterol e outras benesses.

Em primeiro lugar deve ficar claro que a invenção da margarina, não se deve a preocupação de encontrar um substituto mais saudável que a multissecular manteiga. Sua criação data de meados do século XIX (1869), época em que a discussão alimentar estava longe da vigília científica.

Sua inspiração não poderia ser mais pragmática: encontrar um substituto mais barato que a manteiga, visto que o gestor deste desafio, Napoleão III lidava com grave crise econômica em suas fronteiras.

Seu nome “margarités”(grego) significa cor pérola, e sua origem é do reino animal – uma mistura comprimida de gordura do sebo de vaca, leite desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de soda.

Como se sabe a manteiga é nada mais do que leite e sal – super artificial, não? Em 1890, uma empresa americana começou a vendê-la em pacotes, embora uma família holandesa tenha sido a primeira fabricante para a Europa.

Os componentes da margarina tem se modificado com o passar do tempo, mas foi principalmente após a sedimentação da indústria química alimentar, que iniciou uma guerra santa contra a gordura saturada e os produtos de origem animal, que a margarina ganhou a composição mais próxima da atual, baseando-se em extratos oleaginosos vegetais.

Seu processo atual inclui o uso de:

  • solventes de petróleo (geralmente o hexano, que é bem barato)
  • ácido fosfórico, que resulta numa substância marrom e mal cheirosa, que sofre novo tratamento com
  • ácidos clorídrico ou sulfúrico, altas temperaturas e catalisação com
  • níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado.

Resta então um produto de ótimo prazo de conservação, com textura firme mesmo a temperatura ambiente, que não rança, não pega fungos, não é atacado por insetos ou roedores. Enfim é um não-alimento.

 

Vamos falar sobre a Margarina?

O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado “trans”, insólita na natureza e de efeitos nocivos para o homem, além disto, como é de conhecimento público o principal predicado da margarina é ser rica em óleos poliinsaturados, que hoje, já se sabe, contribuem para um grande número de doenças.

O Estado de São Paulo, já noticiou, há muitos anos, que a gordura da margarina causaria mais danos à saúde que a gordura saturada (segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios).

Em uma revista Exame, também muito antiga, saiu um artigo um pouco mais extenso e grave alertando sobre os perigos deste produto, e das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparáveis ao cigarro em termos de periculosidade!

Note que as publicações não são novas, elas datam de 1999 ou seja, já se sabe há muitos anos dos problemas relacionados a este produto e o curioso é que a repercussão no Brasil é escassa.

Mas não é de se estranhar, afinal qual é a participação da soja no PIB brasileiro?

Há uma farta literatura disponível para quem quiser se informar sobre isto em revistas de saúde e na Internet, produzida por profissionais sérios e descompromissados com os quem costumeiramente patrocina as investigações técnicas: laboratórios e indústrias químicas alimentares.

Na França uma revista de informação – “L’Ere Nouvelle” – ganhou uma ação contra o sindicato dos produtores de margarina local, que a havia processado por publicar o artigo “A margarina e o Câncer”.

Resumidamente, a margarina, pode estar relacionada comprovadamente a disfunções imunológicas, danos em fígado, pulmão, órgãos reprodutivos, distúrbios digestivos, diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento, problemas de peso, aumento no risco de câncer, e principalmente: transtornos do metabolismo do colesterol, incremento de ateroesclerose e doenças cardíacas.

A margarina causa o que ela se propõe a tratar!

 

Não há dúvida: não há nada mais saudável que a boa e velha manteiga, que acompanha a humanidade há dezenas de séculos, pode ser feita artesanalmente no ambiente familiar, e só foi considerada nociva e politicamente incorreta após a revolução industrial, que também aqui conseguiu deformar nosso entendimento de saúde e bom senso.
Obviamente estou comparando os dois elementos aqui, pois estou deixando de fora uma discussão que também seria grande a respeito do problema da Lactose e dos derivados do leite.

E aí meus amigos, de nada adianta incrementar a margarina com os tais enriquecimentos, pois o problema é na base dela! Nunca aconselho que você escolha e compre alimentos atraídos pelos fatores enriquecidos, pois na grande maioria das vezes são utilizados nutrientes de péssima qualidade só para vender.

Peguem por exemplo o “cereal” mais famoso do mundo, onde o enriquecimento de ferro é feito com ferro metálico, olhem o absurdo, pois este ferro é tóxico ao corpo, mas já que é ferro, eles colocam e isso chama a atenção das pessoas como nutritivo. E você obrigando seu filho a comer ele com leite todos os dias.

Faça um teste simples, deixe um pote de margarina aberto em qualquer lugar. Ao passo que nós humanos comemos e ainda somos absurdamente orientados por inúmeros profissionais de saúde a preferir, nem formigas, nem baratas irão se aproximar do pote!

Com certeza deve ser um alimento saudável não é mesmo? Se for para escolher opte pela Manteiga!

 

4 Dicas Essenciais sobre a Manteiga

1- Uma das melhores manteigas para quem tem condição de tê-la: a manteiga indiana “Ghee”, a qual não entrarei em detalhes para não me alongar, mas é melhor e mais saudável;

2- Manteiga não foi feita para colocar na panela quente e cozinhar, apesar do sabor que ela fornece a muitos alimentos, pois aí acontece uma desnaturação dos nutrientes entre outros fatores oxidativos;

3- A manteiga é rica em ácido butílico (denominação devido a sua cadeia composta por 4 moléculas de Carbono), que é comprovadamente fator protetor para câncer de Intestino, portanto se torna um nutriente ativo na Epigenética de quem tem história familiar;

4- Não quero com isto incentivar a ingestão da manteiga, mas desmistificar de uma vez por todas a diferença entre a margarina e a manteiga, portanto abusos são sempre prejudiciais. Eu pessoalmente evito devido ao fator Lactose, entretanto se for para optar, NUNCA a margarina ok?

Espero que você nunca mais prefira a margarina!

 

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Vacina do herpes zóster

Por: Tuavida

A vacina do herpes zóster é composta pelo vírus varicela zóster atenuado – o mesmo imunizante utilizado na vacina contra catapora, mas com uma quantidade maior de antígenos.

A vacina ativa o sistema imunológico para ajudá-lo a se proteger do herpes zóster. O risco de desenvolver a doença parece estar relacionado à diminuição da imunidade específica ao vírus vivo da varicela-zóster (VVZ). A vacina demonstrou aumentar a imunidade específica ao VVZ. Considera-se que essa imunidade seja o mecanismo que proteja o organismo contra o herpes zóster e suas complicações.

Doenças que a vacina previne

Essa vacina previne o herpes zóster, doença conhecida popularmente como “cobreiro”. O herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. A doença pode acometer qualquer parte do seu corpo, mas é mais frequente no tronco e no rosto, evidenciando-se como uma faixa de vesículas em apenas um dos lados do corpo.

O herpes zoster causado pelo vírus varicela-zoster – o mesmo agente da catapora – e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster.

Quase todo adulto que teve catapora apresenta risco de ter herpes zóster. O risco aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida. Nas pessoas com 85 anos, calcula-se que uma em cada duas terá essa doença.

 vacina pode reduzir as chances de desenvolver a doença. No entanto, algumas pessoas sofrem com herpes zóster mesmo após tomar a vacina. Nesses casos, ter tomado a vacina anteriormente ajuda na prevenção de nevralgia prolongada (dor relacionada aos nervos), sintoma que pode acompanhar o herpes zóster. A vacina também pode reduzir a intensidade e a duração da dor causada pelo herpes zóster.

Indicações da vacina do herpes zóster

A vacina do herpes zóster é utilizada em adultos a partir de 50 anos de idade, uma vez que o risco da doença é maior nessa faixa etária. Ela pode ser administrada juntamente com a vacina da gripe.

Vacina contra Herpes Zóster (Cobreiro): prevenção já está disponível adultos acima de 50 anos

Contraindicações

Você não deve receber a vacina do herpes zóster se:

  • For alérgico a algum dos ingredientes (isso inclui alergia à gelatina ou à neomicina)
  • Tiver o sistema imunológico comprometido ou fizer uso de corticoide ou outro medicamento que reduza a capacidade de resposta do sistema imunológico
  • Tiver tuberculose ativa não tratada
  • Estiver grávida.

Antes de receber a vacina do herpes zóster, você deve avisar seu médico ou médica se:

  • Apresenta ou apresentou qualquer problema de saúde
  • Está tomando medicamentos que podem enfraquecer seu sistema imunológico
  • Apresenta alergias, incluindo alergia à gelatina ou à neomicina
  • Apresenta febre
  • Apresenta infecção por HIV.

Doses e administração da vacina

A vacina é administrada em dose única injetável por via subcutânea (abaixo da pele). A vacina do herpes zóster pode ser administrada ao mesmo tempo que a vacina influenza.

Efeitos adversos possíveis

A vacina do herpes zóster pode causar eventos adversos. Nos estudos, os eventos adversos mais comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) ocorreram no local da injeção. Esses eventos adversos incluíram vermelhidão, dor, inchaço, coceira, calor e ferimento no local da injeção. Também houve relato de dor de cabeça.

Os eventos colaterais adicionais a seguir foram relatados no uso geral da vacina:

  • Reações alérgicas, que podem ser graves e incluir dificuldade para respirar ou engolir. Se você apresentar uma reação alérgica, ligue imediatamente para seu médico
  • Febre
  • Urticária no local da injeção
  • Dor articular
  • Dor muscular
  • Erupção cutânea
  • Erupção cutânea no local da injeção
  • Gânglios inchados próximo ao local da injeção (o inchaço pode durar alguns dias a algumas semanas).

Onde encontrar a vacina

Por enquanto, a vacina para herpes zóster não estará disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pode ser encontrada em laboratórios e hospitais particulares.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar estou imunizado?

Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?

Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente. Contudo, é preciso ficar atento às vacinas de vírus vivos de doenças graves, como a febre amarela, porque há uma mínima chance de o excesso do vírus causar a doença. Fora esses casos, o melhor a fazer é se certificar e tomar a vacina. Lembrando sempre que as vacinas são ainda mais seguras quando o calendário é seguido.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?

No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

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