Canela-de-velho: Os benefícios dessa erva

Por: Dicas de Mulher

A canela-de-velho (Miconia albicans) é uma planta medicinal bastante comum no nordeste brasileiro e também é conhecida como quaresmeira-da-flor-branca. Seus benefícios vêm sendo estudados há algum tempo e, para algumas pessoas, ela é considerada um verdadeiro milagre para o combate de artrose, artrite, dores na coluna e nas articulações.

5 benefícios da canela-de-velho

 

FOTO: REPRODUÇÃO / MERCADO LIVRE

1. Melhora as dores da artrose e da osteoartrite

A artrose nada mais é, de forma bastante simplista, o envelhecimento das articulações. Já a osteoartrite é a inflamação dessas articulações. Essas doenças promovem o desgaste das articulações, fazendo com o que os ossos entrem em atrito. A canela-de-velho atua regenerando essas cartilagens que revestem os ossos, diminuindo o impacto e, assim, amenizando as dores. A planta também tem ação anti-nociceptiva, ou seja, reduz a percepção e transmissão de estímulos que causam a dor.

2. Combate os radicais livres

Os radicais livres são todos os componentes que precisam ser descartados do nosso organismo, como por exemplo os resultantes do estresse e da má alimentação. A canela-de-velho age como um detox no sangue e também em outros órgãos. Por conta dessa ação, muitas pessoas relatam inclusive um aumento na libido.

3. Ajuda no controle do diabetes

A canela-de-velho também é bastante benéfica para os diabéticos ou pessoas que têm tendência em desenvolver a doença. Vale lembrar que qualquer alimento que contenha carboidrato pode aumentar a taxa de açúcar no sangue, esses alimentos não precisam necessariamente ser doces. A erva ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue, combatendo consequentemente doenças cardíacas e renais.

4. Auxilia a digestão

A planta possui inúmeros nutrientes que agem para o bom funcionamento do estômago, melhorando azias, má digestão, refluxo e dores de estômago. A canela-de-velho também tem ação anti-inflamatória e antimicrobiana.

 

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O que é Goji Berry? Conheça seus benefícios, nutrientes e formas de consumo

A pequena fruta vermelha vinda do oriente, e aliada da medicina tradicional chinesa há milênios, ganhou, recentemente, status de superalimento deste lado do mundo. Tudo isso graças à riqueza de nutrientes que conquistou os adeptos de uma alimentação mais saudável. E, de fato, são muitos os benefícios da goji berry para o bom funcionamento do organismo. Confira abaixo.

Por que a goji berry é considerada um superalimento?

O termo superalimento é usado para definir alimentos naturais com alto teor de nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, aminoácidos, ácidos graxos essenciais e antioxidantes. Com isso, são produtos extremamente benéficos para a saúde de uma forma geral: evitam o surgimento de doenças e proporcionam uma melhor qualidade de vida. Por se enquadrar em todas as características, a goji berry é considerada um superalimento.

Quais os principais nutrientes?

Um estudo publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition revelou que 100 gramas de goji berry desidratada contêm 2.500 miligramas de vitamina C, um volume 50 vezes maior do que a presente na laranja.  A fruta também é a maior fonte conhecida de carotenóides, substância importante para a saúde da pele e da visão. Além disso, é rica em vitaminas do complexo B, principalmente a B1, B2 e B6.

A goji berry contém ainda 19 aminoácidos (incluindo os oito essenciais que o nosso organismo só consegue adquirir por meio da alimentação), 21 minerais vestigiais (entre eles o ferro e o zinco), beta-sitosterol (bom para o coração e a saúde da próstata), ácidos graxos essenciais (gorduras boas), cyperone (fito-nutriente que traz benefícios ao coração e à pressão sanguínea), fisalina e betaína (importantes para o fígado).

Quais os benefícios da goji berry?

Fortalece o sistema imunológico: A vitamina C é um importante aliado do sistema imunológico, uma vez que aumenta a produção de glóbulos brancos, responsáveis por combater elementos estranhos presentes no organismo. A vitamina aumenta ainda os níveis de anticorpos: evita que o corpo fique mais vulnerável a contrair doenças.

Melhora a visão: Os carotenóides são responsáveis pela manutenção da saúde dos olhos e, como citado acima, a goji berry é o alimento com a maior concentração dessa substância. Além disso, a fruta possui propriedades antioxidantes, que protegem os olhos de radicais livres, que podem causar doenças como catarata.

Confere fotoproteção à pele: Além de protegerem a visão, os carotenoides também trazem benefícios para a pele, conforme mostram alguns estudos científicos. Por isso, o consumo da goji berry proporciona fotoproteção extra para pessoas mais sensíveis aos raios ultravioletas. Além disso, a superfruta ajuda a reduzir inflamações da pele e evitam a imunossupressão (quando o sistema imunológico fica menos eficiente).

Possui ação anticancerígena: Uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Agriculture revelou que a fruta pode ajudar a inibir células cancerígenas, especialmente aquelas ligadas ao colón e ao útero. Na medicina tradicional chinesa o fruto já é usado para auxiliar no tratamento do câncer.

Previne doenças cardiovasculares: As vitaminas C, E e A, presentes na fruta, têm elevada ação antioxidante. Isso faz com que haja uma redução do colesterol ruim (LDL), o grande vilão do coração, responsável pelo desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A vitamina B6, também presente na fruta, ajuda a reduzir a quantidade de homocisteína. Esse aminoácido, presente no sangue, está relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares como AVC e infarto.

Protege de doenças neurológicas: Os ácidos graxos essenciais ajudam a regular o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, enquanto as vitaminas do complexo B (principalmente B1) também ajudam a evitar lesões cerebrais irreversíveis. O consumo de goji bery pode ainda combater os radicais livres, que podem causar doenças neurodegenerativas.

Proporciona bem-estar: A vitamina B6 ajuda na produção de serotonina, hormônio responsável por causar a sensação de bem-estar.

Ação antioxidante: Por ser rica em carotenóides e vitamina C, a fruta tem forte ação antioxidante. Isso quer dizer que o consumo da goji berry  ajuda a proteger o organismo de danos nos tecidos, células, membranas celulares e, até mesmo, no DNA. Isso previne contra diversas doenças.

Evita danos no fígado: A medicina tradicional chinesa (sim, mais uma vez ela!) usa extratos de goji berry para eliminar radicais livres presentes no fígado. Os radicais livres são átomos ou moléculas que, sob estresse oxidativo, agridem as células do corpo e colaboram para o envelhecimento e desenvolvimento de doenças.

Melhora a qualidade do sono: Como é eficiente na redução do estresse, a goji berry também ajuda a dormir com mais qualidade.

Goji Berry

O consumo diário de goji berry deve ser moderado: uma boa maneira é usar a fruta no café da manhã, com sucos ou iogurtes. Foto: Istock/Getty Images

 Goji berry ajuda a emagrecer?

Como a fruta possui uma grande quantidade de vitamina C, que é um potente antioxidante e anti-inflamatório, ela ajuda na queima de gorduras e o resultado disso é a perda de peso. Além disso, a goji berry é rica em vitaminas do complexo B, que aceleram o metabolismo e, consequentemente, aumentam a produção de energia. Essa equação ajuda no ganho de massa magra (músculo) de quem pratica atividades físicas. Por fim, a goji berry possui aminoácidos determinantes para a formação da serotonina, o hormônio que causa a sensação de bem-estar e, logo, reduz a compulsão por doces e carboidratos.

Quais as melhores maneiras de consumir goji berry?

Embora seja benéfica para o corpo, a goji berry deve ser consumida com moderação: a ingestão diária não deve ultrapassar os 45 gramas ou 100 ml de suco. Isso porque o excesso de consumo de vitamina C, por exemplo, pode causar problemas como cálculos renais, distúrbios gastrointestinais e incômodo na bexiga.

Uma boa maneira de inserir a fruta na rotina alimentar é consumi-la pela manhã, na forma de suco ou acompanhada de outras frutas ou cereais. Por ser um pouco amarga, pode ser mais saboroso consumir com iogurtes. Isso garantirá mais energia para o restante do dia. Só evite acrescentar açúcar! Além disso, se consumir a fruta em sua versão desidratada, ingira com líquidos, para hidratar as fibras e potencializar os seus resultados.

Existe alguma contraindicação?

Alguns estudos mostram que a fruta não deve ser consumida por quem faz uso de medicamentos anticoagulantes, para controle glicêmico e de pressão. Isso porque a fruta pode interferir na eficácia deles. Por isso, é importante consultar o médico antes de inserir a fruta na rotina alimentar diária. O profissional da saúde pode dizer se o alimento é indicado para o perfil do seu organismo e sugerir a melhor forma de consumo.

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Selênio: essencial ao bom funcionamento da tireóide

Por: https://www.belezasaudeecorpo.com/

selênio é um mineral que possui uma série de benefícios para o corpo humano. Ele aumenta a resistência do sistema imunológico (fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência).

Ele também diminui a probabilidade de ocorrência de doenças cardiovasculares pela sua ação benéfica para o coração.

Outra ação positiva do selênio é a desintoxicação, principalmente no que se refere aos metais pesados.

O sistema reprodutor masculino também é beneficiado pela ação do selênio, pois ele melhora a fertilidade do homem.

Um exemplo de alimento rico em selênio é a castanha-do-pará, que contém até 4000 microgramas de selênio por unidade.

Falando de maneira geral, o selênio colabora na prevenção do câncer, pois seu poder antioxidante tem efeito rápido.

Outros exemplos de alimentos ricos em selênio: farinha de trigo, pão francês, gema de ovo, frango cozido, clara de ovo, arroz, queijo, entre outros.

Para quem procura emagrecer, o selênio ajuda bastante, pois ele atua por meio da glândula tireoide, o que influencia na produção de hormônios. A ingestão controlada e moderada de selênio permite que a tireoide regule o metabolismo do corpo, fazendo o organismo queimar mais gordura em vez de reter. O ganho de massa muscular é outro benefício direto da substância.

Alguns suplementos alimentares que possuem selênio são: super slim x e o turbo slim.

 

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24 Benefícios Da Moringa Oleifera! O Que é a Moringa e Como Consumir

Por: sbholos.org

A planta é uma fonte de vitaminas e sais minerais, que é composta por mais de 92 elementos de nutrição e 46 tipos de antioxidantes. Ainda, são 36 substâncias antiinflamatórias, 18 aminoácidos, com a inclusão dos 9 aminoácidos fundamentais que não são produzidos pelo corpo humano:
quantitativo 7x maior de vitamina C do que a laranja;
quantitativo 4x maior de cálcio em relação ao leite;
quantidade 2x maior de proteína em relação ao Iogurte;
4x maior de vitamina A em relação a cenoura;
3x maior de potássio em relação a banana;
27% de elemento proteico, correspondendo ao quantitativo da carne do boi;
quantidade maior de ferro em relação ao espinafre;
vitaminas A, B (riboflavina, niacina e tiamina), C, E, beta caroteno;
quantitativo de minerais como o Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.

Dentre os benefícios da Moringa Oleífera estão a:
Nutrição;
Redução dos níveis de glicose
Redução com moderação dos níveis de colesterol
Redução da pressão arterial
Efeito antioxidante
Articulações melhores em razão do efeito anti-inflamatório
Pode ser um ajudante no combate ao asma
Promove o aumento das defesas naturais do corpo
Promove o fortalecimento dos músculos e ossos
Aprimora o desempenho da funcionalidade mental
Promove o estímulo do crescimento do cabelo
Proteção do fígado e os rins
Disponibilização de energia
Auxílio no emagrecimento
Possui propriedades antibacterianas

Alimentos para humanos – De acordo com as propriedades alimentícias, a planta pode ser usada em tratamentos de desnutrição, pois é fonte de proteínas, vitaminas e sais minerais.
Também pode ser usada no combate à obesidade e ao aumento do colesterol, com substituição de nutrientes correspondentes, porém com muito mais vitaminas e sais minerais, a carne e diversos outros alimentos que engordam ou que são fontes em gorduras saturadas.
Alimentos para animais – ao ser plantada de modo forrageira, pode promover a alimentação de carneiros, coelhos, cabritos, galinhas caipiras, vacas leiteiras.
Além disso, a planta disponibiliza resultados positivos em tratamentos de prostatite, reumatismo, tumores, artrites e outras doenças auto-imunes, câncer da próstata, hipertensão arterial, hepatite, vírus Epstein-Barr, epilepsia, fadiga crônica, males causados pelo tratamento de câncer, tratamento pré-natal, de glaucoma, de má nutrição de adultos e crianças, de redução da obesidade, lupus eritematoso, mobilidade gastrintestinal, cura de
irritação gastro-intestinal, de dermatoses, de bronquites e de inflamações de mucosas em
lactentes. As raízes promovem o efeito laxante. A planta também reproduz um efeito de renovação das células epiteliais, do cérebro e dos órgãos sexuais.
Pesquisas apresentam eficácia em doenças, a partir de uma ação anti-diarréica, antiinflamatória, anti-microbiana, anti-diabética, diurética, anti-espasmódica, vermífuga (flores e sementes).

Moringa Oleífera emagrece?
As folhas da planta, usadas no preparo do chá, são constituídas por um antioxidante denominado de ácido clorogênico. Teoricamente, esse elemento tem ação no controle dos graus de açúcar no sangue, otimizando a queima de gorduras.
Estudos apresentaram fatores de que o ácido clorogênico gerou uma perda alta de peso em seus testes. Entretanto, a afirmação ainda não é disponível em relação ao chá de moringa na ação de  emagrecimento, pois os testes não foram realizados em humanos.

Como consumir Moringa Oleífera ?
A planta pode ser ingerida:
– em forma de sementes: a partir da semente da Moringa é possível a extração de óleo de qualidade parecida com o azeite de oliva. Ela também leva o título de melífera, propriamente a produção de abelhas. O mel das flores é medicinal e atinge um alto valor
no mercado da Europa.
Pela criação intensa de sementes e flores, pesquisas atuais promovem a recomendação do plantio para o extrato de biodiesel, através das sementes. Para ingestão das sementes verdes, pode-se cozinha-las de forma semelhante ao quiabo, feijão e afins, e consumidas como salada.
– em forma de folhas: tanto as folhas quanto as flores dessa planta são consumíveis. Elas também produzem chás, especialmente os de uso contínuo.

– em forma de flores: existe um prato produzido a partir das flores, típico da Indonésia e Timor Leste, com o nome de makansufa. O processo realizado para a ingestão das flores é
fritando-as em óleo de coco, e imergindo-as em leite de coco, e ainda acompanhadas de arroz ou também milho.
É possível, ainda que as folhas e flores sejam ingeridas por meio de smoothies/vitaminas, sucos com outros legumes, por exemplo, a beterraba, a cenoura, ou frutas (laranja, melão, maçã, mamão, abacaxi, caju). Também, podem ser usadas em chás de uso continuo. As flores podem também ser usadas em produção de chá medicinal, que são específicos para resfriado, de utilização comum em diversos países. O líquido das flores ou folhas, pode constituir caldos ou molhos, de modo natural, para a preservação de vitaminas e sais
minerais.
É ótimo para o tratamento para diminuição de gorduras, e ainda, por sua característica rica em nutrição, favorece uma reeducação da alimentação sem agredir ao corpo e ao sistema metabólico.
– em forma de vagens: vagens recém colhidas tem cozimento de mesmo modo de vagens de feijão. Elas são muito usadas dessa maneira no Haiti.
– em forma de cascas: a partir das cascas é possível produzir artesanato, pois elas são perfeitas para o molde de cestos, por exemplo, facilitando trançados e afins. Elas também
extraem fibra para a produção de tapetes. A seiva possui um sabor doce.
– em forma de batatas: a plantação pode ocorrer em canteiros, de modo parecido a hortaliças, e ao passo que a planta alcança a cerca de 30cm, o pé é arrancado e se promove a extração da batata para a ingestão alimentar. Essas batatas possuem um sabor semelhante ao rábano. Tanto a seiva e as batatas, disponibilizam as vitaminas
concentradas das plantas. Essa batata pode ser ingerida em saladas ou pratos refogados, até mesmo em sucos de frutas ou também legumes. Posteriormente a esse prazo de 30 dias a batata some e se modifica na raiz da planta.

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Maca peruana: como tomar e benefícios

Por: minhavida

Tubérculo originário da Cordilheira dos Andes, a maca peruana é uma planta cujo formato se assemelha a um rabanete. Ela ficou famosa quando alguns de seus benefícios ganharam destaque, como o poder de elevar a libido e de ajudar no emagrecimento.

Com o objetivo de prevenir doenças, auxiliar em tratamentos e até ajudar a perder peso, a maca peruana se tornou a nova queridinha de quem busca uma alimentação equilibrada. Fonte de vitaminas, minerais, proteínas, fibras e mais uma incansável lista de outros nutrientes, não demorou para que ela começasse a chamar a atenção do público brasileiro. Conheça mais benefícios da maca peruana:

Aumento da libido

Um dos grandes destaques da maca é seu efeito na libido. Um estudo conduzido por um pesquisador da Universidad Peruana Cayetano Heredia, no Peru, observou os efeitos da maca em homens com idades entre 24 e 44 anos durante quatro meses. Os resultados mostraram aumento da quantidade de sêmen, na contagem de espermatozoides e na motilidade espermática.

Outras pesquisas destacaram ainda que a ingestão do tubérculo aumentava o desejo sexual e reduzia os níveis de estresse e ansiedade do indivíduo. Acredita-se que o alimento tenha ação sobre o hipotálamo e as glândulas suprarrenais, o que lhe conferiria tais efeitos estimulantes.

Muitas pessoas consideram carboidratos os grandes vilões do emagrecimento, mas isso não passa de mito. Quem deseja perder peso de forma saudável deve se preocupar com as calorias ingeridas e seguir um plano que contemple dieta e exercícios.

Assim, embora mais da metade da composição da maca peruana seja de carboidratos (59%), ela pode ajudar quem deseja emagrecer por ser rica em fibras, que aumentam a saciedade, reduzindo o apetite.

Entretanto, apenas o consumo do alimento sem qualquer mudança de hábito ou acompanhamento não apresentará mudanças significativas. Junto com um plano alimentar, por outro lado, ganha-se um grande aliado.

Combate o diabetes

A maca peruana pode prevenir o desenvolvimento do diabetes de duas maneiras: ela diminui a velocidade da absorção de glicose pelo corpo graças ao alto teor de fibras e também inibe a ação de uma enzima que atua no processo de digestão. Isso evita a liberação de grandes quantidades de insulina de uma só vez, o que poderia levar à resistência celular à substância, favorecendo o diabetes.

Protege o coração

A maca peruana contém ômega 3, que protege a saúde cardiovascular graças a seu efeito vasodilatador e regulador do colesterol. O ômega 9 nela presente também atua sobre o colesterol, diminuindo o nível total e do colesterol ruim (LDL) e aumentando as taxas do bom colesterol (HDL). Para completar, aminoácidos da maca peruana estão envolvidos no controle de gorduras no sangue e da hipertensão.

Previne a osteoporose

A osteoporose é uma grande preocupação principalmente do público feminino após a menopausa, quando os níveis de estrógeno, hormônio que protege os ossos, diminuem no organismo. Neste caso, a indicação do uso da maca peruana pode funcionar como uma medida de prevenção da doença, já que 100 g oferecem 150 mg de cálcio.

Auxilia no tratamento da anemia

Em 100 g de maca peruana é possível obter 16.6 mg de ferro, nutriente que em baixas concentrações no organismo pode levar à anemia ferropriva. A necessidade diária do nutriente varia de 11mg a 8mg para homens e de 15mg a 18mg para mulheres, conforme a idade. O ferro é um nutriente fundamental para a síntese de células vermelhas do sangue e para o transporte de oxigênio. Para aumentar a biodisponibilidade do nutriente no organismo, lembre-se de consumi-lo com alguma fonte de vitamina C para ajudar na absorção.

Fortalece o sistema imunológico

A maca peruana também é conhecida por funcionar como um revigorante para o organismo. Ela é conhecida como uma planta adaptógena, que como o próprio nome sugere, auxilia na adaptação à condições adversas do ambiente, aumentando a força e a resistência muscular.

Ameniza os efeitos da menopausa

A maca alivia os sintomas comuns da menopausa, como ondas de calor, sem os efeitos colaterais de tratamentos químico-hormonais disponíveis no mercado. A atuação do alimento sobre os níveis hormonais é, até o momento, a melhor hipótese para explicar a relação. Diminuição da fadiga, elevação na libido e barreira contra a desidratação da pele são algumas das características observadas com o consumo do alimento.

Informação Nutricional da Maca Peruana (porção de 100 gramas)

Calorias 325 kcal 16%
Carboidratos 71,4g 24%
Proteínas 14,3g 29%
Gorduras totais 3,6g 5%
Gorduras saturadas
Gorduras monoinsaturadas
Gorduras poliinsaturadas
Fibra alimentar 7,1g 29%
Cálcio 250mg 25%
Ferro 14,8mg 82%
Potássio 2000mg 57%
Cobre 6mg 300%
Vitamina C 285mg 475%
Vitamina B6 1,1mg 57%

Referência: Self Nutrition Data

Como consumir Maca Peruana

Ela pode ser encontrada em farmácias e laboratórios de manipulação, mas é um nutricionista, nutrólogo ou outro profissional que irá definir a dose a ser consumida por cada pessoa. A maca peruana costuma ser consumida em pó ou em cápsulas.

A dose recomendada é de 400 a 1000 mg/dia, na forma de cápsulas ou pó. O importante no caso de qualquer fitoterápico é verificar a origem, pureza e concentração do produto, portanto, verificar se a maca que vai consumir é de procedência segura.

Referências

Israel Adolfo, especialista em fisiologia pela Unifesp

www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12472620

Roberto Navarro, nutrólogo e membro da Associação Brasileira de Nutrologia

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ORA-PRO-NÓBIS: BENEFÍCIOS, CULTIVO E COMO USAR

Por: https://www.greenme.com.br

Quem é de Minas Gerais, há muito tempo, conhece a planta ora-pro-nóbis. É comum ver na região mineira esta planta nos quintais das casas e nas cercas vivas de sítios e chácaras, além de ser típico da região utilizá-la como alimento em casas e restaurantes de Minas Gerais. Em Minas, essa planta é conhecida como”bife de pobre” por ser um alimento econômico, nutritivo, proteico e acessível.

Várias pessoas ainda não a conhecem e neste conteúdo serão passadas informações importantes sobre os atributos desta planta.

Saibam mais sobre esta planta e suas propriedades nutricionais, pois é rica em proteínas e aminoácidos.

As folhas da planta ora-pro-nóbis são uma boa alternativa alimentar, por sua rica constituição nutricional, para quem pratica o veganismo.

Para conhecerem melhor esta planta, serão compartilhados os seguintes assuntos neste conteúdo:

1. O que é Ora-pro-nóbis?

Ora-pro-nóbis é uma cactácea com hábito de liana (cipó), de flores vistosas e folhas ricas em componentes nutricionais.

Sendo uma cactácea trepadeira, é espinhosa, possui folhas bem resistentes e se desenvolve com facilidade em diversos tipos de solo, se adaptando bem mesmo em terras pouco férteis e úmidas.

Suas folhas são utilizadas seja como alimentos que para fins medicinais.

Seus frutos, que são bagas amarelas e redondas, também servem como alimento.

2. Nome científico

Pereskia aculeata, é o nome científico desta planta conhecida popularmente por ora-pro-nóbis. A planta recebeu esse nome, Pereskia, em referência ao botânico francês Nicolas-Claude Fabri dePeiresc, e o termo aculeata, em latim ăcŭlĕus, significa agulha ou espinho.

Existem várias Pereskias, mas a única que se pode comer é Pereskia aculeata, de flores brancas e miolo alaranjado.

3. Procedência do nome ora-pro-nóbis

Essa planta recebeu esse nome popular porque em Minas Gerais é comum encontrar essa planta nos quintais das casas. Em tempos de outrora, os mineiros colhiam as folhas de ora-pro-nóbis no quintal de um padre, enquanto ele rezava à missa, repetindo o refrão em latim: ora pro nóbis, que significa ora por nós.

Devido à esse fato sui-generis, esta planta passou a ser chamada, popularmente, de ora-pro-nóbis.

4. Origem e ocorrência da planta

Esta cactácea trepadeira folhosa é nativa do continente americano, espalhada desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, sendo encontrada também nas Ilhas do Caribe.

No Brasil, esta planta é encontrada nos estados de Maranhão, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

5. Cultivo da ora-pro-nóbis

Pode-se realizar o plantio dessa planta através de estacas plantadas em solo fértil, para criar raiz. Depois de enraizada, é transferida para local definitivo.

Em períodos de chuva pode ser plantada diretamente no local permanente, só não é recomendado plantar em lugares encharados, pois a planta prefere lugares mais secos. Quando plantada por estaquia, esta planta se desenvolve, de forma lenta nos primeiros 3 meses. Ao formar as raízes, o crescimento dela se acelera.
Sua floração, de flores brancas, pequenas e perfumadas, pode ocorrer na época de janeiro à abril. Os frutos amarelos e redondos, desta planta, aparecem no período de junho à julho.

6. Propriedades e benefícios da ora-pro-nóbis

A plantaora-pro-nóbis possui várias propriedades e benefícios, além de ser de cultivo fácil, de ter grande valor nutricional, possui acentuado poder terapêutico, curativo.

Propriedades medicinais

A planta ora-pro-nóbis possui propriedades

  • anti-inflamatórias
  • cicatrizantes
  • depurativas
  • revigorantes
  • regenerativas.

 

Contém em sua composição nutricional, principalmente, os seguintes minerais como:

  • fósforo
  • cálcio e ferro
  • fibras
  • aminoácidos essenciais como lisina e triptofano
  • proteínas
  • vitaminas C, A, B

Agora, conheçam a seguir, os benefícios da planta ora-pro-nóbis como alimento ou chá:

  • Pelo seu alto teor de fibras contribui para o bom funcionamento intestinal e digestivo
  • Promove a saciedade, por isso, indicada para pessoas que precisam emagrecer
  • É reconstituinte da flora intestinal
  • Evita prisão de ventre, formação de pólipos, hemorroidas e tumores no intestino.
  • As folhas da planta têm efeito depurativo (limpa o organismo)
  • Esta planta é boa fonte de vitamina C ( 4 vezes mais que a laranja), por isso, reforça o sistema imunológico
  • A planta ora-pro-nóbis é rica em vitamina A (retinol), por isso:
  • combate radicais livres,
  • previne o envelhecimento celular precoce,
  • melhora a visão e contribui para a saúde da pele, olhos e cabelo
  • Esse vegetal é fonte de ácido fólico, nutriente essencial na dieta das gestantes e para a saúde dos fetos
  • Essa planta tem muita proteína (por volta de 25% de sua composição), o espinafre só tem 2,2%, e, por isso, é um ótimo alimento substitutivo para a carne, sendo uma ótima opção alimentar para quem pratica veganismo ou vegetarianismo
  • Devido à alta quantidade de cálcio, a ingestão desta planta fortalece ossos e dentes e melhora a contração muscular e transmissão dos impulsos nervosos
  • Estudos realizados na Universidade Federal de Lavras comprovaram que esta planta diminui o nível de colesterol ruim, trata furúnculos e sífilis, contribui para a prevenção de doenças como câncer de cólon, hemorroidas, tumores intestinais e diabetes.

Receitas culinárias com ora-pro-nóbis

Suco verde de ora-pro-nobis

Ingredientes

  • 20 folhas de ora-pro-nobis
  • Suco de meio limão ou laranja
  • Gengibre descascado em fatias ou em pó
  • 4 copos de água gelada e, se preferir, adicione gelo

Preparo

  • Bata tudo no liquidificador durante 2 minutos
  • Coe
  • Consumir de imediato após o preparo, para aproveitar os princípios ativos da planta, o que deixa de ocorrer, se guardada na geladeira.
  • Se for colocar gelo, o faça depois de batido no liquidificador.

Patê Vegano de ora-pro-nóbis

Ingredientes

  • 2 cebolas médias picadas
  • 1 dente de alho picado
  • 4 colheres de sopa de óleo
  • 1 colher de sopa rasa de sal
  • 50 g de tofu
  • 300g de folhas de ora-pro-nóbis
  • 3/4 de copo normal de água fervente

Modo de preparo

  • Doure a cebola junto e o alho.
  • Coloque sal a gosto.
  • Adicione as 4 colheres de óleo, ou menos, se preferir.
  • Adicione as folhas do ora-pro-nóbis picadas e refogue.
  • Depois de pronto o refogado, o bata no liquidificador com o tofu.
  • Caso haja necessidade, adicione um pouco de água fervente para deixar a pasta macia.
    Guarde em uma vasilha preferivelmente de vidro, com abertura larga para facilitar a utilização, pois, pode ser consumido para passar em biscoitos salgados, torradas ou pães ou recheio de pastéis e de massas em geral.

Receita de ora-pro-nobis com chimeji

Esta receita resulta em uma combinação altamente nutritiva.

Confiram o vídeo, é bem fácil de fazer!

Este vídeo ensina como preparar chips caseiros e pesto, que é uma pasta que serve para passar neles e comer como aperitivo, lanche e entrada nas refeições.

A receita deste vídeoé uma dica bem simples e básica de utilizar a ora-pro-nóbis e fazer refogado, como estamos acostumados a fazer com a couve-verde.

 

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Ingredientes que colocam em risco saúde do coração

Por: https://saudebrasilportal.com.br/

A lista de ingredientes dos alimentos industrializados pode ajudar a identificar se ele é prejudicial à saúde do coração. De acordo com a cartilha Alimentação Cardioprotetora, do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital do Coração (HCor), se na lista de ingredientes presente no rótulo do produto são descritos cinco ingredientes ou mais, e se esses ingredientes possuem nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias, o alimento é classificado como ultraprocessado.

Alimentos ultraprocessados são pobres em fibras, têm uma grande quantidade de calorias e uma composição nutricional desbalanceada. “Isso os torna um dos principais responsáveis pela epidemia mundial de obesidade, que tem ligação direta com problemas de doenças do coração”, destaca Mariana Claudino, nutricionista da ACT Promoção da Saúde, membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável.

Quando consumidos em grande quantidade, alimentos com muitos aditivos industriais afetam negativamente a saúde das pessoas. Além de favorecer doenças do coração, a composição nutricional desbalanceada dos ultraprocessados pode provocar diabetes, vários tipos de câncer, e aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Importante: A dica dos cinco ingredientes pode ajudar a identificar se um alimento é prejudicial à saúde do coração. No entanto, Mariana destaca que não é uma regra. “Há alguns produtos ultraprocessados com poucos aditivos químicos descritos no rótulo mas com grande quantidade de gordura, por exemplo, que também pode prejudicar a saúde do coração”, explica.

O que são alimentos ultraprocessados?

O ultraprocessado é um alimento que passou por inúmeros processos na indústria alimentícia até ser finalizado e comercializado. Por exemplo, o milho, até virar salgadinho de pacote, passou por inúmeros processos, com adição de altas quantidades de gordura e conservantes.

Em geral, são alimentos que têm muito tempo de prateleira (prazo de validade estendido), com adição de muitos açúcares, gorduras e conservantes, além de uma lista de ingredientes extensa, descrita nos rótulos.

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Ingredientes nocivos à saúde do coração

Os ultraprocessados trazem em sua composição antioxidantes, corantes, conservantes, edulcorantes e aromatizantes. Esses aditivos alimentares são responsáveis por promover maior durabilidade, maciez, cor, crocância, sabor e ressaltar outras características dos produtos.

“O consumo indiscriminado destes aditivos pode provocar o surgimento de alergias infantis. Há também estudos que relacionam o consumo dos aditivos com o câncer, com as doenças de Parkinson e de Alzheimer, além de resistência insulínica e hipertensão”, observa Mariana.

Dieta Cardioprotetora Brasileira

Também conhecida como Dica BR, a Dieta Cardioprotetora Brasileira foi elaborada a partir de recomendações nutricionais descritas nas diretrizes brasileiras direcionadas para o tratamento e controle das Doenças cardiovasculares (DCV) e seus fatores de risco. O objetivo é promover a alimentação adequada e saudável e prevenir agravos relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas. Confira as dicas de alimentação para ter um coração saudável.

A Alimentação Cardioprotetora é pautada no Guia Alimentar para a população brasileira, uma vez que a base dessa alimentação inclui alimentos in natura ou minimamente processados. A cartilha, disponível em duas versões, também incentiva a cultura alimentar brasileira e o consumo de preparações culinárias caseiras.

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Medicina ortomolecular: aplicação de DMSO

Por: Andrea Nunes Higashi – Coordenadora de Educação e                                                                                      Pesquisa  Clínica Higashi –                                                                                              Ortomolecular e Nutrologia

 

Entre 1866 e 1867, na Alemanha (Stone, 1993), o químico de nacionalidade russa Alexander Saytzeff Rayton,1986) sintetizou o dimetilsulfóxido (DMSO),produzido pela oxidação do dimetilsulfureto, proveniente de alguns processos biológicos naturais, inclusive no repolho. Saytzeff descreveu sua notável capacidade como solvente em altas temperaturas, a qual foi industrialmente utilizada a partir da década de quarenta e como suplemento alimentar.

No início de 1960, o DMSO foi introduzido como substância medicinal também (Briton, 1982; Brayton, 1986). O DMSO tem ação anti-inflamatória e age como antioxidante (eliminador de radicais livres que se agregam no local da lesão). Foi também, o primeiro anti-inflamatório não-esteróide descoberto desde a aspirina.

Pesquisas feitas pelo Centro de Medicina Preventiva de Atlanta, EUA tem utilizado o DMSO efetivamento há mais de uma década. Evidenciando a ação efetiva em diferentes tipos de condições inflamatórias como artrite reumatóide, inflamação na coluna lombar, e artrite das articulações

No entanto, o DMSO não tem ação somente na inflamação mas em outras complicações que afetam a saúde como na pele (tecido conectivo), sistema neurológico, na bacterióstase, diurese, aumento da efetividade de outras medicações, resistência à infecções, vasodilatador, no relaxamento muscular, aumento da função celular, influência sobre o  colesterol sérico, efeito radioprotetor e proteção contra lesões isquêmicas (AVC isquêmico).

Tem ação também na Esclerodermia (doença rara resultante de crescimento anormal de colágeno dentro do organismo), artrite, trauma do sistema nervoso central (diminui a pressão intracraniana no traumatismo  crânio encefálico), atua como relaxante muscular, estabiliza a pressão arterial, dor, pequenos cortes e queimaduras graves (reconstruindo tecidos lesados). Um estudo mostrou que o DMSO pode retardar a velocidade de difusão do câncer, prologar a sobrevida e potencializa os efeitos quimioterápicos.

Outro estudo feito em 1996 demonstrou a ação do DMSO sobre a resistência de antibióticos em bactérias, agindo como fator que diminui a resistência de certas bactérias.

Já foram verificadas acima de trinta propriedades farmacológicas e terapêuticas do DMSO as quais resultam da sua capacidade de interagir ou combinar com ácidos nucléicos,carboidratos, lipídeos, proteínas e muitas drogas sem alterar de forma irreversível a configuração molecular (Sojka et al. 1990).A via de administração mais eficiente se dá por via endovenosa.

Leitura Complementar:

1.    M. Walker. DMSO: nature’s healer. 1993.

2.    ADAMSON, J E., HORTON, C.E., CRAWFORD, H.H., AYERS JR., W. T. The effects of dimethyl sulfoxide on the experimental pedicle flap: a preliminary report. Plast. Reconst. Surg. v. 37, p. 105-110, 1966.

3.    GORDON, D.M., KLEBERGER, K.E. The effect of dimethyl sulfoxide (DMSO) on animal and human eyes. Arch Ophthal. v. 79, p.423-427, 1968.

4.    HAIGLER, H.J., SPRING, D.D. Comparison of the effects of dimethyl sulfoxide and morphine. Ann. N.Y. Acad. Sci. v.411, p.19-27, 1983.

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Manifestações Associadas à Fibromialgia 

Por: fibromialgia.com.br

Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono.

A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras.

O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou “nervos”.

Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: “dói o corpo todo” ou “dói tudo, doutor”, quando interrogados sobre a sua localização.

Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica.

Manifestações não relacionadas ao sistema locomotor são observadas na fibromialgia, algumas presentes em mais de 50% dos casos como cefaléia (sob a forma de enxaqueca ou cefaléia tensional ) e síndrome do cólon irritável (Goldenberg, 1987 ).

O fenômeno de Raynaud ocorre entre 20 e 35% dos casos ( Dinerman, Goldenberg, Felson, 1986 ). Tanto a síndrome do cólon irritável, como o fenômeno de Raynaud, estão relacionados a distúrbios da motilidade da musculatura lisa, o que pode ser decorrente do aumento da afinidade dos receptores alfa 2 adrenérgicos ( BENNETT, et al., 1991 ) e não a uma descarga excessiva do sistema adrenérgico.

Nas plaquetas encontra-se também um aumento de densidade de receptores alfa 2 adrenérgicos, o que leva a uma resposta exacerbada a níveis normais de liberação de catecolaminas ( YUNUS et al., 1992 b, BENNETT, 1993 ).

A depressão está presente em 25% dos casos de fibromialgia e 50% dos pacientes relatam antecedente depressivo ( Goldenberg, 1989; HUDSON & POPE, 1989 ).

Anormalidades do tecido colágeno podem ocorrer concomitantemente à fibromialgia, como o prolapso da válvula mitral ( PELLEGRINO, WAYLONIS, SOMMER, 1989; WAYLONIS & HECK, 1992 ) e a síndrome da hipermobilidade ( GOLDMAN, 1991; GEDALIA et al, 1993 ), tendo sido descrita uma redução dos níveis do peptídeo do pró-colágeno tipo 3 aminoterminal, nestes pacientes ( JACOBSEN et al., 1990 ).

Pacientes submetidos às dores crônicas da artrite reumatóide ( MAHOWALD et al, 1983 ) e da osteoartrose ( Moldofsky, lue, saskin, 1987 ) desenvolvem com maior freqüência, manifestações fibromiálgicas, 12% e 7%, respectivamente ( WOLFE & CATHEY, 1983 ).

Em 1994, YUNUS sugeriu o termo síndrome disfuncional para classificar uma família de entidades, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, síndromes miofasciais, síndrome do cólon irritável, enxaqueca tensional, disfunção têmporo-mandibular, síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos de pernas. Estas entidades compartilham de disfunções neuroendócrino-imunológicas, que através de neuropeptídeos / neurotransmissores ( serotonina, noradrenalina, beta-endorfina, dopamina, histamina, GABA, colecistoquinina e substância P ), bem como por meio de hormônios do eixo hipotálamo hipofisário, atuam nos mecanismos biofisiológicos de dor, sono e comportamento.

1. SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA
A síndrome da fadiga crônica foi descrita, em 1988, por Holmes et al. Estudos demográficos, imunológicos e psiquiátricos, bem como investigações sobre fadiga muscular, revelam algumas semelhanças entre a fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica. Ambas acometem, preferencialmente, mulheres de meia idade, previamente saudáveis. Considerando-se os pacientes acometidos com a síndrome da fadiga crônica, 70% preenchem os critérios para fibromialgia, inclusive quanto à presença dos pontos dolorosos, na vigência de queixas miálgicas ( Goldenberg et al., 1990 ).

Por outro lado, 42% dos fibromiálgicos preenchem os critérios para a síndrome da fadiga crônica ( Holmes et al., 1988 ), mais de 90% apresentam queixas de fadiga e distúrbios do sono e 52% dos pacientes comparam suas queixas a um quadro gripal prolongado ( Buchwald et al., 1987 ).

As alterações imunológicas da síndrome da fadiga crônica são variáveis e sem especificidade. Foram descritas a elevação de títulos de anticorpos contra diversos antígenos virais, em especial os anticorpos antivírus de Ebstein-Barr, redução do número e função das células citotóxicas, redução dos níveis de imuneglobulinas, redução da resposta imunológica do tipo hipersensibilidade tardia, alteração do nível de citocinas e da distribuição das subpopulações de células T ( GOLDENBERG, 1988; Kamaroff & Buchwald, 1991 ).

Estes dados ainda são controversos, não tendo sido encontrados por outros autores como Buchwald et al. (1987 ), que em estudo controlado comparativo de pacientes com síndrome da fadiga crônica e fibromialgia, não observaram diferenças nos títulos de anticorpos antivírus de Ebstein-Barr entre os grupos analisados.

2. SÍNDROMES MIOFASCIAIS
Existe uma controvérsia se as síndromes miofasciais poderiam representar uma manifestação localizada da fibromialgia ( BENGTSSON et al., 1986; Travell & Simons, 1983; SIMONS, 1988; WOLFE et al., 1992 ), assim como se existe correspondência entre os pontos de gatilho e os pontos dolorosos da fibromialgia.

Os pontos de gatilho diferem dos pontos dolorosos da fibromialgia, uma vez que apresentam localização mais profunda na massa muscular, resultando em decréscimo da distensibilidade muscular. A dor é provocada pela contração destes músculos, sendo característica a observação de fasciculação à rápida percussão de uma faixa muscular retesada ( GOLDENBERG, 1991 ).

Os pontos de gatilho podem estar latentes, mas quando pressionados, respondem com intensa dor local e também dor referida ou irradiada.

Por outro lado, os pontos dolorosos observados na fibromialgia são positivos à pressão com intensidade inferior a 4 kgf / cm2, apresentando gradiente de dor com as áreas vizinhas, bem como em relação aos pontos controle, que supostamente são pouco dolorosos. De acordo com WOLFE et al. ( 1992 ) que examinou 24 mulheres, 8 com fibromialgia, 8 com dores miofasciais e 8 controles normais, existiria uma certa semelhança entre ambas as síndromes dolorosas, uma vez que as pacientes com dores miofasciais apresentavam positividade em pelo menos metade do número de pontos padronizados da fibromialgia, sendo que os pontos de gatilho estavam presentes em apenas 20% dos indivíduos pesquisados, tanto no grupo com fibromialgia como no grupo com dores miofasciais.

Até o momento poucos são os estudos prospectivos quanto às manifestações sistêmicas das síndromes miofasciais e sua associação com fadiga ou distúrbios do sono.

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