10 Benefícios Incríveis de Potássio e Principais Alimentos

Por: Biosom

O potássio tem uma grande importância nutricional para o nosso corpo e é fundamental para um bom funcionamento dos músculos e das células nervosas. Ele pode ser encontrado em diversos alimentos, como legumes, verduras e frutas. Manter níveis adequados desse nutriente, beneficia não só a saúde, como também ajudam a prevenir doenças.

10 Benefícios Incríveis de Potássio e Principais Alimentos

1- Controle da pressão arterial

O sódio é um agente de risco para o aumento da pressão arterial e, felizmente, o potássio equilibra o sódio no organismo e previne a pressão alta. Sendo assim, quando ingerido em quantidades adequadas, ele é um ótimo fator na hora de regular a pressão arterial. Esse é um dos principais efeitos benéficos do potássio e muitos estudos a respeito desse fato já foram realizados e continuam surgindo, ressaltando que o aumento da ingestão de potássio pode estar relacionado com a diminuição da pressão arterial e naturalmente, com a prevenção do AVC, que é o próximo item da lista.

2- Prevenção de doenças cardiovasculares

Muitos não sabem, mas o potássio tem função vasodilatadora, de modo que a prevenção de doenças cardiovasculares, é uma consequência também do item anterior a respeito do controle da pressão arterial. Porque dessa forma, além de prevenir a pressão alta, ajuda a reduzir também o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Ou seja, cuidando da pressão sanguínea, o sistema cardiovascular pode ter suas funções melhoradas.

3- Controle do açúcar no sangue

Na falta de potássio, os níveis de açúcar no sangue, podem ser desregulados e isso pode gerar problemas de saúde, tanto se estiverem baixos demais ou altos. Como diabetes ou a piora de casos já existentes de doenças.

4- Ganho de Massa Muscular

O potássio tem um importante papel na resistência muscular, pois ele contribui para a contração e relaxamento dos músculos, ele também é indicado para evitar câimbras. Além disso, o mineral pode colaborar para o  aumento de massa muscular, já que proporciona um equilíbrio maior do cortisol, que quando presente em alta quantidade no sangue, pode causar perda dessa massa.

5- Colabora com o cálcio e a saúde óssea

O cálcio atua na manutenção e construção dos ossos, ou seja, é muito importante que ele esteja presente em quantidades adequadas no nosso organismo.

Estudos sobre a relação do potássio com a saúde óssea apontam uma associação positiva da ingestão do nutriente com a melhora na saúde óssea de pessoas de todas as idades. Apesar de ainda causar discussões entre os estudiosos em relação a isso, o  potássio pode contribuir com a presença do cálcio no corpo, já que reduz a excreção dele na urina e contribui com a sua retenção.

6- Funciona na prevenção das pedras nos rins

Quando a quantidade de cálcio na urina é elevada, ocorre o risco de desenvolver pedras nos rins. Por isso, por reduzir a excreção desse mineral na urina, o potássio é indicado para evitar problemas maiores.

7- Auxílio na perda de peso

O potássio não acelera o metabolismo de forma direta, porém, ele colabora para mantê-lo regulado, isso é ótimo para quem deseja perder peso. Além disso, o mineral evita os picos de açúcar no sangue e colabora para evitar a retenção de água pelo organismo, o que pode ajudar a desinchar o corpo.

 8- Favorecimento nas atividades física

Como o potássio pode favorecer as atividades físicas? Bom, primeiro é possível citar um ponto já mostrado na lista, que aborda o favorecimento do ganho de massa muscular e de sua resistência. Além disso, ele contribui para um bom controle hidroeletrolítico no corpo, reduzindo também a fadiga.

9- Equilíbrio da água no organismo

É importante ressaltar que o potássio atua no balanço e distribuição da água no organismo. Por causa disso, cada órgão do corpo pode funcionar de forma melhor, com a concentração ideal de água.

10- Alivia as dores

A deficiência desse potássio pode ser um agente de risco para dores, principalmente as dores de cabeça.  A banana, por exemplo, é rica em potássio e magnésio, por isso, ela pode ajudar a diminuir as câimbras e pode aliviar dores, como a dor de cabeça.

Incluir o potássio no cardápio não é difícil, pois alguns dos alimentos podem ser facilmente encontrados e inclusos na dieta diária, como por exemplo:

  • banana-nanica
  • mandioquinha cozida
  • milho
  • extrato de tomate
  • mamão papaia
  • melancia
  • abacate.

Aproveite para cuidar melhor da sua saúde e proporcionar um funcionamento melhor do seu corpo.

Lembre-se  que a dose ideal diária do potássio muda de pessoa para pessoa. É imprescindível ter noção desse fato, porque um nível muito alto ou muito baixo de potássio, pode causar problemas de saúde. Veja a seguir duas doenças causadas pelo desequilíbrio do potássio no organismo:

  • Hipercalemia: Um nível muito alto pode caracterizar essa doença, identificada por um exame de sangue e pode ou não significar problemas nos rins, nesse tipo de doença, o paciente pode ter insuficiência renal aguda ou crônica, além de outras complicações.
  • Hipocalemia: É o caso do nível muito baixo de potássio no organismo, que pode ter várias causas e os pacientes podem ter em seu quadro de sintomas fadiga, espasmos musculares, constipação ou fraqueza. Por isso, é ideal manter uma dieta equilibrada e buscar incluir os nutrientes essenciais para manter-se saudável.

II) A Seguir os 20 Alimentos Ricos em Potássio:

10 Benefícios Incríveis de Potássio e Principais Alimentos

1) Abóbora

É uma fonte de potássio que contém altos níveis de antioxidantes. Mais impressionantes são os carotenoides contidos em apenas uma porção de abóbora. Este tipo de antioxidante ajuda a prevenir e combater vários tipos de câncer, incluindo de pele, mama, pulmão e próstata.

2) Espinafres

Há uma razão pela qual o espinafre foi o escolhido do personagem Popeye. Ele é um alimento rico em potássio e ao comer espinafre você quer optar pelo orgânico. É uma boa ideia adicionar espinafres ao seu prato, pois não é apenas alto em potássio, mas também rico em ferro bem como uma variedade de outras vitaminas e minerais. O espinafre é o ingrediente padrão em um smoothie verde.

3) Batata doce

As batatas doces são um alimento rico em potássio que contém mais nutrientes do que as batatas comuns. As batatas doces também são altas em betacaroteno, vitamina C e vitamina B6.

4) Salmão

Além de potássio, o salmão contém ômega-3 cujos benefícios incluem diminuir o risco de doenças cardíacas, AVC, depressão, transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, dor nas articulações e o eczema. Você vai querer ser exigente sobre a qualidade do salmão que está comendo, pois não são todos criados igualmente. Evite o salmão criado por fazenda, pois contém produtos químicos suficientes que tiram qualquer benefício que você tenha obtido. O salmão é mais frequentemente consumido como o principal prato de uma refeição, em forma de filé. Você pode tentar fazer seu próprio sushi usando salmão, pois isso adiciona um pouco de novidade e não é tão difícil quanto parece.

5) Damascos

As pessoas que consomem damasco tendem a ter dietas mais saudáveis ​​em geral com mais nutrientes, bem como um menor peso corporal. Com moderação, o damasco é saudável e uma ótima uma escolha de lanche rico em potássio.

6) Melaço

O melaço tem potássio e contém 293 mg de potássio por 1 colher de sopa.

7) Romã

As sementes de romã são excelentes fontes de potássio e tem a sua capacidade de reduzir os níveis de cortisol no organismo.

8) Água de coco

Se você está a procura de um alimento rico em potássio que vêm em forma líquida, a água de coco entra nesta lista. E ela já foi usada em situações de emergência como um fluido de hidratação.

9) Feijões Brancos

Não só os feijões brancos contêm uma dose significativa de potássio por porção, mas também são ricos em fibras. Consumir alimentos ricos em fibras, como feijões brancos, ajuda a diminuir o risco de diabetes.

10) Banana

A banana é bem conhecida por ser uma fonte de potássio, mas também são relativamente altas em açúcar. Bananas são recomendadas como uma fonte rápida de energia antes de um treino ou um pós-treino porque equilibra a retenção de água.

11) Abacate

Uma característica do abacate que muitas vezes é negligenciada é o quanto de potássio que ele tem. Os abacates são bastante versáteis; você pode simplesmente comê-los inteiros ou misturá-los em um smoothie. E guacamole é um excelente petisco a qualquer hora.

12) Cogumelos

Os cogumelos têm a mesma quantidade de potássio que uma banana. Os cogumelos Shiitake são maravilhosos e podem ser adicionados a qualquer entrada para aumentar o seu sabor e teor de potássio. Eles podem ser uma cobertura de pizza e se você optar por um cogumelo Portobello, pode fazer uma substituição da carne por causa de seu peso e textura.

13) Brócolis

Sempre coma brócolis orgânico fresco ou congelado e cozinhe até ficar macio, mas tente não cozinhá-lo demais. O brócolis também é uma excelente fonte de vitamina C e uma dose de 100 g de brócolis não só lhe fornecerá 9% do seu valor diário de potássio, mas também lhe dá um dia inteiro de vitamina C.

14) Beterraba

Beterraba é uma fonte rica em potássio e é um vegetal que é mais consumido durante os meses de inverno. Embora possa ser um pouco amarga, se você colocá-la em um smoothie ou uma salada lhe fornecerá mais potássio do que qualquer coisa nesta lista. Nunca compre beterraba em conserva, pois você não receberá todas as coisas boas que a beterraba fornece. Opte por beterrabas cruas e assadas no forno. Você ficará surpreso com a diferença do sabor.

15) Cantaloupe ou Melão

Aqui está uma maneira deliciosa de obter mais potássio. Esta popular fruta do verão tem muito potássio bem como outros antioxidantes. É uma fonte de potássio que é um prazer comer, graças ao seu sabor doce e suculento. Ela também lhe dará vitamina A que ajudarão seu corpo a combater o dano dos radicais livres que ocorre diariamente. Cantaloupe faz uma ótima adição a um smoothie de frutas no verão. Tente misturá-la com mel e melancia.

16) Tomates

Os tomates têm muito a oferecer e sua quantidade de potássio apenas aumenta a quantidade de razões pelas quais você deveria estar comendo. É melhor comprar tomates orgânicos, pois estes fornecerão todos os benefícios e nenhuma das desvantagens associadas aos contaminados por agrotóxicos. Certifique-se de cozinhar os tomates para liberar o máximo de licopeno possível. Os tomates podem ser adicionados a uma salada ou usá-los em sopas.

17) Espargos

Os espargos são um vegetal que fornecem bastante potássio e também combina bem com outros alimentos com alto teor de potássio. Por exemplo, você verá um pouco de aspargos com um filé de salmão e adicione uma batata doce cozida para completar a refeição. Há uma abundância de pratos que você pode fazer que inclua espargo.

18) Repolho

Sabe-se que o repolho é um alimento saudável, mas ser rico em potássio é um aspecto pouco conhecido. O repolho também é uma fonte de fibra e muitas vezes é tido como um alimento que é útil com a perda de peso, pois ajuda a regular o sistema digestivo e aumentar o metabolismo. A sopa de repolho é a melhor maneira de obter mais desse vegetal.

19) Iogurte

O iogurte é um exemplo de um produto lácteo que contém potássio. O iogurte é feito através da introdução de bactérias no leite, mas que são úteis para o corpo e podem ajudar na digestão. Ele pode ser consumido no lanche.

20) Couve

A couve tem muito potássio e é uma boa fonte de cálcio, magnésio e proteína. Existem muitos tipos diferentes de couve, então se certifique de experimentar vários tipos para que você saiba quais são os melhores.

Não há dúvida de que o potássio é uma parte absolutamente essencial de uma dieta saudável. Felizmente, essa lista de alimentos ricos em potássio irá ajudá-lo a ver que as bananas não são sua única opção quando se trata de obter sua dose diária de potássio.

 

 

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A Toxicidade do Arsênio e sua Natureza

Por:https://revistaoswaldocruz.br

Os compostos de arsênio foram venenos comuns usados por assassinos e suicidas,
desde os tempos dos antigos romanos até a idade Média. Seu uso terapêutico data de 400 a.C. havendo relatos de seu emprego por Hipócrates, Aristósteles, Dioscórides e Plínio, desde então o Arsênio vem sendo objeto de muitos estudos. É um elemento químico encontrado na natureza em forma de cristais, associado a subproduto de: Prata, Cobalto, Níquel, Chumbo, Cobre e Ouro. Seu consumo é extremamente prejudicial à saúde humana

A contaminação se dá pelo contato direto com a substância toxica do arsênio,
pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados ex.: Carnes vermelhas, peixe,
crustáceos – Mas, o principal meio de contaminação é pela ingestão de água contaminada de poços não vistoriados, além de ser um elemento químico bastante usando nas indústrias de eletrônicos, pesticidas, clarificador de vidros, fogos de artifícios, dentre outros.

O arsênico se comporta como verdadeiro veneno celular. Leva a um aumento da
permeabilidade capilar, fragmentação da bainha mielínica, infiltração gordurosa do fígado.
Os sinais e sintomas de toxicidade aguda podem apresentar quadros diferente das
toxicidade crônica, pois pode sofrer uma extensa metabolização após serem ingeridas.  Na intoxicação aguda, exerce ação, principalmente, sobre o tubo digestivo (ação direta no caso de ingestão), secundariamente, sobre o fígado, rins e músculos cardíacos. Na intoxicação crônica, atua principalmente sobre o tegumento e sobre os nervos periféricos (polineurite arsênicas) por sua afinidade com o sistema nervoso. Porém., pode provocar diversas outras patologias como: hiperpigmentação da pele, diarreias, hemorragias, anemia, dores de cabeça, dentre outros.
O contato direto com esse elemento químico pode provocar o aparecimento de
feridas na pele que não cicatriza, gangrena, danos aos órgãos vitais, câncer e morte. O
arsênico pode ser dosado na urina, sangue e cabelos.
Nesse trabalho serão apresentadas as propriedades toxicológicas do Arsênico,
visando expor os riscos que ocorre pelo grau de intoxicação dada pelo contato com o
elemento químico. Mostrando os danos no organismo humano.

ARSÊNIO E SUA NATUREZA
O Arsênio é um metaloide de caráter, solido, cristalino, acinzentado, com as valências químicas e 3-, 0, 3+ e 5+, cuja forma química predomina em água e depende
essencialmente do pH e do potencial do meio. A toxicidade das diversas espécies de arsênio
decresce na seguinte ordem: compostos de As(3+) inorgânicos, compostos As(5+) inorgânico, composto As(3+) orgânico, Composto As(5+) orgânico, sendo o As (3+) inorgânico cerca de 60 vezes mais toxico que o As (5+) inorgânico.
É amplamente distribuído na crosta terrestre
e está presente em mais de 200 minerais, podendo ser encontrado, principalmente, na forma natural de sulfeto, os quais são: Cobre, Chumbo, Níquel, Cobalto, Ferro, dentre outros. É utilizado na produção de ligas não-ferrosas, para fabricação de semicondutores, incluindo os de emissão de luz, lasers, circuitos integrados e células solares. Já o ácido de arsênico e o trioxido de arsênio são usados como descolorantes, clareadores e dispersante de bolhas de ar na produção de garrafas de vidro e outras vidrarias.
O metabolismo de alguns seres vivos é capaz e transformar as formas inorgânicas
toxicas do arsênio em compostos orgânicos, menos tóxicos, Algumas espécies de plantas e
animais acumulam mais ersenio que outras. Abelhas são muito sensíveis ao variados níveis de arsênio. Elas podem acumular quantidades muito maiores de arsênio que outros insetos. Certosmicroorganismos,como fungos um exemplo é o Penicillium brevicaule , e algumas bactérias presentes em plantas e no solo, podem reduzir o arsênio a uma forma toxica, a trimetilarsina um composto derivado do arsênio.

De acordo com estudos feitos, a introdução do arsênio no meio ambiente, especialmente em sistemas aquáticos, é proveniente de varias fontes, as quais podem ser de origem natural ou antropogênica. As fontes naturais de contaminação por arsênio abrangem minerais, rochas, solos e sedimentos formados a partir dessas rochas que contem o arsênio, assim como os fenômenos geotermais e vulcânicos. Já as fontes antropogênicas incluem as seguintes atividades: preservação de madeira, na agricultura, em raticida de distribuição
clandestina, medicações homeopáticas ou alopáticas antigas usadas no tratamento de
determinadas doenças tropicais, frutas e vegetais tratados com arsenicais (Herbicidas e pesticidas), peixes e moluscos, rações para engorda de aves e outros animais, rejeitos
provenientes da mineração e das atividades de refino dos metais não ferrosos e da queima de carvão com concentrações elevadas de arsênio. Sua toxicidade depende muito de sua forma química e de seu estado de oxidação. O arsênio elementar não é toxico, mas é rapidamente convertido a produtos tóxicos pelo organismo humano. A maior parte dos compostos contendo arsênio, sejam eles orgânicos ou inorgânicos, penta ou trivalentes, acabam sendo
convertidos pelo organismo ao trióxido de arsênio ao qual reage rapidamente com os grupos sulfidrilas das proteínas, inibindo a ação enzimática e bloqueando a respiração celular.
De acordo com o boletim técnico, a ação toxica do arsênio no organismo humano
como um inibidor da respiração celular, pois pode se observar um grande acumulo deste
composto em mitocôndrias, assim,originando o comprometimento generalizado nas funções do metabolismo das proteínas provenientes do efeito de suas propriedades químicas muito similares às do fósforo.

Já sua afinidade pelo enxofre, especialmente no estado pentavalente, que fazem com que o Arsênio entre sorrateiramente no organismo, confundido com o fósforo absorvido, assim, prejudica o organismo ao substituir o fósforo de forma ineficiente em alguns processos, onde ele interfere na glicólise, dificultando todo o processo ao substituir um átomo de fósforo de um metabólito importante, o 1,3-bisfosfoglicerato, fazendo com que a energia que seria transferida ao ATP seja perdida, e, principalmente por se ligar aos átomos de enxofre no centro ativo das enzimas, tornando-as inativas, inibindo também seriamente uma enzima do ciclo do ácido cítrico, uma etapa da respiração celular, a alfa cetoglutarato descarboxilase, e ao se ligar às sulfídricas de seu cofator, o ácido lipídico,
bloqueando todo o processo e inclusive todas as rotas metabólicas que “pegam carona” no
ciclo causando sérios prejuízos para todo o organismo, podendo levar rapidamente à mortepelo bloqueio total de várias reações importantes do metabolismo humano. [8]
O Arsênio é considerado um veneno protoplasmático que exerce sua toxicidade
através da inativação de cerca de 200 enzimas, em particular, aquelas envolvidas na produção de energia celular e as relacionadas à síntese e reparo do DNA.
Nos últimos anos, a ingestão do arsênio através da água, tem emergido como uma
grande questão de saúde publica. O arsênio contido em corpos d’água através de depósitos naturais ou por praticas agrícolas e industriais, principalmente pela mineração, vem causando consequentemente uma grande exposição humana, aumentando os riscos a cânceres e inúmeros efeitos patológicos, tais como: doenças cutâneas, gastrointestinais, vasculares,
diabetes, já a exposição continuada a níveis baixos de arsénio inorgânico produz neuropatia
periférica. Esta neuropatia começa, usualmente, com mudanças sensoriais, como falta de sensibilidade nas mãos e pés e desenvolve para uma sensação dolorosa. Os nervos motores e sensitivos podem ser afetados, levando a uma fraqueza muscular que progride dos músculos proximais para os distais. A análise histológica revela axonopatia com desmielinização e os
efeitos estão diretamente ligados à dose. [7]
A conclusão de vários estudos epidemiológicos veio a confirmar o potencial de ação cancerígena de algumas espécies de arsênio, quando presentes em concentrações
elevadas no organismo.

De acordo com alguns fatos históricos, é que poucas substâncias como o arsênio possui uma história médica. Seu uso e estudos vem desde a data de 400 a.C. com relatos feitos
por Hipócrates, Aristóteles, Dioscórides e Plínio. Em 1786 acreditavam-se que umas gotas diárias desse composto, aplicado em água ou vinho, bastava para remediar algumas doenças tais como: cefaleias, sífilis, dores reumáticas, epilepsia, problemas de pele, dentre muitas outras. O arsênio foi um dos argentes envenenadores da idade média, e em 1822 foi feito o primeiro achado cancerígeno do arsênio, relatos revelam que:
“Napoleão Bonaparte (1769–1821) começou a tomar um antisséptico intestinal à base de calomelano (cloreto de mercúrio) à sua chegada à ilha de Santa Helena, embora o que talvez tenha posto fim à vida do imperador
francês seja outro elemento da tabela periódica: o arsênio. Depois de estudar,
através da espectroscopia, uma amostra do cabelo de Napoleão obtida após a sua morte, Roger Martz, químico do FBI, determinou que alguns fios conteve mais de 30 ppm de arsênio (atualmente, é considerado normal um máximo de 1 ppm). O mais estranho do caso é que Ivan Ricordel, do Laboratório da Polícia de Paris, obteve em amostras anteriores (1805, 1814, 1816…) valores que oscilavam entre 100 ppm e 5 ppm.”. [11]
Na Inglaterra, no século 19, relatos como o de “Morte nas Paredes”, referiam-se as pessoas que desenvolveram uma compulsão por decorar suas casas com papéis de parede.
Esses papéis eram coloridos com arsênio – em especial os padrões florais, em que um
pigmento chamado verde-de-scheele reinava onde quer que se desenhassem folhas. Quando expostos à umidade, esses papéis de parede viravam culturas de um bolor que exalava trimetilarsina – um gás fatal. Embora não haja números exatos sobre mortes e doenças, uma nação inteira foi envenenada: estima-se que, por volta de 1860, os lares britânicos somavam 250 km2 de papéis de parede com arsênio.
O arsênio por sua vez foi parar nos campos de guerra sob a forma de um gás letal vesicante, lacrimejante e altamente irritante para os pulmões, onde recebeu o nome de Levisita em homenagem ao químico W. Lee Lewis. Mas o temor de seu emprego durante a
Segunda Guerra Mundial levou aos pesquisadores a desenvolverem um antídoto, empregados também nas intoxicações de metais como ouro, mercúrio, bismuto e antimônio.

De acordo com a ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
FISPQ, o mais importante composto comercializado do arsênio é o Trióxido de Arsênio.

Sendo o principal composto primário do arsênio, é uma substancia altamente toxica é obtido através de processamento de minérios, seu padrão de controle é definido por normas governamentais que seguem os padrões mundiais.
Segundo estudos realizados pelo medico doutor em patologia Sergio Ulhoa Dani,
em 2009, o arsênio é absorvido principalmente por via oral, através da água, alimentos,objetos contaminados e pelas vias respiratórias, por resíduos contidos no ar. É considerado um veneno tanto em doses altas quanto em doses baixas. Em doses altas, a morte é imediata;
em doses baixas o arsênio causa câncer e outras doenças ao longo prazo e não existe uma dose segura para a exposição, justamente por ser uma substancia cancerígena. Mesmo em doses toleráveis e durante a exposição crônica e mesmo não apresentando nenhum sinal clinico de
intoxicação, ainda assim, estão sujeitas ao risco de desenvolver câncer futuramente.

A utilização do óxido de arsênio para o tratamento de patologias de forma
inadequada pode-se considerar resultados fatais, dando a aparência de um suicídio por
overdose.
A dose letal média do arsênio é de 0,07 g/kg, sendo praticamente todos os compostos de arsênio tóxicos para o ser humano, uns mais do que outros. Além de tóxico, o arsênio é bioacumulativo semelhando-se a de outros elementos. Isso significa que estamos sempre somando arsênio no organismo. Assim, podemos concluir que, o arsênio é introduzido no organismo humano – seja ele orgânico ou inorgânico – ele é rapidamente convertido a espécies altamente tóxicas, pode ser introduzido por ingestão, inalação e absorção e, em 24 horas, os compostos contendo arsênio distribuem-se em diferentes órgãos do corpo humano,exercendo ações inibidoras em relação a enzimas contendo grupos Sufidrilas, podendo inibir a síntese de ATP e afetar o metabolismo energético, glicídico e lipídico.

Os sinais e sintomas clínicos iniciais da intoxicação aguda são: dor abdominal,
vômito, diarreia, vermelhidão da pele, dor muscular e fraqueza. Esses efeitos frequentemente são seguidos por: dormência e formigamento das extremidades, cãibras e pápula eritematosa,
Estudos relatam lesões dérmicas, como hiper e hipopigmentação, neuropatia periférica, câncer de pele, bexiga e pulmão, e doença vascular periférica, lesões dérmicas. [16]
Podemos afirmar que a relação do homem como o arsênio possui características
especiais. Os problemas de saúde produzidos pelo metal dependem da quantidade de arsênio ingerido, da dose, frequência e tempo de absorção do mesmo, já que é excretado
principalmente pelo fígado e rins. E o reconhecimento da síndrome tóxica, bem como o conhecimento das etapas básicas da abordagem de um paciente intoxicado são vitais para o sucesso do tratamento.

A exposição ao arsênio sendo aguda ou crônica, sua concentração é frequentemente monitorada pela determinação de arsênio total Concentrações entre 0,1 mg a 0,5 mg por litro de urina, indica apenas um aporte acidental não tóxico, incapaz de provocar intoxicação. Concentrações acima de 1 mg por litro de urina indicam intoxicação crônica. Na intoxicação aguda os valores encontrados são acima de 1 a 2 mg por litro de urina. Em
indivíduo não exposto ao arsênico, a urina contém sempre, normalmente, baixas
concentrações de arsênico, da ordem de 0,02 mg por litro, provenientes da alimentação diária, também pode ser monitorado pelo sangue e cabelos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, água, para se tornar potável,
não deve conter mais de 10 partes por bilhão em arsênio, sendo assim, em varias regiões do
planeta o valor referenciado acaba sendo muito superior, tornando um problema alarmante.
No entanto existe a necessidade de uma maior disseminação de técnicas para
remoção do arsênio, sendo que algumas delas são de grande facilidade operacional, como o
uso de microrganismos capazes de oxidar o elemento em condições de pH neutro, tais como as ferrobacterias, ou a assimilação de arsênio por algas, ou técnicas como adição de cal ou outros meios na água contaminada. Não existe tratamento eficiente para a intoxicação crônica por arsênio. A única alternativa eficiente é a inativação de fontes poluidoras da água, alimentos e da atmosfera.

CONCLUSÃO
Para a elaboração desse artigo, os dados foram obtidos com base em um
referencial teórico, sobre a ação do arsênio na saúde humana e seus efeitos prejudiciais. Pode-se observas as seguintes conclusões: o arsênio é metaloide distribuído na superfície terrestre com propriedade toxica ao organismo humano, e seu grau de intoxicação está relacionadocom a sua forma química e de seu estado de oxidação. A intoxicação pelo arsénio pode ser aguda ou crónica,manifestando por dores abdominais, diarreias muito frequentes e abundantes, vómitos e grande prostração. É um agente que acabam sendo convertidos pelo organismo ao trióxido de arsênio ao qual reage muito rapidamente com os grupos sulfidrilas das proteínas, inibindo a ação enzimática e bloqueando a respiração celular.

Esse metaloide é considerado altamente toxico de caráter bioacumulativo,
acumulando-se em: cabelos, pele, unhas e em órgãos internos. É um grande inibidor celular
que por sua vez pode levar rapidamente a morte pelo bloqueio das reações importantes para o metabolismo humano.
No entanto, a patogênese das neoplasias arsênicais ainda permanece obscura.
Embora estudos recentes tenham sido capazes de detectar defeitos no DNA em indivíduos expostos ao arsênio.
No entanto podemos concluir com base nos dados apresentados nesse trabalho
que é necessário o desenvolvimento de técnicas e estudos mais aprofundados sobre oproblema ligando diretamente a intoxicação por arsênio, para uma melhor compreensão dos prejuízos causados na população exposta ao elemento.
Não existe tratamento eficiente para a intoxicação crônica por arsênio. A única
alternativa eficiente é a inativação de fontes poluidoras da água, alimentos e da atmosfera.

REFERENCIAS
1. GONTIJO, B.; BITTENCOURT, F. Arsênio – Uma revisão histórica. Anais Brasileiros
de Dermatologia, V. 80 n, 2, out., 2005.
2. BARRA, C.M.; SANTELLI, R. E.; ABRAO, J.J.; GUARDIA, M. L. Especiação de
Arsênio – Uma Revisão. Química Nova, v. 1 p. 23, 2000.
3.20. MUSTRA, C. J. G. Aplicação da técnica de espectofometria de absorção atômica na
análise de metais e metaloides em amostras biológicas, 2009. Dissertação (Mestrado em
medicina legal e ciências forenses) – Universidade de Lisboa. Lisboa.
4. BORBA, R.P.; FIGUEIREDO, B.R.; CAVALVANTI, J. A. Arsênio na água subterrânea
em Ouro Preto e Mariana, Quadrilátero ferrífero (MG). Minas Ouro Preto. V. 1 p. 45-51,Jan/marc., 2004.
5. BRASIL ESCOLA. Arsênio. 2015. Disponível em: <
http://www.brasilescola.com/quimica/arsenio.htm > Acesso em 01 jan. 20015.
6. RODRIGUES, A. S. L.; MALAFAIA, G. Artigo de revisão – Efeitos da Exposição ao
Arsênio na Saúde Humana. Minas Gerais, Ver. Saúde. 2008. Disponível em: <
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&cad=rja&ved=
0CEcQFjAE&url=http%3A%2F%2Fwww.uesb.br%2Frevista%2Frsc%2Fv4%2Fv4n2a06.pdf&ei=Yr7fUpy0NpbKsQT6rYDICg&usg=AFQjCNG24z0nOzNNsDnOGwDXGJOM1Enw
> Acesso em: 17 jan., 2014.
7. PATACA, L. C. M.; BORTOLETO, G. G.; BUENO, M. I. M. S. Determinação de arsênio
em aguas contaminas usando fluorescências de raios-X por energia dispersiva. Quim. Nova. Vol. 28. Nov. 4 pag. 579-582. 2005.
8. BORGES, E.L.; Toxicologia no Ambiente de Trabalho – Arsênio e Compostos, Ed., n°1,
2009. Disponivel em : < BOLETIM TÉCNICO – ARSÊNIO E COMPOSTOS

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Willy tem um câncer raro, tumor de NASOFARINGE INDIFERENTE. Os tratamentos convencionais para o câncer não podem ajuda-lo. Ele foi desenganado pela medicina convencional e, a partir de então, tentou todos os tratamentos alternativos disponíveis (Terapia Gerson, Dieta Cetogênica, Protocolos Ortomoleculares, graviola, fosfoetanolamina sintética, aveloz, janaúba, auto-hemoterapia, etc, etc, etc). Sua ÚNICA CHANCE DE VIVER se encontra em um Tratamento que ele está fazendo no Chipsa Hospital, localizado no México, onde os resultados já aparecem. Mas sem recursos para continuar o tratamento, precisará retornar ao Brasil, ainda esta semana.  AJUDEM DOANDO QUALQUER VALOR.

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Mola hidatiforme

Por Débora Carvalho Meldau – www.infoescola.com

Mola hidatiforme, cientificamente conhecida como doença trofoblastica gestacional, é um tumor normalmente benigno que surge durante a gestação, apresentando potencialidade para evoluir para malignidade. Este tumor desenvolve-se a partir de células que restam após um aborto espontâneo ou uma gestação completa.

Este é o tumor trofoblástico mais comumente encontrado. Nos países desenvolvidos é observado em aproximada uma a cada 2000 gestações; costuma apresentar incidência muito mais alta em certos países em desenvolvimento. Em torno de 3% das gestações acometidas, o tumor converte-se em coriocarcinoma, uma neoplasia maligna que pode alastrar-se pela parede uterina, podendo até haver metástase para outros órgãos, caso não seja devidamente tratado.

As manifestações clínicas costumam ocorrer pouco tempo depois da concepção, ou então, do aborto. Náuseas e vômitos fortes são frequentemente observados, podendo estar presente também hemorragia vaginal. As complicações advindas dessa afecção são as infecções, hemorragias e toxemia da gravidez.

As molas hidatiformes são detectadas através da ecografia. Análises laboratoriais de urina e sangue evidenciam níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana sintetizada pelo tumor em questão. O exame histopatológico da massa pode confirmar o diagnóstico.

O tumor deve ser removido por completo. Habitualmente, o tratamento de eleição é a curetagem por aspiração após dilatação do colo uterino, com exceção de alguns casos, onde se faz necessário a realização de um histerctomia.

Após o procedimento cirúrgico, mede-se a concentração de gonadotrofina coriônica humana para avaliar se a ressecção da mola hidatiforme foi total. Nos casos de mulheres que engravidam pouco tempo depois, fica difícil a interpretação do valor aumentado de gonadotrofina coriônica humana, pois este poderá ser resultado tanto de uma gravidez quanto de uma mola que não foi removida. Por este motivo, recomenda-se para pacientes com este problema, que não engravidem dentro do primeiro ano após a remoção da mola.

Quando este tumor evolui para o maligno, se faz necessária a realização de quimioterapia.

O índice de cura é de 100% nos casos em que a afecção não se encontra em estágio avançado, enquanto que nas que o tumor expandiu-se amplamente, gira em torno de 85%. A maior parte das pacientes curadas preserva a função reprodutora.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mola_hidatiforme
http://www.manualmerck.net/?id=265&cn=1714
http://www.centrontg.org/informacionpacientes/pac1.html
http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v31n2/08.pdf

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O Que São Minerais Quelatos? Para Que Serve?

Por: www.mundoboaforma.com.br

Frequentemente vemos em fórmulas de alguns suplementos os tais minerais quelatos. Você provavelmente deve estar curioso para saber qual a serventia dos minerais quelatos, mas antes de chegarmos a esse ponto, precisamos conhecer o que são essas substâncias.

A palavra “quelato” significa firmemente anexado ou ligado. E essa ligação geralmente acontece com um aminoácido ou outro tipo de componente orgânico, de forma que os dois não se separem uma vez que se encontrem no sistema digestivo.

Em suma, os minerais quelatos são minerais que são combinados com aminoácidos, dando origem a complexos, que podem ser apresentados como boro quelato, cálcio quelato ou cromo quelato, por exemplo

A produção dos minerais quelatos é complexa: acontece por meio de um sistema que obtém os aminoácidos das proteínas e provoca uma reação com os minerais metálicos em reatores.

 Para que serve um mineral quelato?

O processo de quelação é implementado porque acredita-se que, em alguns casos, ela seja capaz de melhorar a absorção de minerais.

 Os minerais quelatos são divulgados para comercialização como suplementos alimentares superiores a outros suplementos de minerais, sob o argumento de que eles são utilizados mais facilmente pelo corpo do que os minerais não quelatos.

Uma das vantagens dos minerais quelatos é que eles têm uma biodisponibilidade quatro vezes maior. Isso quer dizer justamente que os quelatos apresentam uma melhor absorção.

Como se sabe, os minerais são uma classe de nutrientes fundamentais para diversos aspectos da saúde do nosso organismo. Entretanto, o Ask the Scientists alertou que não é sempre que a absorção de minerais é melhorada pelo processo de quelação.

No mesmo sentido, o WebMD informou que não existem evidências para embasar esse argumento de que os minerais quelatos são utilizados com maior facilidade pelo organismo. Conforme a publicação, são pouquíssimas as informações científicas a respeito do uso dos minerais quelatos.

No entanto, mesmo com esse pouco embasamento científico, a publicação relatou que os minerais quelatos acabam sendo utilizados para o oferecimento de suporte ao crescimento normal, a estabilização do transtorno bipolar, a construção de músculos e ossos fortes e a melhoria do sistema imunológico e a saúde de maneira geral.

Além disso, outra das vantagens dos suplementos de minerais quelatos em relação aos tradicionais é a diminuição dos efeitos colaterais que eles podem provocar em alguns usuários como diarreia, prisão de ventre e problemas gástricos e intestinais.

Entretanto, as evidências em relação à efetividade da utilização dos suplementos de minerais quelatos para melhorar o sistema imunológico, como suplemento alimentar de minerais, para construir ossos e músculos fortes e para tratar outras condições são classificadas como insuficientes.

Em relação ao transtorno bipolar, existe alguma evidência inicial que sugere que alguns casos da condição podem ser estabilizados por um suplemento de mineral quelato.

Uma pesquisa com adultos com o transtorno bipolar, que satisfaça os padrões científicos geralmente aceitos, encontra-se atualmente encaminhada. Porém, ainda assim, as evidências da utilização de suplementos de minerais quelatos para a condição ainda são insuficientes.

Portanto, antes de acreditar nas promessas dos fabricantes de suplementos de minerais quelatos, adquirir um desses produtos e utilizar o suplemento no seu dia a dia para esse ou qualquer outro fim, converse com o seu médico para saber se o produto realmente pode contribuir com o seu caso.

Isso é importante para todos os casos, entretanto é especialmente necessário no caso de uma condição delicada como o transtorno bipolar. Você jamais deve deixar de seguir o tratamento indicado pelo médico que acompanha o seu caso para recorrer a um único suplemento que ainda não teve a sua eficiência comprovada para a condição.

Cuidados com os minerais quelatos 

Como não existem informações suficientes a respeito da utilização dos suplementos de minerais quelatos para mulheres que estejam grávidas ou em período de amamentação de seus bebês, recomenda-se que elas ajam com segurança e evitem o uso da substância durante esses períodos.

No mínimo, é importante que as futuras mamães e as que já estejam na fase do aleitamento consultem os seus médicos para se certificar de que a utilização dos suplementos de minerais quelatos é permitida, não fará mal a ela e ao neném e poderá ser útil de alguma maneira para a sua saúde.

Antes de comprar e começar a fazer o uso de quaisquer suplementos de minerais quelatos, também vale a pena conversar com o médico para se certificar de que o produto não pode interagir com nenhum medicamento, suplemento, planta medicinal ou produto natural que você esteja utilizando no momento.

 

 

 

 

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Interstício, o ‘novo órgão’ do corpo humano que a ciência acaba de descobrir

Por: https://g1.globo.com/bemestar/

As partes em azul escuro são feixes de colágeno fibrilar. Na imagem à direita, as fibras de elastina são as manchas pretas; as estruturas de colágeno estão em rosa (Foto:  Jill Gregory/Mount Sinai Health System)

As partes em azul escuro são feixes de colágeno fibrilar. Na imagem à direita, as fibras de elastina são as manchas pretas; as estruturas de colágeno estão em rosa (Foto: Jill Gregory/Mount Sinai Health System)

Ele sempre esteve ali, mas foi apenas por meio de uma tecnologia mais avançada que os cientistas finalmente puderam identificá-lo: um espaço repleto de cavidades preenchidas por líquido, presente entre os tecidos do nosso corpo – por isso, chamado de intersticial (entre tecidos). Um grupo de especialistas o classifica como um novo órgão do corpo humano, “uma nova expansão e especificação do conceito de interstício humano”.

Paradoxalmente, apesar de ter sido descoberto apenas agora, o interstício pode ser nada menos do que um dos maiores órgãos do corpo humano, assim como a pele. Os cientistas afirmam que essa rede de cavidades de colágeno e elastina, cheia de líquido, reuniria mais de um quinto de todo o fluído do organismo.

A descoberta foi feita por uma equipe de patologistas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (NYU), Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista “Scientific Reports”.

Antes, se acreditava que essas camadas intersticiais do corpo humano fossem formadas por um tecido conjuntivo denso e sólido. Mas, na realidade, elas estão interconectadas entre si, através de compartimentos cheios de líquidos.

Estes tecidos ficam localizados debaixo da pele, recobrem o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário, rodeiam as artérias, veias e fáscia (estrutura fibrosa onde se fixam músculos). Ou seja, são uma estrutura que se extende por todo o corpo.

Os pesquisadores acreditam que esta estrutura anatômica pode ser importante para explicar a metástase do câncer, o edema, a fibrose e o funcionamento mecânico de tecidos e órgãos do corpo humano.

A camada de cima é a mucosa; as partes rosas são as estruturas de colágeno que criam as cavidades cheias de fluído (representado pela cor lilás) (Foto: Jill Gregory/Mount Sinai Health System)

A camada de cima é a mucosa; as partes rosas são as estruturas de colágeno que criam as cavidades cheias de fluído (representado pela cor lilás) (Foto: Jill Gregory/Mount Sinai Health System

Como não havia sido descoberto até agora?

Essas estruturas não são visíveis com nenhum dos métodos padrões de visualização da anatomia humana. Agora, os cientistas puderam identificar esse novo “órgão” graças aos avanços tecnológicos da endomicroscopia ao vivo, que mostra em tempo real a histologia e estrutura dos tecidos.

De qualquer forma, a descoberta foi uma surpresa.

A equipe de investigadores fez, em 2015, uma operação com endomicroscopia a laser – uma tecnologia chamada Confocal Laser Endomicroscopy (pCLE) – para examinar o conduto biliar de um paciente com câncer. Depois de uma injeção de uma substância corante chamada fluoresceína, foi possível ver “um padrão reticular com seios (ocos) cheios de fluoresceína, que não tinham nenhuma correlação anatômica”.

Em seguida, os cientistas tentaram examinar mais detalhadamente essa estrutura. Para isso, usaram placas microscópicas de biópsia habitual. Porém, as estruturas haviam desaparecido.

Depois de fazer vários testes, Neil Theise, coautor do estudo, se deu conta de que o processo convencional de fixação de amostras de tecidos em placas drenava o fluído presente na estrutura. Normalmente, os cientistas tratam as amostras com produtos químicos, as cortam em uma camada muito fina e aplicam tinta para realçar suas características chave. Porém, esse procedimento faz colapsar a rede de compartimentos, antes cheios de líquidos. É como se os pisos de um edifício desmoronassem.

Por isso, “durante décadas, (a estrutura) pareceu como algo sólido nas placas de biópsia”, disse Theise, que faz parte do departamento de patologia da Universidade de Nova York.

Ao mudar a técnica de fazer a biópsia, sua equipe conseguiu preservar a anatomia da estrutura, “demonstrando que ela forma parte da submucosa e que é um espaço interticial cheio de fluído não observado anteriormente”. Assim, foram identificadas “tiras largas e escuras ramificadas, rodeadas de espaços grandes e poligonais cheios de fluoresceína”, descreve o estudo.

Os cientistas confirmaram a existência dessa estrutura em outros 12 pacientes operados.

Qual é sua função?

Até agora a ciência não estudou profundamente nem o fluxo nem o volume do fluído intersticial do corpo humano. Por enquanto, a identificação desse “espaço intersticial” levanta várias hipóteses.

Os especialistas acreditam que essa rede de espaços interconectados, forte e elástica, pode atuar como um amortecedor para evitar que os tecidos do corpo se rasguem com o funcionamento diário – que faz com que os órgãos, músculos e vasos sanguíneos se contraiam e se expandam constantemente.

Além disso, acreditam que essa rede de cavidades é como uma pista expressa para os fluídos. Isso poderia embasar a hipótese de que o câncer, ao atingir o espaço intersticial, possa se expandir pelo corpo muito rapidamente. É a chamada metástase.

Por outro lado, os autores do estudo acreditam que as células que formam o interstício mudam com a idade, podendo contribuir com o enrugamento da pele e com o endurecimento das extremidades, assim como a progressão de doenças fibróticas, escleróides e inflamatórias.

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