Arquivo da categoria: Herpes

Vacina do herpes zóster

Por: Tuavida

A vacina do herpes zóster é composta pelo vírus varicela zóster atenuado – o mesmo imunizante utilizado na vacina contra catapora, mas com uma quantidade maior de antígenos.

A vacina ativa o sistema imunológico para ajudá-lo a se proteger do herpes zóster. O risco de desenvolver a doença parece estar relacionado à diminuição da imunidade específica ao vírus vivo da varicela-zóster (VVZ). A vacina demonstrou aumentar a imunidade específica ao VVZ. Considera-se que essa imunidade seja o mecanismo que proteja o organismo contra o herpes zóster e suas complicações.

Doenças que a vacina previne

Essa vacina previne o herpes zóster, doença conhecida popularmente como “cobreiro”. O herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. A doença pode acometer qualquer parte do seu corpo, mas é mais frequente no tronco e no rosto, evidenciando-se como uma faixa de vesículas em apenas um dos lados do corpo.

O herpes zoster causado pelo vírus varicela-zoster – o mesmo agente da catapora – e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster.

Quase todo adulto que teve catapora apresenta risco de ter herpes zóster. O risco aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida. Nas pessoas com 85 anos, calcula-se que uma em cada duas terá essa doença.

 vacina pode reduzir as chances de desenvolver a doença. No entanto, algumas pessoas sofrem com herpes zóster mesmo após tomar a vacina. Nesses casos, ter tomado a vacina anteriormente ajuda na prevenção de nevralgia prolongada (dor relacionada aos nervos), sintoma que pode acompanhar o herpes zóster. A vacina também pode reduzir a intensidade e a duração da dor causada pelo herpes zóster.

Indicações da vacina do herpes zóster

A vacina do herpes zóster é utilizada em adultos a partir de 50 anos de idade, uma vez que o risco da doença é maior nessa faixa etária. Ela pode ser administrada juntamente com a vacina da gripe.

Vacina contra Herpes Zóster (Cobreiro): prevenção já está disponível adultos acima de 50 anos

Contraindicações

Você não deve receber a vacina do herpes zóster se:

  • For alérgico a algum dos ingredientes (isso inclui alergia à gelatina ou à neomicina)
  • Tiver o sistema imunológico comprometido ou fizer uso de corticoide ou outro medicamento que reduza a capacidade de resposta do sistema imunológico
  • Tiver tuberculose ativa não tratada
  • Estiver grávida.

Antes de receber a vacina do herpes zóster, você deve avisar seu médico ou médica se:

  • Apresenta ou apresentou qualquer problema de saúde
  • Está tomando medicamentos que podem enfraquecer seu sistema imunológico
  • Apresenta alergias, incluindo alergia à gelatina ou à neomicina
  • Apresenta febre
  • Apresenta infecção por HIV.

Doses e administração da vacina

A vacina é administrada em dose única injetável por via subcutânea (abaixo da pele). A vacina do herpes zóster pode ser administrada ao mesmo tempo que a vacina influenza.

Efeitos adversos possíveis

A vacina do herpes zóster pode causar eventos adversos. Nos estudos, os eventos adversos mais comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) ocorreram no local da injeção. Esses eventos adversos incluíram vermelhidão, dor, inchaço, coceira, calor e ferimento no local da injeção. Também houve relato de dor de cabeça.

Os eventos colaterais adicionais a seguir foram relatados no uso geral da vacina:

  • Reações alérgicas, que podem ser graves e incluir dificuldade para respirar ou engolir. Se você apresentar uma reação alérgica, ligue imediatamente para seu médico
  • Febre
  • Urticária no local da injeção
  • Dor articular
  • Dor muscular
  • Erupção cutânea
  • Erupção cutânea no local da injeção
  • Gânglios inchados próximo ao local da injeção (o inchaço pode durar alguns dias a algumas semanas).

Onde encontrar a vacina

Por enquanto, a vacina para herpes zóster não estará disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pode ser encontrada em laboratórios e hospitais particulares.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar estou imunizado?

Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue – mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?

Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente. Contudo, é preciso ficar atento às vacinas de vírus vivos de doenças graves, como a febre amarela, porque há uma mínima chance de o excesso do vírus causar a doença. Fora esses casos, o melhor a fazer é se certificar e tomar a vacina. Lembrando sempre que as vacinas são ainda mais seguras quando o calendário é seguido.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?

No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

Compartilhar:
error0

94% das pessoas podem ter Herpes-Zóster e a maioria não sabe! Conheça os sinais!

Por: Saúde Curiosa

herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, é uma doença infecciosa que aparece quando o vírus varicela-zoster, o mesmo causador da catapora, é reativado no organismo. A condição é caracterizada por bolhas cheias de líquido na pele que podem surgir em diversas partes do corpo, unilateralmente, ou seja, em apenas uma faixa de um dos lados do corpo.

unnamed--3-

Em uma entrevista para a reportagem da rede BBCMaisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, afirma que a população brasileira é muito exposta ao varicela-zóster e que 94% está infectada com o vírus, mesmo sem saber.

Geralmente adquirido na infância – momento em que a maioria dos brasileiros manifesta as feridas clássicas e a coceira da catapora -, ele pode ficar anos dormente no organismo e “acordar” a qualquer fase da vida. Quando desperta, o vírus faz surgir dolorosas bolhas pelo corpo.

“O vírus fica alojado em gânglios nas regiões do tórax ou do abdômen e um dia, por causa da queda da imunidade ou porque a pessoa está mais velha, ele aparece como herpes-zoster”, explica a médica.

Mesmo aqueles que não tiveram catapora na infância podem desenvolver a doença na vida adulta. “Não precisa ter tido a doença, basta contato com o vírus”.

Pessoas com diabetes, HIV, câncer ou que fazem uso de medicamentos que reduzem a imunidade têm, portanto, mais chances de desenvolver a doença, que também pode ser ativada por excesso de estresse, já que a condição também compromete o sistema imunológico.

Sintomas de herpes-zóster

Os principais sintomas da doença são: dor, que pode ser bastante intensa, sensação de formigamento, coceira e vermelhidão da pele. O diagnóstico da herpes-zóster é obtido através de exame clínico, que avalia os sintomas do paciente, assim como suas lesões na cútis.

Herpes-zóster é uma doença grave?

A doença em si não é fatal, mas suas complicações incluem risco de morte. Entre as principais, está a neuralgia pós-herpética, que é especialmente perigosa para idosos. A condição é dolorosa, provoca perda de peso, depressão, pode durar vários anos e, em alguns casos, ser tão intensa a ponto de afetar movimentos do paciente.

7fcabde15ee800986a35b71f344bf26c

Além disso, a herpes-zóster pode deixar sequelas, que vão desde simples cicatrizes até outras mais graves, como cegueira e surdez, se não for tratada corretamente.

Como é o tratamento da herpes-zóster

De modo geral, a lesão cutânea gerada pela doença regride sozinha, mesmo sem tratamento, entre 7 e 10 dias, mas o tratamento completo é importante para evitar complicações.

Quem sofre de baixa imunidade grave pode precisar fazer uso de antivirais aplicados diretamente nos vasos, mas na maioria dos casos o tratamento é feito com associação de medicamentos tópicos e orais.

A única maneira possível de se prevenir contra a herpes-zóster é tomando a vacina contra o varicela-zóster na vida adulta. A aplicação, no entanto, não é feita na rede pública de saúde e é indicada somente para pessoas com mais de 50 anos.

Vale ressaltar ainda que a vacina tem eficácia média de apenas 70%, ou seja, estima-se que 3 em cada 10 pessoas que fazem a prevenção com a injeção ainda podem desenvolver a doença mesmo assim.

Fonte: Vix

Compartilhar:
error0