Arquivo da categoria: Fibromialgia

“Brasileiros desenvolvem aparelho que promete aliviar as dores da fibromialgia”

Por: viverbem

“Os pacientes que sofrem com as dores causadas pelas fibromialgia terão à disposição, a partir de agosto, um novo tratamento para aliviar os sintomas da doença. Em vez de apelar para analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos, os pacientes poderão ser submetidos a sessões em um aparelho de terapia fotodinâmica. Ele emite simultaneamente laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico.”

“As aplicações de luz são feitas diretamente nas palmas das mãos e duram menos de três minutos. Em dez sessões, o aparelho também promete tratar outras doenças como artrite e artrose, usado em outros membros do corpo.

O aparelho foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP). O foco do grupo foi “atacar” a fibromialgia a partir da palma da mão, em vez dos pontos de dor espalhados pelo corpo.

A ideia surgiu após a revisão de artigos da área, que sugeriam que pacientes diagnosticados com a doença possuíam quantidade maior de neuroreceptores próximos aos vasos sanguíneos das mãos.”

“Após três anos de desenvolvimento, os pesquisadores conseguiram atender, em parceria com clínicas de São Carlos e a Santa Casa de Misericórdia da cidade, mais de 800 pessoas para comprovar a eficácia do produto. Outras mil pessoas aguardam na fila para serem atendidas e participarem do estudo como voluntárias.

“Essas pessoas já sofrem muito com os efeitos colaterais dos medicamentos usados para tratar dessas doenças. Então nossa intenção sempre foi fazer uma intervenção não medicamentosa, para não comprometer a qualidade de vida do paciente. Ainda mais pelo fato de que cada vez mais, pessoas em idades ativas, estão sendo diagnosticadas com esses males reumatológicos”, comentou o orientador do estudo, professor Vanderlei Salvador Bagnato.

Além da redução significativa da dor, os voluntários que se submeteram as sessões também relataram outras melhoras na qualidade de vida, como redução da sensação de cansaço, motivação para realização de atividades rotineiras e sono equilibrado.
“Para o tratamento de artrite e artrose o aparelho é três vezes mais eficaz do que os tratamentos disponíveis atualmente no mercado, inclusive medicamentosos. Já a fibromialgia é uma doença com diagnóstico mais complicado e outras variáveis entram nessa conta, como a questão psicológica”, pontuou o professor orientador.”

“Nos próximos meses, o professor diz que empresas patrocinadoras do projeto estarão trabalhando para que o aparelho seja distribuído em todo território nacional. “Inclusive, com profissionais treinando médicos e fisioterapeutas para o uso”, declarou Bagnato.

“Claro que no mercado o aparelho terá os custos de produção, distribuição, impostos. Mas não será um equipamento tão custoso que sua aquisição seja proibitiva para os profissionais da área. A intenção é que o aparelho chegue nas clínicas, barato o suficiente, para poder atender a população”, declarou.

Hoje, nas clínicas parceiras da universidade, os pacientes pagam o valor simbólico de R$ 40 por sessão. “Essa é uma combinação inédita do ultrassom, cujas ondas mecânicas chacoalham o tecido da região onde é aplicado, e do laser, que acelera o metabolismo. É a primeira vez que essas duas técnicas são usadas juntas.  Todo novo produto passa por uma série de testes para ser lançado no mercado, mas o mais importante é a segurança do estudo, que comprova sua eficácia. Isso nós já temos”, finaliza o professor.

Aparelho ainda em estudos
(Este conteúdo foi atualizado no dia 09 de setembro de 2019)

O aparelho que promete reduzir os sintomas da fibromialgia ainda não foi disponibilizado ao público geral porque está passando por ensaios finais, no aguardo da aprovação da Anvisa, conforme explicou o professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física da USP, ao Viver Bem, por telefone.

Clínicas interessadas podem entrar em contato com o professor (por meio do e-mail vander@ifsc.usp.br) e participar do estudo. Desta forma, além de permitir o acesso da população ao equipamento, os resultados vão compor os dados do estudo como técnica experimental.”


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Fibromialgia: nova peça no quebra-cabeça

Cientistas sugerem outra origem para a condição dolorosa que afeta nove mulheres a cada homem. Saiba como isso poderá mudar o jeito de lidar com ela

Por: https://saude.abril.com.br/

Em vez do centro, a periferia: eis a mudança de eixo proposta por uma dupla de pesquisadores em relação à causa fisiológica da fibromialgia, problema crônico que espalha dores pelo corpo inteiro e atinge entre 2 e 3% da população brasileira. De acordo com um estudo dos reumatologistas Xavier Caro, do Centro Médico e Hospital Northridge, e Earl Winter, da Universidade North Central, ambos nos Estados Unidos, a síndrome estaria mais associada a alterações em nervos à flor da pele do que a um defeito na ala do sistema nervoso central que gerencia a percepção da dor. A hipótese quebra o paradigma estabelecido até o momento e traz possíveis repercussões no tratamento do transtorno.PUBLICIDADE  

Caro e Winter chegaram a essa conclusão depois de realizar biópsias na pele da coxa e da panturrilha de 41 pacientes com fibromialgia e de 47 sem a síndrome. Na análise dos tecidos, eles constataram que as portadoras tinham menos fibras nervosas na epiderme, o que estaria no cerne da constante sensação dolorosa. Além disso, notaram um elo entre a menor densidade de nervos ali e uma alteração imunológica já relacionada a doenças que também afligem o sistema nervoso periférico, como a esclerose múltipla.

“Essas observações indicam que o paradigma atual da fibromialgia, em que a sensibilização central é vista como o principal motor da desordem, requer modificação”, defendem Caro e Winter. O achado seria uma resposta, segundo eles, para o fato de que centenas de seus pacientes reclamam de sensação de queimação, choque e peso no corpo, indícios de uma anomalia nos nervos. Entre essas pessoas, até um abraço chega a doer. Em entrevista a SAÚDE, outros especialistas no assunto afirmam que é cedo para dizer quanto a descoberta vai mudar o que já se sabe sobre o transtorno. Mas há certa convicção de que ela representa uma nova peça no complexo quebra-cabeça que forma essa síndrome.

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Fibromialgia: a difícil trajetória entre a dor e o diagnóstico

Por: Estadão

Pacientes relatam descrença na doença e falta de preparo médico para conseguir identificar a enfermidade

Fibromialgia é caracetriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações.

Fibromialgia é caracteriza, principalmente, por dores generalizadas e constantes pelo corpo, mas há outras complicações. Foto: rawpixel.com/Pexels

fibromialgia é uma doença antiga, tendo sido descrita pela primeira vez em torno de 1904. Mas somente nos últimos 30 anos é que ela começou a ser mais estudada e seus mecanismos melhor entendidos. Ainda assim, principalmente por não ter causa definida, muitos pacientes enfrentam uma longa trajetória, acompanhada de dor crônica, até obter o diagnóstico. Entre os motivos estão a descrença na enfermidade e o despreparo médico, e o alerta é reforçado neste 12 de maio, Dia Nacional da Fibromialgia.

A farmacêutica Lívia Teixeira, de 29 anos, conta que sente dores desde criança, com foco nas articulações e coluna. Os médicos diziam que podia ser escoliose, tendinite, dor do crescimento e até começo de tumor ósseo, o que assustou a mãe dela. Nada, porém, se comprovava e ela cresceu sentindo o corpo doer independente de fazer esforço físico.

Após anos sem saber o que tinha, considerando que viver com dor era normal, ela associou seus sintomas a relatos de pacientes com os quais teve contato por meio de seu trabalho em uma empresa que produzia medicamentos para fibromialgia. “Comecei a me identificar, estudar fibromialgia e decidi que era isso que eu tinha, mas precisa de um médico para me auxiliar”, relata.

Ela se consultou com reumatologista, fisiatra, neurologista, ortopedista e gastroenterologista, mas ninguém confirmou o que tinha. O autodiagnóstico de Lívia, que tem experiência na área da saúde e está se especializando em dor crônica, veio em 2013 e foi apoiado por um ortopedista da empresa onde trabalhava. Desde então, ela tem se aprofundado cada vez mais no tema e criou o programa De Bem Com a Fibro para ajudar pacientes a lidar de forma mais positiva com a doença.

Diagnóstico de fibromialgia

O especialista em fibromialgia e dor José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que essa doença é de difícil diagnóstico. Embora a enfermidade seja caracterizada por dor generalizada, nem sempre sentir o corpo todo dolorido significa fibromialgia. “É preciso verificar quais doenças se parecem com a fibro e eliminá-las, como hipo e hipertireoidismo, diabete, doenças inflamatórias musculares e neurológicas”, diz o médico.

Exames como ultrassom, ressonância, de sangue e tomografia geralmente são solicitados para descartar problemas semelhantes à fibromialgia. Além disso, para o diagnóstico correto, deve-se examinar bem a história do paciente e a presença de fatores complementares. A doença costuma estar acompanhada de distúrbios do sono, dor de cabeça e constipação, por exemplo.

Provenza afirma que a maioria dos médicos não tem paciência para atender pessoas com múltiplas queixas, que é o caso da fibromialgia. Isso também justifica a dificuldade de conseguir um diagnóstico. Lívia percebe que os especialistas que ela consultou não quiseram se comprometer com a condição dela. “Eu entendia mais de fibro do que eles. Me encaminhavam para outros médicos e não entendiam, não sabiam que o diagnóstico é clínico.”

O que se sabe sobre as causas da fibromialgia

O presidente da SBR diz que, com base nos estudos sobre fibromialgia dos últimos 30 anos, entendeu-se que a doença tem um componente emocional. Porém, mais do que isso, trata-se de uma enfermidade física em que existem importantes alterações no sistema nervoso central (SNC) ligadas aos níveis de percepção da dor.

“Na fibro, o paciente tem tanto distúrbio central como de percepção da dor no nível periférico, por meio de sensores na pele, nas articulações que se comunicam com os neurônios no sistema nervoso central”, explica Provenza. Essa comunicação se dá por neurotransmissores, substâncias que facilitam ou inibem a dor. Ocorre que, devido às alterações no SNC, essa ligação sofre impacto e as dores passam a ser generalizadas e constantes.

Segundo o especialista, alguns estudos apontam uma tendência de marcadores genéticos na fibromialgia. Além disso, uma queixa comum na maioria dos pacientes é a vivência de estresses, o que pode desencadear a doença em qualquer fase da vida ou agravar as crises de dor.

A jornalista Nathalia Molina, de 48 anos, tem diagnóstico de fibromialgia há seis e recorda que também considerava normal sentir dores constantemente. Atualmente, ela diz entender que a crise ocorrida em 2012 foi motivada por “várias situações traumáticas e pessoais” que ocorreram em sua vida desde 2006. Além do estresse no trabalho, ela teve duas perdas gestacionais seguidas.

Depois de muitas idas ao pronto-socorro, Nathalia resolveu se consultar com um ortopedista. “Ele fez várias perguntas que, para mim, não tinham nada a ver. Mas ele estava fazendo as perguntas que o exame clínico faz para entender síndrome”, diz. Após um mês de tratamento com remédio, ela voltou a ter crise e foi orientada a procurar um reumatologista.

“Ele me disse: ‘tem gente que acha que existe e tem gente que acredita que não existe’. Ele disse que eu era sedentária, que precisava emagrecer e fazer exercício físico. Fui embora e fiquei de cama”, conta a jornalista. Em março de 2013, ela conseguiu obter o diagnóstico correto com outro reumatologista.

Apoio é fundamental no tratamento

Fazer exercícios físicos de forma leve é uma das indicações para tratar a fibromialgia, mesmo que a pessoa comece com cinco minutos de caminhada por dia. Alguns medicamentos, como antidepressivos que atuam na dor e outros que melhoram a qualidade do sono, também são prescritos. Mas uma parte fundamental do tratamento é o apoio emocional e psicológico.

“Na maioria dos pacientes, os familiares começam a não acreditar nas queixas, porque são contínuas e frequentes. A gente tem de mostrar que a doença física existe junto com uma alteração do comportamento e do humor”, diz Provenza. A farmacêutica Lívia tem investido em terapia emocional, autoconhecimento e tem o suporte da família.

Nathalia conta, principalmente, com o apoio do marido, que por “sorte” acredita que fibromialgia existe e divide com ela as tarefas domésticas. O filho dela, hoje com dez anos — “ele era mais pesado para mim com três do que agora” —, também compreende a condição. “Passei o primeiro ano de vida dele só com ele. Era prazeroso para mim e acho que compensava possíveis estresses”, lembra.

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O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela Fibromialgia

Por: Fibro

Todo mundo está sob estresse em suas vidas.

O estresse é algo que todo mundo conhece e é considerado parte da vida. Você não pode ter dinheiro suficiente, problemas com casamento ou lhos, etc. Pode ser qualquer coisa. Pessoas com fibromialgia têm um alto nível de estresse.

Todo mundo sabe sobre o estresse que é um assassino silencioso. Os sintomas e efeitos colaterais do estresse podem causar um ataque cardíaco, problemas cardíacos, ansiedade, depressão e outros problemas. O estresse é o maior problema em pessoas afetadas pela fibromialgia.

Alguns destaques do estresse e fibromialgia.

Acredita-se que o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal no corpo evite o estresse envolvido. Quando as pessoas são afetadas pela fibromialgia, essa condição se desfaz nesse eixo e esses níveis são muito mais altos do que em pessoas normais.

Pessoas que têm fibromialgia têm diferentes níveis de HPA e podem reduzir os hormônios do estresse, como adrenalina e
cortisol. O nível de estresse diminui sem esses analgésicos muito necessários sem aviso prévio.
Uma pessoa pode car doente com esse fardo. Muitos sintomas são causados pelo estresse e você nem sabe que estão
associados ao estresse. Se uma pessoa também sofre de fibromialgia, isso pode levar a uma situação desfavorável. Você sente
mais dor com o estresse e fibromialgia é uma síndrome em que ocorre muito estresse. Se você tiver uma enxaqueca, esse
estresse pode aumentar a dor. O estresse também agrava outras dores causadas pela fibromialgia.
Se você está estressado, seu sono também será afetado. As pessoas que sofrem de stress sentem frequentemente que não
conseguem adormecer facilmente. Parece que a sua mente está constantemente a correr mesmo quando adormece. Você nem
sabe como lidar com esse estresse. Todas as coisas começam a chegar à sua cabeça quando é hora de dormir. Você tem a
incapacidade de relaxar.

Como reduzir o estresse

Se você reduzir o estresse da sua vida, você pode controlar sua fibromialgia. Isso parece fácil, mas não é, especialmente quando
há muitos outros problemas que são apresentados a você. Se você tentar reduzir seu estresse hoje, certamente poderá gerenciar
o estresse com eficiência. Você pode lidar com coisas diferentes com o estresse.
Yoga e meditação são considerados eficazes no alívio do estresse. Yoga pode ser difícil para pessoas com fibromialgia, mas alguns
conceitos básicos podem ajudar enormemente. O processo de inalar e exalar com os músculos do corpo é a meditação. Isso
também tem sido usado há séculos e é uma forma de medicina chinesa como a ioga.
O estresse também pode melhorar com o uso de medicamentos anti-ansiedade. Médicos prescrevem medicamentos que podem
ajudar a acalmá-lo e manter o estresse ao mínimo. Se você acha que esses medicamentos são benéficos para você, você pode
consultar o seu médico para descobrir qual é o certo para você.
Tire algum tempo para relaxar e encontrar tempo para si mesmo. Técnicas de respiração profunda também são eficazes para
aliviar o estresse, e as coisas que você gosta de fazer também proporcionam algum relaxamento. Pode ser qualquer coisa como
caminhar no parque, passar tempo com seus entes queridos, fazer algo ou algo parecido. Mas certifique-se de passar algum
tempo fazendo coisas que você goste.
Uma dieta saudável e equilibrada também ajuda a reduzir o estresse. Na maior parte, as pessoas não se referem à comida que
comem, mas ao contexto. É importante frutas e legumes frescos. Além disso, tente comer carnes magras como frango peixe. Evite alimentos processados e açúcar pode beneficiar você.
Às vezes é difícil para você eliminar um pouco da comida da sua vida, mas, se isso acontecer, valerá a pena. Também é
importante comer a quantidade correta de comida. O nível de estresse começa a aumentar se comer demais ou comer os
alimentos errados.
Consulte o seu médico para mais maneiras de aliviar o stress. Seu médico entenderá seu caso corretamente e poderá dar-lhe
recomendações que lhe farão bem. Você pode tratar seu estresse com o conselho de um médico.

A quintessência

Acredita-se que as pessoas que sofrem de estresse também sofrem de fibromialgia e vice-versa. Estresse e fibromialgia andam de
mãos dadas. Não é fácil lidar com o estresse, mas você tem que encontrar maneiras eficazes de gerenciar sua vida e reduzir o
estresse. As coisas pioram como resultado do estresse e, portanto, mais dor e problemas ocorrem.
Conclui-se que é possível lidar com o estresse e levar uma vida que você quer, com a ajuda de seu médico e com as informações
fornecidas acima. Lute para lidar com o estresse. Faça uma lista de coisas que você pode fazer para reduzir o estresse e consulte
seu médico para reduzir o estresse. Você pode usar uma nova pessoa sem estresse.

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Manifestações Associadas à Fibromialgia 

Por: fibromialgia.com.br

Os mais comuns e característicos sintomas da fibromialgia são dor, fadiga e distúrbio do sono.

A dor é o principal fator que leva o paciente a procurar cuidados médicos. As queixas dos pacientes em relação aos sintomas dolorosos são expressas com palavras do tipo: pontada, queimação, sensação de peso, entre outras.

O paciente apresenta dificuldade na localização precisa do processo doloroso. Alguns têm a impressão de que ela ocorre nos músculos, outros nas articulações, enquanto uma parte relata que a dor se localiza nos ossos ou “nervos”.

Uma grande parte destes pacientes se queixa de dor difusa, referindo-se à dor com expressões do tipo: “dói o corpo todo” ou “dói tudo, doutor”, quando interrogados sobre a sua localização.

Tem se demonstrado, por meio de diversos estudos, a diminuição da produtividade e da qualidade de vida na fibromialgia. Isso justifica o crescente interesse da classe médica no estudo dessa entidade clínica.

Manifestações não relacionadas ao sistema locomotor são observadas na fibromialgia, algumas presentes em mais de 50% dos casos como cefaléia (sob a forma de enxaqueca ou cefaléia tensional ) e síndrome do cólon irritável (Goldenberg, 1987 ).

O fenômeno de Raynaud ocorre entre 20 e 35% dos casos ( Dinerman, Goldenberg, Felson, 1986 ). Tanto a síndrome do cólon irritável, como o fenômeno de Raynaud, estão relacionados a distúrbios da motilidade da musculatura lisa, o que pode ser decorrente do aumento da afinidade dos receptores alfa 2 adrenérgicos ( BENNETT, et al., 1991 ) e não a uma descarga excessiva do sistema adrenérgico.

Nas plaquetas encontra-se também um aumento de densidade de receptores alfa 2 adrenérgicos, o que leva a uma resposta exacerbada a níveis normais de liberação de catecolaminas ( YUNUS et al., 1992 b, BENNETT, 1993 ).

A depressão está presente em 25% dos casos de fibromialgia e 50% dos pacientes relatam antecedente depressivo ( Goldenberg, 1989; HUDSON & POPE, 1989 ).

Anormalidades do tecido colágeno podem ocorrer concomitantemente à fibromialgia, como o prolapso da válvula mitral ( PELLEGRINO, WAYLONIS, SOMMER, 1989; WAYLONIS & HECK, 1992 ) e a síndrome da hipermobilidade ( GOLDMAN, 1991; GEDALIA et al, 1993 ), tendo sido descrita uma redução dos níveis do peptídeo do pró-colágeno tipo 3 aminoterminal, nestes pacientes ( JACOBSEN et al., 1990 ).

Pacientes submetidos às dores crônicas da artrite reumatóide ( MAHOWALD et al, 1983 ) e da osteoartrose ( Moldofsky, lue, saskin, 1987 ) desenvolvem com maior freqüência, manifestações fibromiálgicas, 12% e 7%, respectivamente ( WOLFE & CATHEY, 1983 ).

Em 1994, YUNUS sugeriu o termo síndrome disfuncional para classificar uma família de entidades, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, síndromes miofasciais, síndrome do cólon irritável, enxaqueca tensional, disfunção têmporo-mandibular, síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos de pernas. Estas entidades compartilham de disfunções neuroendócrino-imunológicas, que através de neuropeptídeos / neurotransmissores ( serotonina, noradrenalina, beta-endorfina, dopamina, histamina, GABA, colecistoquinina e substância P ), bem como por meio de hormônios do eixo hipotálamo hipofisário, atuam nos mecanismos biofisiológicos de dor, sono e comportamento.

1. SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA
A síndrome da fadiga crônica foi descrita, em 1988, por Holmes et al. Estudos demográficos, imunológicos e psiquiátricos, bem como investigações sobre fadiga muscular, revelam algumas semelhanças entre a fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica. Ambas acometem, preferencialmente, mulheres de meia idade, previamente saudáveis. Considerando-se os pacientes acometidos com a síndrome da fadiga crônica, 70% preenchem os critérios para fibromialgia, inclusive quanto à presença dos pontos dolorosos, na vigência de queixas miálgicas ( Goldenberg et al., 1990 ).

Por outro lado, 42% dos fibromiálgicos preenchem os critérios para a síndrome da fadiga crônica ( Holmes et al., 1988 ), mais de 90% apresentam queixas de fadiga e distúrbios do sono e 52% dos pacientes comparam suas queixas a um quadro gripal prolongado ( Buchwald et al., 1987 ).

As alterações imunológicas da síndrome da fadiga crônica são variáveis e sem especificidade. Foram descritas a elevação de títulos de anticorpos contra diversos antígenos virais, em especial os anticorpos antivírus de Ebstein-Barr, redução do número e função das células citotóxicas, redução dos níveis de imuneglobulinas, redução da resposta imunológica do tipo hipersensibilidade tardia, alteração do nível de citocinas e da distribuição das subpopulações de células T ( GOLDENBERG, 1988; Kamaroff & Buchwald, 1991 ).

Estes dados ainda são controversos, não tendo sido encontrados por outros autores como Buchwald et al. (1987 ), que em estudo controlado comparativo de pacientes com síndrome da fadiga crônica e fibromialgia, não observaram diferenças nos títulos de anticorpos antivírus de Ebstein-Barr entre os grupos analisados.

2. SÍNDROMES MIOFASCIAIS
Existe uma controvérsia se as síndromes miofasciais poderiam representar uma manifestação localizada da fibromialgia ( BENGTSSON et al., 1986; Travell & Simons, 1983; SIMONS, 1988; WOLFE et al., 1992 ), assim como se existe correspondência entre os pontos de gatilho e os pontos dolorosos da fibromialgia.

Os pontos de gatilho diferem dos pontos dolorosos da fibromialgia, uma vez que apresentam localização mais profunda na massa muscular, resultando em decréscimo da distensibilidade muscular. A dor é provocada pela contração destes músculos, sendo característica a observação de fasciculação à rápida percussão de uma faixa muscular retesada ( GOLDENBERG, 1991 ).

Os pontos de gatilho podem estar latentes, mas quando pressionados, respondem com intensa dor local e também dor referida ou irradiada.

Por outro lado, os pontos dolorosos observados na fibromialgia são positivos à pressão com intensidade inferior a 4 kgf / cm2, apresentando gradiente de dor com as áreas vizinhas, bem como em relação aos pontos controle, que supostamente são pouco dolorosos. De acordo com WOLFE et al. ( 1992 ) que examinou 24 mulheres, 8 com fibromialgia, 8 com dores miofasciais e 8 controles normais, existiria uma certa semelhança entre ambas as síndromes dolorosas, uma vez que as pacientes com dores miofasciais apresentavam positividade em pelo menos metade do número de pontos padronizados da fibromialgia, sendo que os pontos de gatilho estavam presentes em apenas 20% dos indivíduos pesquisados, tanto no grupo com fibromialgia como no grupo com dores miofasciais.

Até o momento poucos são os estudos prospectivos quanto às manifestações sistêmicas das síndromes miofasciais e sua associação com fadiga ou distúrbios do sono.

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Fibromialgia, eu esqueci as palavras que eu ia dizer, eu esqueci o que eu ia fazer, eu esqueci onde eu estava indo …

Por: Fibromialgia247.com

Névoa fibrosa na síndrome da Fibromialgia e fadiga crônica

Névoa cerebral (também chamada de fibromialgia ou disfunção cognitiva) é uma das queixas mais comuns de pessoas com fibromialgia (FM) e síndrome da fadiga crônica (CFS).

Para muitos, pode ter um impacto tão grande em suas vidas quanto a dor ou a fadiga.De fato, algumas pessoas dizem que a névoa cerebral é a mais incapacitante de seus sintomas físicos.

O que causa nevoeiro cerebral?

Ainda não sabemos exatamente o que causa a disfunção cognitiva nessas condições, mas temos muitas teorias sobre possíveis fatores contribuintes, que incluem:

• Falta de sono repousante

• Volume ou fluxo sanguíneo anormal do crânio.

• anormalidades cerebrais

• Envelhecimento prematuro do cérebro.

• Distração mental devido à dor.

Na FM, a névoa cerebral, em geral, é maior quando a dor piora.

Tanto no FM quanto no CFS, pode ser agravado quando você está   ansioso, com pressa ou enfrentando sobrecarga emocional. Depressão  , que é comum em FM e CFS, também está  associada com o fibro-fog.

No entanto, alguns estudos mostram que a gravidade do nevoeiro cerebral não se correlaciona com os sintomas da depressão. Um grande número de medicamentos comuns para FM e CFS também pode contribuir para a névoa cerebral.

Os sintomas cerebrais de cérebro-nevoeiro:

• Os sintomas de confusão mental podem variar de leves a graves.

• Eles geralmente variam de um dia para o outro e nem todos os pacientes têm todos eles.

Os sintomas incluem:

Uso de palavras e memória:

• Dificuldade em lembrar palavras familiares, usando palavras incorretas, lembrando os nomes lentamente.

Problemas de memória de curto prazo:

• Esquecimento, incapacidade de lembrar o que você leu ou ouviu.

• desorientação espacial:Por não reconhecer um ambiente familiar, é facilmente perdido, tem dificuldade em lembrar onde as coisas estão.

Dificuldades para multitarefa:

• Incapacidade de prestar atenção em mais de uma coisa, esquecendo a tarefa original quando distraída.

• A confusão e dificuldade para se concentrar, os problemas de processamento de informações, são facilmente distraídos. Matemática / dificuldade com números:

• Dificuldade para executar operações matemáticas simples, lembrar sequências, números de transposição, problemas para lembrar números.

• Algumas pessoas também podem ter outros tipos de distúrbios cerebrais.

Névoa do cérebro e distúrbios de aprendizagem:

Até agora, não temos evidências de que nossa névoa cerebral venha de problemas conhecidos de aprendizado.No entanto, os nossos problemas são semelhantes aos associados a distúrbios como a dislexia (problemas de leitura), disfagia (dificuldade em falar) e discalculia (problemas de problemas de matemática / espaço / tempo).

Se você acha que pode ter um distúrbio de aprendizado, converse com seu médico.

O diagnóstico pode ajudá-lo a obter acomodações razoáveis relacionadas ao trabalho ou fazer um pedido de benefícios por incapacidade.

O tratamento do nevoeiro cerebral.Para algumas pessoas, a névoa cerebral resolve com um tratamento eficaz para problemas de dor ou de sono.

No entanto, nem todos podem encontrar tratamentos eficazes, o que deixa muitos afetados sem tratamento para esse problema. Suplementos são uma opção comum.

Embora não tenhamos muitas evidências para apoiar sua eficácia, alguns médicos e pessoas com essas doenças notaram que os suplementos ajudam a melhorar o funcionamento e o raciocínio do cérebro.

Suplementos comuns para nevoeiro cerebral são:

• 5-HTP

•   Vitaminas B

•   L-carnitina

• Colina

•   Omega-3   (óleo de peixe) (Chia)

• Rhodiola

•   Erva de São João

• Theanine (aminoácido presente nas folhas de chá)Alguns médicos recomendam mudanças na dieta para incluir   alimentos “amigos do cérebro” , alguns dos quais são fontes naturais dos suplementos mencionados acima.

Alguns desses alimentos são:

• Peixe (Omega-3)

• Óleo de canola ou óleo de noz (Omega-3)

• Ovos (colina)

• Frutas e vegetais

• Carboidratos

•   sementes de Chia   (ômega-3)

Algumas pesquisas sobre fibromialgia mostram que o exercício moderado também pode ajudar a melhorar a função cerebral.

O treinamento do cérebro.

Os pesquisadores estão aprendendo mais sobre o cérebro e como ele funciona, e a nova informação pode nos ajudar a entender a névoa cerebral.Pesquisas sobre o envelhecimento cerebral e algumas doenças degenerativas mostram que o treinamento cognitivo às vezes pode retardar, interromper ou reverter a perda de funções intelectuais.

Alguns médicos usam programas de treinamento intelectual, que geralmente incluem softwares que você usa em sua casa.

 

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Portador de fibromialgia e seus direitos previdenciários

Por Ana Luiza Tangerino Francisconi - Advogada especialista em Direito Previdenciário e em Processo Civil

O que é a Fibromialgia?

A Fibromialgia – também conhecida por síndrome de Joanina Dognini- é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, distúrbios de sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada).

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes, em pacientes com fibromialgia. Essas alterações podem ser o resultado de stress prolongado grave.

Depressão e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são os mais comuns. Dentre os vários prováveis responsáveis pela dor constante estão problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.

Sintomas:

A fibromialgia é um estado de saúde complexo e heterogêneo no qual há um distúrbio no processamento da dor por mais de 3 meses associado a outras características secundárias como:

· Fadiga;

· Problemas no sono;(dificuldade pra dormir, agitação e acordar regularmente)

· Rigidez matinal;

· Parestesias/Discinesia; (Como formigamento ou dormência nos dedos)

· Problemas de concentração e memória;

· Sensação de edema (inchaço).

Diagnósticos:

Não possui um método de diagnóstico direto, portanto há a necessidade de se diagnosticar tal síndrome por exclusão.

Desta forma, o (a) médico (a) necessitará fazer vários exames de imagem e de laboratório para excluir a possibilidade de os sintomas serem provocados por algum outro acometimento e se acaso o resultado for negativo para estes, o profissional tocará os pontos pré-determinados para o diagnóstico de fibromialgia e constatará ser de fato a síndrome.

Por isso, a Associação Brasileira de Reumatologia, recomenda aos médicos que sejam excluídos ao se fazer o diagnóstico de Fibromialgia os seguintes acometimentos:

· Síndrome da dor miofascial;

· Outros reumatismos extra-articulares;

· Polimialgia reumática e artrite de células gigantes;

· Polimiosites e dermatopolimiosites;

· Miopatias endócrinas: hipotiroidismo, hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, insuficiência adrenal, hiperglicemia; miopatia metabólica por álcool;

· Neoplasias;

· Doença de Parkinson;

· Efeito colateral de drogas: corticosteróide, cimetidina, estatina, fibratos e drogas ilícitas.

Tal enfermidade encontra-se incluída na Décima Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), da Organização Mundial da Saúde, atualmente com código individualizado (M79.7).

Esta síndrome tem como característica o sofrimento causado aos portadores, ou seja, quanto mais avançado o estágio, maior os sofrimento, principalmente no âmbito psicológico.

Estudo desta enfermidade:

A fibromialgia acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos. As crianças (há citações de casos com 2 anos de idade), os jovens e também os indivíduos acima de 50 anos também podem apresentar Fibromialgia. A prevalência de dor crônica difusa na população em geral está entre 11 e 13%.

Obstáculos enfrentados pelos portadores da Fibromialgia na sociedade:

No seio social, os portadores da fibromialgia sofrem diversos julgamentos causados pelo desconhecimento que as pessoas possuem acerca do tema, pois até os próprios médicos têm dificuldades em chegar a este diagnóstico, conforme exposto anteriormente, que procrastina o tratamento, sem falar nas dores múltiplas que impedem o enfermo de ter uma vida social mais ativa.

Os amigos e familiares, ignorantes acerca dos seus efeitos, se irritam com as permanentes queixas e com o quadro depressivo que geram desânimo para a execução das tarefas mais simples.

No ambiente de trabalho, se torna totalmente impossível uma pessoa trabalhar com mal-estar permanente, com sintomas como dor crônica e generalizada, falta de energia e disposição em decorrência do baixo nível de serotonina, fraqueza física, fadiga, alteração no sono, dores de cabeça e por fim distúrbios psicológicos.

Direitos do Fibromialgico perante ao INSS:

O portador de Fibromialgia que estiver afastado do trabalho por mais de 15 (quinze) dias, poderá requerer diretamente ao INSS o benefício de auxílio-doença, conforme os artigos 59 ao 64 da Lei nº 8.123/1991.

Tal benefício previdenciário somente será concedido e implantado, caso o médico perito desta Autarquia Previdenciária detecte a incapacidade total e temporária deste para o trabalho, bem como suas atividades habituais.

Não terá direito ao benefício caso o trabalhador comece a recolher o INSS já possuindo a doença, somente terá direito se a enfermidade agravar depois que este tiver cumprido a carência, da qual falaremos adiante.

Mesmo se o trabalhador, portador de fibromialgia for autônomo poderá requerer tal benefício, desde que este contribua para com o INSS.

Caso seja detectado a incapacidade total e permanente do portador da doença em questão para o trabalho e suas atividade habituais, deverá ser concedida a aposentadoria por invalidez, conforme artigos 42 e 62 da Lei nº 8.213/1991.

Antes de dirigir-se ao posto do INSS, o segurado (enfermo), deverá agendar sua perícia médica pelo telefone 135 ou pela internet: www.mpas.gov.br. Será com base nesta perícia agendada que o portador da Fibromialgia, terá ou não o seu benefício previdenciário deferido.

Mas se o portador/segurado tiver seu benefício negado, este poderá recorrer ao Poder Judiciário, a fim de ver seu direito reconhecido, onde este passará novamente por uma nova perícia, porém, tal avaliação será efetuada pelo médico perito de confiança do juiz.

No entanto, é importante frisar que tais benefícios previdenciários não são concedidos em razão da Fibromialgia em si, mas sim, em razão dos demais sintomas que provocam a incapacidade laborativa no trabalhador, tais como: dores pelo corpo todo, quadro depressivo, falta de ânimo para o trabalho e demais atividades do dia a dia, perda de memória e outros problemas.

Carência

A quantidade mínima de contribuição que o enfermo/segurado necessita possuir para usufruir do benefício, seja ele de auxílio-doença ou aposentadoria, são de 12 contribuições mensais, sem interrupção que possa causar a perda da qualidade de segurado, conforme artigo 25I da Lei nº 8.213/1991.

Caso venha perder, será necessário recolher 1/3 das contribuições, ou seja, após o recolhimento do 4º (quarto) mês consecutivo, este reaverá a sua qualidade de segurado.

Se a incapacidade for causada em razão de acidente de qualquer natureza, seja profissional (causada pelo trabalho) ou não, não será exigida carência mínima, conforme art. 26I da Lei nº 8.213/1991.

Conclusão

Desta forma, como o portador de Fibromialgia na maioria das vezes perde o seu emprego, causado por faltas e afastamentos médicos em decorrências das fortes crises de dor, associadas ao quadro depressivo, advém, vem a necessidade do enfermo em pleitear o benefício previdenciário, vez que o mesmo necessita custear seus remédios, tratamentos fisioterápicos, alimentação adequada, médicos especializados, bem como o próprio sustento e de sua família.


Fontes:

INSS – www.mpas.gov.br;

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibromialgia;

Associação Brasileira de Reumatologia – http://www.reumatologia.com.br/;

http://networkedblogs.com/pBjXb – Dr. Vinícius de Abreu;

Lei nº 8.213/1991 – Dispõe dos benefícios previdenciários.

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