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Sarcomas de partes moles

Por: http://www.danielrebolledo.com.br

Sarcomas de partes moles são tipos raros de câncer que se iniciam nos tecidos moles do corpo como por exemplo músculos, gordura, vasos sanguíneos, nervos, tendões e revestimento das articulações.

Existem inúmeros tipos de sarcomas de partes moles, sendo que alguns são mais comuns em crianças, enquanto outros afetam principalmente adultos.

Sarcomas de partes moles podem ocorrer em qualquer parte do corpo, porém os tipos mais comuns ocorrem no abdômen, braços e pernas.

Sintomas

Um sarcoma de partes moles pode ter  sinais ou sintomas  muito discretos em seus estágios iniciais. Conforme o  tumor cresce, os principais sinais e sintomas são:

  • “Caroços” ou inchaços visíveis;
  • Dor, caso o tumor pressione os nervos ou músculos

Causas

Na maioria dos casos, não está claro a causa  do sarcoma de partes moles. Em geral, o câncer ocorre quando as células desenvolvem erros (mutações) no seu DNA. As mutações fazem com que as células cresçam e se dividam sem controle. As células anormais que se acumulam, formam um nódulo que é chamado de  tumor que pode crescer e invadir estruturas vizinhas e vasos sanguíneos podendo se espalhar para outras partes do corpo. O tipo de célula que se desenvolve a partir dessa mutação genética determina o tipo de sarcoma de partes moles em questão. Alguns tipos de sarcomas de partes moles são:

  • Lipossarcoma
  • Sarcoma Sinovial
  • Leiomiossarcoma
  • Sarcoma Pleomórfico
  • Sarcoma alveolar
  • Angiossarcoma
  • Sarcoma de células clara;
  • Dermatofibrossarcoma protuberans
  • Hemangioendotelioma
  • Sarcoma epitelióide
  • Fibrossarcoma
  • Fibrossarcoma infantil;

Fatores de risco

Na grande maioria dos casos,  os sarcomas de partes moles surgem ao acaso, sem fator predisponente porém , em alguns casos, o surgimento deste tipo de tumor  pode estar relacionado com algumas situações. Os fatores que podem aumentar o risco de sarcoma incluem:

  • Hereditariedade: Um risco aumentado de sarcoma de partes moles pode ser herdada geneticamente dos pais. Síndromes genéticas que aumentam o risco incluem retinoblastoma hereditário, síndrome de Li-Fraumeni, polipose adenomatosa familiar, neurofibromatose, esclerose tuberosa e síndrome de Werner;
  • Exposição à substâncias químicas: Exposição a produtos químicos, tais como herbicidas pode aumentar o risco de sarcomas de partes  moles;
  • Exposição à radiação: O tratamento de radiação para outros cânceres anteriores pode aumentar o risco de sarcomas de partes moles

Testes e diagnósticos

Testes e procedimentos utilizados para diagnosticar um sarcoma de partes moles  incluem:

  • Exames de imagem: Os exames de imagem, tais como radiografias simples s, tomografia computadorizadas, imagem por ressonância magnética e o PET-CT, podem ser usados para avaliar a área suspeita.;
  • Biópsia: O procedimento de biópsia pode ser realizado para retirar uma amostra do sarcoma suspeito para análise em um laboratório de anatomia patológica. Para retirar a amostra, o médico pode utilizar uma agulha ou realizar um pequeno procedimento cirúrgico.

No laboratório de anatomia patológica, um médico treinado na análise de tecidos do corpo (patologista) examina a amostra de tecido para detectar sinais de câncer. O patologista também analisa a amostra para compreender o tipo de câncer e para determinar se o câncer é agressivo.

Caso haja suspeita de um sarcoma de partes moles, é melhor procurar atendimento em um centro médico especializado no tratamento deste tipo de câncer. Médicos especialistas irão discutir desde a melhor técnica de biópsia até o tratamento cirúrgico adequado e a necessidade de radioterapia e quimioterapia adjvantes.

Tratamentos

As opções de tratamento para os sarcomas de partes moles dependem do tamanho, tipo histológico e localização do tumor:

  • Cirurgia: A cirurgia é o tratamento preferencial para a maioria dos sarcomas. A cirurgia geralmente envolve a remoção do câncer e algum tecido saudável que o circunda. Quando o sarcoma de partes moles afeta os braços e as pernas, na grande maioria dos casos é possível a ressecção do tumor com preservação do membro mas em casos específicos pode ser necessária alguma reconstrução com cirurgia plática e em casos mais extremos a amputação do membro pode ser necessária.Em alguns casos, quimioterapia e radioterapia podem auxiliar na diminuição do tumor antes da cirurgia, o que aumenta a probabilidade de salvamento de membro
  • Radioterapia: A radioterapia pode ser utilizad antes da cirurgia para encolher o tumor, tornando sua remoção cirúrgica, menos complicada. A radiação é usada também, após a cirurgia para matar quaisquer células cancerígenas que possam permanecer.
  • Quimioterapia: A quimioterapia pode ser administrada por comprimido, através de uma veia (por via intravenosa) ou podem ser utilizados ambos os métodos. Algumas formas de sarcoma respondem melhor à quimioterapia do que outros. Um tipo de tumor em que  a quimioterapia é muitas vezes utilizada é o  rabdomiossarcoma.
  • Terapia- alvo: São medicamentos direcionados que bloqueiam sinais específicos presentes em células de sarcomas.Estes medicamentos são usados para tratar alguns tipos de sarcomas e vários outros estão em desenvolvimento
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Câncer raro

Por: http://www.acbgbrasil.org/

Trata-se de um compilado sobre os cânceres raros de cabeça e pescoço, para maior esclarecimento sobre as doenças, seus principais sintomas e o tratamento.

De acordo com o oncologista clínico Otávio Clark, presidente e diretor da Evidências – Credibilidade Científica, “(…) os tumores raros são assim chamados por serem de baixa incidência, originários em locais incomuns ou em locais comuns, mas de tipos celulares raros. Por exemplo, a glândula pineal, também conhecida como hipófise, que fica bem no meio do cérebro, pode, muito raramente, originar um tumor de tipo celular germinativo. Como é incomum, o tumor pode receber a denominação de câncer raro.”

Falando do tratamento, especificamente, salientamos a importância do paciente ser atendido por uma equipe multidisciplinar, composta pelo cirurgião de cabeça e pescoço, profissional de fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, endocrinologista, neurologista, cirurgião buco-maxilo, protesista, entre outros, a depender da região de localização do tumor.

Nesse sentido, vamos abordar algumas espécies de tumores raros, conforme abaixo.

Referência:

Oncoguia – acesso em 25/02/2018, às 20:36

CÂNCER DE NASOFARINGE

O que é e onde é

Trata-se de um tipo de câncer raro, que atinge a região de parte da garganta (faringe), englobando a parte de trás do nariz e da boca, conforme se pode observar na figura abaixo:

Sinais e Sintomas

Cerca de 75% dos pacientes com câncer de nasofaringe se queixam de um nódulo ou massa no pescoço. Isto é causado pela disseminação da doença para os gânglios linfáticos da região, que aumenta o seu tamanho. Outros sintomas possíveis do carcinoma de nasofaringe incluem:

  • Sensação constante de ouvido tampado, zumbido no ouvido ou perda de audição;
  • Infecções de ouvido que não melhoram;
  • Obstrução nasal;
  • Hemorragia nasal;
  • Dor de cabeça;
  • Dor facial ou dormência;
  • Dificuldade para abrir a boca;
  • Visão embaçada ou dupla.

Estes são os possíveis sinais e sintomas do câncer de nasofaringe, mas que são mais frequentemente causados por outras doenças. No entanto, se você tiver qualquer um desses sintomas é importante consultar um médico para que a causa seja diagnosticada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Tratamento

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com a paciente as opções de tratamento. Dependendo do estágio da enfermidade e outros fatores, as principais opções de tratamento para pessoas com câncer de nasofaringe podem incluir a cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.

Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como cirurgião, oncologista, radioterapeuta e otorrinolaringologista. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais de saúde.

A escolha do tratamento dependerá muito do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade da paciente, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Referências:

Oncoguia – acesso em 22/02/2018, as 15:19.

ADENÓIDE CÍSTICO

O que é

O carcinoma adenóide cístico, outro câncer raro, é uma neoplasia maligna rara de crescimento lento, caracterizando prognóstico reservado, devido a sua agressividade e grande potencial recidivante. A lesão é mais prevalente em pacientes na faixa etária entre 50 e 70 anos, sendo incomum em jovens.

Sinais e Sintomas

Os principais sintomas de Adenóide Cístico são:

  • lesões (angustiante e indolor);
  • assalto de células nervosas;
  • alterações sensoriais;
  • paralisia;
  • dor muscular;
  • problemas de respiração;
  • mudanças na voz.

Tratamento

Alguns destes tipos de câncer podem ser tratados com cirurgia, desde que todo o tumor possa ser removido. Isto seria seguido, possivelmente, por radioterapia e quimioterapia.

Mas, na maioria das vezes, a radioterapia é realizada como tratamento principal para tentar reduzir o tamanho do tumor, aliviar a dor, sangramento ou outros sintomas provocados pela doença. Isto pode ser combinado com a quimioterapia. Se a doença se disseminou para outros órgãos, a químio pode reduzir ou retardar o crescimento do tumor por um determinado tempo e ajudar a aliviar os sintomas.

Como estes tipos de cânceres são difíceis de serem tratados, uma opção seria participar de um estudo clínico com novos medicamentos.

Referências:

PUC/RS – acesso em 22/02/2018, às 15:32.

Oncoguia – acesso em 22/02/2018, às 15:46.

MUCOEPIDERMÓIDE

O que é

O Carcinoma Mucoepidermóide (CME) é a neoplasia de glândula salivar mais comum, acredita-se que essa doença tenha origem a partir do ducto excretor das glândulas salivares. A lesão é formada por células mucosas (contendo glicoproteínas e mucina) e células epidermóides (contendo filamentos de ceratina).

O CME pode acometer indivíduos de todas as idades, sendo mais prevalente entre a terceira e quinta décadas de vida. Não existe predileção por gênero e apesar de são ser uma doença frequente em crianças, é a neoplasia maligna de glândula salivar mais comum na infância.

Sinais e Sintomas

O CME manifesta-se de forma assintomática, com aumento volumétrico do palato, com características algumas vezes flutuantes, com coloração azul ou avermelhada, o que pode ser confundido clinicamente com mucocele.

Tratamento

Os tumores de glândula parótida em estágio inicial podem ser tratados a partir da remoção parcial da glândula com preservação do nervo facial. Tumores maiores são removidos com a parótida em sua totalidade juntamente com o nervo facial.

Em glândulas salivares menores, as lesões são removidas através da excisão cirúrgica com margem de segurança.

A radioterapia pós-cirúrgica está indicada em lesões mais agressivas. Os tumores de glândula submandibular apresentam um pior prognóstico. Os mucoepidermóides intraósseos, na sua grande maioria, são representados por tumores de baixo grau, sendo tratados por ressecção cirúrgica. Manobras mais conservadoras como a curetagem está muito relacionada com os casos de recidiva.

Referências:

BrownMed – acesso em 22/02/2018, às 15:40.

Estomatologia Online – acesso em 22/02/2018, às 15:51.

Combate ao Câncer – acesso em 22/02/2018, às 15:53.

Estomatologia Online – acesso em 22/02/2018, às 15:55

CARCINOMA INDIFERENCIADO OU ANAPLÁSICO SINONASAL (SNUC)

O que é

São tumores incomuns, altamente agressivos, difíceis de diagnosticar. São de curso rápido, muitos pacientes apresentando-se já com sinais e sintomas locais de doença avançada. O diagnóstico diferencial com outros tumores indiferenciados da região é muito difícil. É importante procurar e excluir mesmo evidências leves de diferenciação em sentido escamoso ou glandular.

Prognóstico. SNUCs têm prognóstico muito ruim, com sobrevida mediana de 4 meses a 1 ano, e sobrevida de 5 anos da ordem de 15%. Raramente são ressecáveis devido ao estágio já avançado quando da apresentação. Usa-se combinação de radio- e quimioterapia. Envolvimento primário dos seios paranasais é pior que origem nasal. Propagação à órbita ou linfonodos cervicais é ainda mais sombria.

Sinais e Sintomas

Os possíveis sintomas incluem:

  • Congestão nasal que não melhora com o tempo.
  • Dor acima ou abaixo dos olhos.
  • Bloqueio de um dos lados do nariz.
  • Gotejamento nasal na parte posterior do nariz e da garganta.
  • Hemorragia nasal.
  • Secreção purulenta pelo nariz.
  • Diminuição do sentido do olfato.
  • Dormência ou dor em partes do rosto.
  • Desprendimento ou dormência dos dentes.
  • Crescimento de uma massa no rosto, no nariz ou na língua.
  • Olhos lacrimejantes.
  • Abaulamento de um olho.
  • Perda ou alteração da visão.
  • Dor ou pressão nas orelhas.
  • Dificuldade para abrir a boca.
  • Linfonodos do pescoço (ínguas) aumentados.

Ter um ou mais destes sintomas não significa ter câncer de cavidade nasal ou seios paranasais. Na verdade, muitos destes sintomas são causados ​​por outras condições clínicas. Ainda assim, se você tem qualquer um desses sintomas, é importante consultar um médico para que a causa possa ser diagnosticas e se necessário, iniciado o tratamento.

Tratamento

O principal tratamento é a radioterapia, apesar de ser uma região de difícil acesso e que requer muitos cuidados. A quimioterapia pode ser associada à radioterapia, com diminuição das metástases, mas não tem ação no controle local ou na sobrevida.

Referências:

ANATPAT Unicamp – acesso em 24/02/2018, as 10:15.

CENAPRO – acesso em 24/02/2018, às 10:36.

FORL – acesso em 24/02/2018

O que é

O estesioneuroblastoma é um tumor maligno raro originado das células do epitélio olfativo e freqüentemente é confundido com outras neoplasias da cavidade nasal. Devido à raridade desses tumores, há controvérsia quanto ao diagnóstico e tratamento da doença.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas são comumente confundidos com outras patologias na região, como por exemplo obstrução nasal, dor facial e hemorragia nasal.

Tratamento

A depender do estadio e localização do tumor, sendo realizadas abordagens com radioterapia, cirurgia e quimioterapia isoladas ou combinadas entre si.

Referências:

SBCP – acesso em 24/02/2018, às 10:58

MELANOMA DE CONJUNTIVA E MUCOSA DE CABEÇA E PESCOÇO

O que é

O melanoma de mucosa oral (MMO) é uma neoplasia de baixa prevalência, representando cerca de 0,5% de todos os tumores malignos orais. Caracteriza-se pela proliferação atípica de melanócitos, com crescimento vertical agressivo e possível surgimento de lesões-satélites.

Sinais e Sintomas

Os sintomas mais comuns são sangramento, dor local e amolecimento dentário; podendo, entretanto, ser assintomático.

Tratamento

A conduta médica dependerá do estadio e localização do tumor, podendo ser feito por meio de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, isoladas ou combinadas.

Referências:

INCA – acesso em 24/02/2018, às 14:15

SARCOMA DE PARTES MOLES

O que é

Os sarcomas de partes moles são tumores malignos que têm origem em tecidos como os músculos e gordura. A grande maioria cresce e se desenvolve nos membros, porém podem acometer qualquer parte do corpo, desde cabeça e pescoço até tronco e órgãos internos.

Sinais e Sintomas

Quando esses tumores crescem nos membros a pessoa nota o crescimento progressivo no volume do membro ou de parte dele. Geralmente são indolores até atingir grandes tamanhos e provocar acometimento sensitivo ou motor. Como geralmente crescem de forma muito lenta, na maioria das vezes, o paciente demora para procurar ajuda médica.

Tratamento

O tratamento é baseado no tripé CIRURGIA, RADIOTERAPIA E QUIMIOTERAPIA, a depender de cada caso. Em geral consiste na ressecção do tumor com margens de segurança. A radioterapia atua de forma a reduzir a chance de reincidência da doença. Já a quimioterapia é geralmente utilizada para casos de doença metastática (espalhada em outros órgãos).

Referências:

Hospital de Amor – acesso em 24/02/2018, às 14:37.

OSTEOSSARCOMA

O que é

O Osteossarcoma é uma neoplasia maligna agressiva, de origem mesenquimal, caracterizada por formação de osso irregular imaturo, produção de matriz osteoide e células fusiformes estromais malignas. É o tumor maligno primário mais comum do osso, responsável por aproximadamente 20% dos sarcomas, sendo que 5% destes ocorrem nos maxilares.

Sinais e Sintomas

Os sintomas mais frequentes são o aumento de volume local, dor intensa e limitação funcional.

Tratamento

O tratamento atual do osteossarcoma consiste em ressecção cirúrgica e quimioterapia complementar.

Referências:

Revista Cirurgia BMF – acesso em 24/02/2018, às 14:53.

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